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(Sl 119, 105)

 
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Como elogiar o seu filho de modo correcto Imprimir e-mail

 

Como elogiar o seu filho de modo correcto 

 

Elogiar a inteligência ou o esforço de uma criança?

 

O segredo da maioria das coisas é a forma como elas são administradas. A falta ou o excesso de elogios pode ser prejudicial em muitas situações.

 

Elogiar a inteligência ou o esforço de uma criança? Esta é uma questão que certamente gera dúvida.

Quando elogiamos a inteligência de um filho, não damos margem, por exemplo, a um erro ou a uma nota baixa. Quando elogiamos o seu esforço, damos estímulo para que ele se possa esforçar outras vezes.

Elogios excessivos acabam por ser vazios e não ajudam no desenvolvimento saudável dos filhos, porque acabamos por colaborar para um estilo quase infalível e muito vaidoso de uma criança. O elogio excessivo pode, até mesmo, colaborar para que uma criança não aceite uma correcção quando necessário. Ou seja, quando estiver errada, certamente terá dificuldade de ser orientada nas suas atitudes.

Quando uma criança é elogiada demais, sente-se muito melhor que os outros e pode, em muitos casos, crescer na sua presunção e arrogância.

Preferencialmente, os elogios devem estar assentes em factos, em comportamentos ou atitudes. O elogio do tipo “como tu és lindo, meu filho!”, ou “que maravilha de menina!” estão assentes nas impressões de um adulto, mas não colaboram especialmente em alguma atitude diferenciada na criança.

Que elogios, então, podem ajudar uma criança a ter uma atitude saudável? Por exemplo: “Filho, que bom teres ajudado o teu colega de escola!”, “Parabéns pelo teu esforço no estudo e pelas notas que tiraste!”, “É muito normal teres partilhado os teus brinquedos com o teu amigo. Dividir é muito importante!”, “Que bom porque me ajudaste, gosto muito quando fazes assim!”

Estes elogios são baseados em coisas reais, em coisas que o seu filho realmente fez e não em impressões vazias, que contribuem para que ele possa repetir os comportamentos positivos.

Tudo o que é excesso não faz bem

Fazer uma criança amada não é estar sempre a dizer-lhe: “eu  amo-te”, “como tu és lindo” ou coisas deste tipo.

A medida é importante, já o excesso não faz bem. Quando uma criança passa a frequentar outros ambientes como escola, igreja ou natação, nem sempre será elogiada na mesma quantidade que os pais fazem, e isto pode gerar nela grande decepção e frustração, inclusive na fase adulta, quando tiver de lidar com a falta de elogios e recompensas no trabalho, o que pode ser altamente desmotivador e frustrante para ela.

Procure dar atenção não apenas às qualidades, mas às atitudes da criança, pois são perceptíveis e envolvem a acção e o empenho dela em algo. Também o cuidado de não desejar que ela seja o que não fomos, é importante. Muitas vezes, o elogio é dado no sentido de que o seu filho sempre supere, sempre seja o melhor, sempre seja mais. Daí, novamente, a medida é importante e a intensidade também, para que o positivo seja um facto desmotivador para ele.

 

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