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"Assim como Eu vos amei, amai-vos uns aos outros"

(Jo 13, 34)

 
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Os Santos de Portugal

 


D. Nuno Álvares Pereira, Nuno de Santa Maria, foi a partir de 26 de Abril o novo Santo português, juntando assim o seu nome a uma lista que se estende desde antes do início da nacionalidade. A última canonização de um português aconteceu quando Paulo VI, a 3 de Outubro de 1976, declarou Santa a religiosa Beatriz da Silva.

Antes de 1143, há registo de vários Santos (nalguns casos figuras semi-lendárias) que demonstram a implantação que, desde bem cedo, o catolicismo teve no nosso país.

Nesta lista incluem-se figuras como São Manços (primeiro Bispo de Évora, séc. I), São Vítor de Braga (mártir do séc. I), São Dâmaso (Papa do séc. IV que alguns afirmam ter nascido em Guimarães), São Sisenando (Diácono e mártir do séc. IX, nascido em Beja), São Rosendo (Bispo do séc. X, nascido em Santo Tirso) e Santa Senhorinha (beneditina do séc. X, de Vieira do Minho).

Desta fase há a destacar a vida e obra de três Bispos de Braga, os Santos Martinho de Dume, Frutuoso e Geraldo.

Martinho, oriundo da Panónia, nasceu no princípio do século VI e foi, ainda novo, para a Palestina. Era um homem de grande erudição e «por inspiração divina», como ele mesmo afirmava, veio para a Galiza cerca do ano 550. Converteu os suevos do arianismo à fé católica e fixou-se em Dume; aí fundou um mosteiro de que foi eleito bispo. Em 569 ficou a ser também bispo metropolita de Braga. Morreu no dia 20 de Março do ano 579.

Frutuoso nasceu no princípio do século VII, de nobre família visigótica. Fundou numerosos mosteiros, que muito contribuíram para a educação da juventude, como centros de vida religiosa e cultural. Nomeado arcebispo de Braga, a fama da sua santidade e sabedoria estendeu-se a toda a Península Hispânica. Morreu por volta do ano 666.

Geraldo nasceu na Gália, de nobre família; professou no mosteiro de Moissac onde desempenhou os cargos de bibliotecário, mestre dos oblatos e cantor. O bispo Bernardo de Toledo conseguiu levá-lo para a sua catedral para aí exercer as funções de mestre e de cantor. Eleito bispo de Braga, exerceu grande actividade na reorganização da diocese, na promoção da vida monástica, na reforma litúrgica e pastoral, bem como na aplicação da disciplina eclesiástica. Morreu a 5 de Dezembro de 1108.

 

 

Sete Santos

 

Após a independência, contam-se entre os fiéis canonizados pela Igreja Católica sete portugueses: São Teotónio, Santo António, Santa Isabel, Santa Beatriz da Silva, São João de Deus, São Gonçalo e São João de Brito.

 

São Teotónio

Nasceu em Ganfei (Valença do Minho) aproximadamente no ano 1082 e foi educado piedosamente desde a infância. Quando D. Crescónio, seu tio, foi nomeado bispo de Coimbra, levou-o consigo para esta cidade e confiou ao arcediago D. Telo a sua formação nas disciplinas eclesiásticas. Depois de ordenado sacerdote, foi nomeado prior da Igreja da Sé de Viseu. Fez duas peregrinações à Terra Santa. No regresso da segunda peregrinação, insistentemente convidado por D. Telo e outros dez homens de grande virtude, fundou com eles o mosteiro da Santa Cruz em Coimbra, de que foi membro eminente e muito admirado, nomeadamente por S. Bernardo de Claraval. Teve também papel importante em algumas conjunturas da pátria. Morreu em 1162. A sua canonização foi aprovada pelo Papa Alexandre III (1159-1181). A memória litúrgica celebra-se a 18 de Fevereiro.

 

Santo António

O mais popular dos Santos portugueses nasceu em Lisboa, no final do século XII. Foi recebido entre os Cónegos Regulares de S. Agostinho e pouco depois da sua ordenação sacerdotal ingressou na Ordem dos Frades Menores com a intenção de se dedicar à propagação da fé entre os povos da África. Mas foi na França e na Itália que ele exerceu com grande fruto o ministério da pregação e converteu muitos hereges. Foi o primeiro professor de teologia na sua Ordem. Escreveu vários sermões, cheios de doutrina e de unção espiritual. Morreu em Pádua, a 13 de Junho de1231. Foi canonizado por Gregório IX em Maio de 1232, menos de um ano após a sua morte, e foi proclamado Doutro da Igreja por Pio XII, a 16 de Janeiro de 1946. A memória litúrgica celebra-se a 13 de Junho

 

Santa Isabel

A "Rainha Santa", filha dos reis de Aragão, nasceu no ano 1271. Era ainda muito jovem quando foi dada em casamento ao rei de Portugal; teve dois filhos. Dedicou-se de modo singular à oração e às obras de misericórdia, e suportou infortúnios e dificuldades com grande fortaleza de ânimo. Depois da morte de seu marido, distribuiu os seus bens pelos pobres e tomou o hábito da Ordem Terceira de S. Francisco. Morreu no ano 1336, quando mediava o acordo de paz entre seu filho e seu genro. Foi canonizada por Urbano VIII, em 1625. A memória litúrgica celebra-se a 4 de Julho.

 

Santa Beatriz da Silva

Filha de pais portugueses, nasceu em Ceuta (África Setentrional) por volta de 1426. Ainda jovem, veio para Campo Maior (Portugal) e daqui passou à corte de Castela em 1447 como dama de honor da Infanta D. Isabel de Portugal. Para se poder dedicar a uma vida cristã mais perfeita, retirou se da corte para um mosteiro de Toledo, onde permaneceu mais de 30 anos. Em 1484 fundou o Instituto que mais tarde tomou o título da Imaculada Conceição de Nossa Senhora (Concepcionistas) e que foi aprovado pelo papa Inocêncio VIII em 1489. Pouco depois de fazer profissão religiosa, faleceu com fama de santidade. Foi canonizada por Paulo VI a 3 de Outubro de 1976. A memória litúrgica celebra-se a 1 de Setembro.

 

São João de Deus

Nasceu em Montemor-o-Novo (Portugal) no ano 1495. Depois duma vida cheia de perigos na carreira militar, o seu desejo de perfeição levou-o a ambicionar coisas maiores e entregou-se ao serviço dos enfermos. Fundou um hospital em Granada (Espanha) e associou à sua obra um grupo de companheiros que mais tarde constituíram a Ordem hospitalar de S. João de Deus. Distinguiu-se principalmente na caridade para com os pobres e os doentes. Morreu nesta cidade em 1550. Foi canonizado por Alexandre VIII, em 1690. A memória litúrgica celebra-se a 8 de Março.

 

São Gonçalo Garcia

Santo português franciscano que sofreu o martírio no Japão, em Nagasaki, no ano de 1597. Nasceu em Basein (Índia), em 1557, filho de um português e de uma indiana, foi educado pelos Jesuítas e seguiu o Pe. Sebastião Gonçalves até ao Japão. Depois de alguns anos como comerciante, foi para Manila (Filipinas), onde professou como Fransciscano em 1588. Cinco anos depois regressou ao Japão, como intérprete e dedicou-se ao apostolado, até ao martírio. Foi canonizado por Pio IX, em 1862. A memória litúrgica celebra-se a 6 de Fevereiro.

 

São João de Brito

Nasceu em Lisboa (Portugal) no dia 1 de Março de 1647, de família nobre. Depois de uma piedosa adolescência, entrou na Companhia de Jesus e, ordenado sacerdote, embarcou para as missões da Índia, onde trabalhou no meio de grandes sofrimentos e perseguições, mas também com grande fruto apostólico. Foi de lá enviado à Europa como Procurador das Missões e de novo partiu para a Índia; no dia 4 de Fevereiro de 1693 foi martirizado. Foi canonizado por Pio XII, a 22 de Junho de 1947. A memória litúrgica celebra-se a 4 Fevereiro.

Fonte: www.liturgia.pt

 

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