A Santa Missa salva as almas

A Santa Missa é o sacrifício de expiação por excelência.
É a renovação do Calvário, que salvou o género humano.
Na Missa colocou a Igreja a memória dos mortos, e no momento mais solene, em que a divina Vítima está presente sobre o altar. É a melhor, a mais eficaz, a mais rápida maneira de aliviar e libertar as almas dos nossos queridos mortos.
Um dia, celebrando a Missa numa igreja de Roma, São Bernardo caiu em êxtase e viu uma escada que ia da terra ao céu, pela qual os anjos conduziam as almas libertadas do purgatório em virtude do santo sacrifício. Nessa Igreja – Santa Maria Escada do Céu – há um quadro que representa esta visão.
Não há maior socorro às almas que a Santa Missa: A Missa é a esperança e a riqueza das almas.
Podemos duvidar do valor das nossas orações; mas da eficácia do Santo Sacrifício, no qual se oferece o Sangue de Jesus pelas almas, que dúvida podemos ter?
Ao Beato João D'Avila, nos últimos instantes de vida, perguntaram o que mais desejaria depois da morte. Missas! Missas!
Ao Beato Henrique Suzo apareceu depois da morte um amigo íntimo gemendo de dor e a se queixar: "Ai, já te esqueceste de mim".
- Não, meu amigo, responde Henrique, não cesso de rezar pela tua alma, desde que morreste.
- Ó, mas isto não me basta, não basta! Falta-me para apagar as chamas que me abrasam o Sangue de Jesus Cristo.
Henrique mandou celebrar inúmeras Missas pelo amigo. Este apareceu-lhe então já glorificado e diz-lhe: "Meu querido amigo, mil vezes agradecido. Graças ao Sangue de Jesus Cristo Salvador, estou livre das chamas expiadoras. Subo ao céu e lá nunca te esquecerei”.

A cada missa, diz São Jerónimo, saem muitas almas do purgatório. E não sofrem tormento algum durante a Missa que lhes é aplicada.

São Vicente Ferrer tinha uma irmã frívola e vaidosa. Vindo a falecer, apareceu-lhe no meio de chamas e sofrendo penas horríveis. "Ai de mim, meu irmão, fui condenada a estes suplícios até ao dia do Juízo. Mas tu poderás ajudar-me. É de grande valia a virtude do santo sacrifício. Oferece por mim trinta missas".
O santo começou a celebrá-las. No 30° dia, apareceu-lhe a irmã cercada de anjos a caminho do céu.
"Graças à valia da Santa Missa ficou reduzida a 30 dias uma expiação que deveria durar séculos".

Certo homem de negócios juntava todos os meses ao montante das suas despesas a soma necessária para mandar celebrar, todos os dias, missas pelas almas. Dizia ele: Fui recompensado: Desde que coloquei na minha casa um cofre destinado a estas esmolas, essas almas trabalham por mim.