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A mulher cristã e a moda Imprimir e-mail

 

A mulher cristã e a moda

 

“Quatro mulheres foram a uma reunião usando roupas muito indecentes que mostravam bem os seus corpos. O líder do lugar viu-as e disse-lhes para se sentarem. Depois de olhar nos olhos delas disse algo que nunca vou esquecer na vida:

– Senhoras, tudo o que Deus tem feito valioso neste mundo é bem coberto e difícil de ver, encontrar ou obter. Por exemplo:

1. Onde é que você pode encontrar os diamantes? No fundo de uma caverna, coberta e protegida.

2. Onde estão as pérolas? No oceano, coberto e protegido numa bela concha.

3. Onde é que você pode encontrar ouro? Debaixo da terra, coberto com camadas de rocha e para obtê-lo você tem que trabalhar duro e cavar fundo.

Dito isto, olhou-as atentamente e disse:

– O seu corpo é sagrado e único. Você é mais preciosa do que o ouro, diamantes e pérolas, e deve ser coberto também. E se você se preservar, se você mantiver os seus preciosos minerais como ouro, diamantes e pérolas profundamente cobertos, uma mineração organizada e respeitável com a maquinaria necessária vai realizar anos de exploração extensiva.

Primeiro você terá contacto com o governo (a família), vai assinar contratos profissionais (casamento) e desenhar profissionalmente (casamento civil). Mas se deixar os seus preciosos minerais à superfície da terra, irá atrair um grande número de mineiros ilegais para entrar e explorar ilegalmente …

Vista-se bonita, mas decente! O seu corpo é bonito, o seu corpo é um tesouro, e um dia um homem bom, digno de descobrir você vai se sentir feliz em fazê-lo…”

São João Paulo disse às mulheres: “Esconde a beleza do teu corpo para que as pessoas apreciem a beleza da tua alma”.

Isto é uma grande verdade. Sempre me impressionou o facto da mulher ser a última criação de Deus. Sempre vi nisto algo de especial. Ora, se Deus criou o mundo em “seis dias”, e foi fazendo tudo surgir numa ordem crescente de perfeição: minerais, vegetais, animais, homem e mulher; então, a mulher é a mais linda criação do nosso Pai. Isto faz-me entender um pouco melhor a sua beleza, e também as suas dores. De um lado é a mais linda das criaturas, não só na beleza do corpo, dos olhos, dos cabelos, das mãos, que fascinam os homens; mas especialmente pela beleza do seu espírito: delicada, sensível, doce, suave e frágil como uma flor de pessegueiro, mas, às vezes, paradoxalmente, rígida e forte como uma lâmina de aço. Ela é a mais linda flor que o divino Jardineiro plantou nesta Terra; foi criada para ser mãe, tal como a terra para dar o fruto. A mulher traz um toque especial do criador, por isso, precisa cada vez mais de conhecer o seu valor e saber preservar-se.

No entanto, se a mulher quiser exaltar e mostrar o seu corpo, pode ser que os homens não prestem atenção aos seus valores intelectuais, morais e espirituais. Se ela ressaltar o seu aspecto sexual, pode ser que eles valorizem mais as suas formas físicas do que a sua bondade; se usarem roupas provocantes para marcar e modelar o seu corpo, pode ser que eles valorizem mais o seu exterior do que o seu interior, mais as suas “curvas” do que o seu caráter… e tudo isto acaba por desvalorizá-la. Algumas mulheres não percebem que são levadas por uma moda que as leva a vestir-se de uma maneira não adequada. A falta de pudor, provoca instintos e paixões, e fere a dignidade humana. A pureza do coração é a qualidade que nos permite ver o verdadeiro valor do outro.

Jesus disse aos homens: “Todo aquele que olhar para uma mulher com desejo malicioso já cometeu adultério com ela no seu coração” (Mt 5,28). Ora, isto torna-se para os homens algo mais difícil de viver se as mulheres se vestirem de maneira inconveniente. Digo isto, porque já ouvi muitos homens que querem viver a castidade, queixando-se disto.

A falta de pudor, provoca instintos e paixões, e fere a dignidade humana.

Não há que se opor ao uso de roupas decentes para a praia, piscina, ginástica, etc., cada ambiente exige um tipo de roupa adequada, desde que se evite a imoralidade.

O corpo humano é criatura de Deus; é “templo do Espírito Santo” (1 Cor 3,16; 1 Cor 6,15.19) e traz em si as marcas da sabedoria do Criador. Mas dentro do ser humano, a afetividade nem sempre obedece à razão. Daí a necessidade de se evitar a excitação sensual. É preciso cuidar da nossa alma, mas também não podemos esquecer o nosso corpo. Se nos vestimos mal, de forma inadequada, podemos provocar pensamentos e atos impróprios e impuros. Aquele que olha com malícia deve cuidar para que lute contra isso, mas aquele que é olhado também precisa refletir, ter compaixão e colocar-se no lugar do outro. Será que não estou a ser motivo de queda para o meu irmão?

A Sagrada Escritura ensina que Deus constituiu os primeiros pais em estado de santidade e filiação divina (“justiça original”), havia uma harmonia perfeita consigo mesmo, com a natureza e com Deus; então estavam nus, mas não sentiam rubor por isto (cf. Gn 2, 25); possuindo a amizade e a graça de Deus, desfrutavam de harmonia em si mesmos ou em seus instintos. Mas os nossos primeiros pais pecaram, não se mantendo na fidelidade a Deus. Uma das consequências deste ato de rebelião é assim descrita pelo texto sagrado: “Abriram-se os olhos aos dois e, reconhecendo que estavam nus, prenderam folhas de figueira umas às outras e colocaram-nas como se fossem cinturões à volta dos rins” (Gn 3, 7).

O homem sente vergonha da sua nudez em consequência do pecado, ao passo que antes não o sentia. O pecado despojou o homem da amizade e da graça de Deus, que o tornavam harmonioso. Para evitar as manifestações desta desarmonia, o homem passou a usar veste.

O Catecismo da Igreja ensina, quando trata da castidade: “A pureza exige o pudor. O pudor preserva a intimidade da pessoa, e consiste na recusa de mostrar aquilo que deve ficar escondido. Está ordenado à castidade, exprimindo a sua delicadeza. Orienta os olhares e os gestos em conformidade com a dignidade das pessoas e da sua união” (n.2351).

 “O pudor inspira um modo de viver que permite resistir às solicitações da moda e à pressão das ideologias dominantes” (n.2323).

 “A pureza cristã requer uma purificação do clima social. Exige dos meios de comunicação social uma informação que não ofenda o respeito e a modéstia” (n.2325).

A moda feminina, muitas vezes, procura mostrar e acentuar as partes do corpo da mulher que mais devem ser escondidas e não exaltadas. Então, há de se fazer um filtro; “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém” (1Cor 6,12).

Enfim, as mulheres cristãs devem nortear-se por aquilo que disse Exupèry: “O essencial é invisível aos olhos”. O poder das mulheres não está na sua sexualidade, mas na sua humanidade; então, ela deve procurar a sua realização naquilo que é imperecível. “É mais importante agradar a Deus do que aos homens” (At 4,19).

 

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