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Deus é Amor

Papa Bento XVI

 
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A criação e a queda dos Anjos Imprimir e-mail

A criação e a queda dos Anjos.

 

O impressionante diálogo com São Tomás de Aquino sobre a criação e queda dos Anjos.

 

1 – DA CRIAÇÃO DOS ANJOS

P -  Criou Deus imediatamente todos os anjos?

R -  Sim; porque todos são espíritos puros, e não podiam de outro modo vir à existência (LXI,1).

P -   Quando foram criados?

R -   No princípio dos tempos e no mesmo instante que os elementos do mundo material (LXI,3).

P -   Foram criados os anjos nalgum lugar corpóreo?

R -   Sim; porque assim convinha aos desígnios da divina Providência.

P -   Como chamamos ao lugar em que foram criados?

R -   Chamamos-lhe ordinariamente céu e também céu empíreo (LXI,4).

P -   O que é o céu empíreo?

R -   É um lugar ameníssimo, pleno de luz e resplendor, resumo e compêndio das maiores delícias do mundo corporal (Ibid).

P -   O céu empíreo é o mesmo que o céu dos bem-aventurados, ou simplesmente céu?

R -   Sim (Ibid).

 

2 – DA TENTAÇÃO DOS ANJOS

P -   Em que estado foram criados os anjos?

R -   No estado de graça (LXII,3).

P – Que entendeis quando afirmais que foram criados em estado de graça?

R -   Que no primeiro instante da sua criação, receberam, juntamente com a natureza, a graça santificante que os fazia filhos adoptivos de Deus e, por seu mérito, podiam alcançar a glória eterna (LXII,1,2,3).

P -   Foi necessário que os anjos merecessem a glória por virtude de algum acto livre?

R -   Sim (LXII,4).

P -   Em que consistiu aquele acto de seu livre alvedrio?

R -   Em seguir o movimento da graça que os inclinava a submeter-se a Deus por inteiro, para receberem Dele com acatamento e acção de graças, o dom da glória que lhes havia prometido (Ibid).

P -   Necessitaram muito tempo para escolher, debaixo do influxo da graça, a submissão ou a rebeldia?

R -   Um só instante.

P -   Feita a devida escolha, foram imediatamente admitidos ao gozo da Bem-aventurança?

R -   Sim (LXII,5).

 

3 – QUEDA DOS ANJOS

P -   Permaneceram fiéis todos os anjos na prova meritória, a que Deus os submeteu?

R -   Não (LXIII,2,3).

P -   Por que recusaram alguns submeter-se a Deus?

R - Por sentimento de orgulho, por quererem ser como Deus e gozar a felicidade, independentemente das divinas disposições (LXIII,2,3).

P -   Este acto de soberba foi pecado grave?

R -   Foi tão grande que provocou imediatamente a ira divina.

P -   E Deus, justamente indignado, que fez para castigá-los?

R -   Precipitou-os no inferno para que ali padeçam tormentos eternos (LXIV,4).

P -   Que nome têm os anjos rebeldes e condenados ao inferno?

R -   Chamam-se demónios (LXIII,4).

 

Fonte: Extraído da Suma Teológica em forma de Catecismo.

 

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