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São João Bosco

 
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3 pecados que cometemos quando comunicamos 

 

Num discurso aos jornalistas, o Papa Francisco identificou o que ele chama de “pecados da comunicação”. A Sua palestra foi especificamente sobre como a média se comunica, mas a lição aplica-se a todos nós. De acordo com Francisco, aqui estão os três erros que cometemos quando nos comunicamos, juntamente com formas de abordá-los nas nossas próprias vidas:

Desinformação

Não é uma informação mentirosa. É partilhar apenas um lado do argumento e deixar qualquer outra informação de fora. Isto realmente é mais insidioso do que mentir, porque é muito mais fácil de justificar. Eu sei que posso, com uma consciência limpa, falar com os outros de tal forma que as minhas próprias acções pareçam razoáveis ​​e perfeitamente justificadas, mas isso é só porque deixei muita informação de lado. Estou realmente apenas a comunicar metade da história. No final, a desinformação distorce a verdade tanto como a mentira.

Em vez de desinformação, vamos falar com clareza e total honestidade. Pode ser mais humilde admitir a nossa parte num conflito, mas, em longo prazo, ser sincero e reconhecer toda a verdade levará a uma linha de comunicação muito mais saudável.

Calúnia

Calúnia é a descrição sensacionalista das acções do outro, ou um exagero sobre as suas palavras e motivos. É tentador caluniar porque faz com que a nossa própria resposta pareça mais restrita, mas leva a ferir sentimentos e, no seu extremo, leva-nos a desumanizar os outros e transformá-los em inimigos com os quais não podemos nem nos devemos comprometer.

Em vez de caluniar, podemos manter-nos a um nível de precisão na forma como falamos sobre os outros. Com toda a honestidade, o que é que essa pessoa realmente disse? Qual o motivo mais positivo que posso atribuir às suas palavras e acções? Se usarmos o que Francisco chama de “palavras cuidadosamente ponderadas e claras” quando falamos dos outros, manteremos as linhas de comunicação abertas.

Difamação

A difamação é o hábito de trazer de volta à luz falhas obsoletas ou erros passados. Eu difamo alguém quando menciono sempre as suas falhas. Posso dizer a verdade sobre essa pessoa, mas a própria comunicação é desnecessária e prejudicial. Sempre que faço isto, mais tarde percebo que fiz isso para aliviar os meus próprios sentimentos de culpa e para fazer eu sentir-me melhor, mas não é justo trazer os erros do passado para ganhar discussões ou seguir o meu caminho.

Em vez de difamar os outros, tenhamos o hábito de falar positivamente sobre eles. Eu criei uma regra para mim. Sempre que uma pessoa é mencionada durante uma conversa, as primeiras palavras da minha boca em resposta devem ser algo positivo sobre essa pessoa. Ao longo do tempo, essa regra tornou-se um hábito e ficou cada vez mais fácil. Talvez o resultado mais surpreendente para mim foi que à medida que os meus hábitos de comunicação mudaram, a maneira como eu realmente penso sobre as pessoas tornou-se mais positiva também.

Estas são as lições que ensino às minhas filhas enquanto trabalhamos na formação de hábitos positivos de comunicação, e elas são úteis para mim também quando preciso de me comunicar com os outros e, caso haja algum desentendimento, isso mantém uma relação civilizada. O seu progresso e o meu são prova de que uma comunicação positiva e construtiva é muito possível.

 

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