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Olhemos para o mundo hoje e amanhã: não há razão para ter medo

 

A Igreja Católica esteve sempre à beira da morte. E à beira de uma grande vitória. Os cardeais dizem que escolheram o Papa Francisco porque ele entende isto. “Não tenhas medo de ir e trazer Cristo para todas as áreas da vida”, disse depois de se tornar Papa.

O que precisa de mudar? Muito. As comunidades vão-se desgastando porque os vizinhos não se conhecem, o discurso político tóxico transforma a discordância em ódio, e as tecnologias de smartphone e games conectam estranhos de maneira superficial, deixando os membros da família sentindo-se isolados uns dos outros. A fé está a desaparecer em muitas comunidades, e o crime e o suicídio estão a aumentar.

 “Quando tu suprimes o desejo por Deus, isto é muito perigoso psicologicamente. Eu vejo sempre isto na forma de vícios e depressões profundas”, disse o bispo de Los Angeles, Robert Barron. “É perigoso fechar as portas a Deus.”

Mas a Igreja insiste que os católicos ainda são capazes de transformar o mundo – e até explica como.

 “O propósito do Evangelho é transformar a humanidade a partir de dentro e torná-la nova”, explicou São João Paulo II.

Como o fermento que fermenta toda a massa, o Evangelho pretende permear as culturas e dar-lhes vida a partir de dentro. O truque é parar de pensar do modo que São Pedro fez depois da crucificação, e começar a pensar da maneira como ele fez depois de Pentecostes.

Após a crucificação, tudo parecia perdido. Jesus tinha sido morto. O império e o establishment religioso estavam a trabalhar em conjunto para se opor aos cristãos, e ninguém parecia importar-se com o que eles tinham a dizer.

Depois do Pentecostes, todos estes factos permaneceram os mesmos, mas agora eles sabiam que Cristo tinha ressuscitado dos mortos e que o Espírito Santo – o próprio Deus – estava com eles.

Daquele dia em diante, o cristianismo nunca parou de crescer. Cresceu das ruínas do templo depois que foi destruído e cresceu das ruínas do império romano depois que desmoronou.

Como é que a cultura da Europa foi transformada? O Papa Bento XVI recebeu o seu nome do grande santo a quem ele atribuiu a renovação da “civilização e cultura” do Ocidente.

Hoje, para buscar um progresso verdadeiro – disse ele – ouça a Regra de São Bento como uma luz para guiar o nosso caminho. O grande monge ainda é um verdadeiro mestre.

Quando São Bento escreveu a sua Regra, a cultura do seu tempo estava em colapso em muitos dos mesmos aspectos que o nosso mundo de hoje.

As comunidades foram se desgastando quando as estradas romanas, em decomposição, se tornaram perigosas, e o comércio diminuiu. A fé rachou quando várias comunidades seguiram o seu próprio caminho, inconscientes ou desinteressadas pelo que a Igreja ensinava.

As taxas de alfabetização decaíram para irrisórias, e grandes obras da civilização foram perdidas ou ignoradas. Os mosteiros de São Bento e Santa Escolástica acenderam pequenas luzes na escuridão. E bastou isto para reacender as luzes. As abadias tornaram-se os centros de comunidade, fé e erudição.

Dos mosteiros vieram gigantes espirituais como São Gregório Magno, São Bonifácio, Agostinho de Cantuária e Santa Hildegarda, que espalharam a luz de Bento aos reinos pagãos da Europa e a alastraram como fogo.

A mesma coisa pode acontecer nos países, hoje. Quando o cardeal de Nova York, Timothy Dolan, visitou o Kansas, disse: “O sonho e o desafio dos beneditinos de renovar a cultura através do ensino superior católico é tão revolucionário hoje como era no século VI”.

As mesmas três ferramentas – comunidade, fé e erudição – podem transformar a cultura de hoje. Então não tenhas medo do mundo. Pensa nisto como um gigante desafio que precisa desesperadamente de nós.

 

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