O que é a confissão?
S. Josemaría costumava chamar à Confissão o sacramento da alegria, porque através dele se recuperam a alegria e a paz que o pecado rouba às almas dos cristãos.
Porquê confessar-se?
Eu reconheço que fiz mal. Eu sei que pequei contra Deus. Mas não posso perdoar-me a mim mesmo. Eu não posso dizer: perdoo os meus pecados. O perdão é pedido a outra pessoa e na Confissão pedimos o perdão a Deus. O perdão não é fruto dos nossos esforços, mas uma dádiva, é um dom do Espírito Santo.
É complicado confessar-se?
Não o é tanto: no Catecismo, a Igreja propõe-nos quatro passos para uma boa confissão:
1) Exame de consciência;
2) Sentir verdadeiro arrependimento, com o propósito de não voltar a pecar;
3) Confissão;
4) Cumprir a penitência que o sacerdote me indicar.
São quatro passos que damos para poder receber o grande abraço de amor que Deus nosso Pai nos quer dar com este sacramento: Deus já sabe o mal que fizemos ou o bem que deixámos de fazer e, espera-nos, como o pai da parábola, de braços estendidos, embora não o mereçamos. Não importa a nossa dívida. Não importa a gravidade do pecado, o que importa é fazer como o filho pródigo, ir ter com o pai e abrirmos o nosso coração.
Estes quatro passos, ajudarão a viver em toda a sua grandeza este sacramento da misericórdia de Deus.
1. Exame de consciência
O exame de consciência consiste em refletir sobre aquelas ações, pensamentos ou palavras que nos tenham podido afastar de Deus, ofender os outros ou causar-nos dano interiormente.
É o momento de ser sinceros consigo próprio e com Deus, sabendo que Ele não quer que os nossos pecados passados nos oprimam, mas quer libertar-nos deles para podermos viver como bons filhos seus.
O mais importante é entrar no próprio coração e admitir as próprias faltas. Se queremos, durante a confissão podemos pedir ao sacerdote que nos ajude propondo-nos outras questões.
2. Contrição e propósito de não voltar a pecar.
A contrição, ou arrependimento, é uma dor da alma e uma rejeição dos nossos pecados, que inclui a resolução de não voltar a pecar. É um dom de Deus: por isso, se te parece que ainda estás apegado ao pecado – que, por exemplo, não te vês com forças para abandonar um vício, perdoar a uma pessoa ou emendar um dano causado – pede-lhe a Ele que atue no teu coração, para que rejeites o mal.
Às vezes, o arrependimento chega ao ponto de sentir dor ou vergonha, que nos ajuda a emendar-nos. Mas, o importante é compreender que agimos mal, ter desejos de melhorar como cristãos e fazer o propósito de não voltar a cometer essas faltas.
Há várias orações que servem para manifestar a contrição, por exemplo, a seguinte:
Meu Deus, arrependo-me de todo o coração de todos os meus pecados e detesto-os, porque ao pecar, não só mereço as penas que causam, mas principalmente porque te ofendo a Ti, sumo Bem e digno de amor acima de todas as coisas. Por isso proponho firmemente, com a ajuda da Tua graça, daqui em diante não voltar a pecar e fugir de toda a ocasião de pecado. Ámen.
3. Confessar os pecados.
Uma boa confissão é dizer os pecados ao sacerdote de forma clara, concreta, concisa e completa.
A confissão consiste na acusação dos pecados feita diante do sacerdote.
Costuma dizer-se que uma boa confissão tem “4 C”:
1. Clara: indicar qual foi a falta específica, sem acrescentar desculpas.
2. Concreta: referir o acto ou pensamento preciso, não usar frases genéricas.
3. Concisa: evitar dar explicações ou descrições desnecessárias.
4. Completa: sem calar nenhum pecado grave, vencendo a vergonha.
A confissão é um sacramento, cuja celebração inclui certos gestos e palavras da parte do penitente e do sacerdote.
4. Cumprir a penitência
O sacerdote indica uma penitência para reparar o dano causado.
A satisfação consiste no cumprimento de certos actos de penitência (orações, alguma mortificação, etc.), que o confessor indica ao penitente para reparar o dano causado pelo pecado.
É uma ocasião também para dar graças a Deus pelo perdão recebido e renovar o propósito de não voltar a pecar.
