Vocação: Um desafio de amor

Cada homem é chamado a desenvolver-se e construir-se como pessoa, pois, como o universo, também ele é inacabado. Ele deve conhecer-se e aceitar-se, cuidar da própria saúde, dominar os próprios instintos e paixões e adquirir senso crítico (não ir na onda). Deve crescer na verdade, na sinceridade, na lealdade, na honestidade e na responsabilidade.

Em relação aos outros
O homem é chamado a ser irmão do outro, a amá-lo e a respeitar os seus direitos, ajudando-o a ser mais. A nossa sociedade capitalista, que só vê o lucro e a exploração do outro, contradiz radicalmente esta vocação do homem. Os homens são todos iguais como pessoas e têm a mesma dignidade. Ninguém deve oprimir nem aceitar ser oprimido.
''Meus irmãos, a vossa fé em nosso Senhor Jesus Cristo glorificado não deve admitir acepção de pessoas. Mas se fazeis acepção de pessoas, cometeis um pecado e incorreis na condenação da lei como transgressores'' (Tg 2,1.9).

Em relação a Deus
O homem é chamado a ser filho de Deus, a viver em amizade com Deus, relacionando-se com ele pela oração e seguindo a sua vontade. Ninguém consegue ser plenamente feliz sem a amizade com Deus.
As quatro dimensões estão intimamente ligadas: Se o homem recusa ser filho de Deus, acaba tornando-se opressor do irmão, escravo do mundo e de si mesmo. Na medida em que o homem vive em bom relacionamento com Deus ele vai realizando o Reino de Deus entre os homens.
''O coração humano permanecerá sempre inquieto, enquanto não repousar em Deus''. (Santo Agostinho).

VOCAÇÃO CRISTÃ
Pelo baptismo, o cristão é chamado a seguir Jesus Cristo (imitar a sua vida e seguir os seus ensinamentos), vivendo unido a Deus como filho e aos outros como irmão, formando a família de Deus que é a Igreja. Esta é a vocação cristã fundamental, que é válida para todos os cristãos indistintamente, quer sejam padres, religiosos, leigos etc. ''Pelo baptismo nós fomos sepultados com ele na morte para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós vivamos vida nova'' (Rm 6,4).

VOCAÇÃO FUNDAMENTAL E VOCAÇÃO ESPECÍFICA
Além desta vocação fundamental, os cristãos têm, cada um, uma vocação específica, isto é, um é padre, outro é religioso ou religiosa, outro é leigo casado, solteiro, catequista... Vocação específica é a forma própria de servir aos irmãos que cada cristão consciente assume.
Uma pessoa só vive a sua vocação cristã fundamental numa vocação específica (o João só pode ser cristão ou como casado ou como solteiro ou como padre etc.). Por outro lado, pouco adianta alguém viver uma vocação específica, se não vive a fundamental (seguimento de Jesus, do seu evangelho, prática da justiça, da caridade...). Por exemplo: se ele se casa, será um casado mais ou menos. Se fica padre: padre mais ou menos. Se fica freira: freira mais ou menos. Se fica professor: professor mais ou menos... De mais ou menos o mundo está cheio! Gente que namora porque se encontra e se casa ''porque toda a gente casa''. ''Maria vai-com-as-outras''. São objectos da História e da sociedade de consumo! Se vives a tua vocação fundamental, pode estar certo de que acertará na sua vocação específica! As principais vocações específicas são a vocação leiga, a vocação sacerdotal e a vocação religiosa.

VOCAÇÃO LEIGA (laical)
O que é um leigo?
Leigo é toda a pessoa baptizada que segue Jesus Cristo na Igreja e escolhe viver e testemunhar a sua fé no mundo secular: na família, na escola, nas profissões, na política, etc. O cristão leigo quer viver no mundo à maneira de Jesus Cristo e transformar o mundo à maneira de Jesus Cristo. Ele actua não de fora, mas de dentro das várias instituições do mundo, como o fermento, a luz, o sal (Mt 5,13-16; 13,33).
O leigo é ao mesmo tempo o homem da Igreja no coração do mundo e o homem do mundo no coração da Igreja. Ele está sempre questionando o conjunto da Igreja com as suas experiências de participação nos problemas, desafios e urgências do mundo secular. Ao mesmo tempo está sempre questionando e enriquecendo o mundo com as riquezas da Boa-Nova de Cristo que traz em si.
Nos lugares onde vive e se relaciona, o leigo é muitas vezes a única presença da Igreja.
O campo específico da actividade evangelizadora do leigo é o vasto e complexo mundo da política, da educação, dos meios de comunicação social, da economia, da realidade social, da cultura, das ciências, das artes, da realidade internacional... A sua tarefa é transformar tudo isto conforme o projecto de Jesus Cristo, construindo o Reino de Deus na história, criando fraternidade.
Além desta sua presença activa no mundo, o Espírito Santo distribui entre os leigos dons e carismas para servirem mais directamente a comunidade eclesial. São os ministérios. Ex.: catequese, liturgia, ministério da Eucaristia, da palavra, do canto, da saúde, da promoção social etc.
São Paulo compara a Igreja com o corpo humano (1Cor 12,12-27). Assim como o corpo tem vários membros e cada um tem uma função, assim também na Igreja. Cada membro, isto é, cada um de nós tem uma função e não há ninguém sem função. Por isso ela é chamada também de corpo ministerial ou povo de servidores. (Ministério é sinónimo de serviço.)
''Permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como certo; tu sabes de quem o aprendeste. Desde a tua infância conheces as sagradas Escrituras; elas têm o poder de te comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Cristo Jesus'' (2Tm 3,14-15).

VOCAÇÃO MATRIMONIAL
O casamento é uma vocação bem definida dentro da Igreja. Os esposos são chamados a viver uma espiritualidade característica. Instituído pelo próprio Cristo, o matrimónio é uma íntima comunidade de vida e de amor. O amor conjugal é um caminho para Deus e ajuda os esposos na sublime missão da maternidade e paternidade. O sentido do matrimónio é viver a caridade cristã na sua forma conjugal e viver a responsabilidade humana e cristã de transmitir a vida e educar os filhos.
Além disso, os esposos ajudam-se mutuamente, sendo um para o outro e para os filhos, testemunho da fé e do amor de Cristo. A família cristã é como uma Igreja em miniatura: está ao serviço da evangelização dos homens. É sensível às necessidades do mundo.

VOCAÇÃO SACERDOTAL
O padre é alguém escolhido do meio do povo e consagrado por Deus para o serviço deste mesmo povo nas coisas que se referem a Deus (Hb 5,1). O seu papel é continuar a missão de Jesus Cristo, o único e eterno sacerdote. Ele continua a missão de Cristo mediador entre Deus e os homens, sendo representante de Deus junto ao povo e do povo junto de Deus.
Continua também a missão de Cristo cabeça da Igreja:
- Constrói comunidades como Jesus construía.
- Perdoa os pecados como Jesus perdoava.
- Prega a Palavra de Deus como Jesus pregava.
- Une e alimenta a Comunidade pela eucaristia.
Se compararmos a Igreja a um rebanho (Jo 10,10-16), o padre continua a missão de Cristo pastor desse rebanho. Como o bom pastor, ele defende o seu rebanho do lobo e do ladrão, chegando ao ponto de dar a vida pelo rebanho, se necessário for. O padre não só anuncia a verdade, mas denuncia a mentira e a injustiça. Por isso, frequentemente é perseguido (Jo 15,18-21).

O cristão torna-se padre através do Sacramento da Ordem que tem três graus:

+ o diaconado: torna o cristão diácono
+ o presbiterado: torna o diácono padre, ou sacerdote, ou presbítero
+ o episcopado: torna o padre bispo.
Querem ser padres os jovens que, ao mesmo tempo em que são preocupados com a humanidade, com as injustiças, são entusiasmados por Jesus Cristo.
Acreditam que Cristo foi o homem que mais bem fez à humanidade e a sua estratégia é a melhor, até hoje invejada para se construir um mundo melhor. Por isso se decidem a continuá-lo, dedicando a isso toda a sua vida.
A vocação leiga é importante. Mas, sem o padre, o leigo não consegue cumprir a sua missão: quem vai presidir à eucaristia, a fonte de vida do leigo? Quando o leigo cai, quem vai perdoar os seus pecados em nome de Deus? Sem o sacerdote, as Comunidades em pouco tempo se desintegrariam e acabariam. Sem o padre a Igreja não sobrevive! Todo o cristão que ama a Igreja deve amar muito a vocação sacerdotal.

VOCAÇÃO RELIGIOSA
''O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido no campo. Um homem acha-o e torna a esconder e, na sua alegria, vai e vende tudo o que possui e compra aquele campo'' (Mt 13,44).
Religiosos são cristãos que querem dedicar a sua vida a ele e aos irmãos. Eles encontram em Deus a sua segurança, a sua alegria, a sua realização total.
Querem continuar não tanto os gestos de Cristo (vocação sacerdotal), mas a sua vida para serem diante do mundo e dos demais cristãos um exemplo vivo (não no papel ou em palavras) do Evangelho, do projecto do Reino de Deus que Jesus deixou. Eles acreditam que o Evangelho é a melhor solução para os problemas do mundo. E mais: que ele não só é plenamente possível de ser vivido hoje, mas faz muito feliz quem o segue. É claro que não é tanto ''conhecer'' ou ''anunciar'' o Evangelho que faz a pessoa feliz e resolve os problemas do mundo, mas sim vivê-lo! Para provar isto os religiosos decidem-se em primeiro lugar a viver o Evangelho com radicalidade, isto é, de forma intensa e generosa.
O grande amor que os religiosos têm a Deus reverte num grande amor ao próximo (1Jo 4,20), especialmente aos mais pequeninos com os quais Jesus se identificou.
Lembrando-se de Jesus que disse: ''Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles'' (Mt 18,20), os religiosos reúnem-se em comunidades e procuram amar-se como se fossem uma família. Acontece, porém, que os religiosos não se escolhem para morar juntos. São pessoas de temperamentos diferentes, idades, culturas, regiões e até países diferentes que passam a viver como irmãos! Um grupo de homens ou de mulheres a morar numa mesma casa, sem que eles se escolham, e depois combinarem e viverem felizes, é um sinal do Reino ou não?
Por aí se vê que não é para fugir do mundo que os religiosos entram no convento, mas para testemunharem a fraternidade entre si e irem ao encontro das pessoas. Só que de uma forma diferente: Amando-as por causa de Deus. A própria palavra convento vem do verbo latino ''convenire'' que significa reunir-se, encontrar-se. (Deste verbo vem também a palavra convénio que significa encontro, reunião.) O convento é uma casa, um lugar de encontro. Encontro dos religiosos entre si e com as pessoas da cidade, para se amarem e se enriquecerem mutuamente de Deus. Alguns jovens querem tornar-se religiosos como sacerdotes. São padres e também religiosos. Vivem em Comunidade e fazem parte de uma Congregação religiosa. Há outros jovens que querem ser religiosos como Irmãos. Vivem também em Comunidade, fazem parte de uma Congregação religiosa sem serem padres. Assim, numa mesma Congregação, há Padres e Irmãos que vivem juntos, cada um desempenhando a sua missão e juntos testemunhando o Reino de Deus entre os homens.
E há também as religiosas. São as jovens que sentem o chamamento de Deus a deixar tudo e colocar-se inteiramente ao serviço dos irmãos mais necessitados. Estas jovens procuram conhecer várias Congregações e aquela que mais se identificar com os seus anseios, com a missão a que se sentem chamadas, nesta vão receber uma preparação adequada para posteriormente consagrarem a vida a Deus como religiosas. São Irmãs ou freiras.

Os religiosos fazem votos de pobreza, obediência e castidade. Por quê? Para imitarem a Jesus mais de perto nestes três aspectos:

Pobreza
Jesus era pobre. Possuía menos que as raposas e as aves do céu e não tinha onde reclinar a cabeça (Mt 8,20).
Na cruz, até a sua túnica foi sorteada (Jo 19,23-44). Por isso os religiosos são também pobres. Nenhum deles possui nada. Todos os bens são comuns, como os primeiros cristãos (Act 2,44). O voto de pobreza não é nada mais que um compromisso de partilha em todos os níveis: intelectual, profissional, de dotes, de cultura, etc. É também a intenção de empregar os bens materiais para a construção do Reino de Deus.
''Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus. Depois, vem e segue-me'' (Mt 19,21).

Obediência
Jesus era obediente. São Paulo diz que Jesus se fez obediente até à morte e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou (Fl 2,6-9). Jesus disse: ''Eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a de meu Pai'' (Jo 6,38). Obedecer, em última análise, é colocar-se nas mãos e no coração de Deus. É renunciar radicalmente a qualquer dominação sobre o outro. A obediência não é o voto que confere o poder, mas que o tira. Daí, aceitar ser parte, cooperar, estar com o outro. A obediência é o grande voto que constrói a união da comunidade!

Castidade
Jesus também não se casou. Ele podia muito bem ter-se casado, mas não quis, para poder ser mais disponível a todos os que precisassem d’Ele. Ele explicou que há pessoas que não se casam para poder dedicar-se mais ao Reino de Deus. Mas depois acrescentou: só entende isto, aquele a quem é dado entender (Mt 19,12). Isto é, só entende a quem Deus dá este carisma, esta vocação
O voto de castidade leva o religioso a não excluir alguém da sua amizade, do seu afecto. Isolar alguém é o maior pecado contra o voto de castidade. Este vem libertar o afecto de qualquer delimitação. Por tudo isto se vê que os votos não bloqueiam as riquezas e potencialidades da pessoa, pelo contrário, as dinamizam.
Outra característica de voto de castidade é a alegria.
Os padres, os Irmãos e as Irmãs não se casando, não querem que este gesto signifique um menosprezo ao casamento. Pelo contrário: não se casam para valorizar mais o sacramento do matrimónio. Por exemplo: Cuidando das crianças abandonadas, de velhinhos que as famílias rejeitam ou dos quais não têm condições de cuidar, procurando unir os casais que estão em crise, dando catecismo às crianças para suprir a falta de ensino religioso no lar etc.
Os religiosos são filhos de matrimónios. Como poderiam desprezá-lo?
''Todo aquele que tenha deixado casa ou irmãos ou irmãs ou pai ou mãe ou filhos, ou terras, por causa do meu nome, receberá muito mais e herdará a vida eterna'' (Mt 19,29).
Os religiosos querem dar também aos votos um sentido profético de denúncia às três grandes raízes do pecado: Abuso do prazer e do sexo: voto de castidade.
Abuso do dinheiro e da riqueza: voto de pobreza.
Abuso do poder e da autoridade: voto de obediência.
Qual destas três vocações específicas (leiga, sacerdotal e religiosa) é mais importante? - Nenhuma! Todas são igualmente importantes. O importante mesmo é o modo com que se vive cada uma!
Congregação ou Ordem Religiosa é um grupo de religiosos (padres, irmãos ou irmãs) que vivem juntos, formando como que uma família religiosa. Vivem em comunidades (as casas religiosas) e procuram dedicar-se juntos ao serviço de Deus e dos irmãos.
O que distingue uma Congregação Religiosa da outra é a sua missão na Igreja e no mundo.

 

CARISMA
A palavra carisma vem do grego ''cháris'' que significa graça, dom. É um dom do Espírito Santo para o serviço dos irmãos. O carisma nunca é dado para o benefício da própria pessoa (ou instituição) mas para benefício dos outros.
O Espírito Santo distribui carismas não só a pessoas individuais, mas também a grupos, instituições. Entre as instituições, destaca-se o carisma das Congregações Religiosas. Para se conhecer o carisma de uma Congregação, precisamos primeiro de conhecer o carisma do seu fundador. Os dois não se identificam, mas um nasce do outro. Podemos distinguir o carisma do fundador, o carisma de cada membro da Congregação e o carisma da Congregação como tal. Não é que um fundador receba um carisma, que vá sendo partilhado ou distribuído entre os membros. Cada membro recebe um carisma pessoal directo do Espírito Santo, através do qual vai continuar (não repetir) o carisma do fundador, pois os membros da Congregação vivem em situações históricas diversas das do fundador, exigindo, portanto, uma resposta evangélica diferente.

Carisma do fundador
O fundador de uma Congregação religiosa é um cristão que vive intensamente a sua Vocação em determinada situação histórica...
Deixa-se guiar pelo Espírito que, através dele, quer responder às exigências da Igreja do seu tempo e lugar concretos. O que o caracteriza como fundador é a dimensão comunitária do seu carisma, isto é, Deus mesmo quer que a sua sensibilidade e o seu testemunho se transformem em luz e chamamento por outros cristãos, que passam a encontrar nele uma ressonância determinante da sua vocação pessoal. Por isso se unem a ele e juntos dão origem a uma vida de testemunho comunitário, que é o primeiro germe da nova família religiosa.
Para se entender o carisma congregacional vamos fazer a seguinte comparação: imagina que o centro espacial de um país projecta lançar um foguete para a Lua. O foguete já está preparado na plataforma. Inicia-se a contagem regressiva e ele é lançado. Claro que a Lua está em movimento e, como o foguete só vai chegar lá 50 horas depois, tem de ser tudo muito bem calculado. Acontece que o foguete, durante a trajectória, passou perto de um astro que, pela lei da gravidade, o desviou um pouco da sua rota. Então, o centro espacial que o está a acompanhar, acciona, através do controle remoto, um pequeno foguete de reserva, que recolocará a cápsula na sua rota. Logo que a cápsula retoma a sua rota original, o foguete pára de funcionar, pois de contrário a levaria para o lado inverso. Lá na frente, a cápsula encontra uma nuvem electrónica que atrasa a sua velocidade. Neste momento outro foguete é accionado para a manter na velocidade inicial. Vencida a barreira, este foguete pára de funcionar para que a cápsula não continue com maior velocidade chegando antes do tempo ao lugar previsto para o encontro com a Lua, fracassando assim toda a missão.
O sentido da comparação é o seguinte: a cápsula é a Igreja. O centro espacial é o Espírito Santo. Os pequenos foguetes são as Congregações que o Espírito Santo suscita durante a trajectória da Igreja pela História, cada vez que ela começa a desviar-se um pouco da missão que recebeu de Cristo. Por exemplo, quando o ministério da evangelização da Igreja começou a concentrar-se em determinadas áreas, abandonando outras, especialmente as mais pobres e difíceis, o Espírito Santo suscitou a Congregação Salesiana, cujo carisma está todo voltado para a evangelização dos jovens mais pobres.

Há na Igreja outras formas de vida um pouco diferentes das três vocações específicas acima.

São os: Institutos Seculares

Este caminho é seguido por cristãos, homens e mulheres, que vivem as realidades comuns a todas as pessoas: na família, no trabalho, na cultura, na política...
Entretanto, assumem um compromisso de viver plenamente as exigências do Evangelho na pobreza, na castidade e na obediência, por causa do Reino de Deus. Esta consagração dá-lhes uma força maior para transformar o mundo sem sair do meio em que vivem. Por isso o que os caracteriza é a chamada ''secularidade'' consagrada. Alguns vivem em comunidade, outros não.

Sociedade de Vida Apostólica

São padres ou leigos que se unem em sociedade para se dedicar a uma actividade apostólica, e juntos procurar a perfeição da caridade. Geralmente não têm profissão civil, pois dedicam-se em tempo integral ao apostolado. Exige-se a vida comunitária. Não se consagram pelos votos de pobreza, castidade e obediência.

VOCAÇÃO MISSIONÁRIA

É um chamamento especial de Deus, pelo qual padres, religiosos, religiosas e leigos deixam a sua comunidade de origem, para se dedicar à evangelização de pessoas e povos diferentes, ou colaborarem com Igrejas-irmãs de regiões mais necessitadas e carentes.
''Ide, e fazei que todas as nações se tornem discípulas, baptizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que Eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos'' (Mt 28,19-20).