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(Sl 119, 105)

 
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O que fazer com uma imagem sabgrada que foi abençoada, mas se quebrou Imprimir e-mail

 

O que fazer com uma imagem sagrada que foi abençoada, mas se quebrou? 

 

Posso lançar fora uma imagem sagrada abençoada, que se quebrou?

Antes destacamos a importância e o valor das imagens na Igreja. Começo por recordar que o católico não adora imagens, mas tem por elas veneração.

 

São João Damasceno diz que “antigamente, Deus, que não tem corpo nem aparência, não podia em absoluto ser representado por uma imagem. Mas, agora que se mostrou na carne e viveu com os homens, posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus. (…) Com o rosto descoberto, contemplamos a glória do Senhor” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1159).

Nesta perspectiva, o Catecismo da Igreja ensina que, “na trilha da doutrina divinamente inspirada dos nossos santos padres e da tradição da Igreja Católica, que sabemos ser a tradição do Espírito Santo que habita nela, definimos, com toda a certeza e acerto, que as veneráveis e santas imagens […] devem ser colocadas nas santas igrejas de Deus, nas casas e nos caminhos, tanto a imagem de Nosso Senhor, Deus e Salvador, Jesus Cristo, como a de Nossa Senhora, a puríssima e santíssima Mãe de Deus, dos santos anjos, de todos os santos e dos justos” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1161). A Igreja sempre valorizou tais práticas que conduzem para o próprio Deus.

Como dispensar com zelo imagens sacras abençoadas, quebradas?

Um primeiro ponto a ser observado em relação a uma imagem sacra que se quebrou, é verificar a possibilidade de a restaurar, se for oportuno.

Após uma avaliação do estado da imagem e não havendo possibilidade ou interesse na sua restauração, o próximo passo seria utilizar a forma mais coerente de se desfazer do objecto, levando em conta o seu significado.

A sugestão é que não há “necessidade” de levar as imagens quebradas para as depositar nas Igrejas, cemitérios, lançar em rios ou noutros lugares, mas elas podem ser trituradas e enterradas no jardim ou num vaso de sua casa. O sentido é evitar a possibilidade de as imagens que foram abençoadas serem escarnecidas, ao serem lançadas no lixo com indignidade ou deixadas em lugar indevido.

Com isso, deve-se desfazer das imagens danificadas de forma que o seu valor espiritual e significado religioso não sejam afectados, evitando qualquer sinal de desrespeito.

Dizia São João Damasceno que “a beleza e a cor das imagens estimulam a minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espectáculo do campo estimula o meu coração a dar glória a Deus”.

Assim, a função, tanto das imagens abençoadas como dos ícones santos em boas condições é entrar “na harmonia dos sinais da celebração, para que o mistério celebrado se grave na memória do coração e se exprima em seguida na vida nova dos fiéis” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1162).

Portanto, uma imagem que está quebrada ou danificada não atinge todo o seu objectivo, por isso, pode ser dispensada sem nenhum problema.

 

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