Ninguém tem o direito de ser triste

Ninguém tem o direito de ser triste

 

"Quem vos condenará? Cristo Jesus, que morreu, ou melhor, que ressuscitou, que está à direita de Deus, é quem intercede por nós! Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada?" (cf. Rom 8, 34-35)
Embora tenhamos ouvido, pouco temos vivenciado a alegria da condição de povo de Deus. Parece que o povo de Deus caminha triste, acabrunhado.
Dom Hélder Câmara dizia: "Depois que Cristo ressuscitou, ninguém tem o direito de ser triste"
.
O que o Senhor deseja realizar em nós é o verdadeiro milagre da conversão. A verdade é que parece que estamos sempre condicionando a busca da felicidade onde ela não está.
Onde está a tua felicidade, irmão? Nós só precisamos de uma coisa para sermos felizes: Jesus Cristo! Há tantas pessoas que não têm nada do que temos, não têm saúde, não têm dinheiro para sobreviver, mas são profundamente felizes, pois sabem onde colocaram o seu coração. Deus tem planos de amor que nos levam à plena felicidade do amor de Jesus.


O inimigo de Deus sabe que quando caminhamos na vontade de Deus só temos um destino: a felicidade, por isso ele faz de tudo para que fiquemos parados e desanimados.
Não podemos trocar a verdade de Deus pelas mentiras do inimigo.
Quanto vale a tua vitória, a tua felicidade? Está na hora de lutar, pois a felicidade é possível para todos nós! Mas, para isso, é preciso sair da condição de passivos e ir à luta.

Mas acontece que nos deixamos abater por diversas situações. Como uma folha que vaga ao vento, nós permitimos que as pessoas, com as quais convivemos, direccionem o nosso modo de ser e agir. Parece que na vivência com certas pessoas o nosso ânimo muda.
De acordo com que natureza tens agido? Tens permitido que as pessoas mudem o teu modo de agir? Se não recebo um sorriso teu, o que recebo é uma cara feia?
Corremos o risco de nos afastarmos daquilo que Deus nos reservou e renunciar à vitória que Ele tem para nós. Mas, não nos podemos esquecer que estamos verdadeiramente num campo de combate.
Fora de Deus não há felicidade, fora de d’Ele a nossa vida resume-se em sofrimentos, angústia e dor.
Precisamos de ter a verdadeira convicção de que estamos a viver um combate, e de que é preciso entrarmos na luta.
É renunciando ao pecado e abraçando a intimidade com Deus que alcançaremos a alegria. Para isso, precisamos de um roteiro, um caminho. Vou para a luta, mas não com o peito aberto, vou armado.

 

Armas de um combatente de Deus:


1. Lanterna do auto-conhecimento – preciso entender que a minha inclinação para o pecado tem a ver com a minha história. Exemplo: se entrares na história de uma pessoa avarenta verá que ela traz, na sua história, marcas profundas como a de ter passado fome, talvez. Eu preciso de conhecer a minha história, para assim alcançar a vitória sobre o meu jeito de ser.
2. Binóculo da verdade
– serve para ver além das situações difíceis que vivemos. Exemplo: se uma pessoa te diz que está a pensar em praticar adultério, tu usando este "equipamento" diz-lhe: "Olha que a pessoa por quem estás interessada pode ter AIDS", e, ela com certeza, desistirá de cair neste pecado. Se lançarmos o nosso olhar adiante, saberemos discernir se o que nos está a acontecer é vida ou morte.
3. Antídoto do pecado
– é a virtude que está do lado oposto do pecado. Exemplo: se sou orgulhoso, do outro lado, está a humildade; se sou egoísta, do outro lado, está o desprendimento que preciso buscar. O cristão é aquele que está em processo de crescimento, não esqueças. Se tu não te decides, a mudança não acontecerá.
4. Espada afiada
– o momento mais difícil em que precisamos de lutar contra o pecado, é quando percebemos que ele está a curta distância, mas que uma decisão firme muda tudo.
5. Precaução
– se lutas contra o pecado, então é preciso ser vigilante, tendo cuidado com as ocasiões que nos levam a pecar.
6. Escudo da verdade
– consiste em "ruminar" e repetir várias vezes um versículo da Bíblia que acusa os nossos pecados. Não esqueças que foi com a Palavra de Deus que Jesus se livrou das tentações de Satanás no deserto.
7. Conhecimento
– eu preciso de conhecer as minhas limitações e informar-me das verdades Deus, para que, antes que o inimigo me tente, eu já saiba as consequências.
Uma certeza: nesta luta não estamos sozinhos, temos alguém por nós: Maria Santíssima. Na luta, Ela sempre estará com as mãos prontas para nos ajudar a caminhar, mesmo quando não conseguimos enxergar nada adiante.

 

Chega de tristeza!

 

Ninguém precisa de ficar triste, porque o Senhor nos cumula de esperança:
"Vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza transformar-se-á em alegria" (Jo 16,20).
A tristeza não pode ter a última palavra nas nossas vidas; ao contrário, precisamos de nos alegrar em Deus, mesmo nas tribulações, porque Ele cumpre todas as suas promessas na nossa vida.
"Mas a vossa tristeza transformar-se-á em alegria".
Entregue a Jesus a tristeza, o medo, a dúvida, a insegurança, a incredulidade, o ciúme, a inveja, a desconfiança, e tome posse da alegria do Senhor na sua vida. Renuncie a estes sentimentos que minam as suas forças e paralisam as suas acções.
"Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque Ele fez prodígios! A Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória" (Sl 97).
Vivamos este dia na presença de Jesus, orando em todos os momentos: Jesus, eu confio em Vós!

 

Rompendo com a solidão


Em Jesus está a vitória sobre a depressão e a tristeza

Neste tempo em que vivemos, percebemos quanto as situações do nosso dia-a-dia, vêm nos abatendo. Há pessoas que vivem sem vontade de viver.
Hoje, são cerca de 400 milhões de pessoas do mundo inteiro que sofrem de depressão
. Mas, nós temos que experimentar a vida nova que Deus nos dá.
No evangelho de São João o Senhor diz: "O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que tenhais a vida e para que a tenhais em abundância"
. (Jo 10:10).
Esta palavra do Senhor vivifica a nossa alma, pois Ele veio para nos dar a vida em abundância, e não uma vidinha medíocre. Assume esta palavra na tua vida. Tu és precioso(a) para Deus. Pede ao Senhor Jesus que toque no teu coração, tirando todas as trevas, toda a mágoa, todo o ressentimento. Porque muitas vezes a raiz da depressão pode estar nas mágoas, nos traumas que foste entulhando no teu coração. Abre-te à graça da cura. Sê como o centurião que clamou pela cura do seu servo, que estava totalmente debilitado:
“Entrou Jesus em Cafarnaum. Um centurião veio a Ele e fez-lhe esta súplica: 'Senhor, o meu servo está em casa, de cama, paralítico, e sofre muito'. Disse-lhe Jesus: 'Irei e o curarei'. Respondeu o centurião: 'Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa. Dizei uma só palavra e o meu servo será curado'.”
(Mt 8 5-8).
Quando Jesus diz que curaria o servo, o centurião não se acha digno desta graça imediata. As suas palavras são: "Senhor, eu não sou digno de que entreis na minha casa. Dizei uma só palavra e o meu servo será curado." Jesus consegue tocar o coração do centurião somente com o Seu amor. Pois com o poder do Seu amor, Ele quebra toda a resistência que criamos por natureza, devido ao nosso pecado original.
"Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para connosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele".
(1Jo 4:16).
Que carta maravilhosa a de São João. O Papa Bento XVI, na sua primeira diz: "Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um «mandamento», mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro num mundo em que ao nome de Deus se associa às vezes a vingança ou mesmo o dever do ódio e da violência. Esta é uma mensagem de grande actualidade e de significado muito concreto. Por isso, na minha primeira Encíclica, desejo falar do amor com que Deus nos cumula e que deve ser comunicado aos outros por nós."
Tu és um amado, uma amada de Deus.
Ama-te na condição em que te encontras agora
. Ele diz que tu és mais que vencedor(a).
Olha para Cruz e vê a vitória do Senhor sobre a tua vida. Ele diz-te: "Dá-me tudo o que eu nunca daria a ti: o pecado. Redime os teus pecados. Pois as feridas que tens é que te causam tristeza." Mas Jesus pode curar-te. Tu crês? Queres fazer a experiência deste amor, desta graça? Ora comigo:
"Senhor Jesus, quero apresentar-me na condição em que estou agora... (diz como te sentes). Senhor, creio no Teu amor por mim, sei que me ouves. E quero fazer a experiência do Teu amor. Pois o Senhor pode restaurar a minha vida. Senhor, confesso-Te os meus pecados, reconheço que sou pecador(a), por isso transforma-me. Eu aceito-Te como o único Senhor da minha vida. Realiza o milagre na minha vida. Cura o meu coração, liberta-me da depressão, dos meus medos, traumas....
Decido-me a procurar um sacerdote para me confessar. Pois acredito nos Teus ministros, naqueles que o Senhor nos confiou como médicos das almas. Eu assumo a minha condição de filho(a) de Deus. Quebra todas as maldições que possam ter sido lançadas sobre a minha vida, sobre a minha família, amigos... Obrigado(a), Senhor, pelo Teu amor, pela Tua graça, pois sei que já estás a realizar maravilhas na minha vida".

A Palavra de Deus é certa. Jesus disse: "Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto". (Mt 7,7). Tu vais perceber maravilhas na tua vida. Comunica-as, depois.


Eliminar o motivo da tua tristeza


Quem me livrará deste corpo que me acarreta a morte?

Nalgumas situações específicas, em que as duas pessoas eram condenadas à morte, os romanos costumavam aplicar uma pena extremamente cruel. Amarravam as duas pessoas uma à outra, rosto com rosto, braço com braço, mão com mão, perna com perna e assim por diante; depois matavam apenas um deles e colocavam-nos a ambos no sepulcro, amarrados. À medida que o cadáver se ia decompondo, libertava substâncias que consumiam em vida o corpo daquele que com ele estava amarrado.
Assim, podemos entender melhor a que São Paulo aludia ao dizer: "Homem infeliz que sou! Quem me livrará deste corpo que me acarreta a morte?"
(Rm 7,24). Ele não falava do seu corpo físico, mas do corpo do pecado ao qual estava amarrado.
Como aquele condenado, não temos forças para nos livrar deste corpo de pecado que nos consome; estamos de tal maneira amarrados a ele que parecemos formar um só corpo, e não estamos amarrados por fora, mas por dentro, no nosso coração.
Precisamos de alguém que nos desamarre e nos livre desse corpo que nos mata e que nos faz apodrecer
em vida.
Os
cristãos são o suave odor de Cristo, mas, quando se tem um corpo de pecado trancado no coração, o próprio coração se corrompe e começa a empestar, com o mau cheiro, o ar à sua volta. Em vez de ser causa de alegria e felicidade para si e para os outros, torna-se causa de sofrimento e infelicidade porque se afasta de Deus
e entra em discórdia com as pessoas para defender interesses egoístas.
A verdade é que somos as primeiras vítimas desse mal; sentimo-nos tristes, abatidos e abandonados porque somos pecadores, porque, no nosso coração, vive uma lepra chamada pecado, que o insensibilizou à presença amorosa de Deus. E o pior é que não podemos fugir dele, como se foge de uma pessoa desagradável; não podemos fugir, porque o pecado fala-nos de dentro do nosso coração (cf. Sl 36,2), nós o levamos connosco para onde vamos.
Uma certeza:
o pecado é o motivo da tua tristeza, e só Jesus te pode devolver a alegria verdadeira. É necessário que Ele te liberte desse mal, mate essa lepra e mude o teu coração corrompido num novo coração. Toda a pessoa que pensa ser impossível que os seus pecados lhe sejam perdoados, entra em desespero e com o seu desespero torna o seu estado pior do que era antes.
Então, tem confiança em Deus!
Se alguma vez já te sentiste perdido e, por causa de alguma coisa que fizeste, tiveste medo de cair no inferno, sentiste-te desolado e sem forças, se depois de repetidas lutas contra um mesmo pecado mais uma vez foste vencido e sentiste vontade de desistir: Só quem assim se sentiu pode experimentar o que é ser salvo pelo sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, e este mesmo Jesus pode eliminar a tua tristeza na raiz.