PRINCIPAIS FESTAS EM HONRA DE NOSSA SENHORA

NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA – (8 de Setembro)
Para desfrutar a fecunda e santa alegria da festa de hoje, que nos lembra a dádiva da Virgem Maria à terra, e que ao mesmo tempo anuncia o júbilo que inundou os Bem-Aventurados quando Ela foi presenteada ao Céu, na sua Assunção gloriosa, meditarei;

/ - Como a Natividade da Virgem Maria se dá na graça e no contentamento;
II - Como o meu nascimento se deu na culpa e na tristeza;
III - Os valores divinos e a alegria do meu renascimento baptismal,

O Senhor, concedei aos vossos servos o dom da graça celeste, a fim de que a festa da Natividade da Virgem Maria assinale um aumento de paz naqueles a quem a sua maternidade sorriu com os alvores da redenção.

A Natividade da Virgem Maria sucede na graça e no contentamento
Festejando a Natividade da Virgem Maria, a liturgia católica exulta nestas expressões: «O vosso nascimento, ó Santa Mãe de Deus, veio dar alegria ao mundo inteiro!».
Somente de três pessoas se festeja a natividade litúrgica: de S. João Baptista, da Virgem Maria e de Jesus Cristo, João Baptista, com efeito, foi santificado no seio materno, e consequentemente veio à luz em santidade e justiça.
A Virgem Maria não só foi santificada no seio ma¬terno, senão que foi concebida imune do pecado original e cheia de graça desde o primeiro instante da sua existência. O seu nascimento, por isso, dá-se nos esplendores da graça e das complacências divinas. É a primeira haste imaculada que rebenta do tronco envene¬nado da humanidade pecadora. Dela despontará brevemente o Salvador do mundo, que virá reconciliar a humanidade com Deus, reintegrando-a na posse dos bens perdidos pelo pecado.
Todo o mundo, por conseguinte, tem razão de exultar e de saudar a sua mais excelsa Benfeitora, que vem ressalvar o erro de Eva e comunicar ao mundo o Emanuel, fonte e princípio de todo o bem.
Com mais força de razão se celebrará, em 25 de Dezembro, o nascimento temporal do Menino Jesus, Salvador do mundo e cumulado de todos os dons sobrenaturais desde o primeiro instante da sua existência humana. Com efeito «as virtudes, os dons e os carismas que enobrecem a sociedade cristã, todos resplandecem na sua Cabeça, Jesus Cristo. Aprouve a Deus Pai que Nele habitasse toda a plenitude. (Col., 1, 19), Aformoseiam-No aqueles dons sobrenaturais que acompanham a união hipostática, por isso que o Espírito Santo habita Nele com tal plenitude de graça que impossível se torna concebê-la maior. Foi-Lhe conferido todo o poder sobre toda a carne (Jo., 17, 2); Nele culminam copiosamente todos os tesouros da sabedoria e da ciência. (Col., 2, 3). E a mesma visão beatífica subsiste Nele de tal modo que tanto na amplitude como na claridade supera indizivelmente o conhecimento beatífico de todos os Santos do Céu. Enfim, Ele é tão superabundante de graça e de verdade, que todos nós partilhamos da sua inexaurível riqueza. (Jo., 1, 14-16)». (Pio XII, Ene. Mystici Corporis).
A Virgem Maria é a aurora deste sublime Sol de Justiça, e o júbilo da sua Natividade prenuncia os júbilos do Natal de Jesus.
A íntima razão desta alegria é a sua intemerata inocência, que A faz quinhoar nos infinitos gozos de Deus: ao passo que o pecado ê a morte de todo o júbilo.
Ô Rainha da Glória, renovai em mim a vossa Natividade, mediante a devoção e a imitação das vossas virtudes, e também eu serei participante na divina alegria que Vos inunda. Conservai em mim esta alegria, preservando-me de toda a culpa, e dai-me que a possa comunicar a muitas almas, ensinando-as a viver em graça.

O meu nascimento realizou-se na culpa e no luto
O meu nascimento foi bem diverso do da Virgem Maria. Eu nasci para a vida humana, mas em estado de morte espiritual. Por isso tive que renascer para a vida da graça e da amizade divina, mediante ó santo Baptismo.
A santa Natividade da Virgem de Nazaré, cheia de graça e de alegria, recorda-me as realidades divinas com que me enriqueceu o meu renascimento baptismal, e que S. João resume nestes termos: «Vede os requintes de caridade que Deus Pai usou connosco, a ponto de nos podermos chamar e de sermos na verdade filhos de Deus». (I Jo., 3, 1).
No renascimento sobrenatural de uma alma, cumpre-se uma obra divina ainda mais admirável que a mesma criação do mundo. Com efeito — afirma S. Tomás — o bem espiritual da graça é muito mais precioso que todo o universo material.
A criança que vai a caminho do Baptismo, é recebida pelo sacerdote revestido de estola violácea, em sinal de luto. Porquanto ela, como todas as demais crianças, tirante Jesus e sua Mãe, ainda não é amiga de Deus, mas sim escrava do demónio. E o sacerdote apressa-se, antes de mais nada, a quebrar, em nome e por virtude do Triunfador do inimigo, as sombrias cadeias do pecado, intimando ao demónio, em nome do Altíssimo: «Eu te ordeno, espírito imundo, que saias desta criatura, para que se torne templo de Deus vivo, e o Espírito Santo habite nela».
O rito baptismal efectua esta mudança de posse, e destrói todo o reato assim de culpa como de pena.
Mas como pode a água lustral do Baptismo purificar a alma, quando o pecado é um mal de proporções infinitas?
Responde S. Tomás: «A todo o baptizado é aplicada a paixão de Cristo como remédio, como se ele próprio tivesse morrido e sofrido... A pena da paixão de Cristo é aplicada ao neófito, pelo facto de o tornar membro de Cristo, como se ele mesmo tivesse padecido aquela pena». (III, q. 69, a. 2).
O cristianismo ê um mistério de solidariedade: no mal, com o pecado; no bem, com a participação de todos os homens nos méritos de Jesus Cristo. Mediante o rito baptismal comungo nos méritos do Salvador, que conferem direito à purificação de toda a culpa e de toda a pena.
Toda a redenção se projectou na minha alma, tornando-me membro vivo de Jesus Cristo e solidário com Ele.
Ó Jesus, é com a mais viva comoção que agora revivo conscientemente o meu Baptismo, pelo qual incoscientemente fui purificado ao contacto da água lustral.
Fazei-me sentir a oportuna obrigação de uma luta constante contra os germes de morte que em mim subsistem, a fim de manter ilibada a estola baptismal, renovada na profissão religiosa, sob os olhares carinhosos da Virgem Maria,
Vós, que avaliais cabalmente o tesoiro da inocência, defendei-a em todos aqueles que purificastes nas águas do Baptismo, e ajudai-me a preservar da culpa os jovens que me confiardes.

Alcance divino do meu renascimento baptismal
Jesus Cristo não me resgatou a-meias. Não me purificou tão-somente, que antes me restabeleceu também nas riquezas perdidas com o pecado.
Apenas viu destruído o pecado, o próprio Deus Se sentiu irresistivelmente atraído para a minha alma, unindo-a consigo, divinizando-a e tornando-a uma nova criatura.
As maravilhas de graça, operadas na alma da SS. Virgem desde o primeiro instante da sua existência, realizaram-se também em mim, se bem que em diferente medida, no acto da minha purificação baptismal.
Foi a graça santificanle, elevando-me à participação da vida divina. Foram as virtudes infusas, teologais e cardeais, enxertando-se nas faculdades naturais e tornando-as capazes de agir de maneira sobrenatural. Foram os sete dons do Espírito Santo, outras tantas faculdades sobrenaturais, comunicando à minha alma a capacidade de conservar e defender, sob as moções omnipotentes do Espírito Santificador, a vida sobrenatural, e de a transmitir ainda por meio do apostolado.
Eis-me, pois, incorporado na Igreja Católica, como membro vivo do Corpo Místico de Jesus Cristo, perenemente vivificado pela Cabeça, que me comunica o seu alor anímico e me torna um templo vivo do Espírito Santo e das outras Pessoas Divinas, inseparáveis na unidade da mesma natureza.
Quanta gratidão Vos devo, ó meu Deus, por me terdes feito morrer para o pecado e por me terdes suscitado para a vida dos filhos de Deus, quinhoando venturosamente neste capital inefável de bens divinos, que constituem dentro de mim as sementes da vida eterna, frutificando perenemente para o Céu, onde alcançarão seu pleno desenvolvimento.
Tornai-me cada vez mais consciente da minha dignidade cristã, a fim de estar disposto, com o vosso auxílio, a perder antes o sangue e a vida do que a manchar a vida da alma.
Ó Rainha da Glória e Mãe da Divina Graça, guardai-me estes valores divinos, e ajudai-me a comunicá-los a tantos infelizes que entorpecem na escravidão do mal, infundindo neles o santo temor de Deus que os leve, como a S. Domingos Sávio, a preferirem antes a morte do que o pecado.

O NOME DE MARIA - (12 de Setembro)
A festa onomástica da Virgem Maria faz vibrar de contentamento toda a família cristã, que se comprime em torno da Mãe celeste para exaltar o seu Nome augusto, recordando-Lhe as inestimáveis prerrogativas.
Meditarei, pois:

/ - O significado do Nome de Macia;
II -O poder do Nome de Maria;
III - A santidade do Nome de Maria,

Concedei, nós Vos suplicamos, ó Deus omnipotente, que os vossos fiéis, que rejubilam com o Nome e com a protecção da SS. Virgem Maria, possam, graças à sua clemente intercessão, fugir na terra de todo o mal e alcançar, no Céu, a Glória eterna.

Significado do Nome Maria
Era uso, entre os Hebreus, quando uma família exulta com o nascimento de um filho, reunirem-se todos os parentes para festejar e dar um nome, com as cerimónias rituais, à nova criancinha.
Inspirados pelo Alto, os venturosos pais da SS. Virgem quiseram chamar-lhe Maria, augurando talvez inconsciente, com tão suavíssimo Nome, o futuro destino da sua abençoada Filha.
Muitos piedosos autores sustentam que o nome de Maria lhes veio do Céu por especial revelação divina E na verdade, se muitas pessoas do Antigo Testamento, devido à sua especial tangência com o Messias, receberam um nome ditado por Deus, como Abraão e João Baptista, quanto mais não deveria recebê-lo Aquela que vinha fadada para sua Mãe?
Muitos são os sentidos do nome de Maria, tais como: amada de Deus, estrela do mar, oceano de ternura, segundo o derivarmos desta ou daquela língua do Oriente. Mas todos eles traduzem qualquer aspecto da missão de Nossa Senhora.
Se o considerarmos na língua do Egipto, onde os Hebreus demoraram quatro séculos, significa amada de Deus, e quadra maravilhosamente à Virgem Santíssima, a quem o Arcanjo saudou: «Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo!» (Lc, 1, 28).
E com efeito, a Virgem Maria foi amada por Deus acima de toda a criatura, como destinada para a maternidade divina e para todos os privilégios da natureza e da graça urgidos por tão excelsa dignidade.
Repetindo-Lhe, pois, este nome dulcíssimo, recordo-Lhe continuamente a predilecção divina, que A favoreceu de maneira singular. Ora isto resulta muito grato para a Mãe de Deus, que também não deixará de acrescentar a minha participação na mesma benevolência.
O nome de Maria soa também muito agradável para Jesus, que tantas vezes o pronunciou conjugado com o nome de Mãe.
Ao som deste nome alegram-se todos os Santos e Anjos do Céu, que honram a Virgem Maria como sua Rainha, e a mesma SS. Trindade que vê na Mãe de Deus a obra-prima da criação.
Bendito seja o Nome de Jesus! Bendito seja o Nome de Maria, Virgem e Mãe! Nos vossos nomes dulcíssimos, ó Jesus e Maria, balbuciados pelos meus lábios infantis, desejo realizar todos os meus trabalhos e orações, e sobretudo encerrar a minha peregrinação na terra, para depois me associar ao eterno louvor dos Bem-Aventurados.

Poder do Nome de Maria
O nome de Maria soa tão poderoso, que só de ouvi-Lo tremem todas as potências infernais. É, com efeito, o nome Daquela que esmagou a cabeça do inimigo tentador, contra quem Deus A constituiu adversária irreconciliável e vitoriosa.
S. João Damasceno chama a Virgem Maria exterminação dos demónios. S. Efrém, maravilhado com tantas vitórias de Nossa Senhora contra as insídias infernais, exclama; «Oh, como a Virgem Maria é temerosa para os demónios!»
Tomás de Kempis acrescenta que assim como nós trememos e nos assustamos ao ribombar do trovão, assim também os inimigos infernais fogem aterrados quando ouvem pronunciar o poderoso Nome de Maria, a Mãe Daquele que aprisionou o demónio e quebrou as cadeias das suas vítimas.
Devo, por conseguinte, invocar oportunamente o nome de Maria, logo que se apresenta a tentação e o perigo para a minha alma, de maneira que se forme como uma associação espontânea, imediata, entre a tentação e a invocação deste bendito nome.
Só com esta reacção pronta, decidida e confiante, será sempre segura a vitória contra as tentações.
«Quem reza vence, quem não reza ê vencido» — afirma Santo Afonso.
«Quem reza — acrescenta ainda S. João Bosco — triunfa seguramente de todas as tentações, por fortes e violentas que sejam: quem não reza, está em perigo próximo de cair» (XIII, 803).
Virgem Maria! Eis a invocação que nos garante a vitória. Com efeito, a Virgem Maria, logo que é invo¬cada, alcança-nos o auxílio de Jesus, com o qual nos tornamos invencíveis. «Seja qual for a tentação — ensina S. Afonso — podemos estar certos da vitória, se nos lembrarmos de recorrer a Maria».
O Nome de Maria, pronunciado com insistência e confiança é eficaz também nos momentos de desalento, de tristeza, nas dores físicas e morais.
De facto, ele é um apelo à fonte do júbilo, à Causa da nossa alegria, à Consoladora dos aflitos.
A invocação da Mãe de Deus é igualmente poderosa nas públicas necessidades das nações e dos povos cristãos. Com efeito, a festa universal do Santo Nome de Maria é uma expressão do reconhecimento do Papa Inocêncio XI, depois da miraculosa vitória crista de Viena em 1683, contra o exército muçulmano.
Por conseguinte, é paralela à festa de Nossa Senhora Auxiliadora, que recorda, por sua vez, a vitória naval de Lepanto contra os Turcos e a libertação de Pio VII. A comemoração mensal das duas datas, 12 e 24, grava o selo da Virgem Maria nas duas metades do mês, resultando assim a grata associação de «Virgem Maria — Auxiliadora».
Com quanta razão devo pois cantar: õ Nome dulcíssimo — Nome de amor, — és o refúgio — do pecador! Prometo pronunciar com fé e amor o vosso nome, ó Rainha da Glória, sempre que ele ocorre nas orações quotidianas, a fim de o tornar cada vez mais proveitoso e familiar.
Prometo pronunciá-lo como grito de batalha contra o demónio quando me tentar, a fim de o ter como seguro penhor de vitória, por ser o nome Daquela que esmaga com o seu pé virginal a insidiosa cabeça da serpente. Prometo invocá-lo com afecto e confiança de filho devotado nas dificuldades e nas dores da minha vida, pois ê talismã de bênçãos e triunfos.

A santidade do Nome de Maria
É santíssimo o Nome de Maria. Com efeito, é o nome Daquela que foi concebida sem pecado original, que foi cumulada de graça e de santidade, e que sobre todas as criaturas mereceu as complacências divinas.
Deve, portanto, proferir-se com sumo respeito e veneração. Será possível blasfemar do Nome santíssimo da Mãe de Deus? Ultrajar o nome Daquela que «todas as gerações chamarão Bem-Aventurada», e para quem se inclina o reconhecimento de todos os corações, como sublime expressão que é da bondade e da misericórdia? E entretanto, quantas vezes, infelizmente, a língua humana se desprega em ofensas contra este Nome puríssimo! Quantos mal-educados, quantos insensatos, quantos demónios que blasfemam e promovem a liga da blasfémia, também entre os jovens, recompensando com dinheiro todas as suas pragas, como se fossem actos de bravura! Triste pensamento este, mas verdadeiro, que nos deve estimular a uma constante reparação!
Quero, pois, unir-me ao vosso materno Coração, ó Virgem Maria, no dia da vossa festa onomástica, para Vos dirigir a minha saudação filial: «Todas as gera¬ções Vos invocam e proclamam Bem-Aventurada!».
E Vós respondeis-me com a fervorosa exortação de S. Bernardo, tão a propósito na festa de hoje: «õ tu, que entre as ondas do mar deste mundo mais pareces jogado por furiosas tempestades, do que seguindo em terra firme: não percas de vista o fulgor da Estrela, se não quiseres soçobrar às vagas. Se se levantarem os ventos das tentações, se bateres contra os escolhos da adversidade, olha para a Estrela, invoca Maria! Se vacilares aos impulsos da soberba, da ambição, da detracção, da emulação, olha para a Estrela, invoca Maria! Se a ira, a avareza ou a luxúria trabalharem o barquinho do teu espírito, invoca Maria! Se, perturbado pela enormidade dos teus pecados, ou esmagado pelos remorsos da consciência, ou aterrado pelo temor do juízo, te sentes prestes a sucumbir nas trevas da tristeza ou no abismo do desespero, pensa na Estrela, invoca Maria! «Nas dúvidas, nos perigos, nas angústias procura Maria, invoca Maria! Não se afaste da tua boca o seu Nome, não se apague o seu amor no teu coração: e para alcançar o auxílio da sua graça, não te esqueças do exemplo da sua vida. Seguindo-A não te perdes; invocando-A não desesperas; recordando-A não te enganas; se Ela te ampara não cairás; se Ela te protege não temas; se Ela te guia não desfaleças. Se Ela te ajudar ganharás o porto da salvação, e assim poderás experimentar por ti mesmo quão justamente se escreveu: E o nome da Virgem é Maria».

NOSSA SENHORA DAS DORES - (15 de Setembro)
Apesar de já ter associado a Virgem das Dores à comemoração litúrgica da Paixão do Salvador, a Igreja destina ainda uma festa especial para significar a sua devoção às Dores da Virgem Maria, que juntamente com as Dores de Jesus alcançaram a redenção do géne¬ro humano.
Por isso me deterei hoje a considerar; 

/ - A devoção de S. João Bosco à Senhora das Dores;
II - A mesma devoção em S, Domingos Sávio;
III - A mesma devoção ainda em S. Maria Mazzarelto
.

Ó Jesus, em cuja paixão, segundo Simeão anunciara, a espada da dor alanceou a alma dulcíssima da gloriosa Virgem Maria, concedei-nos, propício, que comemorando piedosamente as suas Dores, consigamos o feliz efeito da vossa redenção.

Devoção de S. João Bosco à Senhora das Dores
Ainda que era de maneira muito especial o apóstolo da Virgem Auxiliadora, Dom Bosco não esqueceu, todavia, a devoção a Nossa Senhora das Dores.
Na devoção mariana, o Santo fazia clara distinção entre o objecto da devoção e os meios que a ele conduzem; entre a Pessoa da Virgem Maria e os vários títulos com que pode ser honrada; entre o amor da Mãe de Deus e as várias práticas devocionais que traduzem esse amor.
As devoções e práticas particulares, incluindo as suas predilectas pela Imaculada e pela Auxiliadora, são em Dom Bosco meios eficazes para alcançar o fim, que é a devoção à Pessoa da Virgem Maria, a Mãe de Deus e Nossa Mãe, que deve ser honrada com o amor incondicionado ao seu divino Filho, com o ódio ao pecado, a prática das virtudes cristãs e a frequência dos
Santos Sacramentos.
Nesta perspectiva, já posso avaliar devidamente as proporções que a devoção às Dores de Nossa Senhora tem na vida e no apostolado educativo do Santo.
O monumento mais conspícuo desta devoção é o seu primeiro opúsculo mariano: A Coroa das sete Dores «que denuncia — diz o Biógrafo — como Dom Bosco sentia aquela terna devoção pela paixão de Jesus e pelos sofrimentos da Virgem Maria, que nós sempre observá¬mos nele tão viva, até ao último dos seus dias». (11,200). Também n'O Jovem Instruído abundam os piedosos exercícios em honra da Senhora das Dores, que Dom Bosco, às vezes, costumava recitar com os jovens, acompanhando-os em rápidas visitas à igreja, durante os recreios (III, 15), ou aplicava como penitência da Confissão (VII, 193), assegurando que eram meio eficacíssimo para obter o «patrocínio» e a «protecção especial» da Virgem Maria. (Coroa das sete Dores, p, 5, 7).
Nos primeiros tempos do Oratório, os jovens, antes de se deitarem, rezavam aos pés da cama sete Ave-Marias à Senhora das Dores (VI, 937), posteriormente reduzidas a três, como ainda agora se pratica.
Estas orações, que recordam a imagem da Virgem Dolorosa, a par da imagem de Jesus paciente a quem «os algozes arrancam violentamente os vestidos para o flagelarem», gozam de particular eficácia para estimular os jovens a evitar o pecado e a entrar santamente no repouso nocturno.
No pensamento pedagógico do Santo, ao mesmo tempo que a Imaculada é o ideal concreto da pureza, a Virgem Dolorosa, ou seja o pensamento das Dores de Nossa Senhora e das dores de Jesus é um poderoso estímulo para excitar à dor dos pecados, e por conseguinte a evitá-los.
É por isso que Dom Bosco apresenta sempre o con¬teúdo dogmático da devoção à Senhora das Dores: quer dizer o mérito redentor das Dores de Nossa Senhora descontando os nossos pecados.
Em seguida insiste, sobretudo, no auxílio que a Virgem Dolorosa dispensa aos seus filhos espirituais, que Lhe foram confiados junto da Cruz, no auge da sua
tortura moral.
Virgem Dolorosa, eu me associo a S. João Bosco na compaixão das vossas dores. Tornai-me digno imitador e apóstolo da devoção com que ele Vos honrou, a fim de que a memória do vosso martírio me contenha diante do pecado e me alente para a santidade.

Devoção de S. Domingos Sávio à Senhora das Dores
Como digno filho espiritual de S. João Basco, o santo Adolescente cultivou com particular zelo a devoção à Senhora das Dores, assimilando-a das palavras, dos escritos e do fervor mariano que o Santo Educador tinha despertado no Oratório.
Nas quartas-feiras, Domingos Sávio costumava oferecer a sagrada Comunhão ã Virgem Dolorosa pela conversão dos pecadores.
Todas as sextas-feiras se dirigia à igreja com ou¬tros companheiros, para rezar a Coroa das sete Dores, ou sequer a Ladainha de Nossa Senhora das Dores. O pequeno altar da camarata oferecia a imagem da Virgem Dolorosa, atesta um dos seus companheiros que o vira «só, de mãos postas, com os olhos pregados na sagrada imagem, rezando com tamanho fervor que parecia extático ou levitado à contemplação das coisas celestes». (Caviglia, vol. IV, p. 137).
A devoção à Senhora das Dores era, pois, entre as mais sentidas e arreigadas no Santo jovenzinho, que a cultivou desde os mais verdes anos até à morte.
«Extraordinariamente devoto de Nossa Senhora das Dores — afirma o seu Mestre — repetia com frequência o seu nome, e invocava-A também nos últimos períodos da sua vida»,
A Virgem Dolorosa, com efeito, é de maneira particular padroeira da Boa Morte, por ter assistido à morte redentora do seu divino Filho. É por isso que S. José Cafasso recomendava da mesma forma nas suas práticas esta devoção, e costumava dizer que a Senhora das Dores viria também assisti-lo à hora da morte. (Robi-lant, II, 381).
E nos outros jovens, educados na sua escola, S. João Bosco inoculou igualmente uma fervorosa devoção às Dores de Nossa Senhora, como estímulo a oração e à fuga do pecado. Miguel Magone, entre os sete guardas destinados à defesa da sua pureza, e que consistiam noutras tantas práticas devocionais distribuídas pelos dias da semana, enumera sempre um acto de obséquio à Senhora das Dores, a quem dirige, ao mesmo tempo, especiais orações pela conversão dos pecadores e pelos moribundos. (Cfr. Vida, escrita por Dom Bosco).
Na mesma esteira caminha também Francisco Besucco, assíduo em rezar a Coroa das sete Dores da Virgem Maria, e na prática da Via Sacra, donde auferia coragem para suportar qualquer sofrimento por amor de Deus. (Cfr, Vida, escrita por Dom Bosco).
Ó Virgem das Dores, estes delicados corações juvenis, modelados por um Santo, vibraram de amor e compaixão por Vós, ao passo que o meu coração é tão frio e insensível! Resolvei-me a imitá-los, despertando o meu fervor pelas práticas em vossa honra contidas n'O Jovem Instruído, a fim de poder irradiar também a vossa devoção no meio da mocidade.

Devoção de Santa Maria Mazarello à Senhora das Dores
Entre as «Filhas da Imaculada» de Mornese, onde S. João Bosco escolheu as pedras vivas e sobretudo a pedra angular para o edifício espiritual em honra da Virgem Auxiliadora, era também muito sentida a devoção à Senhora das Dores, venerada com as sete Ave-Marias em sua honra, provavelmente por sugestão do mesmo Dom Bosco. (Maccono, Vida, pág. 93).
Tendo-as recebido sob a sua direcção, o Santo desenvolveu nelas a devoção à Senhora das Dores que, por impulso de Santa Maria Mazzarello, atingiu no mesmo Instituto importância igual à devoção da Imaculada e da Virgem Auxiliadora. (Cfr. Maccono, Vida, pp. 251, 340,473).
Nas sextas-feiras, a Santa Confundadora costumava dizer qualquer boa palavra acerca da Senhora das Dores; aos sábados recomendava às educandas que fizessem qualquer mortificação ou sacrifício, oferecendo tudo a Nossa Senhora». (Maccono, Vida, p. 34*0).
«Todos os dias honravam a SS. Virgem, mas de maneira especial na ocasião das suas festas; e com particular devoção distinguiam os títulos de Imaculada e de Senhora das Dores... Em honra da mesma Senhora rezavam as Sete Dores, como Dom Bosco lhes havia prescrito, e preparavam-se para a sua festa com uma fervorosa novena. A sexta-feira da semana da Paixão, dia particularmente consagrado à Senhora das Dores, passavam-na com especial recolhimento e devoção; velavam toda a noite de Sexta para Sábado em oração e cânticos devotos, para fazer companhia, como dizia a piedosa Superiora, à Virgem Dolorosa, confortando-A nos seus sofrimentos. A boa Mãe, porém, providenciava para que as mais novas velassem apenas até meia-noite, vindo mais tarde a abolir este costume para não criar novas práticas no Instituto». (Maccono, Vida, p. 251).
As Filhas de Nossa Senhora Auxiliadora, fiéis ao espírito de sua Mãe e às prescrições do seu Instituto, ainda hoje se mantêm fiéis à devoção da Senhora das Dores, que recomendam às suas alunas com notáveis fru¬tos de educação crista.
Ó Virgem Dolorosa, a devoção, pelas vossas Dores é, pois, uma sagrada herança da família religiosa a que Vós própria me associastes. Cumpre-me, por conseguinte, utilizá-la e recomendá-la «como recurso eficacíssimo para obter a vossa protecção». (Coroa das sete Dores).

Nossa Senhora das Dores
Esta festa liga-se a uma antiga tradição cristã. Contam que, na Sexta-feira da Paixão, Maria Santíssima voltou a encontrar-se com Jesus, seu filho. Foi um encontro triste e muito doloroso, pois Jesus havia sido açoitado, torturado e exposto à humilhação pública. Coroado de espinhos, Jesus arrastava até ao Calvário a pesada cruz, para aí ser crucificado. Sua Mãe, ao vê-lo tão mal tratado, com a coroa de espinhos, sofre de dor. Perdendo as forças, caiu por terra, vergada pela dor e pelo sofrimento de ver Jesus prestes a morrer suspenso na cruz. Recobrando os sentidos, reuniu todas as suas forças, acompanhou o filho e permaneceu ao pé da Cruz até ao fim.
Inicialmente, esta festa foi celebrada com o título de "Nossa Senhora da Piedade" e "Compaixão de Nossa Senhora". Depois, Bento XIII (1724-1730) promulgou a festa com o título de "Nossa Senhora das Dores".
Somos convidados a meditar os episódios mais importantes que os Evangelhos nos apresentam sobre a participação de Maria na paixão, morte e ressurreição de Jesus: a profecia do velho Simeão (Lc 2,33ss.); a fuga para o Egipto (Mt 2,13ss.); a perda de Jesus aos doze anos, em Jerusalém (Lc 2,41ss.); o caminho de Jesus para o Calvário (Jo 19:12ss.); a crucificação (Jo 19,17ss.); a deposição da cruz e o sepultamento (Lc 23,50ss.).


Martírio da Virgem Maria

O martírio da Virgem Maria foi-nos transmitido na profecia de Simeão e no relato da Paixão de Cristo. Simeão, que era justo e piedoso, ao ver a criança, disse: "Eis que este menino foi colocado para a queda e o para o levantamento de muitos em Israel e como um sinal de contradição." E, dirigindo-se a Maria: "E a ti, uma espada trespassará a tua alma!"

Mãe bendita, uma espada trespassou, realmente, a tua alma.
Aliás, não foi somente tendo trespassado a tua alma que ela penetrou na carne de teu Filho. Depois que Jesus entregou o seu espírito, a lança cruel que lhe abriu o lado, não conseguiu, evidentemente, atingir a sua alma; mas, trespassou-a, profunda e dolorosamente. A alma de Jesus já não estava lá, mas a tua, esta ficara, e dilacerada.
Não fiquem espantados, caros irmãos, se dizemos que Maria é mártir na sua alma. Aquele que se surpreende, esquece – pois ele ouviu – que Paulo considera a falta de amor como um dos maiores crimes dos pagãos. O coração da Virgem Maria estava longe desta frigidez. E jamais deixará de envolver os seus pequenos servidores com o seu ardoroso amor materno.

Sermão de São Bernardo


A Coroa de Nossa Senhora das Dores teve início na Itália, em 1617, por iniciativa da Ordem dos Servos de Maria, assim como a Missa de Nossa Senhora das Dores, que é celebrada em toda a Igreja no dia 15 de Setembro.
Esta Coroa é um dos frutos do carisma mariano da Ordem, cultivado desde 1233, ano da sua fundação. Surgiu, inicialmente, como alimento da piedade mariana dos leigos reunidos em grupos chamados Ordem Terceira e com a aprovação papal.

As graças prometidas por Nosso Senhor Jesus Cristo
aos devotos de Nossa Senhora das Dores são:

1. A graça de fazer verdadeira penitência por todos os seus pecados antes de morrer;
2. Jesus lhes imprimirá, no coração, a memória da sua Paixão, dando-lhes, depois, um prémio especial no céu;
3. Ele guarda-los-á em todas as tribulações em que se acharem, especialmente na hora da morte;
4. Por fim, deixá-los-á nas mãos de sua Mãe para que deles disponha a seu agrado e lhes obtenha todos e quaisquer favores.

Maria junto à Cruz: a noite da fé do nosso tempo
Junto à Cruz, Maria é invocada pelo povo como Senhora das Dores e Rainha dos Mártires. Viveu a prova da fé na escuridão das trevas. Em ordem à nova evangelização con¬vida a Igreja a penetrar no mistério de Maria, partindo da noite da fé do nosso tempo secularizado — a noite das pessoas, a noite da comunidade —, a crise da fé em que estamos mergulhados, em que assistimos a uma espé¬cie de «eclipse de Deus» na cultura actual. A condição do nosso tempo não é sequer uma condição ateia, mas antes de confusão relativa à fé, de indiferença, de tibieza, de frieza da fé. E a ela vai associada a noite da esperança, expressa no niilismo pós-moderno.
A imagem de Maria no sofrimento e na pro¬vação é o caminho da fé nua e pura que faz seu o grito de Jesus «Meu Deus, meu Deus porque me abandonaste?», a fé dos numerosos márti¬res do nosso tempo: mártires da fé, da justiça, da caridade, da missão, da dignidade humana, a requerer na actualidade o testemunho da coragem e fortaleza da fé e da “esperança contra toda a esperança” à semelhança de Abraão.

Novena a Nossa Senhora das Dores

Assim nos diz Maria Santíssima:
“Meditai muitas vezes nas minhas sete dores para consolar o meu Coração e crescereis muito na virtude. Ó almas que sofreis, vinde para perto do meu Coração e aprendei comigo. É junto do meu Coração transpassado de dor que achareis consolação!
Mães aflitas, esposas amarguradas, jovens desorientados, meditando nos meus sofrimentos tereis força para atravessardes todas as dificuldades.
Que as minhas dores vos comovam o coração, impulsionando-vos para a prática do bem”.

Ave-Maria Dolorosa
Deus vos salve, Maria, cheia sois de dores;
Jesus crucificado está contigo; digna sois de ser chorada e compadecida entre todas as mulheres, e digno é de ser chorado e compadecido Jesus, fruto bendito do teu ventre.
Santa Maria, Mãe do Crucificado, dai lágrimas a nós crucificadores do teu Filho, agora e na hora da nossa morte. Amém.

Oferecimento para todos os dias:
Oh! Deus meu!
Eu creio, adoro, espero e Vos amo.
Vos peço perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam.
Oh! Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo! eu vos adoro profundamente e Vos ofereço o preciosíssimo corpo, sangue, alma e Divindade e de nosso Senhor Jesus Cristo, presente em todos os tabernáculos do mundo, em reparação dos ultrajes com que Ele é ofendido;
E pelos méritos infinitos do seu Santíssimo Coração e intercessão do Imaculado Coração de Maria, Vos peço a conversão dos pecadores.

Oração Inicial
Oh! Virgem, a mais dolorosa do mundo depois de teu Filho, a cujas dores estiveste perpetuamente associada:
Vos rogo que me alcances fortaleza para sofrer pelos meus pecados, como Vós sofrestes pelos nossos, a fim de que, crucificando as minhas paixões e concupiscências na cruz de Cristo, levando a cruz do meu dever pelo caminho da minha vida, caminhando em direcção ao Senhor e perseverando constantemente a teu lado.
Oh! Mãe minha, ao pé da cruz do teu Filho, viva sempre e morra contigo, redimido e santificado pelo Sangue preciosíssimo de nosso Redentor.
Também vos peço, pelas tuas dores, que ouças o meu pedido nesta Novena e, se convém, me concedas.

6 de Setembro: Primeiro dia
Oh! Virgem dolorosa, sendo Vós árvore florido, fostes tão aflita, e eu árvore seca e inútil, quero viver sossegado e sou impaciente de toda a moléstia e adversidade.
Vos rogo me concedas espírito de penitência, humildade e mortificação cristã para imitar a Vós e ao teu amado Filho, crucificado por mim.

7 de Setembro: Segundo dia
Oh! Virgem dolorosa, pela dor que sofrestes quando o ancião Simeão vos profetizou as contradições com que o mundo havia de perseguir o teu Filho, Vos suplico não permitas que eu me encontre entre os mundanos inimigos de teu Filho, senão entre os que professam docilmente a sua doutrina e a reflicta nos seus costumes verdadeiramente cristãos, para que seja também daqueles a quem Ele será ressurreição e vida.

8 de Setembro: Terceiro dia
Oh! Virgem dolorosa, pela dor que tiveste quando o soberbo e ambicioso Herodes quis dar a morte ao teu Filho, que vinha dar-nos a vida, livrai-me de toda a ambição e soberba e, em vez de desalojar do meu lado o teu Filho, Ele me chame, e deponha todos os meus interesses, Ele venha reinar sobre mim, sendo eu seu vassalo fiel e obediente, para reinar com Ele na glória.

9 de Setembro: Quarto dia
Oh! Virgem dolorosa, pela dor que sofrestes quando perdeste o teu Filho em Jerusalém e estiveste três dias procurando-o, Vos suplico que nunca eu o perca pelo pecado e que, se o perder, o procure com arrependimento, e procurando-o, o ache com uma sincera confissão e o conserve com a verdadeira religião.

10 de Setembro: Quinto dia
Oh! Virgem dolorosa, pela dor que tiveste quando pelo vale da amargura acompanhaste o teu Filho até ao Calvário, fazei que eu também O acompanhe, levando a cruz que a sua providência me tem dado, com humilde paciência e digna constância, sofrendo bem todas as contrariedades que venham do meu próximo.

11 de Setembro: Sexto dia
Oh! Virgem dolorosa, pela dor que tiveste quando viste Jesus cravado na cruz, concedei-me que eu me aproveite dos frutos da sua Paixão, que seja um cristão verdadeiro, crucificado com Cristo, e que considere como uma honra o padecer e sofrer algo por ser cristão e praticar as virtudes cristãs.

12 de Setembro: Sétimo dia
Oh! Virgem dolorosa, pela dor que sofrestes ao receber o teu Filho morto e descido da cruz, Vos suplico me alcances o perdão das minhas culpas, que foram a causa da sua morte, e que as suas feridas se gravem profundamente na minha memória e o meu coração, como testemunho do seu amor, para que o ame até à morte.

13 de Setembro: Oitavo dia
Oh! Virgem dolorosa, pela dor com que acompanhaste teu Filho à sepultura e ali o deixastes sepultado, concedei-me que eu morra com os auxílios da Religião e seja sepultado entre os fiéis cristãos com Cristo, para que, no dia do juízo, mereça ressuscitar com os verdadeiros cristãos e ser levado à direita de Cristo.

14 de Setembro: Nono dia
Oh! Virgem dolorosa, concedei-me que assim como Vós, pelas tuas dores, recebes grande glória no céu e triunfas ali como rainha gloriosa dos mártires, assim eu também, depois de uma vida mortificada com Cristo, mereça viver eternamente na glória, com Cristo.
Concedei-me, oh! Rainha dos mártires, viver na cruz com paciência, morrer na cruz com esperança e reinar pela cruz com glória.

Oração final para todos os dias.
Lembrai-vos, Virgem Mãe de Deus, de falar ao Senhor em nosso favor e que aparte a sua indignação de nós.
Oh! Santíssima Mãe, faz-me esta graça:
Fixai no meu coração com eficácia as Chagas de Jesus crucificado.
Fazei que de Cristo em mim leve a morte, que participe da sua Paixão e sorte e medite nas suas Chagas.
Para que não arda nos eternos fogos, defendei-me Vós, oh! Virgem, com os vossos rogos, no dia do juízo.
E Vós, oh! Cristo, ao sair eu desta vida, por tua Mãe querida, fazei que alcance a palma de vitória.
Quando o meu corpo morrer, faz que a minha alma adquira do paraíso a glória.

Rezar três Ave-Marias.
Rogai por nós, Virgem dolorosíssima, que estivestes constantemente junto à cruz de Jesus Cristo.
Nossa Senhora da boa Morte, rogai por nós.
 

Ladainha de Nossa Senhora das Dores

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus Pai, que estais nos Céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do Mundo, tende piedade de nós.
Espírito Santo Paráclito, tende piedade de nós.
Trindade Santa, Deus uno e Trino, tende piedade de nós.
Mãe de Jesus crucificado, rogai por nós.
Mãe do Coração Transpassado, rogai por nós.
Mãe do Cristo Redentor, rogai por nós.
Mãe dos discípulos de Jesus, rogai por nós.
Mãe dos redimidos, rogai por nós.
Mãe dos viventes, rogai por nós.
Virgem obediente, rogai por nós.
Virgem oferente, rogai por nós.
Virgem fiel, rogai por nós.
Virgem do silêncio, rogai por nós.
Virgem da espera, rogai por nós.
Virgem da Páscoa, rogai por nós.
Virgem da Ressurreição, rogai por nós.
Mulher que sofreu o exílio, rogai por nós.
Mulher forte, rogai por nós.
Mulher corajosa, rogai por nós.
Mulher do sofrimento, rogai por nós.
Mulher da Nova Aliança, rogai por nós.
Mulher da Esperança, rogai por nós.
Nova Eva, rogai por nós.
Colaboradora na salvação, rogai por nós.
Serva da reconciliação, rogai por nós.
Defesa dos inocentes, rogai por nós.
Coragem dos perseguidos, rogai por nós.
Fortaleza dos oprimidos, rogai por nós.
Esperança dos pecadores, rogai por nós.
Consolação dos aflitos, rogai por nós.
Refúgio dos marginalizados, rogai por nós.
Conforto dos exilados, rogai por nós.
Sustento dos fracos, rogai por nós.
Alívio dos enfermos, rogai por nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
D – Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
R – Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Amém.

Oração a Nossa Senhora das Dores

“Mãe das Dores, Rainha dos mártires, que tanto chorastes por vosso Filho morto para me salvar, alcança-me uma verdadeira contrição dos meus pecados e uma sincera mudança de vida.
Mãe, pela dor que experimentastes quando o vosso divino Filho, no meio de tantos tormentos, inclinando a cabeça, expirou à vossa vista sobre a cruz, eu vos suplico que me alcanceis uma boa morte. Por piedade, ó advogada dos pecadores, não deixeis de amparar a minha alma na aflição e no combate da terrível passagem desta vida à eternidade. E, como é possível que, neste momento, a palavra e a voz me faltem para pronunciar o vosso nome e o de Jesus, rogo-vos, desde já, a vós e a vosso divino Filho, que me socorrais nessa hora extrema e assim direi:
Jesus e Maria, entrego-Vos a minha alma”.
Amém.