VOCAÇÃO: ATITUDES DOS BRAVOS

Conhecemos muitas pessoas que dizem amar a sua profissão, o seu trabalho e que até mesmo o fariam sem remuneração. O prazer no cumprimento das tarefas para as quais nos sentimos identificados, sobrepuja qualquer outra necessidade aparente.
Certamente muitos de nós já ouvimos perguntas como: "O q vais ser quando cresceres?" e "O que farás depois do colégio?" ou "Que profissão seguirás?"
Numa pergunta simples está contido, mesmo que implicitamente, o desafio de se perceber através das situações, as leves indicações que demonstrarão nossa simpatia por determinada actividade.
Embalados por esta simpatia, a qual possivelmente deveremos abraçar e assumir como vocação, somos atraídos. A partir desse momento, assumimos atitudes que irão nos auxiliar na concretização da vivência daquilo que acreditamos ser o nosso chamado, ainda que, em estágio "embrionário".
Naturalmente, sentiremos a necessidade de conversar com alguém que viva uma vocação semelhante, para a qual nos sentimos chamados. Assim como nos devemos aproximar de pessoas dignas de confiança que se disponham em nos dar maiores informações sobre o que nos interessa e que também poderão dar-nos conselhos e orientações úteis.
Ao contrário do que poderíamos imaginar, uma pessoa que se diz realizada na sua vocação, não está isenta de dificuldades e provações; contudo, sente-se investida de uma força que sempre a impulsionará a continuar, com alegria, na caminhada e a se aventurar em novas descobertas.
Para cada um há um chamamento, o qual ressoa desde o princípio na sua alma. Um chamamento específico para uma determinada missão, para o qual não há ninguém que poderá substitui-lo plenamente no seu cumprimento. Da mesma maneira que eu não teria o mesmo zelo de um jardineiro "vocacionado" pelo seu jardim, outros não teriam o mesmo zelo para aquilo que a ti foi reservado como missão.
Incrustada na rocha dos nossos desafios, está a jóia da nossa vocação. A cada novo desafio e a cada nova conquista fundamenta-se no nosso ser a certeza de que realmente estamos a lapidar uma pedra de valor ímpar.
A dedicação e a persistência no desejo de levar a cabo o que sentimos é o que revigora as nossas forças.
Deus abençoe a tua vocação.