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(Sl 119, 105)

 
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Adultério virtual: um perigo para o relacionamento Imprimir e-mail

Adultério virtual: um perigo para o relacionamento 

Adultério significa infidelidade conjugal.

Quando dois parceiros, dos quais ao menos um é casado, estabelecem entre si uma relação sexual, mesmo efémera, cometem adultério. O sexto mandamento e o Novo Testamento proíbem absolutamente o adultério. Os profetas denunciam a sua gravidade. Vêem no adultério a figura do pecado de idolatria. 

“O adultério é uma injustiça. Quem o comete falta com os seus compromissos. Fere o sinal da aliança, que é o vínculo matrimonial; lesa o direito do outro cônjuge e prejudica a instituição do casamento, violando o contrato que o fundamenta. Compromete o bem da geração humana e dos filhos, que têm necessidade da união estável dos pais. (n. 2381).

No Sermão da Montanha, Jesus deixou claro que o adultério cometido por uma pessoa não é somente a realização de um acto sexual com outra pessoa, que não é seu cônjuge. É mais do que isto. Ele condena o adultério de desejo: “Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mt 5,27).

A gravidade deste acto está no utilitarismo sexual, que resulta no hedonismo e no pecado da concupiscência, que transforma a outra pessoa num objecto de prazer. O adultério de desejo revela um facto no interior da pessoa, ou seja, é desejá-la não como o fim das suas intenções, mas como meio. O adultério no coração acontece, porque a pessoa decidiu, interiormente, utilizar o outro para a sua satisfação egoísta.

Avanço tecnológico

A internet tornou-se uma ferramenta fácil para proliferar o sexo virtual e o adultério de coração. Isto começou pelo uso do telefone há bastante tempo; algumas agências até se especializaram em oferecer este tipo de actividade com moças e rapazes de programa, contratados para isso. Foram os famosos “teles”: telefantasia, tele-erótico, telessexy, telegay… Enfim, telepecado.

A internet superou tudo isto! Primeiro, por causa da privacidade, comodidade e forma anónima com que oferece a fantasia; segundo, porque quase sempre é “gratuita”. A luxúria está globalizada pela internet. Explora-se comercialmente aquilo que é imoral, que atenta contra a dignidade do ser humano, transformando-o num meio de prazer e lucro.

Há esposas que se desesperam quando apanham os seus maridos a ver sites pornográficos. A tentação é enorme e a facilidade é muito grande. Outros enveredam pelos “chats” variados e acabam por se complicar. Uma forma de adultério virtual é o que acontece com a pornografia oferecida pela internet. Quem busca uma satisfação sexual pela pornografia virtual está a cometer o pecado de adultério de coração, como explicou Jesus.

A actividade sexual virtual pela internet pode transformar-se em vício; e o pior de tudo é que, muitas vezes, leva ao pecado da masturbação, fornicação, adultério ou mesmo uma vivência sexual pervertida com o cônjuge. Os “chats” transformaram-se, para muitos, num meio de viver um adultério virtual, “seguro” e barato.

O Catecismo da Igreja Católica é bem claro ao afirmar: “A pornografia (…) ofende a castidade, porque desfigura o acto conjugal, doação íntima dos esposos entre si. Atenta gravemente contra a dignidade daqueles que a praticam (actores, comerciantes e público), porque cada um torna-se para o outro objecto de um prazer rudimentar e de um proveito ilícito. Mergulha uns e outros na ilusão de um modo artificial. É uma falta grave. As autoridades civis devem impedir a produção e a distribuição de materiais pornográficos” (CIC § 2354).

O que leva um homem ou uma mulher a buscar o adultério de coração pela internet? Uma das razões pode ser a carência no relacionamento com o cônjuge, a falta de uma harmonia conjugal e, principalmente, sexual. Numa situação destas, se a pessoa não tem uma vida espiritual forte e permanente, facilmente pode enveredar pelo adultério virtual, pela pornografia e sites de conversas.

Jesus deixou-nos a receita básica para vencer qualquer pecado, também o adultério virtual: vigiai e orai. Estar sempre em estado de oração, com a alma sempre ligada a Deus, sempre suplicando ao Senhor o auxílio da Sua graça para não cair na tentação. “Não nos deixeis cair em tentação…”. “A mosca só pousa em prato frio”, então, não deixe a sua alma esfriar pela falta de oração, comunhão, meditação da Palavra de Deus, oração do terço etc.

Em segundo lugar, é preciso vigiar. Fugir das ocasiões de pecado é uma fuga heróica. Se não te controlas diante da internet e do sexo virtual, então, deixa de acessar a internet no teu computador ou telemóvel, enquanto não aprenderes a te dominares. Ou, então, diante do computador, reza e promete a Deus não acessar um site de pornografia ou de relacionamento perigoso por amor a Jesus, que, para te salvar, morreu na cruz. Só por amor a Deus podemos deixar de vez o pecado, nunca por medo d’Ele.

Escreve sob a tela do monitor do teu computador: “Eu não vou pecar hoje, por amor a Jesus, pois Ele merece isto”.

E se eu cair?

Levanta-te imediatamente. Não fiques nem um minuto na lama do pecado. Pede perdão a Deus e promete confessar-te tão logo seja possível. Sim, é importante a confissão, para que a graça divina te dê o perdão e a força para não voltares ao pecado de adultério virtual. O cristão tem que viver a castidade, porque é lei de Deus; e isto só será possível se fechares as janelas da alma (olhos, ouvidos, boca, nariz e mãos) para tudo o que o excita e traz o pecado para o teu interior. Com a graça de Deus e a força de vontade, isto é possível.
 

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