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Basta-me saber que sois jovens para eu vos amar

São João Bosco

 
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São João Baptista Imprimir e-mail

SOLENIDADE DO NASCIMENTO DE SÃO JOÃO BAPTISTA 

Imagem vazia padrãoNo dia 24 de Junho a Igreja celebra a Solenidade do Nascimento de São João Baptista.
A Igreja apenas celebra o nascimento de três personagens: de Cristo, a 25 de Dezembro, porque é Deus e não conheceu o pecado; da Virgem Maria, a 8 de Setembro, porque é sua Mãe e foi concebida sem pecado por aplicação antecipada dos méritos do Filho; e o nascimento de João Baptista, primo de Jesus, porque foi santificado no seio de sua mãe: quando Maria, grávida de Jesus, foi a casa de sua prima Isabel, esta sentiu saltar-lhe no seio João, gerado há seis meses, que viria a ser o Precursor de Jesus (Lc 1,57-66.80).

S. Lucas diz, no princípio do seu evangelho, que se informou cuidadosamente dos acontecimentos que ia contar. Foi com certeza da boca de Nossa Senhora que ouviu o relato que se escuta no Evangelho deste dia.
Ela estava presente e guardava no Seu coração e meditava estes feitos maravilhosos de Deus, que vinha salvar o Seu povo.
Tinha sido Ela três meses antes que tinha trazido Jesus àquela casa e assistido ao prodígio daquele menino que saltava de alegria no seio materno, sentindo a presença do Salvador.
Aquele menino foi santificado ainda antes de nascer e preparado com graças extraordinárias para a missão de precursor do Messias.
Maria, melhor do que ninguém, ia captando estas maravilhas de Deus. A mão do Senhor estava com aquele menino. Ela foi como que a madrinha de S. João Baptista. Trouxe-lhe Jesus. Esteve a ajudar a sua mãe durante três meses. Cuidou dele quando nasceu. A língua de Zacarias, que estava mudo há muitos meses por ter duvidado, soltou-se miraculosamente, louvando a Deus por aquele menino e falando da missão, que o anjo tinha anunciado.

Ao recordar hoje, cheios de alegria, o nascimento do Precursor, louvemos a Deus que faz maravilhas nos Seus santos. Eles são a Sua obra-prima. Mais que a grandeza do universo que nos rodeia. Mais do que a beleza das flores, das plantas e dos animais, que nos encantam.

Deus fez maravilhas em S. João Baptista e nos santos de todos os tempos. Eles são a manifestação da santidade, da graça e do poder de Deus.
João Paulo II e, agora, Bento XVI lembraram-nos repetidas vezes que Deus nos chama a todos à santidade. É para isso que estamos no mundo. Não para comer e beber e nos divertirmos, como se fôssemos apenas animais.
Ser santo é ser feliz. A igreja recorda com alegria em cada ano os seus santos. E o povo, mesmo não cristão, aproveita os santos populares para manifestações de alegria. Como que a dizer que a santidade é fonte da verdadeira felicidade já neste mundo.

Aos olhos dos homens, a vida de S. João foi um desastre. Acabou com a cabeça cortada por Herodes. Mas não foi um fracasso, não. Celebramos hoje com alegria a sua festa, passados mais de dois mil anos. Valeu a pena a sua vida. Valeu a pena a sua morte ao serviço da verdade, ao serviço de Cristo.
Podemos sentir a tentação do desânimo. Tentamos uma vez e outra e parece que não acabamos de corrigir os nossos defeitos. Fazemos propósitos, às vezes grandiosos, de amar a Deus, de servir os outros. E talvez no dia seguinte fazemos exactamente o contrário. Apetece-nos desistir, depois de termos fracassado.
É preciso reagir. A santidade é fruto da graça de Deus. Temos de contar mais com o Espírito Santo, colaborar mais docilmente. Podemos aproveitar as nossas faltas e os nossos fracassos para crescer em humildade, que é virtude fundamental da santidade.
Celebrar as festas dos santos é algo de exigente e difícil. Trata-se não de comer e beber e divertir-se à sua custa, como pretendem alguns. Mas de nos animarmos a parecer-nos com eles. Começando por nos converter, pedindo perdão dos nossos pecados.
S. João Baptista está muito relacionado com o convite à conversão, na base do caminho da santidade. Celebrar a festa de S. João Baptista de verdade é ouvir o apelo de Deus a que nos convertamos a Ele cada dia, com nova esperança, com nova decisão de O amarmos nos afazeres diários. No lugar onde Deus nos colocou. Este é o caminho da santidade.
E é o caminho da alegria, da alegria que muitos ainda hoje, sem dar conta, ligam com os santos.

Vale a pena levar esta mensagem a toda a parte. Os santos descobriram o segredo da alegria verdadeira já neste mundo: S. Domingos Sávio (jovem aluno de S. João Bosco), costumava dizer: nós, aqui no colégio fazemos consistir a santidade em estarmos sempre alegres. E o caminho para ela não é fácil, exige sacrifício, luta de todos os dias. Mas está ao alcance de todos.
Vale a pena celebrar as festas dos santos. Eles não roubam a Deus a glória que Lhe pertence. Pelo contrário, eles animam-nos a amar a Deus cada dia mais no nosso trabalho, na família, nos divertimentos, na vida social.

Os santos foram, ao longo da história humana, os grandes revolucionários, os que de facto contribuíram para transformar o mundo e para o tornar mais humano.
S. João Baptista aparece no Evangelho como modelo de fé e de humildade. Ele «o maior entre os nascidos de mulher», como Jesus afirmou, não se julgava digno de desatar a correia das sandálias do Messias.

S. João Baptista ensina-nos a tratar a Jesus, a adorá-Lo na Eucaristia, a acolhê-Lo na sagrada comunhão. Temos de redescobrir este respeito diante de Jesus.
Temos de lutar para recuperar este respeito pela presença de Jesus na Eucaristia. Tratá-Lo bem, a Ele que é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. «Se actualmente o Cristianismo se deve caracterizar sobretudo pela arte da oração – dizia João Paulo II – como não sentir de novo a necessidade de permanecer longamente, em diálogo espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento? Quantas vezes – dizia o papa João Paulo II – fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação e apoio». Que S. João Baptista nos ensine esta boa educação da piedade. E também Nossa Senhora que lhe levou Jesus.

 

NASCIMENTO DE SÃO JOÃO BAPTISTA

O arcanjo Gabriel apareceu a Zacarias, anunciando-lhe o nascimento de João Baptista.
Ele seria de grande alegria para seus pais, que tinham ansiado, tantos anos, por ter um filho. Deus escutou as suas orações, dando-lhes aquele menino. E era uma dádiva tão grande que Zacarias teve dificuldade em acre¬ditar, apesar de ser um homem justo.

Os filhos são sempre motivo de alegria para os pais.
Uma criança que nasce é como um sorriso de Deus naquele lar. É preciso voltar de novo a esta visão bíblica dos filhos. Hoje são olhados por muitos como uma praga que lhes cai em casa ou então como um vaso de flores para enfeitar o lar.
Os filhos são dádiva de Deus e um convite do Criador a colaborar na transmissão da vida, generosamente, à maneira do coração de Deus.
Tantos cultivam hoje na família um amor mesquinho, interesseiro, que não é amor, mas disfarce de egoísmo. E não encontram a felicidade, que não está no egoísmo.
Mesmo humanamente esta mentalidade antinatalista, que se infiltrou por toda a parte, é um desastre para a Humanidade.
O mundo está a ficar velho. Os países mais ricos estão a morrer, porque não têm crianças e são os emigrantes que vão ajudando a esconder este drama.

Todas as crianças são motivo de grande alegria para os pais e para toda a Humanidade. Como o Arcanjo S. Gabriel, proclamemo-lo por toda a parte sem medo de parecermos antiquados.

Há anos, nos Estados Unidos, um sacerdote estava reunido com numeroso grupo de casais. Um deles levantou-se e disse: - Padre, que nos diz a nós que temos treze filhos? Veio uma salva de palmas da assembleia. Levantou-se um outro: - E a nós que temos dezassete?
Mais uma salva de palmas cheia de entusiasmo. Levanta-se um terceiro, exclamando: - Padre, estamos casados há dois anos e temos um menino, mas queremos entrar também na competição.

Além de comunicar a vida natural os bons pais devem cuidar da vida espiri¬tual dos seus filhos. Em primeiro lugar procurando que recebam o baptismo quanto antes. Alguns pais cristãos adiam o baptismo, à espera do padrinho que vem de férias ou de terem dinheiro para um almoço mais solene. Estão a prejudicar o filho, impedindo que receba a graça e se torne filho de Deus. Pondo em risco a recepção do baptismo e a salvação daquela criança.
Os pais devem escolher os padrinhos de acordo com as normas da Igreja. Procurando que sejam católicos praticantes, que possam ajudar a criança na sua formação cristã. E não por serem ricos ou poderem dar folares avultados.

Aquele menino seria motivo de alegria para o mundo inteiro. Seria o percursor de Jesus, que O iria apresentar ao mundo. De facto, João Baptista foi o grande profeta de Deus, o último e o maior. Foi um homem de oração e de penitência. Desde jovem viveu no deserto.
Foi um profeta valente, que não teve medo de arriscar a vida pela verdade, no cumprimento da missão que Deus lhe confiara. È para nós exemplo sempre actual. Ensina-nos a amar a Jesus e a dar a vida por Ele se preciso for.
O mundo precisa hoje de homens valentes, desapegados das comodidades, capazes de levar uma vida sóbria e de a gastar alegremente ao serviço de Deus.
S. João Baptista é um modelo sempre actual para o nosso tempo. Por isso continua a ser um santo muito popular. Vale a pena realçar para o mundo o exemplo da sua vida.

 

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João Baptista, profeta

Dia 24 de Junho celebramos a festa do nascimento de São João Baptista. As nossas comunidades recordam o santo de muitas maneiras: com manifestações de fé, com folguedos populares ou ainda com apresentações folclóricas.
João Baptista é o último dos grandes profetas antes da era cristã, colocado no cume do Antigo e no início do Novo Testamento. O próprio Salvador elogiou João como o maior dos profetas: “Entre os nascidos de mulher não há maior do que João”.
Já antes do nascimento, a vida de João Baptista é marcada por factos extraordinários, sinal da mão de Deus. Por exemplo, Zacarias e Isabel já são velhos quando nasce o precursor. A própria Bíblia narra o facto: “Ambos eram justos diante de Deus. Mas não tinham filhos porque Isabel era estéril e ambos de idade avançada” (Lc 1, 6-7).
Sabemos que Zacarias perdeu a voz ao anúncio da concepção do filho; mas ao nascer, João solta a língua de Zacarias, que profetiza: “E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor e Lhe prepararás o caminho”.
De facto, João Baptista preparou o caminho do Messias, baptizando o povo com o baptismo da penitência e conclamando a todos para a conversão e até ao rei Herodes João admoestou: “Não te é lícito tomar por mulher a esposa do teu irmão” (Mt 13,4). Esta coragem custou a João a própria vida, pois o rei mandou decepar-lhe a cabeça. Mas a sua voz ecoa até hoje entre o povo cristão. E o seu exemplo é convite permanente à conversão: “Fazei penitência porque está próximo o Reino de Deus” (Mt 3,2).
Todo aquele que for baptizado em nome de Jesus, é profeta e testemunha dele. Não tem motivo para viver mudo e de língua presa. Devemos soltar a nossa língua para proclamar a mensagem do Evangelho, como colaboradores de Deus que devemos ser. Neste sentido todo o cristão é boca de Deus, que fala em seu nome aos irmãos. Mas também é servidor dos irmãos, falando a Deus em prol da conversão e da salvação dos irmãos. Não só da palavra vive o profeta. João era homem de vida austera e morreu ao serviço da missão.
Quem segue Jesus Cristo, procura pautar a sua vida de modo que seja um Evangelho vivo, falando por factos, atitudes e testemunhos. Esta é a melhor maneira de homenagear São João Baptista.

 

São João Baptista

Nestes dias o povo festeja, com exuberância, a festa de São João Baptista.
É bom que o povo tenha motivos de alegria. A alegria dos simples encontra o seu fundamento na garantia do Evangelho: “o seu nascimento será alegria para todo o povo”.
Na verdade, o povo celebra o nascimento de João Baptista. Faltaria celebrar também a sua morte. Pois a morte deste grande profeta tem um recado especial para o momento que hoje o mundo vive.
João pagou com a vida a denúncia corajosa dos desmandos da sua época.
Com o vigor da sua autenticidade e da austeridade dos seus costumes, advertia a todos, alertando para a urgência da mudança de mentalidade e de posturas éticas.
Ninguém ficava fora das suas admoestações. Desde o povo simples, que se impressionava com as palavras do austero profeta, até às autoridades religiosas, que se inquietavam com a influência exercida por alguém desprovido de incumbências formais, mas cheio de uma autoridade moral incontestável.
Mas foi o confronto com a política que levou o profeta ao testemunho radical da sua vida. Diante de Herodes, não teve medo de interpelar a sua má conduta. Com o dedo em riste, teve a coragem de lhe dizer com clareza: “Não te é lícito!”
Assim, colocava com clareza o pressuposto ético, de que a política também precisa de ter parâmetros que lhe definem a legitimidade, e critérios que lhe apontam os procedimentos. O poder, por sua natureza, mais do que qualquer outra situação humana, precisa de balizamento ético, para não se tornar instrumento da prepotência ou agente da decadência moral da sociedade.
Recuperar o vigor da ética, para que ela tenha incidência prática sobre o procedimento humano em todas as esferas da vida, é uma urgência que se impõe, diante da falência social a que assistimos hoje. Como fazer?
João Baptista dá-nos um testemunho válido. Ele imbuiu-se de austeridade e de autenticidade. E’ urgente voltarmos à sobriedade e à busca prioritária dos valores básicos da existência, sacudindo frivolidades que nada ajudam para a vivência salutar das pessoas.
João retirou-se para o deserto. Era o contexto do projecto original do povo, que precisava de ser resgatado. Esta a intuição do profeta. Esta a necessidade que também temos.
João afastou-se da vida do povo. Mas não para se alienar. Ao contrário, para ter mais autoridade de fazer os interpelações que se faziam necessárias. Muitos pedem que a Igreja se afaste da política.
Diante de Herodes, João foi incisivo e contundente. Não se amedrontou com o tirano. Pouco importa a incidência concreta da advertência do profeta. Naquela oportunidade, na mira da acusação estava Herodíades, a adúltera corrupta e corruptora. Era o desvirtuamento que estava em causa.
Eliseu suplicou o manto de Elias para continuar a missão profética. Hoje precisamos de nos revestirmos do vigor ético e da coragem de João Baptista. Para que o povo tenha a esperança de ver brotar do deserto um novo caminho de vida.
D. Demétrio

 

JOÃO BAPTISTA, o profeta do Altíssimo

"Tu, menino, serás profeta do Altíssimo, pois irás à frente do Senhor para aplanar e preparar os seus caminhos, anunciando ao seu povo a salvação que está na remissão de seus pecados" (Lc1, 76-77). Assim profetizou Zacarias sobre o seu filho, João Baptista. Mas não seria este o nosso chamamento? Não seria esta a nossa meta? Como filhos de Deus, que já tivemos a graça de aceitá-lo como Senhor das nossas vidas, somos escolhidos por Ele para sermos profetas, para anunciarmos a todos o que é a nossa garantia do céu: a nossa salvação, Jesus Cristo, misericordioso e bom, nossa Redentor. Se acreditamos nesta verdade e a experimentamos, é um dever levar esta graça aos outros.
Por isso, não percas tempo. Vai à frente do Senhor, preparando o seu caminho, para que Ele chegue e actue na vida de todos. Mas para quem vais anunciar? Olha para a tua família. Começa por ela. Prepara o caminho do Senhor para que Ele entre na tua casa, anuncia Jesus Cristo Salvador. Diz o que Ele tem feito por ti. Fala das graças recebidas, do quanto Deus é bom, da misericórdia dele que age diariamente na tua vida.
É preciso preparar o caminho do Senhor. É simples. Prepara o caminho e Deus faz o resto. Sê profeta do Altíssimo. E vê como Ele realizará grandes coisas na vida da tua família! E depois no teu trabalho, na tua faculdade, na vida dos teus amigos... "Bendito seja o Senhor Deus de Israel porque visitou e libertou seu povo!" (Lc 1,68)

 

PRECURSOR E PROFETA DO SENHOR

Imagem Activa João (que significa “Deus agracia” ou “favorecido por Deus”), foi o nome dado pelo próprio anjo aos seus pais, Zacarias e Isabel. Foi profetizado que muitos se alegrariam no seu nascimento pois ele seria grande diante do Senhor e cheio do Espírito Santo.

Os pais eram estéreis, já adiantados em idade, mas Deus prometeu-lhes um filho. Zacarias não quis acreditar na professa de Deus, mas depois encheu-se de alegria, confirmou o nome do menino e cantou um hino ao Senhor (Benedictus). Isabel concebeu e, quando foi visitada por Maria, também ela grávida de Jesus, João saltou de alegria no seu seio e Isabel saudou, exultante, Maria, elogiando a sua fé, enquanto Maria prorrompeu num hino de gratidão ao Senhor (Magnficat). O menino nasceu e “crescia, o seu espírito robustecia-se, e vivia em lugares desertos, até ao dia da sua apresentação a Israel” (Lc 1,80).

Chegada a altura de iniciar a preparação para a vinda do Messias, começou a percorrer a região do Jordão pregando um baptismo de penitência e recorrendo ao profeta Isaías para proclamar: “Preparai o caminho do Senhor!” E exortava veementemente o povo à conversão, com expressões fortes que escandalizavam os fariseus e o próprio Herodes, a quem censurou também por ter casado com a cunhada, e que por isso o mandou prender e mais tarde degolar.

Entretanto, Jesus apresenta-se no Jordão para ser baptizado por ele. Depois de se recusar por não se sentir digno, João acede e testemunha que o Espírito desceu sobre Jesus. Mas, dada a sua personalidade forte e a convicção de que o Reino de Deus viria em poder e força, inicialmente teve dificuldades em reconhecer em Jesus, manso e humilde de coração, o Messias esperado. Mandou-lhe, por isso, mensageiros, a perguntar se era ele realmente o Messias. Jesus respondeu com as obras, citando o profeta Isaías. Reconhecida a presença do Messias, João, que não era a luz, mas tinha vindo para testemunhar a luz, apontou-o como o “Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo” e manda que os seus discípulos sigam Jesus.

Agora podia desaparecer pois era necessário que Jesus crescesse e ele diminuísse, uma vez que nem digno era de lhe desatar as sandálias. Não se sabe os contactos que continuou a ter com Jesus que, entretanto, o elogiou como homem corajoso e não cana agitada pelo vento, considerando-o “o maior” na transição entre o Antigo e o Novo Testamento. Também não se sabe se João se inspirou na doutrina dos Essénios e se fazia parte desta comunidade. A verdade é que foi verdadeiramente um homem à altura da sua missão extraordinária.

 

As lições que podemos receber de João Baptista

João é um modelo capaz ainda hoje de entusiasmar jovens e menos jovens. Modelo de personalidade forte (de antes quebrar que torcer, de árvore bem enraizada e não de cana agitada pelo vento) e de homem santo.
É pena os cristãos terem devoção a todos os santos e muitas vezes esquecerem João Baptista, ou só se lembrarem dele na festa popular para a folia, esquecendo as suas virtudes humanas e espirituais, dignas de serem imitadas:

1) Alegria de João que exultou ainda no seio materno e que trouxe alegria aos pais e a todos os que se alegraram com o seu nascimento;

2) Crescimento em todos os sentidos, robustecendo-se no corpo e na alma;

3) Solidão e penitência: retirou-se para o deserto para preparar s sua missão, onde vivia em grande austeridade; comia e vestia com moderação e rigor, vivendo em virgindade, jejum e oração;

4) Verdade e humildade: disse a todos o que tinha que dizer e de si mesmo afirmou que não era o Messias nem se sentia digno de se aproximar dele, só desejando que Ele crescesse enquanto ele desaparecia;

5) Coragem diante de tudo e de todos, dizendo aos fariseus verdades duras e mesmo a Herodes que por isso o mandou prender e matar;

6) Testemunho e martírio: veio para dar testemunho da luz e assim fez, logo a partir do baptismo de Jesus, testemunhando que Ele era o Filho de Deus. O seu último testemunho foi o martírio (“mártir” significa precisamente “testemunha”);

7) Vocação cumprida: desde o seu nascimento suscita a interrogação (“Que virá a ser este menino”?) e desde sempre a mão de Deus estava com ele e ele foi sempre coerente e fiel com a sua vocação que desempenhou à perfeição como precursor e testemunha de Jesus Cristo, dando a vida pela verdade, prenunciando também a morte de Jesus.

Enfim, João pode ser modelo para os jovens, para os ascetas, para pregadores (que nunca devem recuar perante o anúncio forte da verdade), para os ecologistas e vegetarianos (viveu no deserto a sol abe to e alimentando-se com o que a natureza dava). Modelo para todos os cristãos que devem ser, como ele, precursores de Jesus e testemunhas da verdade.

Oração:
Senhor, que enviastes S. João Baptista a preparar o vosso povo para a vinda do Messias, concedei à vossa família o dom da alegria espiritual e guiai os corações dos fiéis no caminho da salvação da paz.

 

O Papa apresenta aos jovens
o heróico exemplo de
São João Baptista

Bento XVI apresentou aos jovens o exemplo de São João Baptista, o primo de Jesus, no dia em que a Igreja recordava a memória do seu martírio:
«Que o heróico exemplo de São João Baptista, de quem celebramos hoje o martírio, vos alente, queridos jovens, a projectar o vosso futuro com plena fidelidade ao Evangelho.

Dirigindo-se aos doentes, desejou-lhes que o profeta os ajude a «enfrentar o sofrimento com valentia, encontrando em Cristo crucificado serenidade e consolo».

Aos casais recém-casados desejou que o Baptista os leve «a um amor profundo a Deus e entre vós, para experimentardes cada dia a alegria consoladora que surge do dom recíproco de si mesmo».

 

A grandeza de São João Batista

“Houve um homem enviado por Deus: o seu nome era João. Veio para dar testemunho da luz e preparar para o Senhor um povo bem disposto a recebê-lo” (Jo 1,6-7; Lc 1,17).

A Igreja celebra duas festas litúrgicas de São João Batista (cujo nome significa “Deus é propício”), o seu nascimento (24 de Junho), algo muito especial, e o seu martírio (29 de Agosto). Além dele a Igreja celebra o nascimento de Jesus, o Natal.

Cristo o elogiou acima de todos: “Entre todos os nascidos de mulher não surgiu quem fosse maior que João Batista” (Mt 11,11). A ele foi dito: “Serás profeta do Altíssimo, ó Menino, pois irás andando à frente do Senhor para aplainar e preparar os seus caminhos”.

João Batista é o último profeta do Antigo Testamento e o primeiro apóstolo, enquanto precede o Messias e lhe dá testemunho. “É mais que um profeta – disse ainda Jesus. É dele que está escrito: eis que envio o meu mensageiro à tua frente”. Dele foi dito: “Terás alegria e regozijo, e muitos se alegrarão com o seu nascimento, pois ele será grande diante do Senhor” (Lc 1,14-15). “Uma voz clama no deserto, abri um caminho para o Senhor! Aplainai na estepe um caminho para o nosso Deus!” (Is 40,3).

O nosso Catecismo diz que João supera todos os profetas dos quais ele é o último (n.523). Ele veio antes do Senhor com o espírito e o poder de Elias” (n. 696). João Batista proclama a iminência da consolação de Israel; ele é a “voz do Consolador que vem” (n.719). Com ele o Espírito Santo começa a restauração do homem “na semelhança divina” (n.720).

João encarna o caráter forte de Elias. A sua missão de fato será semelhante “no espírito e no poder” do profeta Elias, enviado para preparar um povo perfeito para a chegada do tão esperado Messias.

João foi santificado ainda no seio materno quando da visita de Nossa Senhora a Santa Isabel, já grávida do Menino Jesus. A criança que vai nascer percebe a presença de Jesus “estremecendo de alegria” no ventre materno. Enviado por Deus para “endireitar os caminhos do Senhor,” foi santificado pela graça divina antes mesmo de nascer. “Eis – diz Isabel, repleta do Espírito Santo, a Maria – quando tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria em meu ventre Ele foi escolhido por Deus, desde o ventre de sua mãe Santa Isabel, para ser o precursor do Senhor; aquele que deveria anunciá-lo ao mundo, como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1,29). Ele mostrou como ninguém, a identidade e a missão do Senhor. O mal do mundo tem nome: pecado; e Jesus veio tirá-lo do mundo; é a Sua missão e missão da Igreja.

Santo Agostinho diz: “Quando ele já anunciava o Senhor, perguntaram-lhe: Quem és tu? (Jo 1,19). E ele respondeu: Eu sou a voz do que clama no deserto (Jo 1,23). João é a voz; o Senhor, porém, no princípio era a Palavra (Jo 1,1). João é a voz no tempo; Cristo é, desde o princípio, a Palavra eterna”.

João pregava com energia: “Convertei-vos, pois o reino dos Céus está próximo…”. “Raça de víboras! Quem vos ensinou a fugir da ira iminente. Fazei pois uma conversão frutuosa… O machado já está posto à raiz da árvore. E toda árvore que não der fruto bom será cortada e lançada no fogo. Produzi fruto que mostre vossa conversão… Eu vos batizo com água, para a conversão. Mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. Eu não sou digno nem de levar suas sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Lc 3,1-12; Mt 3, 2, 8, 11).

João lavou nas águas do Jordão Aquele que lava os nossos pecados. Ele batizou Aquele que nos batiza na Sua Morte e Ressurreição. Viveu no deserto para fazer penitência e se preparar para sua futura missão. Ministrava ao povo o batismo de penitência, ao qual Jesus também acorreu, por humildade, como o Servo de Javé que se faz solidário com os pecadores. Jesus quis ser batizado por João. João quis recusar, dizendo: “Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?…” (Mt 3, 14-17).

São João Batista não escondia a verdade de Deus nem mesmo ao Rei Herodes Antipas, mesmo diante do martírio por ter denunciado ao adultério do Rei com Herodíades. Além de sua humildade e penitência, a firmeza de caráter era a marca registrada de João Batista; ele foi fiel imitador de Jesus Cristo, e aceitou morrer para testemunhar a verdade. É uma lição para nós hoje, diante de tanto relativismo moral e religioso, dentro e fora da Igreja. Bento XVI nos conclamava a não te medo, como João Batista, do “martírio da ridicularização”, a que nos quer submeter a “ditadura do relativismo”, como, por exemplo, essa ignomínia chamada de “ideologia de género”, que destrói a pessoa, o casamento e a família cristã.

João Batista, desde o ventre materno, procurou Jesus e apontou Jesus para o outros: “É preciso que Ele cresça e eu desapareça” (João 3,30). Como o Batista, o cristão não pode conduzir os outros para si mesmo, mas para Jesus; pois só Jesus salva (cf. At 4,12). João nos alerta: “No meio de vós está quem não conheceis” (João 1,26). “É este de quem eu disse: Depois de mim virá um homem, que me é superior, porque existe antes de mim… Eu o vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus” (João 1, 30-34). Como João, o cristão deve dar testemunho de Jesus.

 

 

 

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