Receita para ser uma mulher feliz
 Receita para ser uma mulher feliz  

Há uma infinidade de receitas por aí, mas elas realmente funcionam?

 “Posso fazer tudo o que quero, mas nem tudo me convém. Posso fazer tudo o que quero, mas não deixarei que nada me escravize.” (1 Cor 6,12)

Muita gente já escreveu sobre como as mulheres devem ser. Há uma infinidade de guias na internet e nas bancas de jornal com regras para isso e normas para aquilo: “Fique magra e linda em 10 dias”, ou: ”Seja a melhor profissional em cinco passos”, bem como: ”30 dias para ser a melhor mãe do bairro” e até: “Como agarrar o seu homem’’, etc. Em alguns casos, até nas conversas das nossas mães e avós existem comentários como: “Faz assim que é certinho!”, na hora de dar conselhos sobre a vida.

Se crês em Deus e queres mesmo viver de fé, lamento decepcionar-te, mas essas ”receitas de bolo” estão longe de dar certo na vida.

Sofremos grande opressão social numa ditadura de costumes, modas, ideias e valores que propõem a liberdade feminina, mas, na verdade, aprisionam as mulheres, que, forçadas a ‘se enquadrarem’ num padrão inatingível, martirizam-se e frustram-se em busca da tal felicidade em cápsulas. Todas precisam necessariamente de ser casadas, magras, loiras, mães perfeitas, com estudos e carreira construídos só de acertos, com direito a muitas selfies desta vida feliz nas redes sociais? Quem disse?

Mulher Maravilha existe?

As convenções sociais, a modernidade (ou a tradição), esse blá-blá-blá autoritário não leva em conta que cada pessoa é única, criada e moldada de modo singular, com um dia a dia que pode ou não conter esses parâmetros sociais para trazer uma vida plena e feliz.

Daí, diante de tanta pressão, aumentam os aglomerados de mulheres infelizes, pois adequar-se a todos os requisitos ditados pela sociedade é tarefa hercúlea; afinal, cá pra nós, Mulher Maravilha, é só nos filmes.

As mulheres de fé precisam de lembrar que, como filhas de Deus, são livres para sonhar e fazer escolhas sempre, e isso não pode ser um problema, mas devem fugir daquilo que não edifica; ao contrário, escraviza.

Santa Teresinha dizia que Deus não coloca no nosso coração um sonho irrealizável. Porém, antes de se lamuriar, porque a sua vida não está como sempre sonhaste e ir correndo atrás das modinhas de “como ser uma mulher perfeita” (que tem uma validade muito curta, o que aumenta ainda mais a pressão social), já paraste para pensar se os sonhos do teu coração foram plantados em Deus ou baseados na ficção, na vida dos outros e nos delírios mediáticos com os quais somos bombardeados diariamente?

O que fazer?

Aproveita para trocar o consumo de conteúdos vazios por alguma leitura que edifique as tuas ideias e a tua alma. A oração pessoal e os sacramentos são vivências de fé que aumentam a nossa intimidade com Deus e ajudam a tomar decisões com mais discernimento e atitude cristã.

Uma dose de bom senso, com pés no chão e coração em Deus, que pode tudo, não custa nada e fará com que nós, mulheres, percebamos que somos protagonistas da nossa história. Talvez, a tua vida se adeqúe a algum dos padrões atuais mencionados ou a outros, mas a mulher que vive de fé deposita a sua felicidade em Deus, não na busca desenfreada por seguir uma convenção social.

 Gosto de pensar em Nossa Senhora, tão à frente do seu tempo, que aceitou ser Mãe do Menino Jesus sem se preocupar com o que os outros iriam pensar ou se era adequado aos padrões da época. Disse ‘sim’ aos planos de Deus, que não estavam em nenhum script social, e é para nós exemplo de uma mulher de fé. Que possamos pedir a sua intercessão, para nos livrarmos de tudo o que escraviza a nossa vida e possamos ser mulheres de fé que sabem fazer escolhas livres e segundo a vontade de Deus.