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NOSSA SENHORA, PADROEIRA DA BOA MORTE Imprimir e-mail

Um poeta formulava os seguintes votos a uma criança de pouca idade:

Naquele formoso dia
Em que nesta vida entravas,
Enquanto a gente sorria,
Só tu, crianças, choravas...

Deus queira, então, que ao ver chegar a morte,
Quando chorarem todos, já sem sp'rança.
Só tu fiques sorrindo à tua sorte,
Num reflexo da Bem-Aventurança!


O brinde do poeta é uma consoladora realidade para todos os devotos de Maria: enquanto choram todos, só eles se mostram sorridentes à hora da morte. Santa Maria Mazzarello morreu cantando!
Entre tantos títulos consagrados à Virgem Maria, figura também este de particular fragrância: Nossa Senhora da Boa Morte, para significar a especial assistência da Virgem Santíssima aos seus devotos no momento mais decisivo da vida, o momento da eternidade.
É por isso que a Igreja, rezando a Ave Maria, faz vibrar nos lábios dos seus filhos a invocação: «Rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte».
E Bento XV afirma: «Se todas as graças que nós recebemos passam pelas mãos da Senhora das Dores, não haverá quem não veja como também Dela devemos esperar a graça de uma boa morte, desde que ê, sobretudo, com esta graça que a obra da Redenção realmente e perenemente se cumpre. É ainda claro que a Virgem das Dores, constituída por Jesus Cristo como Mãe de todos os homens, tendo-os de facto recebido em herança por um testamento de infinita caridade, e exercendo com materna bondade o encargo de defender a sua vida espiritual, não pode deixar de ajudar muito particularmente os seus estremecidos filhos adoptivos naquele momento em que está em jogo a definitiva confirmação da sua salvação e santidade. É por isso que a Igreja, em muitas preces litúrgicas, invoca a Virgem Maria a assistir misericordiosamente os homens que lutam nos transes da agonia, e é persuasão comum dos fiéis, confirmada por longa experiência, que todos aqueles que têm a mesma Virgem Maria como Padroeira, não virão a perecer condenados para sempre». (Carta ap. Intet sodalicia).
Oh, como se desvanece o terror da morte ao som destas consoladoras palavras, que me representam a Virgem Maria maternalmente debruçada sobre o meu leito de dor! Como devo esforçar-me por merecer tão venturosa assistência!
«Virgem Maria, poderosa e forte. Assisti minha alma à hora da morte!» (XVIII, 483).
Eu Vos consagro já desde agora a minha agonia, com todas as dores e ansiedades que a acompanharem. Aceito a minha morte como supremo sacrifício de expiação e de obediência, para glória de Deus, para bem da minha alma e pela salvação de todos os pecadores.
Vós que assististes à morte redentora de Jesus, fazei que também a minha morte ganhe valor de sacrifício e de expiação, para que me introduza na glória eterna que Deus promete àqueles que dão a vida por seu amor.

Por que motivo Nossa Senhora é Padroeira da Boa Morte
Bento XV declara: «Nada mais conforme com a doutrina católica e com a tradição cristã do que invocar a Nossa Senhora das Dores por Padroeira da Boa Morte. (Carta ap. Inter sodalicia).
E Pio XI, depois de ter afirmado «que não pode cair em morte sempiterna aquele que é assistido, sobretudo naquele arriscado momento, pela Beatíssima Virgem Maria», aponta a razão, escrevendo: «Esta doutrina dos Doutores da Igreja, conforme com os sentimentos do povo cristão e constantemente confirmada pelos factos, é fundada particularmente no ponto de ter a Virgem das Dores participado com Jesus Cristo na obra da Redenção; e tendo sido constituída Mãe dos homens, uniu-os ao seu Coração como filhos que Lhe foram confiados em testamento pelo Amor divino, e por isso mesmo vela por eles com inefável amor». (Carta ap. Explotata res est).
Jesus Crucificado e agonizante, dirigindo à Mãe das Dores as palavras: «Mulher, eis aí o teu filho» (Jo - 19, 26) entendia dizer: «Proclamo-Te Mãe de todos os homens, que são membros do meu Corpo Místico. Usa, portanto, para com eles — como membros meus e como teus filhos espirituais — todos aqueles cuidados que usaste comigo, sua cabeça e teu filho verdadeiro; e assim como também me assististe a mim no momento tristíssimo da minha morte, assim também lhes assistirás maternalmente a eles naquele instante supremo». Decorada, pois, com o glorioso título de «Nossa Senhora da Boa Morte», a SS. Virgem desceu do Calvário, levando consigo a mais preciosa dádiva para os filhos então herdados: a morte mariana.
Tendo, então, assistido e quinhoado na morte do seu divino Filho, Nossa Senhora obteve um poder todo especial sobre a morte, e uma vez que a Cabeça dos predestinados expirou debaixo dos seus olhos, importa que os mesmos predestinados morram também nos seus braços.
A amizade demanda que um amigo socorra os seus amigos na tribulação. A caridade obriga a mãe a socorrer os seus filhos em perigo. A justiça ordena que os senhores cuidem dos servos que fielmente os serviram. E assim como não houve nunca amigo mais fiel, nem mãe mais amável, nem senhora mais benigna do que a Virgem Maria, assim também não se pode duvidar que Ela assista carinhosamente em ponto de morte a todos os seus filhos e servos fiéis.
Entretanto, não devo esquecer as palavras de Pio XI: «Nossa Senhora ama aqueles que A amarem, e ninguém pode pretender tê-La como Auxiliadora no momento da morte, se durante a vida não procurar tornar-se digno Dela, abstendo-se do pecado e esforçando-se por servi-La».
Ó celeste Rainha, é tamanha a felicidade que espero da vossa assistência na hora da morte, que só terei prazer em honrar-Vos de todas as maneiras durante a vida.

Como a Virgem Maria assiste na morte os seus devotos
Naqueles momentos supremos a Virgem Maria será Mãe afectuosíssima junto à cabeceira do filho moribundo, nada preterindo que possa concorrer para a sua eterna salvação.
Impetrará, em primeiro lugar, um sincero arrependimento, para se poderem lavar todas as máculas da culpa nas lágrimas de uma perfeita contrição.
Alcançará uma suprema resignação com o supremo sacrifício, para que a nossa morte, tal como a de Jesus, seja um precioso holocausto de amor e de obediência, que desconte todas as dívidas contraídas com a divina justiça, e prontamente franqueie as portas do Paraíso, sem necessidade do Purgatório.
Protegerá, enfim, contra todos os assaltos do inimigo infernal, que se frustrarão diante do poder da Virgem Maria, eterna vencedora de Satanás.
S. Afonso acrescenta que «Maria não somente socorre aos seus queridos filhos na hora da sua morte, mas até irá ao seu encontro para os animar e acompanhar ao tribunal divino». (Glórias de Maria).
E S. Luís Grinhon de Monfort, comentando as palavras que a Igreja põe nos lábios da Santíssima Virgem: «Bem-aventurados aqueles que observarem os meus caminhos» (Prov., 8, 32), afirma: «Bem-aventurados aqueles que, socorridos da divina graça, praticam as minhas virtudes e caminham pelos meus exemplos... Ditosos deles à hora da morte, que será doce e tranquila, e à qual ordinariamente assistirei, para os conduzir Eu mesma aos júbilos do Paraíso», (Tratado, n.° 200).
Oh sorte ditosa dos verdadeiros devotos de Maria! Com quanta razão S. Domingos Sávio revelou a Dom Bosco que o que mais o confortara à hora da morte fora a assistência da poderosa e amável Mãe do Salvador! (XII, 592). É por isto que os Santos desejavam morrer em dia consagrado a Nossa Senhora, a fim de estarem mais seguros da sua materna presença.
«Ó Virgem Maria, minha boa Mãe, que doce não será morrer em vossa companhia! Eu espero, e suplico-Vos como máximo dos favores, que venhais assistir-me nos últimos instantes! Desde já confio a minha morte ao vosso amor e aos vossos cuidados, ó minha terna Mãe! Dentro do vosso coração deposito as minhas horas extremas, os meus últimos suspiros. Nos vossos braços quero partir deste mundo. Todo o meu gemido daquela hora, todo o meu anseio, todo o meu olhar entendo seja uma voz que Vos chame e solicite do Céu, para que logo Vos veja, Vos ame e contemple na eternidade!». (S. José Cafasso).

 

 

 

 

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