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Curiosidades

A Família, comunidade aberta

A FAMÍLIA, COMUNIDADE ABERTA

Vamos focar alguns aspectos que fazem da comunidade familiar uma comunidade de serviço à vida, à educação e à participação no plano social, político e eclesial. Cada um destes aspectos encontra suporte em referências à exortação apostólica Familiaris Consortio.

1 - A Família, porque comunidade de amor, é uma comunidade aberta

* Da comunidade conjugal à comunidade familiar: o amor como fundamento da comunidade conjugal e fermento da comunidade familiar.
“Sem amor, a família não é uma comunidade e não pode viver, crescer e aperfeiçoar-se...” Familiaris Consorcio, nº 18

Reflexão – Como se tem concretizado o amor nas nossas atitudes e comportamentos de pais? Soubemos construir uma verdadeira comunidade familiar? Ou temos experimentado dificuldades nessa construção? Quais?


* “Todo o que vive para si, morre por si”.
A família não pode fechar-se em si mesma – tem de ser, por vocação e missão, uma comunidade aberta.
A abertura implica disponibilidade, serviço.
“Por força da sua natureza e vocação, longe de fechar-se em si mesma, a família abre-se às outras famílias e à sociedade...” Familiaris Consorcio, nº 42
 

Reflexão – Já tomei consciência da vocação e missão da minha família como comunidade aberta? Em que aspectos concretos se tem manifestado essa abertura?

2 - A Família como comunidade de serviço
a) O serviço à vida. A transmissão da vida como tarefa fundamental da família.
“É pelo amor conjugal que os pais se tornam cooperadores com Deus na obra da criação.” Familiaris Consorcio, nº 14
“O filho é o reflexo vivo e o sinal da unidade do amor conjugal.” Familiaris Consorcio, nº 14

Reflexão – Marido e esposa que somos, entendemos no plano da nossa consciência, que temos cooperado com Deus na obra da Criação? Ou temos sido egoístas nessa colaboração? Temos tido razões válidas para a nossa posição?

* A mentalidade anti-natalista
“... O bem-estar excessivo e a mentalidade consumística, paradoxalmente unida a certa angústia e incerteza quanto ao futuro, tiram aos esposos a generosidade e a coragem de suscitarem novas vidas humanas. Assim a vida é muitas vezes concebida não como bênção, mas como risco de que é preciso precaver-se.” Familiaris Consorcio, nº 6
“... A vida humana, mesmo se débil e enferma, é sempre um esplêndido dom do Deus da bondade...” Familiaris Consorcio, nº 30

Reflexão – Entre nós, na nossa terra, a concepção da vida é considerada uma bênção? ou um risco, que é preciso evitar? E por que processos se evita? Qual a nossa opinião sobre o assunto?

* A fecundidade, fruto e sinal do amor conjugal
“A fecundidade não se restringe à procriação...”Familiaris Consorcio, nº 30
 

Reflexão – Na nossa vida de casal cristão, temos sido um casal fecundo? Em que aspectos se tem manifestado essa fecundidade?

b) O serviço à educação. A transmissão dos valores (diálogo, respeito, acolhimento, disponibilidade, verdade, liberdade, fé...).
“…os pais devem, formar os filhos para os valores essenciais da vida humana. [...] O homem vale mais pelo que é do que pelo que tem. [...] A comunhão e a participação quotidianamente vividas na casa, nos momentos de alegria e de dificuldade, representam a mais concreta e eficaz pedagogia para a inserção activa, responsável e fecunda dos filhos no mais amplo horizonte da sociedade.
[...]
O serviço educativo dos pais deve dirigir-se para uma educação sexual em que eles se apresentem como primeiros educadores e constituam garantia do crescimento dos filhos segundo os valores morais da sexualidade humana... Familiaris Consorcio, nº 37

Reflexão – Como pais, temos sabido ser educadores? Quais são os valores (naturais, sobrenaturais, humanos, cristãos) que temos procurado transmitir? Temos sabido encontrar tempo para nos preocuparmos com a educação dos nossos filhos ou, comodamente, atiramos essa tarefa para outras estruturas (catequese, escola...)?

* A crise dos valores como consequência da crise da família enquanto comunidade educativa:
“... são múltiplas e variadas as formas de divisão da vida familiar, desagregando a comunhão familiar, nenhuma família ignora como o egoísmo, o desacordo, as tensões, os conflitos agridem, de forma violenta e, por vezes, mortal, a comunhão familiar. Familiaris Consorcio, nº 21

Reflexão – O que temos feito para impedir que os contra-valores que, a cada momento, se manifestam na sociedade, agridam a nossa comunidade familiar? Que acções concretas podem desenvolver-se, na nossa terra, para melhorarmos o clima (moral) que nela se respira? c) O serviço da participação no desenvolvimento da sociedade e da Igreja

* A função política e social da família
“... O bem da sociedade e a vitalidade da Igreja estão profundamente ligadas ao bem da família...
A renovação da sociedade assenta na promoção (humana e cristã) da família...
É da família que saem os cidadãos e é na família que se encontra a primeira escola das virtudes sociais que são a alma da vida e desenvolvimento da sociedade... Familiaris Consorcio, nº 42
“... A família constitui o lugar natural e o instrumento mais eficaz de humanização e de personalização da sociedade.” Familiaris Consorcio, nº 43
“... A família cristã é chamada a oferecer a todos o testemunho de uma dedicação generosa e desinteressada pelos problemas sociais... deve cuidar particularmente dos esfomeados, dos indigentes, dos anciãos, dos doentes, dos drogados, dos familiares.” Familiaris Consorcio, nº 47

Reflexão – Na nossa terra, qual o lugar que os pobres e os marginalizados ocupam? Constituem “opção preferencial” da “família cristã” na nossa paróquia? Empenhamo-nos, activa e responsavelmente, no crescimento autenticamente humano da sociedade (local) em que vivemos e das suas instituições? Já procurámos construir formas organizadas (em associações de famílias) para resolver os problemas existentes? O que falta fazer?

* A função eclesial da família
“Entre os deveres fundamentais da família cristã está o dever eclesial:
colocar-se ao serviço da edificação do Reino de Deus na história mediante a participação na vida e na missão da Igreja.” Familiaris Consorcio, nº 47
A família como alfobre do sacerdócio, especial participação na vida e missão da Igreja.

Reflexão – Estamos sensíveis ao problema da falta de vocações sacerdotais? Como reagiríamos perante o despertar de uma vocação sacerdotal na nossa família? Acolhíamo-la? A família como comunidade crente. A espiritualidade.

“A dignidade e responsabilidade da família cristã como Igreja doméstica só podem, pois, ser vividas com a ajuda incessante de Deus, que não faltará, se implorada com humildade e confiança na oração...” Familiaris Consorcio, nº 59“... Em virtude da sua dignidade e missão, os pais cristãos têm o dever específico de educar os filhos para a oração, de os introduzir na descoberta progressiva do mistério de Deus e no colóquio pessoal com Ele...” Familiaris Consorcio, nº 60

Reflexão – Qual o lugar que a oração tem no nosso lar? Temos dialogado com Deus e ensinado a dialogar? Falamos com Deus das nossas alegrias e dores, esperanças e tristezas, das nossas festas na família a propósito do nascimento de um filho, dos seus êxitos nos estudos, dos nossos trabalhos? Fazemos intervir Deus na vida da nossa família?
A família como comunidade evangelizadora
“... Na medida em que a família cristã acolhe o Evangelho e amadurece na fé, torna-se uma comunidade evangelizadora...
Os pais não só comunicam aos filhos o Evangelho, mas podem também receber deles o mesmo Evangelho profundamente vivido. Uma tal família torna-se, então, evangelizadora de muitas outras famílias e do ambiente no qual está inserida...” Familiaris Consorcio, nº 52

Reflexão – A minha família, tem sido uma comunidade evangelizadora? Temos posto o Evangelho na nossa vida familiar?

3 - Família, torna-te aquilo que és!...
“... Voltar ao princípio do acto criador de Deus, torna-se uma necessidade para a família...” Familiaris Consorcio, nº 17
“... Testemunhar a indissolubilidade e a fidelidade matrimonial é uma das tarefas mais preciosas e mais urgentes dos casais cristãos do nosso tempo... Familiaris Consorcio, nº 20
 

 

  TELEVISÃOE FAMÍLIA
 

1 - Como qualquer dos outros grandes meios de Comunicação, a Televisão faz hoje parte integrante do nosso universo quotidiano, individual e colectivo.
O Televisor constitui um objecto “indispensável”, com direito a lugar de relevo na grande maioria das nossas casas. Passamos diante dele uma parte significativa da nossa vida, mesmo quando não
gostamos dos seus produtos, mesmo quando eles nos irritam.
É assim hoje e tudo indica que assim será cada vez mais. Isto porque a revolução tecnológica, que se está a operar no domínio do audiovisual, aponta para o aumento do poder de sedução e de fascínio
da Televisão.
Para aqueles que consideram já excessiva a influência da Televisão nas nossas vidas, é bom que se diga que essa influência tenderá a crescer. Se os problemas daí decorrentes já são muitos, eles serão ainda maiores no futuro. 

2 - Falar de problemas não deve traduzir, no entanto, uma atitude de suspeição doentia e obsessiva, perante o fenómeno televisivo.
A Televisão é um instrumento de potencialidades maravilhosas, no domínio do lazer, do divertimento, da informação e da cultura. E, se é verdade que muitas vezes nos agride, nos irrita, perturba e confunde, também é certo que muitas vezes nos deleita, nos enriquece, nos faz óptima companhia, nos abre ao mundo e nos transporta
à região do sonho.
A Televisão permite abrir janelas, nas paredes do nosso pequeno círculo familiar. Ajuda-nos a percorrer e a acompanhar o caminho da Humanidade, a descobrir gentes e a partilhar problemas. Faz-nos comungar mais de perto a universalidade
do Homem e do seu destino.
Ela é para milhões e milhões de pessoas o bilhete possível para o cinema, para o teatro, para o concerto, para o circo, para o estádio. É passaporte gratuito para
países desconhecidos, é encontro com a beleza, é espaço de evasão, de emoção, de alegria, de encantamento.
Por isso, a Televisão atrai e seduz tanto que corre o risco de absorver, de dominar, de escravizar.

3 - Uma parte considerável da nossa vida passa-se hoje, frente à caixinha mágica, colocada habitualmente num local relevante e estratégico que condiciona, tantas vezes, o aproveitamento do espaço e a própria decoração da casa.
É um aparelho dominante e dominador, de tal modo que o ligamos quase instintivamente, às vezes sem termos a mínima ideia do que ele tem para
nos oferecer.
Estamos a assistir a uma autêntica multiplicação de televisores, nas casas das famílias portuguesas. Sinal da capacidade económica e preocupação de comodidade, mas não só. Trata-se de responder também ao aumento da oferta e às aparências dos membros da família,num processo que se agrava com a multiplicação das
parabólicas e a generalização dos vídeos.
Algumas das consequências de toda esta dependência são já conhecidas: falta de comunicação interna, indelicadeza para com amigos, tensões familiares, condicionamento de horários e da participação na vida comunitária, indisponibilidade para a oração colectiva, etc., etc. Para além da carga alienante, perversa ou desumanizadora de alguns
dos seus conteúdos.

4 - Com este retrato, poderíamos ser levados à tentação de pensar que estamos perante um instrumento que veio apenas lançar terríveis ameaças sobre as nossas casas.
Aliás, não falta quem pretenda fazer da Televisão o bode expiatório para muitos dos males que afectam
a Sociedade e sobretudo a Família.
Trata-se de um bode expiatório fácil e cómodo, até porque tem culpas no cartório, ruas que serve muitas vezes de alibi para
desculpar os nossos falhanços e as nossas incapacidades.
Não se pretende, com isto, ilibar ou subalternizar o papel da Televisão na chamada crise da Família. Ela teve e tem um papel extraordinariamente importante na transformação, positiva e negativa da Sociedade. Mas, por favor, não
a responsabilizemos por tudo.
O Mal e o Bem estão no Homem e são do Homem. A TV é apenas um veículo de comunicação e penetração para um e para
outro. O papel definitivo será sempre nosso.
E se há razões para falar do poder absorvente ou totalitário da Televisão, é porque falham as alternativas. Porque não basta dizer que a Televisão é uma ameaça ao diálogo e à comunicação oral. Não basta dizer que a Família não dialoga por causa da Televisão. É preciso dizer que a Televisão absorve, porque a Família já não dialoga. Que a Televisão domina, porque a Família se submeteu. Que a Televisão é um refúgio, porque os outros refúgios, os mais importantes, não existem.
Tenhamos coragem para aceitar que a Televisão constitui, para milhões de pessoas, o único vínculo de ligação com o mundo. O único remédio contra a solidão a que foram votadas pela Família e ou pela Comunidade. Não a façamos pagar por culpas que não tem e que são nossas.

5 - A Televisão não é pois nenhum monstro omnipotente e indomável. É apenas uma espada de dois gumes que exige de nós inteligência e paciência para a podermos usar sem nos ferirmos. É moeda de duas faces de que imporia conhecer e utilizar a face mais rica e valiosa.
Há que evitar o pânico e a suspeição. Há que fugir ao deslumbramento e à dependência.
Entre nós, o fim do monopólio da Televisão estatal não será o fim das nossas preocupações. E não se vislumbra, no horizonte próximo, que acabe ou diminua, de modo visível, a influência externa na nossa televisão. Ou que as poderosas máquinas internacionais do lazer televisivo passem a demonstrar preocupações mais cristãs.
É com esta Televisão que temos não apenas de sobreviver, mas conviver, aproveitando a riqueza que, apesar de tudo, ela tem para nos oferecer. Correndo riscos, naturalmente. Apanhando na cara, com algumas surpresas. Mas permanecendo vivos, livres e críticos. E partilhando esse espírito com os mais novos, lá em casa.

Questões:
1- Que lugar ocupa a Televisão na nossa família?
2- Conversamos, entre nós, acerca dos variados programas que vemos, ou limitamo-nos a ver, absorver e aceitar?
3- Seleccionamos programas a ver ou vemos tudo sem critério nem tempo?
4- Ajudamos os nossos filhos a ser espectadores de televisão, descobrindo os valores que ela contem?
 

 

  DEUS NA VIDA FAMILIAR


Desde toda a eternidade Deus amou os homens. Quando estes Lhe são inúteis, Ele espera e actua para que novas atitudes originem um novo caminho de conversão, amor e comunhão. Foi assim ao longo do tempo que a História da Salvação se foi concretizando e que nos “tempos que são os últimos” Deus incarnou em Jesus Cristo dando-se aos Homens e à Igreja numa atitude salvadora.
Jesus Cristo veio até ao meio dos Homens e deu-se num amor de benevolência, numa fidelidade permanente, numa doação total e única
É esta doação que Ele pede aos esposos cristãos que dando e recebendo o sacramento do matrimónio, dão e recebem em comunhão, Deus que é a fonte do amor que fundamenta, alimenta e é o grande objectivo da vida conjugal e familiar.
Deus está no amor vivido em família e no caminho que o ajuda a crescer. Ele está no diálogo aberto fonte de vida e conhecimento aprofundado; está na oração vivida e partilhada que ajuda a redescobrir a vida e a traduzi-la em actos concretos de amor e serviço; está na verdade permanentemente, nos ideais que constroem e polarizam os interesses; está no respeito e valorização mútuos que vencem depressões e motivam alegrias, bem-estar e positiva auto-apreciação essenciais à estabilidade psíquica pessoal; está na abertura à vida que se concretiza na geração e educação dos filhos, incarnação do amor dos pais, ajudando-os a ser pessoas integradas que caminham para a vida adulta realizada e feliz; está na evangelização familiar que é fonte de transformação, espaço de reflexão e força que projecta a acção no exterior; está na fidelidade ao sim dinâmico sacramental dito no início da vida do casamento “prometo ser-te fiel e amar-te e honrar-te tanto na prosperidade como na provação por toda a nossa vida”.
Os dois casaram e vão actualizando o seu casamento todos os dias. Deus está e pede fidelidade ao sim inicial.
Tendes sido fiéis? É que ser fiel ao sacramento é ser fiel à sua actualização diária, ao diálogo, ao perdão, à valorização, à verdade, enfim ao amor. Sempre que isto não se concretiza está a concretizar-se a infidelidade ao sim sacramental.

ORAÇÃO DA FAMÍLIA

Senhor Deus nosso Pai, do qual provém toda a paternidade, nos céus e naterra, pelo vosso filho Jesus Cristo, “nascido de uma mulher’, e pelo Espírito Santo, fonte do amor divino, fazei que, na terra inteira, cada família humana se torne verdadeiro santuário da vida e do amor, para as gerações que incessantemente se renovam. Fazei que o amor, consolidado pelo graça do sacramento do matrimónio, seja sempre mais forte que todas as fraquezas, mais forte que todas as crises, que, por vezes, se verificam nas nossas famílias. Fazei, enfim, – nós vo-lo pedimos – por intercessão da Sagrada Família de Nazaré, que em todas as naçõesda terra, a Igreja realize com fruto a sua missão, na família e pela família. Nós vo-lo pedimos por Nosso Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida. Amen


SOMOS MUITOS NUM SÓ CORAÇÃO!
SOMOS MUITOS UNIDOS NO SENHOR!
UMA FAMÍLIA, UMA MESMA FÉ
PARA AMAR E PARTILHAR! (bis)

SOMOS MUITOS NUM SÓ CORAÇÃO!
SOMOS MUITOS UNIDOS NO SENHOR!
UMA FAMÍLIA, UMA MESMA FÉ
PARA AMAR E PARTILHAR! (bis)

Nossas desavenças serão destruídas
no nosso encontro conTigo, Senhor!
Todos os problemas serão partilhados
no nosso encontro conTigo, Senhor!
No princípio era o Amor: a Trindade na Unidade!
E a Família do Senhor Habitou na Humanidade!
Deus Amor, na Criação, Fez-se Dom!
Vida em partilha: Dois num só: num coração -
O segredo da Família.

A Família bem unida. Seja um berço e um altar. Um serviço aberto à vida Para o mundo transformar. Um serviço aberto à vida Para o mundo transformar.

Na alegria, na tristeza, no trabalho, na oração,
Nos momentos de grandeza e nas horas de aflição:
Dois olhares, num olhar! Dois amores num amor,
Corações a prolongar o milagre criador.

 

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