Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

Alguns Santos

São Bernardo

São Bernardo 

São Bernardo nasceu no Castelo de Fontaine, próximo de Dijon na França no ano de 1090, o terceiro de seis irmãos. Pertencia a uma família nobre, a qual se assustou com a sua decisão radical de seguir Jesus como monge da Ordem de Cister.
Apesar de levar uma vida cómoda onde não faltavam diversões e festas, Bernardo não se sentia feliz.
Esta mudança total aconteceu numa noite de Natal. Sentiu que a Virgem Maria lhe oferecia o Menino Jesus para ele O amar e O fazer amar aos outros. A partir desse dia pensou dedicar-se ao anúncio do Evangelho e à propagação da devoção a Maria.
Tescelino, pai de Bernardo, ficou consternado quando Bernardo, com apenas 22 anos, decidiu tornar-se monge no convento cistercienses, fundado por São Roberto, em 1098. Aconteceu que depois do filho Bernardo, um após outro, os filhos abandonavam o conforto do castelo para seguir Bernardo: Guido, o primogênito, deixou até a esposa, que também se fez monja; Nissardo, o mais novo, também optou por abandonar os prazeres do mundo, seguido pela única irmã, Umbelina e pelo tio Gaudry, que despiu a pesada armadura para vestir o hábito branco; também Tescelino entrou no mosteiro onde estava praticamente toda a família.
Um êxodo tão completo como este nunca se verificou em toda história da Igreja. Por terem muitos outros jovens desejado tornar-se cistercienses, foi necessário fundar outros mosteiros. São Bernardo, então, deixou Citeaux, abraçando uma pesada cruz de madeira e seguido de doze religiosos que cantavam hinos e louvores ao Senhor.
Experientes trabalhadores, como todos os beneditinos, os monges logo levantaram um novo mosteiro, dando-lhe o nome de Claraval. A antiga regra beneditina era aí observada com todo o rigor: oração e trabalho, sob a obediência absoluta ao abade. São Bernardo sempre preferiu os caminhos do coração: "Amemos – dizia ele aos seus monges – e seremos amados. Naqueles que amamos encontraremos repouso, e o mesmo repouso oferecemos a todos os que amamos. Amar em Deus é ter caridade; procurar ser amado por Deus é servir a caridade."
Durante 38 anos foi guia de uma multidão de monges; cerca de 900 religiosos fizeram votos na sua presença.
Para abrigar todos os monges foram construídos mais de 343 mosteiros.
São Bernardo, depois de um dia de intenso trabalho, retirava-se para a cela para escrever obras cheias de optimismo e de doçura, como o Tratado do Amor de Deus e o Comentário ao Cântico dos Cânticos que é uma declaração de amor a Maria, de quem era muito devoto. É também o compositor do belíssimo hino Ave Maris Stella. Também é sua a invocação: " Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria" da salve-rainha. Foi chamado pelo Papa Pio XII "O último dos Padres da Igreja, e não o menor".
Morreu no dia 20 de Agosto do ano 1153.

São Bernardo é considerado pela família Cisterciense um segundo fundador, pois atraía a tantos para a Ordem, que as mães e esposas afastavam os filhos e maridos do santo; tamanho era o real o poder de atracção de Bernardo que todos os irmãos, primos e amigos o seguiram.
Homem de oração, destacou-se como pregador, prior, místico, escritor, fundador de mosteiros, abade, conselheiro de Papas, reis, Bispos e também polemista, político e pacificador.

São Bernardo, rogai por nós!

São Bernardo e a Salve-Rainha

Grande devoto da Santíssima Virgem, São Bernardo não podia pensar na clemência de Nossa Senhora sem experimentar um sentimento que, muitas vezes, o levava até ao êxtase. Ainda hoje no chão da Catedral de Speyer, na Alemanha, se encontram as lápides que perpetuaram a exclamação amorosa que a Igreja acrescentou à Salve-Rainha: "ó clemente, ó piedosa, ó doce e sempre virgem Maria!"

Na noite de Natal de 1146, encontrando-se na Catedral de Speyer na Alemanha, onde faria a homilia da Missa do Galo, ouviu a multidão ali presente cantar, com profunda piedade, a Salve-Rainha.
Ao fim das palavras: "e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito o fruto do vosso ventre" emudeceram todas as vozes, pois assim terminava esta incomparável prece.
São Bernardo, emocionado, ajoelhou-se diante do altar-mor e recolheu-se por alguns momentos. Nunca o havia tocado tanto a Salve-Rainha como naquela noite! "Eia, pois, advogada nossa!" Este brado de confiança era tão penetrante, íntimo e irresistível, que pedia uma resposta de clemência, suavidade e doçura.

Ainda ressoavam no sagrado recinto as última sílabas daquele clamor à Rainha do Céu, quando Nossa Senhora põe a resposta nos lábios do seu discípulo predilecto, Bernardo de Claraval.
Voltado para os fiéis, de pé e com os braços abertos, São Bernardo eleva a sua potente voz que domina toda a assistência. Num terno e inexcedível verso, anuncia ao povo de Deus o seu louvor à Mãe Virginal: "Ó clemente, ó piedosa, ó doce e sempre Virgem Maria!"

Tão profunda foi a impressão que este arroubo de piedade produziu, que a frase ecoou por toda a Cristandade. E a partir de então a Igreja adoptou estas belas palavras que encerram, até hoje, a Salve-Rainha.

Estava reservado a este grande Santo, entusiasta da clemência de Maria, ensinar-nos o que ainda podemos dizer à Santíssima Virgem quando nada mais temos a suplicar-Lhe.

 

 

 

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