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"Assim como Eu vos amei, amai-vos uns aos outros"

(Jo 13, 34)

 
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A verdadeira missão de um pai na vida de um filho Imprimir e-mail

 

Qual é a verdadeira missão de um pai na vida de um filho?

 

Não é só necessário que um pai seja presente; é imperativo gerar vínculos afectivos sólidos com os filhos

Pai, vive de tal maneira que, quando o teu filho pensar em lealdade, honestidade, integridade, justiça, respeito, trabalho, fidelidade, serviço e caridade, a tua imagem venha à mente dele.

Embora a sociedade ocidental dê mais importância à figura materna, a figura do pai na vida dos filhos é tão importante como a da mãe, pois ele desempenha um papel único, intransferível, insubstituível e fundamental no desenvolvimento emocional, psicológico e social dos filhos.

Pai, quando eu crescer quero ser como tu

Os filhos que têm a oportunidade de contar com os pais emocional e fisicamente presentes no decorrer da vida – em especial nos momentos mais importantes do seu desenvolvimento – apresentam maior tolerância à frustração, maior confiança em si mesmos, autocontrole e autoestima elevada.

Mas não é necessário ser apenas um pai presente, é imperativo gerar vínculos afetivos sólidos com os filhos. Ou seja, ser pai ativo, sempre pendente às necessidades deles. Algumas vezes satisfarás essas necessidades ou darás ferramentas para que eles encontrem soluções. Noutros casos, simplesmente vais consolá-los e dar palmadinhas nas mãos com a seguinte mensagem oculta: “tudo correrá bem porque estou contigo”. Isto vai garantir segurança aos pequenos.

O desenvolvimento de uma relação positiva com o pai ajudará o filho a ser um adulto equânime e seguro. A sensação que lhe dá de poder contar com um pai que lhe oferece respaldo é simplesmente indescritível.

Todo o filho merece sentir-se desejado e aceite pelo pai – não somente pela mãe. A aceitação procede da vontade; o desejo, do sentimento. Se um filho percebe o abandono, o seu desenvolvimento pode sofrer um bloqueio. E não será tanto por não ter sido desejado, mas por não ter sido aceite. A aceitação da paternidade e a aceitação da sua pessoa são necessárias e muito importantes para o saudável desenvolvimento individual e social do indivíduo.

Algumas atitudes de aceitação ou rejeição:

• Tu provocas rejeição quando te transformas num pai autoritário e tirano. A mensagem que mandas para o filho é que ele não te perturbe ou que teria sido melhor se não tivesse nascido. Também provocas rejeição quando te comportas como um pai indulgente, indiferente, o “colega” dos teus filhos. A mensagem que tu passas é que o pequeno não é a tua prioridade.

• Também causa rejeição a superproteção (ou quando te transformas num pai autoritário e perfeccionista).  Neste caso, a mensagem que passas ao teu filho é que ele deve seguir o seu modelo e ser como tu. O filho sente-se com o amor condicional. Quando há superproteção ou quando passas a ser um pai narcisista, o filho pensa que não há ninguém como ele. Embora pareça o contrário, ele desenvolverá uma autoestima frágil.

A palavra convence, mas o exemplo arrasta

Se há algo que os filhos observam nos pais é a forma de trabalhar. Ou seja, o pai deve ensinar a virtude e o valor humano do trabalho. Pelo seu modo de trabalhar, um pai pode ser prestigiado ou desprestigiado pelos filhos, obterá a admiração e respeito dele ou o contrário.

Os filhos são inteligentes e se a imagem que eles têm do trabalho do pai, a partir das conversas familiares ou da sua atitude diante deles, for negativa, os feitos na educação serão nocivos.

Também terá efeito negativo o facto de o filho perceber que o que se diz não coincide com o que se faz. Com a incongruência, perde-se a autoridade, e sem autoridade dificilmente haverá admiração e respeito.

Para qualquer filho, não há nada mais fortalecedor do que sentir-se amado e protegido pelo homem que ele mais admira, o seu super-herói. Este sentimento de proteção vai com ele durante toda a vida.

No caso particular da relação pai/filha, se ela se sentir abandonada pelo pai, quando for escolher o seu marido, dificilmente saberá fazê-lo, porque terá a necessidade inconsciente de preencher o vazio que o pai lhe deixou. Portanto, em vez de buscar um companheiro de vida, em cada homem que conhecer, ela vai querer encontrar esse pai para a proteger. Isto é muito perigoso e dificilmente resultará em relações amorosas estáveis.

Por isso, mães, precisamos de deixar os pais exercerem os seus papéis de esposos e pais. É importante que a mãe dê espaço e não interfira nesta relação, mesmo que ela ache que “faria melhor do que ele”. O posto de um pai na vida de um filho ou filha é insubstituível!

 

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