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Abri as portas ao Redentor

João Paulo II

 
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A ÚLTIMA HORA DO DIA Imprimir e-mail

História linda da vida do Bispo de Magúncia.

Numa das suas viagens, D. Ketteler celebrou Missa num colégio de religiosas. Ao dar-lhes a comunhão, quando se aproximou uma das últimas monjas, comoveu-se profundamente; a muito custo pôde conter a emoção e acabar a celebração.
Antes de partir, manifestou à Superiora o seu desejo de saudar e despedir-se das religiosas. Foi falando a cada uma e pensando: "Não é esta..., não é esta...".
Perguntou se faltava alguma. E a Superiora respondeu-lhe que sim: faltava a irmã cozinheira. O bispo disse-lhe que gostaria de se despedir também dela.
Quando a viu, disse para si: "É esta!". Dirigindo-se a ela, perguntou-lhe se rezava muito. E ela, com grande simplicidade, respondeu-lhe:
"Não posso rezar muito, porque estou sempre ocupada. O que faço é oferecer o trabalho do dia. E para estar mais atenta, ofereço a primeira hora pelo Papa; a segunda, por todos os pais; a terceira, pelos bispos...e a última do dia, quando é já maior o cansaço, peço pelos rapazes que Deus quer sacerdotes, para que O escutem atentamente e respondam 'sim' com generosidade".
Quando a irmã cozinheira saiu, o bispo contou à Superiora a sua história, com o compromisso de a guardar em segredo enquanto ele vivesse.
"Havia um jovem de dezoito anos, com bastante dinheiro, já que pertencia a uma família economicamente desafogado. Não pensava senão em divertir-se.
Uma noite, enquanto dançava, de repente viu diante dele o rosto de uma monja que rezava por ele e olhava fixamente a sua alma. Impressionado, saiu do baile. Olhou para si mesmo e encontrou a sua vida vazia.
Que quererá Deus de mim?, perguntava-se. Pouco depois, ingressava num seminário. Mais tarde foi consagrado bispo. E agora está a falar contigo! Hoje, ao distribuir a Comunhão, reconheci o rosto daquela religiosa que vi na minha juventude: é a irmã cozinheira! Não lhe diga nada disto. Ela verá no Céu os frutos do seu trabalho. Porém, anime-a muito 'para que continue sempre a oferecer essa última hora do dia pelos rapazes aos quais Deus chama ao sacerdócio, para que digam 'sim' ao Senhor."

Precisamos muito de vocações missionárias. Aqui fica o convite a todos para que ofereçam também ao Senhor os seus sacrifícios para que tantos jovens escutem e sigam o chamamento do Senhor. A messe é grande e os operários são poucos...

- Porque esperas, se desde já podes amar a Deus no teu coração?

 

 

NAS TUAS MÃOS

Coloco-me, Senhor, em tuas mãos, inteiramente.
Tu me criaste para ti.
Já não quero pensar em mim,
mas só em seguir-te.
O que queres que eu faça?
Permite-me caminhar contigo,
acompanhar-te sempre,
na alegria e na dor.
Entrego-te desejos, prazeres,
fragilidades, projectos, pensamentos
que me retêm longe de ti
e me dobram continuamente sobre mim.
Faz de mim o que quiseres!
Não discuto o preço.
Não procuro saber antecipadamente
os teus planos sobre mim,
quero o que tu queres para mim.
Não digo: "Eu te seguirei aonde quer que vás!",
porque sou frágil.
Entrego-me a ti, porém, para que tu me conduzas.
Quero seguir-te na escuridão,
só te peço a força necessária.
Senhor, faz com que leve tudo para diante de ti,
e busque o que te agrada
em todas as minhas decisões
e a tua bênção sobre todas as minhas acções.
Assim como a meridiana só indica as horas
com o sol,
assim também eu quero ser orientado por ti:
tu queres guiar-me e servir-te de mim.
Assim seja, Senhor Jesus!

Cardeal Newman

 

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