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Curiosidades

A raiva e o ódio

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A Raiva é uma emoção que revela um protesto, insegurança, timidez ou frustração, contra alguém ou alguma coisa, quando nos sentimos feridos ou ameaçados.

Pode também ser entendida como uma sensação de frustração que sentimos, quando esboçamos um desejo e ele não acontece, dando lugar à frustração acompanhada de vontade de violência, aliás, a Raiva é uma forma de violência.

Alguns termos usados como sinónimos são:ira, fúria, furor, zanga.

A intensidade da raiva ou a sua ausência, bem como a maneira como ela é exteriorizada, diferem segundo as pessoas, sendo factores preponderantes neste processo o desenvolvimento moral e psicológico do indivíduo e a cultura ambiente.

Quando surge uma intensa raiva, fazendo parte ou não de um conjunto de fortes emoções e vontade de agressão, geralmente estamos perante um conjunto de causas acumuladas, que pode dar origem a uma qualquer forma de violência, frequentemente tida como incontrolável.

Significado

Como acontece com todas as emoções, há um significado directamente relacionado com o estado do nosso mundo interior, com a forma como percepcionamos o mundo exterior e ainda com a forma como ambos se articulam entre si.

Em todo o caso, podemos afirmar que a raiva revela um conflito com o mundo externo ou consigo mesmo; acontece que é um tipo de emoção que controlamos pouco e manejamos pior ainda, deixando-nos muitas vezes “fora do controlo” das nossas acções…

Perscrutando as origens…

De uma forma geral, a raiva surge devido a um “acontecimento” especial ocorrido, seja consigo mesmo, seja perante alguma situação. Desta forma, a raiva pode reflectir-se tanto contra os outros como contra si próprio, dependendo de como se desenham a ocorrência e a personalidade individual.

Não é, evidentemente, possível nem honesto pretender elencar de forma exaustiva e completa as origens desta emoção.

Ficam aqui algumas pistas de orientação, que parecem as principais dentre muitas outras. Assim, a raiva pode ter origens tais como:

• A inveja: Uma pessoa pode sentir raiva de outra pelo facto de esta ter algo que aquela gostaria para si; no entanto, como não possui recursos próprios para adquirir estes objectos de desejos, e pela sua imaturidade moral, passa a sentir raiva de quem os tem.

• O “ego”: Uma pessoa pode sentir raiva de uma outra pelo facto de esta ter afrontado ou ridicularizado o seu ego. A raiva, neste caso, é uma tentativa expressa de protecção, ao impor-se uma postura agressiva diante da afronta.

• O instinto de superioridade: Uma pessoa que no seu íntimo tem a falsa percepção de superioridade em relação aos demais, quando se vê perante uma situação em que não é compreendida ou aceite como gostaria “serve-se” da raiva como mecanismo de evasão dos seus instintos violentos, visando muitas vezes indiscriminadamente a todos quantos se encontram ao seu lado.

• A família: pode ser que quando os pais não dão a devida atenção aos filhos, desinteressando-se pelos problemas que os venham a afligir, inconscientemente o indivíduo comece a ressentir-se, o que ao longo dos anos pode gerar “raiva acumulada”, que ele não foi capaz de expressar em relação aos seus pais (por uma questão de medo, de incapacidade ou de cultura).

Quando surge a raiva, somos tomados pelas emoções de tal forma que “perdemos” a racionalidade, deixando-nos “fora” do nosso juízo normal. Podemos, nesses momentos, ser levados a cometer erros dos quais nos arrependeremos posteriormente.

Popularmente percebe-se que a raiva é algo diferente de nós, não inerente ao ser humano em estado normal, fazendo-nos “perder” a capacidade de controle e uso da razão. Por isso, quando uma pessoa está irada, é comum que se diga que ela “parece um bicho”, “está com o diabo no corpo”, “está possuída”, “está fora de si” ou muitas outras expressões que mudam conforme a região e o país em que se vive.

A raiva não deve ser confundida com o ódio, pois enquanto aquela está cheia de componentes irracionais, este apenas pode atingir os seus objectivos destrutivos pelo uso da racionalidade. Contudo, quando é muito forte e “alimentada” pelo sujeito, a raiva pode converter-se em ódio, o que faz a pessoa querer, pelo uso da razão, sentir o prazer ao provocar mal ao outro. A raiva é uma emoção intensa e breve (tal como a paixão), ao passo que o ódio pode durar uma vida inteira.

Não convém, porém, esquecer que apesar disso, num ataque de ira, podemos cometer erros até mais graves que as vinganças movidas pelo ódio, tal é o seu poder de estimular os ímpetos maléficos de uma pessoa… incluindo a violência contra a nossa própria saúde.

Consequências

A raiva é como uma doença que vai corroendo de dentro para fora, e que causa diversos prejuízos físicos, mentais e espirituais para o próprio e para as pessoas que o circundam. Como consequências da raiva podemos ter:

• A violência verbal.

• A violência física.

• O Ódio, que consiste numa ênfase consentida pelo sujeito da raiva, que geralmente dura mais tempo e acompanha um desejo contínuo de mal a alguém.

O ÓDIO

O ódio é um sentimento de profunda antipatia, desgosto, aversão, raiva, rancor profundo, horror, inimizade ou repulsa contra uma pessoa ou algo, assim como o desejo de evitar, limitar ou destruir o seu objectivo.

O Ódio é mais profundo que a Raiva. Enquanto a Raiva seria predominantemente uma emoção, o Ódio seria, predominantemente, um sentimento.

O ódio é um afecto tão primitivo quanto o amor. Assim como o amor, só odiamos aquilo que nos for muito importante: para odiar é preciso valorizar o “objecto” odiado. Obviamente, se ignorar o valor do objecto não poderá nunca odiá-lo.

A força do ódio é muito grande, porque o indivíduo estrutura e organiza a sua experiência em torno deste eixo, passando ele a ser o detentor da orientação do agir e do pensar e do sentir. Tudo quanto uma pessoa que odiamos possa fazer ou dizer será para nós objecto de ampliação do ódio.

O ódio pode basear-se no medo.

O ódio não é irracional, uma vez que apenas pode atingir os seus objectivos destrutivos pela racionalidade.

De acordo com observações clínicas, onde se cruza com o ódio há, inelutavelmente, um excesso de sofrimento físico e psíquico. O sofrimento e o ódio são tão próximos e íntimos que cada um acaba por tornar-se a causa do outro.

O ódio como fenómeno social

Estamos por vezes tão submersos no mundo que nos rodeia que não nos damos conta do quanto o meio ambiente nos incita à violência e ao ódio.

Algumas das atitudes fundamentais que permitem aos indivíduos integrar plenamente um grupo são amor, amizade, cooperação, protecção, comunicação, algum sentimento de bondade e mesmo de auto-sacrifício; todos percebemos facilmente que são estas as coisas que mantêm uma sociedade unida. Contudo, outras atitudes também incluem alguns motivos mais sombrios tais como: competição para o domínio, definições de limites, medo de exclusão social…

Paradoxalmente, grandes agrupamentos humanos podem ser irmanados através do ódio (a um inimigo comum) ou destruírem-se completamente entre si (numa relação do tipo perseguido-perseguidor). De uma forma geral, podemos afirmar que o ódio tem uma predilecção especial para se nutrir das diferenças entre o outro e o eu.

Pessoas em todas as culturas sentem que são membros de um grupo (um bando, uma tribo, um clã ou nação) e sentem animosidade contra outros grupos. Estas realidades podem conter hostilidade, e mesmo ódio contra outros grupos que frequentemente corroem a sociedade por dentro.

Estudos por todo o mundo, mostram não somente que estas tendências são universais nas pessoas, mas também que começam na infância: são influências poderosas, inatas, “animais”, no comportamento humano.

As duas consequências mais imediatas são:

- o Etnocentrismo: tendência a focalizar o nosso próprio grupo como o “certo”. É uma característica universal da vida social humana.

- a xenofobia: tendência ao temor de estrangeiros e forasteiros.

De alguma maneira, pode-se dizer que ao formar ligações fortes aprofundamos fissuras… e é muito fácil cair no extremo da manifestação de repulsa.

 

 

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