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"Assim como Eu vos amei, amai-vos uns aos outros"

(Jo 13, 34)

 
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Que tipos de jejum? Imprimir e-mail

Que tipos de jejum?

 

O jejum prepara-nos para viver as renúncias

 

Todos podemos fazer jejum, inclusive os que não têm a saúde tão boa. A Quaresma é o tempo de nos prepararmos para a ressurreição de Jesus Cristo, e também, nos ensina a prática do jejum, da oração e da caridade.

Escolha a forma de jejum e de penitência, e viva uma verdadeira conversão, mas, para isso, basta compreender os tipos de jejum que podem ser feitos. Escolha o melhor jejum para si e tenha uma ótima Quaresma!

 

Mortificação é o auto-sacrifício, abnegação e auto-disciplina.

 

Para isso, basta abraçar aquilo que é difícil à nossa natureza. Por exemplo, de manhã, levantar-se a uma hora fixa, entregando-se com pontualidade à oração; assistir o Santo Sacrifício da Missa; renunciar a um prazer proibido ou a uma leitura perigosa; obedecer prontamente às ordens dos pais ou superiores; cumprir principalmente com fidelidade os deveres e os trabalhos quotidianos; suportar com paciência tribulações e sofrimentos: são, estas coisas todas, mortificações que, praticadas com pura intenção, são muito agradáveis a Deus e muito meritórias para o Céu.

 

1. Mortificação da Vista

As primeiras setas que ferem uma alma casta e, às vezes, a matam, entram pelos olhos. Por meio dos olhos entram no espírito os maus pensamentos. "Não se deseja o que não se vê", diz São Francisco de Sales.

 

Não leias, por isso, nunca, livros proibidos ou perigosos. Renuncia, de vez em quando, ao prazer de ver coisas extraordinárias, ainda que sejam inteiramente decorosas.

 

Segundo São Jerónimo (Ep. ad Fur.), é o rosto o espelho da alma e os olhos castos dão testemunho da castidade do coração.

 

2. Mortificação do Ouvido

Evita ouvir conversas inconvenientes ou difamações, e mesmo conversas mundanas sem necessidade, pois estas enchem a cabeça com uma multidão de pensamentos e imaginações que nos distraem e perturbam mais tarde nas nossas orações e exercícios de piedade.

 

Se assistires a conversas inúteis, procura quanto possível dar-lhes outra direção, propondo, por exemplo, uma importante questão. Se isso não der resultado, procura retirar-te ou, ao menos, cala-te e baixa os olhos para mostrar que não achas gosto em tais conversas.

 

3. Mortificação do Olfato

Renuncia a todos os vãos perfumes, sejam quais forem; suporta, antes, de boa vontade, o mau cheiro que reina em geral nos quartos dos doentes. Imita o exemplo dos Santos que, animados pelo espírito de caridade e mortificação, sentiam tanto gosto no ar corrompido das enfermarias, como se estivessem em jardins de flores odoríferas.

 

4. Mortificação do Tato

Quanto ao tato, esforça-te por evitar qualquer falta, pois cada falta neste sentido contêm um perigo de morte eterna para a alma. Emprega toda a modéstia e cuidado não só a respeito dos outros, mas também de ti mesmo, para conservar a bela jóia da pureza. Procura, quanto possível, refrear pela mortificação este sentido.

 

São João da Cruz dizia que, se alguém ensinasse que a mortificação do tato não é necessária, não se lhe deveria dar crédito, ainda que operasse milagres. Jesus Cristo disse uma vez à Madre Maria de Jesus, carmelita: "O mundo precipitou-se no abismo por causa do prazer, e não da mortificação".

 

Se não temos coragem de crucificar a nossa carne com penitências, ao menos esforcemo-nos por suportar com paciência as pequenas contrariedades que Deus nos envia, como doenças, calor, frio, etc.

 

Digamos com S. Bernardo (Medit., c. 15): "O desprezador de Deus deve ser esmagado; merece a morte: deve ser crucificado". Sim, meu Deus, é justo que quem Vos desprezou seja castigado; eu mereço a morte eterna; seja eu, pois, crucificado neste mundo, para que não sofra eternamente no outro.

 

5. Mortificação do Paladar

Quanto à mortificação do paladar, será bom desenvolver mais a fundo a necessidade e a maneira de nos mortificarmos neste sentido.

 

§5.1- Santo André Avelino diz que quem deseja alcançar a perfeição, deve começar com uma séria mortificação do paladar. Antes dele já o afirmara São Gregório Magno (Mor., 1. 30, c. 26): "Para se poder dispor para o combate espiritual, deve-se reprimir a gula". O comer, porém, satisfaz necessariamente ao paladar: não nos será, pois, lícito, comer coisa alguma?

 

Sim, devemos comer: Deus quer que, por esse meio, conservemos a vida do corpo para O servirmos enquanto nos permite ficar no mundo.

 

Devemos, porém, cuidar do nosso corpo do mesmo modo, como o faria um rei poderoso com um animal que ele, com as próprias mãos, tivesse de tratar várias vezes durante o dia; seguramente cumpriria o seu dever; mas, como? Contrariado e desgostoso e o mais depressa possível. "Deve-se comer para viver, diz S. Francisco de Sales, e não viver para comer".

 

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