Como se situa a catequese na missão evangelizadora da Igreja?

Desde o Vaticano II a evangelização deixa de ter um significado restrito de "anúncio do Evangelho aos não crentes", para passar a designar todo o conjunto de actividade profética ou missionária da Igreja. A EN 24 fala da evangelização como uma realidade rica em elementos variados: "Renovação da humanidade, testemunho, anúncio explícito, adesão de coração, entrada na comunidade, atenção aos sinais, iniciativas de apostolado". Concluímos daqui que a evangelização é a missão da Igreja, isto é, a grande tarefa da Igreja é a de evangelizar: anúncio e testemunho do Evangelização através do que ela diz, faz e é.
A catequese é sempre uma forma de evangelização contínua. Ela tem origem na PALAVRA, ou melhor, em Jesus Cristo manifestado em acontecimentos históricos da sua presença no meio de dos homens: o seu caminhar histórico, a sua morte e a sua ressurreição. Desta forma ela não é a transmissão de uma doutrina elaborada pelo pensamento humano, mas uma revelação da experiência vivida pessoal e comunitariamente de um ACONTECIMENTO. Participa de toda a dignidade e importância no dinamismo da evangelização, pois ao revelar a experiência do ACONTECIMENTO a existência humana atinge um novo significado. Ela é anúncio e aprofundamento da mensagem evangélica para a maduração da fé e da vida cristã. Ela encontra-se mesmo no coração da MISSÃO DA IGREJA. Portanto o fim da catequese é o de tornar presente a cada homem a Palavra de Deus como um convite à liberdade humana, liberdade esta que leva à transformação profunda da existência e das estruturas para que o Reino possa estar cada vez mais presente no nosso mundo.
A catequese deve servir para educar a fé e não simplesmente para ensinar, pois ela deve levar a uma mudança de vida. Não se ensina catequese para comunicar um saber religioso nem para provocar costumes piedosos. Faz-se catequese para comunicar e educar a fé, para realizar a conversão e a mudança de mentalidade (metanoia).