A Grande Promessa

Imagem vazia padrãoNa primeira aparição, Jesus havia revelado o Seu “amor apaixonado” por nós; na segunda aparição, Ele revelou que esse amor não é retribuído, mas ofendido e desprezado. Conta-nos Santa Margarida Maria:

“Estando eu um dia, diante do Santíssimo Sacramento exposto, apareceu-me o Divino Mestre todo radiante de glória com as suas cinco chagas resplandecentes quais cinco sóis. Da sua sagrada Humanidade saíam chamas de todos os lados, porém principalmente do seu adorável peito, que parecia uma fornalha: no meio destas chamas, mostrou-me o seu suavíssimo Coração, que era o foco das chamas. Revelou-me então as maravilhas inexplicáveis do seu amor, a que excesso havia chegado, amando os homens, de quem só recebia ingratidões.

«Eis aqui, me disse Ele, o que Me é mais sensível do que tudo o que sofri na Minha Paixão, tanto que, se correspondessem ao Meu amor, pouco contaria tudo quanto por eles fiz, e quisera, se fosse possível, fazer ainda mais; eles, porém, só têm tibieza e repulsa para todos os meus ardentes desejos de lhes fazer bem».”

Fez então o Senhor a chamada “Grande Promessa”, relacionada com a devoção das Primeiras Sextas-feiras:

«Eu prometo, na excessiva misericórdia do meu Coração, que o meu amor todo-poderoso concederá a todos aqueles que comungarem, em nove primeiras sextas-feiras do mês, seguidas, a graça da penitência final, que não morrerão na minha desgraça, nem sem receberem os seus sacramentos e que o meu divino Coração será o seu asilo seguro no último momento.»

Como uma preparação para essa consagração da primeira sexta-feira de cada mês, Jesus pediu que na véspera se pratique o piedoso exercício da Hora Santa, meditando os sofrimentos da Sua Paixão, especialmente a Sua agonia no Horto das Oliveiras:

«E para me acompanharem na humilde oração que eu apresentei a meu Pai, no meio de todas as minhas angústias, todas as quintas-feiras levantar-te-ás, entre as onze horas e a meia noite, para comigo te prostrares durante uma hora, com o rosto em terra, assim para aplacar a ira divina, pedindo misericórdia para com os pecadores, como para adoçar, de alguma maneira, a amargura que eu sentia com o desamparo em que me deixavam os meus apóstolos, o qual me obrigou a lançar-lhes em rosto o não terem podido velar uma hora comigo.»

A Igreja aceita a Hora Santa como válida para esta devoção a partir duas horas da tarde, até à meia-noite.