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A educação dos filhos e a palmada  

Desabafo de um pai:

Os filhos são educados pela fé e conquista, mesmo que hoje seja mais difícil educá-los

Uma boa educação dos filhos não se impõe com leis, muito menos com a lei das palmadas.

Quanto menos educação tem um povo, tanto mais leis criam os seus governantes, dizem os sociólogos. O que precisamos é de educar os pais, colocar o amor de Deus no coração deles e ensinar-lhes que os filhos são dons preciosos que o Senhor lhes confiou para os educar com carinho e modelá-los como preciosos diamantes. É preciso proteger a família, lutar contra toda a imoralidade que a destrói e desfigura. É assim que vamos assegurar aos filhos uma boa educação, sem violência e sem a intervenção do Estado.

O filho educa-se pela fé e pela conquista, mesmo que hoje seja mais difícil educar, porque uma inundação de “falsos valores” entra em nossa casa pela mídia. No entanto, com um trabalho dedicado e atencioso, os pais podem realizar uma boa educação. Mas, para isso, terão de “conquistar” os seus filhos, sem o que, eles não ouvirão a sua voz nem colocarão em prática os seus conselhos. Mas esta conquista não acontece com o que damos aos nossos filhos, mas com o que “somos” para eles. Temos tempo para eles? Brincamos com eles? Conversamos com eles? Ajudamo-los nas suas dificuldades? Sabemos acolher os seus amigos? Tornamos o lar um lugar agradável? Sabemos corrigi-los com delicadeza e firmeza, sem os humilhar? Sabemos descer ao seu nível de idade e sentimentos? Sabemos valorizá-los, estimulá-los e elogiá-los? Brincamos com os nossos filhos?

Um dia, quando os meus cinco filhos ainda eram adolescentes, eu li uma frase que me fez pensar muito: “Conquiste o seu filho antes que o traficante o faça”.

Antes de tudo, os filhos precisam de “ter orgulho” dos pais; sem isso, a educação poderá ficar comprometida. Se o filho tiver mais amor ao mundo do que aos pais, então, ele ouvirá mais o mundo do que os genitores. É assim que os pais “perdem” os seus filhos e já não ouvem a voz deles.

Conclui-se daí que os primeiros a serem educados são os pais, para poderem educar os filhos. André Berge, pedagogo francês, dizia que “os defeitos dos pais são os pais dos defeitos dos filhos”.

Deixar Deus de fora da educação dos filhos é um risco

Foi Deus quem nos criou, Ele nos conhece até a mais profunda e escondida fibra do nosso ser, seja no campo biológico, psicológico, racional, sensitivo ou espiritual. Por isso, querer educar os filhos sem Deus e as Suas santas leis é relegar o homem a um plano muito inferior ao que ele ocupa: o de filho de Deus, imagem e semelhança do seu Criador. Deixar Deus de fora da educação dos filhos seria algo comparável a alguém que quisesse montar uma bela e complexa máquina ou estrutura sem usar e seguir o projeto detalhado do projetista. É claro que tudo sairia errado.

Educar é uma bela e nobre missão, pela qual vale a pena gastar o tempo, o dinheiro e a vida; afinal, estamos diante da maior preciosidade da vida: os nossos filhos. Tudo será pouco em vista da educação deles. Por esta razão, não é preciso palmadas nem leis para isso.

 

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