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OS DOGMAS MARIANOS Imprimir e-mail

"...Os Dogmas são luzes no caminho da nossa fé que o iluminam e tornam seguro.
Na verdade, se a nossa vida for recta, a nossa inteligência e o nosso coração
estarão abertos para acolher a luz dos dogmas da fé."
(CIC 89)

A Igreja possui quatro Dogmas Marianos. Aos tempos antigos pertencem os dogmas da Maternidade Divina e da Virgindade Perpétua. Estes dois Dogmas, estreitamente ligados entre si, estão inseparavelmente unidos à fé em Cristo. Nos tempos recentes, foram definidos os Dogmas da Imaculada Conceição e da Assunção de Nossa Senhora.

 

Theotókos - Mãe de Deus

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A contemplação do mistério do nascimento do Salvador tem levado o povo cristão não só a dirigir-se à Virgem Santa como a Mãe de Jesus, mas também a reconhecê-la como Mãe de Deus. Esta verdade foi aprofundada e compreendida como pertencendo ao património da fé da Igreja, já desde os primeiros séculos da era cristã, até ser solenemente proclamada pelo Concílio de Éfeso no ano 431. Na primeira comunidade cristã, enquanto cresce entre os discípulos a consciência de que Jesus é o Filho de Deus, ressalta sempre mais claro que Maria é a Theotokos, a Mãe de Deus.
Trata-se de um título que não aparece explicitamente nos textos evangélicos, embora eles recordem "a Mãe de Jesus" e afirmem que Ele é Deus (Jo, 20, 28; cf. 5, 18; 10, 30.33). Em todo o caso, Maria é apresentada como Mãe do Emanuel, que significa Deus connosco (cf. Mt. 1, 22-23). Já no século III, como se deduz de um antigo testemunho escrito, os cristãos do Egipto dirigiam-se a Maria com esta oração: " Sob a vossa protecção procuramos refúgio, santa Mãe de Deus: não desprezeis as nossas súplicas, que estamos na prova, e livrai-nos de todo o perigo, ó Virgem gloriosa e bendita" (Da Liturgia das Horas).


Neste antigo testemunho a expressão Theotokos, " Mãe de Deus",
aparece pela primeira vez de forma explícita. Na mitologia pagã, acontecia com frequência que alguma deusa fosse apresentada como mãe de um deus. Zeus, por exemplo, deus supremo, tinha por mãe a deusa Reia. Este contexto facilitou talvez, entre os cristãos, o uso do titulo "Theotokos", "Mãe de Deus", para a mãe de Jesus. Contudo, é preciso notar que este titulo não existia, mas foi criado pelos cristãos, para exprimir uma fé que não tinha nada a ver com a mitologia pagã, a fé na concepção virginal, no seio de Maria, d’Aquele que desde sempre era o Verbo eterno de Deus.
No século IV, o termo Theotokos é já de uso frequente no oriente e no Ocidente. A piedade e a teologia fazem referência, de modo cada vez mais frequente, a esse termo, já entrado no património de fé da Igreja. Compreende-se, por isso, o grande movimento de protesto, que se manifestou no século V, quando Nestório pôs em dúvida a legitimidade do título "Mãe de Deus". Ele, de facto, propenso a considerar Maria somente como mãe do homem Jesus, afirmava que só era doutrinalmente correcta a expressão "Mãe de Cristo". Nestório era induzido a este erro pela sua dificuldade de admitir a unidade da pessoa de Cristo, e pela interpretação errónea da distinção entre as duas naturezas - divina e humana - presentes n’Ele. O Concílio de Éfeso, no ano 431, condenou as suas teses e , afirmando a subsistência da natureza divina e da natureza humana na única pessoa do Filho, proclamou Maria Mãe de Deus. As dificuldades e as objecções apresentadas por Nestório oferecem-nos agora a ocasião para algumas reflexões úteis, a fim de compreendermos e interpretarmos de modo correcto este título. A expressão Theotokos, que literalmente significa "aquela que gerou Deus", à primeira vista pode resultar surpreendente; suscita, com efeito, a questão sobre como é possível que uma criatura humana gere Deus. A resposta da fé da Igreja é clara; a maternidade divina de Maria refere-se só à geração humana do Filho de Deus e não, ao contrário, à sua geração divina. O Filho de Deus foi desde sempre gerado por Deus Pai e é-lhe consubstâncial. Nesta geração eterna Maria não desempenha, evidentemente, nenhum papel. O Filho de Deus, porém, há dois mil anos, assumiu a nossa natureza humana e foi então concebido e dado à luz por Maria. Proclamando Maria "Mãe de Deus", a Igreja quer, portanto, afirmar que ela é a "Mãe do Verbo encarnado, que é Deus". Por isso, a sua maternidade não se refere a toda a Trindade, mas unicamente à segunda pessoa, ao Filho que ao encarnar-se, assumiu dela a natureza humana. A maternidade é relação entre pessoa e pessoa: uma mãe não é mãe apenas do corpo ou da criatura física saída do seu seio, mas da pessoa que ela gera. Maria, portanto, tendo gerado segundo a natureza humana a pessoa de Jesus, que é pessoa divina, é Mãe de Deus.
Ao proclamar Maria "Mãe de Deus", a Igreja professa com uma única expressão a sua fé acerca do Filho desta Mãe. Esta união emerge já no Concílio de Éfeso; com a definição da maternidade divina de Maria, os Padres queriam evidenciar a sua fé na divindade de Cristo. Não obstante as objecções, antigas e recentes, acerca da oportunidade de atribuir este título a Maria, os cristãos de todos os tempos, interpretando correctamente o significado desta maternidade, tornaram-no uma expressão privilegiada da sua fé na divindade de Cristo e do seu amor para com a Virgem. Na Theotokos a Igreja, por um lado, reconhece a garantia da realidade da Encarnação, porque - como afirma Santo Agostinho - "se a mãe fosse fictícia, seria fictícia também a carne... fictícias seriam as cicatrizes da ressurreição" ( Tracto. in Ev. Ioannis, 8, 6-7). E, por outro, ela contempla com admiração e celebra com veneração a imensa grandeza conferida a Maria por Aquele que quis ser seu filho.
A expressão "Mãe de Deus" remete ao Verbo de Deus que, na Encarnação, assumiu a humildade da condição humana, para elevar o homem à filiação divina. Mas este título , à luz da dignidade sublime conferida à Virgem de Nazaré, proclama, também, a nobreza da mulher e a sua altíssima vocação. Com efeito, Deus trata Maria como pessoa livre e responsável, e não realça a Encarnação de seu Filho senão depois de ter obtido o seu consentimento. Seguindo o exemplo dos antigos cristãos do Egipto, os fiéis entregam-se Àquela que, sendo Mãe de Deus, pode obter do divino Filho as graças da libertação dos perigos e da salvação eterna.

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Virgindade Perpétua

Muitas vezes a virgindade de Maria foi atacada pelos hereges. É verdade da fé católica que Nossa Senhora ficou perfeitamente sempre virgem, antes do parto, no parto e depois do parto.
No Símbolo apostólico diz-se: "Nascido de Maria Virgem"; nas antigas liturgias é frequente o título de Maria sempre virgem. O Concílio de Constantinopla II (553) declarou "Encarnou da gloriosa Theotókos e sempre Virgem Maria" (DS 427). No Concílio Latarense do ano 649 define-se Maria Imaculada, sempre virgem, que concebeu sem concurso de homem e ficou também intacta depois do parto. Uma bula de Paulo IV (Cum quorumdam hominum, 7.8.1555) declarou que Maria foi virgem antes do parto, no parto e depois do parto (cf. DS 993).
Na Sagrada Escritura temos o famoso trecho de Isaías 7, 14: "Eis que uma virgem conceberá e dará a luz a um filho e o chamará Deus connosco". O texto é certamente messiânico e portanto a Virgem é Maria. No Evangelho cita-se esta profecia (Mt. 1, 18-23) e conta-se com exactas palavras o nascimento virginal de Jesus, por obra do Espírito Santo. Os Padres da Igreja, no trecho de Ez. 44,2 vêem a virgindade de Maria depois do parto: "este pórtico ficará fechado. Não se abrirá e ninguém entrará por ele, porque por ele entrará Iahweh, o Deus de Israel, pelo que permanecerá fechado".
Toda a Tradição concorda em defender a Virgindade Perpétua de Maria: Santo Agostinho afirma: "A Virgem concebeu, a Virgem ficou grávida, a Virgem deu á luz, a Virgem é virgem perpétua". A razão teológica deste dogma é clara e tão simples, ela está na divindade do Verbo e na maternidade de Maria, ao qual repugnou toda a corrupção.

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A Imaculada Conceição

Esta verdade foi proclamada solenemente em 1854, mas a história da devoção a Maria Imaculada é muito mais antiga. Precede de séculos, antes de quase dois milénios, à proclamação do dogma, que, como sempre, não introduziu novidade alguma, mas simplesmente reconheceu uma antiquíssima tradição.
Muitos Padres e Doutores da Igreja oriental ao exaltar a grandeza de Maria, Mãe de Deus, tinham usado expressões que a colocavam acima do pecado original. Chamavam-na de intemerata, toda bela e formosa, a cheia de graça, o lírio da inocência, a mais pura que os anjos, mais esplendorosa do que o sol. Na igreja ocidental, a doutrina da Imaculada Conceição encontrava certa resistência, não por aversão a Nossa Senhora, que sempre foi exaltada como a mais sublime de todas as criaturas, mas para salvaguardar a doutrina da redenção operada por Cristo em favor de todas as criaturas.
Foi Duns Scoto, grande teólogo do século XIII, que encontrou um silogismo que solucionava a dificuldade de admitir que também nossa Senhora como filha de Adão e Eva devia estar sujeita ao pecado original, mas que foi dele preservada, em previsão dos méritos de Cristo, com antecipada aplicação da redenção universal de Jesus. A sua tese ficou famosa: "Convinha que Deus fizesse a excepção; podia fazê-la; portanto a fez!". Convinha: como ficaria sujeita ao pecado aquela que veio para dar ao mundo o Libertador do pecado? Podia: "Nada é impossível a Deus!". Deus Pai sabia que o seu Filho derramaria todo o seu sangue para a salvação da humanidade. Podia, pois, aplicou nela, antecipadamente, os merecimentos que ele obteria para a humanidade com a sua paixão e morte, e morte de cruz. E o fez: Maria foi preservada de todo o pecado. Era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois era Maria destinada a ser mãe do seu filho. A SS. Virgem Maria teve o fruto mais sublime da redenção, ou seja, o de ser salva pela preservação do pecado.
Isso era possível para a omnipotência de Deus; portanto, Deus, de facto, preservou-a, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo. Perante esta subtil, mas irretorquível argumentação, os teólogos concordaram em aceitar esta doutrina. De facto, desde 1300 a doutrina da Imaculada Conceição de Maria no seio materno fez rápidos progressos na consciência dos fiéis, induzindo a Igreja a introduzir no calendário romano já no século XV a festa da Conceição Imaculada de Maria.
Em 1830 Nossa Senhora apareceu a Catarina Labouré mandando cunhar uma medalha com a efígie da Imaculada e as palavras: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós". Esta medalha, difundida aos milhões em todo o mundo, suscitou grande devoção a Maria Imaculada, induzindo muitíssimos bispos a solicitar ao papa a definição do dogma que já estava a ser vivido nos corações dos fiéis. Assim, no dia 8 de Dezembro de 1854, o papa Pio IX proclamou Maria isenta do pecado original, desde o primeiro instante da sua existência no seio da sua mãe, e isto por força de uma antecipada aplicação dos frutos da redenção de Cristo. Quatro anos mais tarde, as aparições de Lourdes foram prodigiosa confirmação do dogma. De facto, Maria proclamou-se explicitamente com a prova de incontáveis milagres: "Eu sou a Imaculada Conceição". Deus quis preparar ao seu Filho uma digna habitação. Cheia de graça, ainda no seio materno, Maria foi concebida sem a mancha do orgulho e do desamor que é o pecado.
Em vista disso, a Imaculada foi a primeira a receber a plenitude da bênção de Deus que se manifestou na morte e na ressurreição de Cristo. Maria, na sua fidelidade ao projecto de Deus, na sua vocação de Mãe do Salvador, ensina-nos o caminho da santidade; por isso a igreja hoje manda-nos rezar: Ó Deus, que preparastes uma digna habitação para o vosso Filho, pela Imaculada Conceição da Virgem concedei-nos chegar até Vós purificados também de toda a culpa pela sua materna intercessão".

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Imagem vazia padrãoA Assunção de Nossa Senhora ao Céu

Esta festividade é uma das mais antigas na Igreja. Há mais de 1.500 anos, na igreja Romana e na ortodoxa oriental, os fiéis festejam este glorioso mistério ou privilégio concedido à Santíssima Virgem de ter sido elevada ao céu em corpo e alma, logo depois da morte.
De facto, esta festividade lembra como a Mãe de Jesus Cristo recebeu a recompensa das suas obras, dos seus sofrimentos, penitências e virtudes, com uma glorificação imediata da alma e do corpo, o qual foi transportado pelos anjos ao céu. Ela, que durante a vida terrestre desempenhou um papel todo singular entre as criaturas humanas, com o dia da gloriosa Assunção começou a ocupar um lugar no céu, que a distingue de todos os habitantes celeste. Só Deus pode dar uma recompensa justa; só ele pode remunerar com a glória serviços prestados aqui na terra; só ele pode tirar toda a dor, enxugar todas as lágrimas, encher a nossa alma de alegria indizível e dar-nos uma felicidade completa.
Que recompensa o Pai não teria dado àquela que por Ele mesmo tinha sido eleita para ser a Mãe de seu Filho unigénito? Se é impossível descrever as magnificências do céu, é impossível também, fazer uma ideia adequada da glória que Maria Santíssima possui desde o dia da Assunção. Sempre foi crença pacífica dos fiéis na igreja que o corpo da Virgem concebido imaculado, sem a nódoa do pecado original, corpo que não conheceu sombra do pecado, corpo que foi o berço, onde tomou carne o próprio Verbo de Deus ao fazer-se homem, não podia estar sujeito à corrupção mas devia ser glorificado com a alma na glória celeste.
Este mistério, objecto de culto há muitos séculos, foi solenemente definido pela autoridade suprema da Igreja, no dia 1º de Novembro de 1950. Será que este mistério exclui talvez a morte natural da Virgem Santíssima? Se consultássemos só a voz do coração, talvez deveríamos dar uma resposta afirmativa, de facto, como podia estar sujeita à humilhação da morte aquela que tinha sido concebida imaculada e tinha dado à luz o próprio autor da vida? No entanto, a morte natural como simples término da existência terrena não tem nada de humilhante para Maria, ainda mais que Ela em tudo queria ser semelhante ao seu Divino Filho.
Contudo, ela, por força da sua isenção do pecado original e da singular dignidade de Mãe do Filho de Deus, devia ser preservada das consequências da morte, que são a corrupção do corpo e a sua total decomposição.
Este corpo imaculado foi imediatamente depois da morte transportado ao céu.
Como primícias, depois de Cristo, de todos os justos que no fim do mundo irão ressurgir para vida eterna. A honra com que foi assinalada Nossa Senhora é um título de santa ufania para todos nós, pois ela pertence-nos como criatura humana, como Mãe da Igreja, nossa Mãe espiritual, como Rainha do Céu. Pela glória com que Deus a distinguiu, é honrado todo o género humano. Por isso, este mistério é motivo de grande alegria. Todo o título glorioso em Maria, todo o privilégio recebido por Maria, tudo lhe foi dado em vista da sua alta missão de Mãe de Cristo, Mãe da igreja, Mãe e Advogada nossa, junto a Cristo, seu Filho que nada lhe pode recusar das graças que pede em nosso favor. Salve, portanto, a Virgem Maria, Mãe Nossa, Medianeira Nossa, em corpo e alma junto ao Filho redentor! Com a liturgia da missa rezamos: "Que pela intercessão da Virgem Maria, assumpta ao céu, cheguemos também nós à glória da ressurreição".

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