Mensagem

"A Tua Palavra é Luz para os meus passos"

(Sl 119, 105)

 
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O carisma da reparação 

 

A reparação através da Sagrada Escritura

Para que possamos praticar a reparação, precisamos de compreender o seu sentido mais profundo e, assim, poder vivê-la com o coração. Somente desta maneira poderemos encarnar este dom precioso, vivido e ensinado pela Virgem Maria e por Nosso Senhor Jesus Cristo: o carisma da reparação!

O sentido da reparação através da Sagrada Escritura, pois na Palavra de Deus temos o início de tudo.

No relato da criação (Gn,1) vemos que, ao criar o universo com tudo o que o compõe, Deus contemplou a Sua obra e, por último, tendo criado o homem à Sua imagem e semelhança, concedeu-lhe o domínio sobre todas as Suas criaturas e “viu que tudo era muito bom”. Ao ver que o homem estava sozinho, deu-lhe a mulher como ajuda adequada para que, unidos ao Seu amor, fossem beneficiados. Assim o homem vivia em harmonia com o seu Criador. Deus estabeleceu limites ao homem através desta ordem: “Podes comer do fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente” (Gn 2,16-17).

Ludibriados pelo mal (Gn 3,6-7), o homem e a mulher caíram no pecado da desobediência, e assim, a desordem entrou no mundo, quebrando o vínculo de harmonia que existia entre Deus e o homem. Surgiu então a grande necessidade da reparação.

Quando chegou a plenitude dos tempos, o Pai Celeste enviou o Seu Filho amado, para reparar a ordem original rompida, com uma Nova Aliança que se concretizou na Sua Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição. “Quando se cumpriu o prazo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os súditos da lei, e nós recebêssemos a condição de filhos” (Gl 4,4-5). A grande Paixão de Jesus é a reparação do género humano. Assim Ele tirou o pecado do mundo, como afirma São Pedro na sua primeira carta: “Carregou os nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro para que, mortos para os nossos pecados, vivamos para a justiça. Por fim, pelas Suas chagas fomos curados” (1Pd 2,24).

Em Jesus fomos salvos e convidados a participar da Sua reparação até à Sua Segunda vinda. Sabemos que a Sua entrega reparadora nos redimiu, mas podemos colaborar na Sua obra de redenção, unindo-nos à Sua Paixão e Morte, principalmente, quando aceitamos os sofrimentos que nos ocorrem, numa atitude de oferta, unida à Sua grande oferta na cruz, como ensinou São Paulo na sua carta aos Colossenses: “Agora alegro-me nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por Seu corpo, que é a Igreja” (Cl 1,24).

A mensagem de Fátima

Vejamos o convite à vivência da reparação na Mensagem de Fátima através do Anjo e de Nossa Senhora. Na segunda aparição, o Anjo fala abertamente sobre reparação, imprimindo nos corações das três crianças esta via mística que, em pouco tempo, se tornou o grande ideal das suas vidas. Ele lhes diz: “De tudo que puderdes, oferecei um sacrifício em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores” (Memórias da Ir. Lúcia, p. 170).

Na terceira aparição ensina aos pastorinhos esta profunda oração reparadora: “Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores” (Memórias da Ir. Lúcia, pp. 170-171).

Diante da urgência dos tempos, já na primeira aparição no dia 13 de Maio, Nossa Senhora fala explicitamente aos pastorinhos sobre reparação, dizendo: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores? (Memórias da Ir. Lúcia, pp. 173-174).

Na aparição do dia 13 de junho, Nossa Senhora mostra novamente a necessidade de se fazer reparação: “À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora, estava um coração cercado de espinhos que parecia estarem-lhe cravados. Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação” (Memórias da Ir. Lúcia, p. 175-176). E na aparição de Julho ela promete que viria pedir a comunhão reparadora nos primeiros sábados: “virei pedir […] a Comunhão reparadora nos primeiros sábados” (Memórias da Ir. Lúcia, p. 177)

Em 1925 a Virgem Maria cumpre a sua promessa e pede para a Ir. Lúcia em Pontevedra-Espanha, junto com o Menino Jesus, a Devoção Reparadora dos Cinco Primeiros Sábados, através de actos reparadores centrados nos mistérios da Encarnação e Redenção do seu Filho Jesus. Os actos reparadores são estes: a confissão, a comunhão, o santo Terço e a meditação da Palavra, no primeiro de cinco sábados seguidos, com a intenção de reparar o seu Coração Imaculado ferido pelos pecados da humanidade.

 

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