Mensagem

"A Tua Palavra é Luz para os meus passos"

(Sl 119, 105)

 
Início seta Orações seta Fazer pequenas orações ao longo do dia
Fazer pequenas orações ao longo do dia Imprimir e-mail

 

Aprender a fazer pequenas orações ao longo do dia 

 

É importante, ao longo do dia, reservar um tempo para fazer pequenas orações

Santa Teresinha do Menino Jesus dizia que é melhor falar “com Deus” do que “de Deus”, porque, no diálogo com os outros, sempre é possível infiltrar o amor próprio. Ela tem razão. No entanto, para dar um testemunho aos outros, precisamos também de falar de Deus por meio das pequenas orações.

É certo que, acima de tudo, devemos amar a Deus com aquele amor, que é a base da vida cristã e que se exterioriza na oração, na atuação da Sua vontade. Portanto, falar com os próximos, sem dúvida, sobretudo falar com Deus.

Como falar com Ele?

Simplesmente recitando as orações de todo o cristão, mas também examinando, durante o dia, por meio de alguma oração-relâmpago, se o nosso coração está realmente voltado para Ele, se é Ele o ideal da nossa vida, se lhe damos de facto o primeiro lugar no nosso coração, se O amamos sinceramente com todo o nosso ser.

Refiro-me às orações breves que são aconselhadas especialmente às pessoas que vivem no mundo e não dispõem de tempo para rezar demoradamente.

São como flechas de amor que partem do nosso coração em direção a Deus, como dardos de fogo. São as assim chamadas “jaculatórias”, o que, etimologicamente, significa exatamente dardos, flechas. Elas são um meio excelente para reconduzir continuamente o nosso coração a Deus.

Na liturgia eucarística, na Igreja Católica, encontramos um versículo estupendo, que pode ser considerado uma jaculatória e que ilustra bem o nosso caso: “És tu, Senhor, o meu único bem”.

Faça a experiência de orar durante o seu dia

Façamos a experiência de repeti-lo durante o dia, sobretudo quando os diversos apegos ameaçarem desviar o nosso coração para coisas, para pessoas ou para nós mesmos.

Digamos: “És tu, Senhor, o meu único bem, não aquele objeto, nem aquela pessoa, nem eu mesmo; tu e nada mais és o meu único bem”.

Experimentemos repeti-lo quando a agitação ou a pressa nos quiserem levar a não fazer bem a vontade de Deus do momento presente: “És tu, Senhor, o meu único bem; portanto, a Tua vontade, e não aquilo que eu quero, é o meu bem”.

Se a curiosidade, o amor próprio ou as mil atrações do mundo estiverem para comprometer o nosso relacionamento com Deus, digamos-lhe com todo o coração: “És tu, Senhor, o meu único bem; e não estas coisas, com as quais a minha avidez e o meu orgulho desejariam satisfazer-se!”

És tu, Senhor, o meu único bem

Experimentemos, então, repeti-lo com frequência. Experimentemos repeti-lo quando alguma sombra ofuscar a nossa alma ou quando a dor bater à nossa porta. Será um modo de nos prepararmos para o encontro com Ele.

“És tu, Senhor, o meu único bem”. Estas simples palavras nos ajudarão a ter confiança n’Ele, nos exercitarão a conviver com o amor. Assim, sempre mais unidos a Deus e plenificados por Ele, colocaremos e recolocaremos as bases do nosso verdadeiro ser, feito à Sua imagem.

Assim, tudo correrá bem na vida, no sentido certo. Então, sim, quando falarmos, o que dissermos não serão apenas palavras ou, pior ainda, tagarelice: também as palavras serão “dardos” capazes de abrir os corações, para que eles acolham Jesus.

Façamos, então, a experiência de aproveitar todas as ocasiões para pronunciar estas simples palavras. No fim do dia, teremos, certamente, a confirmação de que elas se tornaram um remédio, um tónico para a nossa alma. Como diria Santa Catarina de Sena, fizeram com que o nosso coração se tornasse uma chama viva.

 

Webdesign Contabilidade Porto Porto Apartments