O Dia Internacional da Mulher
O Dia Internacional da Mulher

No dia 8 de Março de 1857, as operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte-americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam o local e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho: redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas na época) e equiparação salarial com os homens (as mulheres chegavam a receber um terço do salário masculino, para executar a mesma função).


A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas no interior da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num acto brutal e desumano.


Em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o dia 8 de Março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem às heroínas que morreram naquele estabelecimento em 1857. E somente no ano de 1975, por meio de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Mulher de fé, é mulher feliz!

 Mesmo com os nossos deveres precisamos de estimar a eficácia da oração

No Dia Internacional da Mulher não há nada melhor – para meditarmos sobre a nossa importância no mundo – do que falar de Maria, a Mulher de Fé. A Mulher de ligação entre o céu e a terra.

 A Virgem Maria é exemplo de ternura, compreensão, doação, simplicidade, fidelidade, oração, fé, atenção e abertura a Deus e à realidade de seus filhos. Ela é capaz de ver Deus em tudo, capaz de ver tudo com os olhos de Deus. O anjo disse a Virgem Maria: “Alegra-te” e “não temas”. Com alegria, Ela confiou no plano de Deus: “Eu sou a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Palavra” (Lc 1, 38). A confiança da Santíssima Virgem brota da fé. Ela firmou os pés em Deus, confiando, crendo e estando ancorada no plano d’Ele, e assim, encontrou a verdadeira felicidade!  

Ser feliz é ter fé! Ter fé é firmar os pés em Deus! O segredo para ser feliz é ter fé.

 

Maria é a Mãe da fé. Sejamos mulheres de fé! Precisamos de ser mulheres assim. Com o exemplo de uma mulher normal, Santa Gianna Beretta Molla nasceu na Itália e viveu na nossa época, conciliando a sua vida profissional de médica com os deveres de mãe, esposa, acolhendo plenamente o dom da fé e a educação cristã, recebidas dos seus exemplares pais, que a levaram a considerar a vida como um dom maravilhoso de Deus, a ter confiança n’Ele e a estimar a necessidade e a eficácia da oração. De forma que ela renunciou à própria vida em favor da vida da filha, na ocasião da gestação e do parto.

 

Formou-se com louvor em medicina e entre os seus clientes demonstra especial cuidado para com as mães, crianças, idosos e pobres. Especializou-se em Pediatria, mas frequentou uma clínica obstétrica, pois – por seu grande amor às crianças e às mães – pretendia unir-se ao seu irmão, padre Alberto, médico e missionário no Brasil. Este, com a ajuda do seu outro irmão, Francesco, que era engenheiro, construiu um hospital na cidade de Grajaú, no Estado do Maranhão. Gianna, por conta da sua saúde frágil, foi desaconselhada pelo Bispo a ir para o Brasil. Enquanto exercia a sua profissão, que era considerada por ela como uma “missão”, aumentou o seu generoso compromisso para com a Acção Católica, e consagrou-se intensamente na ajuda às adolescentes. Por meio do alpinismo e do esqui manifesta a sua grande alegria de viver e de gozar os encantos da natureza. Através da oração pessoal e da dos outros, questiona-se sobre a sua vocação, considerando-a como dom de Deus. Opta pela vocação matrimonial e casa-se com Pietro Molla. Com simplicidade e equilíbrio, harmoniza os deveres de mãe, esposa, amiga e médica com a grande alegria de viver.

 

Na quarta gravidez, aos 39 anos, no final do segundo mês de gestação, aparece um fibroma no útero. Ela tinha três opções: retirar o útero doente, o que ocasionaria a morte da criança; abortar o feto; ou a mais arriscada: submeter-se a uma cirurgia de risco e preservar a gravidez. Ela opta pela cirurgia e, antes de ser operada, sabendo do grave perigo de prosseguir com a gravidez, suplica ao cirurgião: “Salvem a criança, pois tem o direito de viver e ser feliz!” Receia e teme que o seu filho possa nascer doente e suplica a Deus que isto não aconteça.

  Alguns dias antes do parto, demonstra estar pronta para sacrificar a sua vida para salvar a do filho: “Se deveis decidir entre mim e o filho, nenhuma hesitação: escolhei – e isto o exijo – a criança. Salvai-a”. Nasce a sua filha Gianna Emanuela. Apenas a teve por breves instantes nos braços. Apesar de todo o esforço dos profissionais para salvar a vida de ambas, na manhã de 28/4/1962, no meio de atrozes dores e após ter repetido a jaculatória “Jesus, eu te amo! Eu te amo”, Gianna Beretta morre santamente.  

Sejamos felizes, sejamos como Maria, como Gianna Beretta, “Mulheres de Fé”, que firmaram os pés em Deus!