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"Assim como Eu vos amei, amai-vos uns aos outros"

(Jo 13, 34)

 
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Famílias, ide ao Sagrado Coração de Jesus!

 

Numa época agitada, em que nos encontramos inquietos pelo futuro do nosso lar, fica aqui uma palavra de alento: “Voltai-vos para o Sagrado Coração de Jesus, consagrai-vos a Ele inteiramente e vivei na serenidade e na confiança!”

Não há dúvida de que, se se quiser sair da crise actual, será preciso reedificar a sociedade sobre bases mais conformes com a moral de Cristo, a primeira fonte de toda a verdadeira civilização. E se se quiser conseguir tal fim, será preciso começar por fazer as famílias novamente cristãs, porque muitas se esqueceram da prática do Evangelho, da caridade que ela requer e da paz que ela traz consigo.

A família é o princípio da sociedade.  Isto o sabem bem os que, para expulsar Deus da sociedade e lançá-la na desordem, se esforçam por tirar à família o respeito e até a lembrança das leis divinas, exaltando o divórcio e a união livre, pondo obstáculos ao papel providencial confiado aos pais com respeito aos filhos, infundindo nos esposos o temor dos cansaços materiais q implica o glorioso peso de uma prole numerosa.

Contra estes perigos, então consagremo-nos ao Coração Santíssimo de Jesus.

O que faltou e ainda falta ao mundo para viver em paz é o espírito evangélico de sacrifício, e este espírito falta porque, quando a fé enfraquece, vence o egoísmo, que destrói e torna impossível a felicidade em comum. Da fé saem o temor de Deus e a piedade, que fazem pacíficos os homens; o amor ao trabalho, que conduz ao aumento das próprias riquezas materiais; a caridade, q repara assiduamente as inevitáveis brechas que as paixões humanas deixam abertas na justiça.

Todas estas virtudes supõem o espírito de sacrifício a que estamos obrigados: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16, 24).

Mas, tanto entre os homens como entre os povos, as ambições de cada um não podem conciliar-se nunca com o bem-estar de todos. Diz S. Tiago, “Donde vêm as lutas e as contendas entre vós? Vêm das vossas paixões, que combatem nos vossos membros” (Tg 4, 1).

Para voltar a encontrar a paz, é preciso que os homens façam o que lhes pregam Jesus Cristo e a Igreja: sacrificar as próprias aspirações e desejos, porque são incompatíveis com os direitos alheios ou com o interesse colectivo. A isto os encaminha a devoção ao Sagrado Coração.

Porque, em primerio lugar, a imagem do divino Coração, rodeado de chamas, coroado de espinhos, aberto pela lança, recorda até que ponto Jesus amou os homens e se sacrificou por eles, ou seja, “até se esgotar e se consumir”. Além disso, os lamentos do Salvador pela infidelidade e ingratidão dos homens imprimem a esta devoção um carácter essencial de penitência expiatória.

Ao devoto obséquio da nossa piedade, deve estar associada uma digna satisfação pelos nossos pecados. Estes dois elementos fazem a devoção ao Sagrado Coração eminentemente apta para restabelecer a ordem violada e, com isso, para preparar e promover o retorno da paz.

Fazei, pois, deste Coração o rei da vossa casa, e assim nela estabelecereis a paz. Tanto mais porque Ele mesmo prometeu que a paz reinaria nos lares que lhe fossem consagrados.

Oh! se todos os homens escutassem este convite e esta promessa! Leão XIII e Pio XI, consagraram solenemente o mundo ao Coração de Jesus. Quantas almas, porém, ignoram ainda - e quantas até o desprezam - o manancial de graças que lhes foi aberto e lhes é tão facilmente acessível! Não sejais vós do número desses negligentes que deixam fechadas ao Rei do amor as portas do lar, da cidade, da nação, e atrasam com isto o dia em que o mundo, pacificado, voltará a ter verdadeira felicidade.

Jesus pede-vos unicamente que lhe deis sinceramente o vosso coração: esta é a verdadeira consagração. Tende coragem de a fazer, e vereis que Deus não se deixa nunca vencer em generosidade. Sejam quais forem as dificuldades que a vida vos impuser, não tereis  desalentos e tristezas que levam ao abatimento; mas tereis, um coração como o do próprio Deus. E vereis realizar-se na vossa família, na nossa pátria e na humanidade inteira, a promessa que o Senhor fez ao profeta Jeremias: “Dar-lhes-ei um coração capaz de me conhecer e eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus, porque de todo o coração se voltarão para mim” (Jr 24, 7).

 

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