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"Assim como Eu vos amei, amai-vos uns aos outros"

(Jo 13, 34)

 
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As 9 virtudes do homem que agradam ao coração de Deus Imprimir e-mail

As 9 virtudes do homem que agradam ao coração de Deus 

Há virtudes do homem que agradam ao coração de DeusJesus Cristo é o Homem perfeito. Mas o seu pai adoptivo, José, foi quem O inseriu nos ofícios e dinâmicas deste mundo. Sem dúvida, Cristo nasceu com todo o potencial, mas Deus Pai providenciou que José fosse o escolhido para ensinar ao Menino Jesus o que é ser homem. A masculinidade é aprendida, passada de geração em geração, nisto o menino ou o jovem tem de se esforçar, lutar para ser virtuoso. Por isso, São José será aqui o nosso modelo e fonte inspiradora das nove virtudes do homem que agradam ao coração de Deus.1- CastoSão José é conhecido na tradição da Igreja como modelo de castidade. Esta virtude dá ao homem o domínio de si mesmo e, portanto, liberdade interior. O homem de Deus precisa se exercitar na pureza para aprender a não ser arrastado pelos seus impulsos e assim conseguir optar por escolhas grandiosas.2 – HonradoPela forma como se referem a Jesus, “o filho do carpinteiro” (cf. Mt 13,55), dá a entender que a profissão de seu pai seria a referência de José na cidade onde moravam. Daí, podemos também supor que era fácil encontrá-los em Nazaré, a sua oficina e a sua casa, pois não precisavam de se esconder de ninguém. José tinha um bom nome, honrava os seus prazos e a sua palavra. O homem, segundo o coração de Deus, é honrado. Se promete, cumpre. Se errou, assume. O seu nome e a sua reputação são como que a assinatura da sua pessoa como um todo, a sua palavra é sempre de honestidade.3 – TrabalhadorA mesma citação – “o filho do carpinteiro” (cf. Mt 13,55) – pode designar uma pessoa que é conhecida pelo seu ofício; trata-se, portanto, de um óptimo profissional. José era um trabalhador talentoso. O ser masculino tem uma inclinação natural a ter, no trabalho, também um sentido existencial. A impressão de que a sua profissão é extensão dele mesmo.Frequentemente, nas obras de artes – esculturas e pinturas –, vemos uma mulher posando (parada e expondo o seu corpo) e os homens quase sempre em posição de movimento, a fazer algo. Não imaginamos um homem sem o trabalho!4 – LutadorVejamos o esforço de São José nos primeiros anos de vida do Menino Jesus para preservar a vida do Filho de Deus e Sua Mãe Maria. José renunciou a tudo o que já tinha para preservar os seus. O homem de Deus é um lutador. O Senhor convida os Seus profetas, na Sagrada Escritura, e, constantemente, os coloca em luta contra um inimigo público, contra forças espirituais; e ensina-os a batalhar pela sua família, pelo seu povo e pela causa do Reino de Deus.5 – FielSem dúvida, o facto de Maria, enquanto noiva de São José, ter ficado grávida, significou para ele uma grande prova. O Papa Francisco disse a este respeito: “Uma prova parecida com a do sacrifício de Abraão”, em ambos os casos, Deus “encontrou a fé que buscava e abriu um caminho de amor e felicidade” (22/12/2013). Um homem deve ser fiel, primeiramente a Deus, depois à sua mulher e família. As tentações passam, a fidelidade torna o homem forte de espírito. Sê fiel até ao fim!6 – CavalheiroÉ difícil não imaginar José como um cavalheiro. Mas alguns factos podem fazer-nos supor isto de forma um pouco mais concreta. Por exemplo, quando Jesus, aos doze anos, se perde no templo, é Maria quem O interroga na frente dos homens magistrados, numa sociedade que não contava mulheres e crianças. Por que não foi José quem o fez? Talvez, porque a Mãe participasse de forma mais intensa do ministério de Cristo, e José entendeu isto.O homem de Deus é cavalheiro, porque associa a sua força e propensão a ter atitude com sensibilidade e percepção. É atento e gentil sempre, mesmo na crise, e não só na hora em que quer conquistar uma mulher.7 – Magnânimo “José, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente” (Mt 1, 19). Este versículo demonstra a essência do coração do esposo de Maria. Ao saber da gravidez de sua noiva, José, num primeiro momento, deve ter imaginado que ela o tivesse traído, e a lei dos judeus condenava à morte a mulher que assim procedesse. Entretanto, mesmo sentindo-se injustiçado, a intenção deste homem de Deus revela a sua disposição em garantir a vida da pessoa que ele amava e de uma criança inocente, e para ele isto significaria renunciar à sua carpintaria (seu sustento), à sua casa (o “desposado” cuidava de construir e mobiliar o futuro lar), ao seu bom nome, à sua reputação na cidade e, quem sabe, assim comprometer o seu futuro.Magnanimidade é bondade de coração, mas está além disso, é indulgência com nobreza. É compadecer-se do outro até nas suas entranhas. É ser fiel, dar perdão, assumir a miséria do outro e fazer o bem mesmo quando se recebe um mal. É ter amor para oferecer mesmo quando a outra pessoa não o merece. O homem magnânimo é um gigante interiormente, ele doa de si não somente o que possui – os talentos, dons materiais e espirituais –, mas entrega-se todo, até a sua própria vida se preciso.Imaginemos Maria, sabendo do seu esposo que ele teve a intenção de renunciar tudo na sua vida por causa de amor por ela! Imaginemos o olhar de amor que ela lhe direccionou! Que linda prova de amor, José deu a Maria!Há rapazes que têm dinheiro, carro, são “boa pinta” e populares entre as meninas. Mas, vemos que as mulheres que estão realmente felizes hoje são as que se casaram com os homens que demonstravam ter um coração bom. Toda a mulher merece ter um homem bom ao seu lado; no fundo, é o que elas esperam. O homem de coração magnânimo é um sinal e um reflexo de Deus nesta terra.8 – ServoSão José escolheu ser servo, primeiramente de Deus. Por meio dos sonhos que tinha (e sonhos são coisas corriqueiras), ele entendeu que ali estavam as ordens do Senhor, e que era necessário cumpri-las. José não ficou a perguntar se aquilo era fruto da sua emoção causada pelos factos que estavam a acontecer. Em tudo José foi obediente a Deus.Também foi o servo da sua família. A Bíblia diz, “mas a cultura judia coloca o homem como chefe da sua família” (cf. Ef 5, 23). O pai terreno de Jesus fez da sua autoridade um serviço para os seus. Não usurpou dessa sua posição para obter direitos e favores dos membros da família. Pelo contrário, sacrificou-se, renunciou de si em favor da sua esposa e do seu filho.O homem segundo o coração de Deus entende que toda e qualquer autoridade neste mundo deve ser vista como uma responsabilidade de amar e edificar os que estão sob os seus cuidados, seja família, subordinados no trabalho ou o povo do Senhor. Mas, acima de tudo, está a vontade de Deus.9 – JustoTodas estas virtudes podem ser vistas como desdobramentos desta última. A Palavra define José como Justo (cf. Mt 1,19). O significado bíblico desta palavra refere-se àquele que cumpre e pratica a Lei, tanto no termo jurídico – a pessoa que é idónea perante as obrigações civis –, mas também a Lei do Senhor. José era irrepreensível quanto ao cumprimento dos preceitos e ritos religiosos, mas fazia-os por um ardente amor ao Senhor, e não por prestígio entre os homens.O homem precisa de se encantar com a Palavra e a Lei eterna do Altíssimo, pois, se ele dá a Deus o que é de Deus, não lhe será pesado dar a César o que pertence a César. Ser justo é ser santo. O homem que agrada a Deus busca constantemente a santidade.Peçamos a intercessão de São José, pois o mundo precisa cada vez mais de homens que tenham a coragem de entregar a vida deles a Deus, de se deixarem conduzir por Ele e, assim, trazerem um pouco da alegria do céu para viver já aqui nesta terra.São José, rogai por nós!
 

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