EU SEMPRE QUIS SER JOGADOR DE FUTEBOL!

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Na minha vida foi assim: eu, Alexandre de Lima Freitas, pré-noviço, sempre quis ser jogador de futebol. Nunca pensei ser outra coisa. E tudo concorria para isso, pois eu tenho quatro irmãos, destes, um é jogador profissional, que joga na Grécia, e dois foram jogadores de clubes da minha região. Depois deles, vim eu. Havia uma expectativa grande, tanto minha, como da minha família, dos meus amigos e, principalmente, do meu irmão que já é jogador.
Cresci a jogar e aprendi a jogar no meio da garotada, onde eu me sobressaía. Por causa disso, fui convidado para jogar com adultos num campeonato para amadores que havia na minha cidade, tinha eu 15 anos. Conquistei o lugar de titular na equipa e tinha um bom desempenho em campo. Contribuía bem para a minha equipa.
O dono duma equipa do interior viu-me jogar e convidou-me para jogar pela sua equipa. Joguei dois anos nessa equipa. E nesse campeonato, outro clube, bem mais estruturado que o nosso, interessou-se por mim, mas isso foi abafado pelos dirigentes da minha equipa juntamente com o meu pai antes até que eu soubesse, porque o meu irmão que é jogador, já tinha combinado tudo para que, quando eu completasse 18 anos, e concluísse o ensino secundário, fosse fazer uma experiência numa equipa na Grécia. Ele já tinha conversado com um dos dirigentes do clube e ele disse que me podia levar. Já estava tudo encaminhado, tudo certo. Eu só precisava chegar à maior idade e ir.
Mas só que, entre os meus 15 e 16 anos um famoso “olheiro”, observou-me, viu-me, fitou-me e escolheu-me. Esse “olheiro” era Jesus. Ele fez tudo e agiu de todas as formas para adquirir o meu “passe”. Ele foi-me “comprando” aos poucos…
Tive o meu primeiro encontro pessoal com Jesus aos 16 anos. Continuei a jogar e com o desejo de ser jogador. Entre 16 e 18 anos foi o tempo da negociação entre Jesus e eu. A princípio eu não queria largar nem Jesus nem o futebol: eu queria ser um jogador que seguia Jesus. Não havia nenhum problema nisto. Só que Jesus me queria por inteiro, todo para si. Não foi fácil para mim. Foi como arrancar pedaços de mim. E eu não resisti. Com 18 anos estava a fazer caminho de discernimento vocacional. E apaixonei-me de verdade por Jesus. Já não queria outra coisa a não ser a vontade Dele.
Quando eu disse à minha família que tinha iniciado um caminho de escolha vocacional e não queria mais ser jogador de futebol, foi uma grande decepção para eles, para o meu pai, e principalmente, para o meu irmão. Para a minha família e para os meus amigos, o que eu estava a fazer era uma loucura. Onde já se viu, deitar fora um futuro promissor assim! Mas como diz a Bíblia, o que é sabedoria de Deus, é loucura para o mundo. Deixei de lado o que eu sempre quis ser, para ser o que Deus quer que eu seja. Aqui está um pouco da minha história. Fico feliz porque sei que ela vai ajudar alguns de vós...

Alexandre de Lima Freitas