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"Assim como Eu vos amei, amai-vos uns aos outros"

(Jo 13, 34)

 
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Santo António

Protector dos pobres, o auxílio na busca de objectos ou pessoas perdidas, o amigo nas causas do coração. Assim é Santo António de Lisboa, frei franciscano português, que trocou o conforto de uma abastada família burguesa pela vida religiosa.

Contam os livros que nasceu em Lisboa, em 15 de Agosto de 1195, e recebeu no baptismo o nome de Fernando. Era o único herdeiro de Martinho, um nobre pertencente ao clã dos Bulhões e Taveira de Azevedo. A sua infância foi tranquila, sem grandes emoções, até que resolveu optar pelo hábito. A escolha recaiu sobre a ordem de Santo Agostinho.

Os primeiros oito anos de vida do jovem frei, passados nas cidades de Lisboa e Coimbra, foram dedicados ao estudo. Nesse período, nada escapou aos seus olhos: desde os tratados teológicos e científicos às Sagradas Escrituras. A sua cultura geral e religiosa era enorme...

Reservado, Fernando preferia a solidão das bibliotecas e dos oratórios às discussões religiosas. Bem, pelo menos até um grupo de franciscanos se cruzar no seu caminho. O encontro, por acaso, numa das ruas de Coimbra marcou-o para sempre. Eles eram jovens diferentes, que traziam nos olhos um brilho desconhecido. Seguiam para Marrocos, na África, onde pretendiam pregar a Palavra de Deus e viver entre os sarracenos.

A experiência costumava ser trágica. E daquela vez não foi diferente. Como a maioria dos antecessores, nenhum dos religiosos voltou com vida. Depois de testemunhar a coragem dos jovens frades, Fernando decidiu entrar para a Ordem Franciscana e adoptar o nome de António, numa homenagem a Santo Antão. Disposto a transformar-se num mártir, partiu para Marrocos, mas logo após aportar no continente africano, António contraiu uma febre, ficou tão doente que foi obrigado a voltar para casa. Mais uma vez, os céus lhe reservavam novas surpresas. Uma forte tempestade obrigou o seu barco a aportar na Sicília, no sul da Itália. Aos poucos, recuperou a saúde e concebeu um novo plano: decidiu participar na assembleia geral da ordem em Assis, em 1221, e deste modo conheceu São Francisco pessoalmente.

É difícil imaginar a emoção de Santo António ao encontrar o seu mestre e inspirador, um homem que falava com os bichos e recebeu as chagas do próprio Cristo. Infelizmente, não há registos deste momento tão particular da história do Cristianismo. Sabe-se apenas que os dois santos se aproximaram mais tarde, quando o frei português começou a realizar as primeiras pregações. E que pregações! Santo António era um orador inspirado. As suas pregações eram tão disputadas que chegavam a alterar a rotina das cidades, provocando o fecho adiantado dos estabelecimentos comerciais. De pregação em pregação, de povoado em povoado, o santo chegou a Pádua. Lá, converteu um grande número de pessoas com os seus actos e as suas palavras. Foi para esta cidade que ele pediu que o levassem quando o seu estado de saúde piorou, em Junho de 1231. Santo António, porém, não resistiu ao esforço e morreu no dia 13, no convento de Santa Maria de Arcella, às portas da cidade que baptizou de "casa espiritual". Tinha apenas 36 anos de idade. O pedido do religioso foi atendido dias depois, tendo sido enterrado na Igreja de Santa Maria Mãe de Deus. Anos depois, os seus restos foram transferidos para a enorme basílica, em Pádua. O processo de canonização de Santo António encabeça a lista dos mais rápidos de toda a história. Foi aberto meses depois da sua morte, durante o pontificado de Papa Gregório IX, e durou menos de ano.

Graças à sua dedicação aos humildes, Santo António foi eleito pelo povo o protector dos pobres. Transformou-se num dos filhos mais amados da Igreja, um porto seguro ao qual todos - sem excepção - podem recorrer. Uma das tradições mais antigas em sua homenagem é, justamente, a distribuição de pães aos necessitados e àqueles que desejam protecção nas suas casas.

Homem de oração, Santo António tornou-se santo porque dedicou toda a sua vida aos mais pobres e ao serviço de Deus.

Diversos factos marcaram a vida deste santo, mas um em especial era a devoção a Nossa Senhora. Nas suas pregações, na sua vida, a figura materna de Maria estava sempre presente. Santo António encontrava em Maria, além do conforto, a inspiração de vida.

Santo António torna-se um dos santos de maior devoção de todos os povos e sem dúvida o primeiro português com projecção universal.

De Lisboa ou de Pádua, é por excelência o Santo "milagreiro", "casamenteiro", e do Menino Jesus. Padroeiro dos pobres é invocado também para o encontro de objectos perdidos.

 

 Frases de Santo António:                                              

"Deus é Pai de todas as coisas: As suas criaturas são irmãos e irmãs."

"É viva a Palavra quando são as obras que falam."

"Quando te sorriem prosperidade mundana e prazeres, não te deixes encantar; não te apegues a eles; brandamente entram em nós, mas quando os temos dentro de nós, mordem-nos como serpentes."

"Uma água turva e agitada não espelha a face de quem sobre ela se debruça. Se queres que a face de Cristo, que te protege, se espelhe em ti, sai do tumulto das coisas, exteriores, seja tranquila a tua alma."                                                                             

"A paciência é o baluarte da alma, ela fortifica-a e defende-a de toda a perturbação."

"Como os raios se desprendem das nuvens, assim também dos santos pregadores emanam obras maravilhosas. Disparam os raios, enquanto cintilam os milagres dos pregadores; retornam os raios, quando os pregadores não atribuem a si mesmos as grandes obras que fazem, mas à graça de Deus."                                                 

"Ó Senhor, dá-me viver e morrer no pequeno ninho da pobreza e na fé dos teus Apóstolos e da tua Santa Igreja Católica."

"Neste lugar tenebroso, os santos brilham como as estrelas do firmamento. E como os calçados nos defendem os pés, assim os exemplos dos santos defendem as nossas almas tornando-nos capazes de esmagar as sugestões do demónio e as seduções do mundo."

"Quem não pode fazer grandes coisas, faça ao menos o que estiver na medida das suas forças; certamente não ficará sem recompensa”.

 

São João Baptista

Com muita alegria, a Igreja, celebra solenemente o nascimento de São João Baptista que, ao lado da Virgem Maria, são os únicos em que a liturgia lembra o seu aniversário natalício.

O profeta João Baptista era filho do sacerdote Zacarias (da geração de Aarão) e de Isabel (da geração de David). Moravam perto de Hebron, nas montanhas do sul de Jerusalém. Era parente de Nosso Senhor Jesus Cristo por parte de sua mãe e nasceu 6 meses antes Dele, no dia 24 de Junho. Conforme nos relata o Evangelho, o arcanjo Gabriel apareceu ao seu pai no templo, anunciando o nascimento do seu filho. E eis que, na justa família de pais idosos, que não tiveram filhos, enfim nasce um filho que eles sempre pediram a Deus.

Pela graça de Deus ele não foi morto no meio de milhares de crianças massacradas em Belém e seus arredores. São João cresceu num deserto inóspito, preparando-se através de uma vida austera para a grande missão — jejuando, rezando e meditando sobre as coisas Divinas. Vestia uma veste rústica, de pêlos de camelo e um cinturão de couro, e comeu mel silvestre e gafanhotos. Permaneceu no deserto até aos trinta anos, altura em que foi chamado pelo Senhor para a pregação ao povo judeu.

Obedecendo a esta chamada, o profeta João foi até ao rio Jordão, para preparar o povo para a recepção do esperado Messias (Cristo). Preparando-se para a festa da purificação, o povo costumava vir até ao rio. E foi aqui que João começou a pregar a penitência e o baptismo para a remissão dos pecados. A essência da sua pregação visava mostrar ao povo que antes de lavar o corpo, é necessário purificar-se espiritualmente, e desta maneira preparar-se para a aceitação do Evangelho. Naturalmente, o baptismo de João ainda não era o baptismo cristão, efectuado pela obra Divina. O sentido deste baptismo era preparar o povo para o baptismo futuro pela água e pelo Espírito Santo.

O que tornou este santo tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor através de suas pregações que chamavam à mudança de vida e baptismo de penitência (por isto Baptista). Como nos ensinam as Sagradas Escrituras: "Eu vos baptizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos baptizará no Espírito Santo" (Mt 3,11). Os Evangelhos nos revelam a inauguração da Missão Salvífica de Jesus, a partir do Baptismo recebido pelas mãos do precursor João e manifestação da Trindade Santa.

Numa das orações o profeta João é comparado a uma estrela da manhã, que com o seu brilho excedia o brilho de todas as outras estrelas e anunciava a manhã do dia abençoado, iluminado pelo Sol espiritual de Cristo. Quando a espera do Messias chegou ao seu ponto culminante, o Próprio Salvador do mundo, Nosso Senhor Jesus Cristo, veio até João para ser baptizado no rio Jordão. O baptismo de Cristo foi acompanhado por fenómenos milagrosos — a descida do Espírito Santo na forma de uma pomba e a voz de Deus Pai: "Este é o Meu Filho muito amado..."

Tendo recebido a revelação a respeito de Jesus Cristo, o profeta João dizia ao povo: "Este é o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo." Quando dois dos discípulos de João ouviram isto, de imediato seguiram Jesus. Estes dois discípulos eram João e André, irmão de Simão Pedro.

Com o acto do baptismo, o profeta João como que terminou a sua missão profética.

Estudiosos mostram que possivelmente depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista que na beira do Rio Jordão ou Mar Morto viviam em profunda penitência e oração. Pode-se concluir isso a partir do texto de Mateus: "João usava um traje de pêlo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre"

Ele não tinha medo de mostrar todos os vícios e pecados tanto dos homens simples, como dos poderosos. Por tudo isto ele sofreu.

O rei Herodes Antipas (filho do Herodes Grande) mandou prender o profeta João e metê-lo na prisão porque o acusava de ter abandonado a sua legitima esposa e de viver em concubinato com Herodíades. Herodíades era esposa do irmão de Herodes, Felipe.

Herodes promoveu um banquete no dia do seu aniversário, no qual participaram muitos convidados. Salomé, filha da ímpia Herodíades, dançava uma dança sensual e Herodes, com os outros convidados, ficou tão fascinado, que jurou a Salomé cumprir qualquer desejo dela, até presenteá-la com a metade do seu reino. A bailarina, ensinada pela sua mãe, pediu a cabeça de João Baptista num prato. Herodes respeitava João como profeta e portanto entristeceu-se com este pedido. Porém, teve vergonha de quebrar o juramento e assim mandou o guarda à prisão para decapitar o profeta. A cabeça de João foi entregue à jovem, que a levou a sua mãe. Herodíades, após ter profanado a cabeça do santo, atirou-a para um lugar imundo. Os discípulos de João Baptista sepultaram o corpo dele na cidade de Sebaste, na Samaria.

Conforme a tradição, o Evangelista Lucas, que visitava várias cidades, pregando o Evangelho, levou consigo de Sebaste uma parte da relíquia do grande profeta — a sua mão direita. No ano 959, quando os árabes conquistaram a Antioquia, o diácono Jó trasladou a mão do Profeta da Antioquia para a Calcedónia, de onde ela foi levada para a Constantinopla e onde foi guardada até à tomada da cidade pelos turcos. Depois, a mão direita de São João Baptista foi guardada em São Petersburgo, na igreja de Nosso Senhor Aquiropita, no Palácio de Inverno.

A santa cabeça do São João Baptista foi encontrada por uma mulher piedosa, Joana, e sepultada numa urna no monte das Oliveiras. Mais tarde, um asceta que estava a cavar o solo, preparando o lugar para alicerces de uma nova igreja, achou a relíquia e guardou-a consigo. Antes da sua morte, temendo a profanação por parte dos ímpios, ocultou-a na terra no mesmo lugar onde ela foi achada. Durante o reinado do imperador Constantino Grande, dois monges vieram para Jerusalém, para orar no Santo Sepulcro. São João Baptista apareceu a um deles, num sonho, indicando onde estava enterrada a sua cabeça.

Foi sobre o João Baptista que Jesus disse: "Entre os nascidos de mulher não existe profeta nenhum maior do que João Baptista." João Baptista é glorificado pela Igreja como "um anjo, apóstolo, mártir, profeta e amigo de Cristo, o selo dos profetas, e entre os nascidos, a mais venerável e luminosa voz do Verbo."

São João Batista, rogai por nós!

 

  

São Pedro

São Pedro, é considerado o principal discípulo de Jesus Cristo, apóstolo, e missionário da primitiva Igreja cristã.

O apóstolo Pedro, cujo nome antes do encontro com Nosso Senhor, era Simão, era filho de um pescador e irmão do apóstolo André, que o levou a Cristo. São Pedro era casado e tinha a sua casa em Cafarnaum. Foi chamado por Cristo durante o seu trabalho de pesca no lago de Genesaré, e sempre demonstrou uma grande lealdade e vontade de seguir o Mestre, pelo que foi agraciado por uma proximidade especial com Jesus, juntamente com os apóstolos Tiago e João.

Era forte de espírito e naturalmente ocupou um lugar de destaque entre os apóstolos de Cristo. Foi o primeiro a reconhecer Nosso Senhor Jesus Cristo como o Messias e por isto recebeu o nome de Pedra — Pedro. Nosso Senhor prometeu fundar a Sua Igreja sobre a pedra da fé de Pedro.

O apóstolo Pedro renegou três vezes Jesus, mas esta sua negação conduziu-o ao arrependimento e graças a este arrependimento, Nosso Senhor, após a Sua ressurreição reintegrou-o três vezes na dignidade apostólica, em conformidade com as três vezes da sua negação, confiando-lhe os cuidados do Seu rebanho.

O apóstolo Pedro foi o primeiro a ajudar à propagação e fundação da Santa Igreja, depois da descida do Espírito Santo. No dia de Pentecostes ele proferiu um sermão tão convincente, que 3.000 pessoas se converteram ao cristianismo. Um pouco mais tarde, curou um paralítico de nascença, e proferindo o seu segundo sermão, levou outras 5.000 pessoas a Cristo. A sua força espiritual era tão grande, que até a sua sombra, que caía sobre os doentes, os curava.

O neto do Herodes Grande, Herodes Agripa Primeiro, começou a perseguir os cristãos no ano de 42: mandou matar o apóstolo Tiago Zebedeu e mandou aprisionar o apóstolo Pedro. Os cristãos, prevendo a morte do apóstolo, rezaram fervorosamente por ele. À noite aconteceu o milagre: um Anjo mandado do Céu entrou na prisão de Pedro, as correntes abriram-se e ele saiu da prisão sem nenhum obstáculo. Após este milagre, temos só mais uma menção sobre o apóstolo Pedro no livro dos Actos dos Apóstolos, no relato sobre o Concílio dos Apóstolos.

É somente da tradição que sabemos mais sobre ele. Sabemos, que ele pregava o Evangelho nas margens do mar Mediterrâneo, na Antioquia. O apóstolo Pedro pregava na Ásia Menor aos judeus e aos prosélitos (gentios, convertidos para o judaísmo), depois — no Egipto, onde ordenou Marcos como o primeiro bispo da Igreja de Alexandria. De lá passou para a Grécia e pregou em Corinto, depois foi para Roma, Espanha, Cartago e Bretanha. Conforme a tradição, o apóstolo Marcos escreveu o seu Evangelho, ditado pelo apóstolo Pedro, para os cristãos romanos. As Escrituras Sagradas do Novo Testamento contêm duas epístolas do apóstolo Pedro.

No fim da vida, o apóstolo Pedro foi para Roma, onde, no ano de 67, foi crucificado de cabeça para baixo.

 

 

São Pedro, com São Paulo, são considerados "os cabeças dos apóstolos", por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto pela sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.

Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu o Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro. Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria na Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no dia de Pentecostes e selou o seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado numa das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como o Seu Senhor, Jesus Cristo.

 

Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse o seu Evangelho.

 

São Pedro, rogai por nós!

 

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