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"Assim como Eu vos amei, amai-vos uns aos outros"

(Jo 13, 34)

 
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OBRIGADO, EMÍLIA!

Emília pertencia a uma família de classe média num país europeu que sofria muitos estragos e carestias depois de uma guerra nacional. Fome e epidemias ameaçavam toda a população. Emília desde pequenita tinha uma saúde delicada que não conseguia melhorar pelas condições difíceis em que vivia. Muito jovem ainda, casou-se com um operário têxtil e estabeleceram-se numa aldeia longe de familiares e conhecidos.

Pouco depois nasceu o seu primeiro filho, Edmundo, um jovem esbelto, bom estudante, atleta e com grande personalidade. Anos mais tarde Emília deu à luz uma menina que poucas semanas sobreviveu, devido às difíceis condições de vida a que a família estava submetida. Catorze anos depois do nascimento de Edmundo e quase dez depois do nascimento da menina, Emília encontrava-se numa situação particularmente difícil. Tinha cerca de quarenta anos e a saúde longe de melhorar estava pior; graves problemas renais e o seu sistema cardíaco cada vez mais frágil, devido a problemas congénitos. Por outro lado, a situação política do seu país era cada vez mais crítica, pois tinha sido muito afectado pela recente terminada 1ª Guerra Mundial. Vivia com o indispensável e com incerteza e medo de uma nova guerra.

Precisamente nestas terríveis circunstâncias, Emília deu-se conta que estava grávida de novo. O acesso ao aborto naquele tempo não era muito aconselhável, mas havia no país essa possibilidade. E não faltou quem a aconselhasse e se oferecesse para o fazer. A sua idade e a sua saúde faziam da sua gravidez um alto risco para a sua vida. Além disso a sua difícil condição de vida fazia com que ela própria se interrogasse. “Que vida é que eu posso oferecer neste mundo difícil a esta criança? Um lar miserável? Uma povoação em guerra?” Emília desconhecia que só teria mais dez anos de vida.

Tragicamente também Edmundo, o único irmão do bebé que estava para nascer, viveria somente mais dois anos, alguns anos mais tarde estalou a IIª Guerra Mundial e o marido de Emília perdeu a vida … Tudo isto “o soubemos depois“. No momento de decisão entre o praticar ou não o aborto Emília optou por dar a vida à criança que trazia no ventre. Foi um menino. Deu-lhe o nome de KAROL.

Este menino conhecemo-lo na força da vida e também ancião e doente, que passou por tantos caminhos do mundo, o mundo que exultava gritando: JOÃO PAULO II, todo o mundo te ama. Hoje nos nossos corações dize-mos: São João Paulo II, roga a Deus por nós.

OBRIGADO, E M Í L I A

 

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