Mártires de hoje

Fé, morte, entrega

Uma rapariga chinesa escreve a uma amiga: «Quando receberes esta carta, já estarei na prisão. Tenho de me apresentar na esquadra no dia 14.
Não esqueças essa data memorável... Tive de passar por vários interrogatórios, o primeiro de nove horas, o segundo de três, ontem de cinco. São momentos muito duros.
A minha irmã ficou doente, preocupada comigo, e está no hospital. Reza por mim. Não podes imaginar o meu sofrimento... No dia em que os meus pais viram o meu nome no jornal, entre a lista dos culpados, ajoelharam-se à minha frente, pedindo-me para renegar a minha fé. Então compreendi plenamente pela primeira vez, o que é o sofrimento.
Não tenho nada para te oferecer, a não ser o meu afecto. Ofereço-to, antes de morrer, a ti e às Madres, que foram tão boas comigo. Mesmo que perca a vida, prefiro esta morte à morte eterna, que mereceria se renegasse a minha fé. Canta comigo: Aleluia!»

BERNARDITA