Ave Maria Imaculada... Rezai o Terço todos os dias... Mãe da Eucaristia, rogai por nós...Rainha da JAM, rogai por nós... Vinde, Espirito Santo... Jesus, Maria, eu amo-Vos, salvai almas!

A Confissão

Confissão é um passo decisivo para a conversão do coração

O tempo da Quaresma é marcado pelo convite à conversão, um processo no qual o sacramento da confissão assume papel essencial.

“Eis o tempo de conversão”. A expressão, profundamente enraizada na vivência dos católicos durante a Quaresma, ecoa como um convite urgente à mudança de vida. Inspirada no versículo bíblico (2 Cor 6,2) — “Eis agora o tempo favorável, eis agora o dia da salvação” —, a frase aponta para um caminho concreto: a conversão do coração. E isso passa, necessariamente, pela experiência do perdão de Deus no Sacramento da Reconciliação.

A própria Igreja insiste muito neste ponto: ela incentiva os fiéis, a partir da espiritualidade própria da Quaresma, à conversão, e isto dá-se por meio de elementos bastante concretos, como aquilo que é visível: a cor litúrgica, a sobriedade na ornamentação da igreja, as imagens cobertas e os próprios cantos. As leituras também apelam para que o fiel busque a conversão, apontando para o sacramento da reconciliação, da confissão.

A confissão é fundamental no processo de conversão porque, embora o pecado original seja apagado no Batismo, ainda permanece no ser humano a inclinação ao pecado, como consequência. Todo o ser humano pode vir a cair novamente no pecado. Cristo, sabendo disso, instituiu este sacramento.

A origem do Sacramento da Reconciliação está no próprio Cristo. Foi Jesus quem instituiu os sacramentos da Igreja. “Ele é Aquele que vem reconciliar a humanidade ao coração de Deus Pai. Somente em Cristo o homem encontra o perdão e a salvação”. Cristo confiou esta autoridade à sua Igreja, especialmente aos seus ministros na terra.

O fundamento bíblico do sacramento da reconciliação encontra-se, de modo especial, em Mateus 16, quando Jesus diz a Pedro: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. Tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. Neste trecho, destacamos não apenas o primado de Pedro, mas também a autoridade relacionada ao perdão dos pecados.

Outro episódio, narrado no Evangelho de João (20,22), após a ressurreição do Senhor, descreve o momento em que Jesus sopra sobre os discípulos e diz: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os retiverdes, lhes serão retidos”. É nesse momento que Jesus confere aos seus ministros o poder da reconciliação. É sempre Cristo quem perdoa, mas os ministros ordenados são instrumentos da graça de Deus, canais pelos quais este perdão se torna efetivo na vida dos fiéis.

O Sacramento da Reconciliação acompanha o fiel ao longo de toda a vida. Com o tempo, a tendência é que a pessoa se afaste não apenas dos pecados graves, mas também dos pecados leves. Deus deseja do homem a santidade e a amizade com Ele. Deus detesta o pecado, e nós também devemos detestá-lo se nos queremos unir a Ele. Por isso, este sacramento acompanha-nos, assim como a Eucaristia, durante toda a nossa vida.

Há um tempo ou frequência ideal para a Confissão?

A Igreja aconselha que os fiéis se confessem ao menos uma vez por ano, especialmente no período da Páscoa ou da Quaresma. No entanto, a frequência da confissão depende da necessidade de cada pessoa e da orientação espiritual recebida. As pessoas que estão mais próximas do altar, os acólitos, ministros extraordinários da Comunhão, diáconos e sacerdotes, devem confessar-se com mais frequência, ao menos uma vez por mês.

A confissão deve ser procurada sobretudo diante de pecados graves, pois, ao confessá-los, o fiel torna-se mais apto a receber a Eucaristia. Não é espiritualmente saudável que alguém continue a comungar sabendo que está em pecado grave. Por isso o sacramento da confissão é necessário não apenas neste tempo, mas ao longo de todo o ano.

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