O que responder a uma criança quando ela perguntar se vai morrer

 O que responder a uma criança quando ela perguntar se vai morrer?

 

Santa Teresinha do Menino Jesus dá-nos um bom ponto de partida para a resposta

Depois do falecimento de uma pessoa próxima, as crianças costumam fazer algumas perguntas sobre a morte, inclusive sobre a própria morte. Querem saber se elas vão morrer também. E quando conseguimos – com a ajuda de algumas piruetas e suave eufemismo – explicar-lhes a verdade, os pequenos continuam a perguntar: “mas quando é que eu vou morrer?”

Nesse momento, temos que ter em conta a idade da criança e, por fim, desistir de falar sobre a expectativa de vida e escolher entre o fácil e o tranquilizador. É nessa hora que vem a famosa e simples resposta: “só Deus sabe”.

Não esconder a verdade

Os psicólogos concordam: é importante não esconder a verdade às crianças. Se elas fazem uma pergunta, é porque querem entender. Daí a necessidade de dedicar um tempo para as ouvir (e tirar as dúvidas delas). Uma criança ficará menos inquieta se souber a verdade.

A lição de Santa Teresinha

Os cristãos têm a sorte de poder oferecer uma resposta cheia de esperança às perguntas sobre a morte:  A morte é a porta de entrada para a vida eterna.

Santa Teresa de Lisieux, quando escreveu ao abade Maurice Bellière em Junho de 1887 (ela morreu em Setembro do mesmo ano), explicou:

 “Desejaria dizer-lhe, querido pequeno irmão, mil coisas que só agora, que estou às portas da Eternidade, entendo. Mas eu não morro, entro na vida”.

Esta era uma intuição que ela já tinha desde muito pequena, quando desejava a morte dos seus pais durante os seus arrebatos de ternura. A mãe de Teresa, Célia Martin, citou numa carta: “As crianças são espertas sem igual, [Teresa] acaba de me acariciar, desejando-me a morte: ‘Oh, quanto eu gostaria que morresses, minha pobre mãe. Mas é para que vás ao Céu, pois me disseste que é preciso morrer para ir até lá’”.

Sim, Santa Teresinha do Menino Jesus aprendeu que a verdadeira pátria é o Céu. Por isso, nunca demonstrou medo diante da morte. Como pais, tentemos incentivar um pouco esta confiança às almas atormentadas dos nossos filhos.