Consagração das Famílias ao Sagrado Coração

Imagem vazia padrãoO Coração de Jesus é fonte de vida para a família. O matrimónio, ainda como simples instituição natural, dimanou do amor de Deus Criador, segundo palavras que não admitem equívocos: “Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne».
Com relação à família está a haver uma crescente agressão de forças culturais, sociais e políticas que tentam arrancá-la do seu fundamento natural, o matrimónio, equiparando-a a outras formas de convivência, como as uniões de facto e inclusive às não naturais».
É especialmente eficaz a oração ao Coração de Jesus, como também o é a consagração da família, além da pessoa».
O amor de Jesus, simbolizado pelo seu Sacratíssimo Coração, é fonte e modelo do amor conjugal, que deve por isso ver-se no espelho do Amor de Cristo à Igreja e imitá-lo, ainda com todas as limitações da condição humana».
Para aspirar a esse modelo, a família conta com a graça do Sacramento e com «a oração em família, isto é, feita em comum, marido e mulher juntos, pais e filhos juntos, em todas as situações e vicissitudes alegres e tristes da vida familiar».
O amor conjugal deve ser fiel na alegria e na tristeza, no plano do corpo e no do espírito e, portanto, totalmente contrário ao adultério e ao divórcio, que são a negação do verdadeiro amor, sendo este por sua natureza irreversível e indissolúvel».
O divórcio não só atenta contra a Aliança de salvação, da qual o sacramento do matrimónio é sinal, mas também introduz na família e na sociedade uma desordem incalculavelmente danosa e o problema agrava-se quando os divorciados se casam de novo no civil.
Convidamos aos casais a que aceitem o amor de Cristo, antepondo-o a todas as coisas, e a corresponder-lhe. «Frente à cultura da morte, está o coração de Jesus, fonte de vida», Reflictam sobre o amor de Jesus e façam o propósito de «ser fiéis, de dar testemunho da nossa fé na vida privada e na vida pública, sem medo».
Que grande importância tem a devoção ao Sagrado Coração de Jesus e à entronização do Sagrado Coração na sociedade e nas famílias.
Os documentos pontifícios mostram três aspectos do Coração de Jesus: «o coração de carne enquanto Cristo humano, o coração ético, como vida interior e, por último, como símbolo do amor de Jesus Cristo».
Na Bíblia, o coração de Jesus aparece 600 vezes com múltiplos significados.
A espiritualidade do Coração de Jesus é a espiritualidade central da Igreja, porque governa toda a vida sacramental. Cada um dos sete sacramentos deriva do coração transpassado de Jesus.
O Papa Bento XVI fala cinco vezes, em passagens-chave da encíclica «Deus caritas est», do lado aberto ou do coração transpassado de Cristo, destacando como «Deus se fez visível, mostrou o seu Coração».

 

Dão grande prazer ao meu Coração os que a Ele se consagrarem e renovarem esta consagração com frequência
EXEMPLO

Estava tudo preparado para a entronização na Sexta-feira seguinte. A casa era rica. Na 2ª-feira porém o chefe de família adoeceu repentinamente e de doença grave.
O doente, depois de receber os Sacramentos, diz à esposa: «Vou morrer e não quero sair desta casa sem deixar quem me substitua.» A senhora ouviu e guardou no seu coração as palavras do marido, o seu testamento.
É Sexta-feira. No caixão está o corpo do falecido chefe da família. Cercam-no os amigos. Alguns momentos antes da saída do enterro, entra na sala onde repousa o cadáver do marido, a viúva que traz uma imagem do Sagrado Coração e diz: «meus senhores, desejo cumprir a última vontade do meu marido." Coloca então o quadro do Coração de Jesus nas mãos do falecido que repousa no caixão, pede aos circunstantes que a acompanhem na reza do Credo e no acto de consagração. A Imagem é em seguida tirada e convenientemente entronizada no lugar de honra da sala. Tomando de novo a palavra, a viúva diz: «Agora podeis levar este cadáver. Levai-o. A ocupar o seu lugar, fica nesta família, Cristo vivo.»
A convivência com Cristo no lar é encantadora: por ela a família merece prémio, e que prémio!?

 

Os pecadores acharão sempre, no meu Coração, a fonte e o oceano infinito da misericórdia
EXEMPLO

O Padre Matéo, o grande apóstolo da entronização do Coração de Jesus nos lares, conta no seu livro «Jesus Rei de Amor», o seguinte: Numa viagem que fez à Europa, foi à Espanha, pátria donde era oriunda a sua família do lado materno. Visitou em determinada terra uma Igreja onde havia um grande crucifixo com o braço direito despregado da cruz. O crucifixo ficava por cima de um confessionário. O senhor que andava a mostrar-lhe a Igreja disse o seguinte:
Vê esta mão despregada? É um milagre ocorrido aqui há anos. O sacerdote estava a atender os penitentes e veio um que, noutras vezes, aqui viera e que caía sempre no mesmo pecado: Em certa altura o sacerdote avisou-o que tantas recaídas eram indício da falta de arrependimento sincero e portanto era a última vez que o absolvia. Voltou novamente o penitente e o sacerdote disse-lhe:
— Já te avisei que não te absolvo mais. O homem chorava e pedia compaixão, era sincero no seu arrependimento, mas era um desgraçado a quem o vício tinha enfraquecido a vontade.
— Não, não te absolvo.
— Absolva-me mais esta vez, tenha compaixão de mim.
— Não, não, disse o Sacerdote. Ouviu-se então um gemido, que fez a ambos levantar os olhos: Saía do crucifixo; o Senhor transfigurou-se, o peito arfava-lhe em agonia; esta Mão desprendeu-se, e ouviu-se sair dos seus lábios estas palavras: Perdoo-te Eu, porque me custaste muito caro e, ao mesmo tempo, faz o sinal da Cruz sobre o pecador.»
Para perpetuar esta memória, desde essa altura, o crucifixo permanece deste modo.

 

As almas fervorosas elevá-las-ei em pouco tempo a um alto grau de perfeição
EXEMPLO

Para estudar as revelações feitas a Santa Margarida Maria, para se averiguar se o que nela se passava, era fruto de imaginação doentia, ou embuste do demónio disfarçado em anjo de luz, mandou Deus um sacerdote da Companhia de Jesus, o Padre Cláudio de Ia Colombiére, que tinha estado em Inglaterra.
No princípio do ano de 1675 indo ele celebrar missa ao Mosteiro da Visitação de Paray, foi dito por Jesus à sua serva: «Eis aquele que te envio.»
Algumas semanas depois assistindo à missa deste santo religioso, a serva de Deus vê o seu coração e o Padre Colombiére unidos no Coração de Jesus. Tendo-se verificado a realidade das revelações, segundo os critérios dados por Santo Inácio, para se conhecer a origem do espírito bom ou mau que rege os fenómenos místicos, o Bem-aventurado Cláudio, torna-se o director espiritual de Santa Margarida e enfileira com todo o fervor na devoção e no apostolado do Sagrado Coração que cumpre, neste seu servo, a sua promessa de rápida santificação. Voltando de novo a Inglaterra, nem por isso diminuiu o interesse pela religiosa de Paray, nem ela afrouxou as suas orações por ele.
No Outono de 1681, Nosso Senhor revela-lhe que o seu servo terminará a sua vida em França, em Paray, na casa que os jesuítas ali têm e assim sucedeu.
A 15 de Fevereiro de 1682, dia da morte do Bem-aventurado Cláudio, Margarida Maria recebe uma revelação particular em que lhe é dito que ele entrou no Céu.
«Não há caminho mais breve, diz a nossa Santa, para chegar à perfeição, do que prestar a este Divino Coração todas as homenagens de amor, de honra e de louvor, de que somos capazes; não conheço na vida espiritual, nenhum exercício de devoção que, seja mais próprio para elevar a alma à mais alta perfeição e para lhe fazer gozar as verdadeiras delícias do serviço de Jesus Cristo. Foi o que elevou o Padre Cláudio de Ia Colombiére a tão grande perfeição e em tão pouco tempo. Aqueles que perseverarem em amar e honrar o Sagrado Coração, serão colocados bem no íntimo deste coração que terá mais cuidado de os aperfeiçoar, quanto eles tiverem em lhe testemunhar o seu amor.» O Bem-aventurado Cláudio tinha apenas 41 anos quando faleceu e em tão pouco tempo subiu à mais alta santidade.

 

Abençoarei as habitações em que se achar exposta e honrada a imagem do meu Sagrado Coração
EXEMPLO

Uma piedosa senhora, cujo marido não era praticante, obtém dele licença para entronizar o quadro do Sagrado Coração na sua casa. O Padre Matéo dirige-se a casa dela, distribui as pagelas com a oração, mas por discrição passa em claro o chefe da família, que não sabe praticar a religião.
— E eu, meu Padre? — diz este. Com o maior prazer — respondeu o Padre Matéo.
Rezam-se as orações. Todos os presentes respondem, inclusive o dono da casa. Mas chegados a uma passagem em que se alude aos mortos da família, o referido cavalheiro não responde mais e oculta as mãos. Finda a cerimónia permanece de joelhos, sacodem-no soluços. O sacerdote levanta-o e condu-lo a uma sala vizinha. Logo que a porta se cerra, o nosso homem cai aos pés do sacerdote, dizendo: — meu Padre, não sairá daqui sem me confessar. Há 45 anos que não me confesso. Desde aquele dia este homem comunga todos os dias e a sua casa tornou-se uma verdadeira Betânia.

NO EXCESSO DA MINHA MISERICÓRDIA PROMETO A TODOS AQUELES QUE COMUNGAREM EM 9 PRIMEIRAS SEXTAS-FEIRAS DE 9 MESES SEGUIDOS A GRAÇA DA PENITÊNCIA FINAL; NÃO MORRERÃO NO MEU DESAGRADO NEM SEM RECEBER OS SACRAMENTOS. O MEU CORAÇÃO SERÁ PARA ELES UM ASILO SEGURO NAQUELA DERRADEIRA HORA
EXEMPLO

Numa aldeia de França um homem chamado João Maria, ouvindo pregar o seu pároco sobre a devoção ao Sagrado Coração de Jesus e as suas promessas, começou a fazer a devoção das 9 primeiras Sextas-feiras e precisamente na véspera da última que lhe faltava para concluir o pedido de Nosso Senhor e ter direito à promessa que Ele fizera de não morrer sem os Sacramentos, teve um desastre mortal, pois ao tentar cortar um velho carvalho a árvore partiu-se e arrastou-o na queda esmigalhando-lhe as duas pernas. Era quase noite, João Maria esvaía-se em sangue, não se via ninguém; gritou pedindo socorro mas não obteve resposta nem auxílio. Ia morrer pensou Ele, sem sacerdote que lhe assistisse e sem terminar a 9ª e última Sexta-feira. O demónio tentou-o, sugerindo-lhe que, não era digno do perdão dos seus pecados e de entrar no Céu e por isso Deus permitira aquele desastre, para não terminar as 9 primeiras Sextas-feiras, e portanto condenar-se-ia.
Fez-se totalmente noite, as estrelas começaram a brilhar no céu, João Maria venceu a tentação, invocou o auxílio do Sagrado Coração de Jesus e confiou. De seguida, ouviu um ruído de passos; era alguém que vinha da estrada e se aproximava.
Fazendo um último esforço murmurou em voz fraca: A mim, a mim, vinde em meu socorro; um padre, um padre. Oh! milagre! um homem vestido de batina que a claridade da lua deixava perceber, aproximou-se.
- Oh! Senhor prior, sois vós? Oh! como Deus é bom!
- Sois vós João Maria? - disse o sacerdote reconhecendo o seu paroquiano.
- Sim, sou eu, confesse-me que vou morrer. O sacerdote ouviu a confissão do moribundo e deu-lhe a Santa Unção.
Tinha saído de casa para dar os Sacramentos ao seu colega Padre Hugon que estava gravemente enfermo. Senhor prior, eu queria receber Jesus Sacramentado não se importe com a minha vida pois vou morrer. Partiu o Padre, avisou-se o médico que viesse para cuidar do João Maria que tinha as pernas esmagadas e se esvaía em sangue.
O Sacerdote veio também com o Santíssimo Sacramento; quando chegou era já madrugada da 1.ª Sexta-feira do mês de Outubro, a última que faltava a João Maria. Este vivia ainda e pôde receber Jesus Sacramentado e pouco depois expirava cheio de paz.
Por caminhos insondáveis da Divina Providência, o Sagrado Coração de Jesus cumprira a sua Promessa.

 

A justa cólera de Deus será afastada das famílias e comunidades em que for especialmente honrada a imagem do Sagrado Coração de Jesus
EXEMPLO

Há alguns anos em França na região de S. Gervásio dos Banhos, houve uma terrível catástrofe que engoliu com muitas outras casas os magníficos prédios da estância termal. As torrentes de água faziam tábua rasa de tudo o que encontravam no caminho, formando unicamente como que duas asas em determinado ponto sem que ninguém pudesse adivinhar o motivo. Viu-se depois que a única construção que ficou de pé era precisamente aquela em que se encontrava a Imagem do Coração de Jesus e em que foram salvos os utentes das águas termais e os empregados que ali se encontravam no 2.º andar.
Alguns dias depois verificou-se que na porta de um dos quartos que fora ocupado pela marquesa X há mais de vinte anos e que ficava logo à entrada do andar, estava uma pequenina imagem do Sagrado Coração de Jesus com esta inscrição: «Parai! o Coração de Jesus está aqui.»
O primeiro andar fora completamente inundado pelas águas e pelas pedras e lama que elas arrastaram. Ao chegar ao 2.º andar a torrente obedeceu e parou.
Os que se salvaram atribuíram o facto à protecção do Coração de Jesus.

 

O CORAÇÃO DE JESUS CONCEDERÁ COPIOSAMENTE TODOS OS BENS E DESTRUIRÁ OS MOVIMENTOS DESORDENADOS NO CORAÇÃO DOS QUE TROUXEREM A SUA IMAGEM (Santa Margarida Maria)
EXEMPLO

Em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América do Norte, um rapaz de 20 anos, entregue a toda a espécie de vícios e vários crimes, foi condenado à prisão por dois anos.
Terminado o tempo, foi posto em liberdade, mas ó desgraça, nesse mesmo dia, numa rixa, foi ferido gravemente e em breve vai morrer. A polícia leva-o a casa da sua infeliz mãe, uma piedosa irlandesa q vivia amargurada com a má vida deste infeliz filho. A pobre mãe com os olhos arrasados de lágrimas diz-lhe:
— meu filho, tu estás muito mal, é tempo de pensares na salvação da tua alma. Por resposta ela só ouve injúrias e imprecações.
Esta pobre irlandesa compreendeu que só Jesus e Maria poderiam mudar um tal monstro.
Tomando então a imagem do Sagrado Coração suspende-a ao pé da cama onde jazia o filho e corre à Igreja a ouvir missa e a orar à Santíssima Virgem. A única prece que esta mãe repetia era a do Bom Ladrão: Senhor lembrai-vos no Vosso reino, do meu filho e não o deixeis perder para sempre.
Depois de ter dito esta prece centenas de vezes, cansada, regressou a casa. Ao entrar nela, que surpresa! Parecia que um Anjo do Céu tinha tomado o lugar do seu filho que lhe sorria calmo e feliz.
— Minha Mãe, vedes o Sagrado Coração? Ele apareceu-me e disse-me: — Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso.
— Queres um sacerdote? disse-lhe a mãe cheia de confiança.
— Quero sim e imediatamente. Veio o sacerdote que o confessou, trouxe-lhe Jesus Sacramentado e deu-lhe a Santa Unção. Ao despedir-se, disse-lhe:
— Minha Senhora, nunca na minha vida assisti a uma confissão semelhante. O seu filho estava em êxtase.
Quando o pai chegou, a mãe contou-lhe o sucedido. Este aproximou-se e contemplou a face do filho agonizante que tantos sofrimentos lhe dera pela sua conduta. A sua voz era tão suave e o seu rosto tão angélico que o pai não queria acreditar. Então o rapaz disse-lhe:
— meu pai, o Sagrado Coração de Jesus, apareceu-me e disse-me: «Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso.»
Reze meu pai e Ele também o salvará a si. Ao dizer isto, o novo ladrão expirou com os sentimentos da mais viva piedade e do amor mais ardente.
Em face destes acontecimentos o pai que também deixara as práticas da religião, converteu-se e tornou-se um verdadeiro católico.
Quando tudo isto foi sabido e perguntavam à mãe como se deram tais conversões, ela respondia: É muito simples, o Sagrado Coração prometeu a Santa Margarida: «Os pecadores encontrarão sempre no meu Coração, um oceano infinito de misericórdia”.