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A assombrosa luta épica entre o Padre Pio e Satanás Imprimir e-mail

 

A assombrosa luta épica entre o Padre Pio e Satanás

 

O demónio tenta a todos os cristãos, mas “o caso do Padre Pio é especial porque a sua luta não era apenas espiritual, mas tinha também momentos extremamente físicos”.

A história do Padre Pio contra o demónio “é uma saga épica, um corpo a corpo entre um monge e o seu adversário” — palavras do veterano vaticanista Marco Tosatti, autor de Padre Pio contro Satana: la battaglia finale (ainda sem tradução para o português).

A fonte principal do jornalista foram as cartas das pessoas que conheceram o santo de Pietrelcina e as que este escrevia, bem como todos os textos da Positio para a sua canonização.

Por ocasião do lançamento de uma versão espanhola do livro, o site Religión en Libertad pôde conversar um pouco com Tosatti a respeito da importância do santo e da sua luta peculiar, única, com o Maligno.

Marco Tosatti explica a importância “épica” da luta do Padre Pio para a nossa época.

— Por que é tão popular e relevante a figura do Padre Pio de Pietrelcina?

— Sem dúvida, na Itália ele é um dos santos mais amados pelo povo. É difícil entrar numa loja, num restaurante, num lugar público e não encontrar imagens dele. Creio que isto se deve a que o Padre Pio é um dos santos da história que mais graças e intercessões realizou.

Li os oito volumes da Positio, a compilação de documentos sobre ele que serviram para o processo de canonização, e há centenas de testemunhos de pessoas, da Itália e de outros países, que receberam favores extraordinários. Foi protagonista de fenómenos assombrosos: bilocação, curas, leitura de almas com um simples olhar e coisas do tipo… Isto torna-o extraordinário, diferente dos outros santos, e muito popular. Ao redor de todo o mundo se criam hoje grupos de oração inspirados no Padre Pio.

— O que tem de especial a relação do Padre Pio com o demónio? Afinal de contas, o demónio não tenta a todos os cristãos?

— O caso do Padre Pio é especial porque a sua luta não era apenas espiritual, mas tinha também momentos extremamente físicos. Tanto é que os frades que com ele viviam escutavam os barulhos da luta vindos da sua cela e, na manhã seguinte, encontravam os ferros da cama retorcidos, como se uma força sobrenatural os tivesse dobrado. Viam ainda o Padre Pio com contusões e golpes, como se o tivessem espancado.

O superior chegou a pedir-lhe, quando ele ainda era um jovem frade, antes de ser enviado a San Giovanni Rotondo, que rezasse ao Senhor pedindo que não permitisse ao demónio fazer tantos ruídos, porque os outros irmãos ficavam apavorados. Era algo muito visível. Isso acontecia com o Padre Pio quando ele lutava para arrancar almas das mãos do demónio. Houve muitos santos que lutaram com o demónio, mas o Padre Pio é especial porque a sua luta foi contínua, física, evidente, a ponto de a verem inclusive outras pessoas…

Além disso, do meu ponto de vista enquanto jornalista e escritor, vejo como épica a batalha entre o Padre Pio e o demónio, a qual, encarada até mesmo sem a perspectiva da fé, se reveste de um valor literário muito grande. E isto desde que ele era criança, quando teve a visão de um homem muito grande, um homem perverso, que era o demónio e queria combatê-lo.

— O que significa para nós, para os nossos tempos, esta experiência do Padre Pio?

— Não sou um milenarista, mas acredito, sim, que é possível estarmos numa época especial. Nossa Senhora de Fátima dizia que nos encontramos numa batalha decisiva entre as forças do bem e o demónio, forças que atacam a família e os valores naturais básicos. Parece que Deus quer, por meio do Padre Pio, dar um sinal de que esta batalha já começou e é também sobrenatural.

 

— Mas os pecados sexuais, pessoas com uma vida familiar ruim, maus pais, adultérios… Tudo isto sempre existiu. Qual é, então, a novidade?

— Sim, pecados sexuais e contra a família sempre existiram; mas, por exemplo, quando havia algum Papa ruim, pérfido, criminoso, como Alexandre Borgia, ele cometia estas coisas, mas não alterava a doutrina, não dizia que estes pecados eram normais. A novidade dos últimos séculos é o individualismo desenfreado, que busca não só pôr a fé em dúvida, mas ainda convencer o homem de que ele é o seu próprio “legislador”, o seu próprio “deus”, que não precisa de descobrir o bem para o cumprir, pois pode criar para si mesmo a sua própria “lei”.

— O seu livro contém uma segunda parte com exemplos de outros santos que tiveram também um contacto muito próximo com o demónio, como Eustáquia de Pádua, Cristina de Stommeln e Mariam Baouardy. Por quê?

Embora tenha um amplo campo de acção, o demónio está limitado por Deus.

— São santos que selecionei porque creio ilustrarem que, embora tenha um amplo campo de acção, o demónio está limitado por Deus. Por exemplo, o que sabemos de Mariam Baouardy está atestado em documentação científica da época. Assim como muito do que sabemos sobre o Padre Pio. É como se o mundo quisesse fechar os olhos para o sobrenatural, mas o sobrenatural não se deixa esconder. Vemos que Deus se serve do demónio, de forma misteriosa, como um instrumento, um instrumento estranho, vá lá, mas que serve à santificação das pessoas.

Vemos gente de grande santidade pessoal, mas que sofre sob o poder do demónio, às vezes até mesmo possessos, durante um tempo, embora mantendo-se livres na alma e na vontade. Sempre me chamou a atenção a familiaridade com que o demónio, no Livro de Job, se aproxima do trono de Deus, e Ele o recebe tranquilamente, e conversam… O demónio não passa de outro instrumento de Deus!

— Do mal Deus tira coisas boas. É um mistério…

— Sim, é um mistério. É como ver um bordado pela parte de trás: parece-nos um caos, um emaranhado de fios e cores. Mas a bordadeira, que o vê de cima, costurando o desenho, sabe bem o que faz.

— Nas últimas décadas, multiplicou-se o número de exorcistas na Igreja Católica, com cursos, formações, e mantêm-se em contacto pela internet.

O demónio está sempre à procura de almas. E esta é a sua grande batalha.

— E há algo que estejamos a aprender, algo de novo sobre o diabo no século XXI?

— O demónio está sempre à procura de almas, disse-me o padre Amorth. E esta é a sua grande batalha. Mas ele faz o seu principal trabalho sem chamar a atenção, de forma ordinária. O diabo não se quer manifestar. Inclusive para os exorcistas é difícil discernir muitos casos, porque o demónio tenta esconder-se. Isto é interessante. Já dizia Baudelaire: a melhor estratégia do demónio é fazer-nos crer que ele não existe.

— Mas nem é saudável enxergar o demónio em todo e qualquer lugar…

— De facto, é preciso manter um equilíbrio. O padre Amorth dizia: “De todos os que me procuram com problemas, apenas um por cento precisa mesmo de um exorcista”. Creio que esta é a medida. Sim, o demónio trabalha de forma ordinária e eficaz, sem fenómenos extraordinários, mediante as guerras, o ódio, destruindo as famílias, com o aborto… Também aí precisamos de estar presentes.

 (via Pe. Paulo Ricardo)

 

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