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            EXORCISMO POR MANDATO DIVINO

Apresenta-se ao diabo declarando: "Venho da parte de Cristo e tu sais daqui agora mesmo. Fora!"

O pe. Francisco López Sedano, exorcista mexicano de 80 anos, declarou em recente entrevista ao jornal Hoy Los Angeles que já fez cerca de 6 mil exorcismos ao longo de 40 anos de ministério.

Para apresentar este padre, nada melhor do que repetir a frase que ele mesmo diz ao diabo durante os ritos:

“Eu não sou ninguém, mas venho da parte de Cristo, teu Deus e Senhor. E tu, sai daqui agora mesmo. Ordeno em nome d’Ele que vás embora. Fora daqui!”

1 – O demónio é uma pessoa e não uma coisa ou um símbolo

Jesus também enfrentou o diabo várias vezes, em passagens bíblicas que deixam claro que o diabo não é “algo”, mas “alguém”.

A fé católica afirma que o diabo é um anjo que foi criado bom, como todos os outros, mas rebelou-se contra Deus – e Deus, que respeita a liberdade de todas as suas criaturas dotadas de inteligência, aceita esta decisão. Deus dá-nos todas as forças para resistir ao mal e ao diabo, mas não elimina a nossa liberdade de aderir a eles ou duvidar da sua existência.

O facto é que o diabo não é uma mera simbologia para “personificar” a maldade: ele é um ser real – e o próprio diabo prefere, aliás, que as pessoas duvidem da sua existência.

 

2 – O diabo só entra nas pessoas porque elas permitem: “ele não entraria em nós se não lhe abríssemos a porta.

É por isso, enfatiza o sacerdote, que “Deus proíbe praticar magia, superstição, bruxaria, feitiçaria, adivinhação, consulta aos mortos e espíritos e astrologia. Estes são os sete terrenos da mentira e do engano (…) Acreditar que os astros interferem na nossa vida é uma grande mentira. São corpos formados por metais e gases. A mesma coisa acontece com a magia, que atribui às coisas um poder que elas não têm. Por exemplo, guardar uma ferradura porque ela dá sorte é mentira”.

 

3 – Quem é possuído apresenta comportamentos específicos: Entre os sinais, o exorcista menciona exemplos: a pessoa “pode ouvir vozes”, ou “começa a gritar, a latir como um cachorro, a falar ou mexer-se e arrastar-se como uma cobra no chão. Há milhares de formas”.

A pessoa possuída também “sente ódio ou rejeição a Deus; antes ela acreditava, mas agora dá pontapés na Bíblia”.

Entre os sintomas físicos, o padre cita casos que vão desde “dores terríveis” até “diarreia permanente” – sem que os médicos consigam diagnosticar qualquer doença. “Os danos de Satanás estão fora da ordem médica clínica”.

 

4 – O exorcismo é um mandado divino

Sobre o próprio ministério, afirmou que se tornou exorcista “por necessidade”, depois de presenciar “casos muito sérios e dolorosos”.

Combater o maligno é uma obrigação: é mandado do Senhor’. Os três mandados são levar a Palavra de Deus, curar os doentes e expulsar os demónios. E os três estão vigentes na Igreja”.

 
A assombrosa luta épica entre o Padre Pio e Satanás Imprimir e-mail

 

A assombrosa luta épica entre o Padre Pio e Satanás

 

O demónio tenta a todos os cristãos, mas “o caso do Padre Pio é especial porque a sua luta não era apenas espiritual, mas tinha também momentos extremamente físicos”.

A história do Padre Pio contra o demónio “é uma saga épica, um corpo a corpo entre um monge e o seu adversário” — palavras do veterano vaticanista Marco Tosatti, autor de Padre Pio contro Satana: la battaglia finale (ainda sem tradução para o português).

A fonte principal do jornalista foram as cartas das pessoas que conheceram o santo de Pietrelcina e as que este escrevia, bem como todos os textos da Positio para a sua canonização.

Por ocasião do lançamento de uma versão espanhola do livro, o site Religión en Libertad pôde conversar um pouco com Tosatti a respeito da importância do santo e da sua luta peculiar, única, com o Maligno.

Marco Tosatti explica a importância “épica” da luta do Padre Pio para a nossa época.

— Por que é tão popular e relevante a figura do Padre Pio de Pietrelcina?

— Sem dúvida, na Itália ele é um dos santos mais amados pelo povo. É difícil entrar numa loja, num restaurante, num lugar público e não encontrar imagens dele. Creio que isto se deve a que o Padre Pio é um dos santos da história que mais graças e intercessões realizou.

Li os oito volumes da Positio, a compilação de documentos sobre ele que serviram para o processo de canonização, e há centenas de testemunhos de pessoas, da Itália e de outros países, que receberam favores extraordinários. Foi protagonista de fenómenos assombrosos: bilocação, curas, leitura de almas com um simples olhar e coisas do tipo… Isto torna-o extraordinário, diferente dos outros santos, e muito popular. Ao redor de todo o mundo se criam hoje grupos de oração inspirados no Padre Pio.

— O que tem de especial a relação do Padre Pio com o demónio? Afinal de contas, o demónio não tenta a todos os cristãos?

— O caso do Padre Pio é especial porque a sua luta não era apenas espiritual, mas tinha também momentos extremamente físicos. Tanto é que os frades que com ele viviam escutavam os barulhos da luta vindos da sua cela e, na manhã seguinte, encontravam os ferros da cama retorcidos, como se uma força sobrenatural os tivesse dobrado. Viam ainda o Padre Pio com contusões e golpes, como se o tivessem espancado.

O superior chegou a pedir-lhe, quando ele ainda era um jovem frade, antes de ser enviado a San Giovanni Rotondo, que rezasse ao Senhor pedindo que não permitisse ao demónio fazer tantos ruídos, porque os outros irmãos ficavam apavorados. Era algo muito visível. Isso acontecia com o Padre Pio quando ele lutava para arrancar almas das mãos do demónio. Houve muitos santos que lutaram com o demónio, mas o Padre Pio é especial porque a sua luta foi contínua, física, evidente, a ponto de a verem inclusive outras pessoas…

Além disso, do meu ponto de vista enquanto jornalista e escritor, vejo como épica a batalha entre o Padre Pio e o demónio, a qual, encarada até mesmo sem a perspectiva da fé, se reveste de um valor literário muito grande. E isto desde que ele era criança, quando teve a visão de um homem muito grande, um homem perverso, que era o demónio e queria combatê-lo.

— O que significa para nós, para os nossos tempos, esta experiência do Padre Pio?

— Não sou um milenarista, mas acredito, sim, que é possível estarmos numa época especial. Nossa Senhora de Fátima dizia que nos encontramos numa batalha decisiva entre as forças do bem e o demónio, forças que atacam a família e os valores naturais básicos. Parece que Deus quer, por meio do Padre Pio, dar um sinal de que esta batalha já começou e é também sobrenatural.

 

— Mas os pecados sexuais, pessoas com uma vida familiar ruim, maus pais, adultérios… Tudo isto sempre existiu. Qual é, então, a novidade?

— Sim, pecados sexuais e contra a família sempre existiram; mas, por exemplo, quando havia algum Papa ruim, pérfido, criminoso, como Alexandre Borgia, ele cometia estas coisas, mas não alterava a doutrina, não dizia que estes pecados eram normais. A novidade dos últimos séculos é o individualismo desenfreado, que busca não só pôr a fé em dúvida, mas ainda convencer o homem de que ele é o seu próprio “legislador”, o seu próprio “deus”, que não precisa de descobrir o bem para o cumprir, pois pode criar para si mesmo a sua própria “lei”.

— O seu livro contém uma segunda parte com exemplos de outros santos que tiveram também um contacto muito próximo com o demónio, como Eustáquia de Pádua, Cristina de Stommeln e Mariam Baouardy. Por quê?

Embora tenha um amplo campo de acção, o demónio está limitado por Deus.

— São santos que selecionei porque creio ilustrarem que, embora tenha um amplo campo de acção, o demónio está limitado por Deus. Por exemplo, o que sabemos de Mariam Baouardy está atestado em documentação científica da época. Assim como muito do que sabemos sobre o Padre Pio. É como se o mundo quisesse fechar os olhos para o sobrenatural, mas o sobrenatural não se deixa esconder. Vemos que Deus se serve do demónio, de forma misteriosa, como um instrumento, um instrumento estranho, vá lá, mas que serve à santificação das pessoas.

Vemos gente de grande santidade pessoal, mas que sofre sob o poder do demónio, às vezes até mesmo possessos, durante um tempo, embora mantendo-se livres na alma e na vontade. Sempre me chamou a atenção a familiaridade com que o demónio, no Livro de Job, se aproxima do trono de Deus, e Ele o recebe tranquilamente, e conversam… O demónio não passa de outro instrumento de Deus!

— Do mal Deus tira coisas boas. É um mistério…

— Sim, é um mistério. É como ver um bordado pela parte de trás: parece-nos um caos, um emaranhado de fios e cores. Mas a bordadeira, que o vê de cima, costurando o desenho, sabe bem o que faz.

— Nas últimas décadas, multiplicou-se o número de exorcistas na Igreja Católica, com cursos, formações, e mantêm-se em contacto pela internet.

O demónio está sempre à procura de almas. E esta é a sua grande batalha.

— E há algo que estejamos a aprender, algo de novo sobre o diabo no século XXI?

— O demónio está sempre à procura de almas, disse-me o padre Amorth. E esta é a sua grande batalha. Mas ele faz o seu principal trabalho sem chamar a atenção, de forma ordinária. O diabo não se quer manifestar. Inclusive para os exorcistas é difícil discernir muitos casos, porque o demónio tenta esconder-se. Isto é interessante. Já dizia Baudelaire: a melhor estratégia do demónio é fazer-nos crer que ele não existe.

— Mas nem é saudável enxergar o demónio em todo e qualquer lugar…

— De facto, é preciso manter um equilíbrio. O padre Amorth dizia: “De todos os que me procuram com problemas, apenas um por cento precisa mesmo de um exorcista”. Creio que esta é a medida. Sim, o demónio trabalha de forma ordinária e eficaz, sem fenómenos extraordinários, mediante as guerras, o ódio, destruindo as famílias, com o aborto… Também aí precisamos de estar presentes.

 (via Pe. Paulo Ricardo)

 
7 armas espirituais contra o demónio Imprimir e-mail

As 7 armas espirituais contra o demónio

Santa Catarina era constantemente tentada pelo demónio. Ela usou estas 7 armas para o vencer

Santa Catarina de Bolonha era de uma família nobre. Na corte, começou a receber aulas de artes e cultura desde muito jovem. Mas era muito notável a sua tendência para a vida de oração e piedade, além da sua grande compaixão para com os pobres.

Catarina ganhou a simpatia de todos por causa dos seus dotes físicos e espirituais. Entretanto, cada dia, ia crescendo nela o desejo de se consagrar ao Senhor.

Tinha só 14 anos quando decidiu abandonar a corte. E, depois da morte do pai, ficou sozinha com uma grande fortuna. Porém, embora tivesse muitos pretendentes, sentia que não tinha nascido para se casar, e juntou-se a um grupo de mulheres piedosas orientadas à espiritualidade agostiniana. Com isso, conseguiu aprofundar a fé e a vida de oração. Não foi nada fácil, já que era constantemente tentada pelo demónio, que a enchia de dúvidas quanto à sua vocação. Mas, no fim, essas provas fortaleciam o seu espírito e iluminavam a sua mente para que ela fosse capaz de diferenciar o que vinha de Deus e o que era obra do demónio. Destes sofrimentos surgiram vários escritos biográficos, entre eles “As sete armas espirituais”.

Bento XVI, numa das suas ilustres catequeses sobre os santos, conta detalhadamente a vida de Santa Catarina e resume o tratado de “As sete armas espirituais”, assim:

1. Ter o cuidado e a solicitude em fazer sempre o bem;

2. Acreditar que, sozinhos, nunca poderemos fazer algo verdadeiramente bom;

3. Confiar em Deus e, por amor a Ele, não temer nunca a batalha contra o mal tanto no mundo como em nós mesmos;

4. Reflectir sempre sobre os factos e as palavras da vida de Jesus, sobretudo sobre a Paixão e Morte;

5. Lembrar-se que devemos morrer;

6. Ter fixa na mente a memória dos bens do Paraíso;

7. Ter familiaridade com a Sagrada Escritura, levando-a sempre no coração para que oriente todos os nossos pensamentos e acções.

 
10 ensinamentos de S. João Vianney na luta contra o mal Imprimir e-mail

10 Ensinamentos de S. João Vianney para a luta contra o mal

 

O Santo Cura de Ars nasceu na França no ano 1786. Foi um grande pregador, fazia muitas mortificações, foi um homem de oração e caridade. Tinha um dom especial para a confissão. Por isso, vinham pessoas de diferentes lugares para confessar-se com ele e escutar os seus santos conselhos. Devido ao seu frutífero trabalho pastoral foi nomeado padroeiro dos sacerdotes. Também combateu contra o maligno em várias ocasiões, inclusive em algumas não só espiritualmente.

Numa delas, enquanto se preparava para celebrar a missa, um homem disse-lhe que o seu dormitório estava a arder. Qual foi a sua resposta? “O Resmungão está furioso. Quando não consegue pegar o pássaro, queima-lhe a gaiola”. E entregou-lhes a chave para irem apagar o fogo. Sabia que Satanás queria impedir que ele celebrasse a Santa Missa, mas não conseguiu.

Deus premiou a sua perseverança diante das provações com um poder extraordinário que lhe permitia expulsar demónios das pessoas possuídas.

A sua confiança em Deus e fé inabalável dão-nos várias lições que podem também ajudar nas nossas lutas do dia-a-dia nesta terra. Sim, o mal existe; mas, Deus pode mais… “Quem como Deus?”.

Curiosidades sobre a vida de São João Maria Vianney

Cinco Santos que lutaram contra o demónio, dizem:

1. Não há um lugar na terra onde possamos escapar da luta contra o demónio. Se tivermos a graça de Deus, que nunca nos é negada, podemos sempre triunfar.

2. Como o bom soldado não tem medo do combate, assim o bom cristão não deve ter medo da tentação. Todos os soldados são bons no acampamento, mas é no campo de batalha que se vê a diferença entre corajosos e covardes.

3. O demónio tenta somente as almas que querem sair do pecado e aquelas que estão em estado de graça. As outras já lhe pertencem, não precisa de as tentar.

4. Uma santa queixou-se a Jesus depois da tentação, perguntando-Lhe: “onde estavas, meu Jesus adorável, durante esta horrível tempestade?” Ao que Ele lhe respondeu: “Eu estava mesmo no meio do teu coração, encantado em ver-te lutar”.

5. Um cristão deve sempre estar pronto para o combate. Como em tempo de guerra, há sempre sentinelas aqui e ali para ver se o inimigo se aproxima. Da mesma maneira, devemos estar atentos para ver se o inimigo não nos está a preparar armadilhas e, se ele vem para nos pegar de surpresa…

6. Três coisas são absolutamente necessárias contra a tentação: a oração, para nos esclarecer; os sacramentos, para nos fortalecer; e a vigilância para nos preservar…

7. Com os nossos instintos, a luta é raramente igual: ou nossos instintos governam-nos ou nós governamos os nossos instintos. Como é triste deixar-se levar pelos instintos! Um cristão é um nobre; ele deve, como um grande senhor, mandar nos seus vassalos.

8. O nosso anjo da guarda está sempre ao nosso lado, com a pena na mão, para escrever as nossas vitórias. Precisamos de dizer todas as manhãs: “Vamos, minh’alma, trabalhemos para ganhar o céu”.

9. O demónio deixa muito tranquilos os maus cristãos; ninguém se preocupa com eles, mas contra os que fazem o bem, ele suscita mil calúnias, mil ofensas.

10. O sinal da cruz é temido pelo demónio porque é pela cruz que escapamos dele. É preciso fazer o sinal da cruz com muito respeito. Começamos pela cabeça: é o principal, a criação, o Pai; depois o coração: o amor, a vida, a redenção, o Filho; por fim, os ombros: a força, o Espírito Santo. Tudo nos lembra a cruz. Nós mesmos somos feitos em forma de cruz.

 
Causas de uma Possessão diabólica Imprimir e-mail

 

Quais são em geral as causas de uma Possessão ou Opressão diabólica?

As principais causas são as que nos podem colocar em situações de perigo:

1. Fazer um pacto com o demónio:

 Muitas pessoas em busca de respostas para a vida, em busca de fama, sucesso, dinheiro, bem estar, procuram o demónio para que ele lhes conceda tudo isto de maneira mais fácil, sem esforço e com resultados imediatos. Muito mais pessoas do que imaginamos buscam o demónio para com ele selar um pacto, selar um acordo. Não são somente pessoas inocentes que caem nas garras do demónio, não; há pessoas totalmente esclarecidas que fazem esta opção de pacto com o demónio.

Muitas pessoas de livre e espontânea vontade, buscam o demónio, querem os seus benefícios, mesmo que isto lhes custe a Eternidade sem Deus. E por isso se envolvem em casos verdadeiramente absurdos e diabólicos para conseguir tais feitos. Sujeitam-se por vezes aos mais baixos tipos de realidades, sacrilégios, orgias e até mesmo sacrifícios humanos para ter um acordo com o diabo e os seus benefícios.

2. Buscar Cultos Satânicos ou toda a forma de Ocultismo:

 Também existe uma grande quantidade pessoas que escolhem por estas coisas relacionadas a seitas Satânicas, Seitas Ocultistas mesmo sabendo que não são de Deus, e é claro que como não existe o que chamam de entidades, mortos que falam, mortos que voltam, mortos que escrevem, estas pessoas estão a ter contacto diretamente com demónios disfarçados de familiares, disfarçados de amigos, de anjos bons e coisas do tipo; e acabam por cair nas garras do demónio.

 Neste caso é mais comum pessoas com problemas financeiros, sentimentais, doenças e coisas do tipo buscarem algum tipo de seitas para conseguir uma solução, e acabam por dar diretamente com o demónio, quer por ignorância ou consciente; o demónio não quer saber se a pessoa tinha consciência ou não do que fazia, ele somente quer ter influência sobre a vida dela…

Há pessoas que recorrem a bruxos, magos, espiritas, benzedeiros, cartomantes, seitas e tudo relacionado.

 Não procuraram diretamente um contacto com o demónio, mas acabaram por se encontrarem com ele por meio destas entidades que em cada lugar ou seita, se apresentam com um nome diferente. Encontraram-se de uma forma ou de outra com a ação do Demónio.

3. Que um pai ou uma mãe tenham consagrado ou oferecido o seu filho a Satanás:

 Por incrível que pareça ainda há muito destas realidades; em geral acontece com pessoas que já estão envolvidas em certos graus de seitas e cultos Satânicos que fazem este tipo de oferta.

 Entregam e consagram os filhos ao demónio, como uma forma de agradecimento, de oferta a algo alcançado, ou como forma de querer algo no futuro para benefício próprio.

É muito triste, mas é real! E estas consagrações ganham mais força e maiores problemas no futuro se estas consagrações acontecem com o pai e ou a mãe. Se uma outra pessoa oferecer ou consagrar um bebé ao demónio num rito ou algo parecido, a influência direta do demónio não terá a mesma forma e nem a mesma força se um pai ou uma mãe fizer tal monstruosidade.

A verdade é que estas consagrações acontecem. Umas oferecem diretamente os seus filhos em Seitas Satânicas, sabendo que são aos Demónios que os estão a oferecer.

 Outras acham que as realidades de entidades não se trata de espíritos Malignos, e oferecem os filhos para tais entidades; que em si não faz muita diferença nos resultados; pois de uma forma ou de outra quem as recebe é o Demónio.

4. A Maldição

 Se uma pessoa faz uma maldição à outra e pede para que o demónio a atinja de algum modo, pode ser que isto de facto aconteça. Isto irá depender de dois fatores importantes:

 * Da vontade de Deus em permitir isso;

 * E de como esta pessoa está a viver a sua vida com Deus;

Há pessoas que ficaram possessas devido a maldições que lançaram sobre elas, trabalhos feitos e oferecidos a demónios, mas estas pessoas não viviam uma vida em Deus e andavam de pecado em pecado, abrindo uma grande brecha para o demónio as atingir.

Deus nunca permitirá que toda a maldição lançada sobre nós tenha consequências maléficas. Na maioria das vezes 95% das maldições lançadas contra as pessoas não têm efeito nenhum, por isso não devemos ter medo.

Estes são os factores mais frequentes em que as pessoas se envolvem e que em geral acabam por ser relacionados a possessão diabólica ou então a uma forte opressão do Demónio.

Uma possessão somente acontece quando se abre uma porta direta ao demónio para que ele entre. Ou em casos muito raros, a possessão também acontece pela permissão de Deus, para que esta pessoa passe por um tempo de purificação, como já aconteceu com alguns santos.

Importante saber: quanto mais se tem uma vida espiritual e de oração, mais protegida a pessoa estará contra qualquer tipo de ataque ou influência do demónio. Por isso não nos preocupemos muito.

Vivamos nós sempre na graça de Deus.

 
A acção diabólica afecta a tua vida? Imprimir e-mail

A ação diabólica afecta a tua vida?

O Venerável Arcebispo Fulton Sheen mostra três indicativos.

O demónio age sorrateiramente em nós, incitando sempre a nossa vontade para o pecado.

Três pontos onde o demónio mais perturba as pessoas.

1 – Obsessão pela nudez, com as suas derivações: pornografia, exacerbação e exploração da sexualidade.

2 – Violência (terrorismo)

3 – Divisionismo

 

1. Obsessão pela nudez – A obsessão pela nudez é manifestada de vários modos. Primeiro na tendência generalizada de se vestir imodestamente.

“Modéstia” vem da palavra “modo”, referindo-se ao meio ou à moderação.

A imoderação no vestir consiste na exibição de partes impudicas com a intenção de se descobrir e chamar a atenção para as áreas privadas do corpo.

Esta mania de exibição e provocação é indicativa da acção dos demónios na sociedade moderna.

A pornografia, a exacerbação e exploração da sexualidade são aspectos da obsessão pela nudez neste mundo endemoninhado que, por meio da internet, alcançou proporções enormes.

O vício da pornografia é um enorme problema entre as pessoas de hoje. Sites pornográficos superam enormemente os de outras categorias.

Milhões de pessoas estão a “consumir” enormes quantidades de pornografia e a “indústria” está a crescer exponencialmente, criando os viciados na última forma de escravidão.

As garras de satanás, através das modas impuras, atingem a muitos

A cultura da sexualização também submete as pessoas ao poder satânico.

As novelas exploram excessivamente os temas sobre sexo de modo a expandir e aprofundar a degradação moral. E, consequentemente, a acção preternatural.

 

2 – Violência – Colectivamente, a violência foi transformada numa forma de entretenimento.

Os noticiários, filmes e vídeos passaram a usar a retaliação violência como foco de atenção.

O assassinato é cada vez mais proposto como solução para os problemas.

A violência começa já no ventre materno, onde os inocentes são atacados. Chamam a isto “direito” e “escolha”.

A “cultura da morte” exerce-se ainda por meio da contracepção, actividades violentas de gangues, recursos fáceis para a guerra e pena capital.

O século passado talvez tenha sido o mais sangrento já conhecido na História. Incontáveis pessoas, na casa dos milhões, morreram durante as duas guerras.

Além disso houve conflitos e guerras regionais, terríveis mortandades pela fome, como na Ucrânia, China e outros lugares; genocídios na Europa Central, na África e no sudeste da Ásia.

Paul Johnson, no seu livro Modern Times, estima que cerca de 100.000.000 morreram em guerras e de maneiras violentas nos últimos 50 anos do século XX.

Satanás “ama” a violência, pois ele quer o contrário de Deus, que é bondoso, sábio e poderoso. Conforme demonstra São Tomás de Aquino, em Deus nada há de violento e antinatural.

 

3 – Divisão – Satanás actua sempre procurando dividir, criar encrencas. Dentro de nós mesmos, exacerbando as paixões desordenadas e insuflando revoltas.

Com as outras pessoas, através do orgulho, do amor próprio e da impaciência.

Por uma acção diabólica, as famílias dividem-se, a Igreja está dividida por um processo de auto-demolição, a diplomacia internacional está uma loucura.

A divisão atingiu ao nível máximo: religioso, racial, político e económico.

Os divórcios são exaltados e compromissos de quaisquer tipos são rejeitados e considerados impossíveis.

Estas são, pois, as três características da acção diabólica: obsessão pela imoralidade, pela violência e o desentendimento.

Num mundo dominado pelo poder das trevas, quem não se quiser submergir nas abominações deve antes de tudo procurar conhecer a doutrina tradicional da Santa Igreja;

Observar os mandamentos da Lei de Deus, seguir os preceitos e frequentar os sacramentos.

A verdadeira e autêntica devoção à Santíssima Virgem é o meio seguro da nossa salvação.

 
É possível "vender" a alma ao diabo ou entregar-lhe a alma de outros? Imprimir e-mail

É possível “vender” a alma ao diabo ou entregar-lhe a alma de outros? 

Horror dos horrores: uma jovem mãe sacrificou o próprio filho de 3 anos ao diabo no México. Esta criança inocente pode mesmo ser “recebida” pelo diabo?

Na cidade de Monterrey, no México, uma jovem mulher sacrificou sem piedade o próprio filho de apenas 3 anos durante um ritual satânico realizado dentro da sua casa. Horror dos horrores: o pequeno indefeso foi queimado vivo.

O que diz a Igreja sobre estas almas que, em nome de outras, são oferecidas ao demónio? Era uma criança! Nessa idade, ele nem conhecia o pecado! O que acontece com ele? Vai ser condenado ou, pela justiça divina, devemos ter a certeza de que ela está na Casa de Deus? Podemos fazer algo por estas almas?

A famosa tragédia de Fausto vem da obra literária do alemão Goethe: um médico vende a alma ao diabo para conseguir poder e conhecimento. Fausto, o personagem, faz um pacto com o diabo vendendo-lhe corpo e alma para obter prazeres e poderes durante alguns anos. Aceitando o trato, o diabo concede ao Dr. Fausto o gozo dos prazeres do pecado. O seu destino parece selado. Quando o prazo se cumpre, porém, Fausto tenta frustrar os planos do diabo e enfrenta uma morte espantosa.

Esta história funciona como metáfora do preço do pecado, mas não tem base bíblica nem teológica. A Sagrada Escritura não relata nenhum caso de pessoa que tenha literalmente “vendido” a alma a Satanás. Teológica e filosoficamente falando, tampouco é algo fundamentado.

Consideremos 5 coisas:

1 – Ninguém pode vender ao diabo a própria vida ou a vida alheia pela simples razão de que a vida não pertence a nós próprios. Todos pertencemos a Deus e somos d’Ele (Sal 8, 6-7; Ef 2, 10).

Quando se diz que uma pessoa vendeu a alma ao diabo, o que se quer dizer é que tal pessoa fez uma aposta cega em meios espiritualmente opostos a Deus para tentar conseguir a qualquer custo os seus objetivos, sem se importar com a própria condenação. É uma figura metafórica.

É possível optar livremente por afastar-se de Deus – e também é sempre possível decidir livremente converter-se e voltar para Ele.

Deus SEMPRE perdoa: basta querermos com sinceridade. Por isso, não existe nenhum tipo de “contrato definitivo” com o diabo (o que não quer dizer que “valha a pena” tentar enganá-lo, pois brincar com a própria salvação é, no mínimo, muito arriscado). O diabo simplesmente não tem qualquer possibilidade de “exigir” que Deus lhe ceda uma alma quando essa alma deseja sinceramente voltar para Deus – ou quando essa alma nunca optou por se afastar de Deus, como é o caso desta criança inocente que foi sacrificada de modo covarde e absurdo. Esta criança é de Deus. A mãe dela não tem qualquer “autoridade” para dá-la ao diabo. A mãe foi apenas mais uma infeliz vítima de um engano pavoroso e cometeu um crime brutal ao ceder a tão grande engano.

Aliás, assim como no caso da alma, também são perfeitamente sem sentido as afirmações de quem acha que tem controle absoluto sobre o próprio corpo. Há muita gente que, insensatamente, afirma coisas como “O corpo é meu e eu posso fazer com ele tudo o que quiser”, ou “Eu tenho direito de decidir o que quiser sobre o meu corpo”. Goste-se ou não, o seguinte facto é objetivo: não temos “poder” absoluto sobre nós mesmos. Para começar, não fomos nós que nos criámos. Igualmente, não temos como determinar de modo absoluto o nosso fim, nem mesmo quando, por desgraça, cometemos o suicídio: não temos como afirmar que este é o “fim”, já que, ainda que duvidemos da eternidade, não temos como provar que ele não existe. Pela fé, sabemos que fomos criados e que somos chamados a administrar a vida que Deus nos deu. Até podemos cometer tolices com o nosso corpo e com a nossa alma, pois Deus respeita a nossa liberdade, inclusive quando a usamos mal: isto não significa, porém, que este mau uso da liberdade nos vá fazer mais felizes; muito pelo contrário: ao contrariarmos a nossa natureza, afastamo-nos da nossa realização, que pressupõe a nossa integração com a nossa natureza. Mesmo quem não acredita em Deus e na alma pode enxergar, se tiver o mínimo do bom senso, que, na tarefa de administrar a nossa própria vida, encontramos evidentes limites naturais para aquilo que podemos ou não podemos fazer. Toda a vez que tentamos derrubar estes limites naturais estamos apenas a ser tolos, não livres, e enfrentamos consequências físicas, psíquicas e espirituais.

2 – Embora pertençamos a Deus, Ele não nos obriga a ficar do Seu lado. A parábola do pai misericordioso e do seu filho pródigo (Lc 15,11-22) confirma que, muito a seu pesar, o pai respeita a liberdade do filho mesmo quando ele decide ir embora. Se optamos conscientemente por nos afastar do Pai, Ele acata a nossa decisão mesmo sofrendo por saber que estamos apenas a rumar para a infelicidade. Cristo libertou-nos para sermos livres do pecado (Gl 5, 1), não para nos enganarmos achando que a liberdade equivale a sermos escravos das nossas próprias paixões ilusórias. A liberdade permite-nos fazer escolhas: não garante, porém, que as nossas escolhas sejam as melhores. O verdadeiro e pleno uso da liberdade consiste em escolher o Bem apesar de podermos rejeitá-lo.

3 – Falando concretamente do bebé assassinado pela própria mãe em suposta oferta ao diabo, este bebé certamente não terá um destino de condenação. Esta criança pertence a Deus, seu Criador. A mãe, neste ato pavoroso de demência, não tinha qualquer possibilidade, como já dissemos, de oferecê-lo ao diabo. Mesmo que o menino não tivesse recebido o sacramento do batismo, ele tem um luminoso caminho de salvação: “O Espírito Santo oferece a todos a possibilidade de ser associados, de um modo que Deus conhece, ao mistério pascal” (Gaudium et Spes, 22).

4 – Não podemos oferecer a ninguém o que não nos pertence. Até mesmo as ofertas a Deus só podem ser por Ele recebidas se forem conformes à Sua vontade. Deus não aceita o mal nem sequer em Seu nome.

5 – Finalmente, recordemos que o poder de Satanás é limitado pela vontade de Deus (Jó 1, 10-12; 1 Co 10, 13) e que Ele nos dá todos os meios para nos defendermos dos ataques do diabo (Ef 6, 11-12). Deus respeita a nossa liberdade de escolha, mas não cessa de nos chamar para Si.

 
O demónio pode prever o futuro ou mover objectos pela casa? Imprimir e-mail

O demónio pode prever o futuro ou mover objetos pela casa?

 

Satanás e os seus demónios seguidores, são figuras misteriosas do reino espiritual. Eles atormentam-nos diariamente, embora, geralmente, as suas ações sejam invisíveis aos nossos olhos.

A Escritura fala-nos muito sobre Satanás e os seus subalternos. Ao longo dos séculos, a Igreja também aumentou os seus conhecimentos sobre estes seres malévolos.

 

5 factos que ajudarão a lançar mais luz sobre estas criaturas:

 

1 – Quem era Satanás antes de cair nas trevas?

 

O Catecismo da Igreja Católica afirma: “Segundo o ensinamento da Igreja, ele foi primeiro um anjo bom, criado por Deus” (CIC 391). Tradicionalmente, ele chama-se Lúcifer, era o “portador da luz”, quando era um brilhante anjo de luz (Isaías 14, 12-15).

Além disso, há tradições na Igreja que divergem sobre o tipo de anjo que era Satanás. São Tomás de Aquino, na sua Summa, argumenta que querubim significa “plenitude de ciência”, serafim designa “aquele que arde ou incendeia”. Portanto, é evidente que o querubim toma o seu nome da ciência, compatível com o pecado mortal, e serafim toma o título do ardor do amor, que não pode conviver com o pecado. “Por isso, o primeiro anjo pecador não pode ser chamado serafim, mas querubim”.

No entanto, não há declaração dogmática da Igreja em relação ao facto de Satanás ser um querubim ou um serafim.

2 – Satanás ou qualquer demónio pode prever o futuro?

O Catecismo declara: “o poder de Satanás não é infinito. Satanás é uma simples criatura, poderosa pelo facto de ser puro espírito, mas, de qualquer modo, criatura: impotente para impedir a edificação do Reino de Deus” (CIC 395).

A resposta é “não”. Os anjos caídos (e também os anjos bons) não têm acesso ao futuro, a não ser que Deus o revele a eles. Como dizia Jesus no Evangelho de Marcos: “A respeito, porém, daquele dia ou daquela hora, ninguém o sabe, nem os anjos do céu nem mesmo o Filho, mas somente o Pai” (Marcos 13,32).

Por outro lado, eles podem fazer profecias sobre o futuro, baseando-se na observação. Os demónios são, por natureza, extremamente inteligentes e podem observar as pessoas e os acontecimentos de muito perto, o que lhes dá uma ideia do que poderá acontecer. Essencialmente, podem “prever” o futuro com precisão limitada, mas não porque conheçam algo oculto, mas, porque são capazes de observar e oferecer uma previsão geral, como qualquer ser humano astuto.

3 – Eles podem mover objetos físicos?

Os seres angelicais têm um poder limitado em relação à matéria física. Na maioria das vezes, os demónios realizam truques visuais, influenciando negativamente as nossas mentes com ilusões e fazendo parecer que algo se move.

Por outro lado, eles podem movimentar os objetos físicos, fazendo-os voar, como aparece em alguns filmes de terror. É um fenómeno raro, mas pode acontecer. Tomás de Aquino dedica uma questão na sua Summa para explicar como isto ocorre.

4 – Qual é a aparência de Satanás?

Todos os anjos são espíritos puros, o que significa que eles não possuem corpo físico, embora possam assumir a aparência de um ser humano ou alguma outra criatura. A forma visível que geralmente traz a Escritura ou contos populares é uma mera representação, para que possamos ver esses anjos com os nossos olhos. Por outras palavras: são seres invisíveis por natureza.

Os artistas usam várias imagens para representar Satanás: dragão, serpente ou qualquer outra criatura mística. No entanto, de acordo com a sua natureza, Satanás não tem forma física.

5 – Satanás pode mandar as pessoas para o inferno?

O Catecismo é muito claro: “morrer em pecado mortal sem arrependimento e sem dar acolhimento ao amor misericordioso de Deus, significa permanecer separado d’Ele para sempre, por nossa própria livre escolha. E é este estado de autoexclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados que se designa pela palavra ‘Inferno’” (CIC 1033).

Resumindo: Satanás não pode forçar ninguém a ir para o inferno. Nós escolhemos ir para lá com a nossa própria negação a Deus. Satanás talvez nos influencie durante o nosso tempo aqui na Terra.

Nós continuamos a ser livres para fazermos uma escolha no fim das nossas vidas. Se um ser humano vai para o inferno, é porque escolheu este destino livremente.

 
Alguém me fez um Malefício; o que devo fazer? Imprimir e-mail

 

Alguém me fez um Malefício, o que devo fazer?

 

O Malefício será sempre um modo de contacto com o Demónio.

 

Alguém me fez um "Despacho" ou Malefício, o que devo fazer? Primeiramente, é preciso definir o que venha a ser um Malefício, ou um “Despacho” ou ainda popularmente conhecido como “Trabalho” ou “Macumba“, como dizem os brasileiros…

Independentemente do nome, o significado não muda, e vou citar o que Santo Afonso Maria de Ligório diz na sua Theologia Moralis: “O Malefício é o poder de fazer mal aos outros, graças a um pacto e com a ajuda dos Demónios.”

O Padre Gabriele Amorth, diz que a palavra Malefício em si, é uma palavra genérica, mas que é sempre o termo que ele mesmo utiliza quando uma pessoa busca o Demónio para prejudicar outra.

Em geral Malefícios são realizados utilizando certos tipos de objetos, rituais e sacrifícios de animais.

Existem diversos motivos nos quais as pessoas buscam um Mago, um Bruxo, um Feiticeiro ou um Pai de Santo para que eles façam e lancem o Malefício sobre determinada pessoa ou situação. Os motivos são os mais diversos: Para causar algum tipo de divisão e separação no matrimónio ou relacionamento afetivo; para trazer ou ajudar num relacionamento amoroso, para fazer com que algumas pessoas fiquem doentes ou sejam curadas, Malefícios de morte, Malefícios para que alguém vá mal nos seus negócios; Malefícios que afetem psicologicamente ou traga perturbações espirituais a uma pessoa…E diversas coisas mais…Na verdade o nome do Malefício está ligado diretamente à intenção da pessoa em pedir aquele mal.

 Os materiais utilizados dependem muito da intenção para quem a pessoa quer fazer aquele Malefício, mas em geral são: Cabelos, unhas, roupas da pessoa, fotografias, algum objeto pessoal da pessoa, bebidas alcoólicas, vísceras de animais, animais mortos, sangue, velas, bonecos representando a pessoa, sangue, charutos, cigarros e muitas outras coisas…

A primeira coisa importante a saber é que um Malefício só terá efeito contra uma pessoa se Deus assim permitir.

 Ainda assim é possível que um Malefício tenha efeito sobre a vida de uma pessoa, ou sobre as situações para o qual o Malefício foi encomendado.

 Isto é realmente um mistério…Mas na grande maioria das vezes o Malefício só tem efeito para quem vive uma vida fora da graça de Deus…

A segunda coisa é que: Aquele que faz o Malefício, seja um Pai de Santo, um Bruxo ou Feiticeiro, e também aquele que encomendou o Malefício, serão sempre os primeiros a serem prejudicados pelo Demónio. Em geral, estes, são prejudicados de maneira direta com algum tipo de influência diabólica, tentações obsessivas e compulsivas, vícios em geral e enfermidades físicas.

A terceira coisa que seja fundamental saber: Não se tem como realmente provar que alguém fez ou não um Malefício a outra pessoa. Ainda que você ache que foi a sua vizinha, a sua sogra, alguém do seu trabalho que não gosta de você e coisas do tipo…Isso seria um engano e um tremendo erro.

 E o Demónio gosta de causar divisões neste sentido, fazendo as pessoas acharem que outras fizeram algum tipo de mal por determinado motivo.

 Isto é comum quando você procura um Pai de Santo ou um Bruxo, e eles quase sempre dirão que alguém fez ou está a fazer um “Trabalho” ou um Malefício para você, e dirão ainda quem é a pessoa…Mentira do Demónio que quer sempre destruir…E neste momento isto realmente não importa!

O que fazer então se você tem uma suspeita de que lhe fizeram um Malefício?

Usar exatamente da lógica contrária ao Malefício. Se o Malefício é  servir-se do Demónio para fazer o Mal, você precisa de se aproximar de Deus para que Ele, o BEM SUPREMO, possa agir na sua vida, quebrando e vencendo toda a ação do Demónio.

É preciso cultivar e criar uma vida de mais intimidade com Deus, rezando mais, estando mais com Ele. Isto não porque você se quer ver livre do Mal que lhe fizeram, mas porque Ele é Deus e precisa assim de ser entendido e vivenciado no seu dia a dia.

Comece por se arrepender dos seus pecados e procure um Sacerdote para se confessar…Depois o mais importante é a Santa Missa aos Domingos (ou sábados de tarde) e sempre que puder em dias de semana. Rezar o Santo Terço, fazer Jejum e Penitência, todos os dias ler e meditar a Palavra de Deus por alguns minutos. É importante buscar se possível pequenos momentos de Adoração ao Santíssimo Sacramento numa Igreja ou numa capela. Isto é muito importante quando se trata de um processo de Libertação.

 Buscar um Grupo de Oração na qual você possa participar semanalmente, isso ajudá-lo-á a crescer na sua espiritualidade.

Se realmente você ou uma pessoa que você conheça estejam a ser afetadas por este Malefício de forma direta, podendo até mesmo chegar ao ponto de uma Possessão Diabólica, você poderá além de fazer tudo o que dissemos acima, buscar um Sacerdote, para que você possa ser acompanhada mais de perto.

Mas enfim, não há fórmulas mágicas no cristianismo, que cumprindo certos “rituais” e determinadas coisas você ficará livre para sempre do Mal. No cristianismo existe uma relação de amor de um Pai para nós seus filhos, e esse amor precisa de ser cultivado e alimentado por nós…

Quanto mais formos de Deus, quanto mais rezarmos, quanto mais exercemos obras de caridade; mais difícil será qualquer ação do Mal sobre nós.

 Tentados todos nós seremos sempre, com tentações mais fortes, ou menos fortes…Mas essa é a ação “rotineira” do Demónio e nem mesmo Jesus foi preservado de ser tentado…

Mas de qualquer tipo de outras ações vindas de Malefícios e coisas do tipo; certamente destas, basta viver uma vida em Deus!

 
Santa Teresa de Ávila venceu o demónio com o poder da água benta Imprimir e-mail

O dia em que Santa Teresa D’Ávila venceu o demónio com o poder da água benta

 

 “A partir de muitos factos, obtive a experiência de que não há coisa de que os demónios fujam mais, para não mais voltar, do que da água benta."

Santa Teresa D’Ávila é uma religiosa, mística e Doutora da Igreja do século XVI, que nas suas memórias relatou como, após uma longa experiência, aprendeu que “não há coisa de que os demónios fujam mais, para não mais voltar, do que da água benta”.

O que não é tão conhecido são as experiências que a levaram a esta conclusão, que a santa descreve na sua autobiografia, o “Livro da vida”.

“Eu estava certa vez num oratório e apareceu-me, do lado esquerdo, uma figura abominável; percebi especialmente a boca, porque falava: era horrível. Parecia que lhe saía do corpo uma grande chama, muito clara, sem nenhuma sombra. Disse-me, aterrorizando-me, que eu me livrara das suas garras, mas que voltaria a elas”, revelou Santa Teresa no início do capítulo 31 da sua obra.

Em seguida, assustada, tentou espantá-lo com o sinal da Cruz. O demónio abandonou-a, mas logo voltou. Isto aconteceu várias vezes, até que notou que tinha água benta ali perto: “Isto aconteceu-me por duas vezes. Não sabendo o que fazer, peguei da água benta e lancei-a para onde essa figura se encontrava. Ela nunca mais voltou”.

Noutro momento, Santa Teresa escreveu que o demónio esteve cinco horas atormentando-a “com dores e desassossegos interiores e exteriores tão terríveis que pensei não poder suportar. As pessoas que estavam comigo ficaram espantadas e não sabiam o que fazer, nem eu a que recorrer”.

A santa admitiu que só encontrou alívio depois de pedir água benta e lançá-la no local onde viu um demónio perto. É na explicação deste facto que é dada a conhecer a sua citação mais famosa.

 “A partir de muitos factos, obtive a experiência de que não há coisa de que os demónios fujam mais, para não mais voltar, do que da água benta. Eles também fogem da cruz, mas voltam. Deve ser grande a virtude da água benta”, assinalou.

Mais tarde, assegurou que conheceu o consolo da alma depois de tomar a água, o que lhe gerou “uma espécie de deleite interior” que a confortava.

 “Não se trata de ilusão nem de coisa que só aconteceu uma vez, mas sim de algo frequente que tenho observado com cuidado. Digamos que seja como se a pessoa estivesse com muito calor e sede e bebesse um jarro de água fria, sentindo todo o seu corpo refrescar. Penso em quão importante é tudo o que a Igreja ordena, e alegra-me muito ver que tenham tanta força as palavras que comunica à água benta para que esta fique tão diferente da comum”, continuou.

 
Os demónios que São Domingos de Gusmão expulsou com o Terço Imprimir e-mail

 

Os demónios que São Domingos de Gusmão expulsou com o Rosário

 

Os demónios disseram ao santo que o Rosário levava o espanto a todo o inferno

 

Conta São Luís Maria Grignion de Montfort, no seu livro ‘O Segredo Admirável do Santíssimo Rosário’, que numa ocasião, São Domingos de Gusmão estava a pregar e levaram-lhe um herege albigense possuído por demónios, a quem exorcizou na presença de uma grande multidão.

O santo fez aos malignos várias perguntas e, por obrigação, disseram-lhe que eram 15.000 os que estavam no corpo desse homem, porque este tinha atacado os quinze mistérios do Rosário (os mistérios luminosos, que os aumentam para 20, foram introduzidos em 2012 por São João Paulo II).

Durante o exorcismo, os demónios disseram ao santo que com o Rosário que pregava, levava o terror e o espanto a todo o inferno e que ele era o homem que mais odiavam no mundo por causa das almas que lhes tirava com esta devoção.

São Domingos lançou o seu Rosário ao pescoço do homem e perguntou-lhes qual dos santos do céu temiam mais e qual devia ser o mais amado e honrado pelos homens. Os inimigos, diante destas perguntas, deram gritos tão espantosos que muitos dos que estavam ali presentes caíram em terra pelo susto.

Os malignos, para não responder, choravam, lamentavam-se e pediam pela boca do homem a São Domingos que tivesse piedade deles. O santo, sem se alterar, disse que não pararia de atormentá-los até que respondessem o que lhes tinha perguntado. Então, eles disseram que o diriam, mas em segredo, ao ouvido e não diante de todos. O santo, ao contrário, ordenou-lhes que falassem alto, mas os diabos não quiseram dizer nenhuma palavra.

Então, o Pe. Domingos, de joelhos, fez a seguinte oração: “Oh excelentíssima Virgem Maria, pela virtude do teu saltério e Rosário, ordena a estes inimigos do género humano que respondam à pergunta”.

Em seguida, uma chama ardente saiu das orelhas, nariz e boca do homem possuído. Os demónios rogaram a São Domingos que, pela paixão de Jesus Cristo e pelos mistérios de sua Santa Mãe e de todos os santos, os permitisse sair desse corpo sem dizer nada, porque os anjos o revelariam em qualquer momento que quisesse.

Mais tarde, o santo voltou a ajoelhar-se e elevou outra prece: “Oh digníssima Mãe de Sabedoria, sobre cuja saudação, de que forma se deve rezar, este povo já está instruído, peço-vos para a saúde dos fiéis aqui presentes, que obrigueis a estes vossos inimigos a abertamente confessar aqui a verdade completa e honesta”.

Apenas terminou de pronunciar estas palavras, o santo viu perto dele uma multidão de anjos e a Virgem Maria que golpeava o demónio com uma vareta de ouro, enquanto lhe dizia: “Responde à pergunta do meu servidor Domingos”. O povo não via, nem ouvia a Virgem, somente São Domingos.

Os demónios começaram a gritar: “Oh! inimiga nossa! Oh! ruína e confusão nossa! Por que viestes do céu para atormentar-nos de forma tão cruel? Será preciso que por vós, oh advogada dos pecadores, a quem livrais do inferno; oh caminho seguro do céu, sejamos obrigados – para nosso pesar – a confessar diante de todos o que é causa de nossa humilhação e ruína? Ai de nós! Maldição aos nossos príncipes das trevas!”

 

“Esta Mãe de Deus é omnipotente e pode impedir que os seus servos caiam no inferno. Ela, como um sol, dissipa as trevas das nossas astutas maquinações. Descobre as nossas intrigas, rompe as nossas redes e reduz à inutilidade todas as nossas tentações. Vemo-nos obrigados a confessar que ninguém que persevere no seu serviço se condena com nós”.

 “Um só suspiro que ela apresente à Santíssima Trindade vale mais que todas as orações, votos e desejos de todos os santos. Temos mais medo dela do que de todos os bem-aventurados juntos e nada podemos contra os seus fiéis seguidores”.

Do mesmo modo, os malignos confessaram que muitos cristãos que a invocam ao morrer e que deveria ser condenados, segundo as leis ordinárias, se salvam graças à sua intercessão: “Ah, se esta Mariazinha – assim a chamaram na sua fúria – não se tivesse oposto aos nossos desígnios e esforços, há tempos teríamos derrubado e destruído a Igreja, e levado ao erro e à infidelidade toda a sua hierarquia!”

Em seguida, acrescentaram que “ninguém que persevere na reza do Rosário se condenará. Por que ela obtém para os seus fiéis devotos a verdadeira contrição dos pecados, para que os confessem e alcancem o seu perdão”.

Foi então que São Domingos fez todo o povo rezar o Rosário muito lenta e devotamente e, a cada Ave Maria que rezavam, saíam do corpo do homem possuído uma grande multidão de demónios em forma de carvões incendiados.

Quando todos os inimigos saíram e o herege ficou livre, a Virgem Maria, de maneira invisível, deu a sua bênção a todo o povo, que experimentou grande alegria. “Este milagre foi causa da conversão de grande número de hereges e se inscreveram na Confraria do Santo Rosário”, concluiu São Luís Maria Grignion de Montfort.

 
Como Satanás seduz as almas e como se proteger dele Imprimir e-mail

Como Satanás seduz as almas e como se proteger dele

Ele começa por fazer que as coisas contrárias a Deus pareçam boas e inofensivas

 “O grande truque do diabo é fazer-nos pensar que ele não existe”. Estas não são as palavras de um teólogo, nem mesmo de um santo: foram escritas pelo poeta francês Charles Baudelaire. A presença silenciosa, mas ativa de Satanás é como um cancro não detectado que, de uma forma desonesta e não percebida, corrompe um corpo e se instala em tantos órgãos quanto possível através de uma metástase letal.

O Pe. Paolo Morocutti sabe muito bem disso. Ele é um exorcista da Diocese de Palestrina, uma das dioceses periféricas de Roma. Também é membro da AIE (Associação Internacional de Exorcistas) e professor de vários cursos para exorcistas.

Muitas pessoas gostariam de conhecer um exorcista para poderem aprender mais sobre o diabo. Aqui está um pouco do que aprendemos quando conversamos com o Pe. Marocutti.

- Alguns teólogos são da opinião de que os exorcismos bíblicos – incluindo os realizados por Jesus – foram simplesmente curas de doenças que, naquela época, eram consideradas influências espirituais. O que pensa sobre este assunto?

Na verdade, esta questão foi resolvida há muito tempo. Acima de tudo, é uma questão de honestidade intelectual. A exegese bíblica cuidadosa e a teologia séria reconhecem claramente a diferença entre a forma como Cristo lida com pessoas doentes e a maneira como ele trata as pessoas possuídas nos Evangelhos. Ele usa duas abordagens totalmente diferentes.

O Catecismo da Igreja Católica contém um ensinamento claro sobre este assunto, e nenhum bom católico pode deixá-lo de lado. Finalmente, gostaria de me referir aos ensinamentos dos santos, que, com a vida de união com Cristo que viveram dentro da Igreja, confirmaram o Magistério de forma clara e inequivocamente.

- Algumas pessoas defendem a extinção do ministério dos exorcistas, porque consideram que é uma usurpação do trabalho dos psicólogos. Como vê isto?

Eu leciono Psicologia Geral (na Faculdade de Medicina) e Cirurgia (na Universidade Católica do Sagrado Coração), e entendo bem a diferença entre as duas disciplinas. De acordo com a antropologia cristã, os seres humanos são sempre e em todos os lugares entendidos a partir de uma perspectiva integral e unida. As duas disciplinas não estão, de facto, em competição. Em vez disso, elas estão intimamente conectadas. Uma pessoa espiritualmente perturbada quase sempre precisa de apoio humano qualificado para interpretar a situação e avançar pacificamente. Quando o espírito é afetado, a carne também é afetada e vice-versa. O problema surge quando a Psicologia, especialmente a Psicoterapia, constrói as suas convicções sobre conceitos antropológicos improváveis ou sobre os que estão longe do humanismo cristão. Neste caso, podem surgir dicotomias perigosas – ou, pelo menos, inconvenientes.

- Quais os critérios usados para diferenciar casos psicológicos dos espirituais?

A sabedoria da Igreja, desenvolvida ao longo de milhares de anos através da formação de livros litúrgicos – que, entre outras coisas, faz parte do magistério oficial para nós católicos – estabelece um procedimento através do qual um sacerdote exorcista pode reconhecer o trabalho e a presença do diabo. Penso que é útil mencionar que, na última versão do rito, o exorcista é convidado a utilizar a ciência médica e psicológica para discernir melhor. Além disso, o rito indica como critério para reconhecer a presença do maligno: falar línguas desconhecidas, saber ou revelar coisas escondidas e demonstrar força desproporcional à idade e ao estado natural do sujeito. Estes não são critérios absolutos; são sinais que, se identificados dentro de um quadro geral com atenção aos detalhes, podem ajudar muito um exorcista. É necessário dedicar muito tempo a ouvir a pessoa e fazer uma análise atenta do comportamento e hábitos de vida do sujeito. É importante concentrar-se mais na sua vida moral do que nos sinais, embora este último possa ser sempre uma grande ajuda.

- Quais são os principais canais através dos quais a obsessão demoníaca ou a possessão podem surgir?

O canal principal é, definitivamente, o pecado – em particular, um estado de pecado grave, vivido deliberadamente e sem arrependimento. Esta condição geralmente expõe a alma à ação do diabo.

Além disso, os principais canais de ação de Satanás são: o esoterismo, a feitiçaria, o seguimento mais ou menos consciente de práticas filosóficas inspiradas nas religiões orientais ou, de alguma forma, incompatíveis com uma visão antropológica cristã e, finalmente, participação em grupos abertamente satânicos.

Frequentemente, estas realidades estão escondidas por ideologias aparentemente inócuas. Devemos ser cautelosos. Satanás seduz-nos com falsa beleza, fazendo com que as coisas contrárias a Deus pareçam boas e inofensivas.

Ainda assim, no centro do processo de discernimento está sempre a ação moral de uma pessoa. Se uma pessoa age com retidão moral e permanece em estado de graça, buscando a verdade, é improvável que ele ou ela seja objeto de ação extraordinária do maligno. Obviamente, a vida de certos santos é uma exceção. Em alguns casos, devido à permissão especial de Deus, eles até experimentaram o combate com o diabo de maneira sangrenta.

- O que aprendeu de positivo ao exercer este ministério que poderia deixar como lição e conselhos?

Que o amor de Jesus Cristo pelas nossas almas é algo sério e que a alma deve ser protegida num estado de graça, como o presente mais belo e sublime que Deus nos deu. Hoje, a sensação de pecado está a desaparecer cada vez mais, devido a uma compreensão profundamente equivocada da misericórdia. Neste ministério, entendi claramente que a Eucaristia, o sacramento da Confissão e o nosso amor por Maria Santíssima são os meios mais confiáveis para caminharmos sempre na graça e na verdade – e para sempre podermos apreciar a doce presença de Jesus nas nossas almas.

 

 
Sim, a Deus; nãao, ao Demónio Imprimir e-mail

 

Sim, a Deus; não, ao Demónio  

 

 

Jesus manifestou-se para destruir toda as obras do Demónio

 

“Aquele que peca é do Demónio, porque o Demónio peca desde o princípio. Eis por que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Demónio.” (IJo 3, 8)

 

Jesus veio a este mundo e manifestou-se para destruir as obras do Demónio, e justamente por isso que Ele vai até à cruz. Não dá para imaginar quanto Jesus sofreu, sofreu tanto, tudo fruto da sua obediência ao Pai. Por isso, que Ele suou sangue naquela noite no Horto das Oliveiras: “Pai afasta de mim este cálice, mas não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres.” Não podemos viver justificando os pecados, acostumar-nos e ainda ajudar outros: ‘Ah, isso não é pecado!’ Tornando-se assim um hábito viver no pecado. E, foi por este motivo que Jesus se manifestou para destruir toda as obras do Demónio.

 

Vemos no Antigo Testamento o facto de Absalão, o filho muito querido de David querer matar o Pai por causa do trono. Foi porque David pecou, cometendo o adultério com Betsabé, esposa de Urias – um valente guerreiro da sua tropa de ‘Elite’. Depois de ter pecado, David para se justificar chama Urias para jantar com ele, embriaga-o e manda-o ir para casa dormir com a sua esposa para não desconfiar que ‘Betsabé’ estava grávida dele [David], mas Urias sendo obediente, temente a Deus e ao seu rei, dormiu do lado de fora para proteger o rei diante do inimigo. David comete outro pecado mandando Urias para a frente da batalha. Urias morre e David homenageia-o ‘descaradamente’, tomando Betsabé como esposa.

 

Natã, profeta de Deus é enviado a David para que pudesse ter com ele,  arrependendo sobe à montanha para pedir perdão. Quando Semei, filho de Gera, em IS 19,16 aparece praguejando David, os soldados queriam cortar a cabeça deste homem, mas, David reconheceu o seu pecado não lhe permitindo nenhum mal. Este homem aqui, é o Demónio que vem e te acusa diante do pecado que cometeste, perturbando a tua cabeça, mas, o Deus que David servia é misericordioso, por isso ele foi perdoado.

 

O que o Demónio faz com as pessoas: primeiro tenta-nos para nos levar ao pecado, depois oprime-nos, e não conseguimos sair do pecado porque há uma opressão. A pessoa começa a escutar vozes, começa a ver ‘coisas’, e o inimigo acaba por possuir aquela pessoa. Isto não é história, que a parapsicologia tenta explicar e com desculpas, deixamos os nossos irmãos padecerem assim, esquecendo-nos que Jesus se manifestou para revelar as obras do Demónio.

 

Irmãos e irmãs em grande número continuam a ser possuídos na ignorância, e eis o motivo pelo qual o Filho do homem veio; para destruir as obras das trevas. Escape o mais depressa possível e não deixe para depois, para que você hoje dê o passo decisivo em ser o Senhor, único Deus e Salvador da sua vida.

 
São Bernardo fez o demónio servir de roda Imprimir e-mail
São Bernardo fez o demónio servir de roda
São Bernardo voltou certa vez à sua aldeia natal – Fontaine, perto de Dijon – para encontrar junto à lagoa de sua infância toda a calma e toda a força de que necessitava.
Com efeito, através de sua eloquência e da força de convicção de sua fé, ele deveria arrastar para a segunda Cruzada tudo quanto na Europa havia de melhor na nobreza e nas classes populares de boa vontade.
Por isso ele precisava de um momento de contemplação e repouso em sua terra natal.
Tanto mais quanto havia tempo que inquietações e dúvidas o assaltavam e atormentavam, dando a impressão de que uma diabólica mão pesava-lhe sobre as costas, queimando-a.
Uma voz lhe murmurava palavras desencorajadoras e anunciava que seu projeto iria fracassar.
Imagens ora tentadoras, ora aterrorizantes desfilavam diante de seus olhos.
São Bernardo lutava contra o demónio com todo o poder da oração, sendo nisso ajudado pela tranquilizadora paisagem de seus jovens anos.
A serenidade voltou e ele decidiu se reunir com o já numeroso magote de companheiros de fé e de combate, com os quis pegou a estrada de Vézélay.
Os caminhos naqueles tempos eram ruins e difíceis, as viagens lentas e penosas, o perigo acompanhando os viajantes como se fosse parte de sua própria bagagem.
Entretanto, incidente algum de importância perturbou o avanço do comboio que se aproximava do ponto de chegada.
Mas, uma tempestade de uma violência extraordinária pegou-os uma noite num vale muito estreito.
Um ruído infernal descia como que rolando de pedra em pedra, torrentes de lama ameaçavam a todo o momento levar as carruagens, os bois e os cavalos.
Os viajantes encontraram refúgio numa gruta onde acabaram cedendo ao sono.
São Bernardo ficou só sob a tempestade a fim de tranquilizar os animais.
O santo tentou desentalar uma das charretes que estava atolada na lama, mas enquanto o fazia uma de suas rodas quebrou completamente.
Um riso estridente se fez ouvir nas suas orelhas e ele percebeu nas costas o sopro ardente que ele conhecia bem.
O diabo não abandonava a sua presa e naquela noite mostrava-se mais empedernido.
São Bernardo fez então lentamente o Sinal da Cruz e com voz forte deu ordem ao demónio para ocupar o lugar da roda quebrada.
Uivando de dor e de raiva, o espírito mau não pôde resistir à vontade daquele que agora era seu senhor.
Mordendo a própria cauda, ele assumiu a forma circular e tirou com suas forças a charrete entalada.
O amanhecer despontou calmo e luminoso sobre o comboio já disposto em ordem e todos retomaram a estrada.
Apenas um gemido melancólico proveniente de uma roda ritmava a marcha: esta foi a única lembrança dos furores da noite.
No dia seguinte, São Bernardo atingiu o alto da colina de Vézélay e ali pregou a Cruzada com o brilho que a História registou.
 
Passos para discernirmos a acção do demónio Imprimir e-mail

Passos para discernirmos a ação do demónio!

 

 Os sinais da ação do Mal…

 

Passos para o Discernimento

 

Como conseguir discernir se de facto estamos diante de uma pessoa que sofre algum tipo de ataque direto do demónio? Há um caminho a seguir para se chegar a esta conclusão?

 

Estas são as perguntas mais frequentes que geralmente fazemos para se chegar a um discernimento mais preciso do que está a acontecer com uma pessoa que diz sofrer ataques diretos do demónio.

 Antes de dar alguns conselhos sobre como podemos chegar a um discernimento mais preciso, é bom pensar sobre os tipos de ataques e de influências que o demónio pode ter sobre uma pessoa. (Tipos de Ações Diabólicas)Estes tipos de ações são ações extraordinárias, a que nem todos estão sempre sujeitos. Diferente das ações ordinárias em que todos nós passamos, que é a Tentação. 

Como ações Extraordinárias:

- Distúrbios Externos- Possessões Diabólicas- Vexações Diabólicas- Obsessões Diabólicas- Infestações Diabólicas- Sujeições Diabólicas

Tendo em mente estes tipos de ações do Inimigo é importante que interroguemos os familiares ou a pessoa que se apresentou se existem realmente razões válidas para que se proceda com tais orações. Para isso é preciso estabelecer um diagnóstico. Podemos então começar com os sintomas que a pessoa ou os seus familiares  dizem estar a ser vitimas.

Começamos então pelos sintomas dos Males Físicos:

– Na grande maioria das vezes as regiões mais atingidas por influências maléficas são a cabeça e o estômago. Geralmente a pessoa pode sofrer de dores de cabeça agudas e intensas por muitos dias, meses e até por anos; e os medicamentos se mostram ineficazes nestes casos. Ainda relacionado à cabeça e também aos jovens; é peculiar um sintoma que acontece no jovem que sofre algum tipo de influência maléfica uma rejeição brusca pelos estudos. Crianças e jovens que até ali nunca tiveram nenhuma dificuldade nos estudos e até mesmo gostavam de ir à escola de repente começam a detestar os estudos, o ambiente de escola, começam a ter muitas dificuldades de aprender, falta de concentração, a sua memória torna-se falha e por isso não querem estudar, tornam-se rebeldes e indisciplinadas. Uma observação importante: aqui não se trata de pessoas que não gostam de estudar ou somente estão a passar por alguma dificuldade nos estudos, mas esmos a falar de uma mudança muito brusca no seu comportamento.

– A boca do estômago também é um ponto geralmente atingido por influências maléficas. Dores quase que insuportáveis e constantes, e todo o tratamento se mostra ineficaz a estas dores. Muito comum é vermos estas dores na boca do estômago deslocar-se por vezes para o intestino, para os rins, ovários; e os médicos não conseguem uma explicação para isto.

– Um dos sintomas mais típicos da necessidade de Oração de Libertação ou exorcismo é a aversão ao Sagrado: Pessoas que deixaram de rezar, embora tinham uma vida de oração; já não querem ir a igreja, participar na Santa Missa, e experimentam um sinal externo de raiva em relação às coisas de Deus, chegando até mesmo a tornarem-se violentas quando o assunto é Deus e as coisas sagradas, assim como aos objetos sagrados.

Mas há outras manifestações mais espectaculares: Falar ou compreender línguas diferentes, sem que a pessoa nem mesmo tenha tido contato com essa língua, por exemplo, o Latim. Outro facto é da pessoa conhecer coisas futuras ou secretas, e ainda demonstrarem uma força sobre-humana.Ainda durante as orações é comum acontecerem casos de grande violência, comportamentos estranhos, blasfémias, etc.

É bom saber se as pessoas já recorreram aos médicos e se submeteram aos tratamentos que os mesmos recomendaram. Se sim, é muito provável que os medicamentos se tornaram ineficazes diante de uma real influência maléfica, mas mesmo assim não temos autorização de recomendar as pessoas a deixarem de tomar qualquer tipo de medicamento. E iremos perceber que após algumas orações a pessoa sentirá certo alívio em relação aos males reclamados. Nem sempre terão a cura total, pois isso dependerá do grau que esta pessoa está a sofrer estas influências e da quantidade de orações que ela precisará de receber para a total cura e libertação.
 
O Demónio é traiçoeiro Imprimir e-mail
 O DEMÓNIO É TRAIÇOEIRO   

“Doutor dos hereges, mestre dos impudicos, Pai dos mentirosos, Príncipe do mal”, é ele o autor do sofrimento…  Caim mata Abel por influência do demónio O demónio é o autor responsável dos nossos sofrimentos.

O homem pecou por instigação do demónio: era justo que fosse punido; e Deus puniu-o abandonando-o, até certo ponto, ao poder do demónio.

Todo o mal que existe no mundo, todas as desordens perturbadoras da natureza; todas e quaisquer destruições, resultam da maldita influência deste grande espírito, criado por Deus para ser como que administrador de todo o mundo material.

Tais desordens e destruições não podem provir de Deus, que é a ordem infinita; tão pouco provém dos anjos, que são ministros de paz, de ordem e de vida; Não procedem dos elementos materiais, de si destituídos de poderes e movimento: Logo vêm desta força secreta e detestável chamada o demónio, que, posto que não possa destruí-la, perturba a bela harmonia da natureza.Assim é que, por mais de mil maneiras, que os sábios chamam caus

as secundárias, o autor do mal a espaços conturba a atmosfera e; nela produz os temporais, as tempestades, o granizo, o raio e quantas assolações os acompanham.

É assim que, para fazer mal ao homem e às outras criaturas de Deus, ele empeçonha esta e aquela planta, este e aquele suco, e comunica o seu furor a alguns animais.

É também assim que, com permissão divina, ele suscita no ar e na água animais microscópicos, que difundem sobre a terra terríveis epidemias, as tão assoladoras enfermidades contagiosas: a peste, a cólera, a varíola, todas as variedades de febres, etc.  

 

A Medicina e a Ciência reconhecem os efeitos destas enfermidades; combatem e por vezes cerceiam-lhes os estragos, mediante remédios, nos quais é latente o influxo benefício e misericordioso de Deus e dos anjos; mas só a fé descortina a causa invisível de todos estes males, disseminados pelo inimigo de Deus e dos homens, o pai do mal, o horrível demónio, que está escondido como malfeitor que é.  É a fonte de que dimanam todos os males que sofremos. Instigador de todos os crimes.

 Mais do que ninguém, aquele que deve vergar ao peso da nossa indignação, quando nos vemos a braços com a perversidade e com as ruins paixões dos homens; é ele somente, que os incita ao pecado.  A inveja, a cólera, a impiedade que mataram Abel, foi ele que as suscitou no coração de Caim; assim fez, primeiro que todos, correr o sangue do homem e espremeu-lhe as primeiras lágrimas.   Foi, é e será até ao fim o instigador de todos os crimes, de todas as rebeldias, de todas as cruezas, de todos os erros, de todas as infâmias do género humano.   Todo o pecado, toda a desordem o têm por fundamento.   Por isso a Igreja, na sua linguagem enérgica e profunda, o chama doutor dos hereges, mestre dos impudicos, pai dos mentirosos, príncipe do mal.  E a sua astúcia, que poucas vezes falha, consiste em se esconder sempre e em persuadir as suas desditosas vítimas a achar que vêm de Deus os males que sofrem.   Daqui procede a blasfêmia, extraordinário e abominável mistério, pelo qual o homem infiel, quando a si próprio faz mal ou quando lho fazem; clama e se irrita contra Deus, ameaça-o e maldiz o seu santo nome.   O blasfemador que maldiz a Deus assemelha-se ao indivíduo que, ameaçado por um assassino e defendido por um amigo; confunde-se um com o outro, e, deixando intacto o assassino, arremetesse contra o amigo e o matasse.  O demónio é, pois, o autor secreto e universal do mal, e portanto do sofrimento.  Todos e quaisquer males, vêm direta ou indiretamente dele; assim como todos e quaisquer bens direta ou indiretamente vêm de Deus.  Nunca imputemos a Deus o que é obra do demónio… E assim como Deus distribui a vida a todas as criaturas pelo ministério dos seus anjos fiéis, assim também Satanás; o maior dos anjos rebeldes, difunde na criação a rebeldia, a desordem e o mal, coadjuvado por todos os outros anjos maus, que o acompanharam na sua rebeldia. 

 Esta luta invisível, que em nós tão dolorosamente repercute, só no fim do mundo acabará, porque a fidelidade ou infidelidade dos anjos não lhes pode torcer a vocação; que consiste em administrar ou governar os elementos da matéria.  De facto, não é à míngua de poder ou de bondade que o Senhor tolera o influxo maléfico dos demónios através dos séculos; a sua soberana sabedoria assim o requer, porque não pode a criatura mudar ao seu gosto os planos do Criador.  Muitos vêem as coisas por um prisma falso só porque ignoram isto.   Devemos estar precatados contra as ilusões, e nunca imputemos a Deus, extremamente bom, o que é obra do demónio e daqueles que o servem.  Fonte: Retirado do livro “Aos que sofrem, consolações” de Mons. de Ségur.
 
Causas de uma possessão diabólica Imprimir e-mail
 Quais são em geral as causas de uma Possessão ou Opressão diabólica?

Podemos aqui ter um leque de respostas para esta questão, mas há sempre algumas causas que se destacam mais; e as principais causas são as que nos podem colocar em situações de perigo:

1. Fazer um pacto com o demónio: 

Muitas pessoas em busca de respostas para a vida, em busca de fama, sucesso, dinheiro, bem estar, buscam o demónio para que ele lhes conceda tudo isto de maneira mais fácil, sem esforço e com resultados imediatos.

Muito mais pessoas do que imaginamos buscam o demónio para com ele selar um pacto, selar um acordo. Não pensem que somente pessoas inocentes caem nas garras do demónio, não; há pessoas totalmente esclarecidas que fazem esta opção de pacto com o demónio.

Muitas pessoas de livre e espontânea vontade, buscam o demónio, querem os seus benefícios, mesmo que isto lhes custe a Eternidade sem Deus. E por isso se envolvem em casos verdadeiramente absurdos e diabólicos para conseguir tais feitos. Sujeitam-se por vezes aos mais baixos tipos de realidades, sacrilégios, orgias e até mesmo sacrifícios humanos para ter um acordo com o diabo e os seus benefícios.2. Buscar Cultos Satânicos ou toda a forma de Ocultismo: Aqui também existe uma grande quantidade pessoas que escolhem por estas coisas relacionadas a seitas Satânicas, Seitas Ocultistas mesmo sabendo que não são de Deus, e é claro que como não existe o que chamam de entidades, mortos que falam, mortos que voltam, mortos que escrevem, estas pessoas estão a ter contato diretamente com demónios disfarçados de familiares, disfarçado de amigos, de anjos bons e coisas do tipo; e ai acabam por cair nas garras do demónio. 

Neste caso é mais comum pessoas com problemas financeiros, sentimentais, doenças e coisas do tipo buscarem algum tipo de seitas para conseguir uma solução, e acabam por dar diretamente com o demónio, quer por ignorância ou consciente; o demónio não quer saber se a pessoa tinha consciência ou não do que fazia, ele somente quer ter influencia sobre a vida dela…

Há pessoas que recorrem a bruxos, magos, espiritas, benzedeiros, cartomantes, seitas e tudo relacionado. Não procuraram diretamente um contacto com o demónio, mas acabou que se encontrarem com ele por meio destas entidades que em cada lugar ou seita, se apresentam com um nome diferente. Encontraram-se de uma forma ou de outra com a ação do Demónio.3. Que um pai ou uma mãe tenham consagrado ou oferecido o seu filho a Satanás: Por incrível que pareça ainda há muito destas realidades; em geral acontece com pessoas que já estão envolvidas em certos graus de seitas e cultos Satânicos que fazem este tipo de oferta. Entregam e consagram os filhos ao demónio, como uma forma de agradecimento, de oferta a algo alcançado, ou como forma de querer algo no futuro para benefício próprio.É muito triste, mas é real!

E estas consagrações ganham mais força e maiores problemas no futuro se estas consagrações acontecem com o pai e ou a mãe. Se uma outra pessoa oferecer ou consagrar um bebé ao demónio num rito ou algo parecido, a influência direta do demónio não terá a mesma forma e nem a mesma força se um pai ou uma mãe fizer tal monstruosidade.

A verdade é que estas consagrações acontecem. Umas oferecem diretamente os seus filhos em Seitas Satânicas, sabendo que são aos Demónios que os estão a oferecer. Outras acham que as realidades de entidades não se trata de espíritos Malignos, e oferecem os filhos para tais entidades; que em si não faz muita diferença nos resultados; pois de uma forma ou de outra quem as recebe é o Demónio.4. A Maldição Se uma pessoa faz uma maldição à outra e pede para que o demónio a atinja de algum modo, pode ser que isso de facto aconteça. Isto irá depender de dois fatores importantes: * Da vontade de Deus em permitir isso; 

* E de como esta pessoa está a viver a sua vida com Deus;

Há pessoas que ficaram possessas devido a maldições que lançaram sobre elas, trabalhos feitos e oferecido a demónios, mas estas pessoas não viviam uma vida em Deus e andavam de pecado em pecado, abrindo uma grande brecha para o demónio as atingir.Deus nunca permitirá que toda a maldição lançada sobre nós tenha consequências maléficas. Na maioria das vezes 95% das maldições lançadas contra as pessoas não tem efeito nenhum, por isso não devemos ter medo.Estes são os fatores mais frequentes que as pessoas se envolvem e que em geral acabam por ser relacionados a possessão diabólica ou então a uma forte opressão do Demónio.Uma possessão somente acontece quando se abre uma porta direta ao demónio para que ele entre. Ou em casos muito raros, a possessão também acontece pela permissão de Deus, para que esta pessoa passe por um tempo de purificação, como já aconteceu com alguns santos.

Importante saber: Quanto mais se tem uma vida espiritual e de oração, mais protegida a pessoa estará contra qualquer tipo de ataque ou influência do demónio.

Por isso não nos preocupemos muito.

Vivamos nós sempre na graça de Deus.
 
5 Santos que lutaram contra o demónio Imprimir e-mail

5 Santos que lutaram contra os demónios

O mundo espiritual é real e nele ocorrem verdadeiros combates. Em certas partes da Bíblia são mencionadas as lutas que existem contra o demónio e a carne, porque quanto mais próxima a pessoa está de Deus mais será tentada.

1) São Padre Pio: “Estes demónios nunca deixam de me golpear”

Foi um sacerdote italiano que nasceu no final do século XIX e morreu em 1968. Embora realizasse muitos milagres e recebesse os estigmas, o Padre Pio também sofreu ataques frequentes do demónio.

Segundo o Pe. Gabriele Amorth, famoso exorcista da diocese de Roma, “a grande e constante luta na vida do santo foi contra os inimigos de Deus e as almas, pois tratou de capturar a sua alma”. Desde a sua juventude o Padre Pio teve visões celestes, mas também sofreu ataques infernais. O Pe. Amorth explica:

 “O demónio aparecia algumas vezes em forma de um gato negro e selvagem, ou de animais repugnantes: era clara a intenção de incutir o terror. Outras vezes aparecia na forma de jovens raparigas nuas e provocativas, que dançavam de modo obsceno; era clara a intenção de tentar o jovem sacerdote na sua castidade. Entretanto, o pior perigo era quando Satanás tentava enganar o Padre Pio aparecendo como se fosse o seu director espiritual ou aparecendo em forma de Jesus, da Virgem ou de São Francisco”.

Esta última estratégia, quando o diabo aparecia em forma de alguém bom e santo, era um problema. Isto aconteceu quando o Padre Pio percebeu que as visões eram falsas: notou certa timidez quando a Virgem e o Senhor lhe apareceram, seguida de uma sensação de paz quando a visão terminou. Além disso, disfarçado de uma forma sagrada, o diabo provocou-lhe um sentimento de alegria e atracção, mas quando ia embora, ele ficava triste e arrependido.

Satanás também buscava feri-lo fisicamente. O sacerdote descreveu estas dores numa carta a um irmão, que era seu confidente:

 “Estes demónios nunca deixam de me atacar, inclusive fazem com que eu caia da cama. Também rasgam as minhas roupas para me açoitar! Mas já não me assustam porque Jesus me ama e sempre me levanta e me coloca novamente na cama”.

Padre Pio é testemunho de que se uma pessoa estiver perto de Deus não terá que temer a presença do demónio.

2) Santo Antão ‘o Grande’: “O leão rugia, desejando atacar”

Este santo viveu durante os séculos III e IV. Foi um dos primeiros monges a retirar-se para o deserto, de modo a viver entregue ao jejum e à oração. A Igreja conhece a sua história graças ao seu biógrafo: S. Atanásio.

 “Quando visitávamos Santo Antão nas ruínas onde vivia, escutávamos tumultos, muitas vozes e o choque de armas. Também víamos que durante a noite apareciam bestas selvagens e o santo combatia contra elas através da oração”, conta Atanásio.

Numa certa ocasião, nos seus 35 anos, Santo Antão decidiu passar a noite sozinho numa tumba abandonada. Então apareceu ali um grupo de demónios que o feriram. Os arranhões do demónio impediram-no de se levantar do chão. O eremita comentava que a dor causada por esta tortura demoníaca não podia ser comparada com nenhuma ferida causada pelo homem.

No dia seguinte, um amigo encontrou-o e levou-o ao povoado mais próximo para o curar. E, quando o santo recuperou os sentidos pediu ao amigo que o levasse de volta à tumba. Ao deixá-lo, Santo Antão gritou: “Sou Antão e aqui estou. Não fugirei das tuas chicotadas e de nenhuma dor ou tortura me separará do amor de Cristo”. S. Atanásio relata que os demónios voltaram e ocorreu o seguinte:

Escutou-se uma trovoada, parecia o barulho de um terremoto, que sacudiu o lugar inteiro e os demónios saíram das quatro paredes em formas monstruosas de animais e répteis. O lugar desta maneira ficou cheio de leões, ursos, leopardos, touros, serpentes, víboras, escorpiões e lobos. O leão rugia, querendo atacar; o touro preparava-se para atacar com os chifres; a serpente arrastava-se procurando um lugar de ataque e o lobo rosnava ao redor dele. Todos estes sons eram assustadores.

Embora Santo Antão arquejasse de dor, enfrentou os demónios dizendo: “se vocês tivessem algum poder, bastava que apenas um de vocês viesse, mas como Deus vos criou fracos, querem-me assustar com a quantidade de demónios. E o que comprova a vossa debilidade é que adoptaram a forma de animais irracionais”.

 “Se forem capazes, e se tiverem recebido um poder de ir contra mim, ataquem-me de uma vez. Mas se não são capazes, porque me perturbam em vão? Porque a minha fé em Deus é o meu refúgio e a muralha que me salva de vocês”.

De repente, o tecto do lugar foi aberto e uma luz brilhante iluminou a tumba. Os demónios desapareceram e as dores pararam. Quando percebeu que Deus o salvou, rezou: “Onde estavas? Por que não apareceste desde o começo e me libertaste das dores? ”

Deus respondeu-lhe: “Antão, eu estava ali, mas esperei para ver-te lutar. Vi como perseveraste na luta, e não caíste, estarei sempre disposto a socorrer-te e o teu nome será conhecido em toda a parte”.

Depois de escutar as palavras do Senhor, o monge levantou-se e orou. Então recebeu tanta força que sentiu que no corpo tinha mais poder do que antes.

3) Santa Gema Galgani: “As suas garras brutais”

Esta Santa italiana foi uma mística que teve experiências espirituais maravilhosas.

Numa carta dirigida a um sacerdote escreveu: “Durante dois dias, depois de receber a Santa Comunhão, Jesus disse-me: “Minha filha, brevemente o diabo começará uma guerra contra ti”.

Ela percebeu que a oração era a melhor maneira de se defender contra os ataques do demónio. Por vingança, Satanás atacava-a com fortes dores de cabeça para impedir que dormisse. Entretanto, apesar das fadigas Gema perseverou na oração: “Quantos esforços este miserável faz para que eu não reze. Ontem tentou matar-me, e quase conseguiu, mas Jesus veio e salvou-me. Estava assustada e mantive a imagem de Cristo na minha cabeça.”

Uma vez, enquanto a Santa escrevia uma carta, o diabo agarrou a caneta das suas mãos, rasgou o papel e tirou a santa da cadeira onde estava sentada, agarrando-a pelos cabelos com a violência das suas “garras ferozes”.

Ela descreve outro ataque num dos seus escritos: “O demónio apresentou-se diante de mim como um gigante e dizia: ‘Para ti já não existe esperança de salvação. Estás nas minhas mãos! ’ Eu respondi-lhe que Deus é misericordioso e, portanto, nada temo. Então bateu-me na cabeça e disse: ‘Maldita sejas! ’, e logo desapareceu.”

 “Quando voltei ao meu quarto para descansar, encontrei novamente o demónio e começou a golpear-me com uma corda com vários nós, e queria que eu gritasse que era fraca. Disse-lhe que não, e bateu-me com tanta força que caí de cabeça no chão. Naquele momento pensei: Pai eterno, em nome do preciosíssimo sangue de Jesus, livrai-me! ”

 “Não me lembro bem do que aconteceu. A besta arrastou-me da minha cama e bateu na minha cabeça com tanta força que ainda estou dorida. Perdi os sentidos e caí no chão, mas depois despertei. Graças a Deus! ”

Apesar dos ataques, Santa Gemma teve sempre fé em Jesus. Chegava a usar o humor contra Satanás. Uma vez escreveu a um sacerdote: “Tinha que ver, quando satanás fugia fazendo caretas, morreria de rir! É tão feio! Mas Jesus disse-me que eu não o deveria temer”.

4) S. João Maria Vianney: “Faz porque eu converto muitas almas para o bom Deus”

O Santo Padre de Ars nasceu na França no ano 1786. Foi um grande pregador, fazia muitas mortificações, foi um homem de oração e caridade. Tinha um dom especial para a confissão. Por isso, vinham pessoas de diferentes lugares para confessar-se com ele e escutar os seus santos conselhos. Devido ao seu frutífero trabalho pastoral foi nomeado padroeiro dos sacerdotes. Também combateu contra o maligno em várias ocasiões.

Uma vez, a sua irmã passou a noite em sua casa, localizada ao lado da igreja. Durante a noite ela escutou raspões na parede. Foi ver o seu irmão João Maria, que estava a confessar, e ele explicou: “Minha filha, não temas: é o resmungão. Ele não pode magoar-te. Ele procura-me da maneira mais atormentadora possível. Às vezes agarra os meus pés e arrasta-me pelo quarto. Ele faz isto porque eu converto muitas almas para o bom Deus”.

O demónio fazia ruídos durante horas, parecidos aos cristais, assobios e relinchos. Ficava também sob a janela do santo de Ars e gritava. O seu propósito era não deixar que o sacerdote dormisse, para ficar cansado e não ficar durante horas no confessionário, onde salvava muitas almas das garras do maligno.

Noutra ocasião, enquanto o sacerdote de Ars se preparava para celebrar a Missa, um homem disse-lhe que o seu dormitório estava a arder. Qual foi a sua resposta? “O resmungão está furioso. Quando não consegue apanhar o pássaro, queima-lhe gaiola”. Entregou a chave aos que iam ajudar a apagar o fogo. Sabia que Satanás queria impedir a Missa e não o permitiu.

Deus premiou a sua perseverança diante das provações com um poder extraordinário que lhe permitia expulsar demónios das pessoas possuídas.

5) Santa Teresa de Jesus: “Os seus chifres estavam ao redor do pescoço do sacerdote enquanto celebrava Missa”

Esta reconhecida doutora da Igreja e mística teve muitas visões espirituais. Durante as suas orações e meditações, o demónio aparecia-lhe.

 “Uma forma abominável”, escrevia, “a sua boca era horrorosa”. “Não tinha sombra, mas estava coberto pelas chamas de fogo”.

O demónio causava-lhe também fortes dores corporais. Numa ocasião atormentou-a durante cinco horas enquanto estava em oração com as suas irmãs. A Santa permaneceu firme para não as assustar.

Um dia “viu com os olhos da alma dois diabos que tinham os seus chifres ao redor do pescoço do sacerdote enquanto celebrava Missa”.

Mesmo para ela, estas visões eram estranhas. “Poucas vezes vi o demónio em forma corporal, frequentemente não vejo a sua aparência física, mas sei que está presente.

Quais eram as suas armas contra as forças do mal?

A oração, a humildade e a água benta. Santa Teresa dizia que esta última era uma arma eficaz.

Uma vez estava num oratório e o demónio apareceu ao meu lado esquerdo. Ele disse-me que agora me livrei das suas mãos, mas que ele me apanharia novamente. Ela assustou-se e benzeu-se. Entretanto, Satanás continuou perturbando-a e Teresa tomou um frasco de água benta e derramou a água sobre ele. Daí em diante nunca mais voltou.

in acidigital

 
Há anjos maus e não podemos negar a sua existência Imprimir e-mail
  Há Anjos maus e não podemos negar a existência deles  

 

A Igreja ensina que os anjos foram criados bons, porque Deus não pode criar nada intrinsecamente mau

 “Com efeito, o Diabo e outros demónios foram por Deus criados bons na sua natureza, mas tornaram-se maus pela sua própria iniciativa” (IV Concílio de Latrão, em 1215; DS 800).

São Pedro fala do pecado desses anjos: “Pois, se Deus não poupou os anjos que pecaram, mas os precipitou nos abismos tenebrosos do inferno onde os reserva para o julgamento (…)”(2 Pe2, 4).

O pecado dos anjos não pode ser perdoado. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) ensina: “É o carácter irrevogável da sua opção, e não uma deficiência da infinita misericórdia divina, que faz com que o pecado dos anjos não possa ser perdoado” (§ 393).

São João Damasceno (650-749), doutor da Igreja, afirma: “Não existe arrependimento para eles depois da queda, como não existe arrependimento para os homens após a morte” (Patrologia Grega, 94, 877C).

Dois erros devem ser evitados

Os últimos Papas têm chamado a atenção dos católicos para a importância de estarem conscientes da existência, natureza e acção dos demónios. É lamentável que algum teólogo ainda afirme que o demónio não existe ou não age. Na verdade, esta atitude é tudo o que o maligno quer. Dois erros devem ser evitados: negar a existência dos demónios ou pensar que todo o mal é obra deles.

O Papa Paulo VI disse na Alocução “Livrai-nos do Mal”: “Quais são hoje as maiores necessidades da Igreja? Não deixem que a minha resposta vos surpreenda como sendo simplista e, ao mesmo tempo, supersticiosa e fora da realidade. Uma das maiores necessidades da Igreja é a defesa contra o mal chamado Satanás. O diabo é uma força actuante, um ser espiritual vivo, perverso e pervertedor; uma realidade misteriosa e amedrontadora.” (L’Osservatore Romano, 24/11/1972).

Duro combate

O Catecismo lembra que devido à acção do demónio, a vida espiritual se tornou um duro combate: “Pelo pecado original o Diabo adquiriu certa dominação sobre o homem, embora este continue livre. O pecado original causa a servidão sob o poder daquele que tinha o império da morte, isto é, do Diabo'” (Concílio de Trento, DS1511; Hb 2, 4) (§407). “Esta situação dramática do mundo, que ‘o mundo inteiro está sob o poder do Maligno’ (cf. 1Jo 5,19; 1 Pe 5, 8), faz da vida do homem um combate”.

Uma luta árdua contra o poder das trevas perpassa a história universal da humanidade. Iniciada desde a origem do mundo, vai durar até o último dia, segundo as palavras do Senhor. Inserido nesta batalha, o homem deve lutar sempre para aderir ao bem; não consegue alcançar a unidade interior senão com grandes labutas e o auxílio da graça de Deus” (GS 37, §2) (§ 409).

Mas Deus não nos abandonou ao poder da morte e de Satanás; ao contrário, chamou o homem (cf. Gen 3,9) e anunciou-lhe de modo misterioso a vitória sobre o mal. “Então o Senhor disse à serpente: “Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gen 3, 15).

Por que é que o Filho de Deus se manifestou

Jesus veio para tirar a humanidade das garras do demónio; e este teme o nome do Senhor. Aquele que peca é do demónio, porque o demónio peca desde o princípio. Eis por que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do demónio (1Jo 3, 8).

 “A Ressurreição de Jesus glorifica o nome do Deus Salvador, pois a partir de agora é o nome de Jesus que manifesta totalmente o poder supremo do nome acima de todo nome. Os espíritos maus temem seu nome” (At 16, 16-18; 19,13-16) / (Catecismo §434).

 O Catecismo ensina que pela Sua Paixão, Cristo livrou-nos de Satanás e do pecado. (§1708). Não há o que temer.

Cristo hoje vence o poder dos anjos maus sobre os homens, especialmente por meio dos Sacramentos, a começar do Baptismo. O Catecismo ensina: “Visto que o Batismo significa a libertação do pecado e do seu instigador, o Diabo pronuncia um (ou vários) exorcismo(s) sobre o candidato. Este é ungido com o óleo dos catecúmenos ou então o celebrante impõe-lhe a mão, e o candidato renuncia explicitamente a Satanás (§1237).

Doutrina da Igreja

O mal não é uma abstracção

Quando o Catecismo ensina sobre o conteúdo da oração do Pai-nosso com relação ao último pedido que fazemos a Deus: “(…) mas, livrai-nos do Mal”, afirma: “Neste pedido da oração do Pai-Nosso, o Mal não é uma abstracção (uma ideia, uma força, uma atitude), mas designa uma pessoa: Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O Diabo (diabolos) é aquele que “se atravessa no meio” do plano de Deus e da sua “obra de salvação” realizada em Cristo” (§2851).

 “Homicida desde o princípio, mentiroso e pai da mentira” (Jo 8, 44), “Satanás, sedutor de toda a terra habitada” (Ap 12, 9), pois foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo e é pela derrota dele definitiva que a criação inteira será “liberta da corrupção do pecado e da morte” (Oração Eucarística, IV). “Nós sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca; o gerado por Deus preserva-se e o Maligno não o pode atingir. Nós sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno” (1 Jo 5,18-19) e (CIC §2852).

 “Ao pedir que nos livre do Maligno, pedimos igualmente que nos liberte de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador” (CIC §2854).

O livro da Sabedoria mostra toda a maldade do diabo: “Ora, Deus criou o homem para a imortalidade, e o fez imagem da sua própria natureza. É por inveja do demónio que a morte entrou no mundo, e os que pertencem ao demónio prová-la-ão” (Sb 2, 23-24).

Jesus referiu-se ao maligno como homicida e mentiroso: “Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8,44).

Importante ensinamento do Catecismo sobre o poder do demónio

 “Contudo, o poder de Satanás não é infinito. Ele não passa de uma criatura, poderosa pelo facto de ser puro espírito, mas sempre criatura: não é capaz de impedir a edificação do Reino de Deus. Embora Satanás actue no mundo por ódio contra Deus e o seu Reino em Jesus Cristo, e embora a sua acção cause graves danos de natureza espiritual e, indirectamente, até de natureza física para cada homem e para a sociedade, esta acção é permitida pela Divina Providência, que com vigor e doçura dirige a história do homem e do mundo. A permissão divina da actividade diabólica é um grande mistério, mas nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam. (Rom 8, 28) e (CIC § 395)

– Felipe Aquino

 
O demónio em forma de crucificado Imprimir e-mail

Como o demónio em forma de crucificado apareceu a Frei Rufino

 

Frei Rufino, um dos mais nobres homens de Assis e companheiro de São Francisco, homem de grande santidade, foi fortissimamente combatido e tentado na alma, pelo demónio, sobre a predestinação, o que o fazia andar melancólico e triste.

 

O demónio tinha-lhe posto no coração que estava condenado e não era dos predestinados à vida eterna, e que era inútil o que ele fazia na Ordem.

 

A tentação durou muitos dias, e ele por vergonha não a revelou a São Francisco, sem deixar de fazer as orações e a abstinência de costume; porque o inimigo começou-lhe a mandar tristeza sobre tristeza, além da batalha interior, combatendo-o ainda exteriormente com falsas aparições.

 

Uma vez apareceu-lhe em forma de crucifixo e disse-lhe: “Ó Frei Rufino, por que te afliges com penitências e orações se não és dos predestinados à vida eterna?

 

“E crê em mim, porque sei a quem escolhi e predestinei, e não creias no filho de Pedro Bernardone, se ele te disser o contrário, nada lhe perguntes sobre isto, porque nem ele nem ninguém mais o sabe, senão eu, que sou o filho de Deus. Portanto crê-me com certeza que és do número dos condenados; e o filho de Pedro Bernardone, teu pai, e ainda o pai dele são condenados e todo aquele que o seguir está condenado e enganado”.

 

Ditas estas palavras, Frei Rufino ficou como que metido em trevas pelo príncipe das trevas e já perdia toda a fé e o amor que tinha por São Francisco, cuidando de não lhe dizer nada.

 

Mas o que ao pai santo não disse Frei Rufino, revelou-o o Espírito Santo.

 

Então, São Francisco, vendo em espírito o tal perigo do dito frade, mandou-lhe Frei Masseo; ao qual Frei Rufino respondeu: “Que tenho eu que ver com Frei Francisco?”

 

E Frei Masseo, cheio de divina sabedoria, conhecendo o engano do demónio, disse: “Ó Frei Rufino, não sabes que Frei Francisco é como um anjo de Deus, que tem iluminado tantas almas no mundo e do qual recebemos a graça de Deus? Por isso quero que a todo custo vás ter com ele; porque vejo claramente que estás enganado pelo demónio”

 

Dito isto Frei Rufino levantou-se e foi a São Francisco; e vendo-o vir de longe São Francisco começou a gritar: “Ó Frei Rufino mauzinho, em quem acreditaste?”

 

E Frei Rufino aproximando-se, contou-lhe a tentação que tinha tido do demónio dentro e fora; mostrando-lhe claramente que aquele que lhe tinha aparecido foi o demónio e não Cristo, e que de maneira nenhuma ele devia consentir nas suas sugestões.

“Mas – disse São Francisco – quando o demónio te disser ainda: “Tu estás condenado”, responde-lhe: “Abre a boca que a quero encher de esterco; e este seja o sinal de que é o demónio e não Cristo: porque, desde que lhe dês tal resposta, imediatamente fugirá. E por isso já devias ter conhecido que ele era o demónio, porque te endureceu o coração a todo bem, o que é próprio do seu oficio; mas Cristo bendito nunca endurece o coração do homem fiel, antes o enternece, conforme disse pela boca do profeta: 'Eu vos tomarei o coração de pedra e vos darei um coração de carne"'.

 

Então Frei Rufino, vendo que S. Francisco lhe dizia assim por ordem todo o modo de sua tentação, compungido pelas suas palavras começou a chorar fortissimamente e a venerar São Francisco e humildemente reconheceu a culpa de lhe ter ocultado a tentação.

 

E assim ficou todo consolado e confortado pelas admonições do pai santo e todo mudado para melhor.

 

Finalmente disse-lhe São Francisco: “Vai, filho, e confessa-te e não deixes a ocupação da oração costumada e tem como certo que esta tentação é de grande utilidade e consolação, e em breve o experimentarás”.

 

Voltou Frei Rufino à sua cela na floresta; e estando com muitas lágrimas em oração, eis que vem o inimigo em figura de Cristo, segundo a aparência exterior, e disse-lhe: “Ó Frei Rufino, não te disse que não confiasses no filho de Pedro Bernardone e que não te fatigasses com lágrimas e orações, porque estás condenado? Que te vale afligir-te enquanto estás vivo, se depois que morreres serás condenado?”

 

Subitamente Frei Rufino respondeu ao demónio: “Abre a boca, que a quero encher de esterco”.

 

O demónio, enraivecido, imediatamente partiu com tanta tempestade e comoção de pedras do monte Subásio, existente perto dali, que durante muito tempo tempo durou o desabamento das pedras que caíam; e era tão grande o choque que davam umas nas outras a rolar, que lançavam faíscas horríveis de fogo no vale.

 

E pelo rumor terrível que faziam, São Francisco e os companheiros saíram do convento para ver que novidade era aquela; e ainda se vê ali aquela ruína grandíssima de pedras.

 

Então Frei Rufino manifestamente percebeu que tinha sido o demónio que o tinha enganado.

 

E voltando a São Francisco, de novo se lançou em terra e reconheceu a sua culpa. E São Francisco confortou-o com doces palavras e mandou-o consolado à sua cela. Estando ele ali em oração devotissimamente, Cristo apareceu-lhe e toda a sua alma inflamou de divino amor e disse: “Bem fizeste, filho, de crer em Frei Francisco, porque aquele que te tinha contristado era o demónio; mas eu sou Cristo teu mestre e, para te dar a certeza, dou-te este sinal: enquanto viveres, não sentirás mais tristeza nenhuma nem melancolia”.

 

E dizendo isto Cristo partiu, deixando-o com tanta alegria e doçura de espírito e elevação de mente, que passou aquele dia e a noite absorto e arroubado em Deus.

 

Daqui em diante foi tão confirmado em graça e segurança de salvação, que se mudou inteiramente noutro homem, e teria ficado dia e noite em oração a contemplar as coisas divinas, se os outros o tivessem deixado.

 

Pelo que dizia dele São Francisco, Frei Rufino tinha sido canonizado em vida por Jesus Cristo e que na presença ou na ausência dele não duvidava de lhe chamar São Rufino, embora fosse ainda vivo na terra.

 
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SIM, O DIABO EXISTE

 

«Mas este inimigo, existe mesmo? Não será apenas uma maneira figurada de representar o mal?» Um dia perguntaram a um bispo se acreditava no demónio. O bispo foi rápi­do e objectivo: «Não, não acredito.» A jornalista pensou: «Te­nho um furo de reportagem nas mãos. Um bispo contraria o pensamento oficial da Igreja Católica e diz que não acredita no demónio.» Então ela perguntou: «O Senhor confir­ma que não acredita que o demónio existe?» E o simpático bispo respondeu com humor: «Que ele existe, existe. Mas eu não acredito nele.»

É certo que não devemos ver o demónio em toda a parte. A acção do inimigo não tira a nossa responsabilidade pessoal. Mas como diz o apóstolo Pedro: «Sede sóbrios, vigiai! O vosso adversário, o diabo, como um leão que ruge, ronda, procurando a quem devorar. Resisti-lhe, firmes na fé» (1Pd 5, 8-9). Sabe­mos que o inimigo existe, mas não acreditamos nele. Acredita­mos no poder de Deus e na força do amor.

Há pessoas que costumam atribuir todos os problemas ao demónio. É preciso dizer que há em cada um de nós uma inclinação para o pecado, uma propensão para o mal. A Igreja chama a isto «concupiscência». É o que restou em nós do «pecado original». Recebemos este pecado por herança. O Baptismo lavou a culpa, mas permanecem as consequências. Conforme diz o CIC, «o Baptismo, ao conferir a vida da graça de Cristo, apaga o pecado original e reorienta o homem para Deus, mas as consequências de tal pecado para a natureza, enfraquecida e inclinada para o mal, persistem no homem e incitam-no ao combate espiritual» (n.° 405).

Sobre este «combate» o Catecismo diz de modo claro: «Esta situação dramática do mundo, que "está todo sob o po­der do Maligno" (1Jo 5, 19), transforma a vida do homem num combate: "Um duro combate contra o poder das trevas atravessa toda a história universal humana. Iniciado nas origens, há-de durar (o Senhor no-lo disse) até ao último dia. Empenhado nesta batalha, o homem deve lutar sempre para aderir ao bem; e só com grandes esforços e a ajuda da graça de Deus conseguirá realizar a sua própria unidade" (GS 37)» (Catecismo n.° 409).

Portanto, é preciso estar atento ao inimigo que nos ronda e nos procura fazer cair. Mas é necessário também vigiar o nos­so coração, que é como a muralha de uma fortaleza, mas tem a brecha da concupiscência.

Mas não tenhamos medo: em Cristo somos mais do que vencedores. Se Ele é por nós, quem será con­tra nós?

 
Revelações de Santa Romana sobre os demónios Imprimir e-mail

 

Revelações de Santa Francisca Romana sobre os demónios

Segundo Santa Francisca Romana, há três classes de demónios: demónios do inferno, demónios da terra e demónios dos ares. Resumindo um pouco a exposição de Santa Francisca Romana, ela mostra o seguinte: que Lúcifer era um Serafim que pairava no mais alto dos céus, e como Serafim que era, o pecado dele foi de uma grande responsabilidade porque os Serafins constituem o mais alto coro dos anjos. Como ele foi o maior dos revoltados, ele foi precipitado para o mais fundo dos infernos. E houve anjos que por malícia própria, por uma maldade própria, resolveram acompanhá-lo por uma iniciativa própria. Esses anjos estão no inferno com ele e ele atormenta-os continuamente porque ele é mais poderoso do que os outros e é encarregado pela justiça divina de punir eternamente os espíritos que ele mesmo induziu mas que por um entusiasmo próprio foram juntos para a catástrofe. Depois há os anjos sob a direção dele. Há três anjos principais. Asmodeu é o demónio da imoralidade e o que tenta os homens especialmente para a sensualidade, o pecado da carne. O outro é Mamon, que era um Trono. Ou seja, um anjo da categoria dos que acompanham as harmonias da História e que se enlevam vendo Deus compor a trama histórica pelos seus decretos e o encaminhar a história dos anjos e do mundo. Mamon é o demónio da avareza. Belzebú é o demónio da idolatria, dos sortilégios e dos encantamentos. Quer dizer, dos bruxedos. Lúcifer tem por característica o orgulho. Asmodeu tem por característica o vício da carne; era chefe dos Querubins. E Mamon que tem como característica a avareza, era o chefe dos Tronos; e o terceiro, que é chamado de Belzebú, é o chefe das idolatrias e das obras tenebrosas em geral. Principais anjos rebeldes: Lúcifer (o demónio do orgulho), Asmodeu (demónio da sensualidade), Mamon (demónio da avareza e do dinheiro), Belzebu (demónio da idolatria, dos sortilégios e dos encantamentos).

Vê-se, portanto, que os dois principais anjos rebeldes, Lúcifer e depois Asmodeu, são os anjos do orgulho e da sensualidade. O que corresponde à nossa concepção de que o orgulho e a sensualidade são os vícios que impulsionam e que dão rumo à Revolução gnóstica e igualitária, surgida no final da Idade Média.

Estes anjos estão no inferno e Deus só raramente permite que alguns deles saiam para catástrofe da humanidade. Mas a impressão é de que, na época atual, a “chave do poço do abismo” caiu, o inferno abriu-se e estes anjos péssimos estão espalhados por aí. E que a presença de Lúcifer é mais assídua, mais contínua, mais forte do que em qualquer época da História, depois da crucifixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

 

Revelações de Santa Francisca Romana sobre os demónios

Segunda categoria de anjos rebeldes: os demónios, “terceira força”.

Agora há outros anjos. Estes anjos quiseram representar entre Deus e o demónio um papel de terceira força. Quer dizer, eles, propriamente, não se revoltaram contra Deus.

Eles não se solidarizaram com Deus, mas também não se solidarizaram diretamente com Lúcifer. Ficaram numa posição como que neutra, naturalmente com simpatia por Satanás. O resultado é que eles também foram condenados…

Esta condenação deles à justiça divina tornou de algum modo menos terrível porque, em vez deles estarem a sofrer o fogo do inferno, estão na terra e nos ares,  condenados a penas terríveis.

Mas quando chegar o Juízo Final eles vão ser precipitados no inferno, e vão sofrer lá por toda a eternidade.

Mas este curto lapso de tempo – porque em face da eternidade isto é um curto lapso de tempo – que vai desde o pecado deles até ao dia do Juízo Final – é menos do que um minuto em comparação com a eternidade, na qual eles vão ser atormentados no inferno.

Na terra: contínua batalha entre os anjos da guarda e os anjos perdidos

Estes anjos condenados, “terceira força”, dividem-se em duas categorias. Uns são os anjos que estão espalhados pelos ares e que produzem as intempéries, que assustam as pessoas. Outros são os anjos que estão na terra e que são do mesmo coro dos nossos anjos da guarda.

Então há, na terra, uma batalha entre os anjos da guarda e os anjos perdidos. Há uma batalha de anjos na qual naturalmente o predomínio é dos anjos da guarda sobre as almas que se entregam a eles.

Sendo assim, nós temos aqui uma lição muito importante para compreender como o homem é pequeno. Como, dentro desta natureza que materialmente falando é maior do que nós, nós, afinal de contas, somos umas “formigas” dentro da natureza material.

Agindo nesta natureza, existem, então, espíritos angélicos de uma força e de um poder incomparavelmente maior do que nós, homens. Houve uma santa que teve a visão do seu anjo da guarda, que é da menos alta das hierarquias angélicas.

Ela ajoelhou-se pensando que fosse Deus, tal é o esplendor do anjo da guarda. Pode-se fazer a ideia qual é o esplendor, por exemplo, de um arcanjo?

E daí podemos imaginar como somos pequenos em face desta batalha de anjos que continua a realizar-se por toda parte: anjos que descem do céu; anjos que saem do inferno; anjos que impregnam os ares; anjos que se misturam no meio dos homens…

Vigiar e orar, pedindo a proteção dos Anjos da Guarda, é o grande meio de defesa contra os anjos rebeldes

Qual é o grande meio de defesa que nós temos contra isto? Aqui aplicam-se as palavras de Nosso Senhor: “é preciso vigiar e orar para não cairmos em tentação”. É preciso, antes de tudo, nós vigiarmos. O conselho de Nosso Senhor foi este.

A vigilância consiste em crermos nos poderes angélicos, crermos no demónio e na ação normal e contínua do demónio.

Quer dizer, a cada momento há uma batalha entre anjos e demónios. Há pessoas que se dão mais a Nosso Senhor e há pessoas que se dão menos a Nosso Senhor.

Isto faz parte do dinamismo da ordem das coisas posta depois da Criação e nós devemos ter isto sempre em vista de um princípio aceito pela maioria dos bons teólogos, de que, sempre que uma pessoa tem uma tentação por uma causa natural, o demónio junta-se a esta causa natural para agravar a tentação.

Por exemplo, uma pessoa que esteja tentada porque está irritada com outra por lhe causar algum incómodo físico. Esta pequena tentação de irritação terá, logo a colaboração do demónio para agravar a tentação. Quer dizer, o demónio está sempre atuando.

Os anjos da guarda estão sempre a proteger-nos. Nós devemos discernir a ação do demónio, e pedir a ação do anjo da guarda. Devemos rezar, porque, se não rezarmos e não vigiarmos, teremos medo de… pequenas formigas.

 
O Demónio existe Imprimir e-mail
1. Os demónios. Nas civilizações primitivas acreditava-se que a vida humana era influenciada, para o bem e para o mal, pelos espíritos dos mortos e por outros seres imaginários que, na versão grega da Bíblia, têm em geral o nome de demónios.
Estes, depois, foram aparecendo como os causadores de males aos homens.
No Antigo e no Novo Testamento são chamados também “espíritos maus” ou “impuros”, aos quais são atribuídas doenças, sobretudo do foro neurológico. O forte monoteísmo do povo de Israel atenuou a influência das demonologias das civilizações com que esse povo contactou (as do Médio Oriente e do Egipto). Atribuía-se então a Javé tudo o que de bom e de mau acontecia aos homens.
Depois do aprofundamento religioso promovido pelos profetas do exílio e do pós-exílio, a ideia da santidade e misericórdia de Deus favoreceu o regresso à crença de que os males humanos se devem à acção dos espíritos demoníacos, sendo provável que para isso tenha contribuído a demonologia persa com a qual os judeus estiveram em contacto nos 40 anos do exílio.
No NT, o termo *demónio é usado (63 vezes) no mesmo sentido do AT e do judaísmo do tempo. Os demónios seduzem o homem, apoderam-se dele (possessão), causam-lhe males. Jesus Cristo veio dar-lhes combate, libertando os homens do seu poder. Por vezes os demónios expulsos são muitos. Jesus Cristo chega a ser maldosamente acusado de expulsar os demónios em nome de *Belzebu, o chefe deles (Mt 12,22 e ss). O poder de Jesus Cristo sobre os demónios começa a aparecer como símbolo da salvação. Os Apóstolos recebem poder de continuar esta luta vitoriosa.

2. Satanás e Diabo. São termos que se alternam na Bíblia para designar uma entidade espiritual relacionada com os *demónios, mas distinta deles. Satã ou Satanás (do hebraico através do grego = adversário, acusador, tentador) e Diabo (do grego = caluniador) aparecem no AT quase sempre como nomes comuns ou colmo figuras pouco definidas. Mas no NT os dois termos (Satanás, 36 vezes, e Diabo, 34 vezes) identificam, em geral, um poderoso inimigo de Jesus Cristo, arrastando na sua luta contra Ele os demónios, de que é chefe. Aparece ainda com o nome de *Maligno e os epítetos de “príncipe do mundo” (Jo 12,31), acusador, dragão e serpente (Ap 12).
Nos evangelhos sinópticos, começa, no deserto, por tentar afastar Jesus da sua missão, num paralelismo claro com a tentação em que caíram os nossos primeiros pais no Éden. É também significativo que Jesus Cristo tenha chamado “satanás” a Pedro que o queria demover da sua missão; e que o Evangelho diga que Satanás entrou em Judas quando decidiu trair o Mestre. Na parábola do semeador, o Diabo tira a palavra semeada, para que não produza fruto.
No entanto, só nos escritos do NT, mais tardios, Satanás aparece a opor-se frontalmente a Jesus Cristo, tentando destruir a própria humanidade. É a serpente do paraíso (Ap), um “antideus”, o “deus deste mundo”, o “Anticristo”. Mas, a sua força foi quebrada pelo sacrifício de Jesus Cristo, e a sua completa submissão dar-se-á no fim dos tempos, quando for lançado no lago de fogo (*Inferno). Porém, até lá, continua a tentar os homens, às vezes disfarçado de “anjo de luz” e outras colmo “leão rugidor”. Por isso, Jesus Cristo e depois os Apóstolos insistem na vigilância e nas estratégias espirituais de defesa, entre as quais a oração, como a do Pai-Nosso que termina precisamente com o pedido de que Deus nos livre do *Maligno.

3. Doutrina da Igreja. Na origem da tentação e queda dos nossos primeiros pais, ouve-se a voz sedutora, oposta a Deus, que a Bíblia e a Tradição atribuem a Satanás ou Diabo (cf. Cat. 391ss).
Ele foi criado bom e livre por Deus, mas, no instante da criação, ele e outros anjos, recusaram irremediavelmente submeter-se ao Criador e foram expulsos do Céu.
O Diabo é pecador desde o princípio e pai da mentira. Na sua revolta, tenta os homens e procurou mesmo desviar Jesus Cristo da sua missão redentora (tentações no deserto).
Misteriosamente, depois do pecado original e do regresso de Jesus Cristo ao Pai, o Diabo mantém algum poder de sedução para o mal, a que no entanto podemos sempre, com a graça, resistir meritoriamente, para glória de Deus.
Jesus Cristo deixou à Igreja poderes para combater a influência do Demónio, e ela exerce-os nomeadamente através dos *exorcismos maiores (nos casos de *possessão diabólica) e os menores (incluídos nos ritos catecumenal e baptismal), e ainda em diversos sacramentais. Cf. Ritual Romano, Celebração dos Exorcismos.

4. A linguagem popular dá ao demónio diversos nomes ou inclui-o em expressões mais ou menos jocosas, depreciativas e até ofensivas: dianho, diacho, diabrete, diabinho, diabrura, levado dos diabos, mandar para o diabo, não lembra ao diabo, não vá o diabo tecê-las, o diabo seja cego, surdo e mudo, etc.



 
O teólogo do Papa Imprimir e-mail
O teólogo do Papa, afirma: «Devemos levar o demónio muito a sério»

- Pela sua acção contra o homem, «devemos tomar o demónio muito a sério», mas sem esquecer a confiança no amor de Deus – um amor «mais forte que tudo» –, cuja misericórdia «vence todo o obstáculo», explica o cardeal Georges Cottier, teólogo do Papa.


- Neste grande mistério do mal, quanto conta a acção do diabo e que parte tem a responsabilidade do homem?
- Cardeal: O diabo é o grande sedutor porque tenta levar o homem ao pecado apresentando o mal como o bem. Mas a nossa falta de responsabilidade conduz à queda porque a consciência tem capacidade de distinguir o que é bom e o que é mal.
- Por que é que o diabo quer induzir o homem ao pecado?
- Por inveja e ciúmes. O diabo quer arrastar consigo o homem porque ele mesmo é um anjo decaído. A queda do primeiro homem esteve precedida pela queda dos anjos.
- É uma heresia afirmar que também o diabo faz parte do projecto de Deus?
Satanás foi criado por Deus como anjo bom porque Deus não cria o mal. Tudo o que sai da mão criadora de Deus é bom. Se o demónio se converteu em mal é por sua culpa. É ele que fazendo mau uso da sua liberdade se fez mal.
- Por que é que o diabo, que é espírito inteligentíssimo, usa desta maneira a liberdade que é em qualquer caso sempre um dom de Deus?
Aqui estamos perante o mistério. O mistério do mal é antes de tudo o mistério do pecado. Somos golpeados justamente pelos males físicos, mas há um mal muito mais radical e mais triste que é o mal do pecado. O diabo estabeleceu-se na sua rejeição. Também o pecado do anjo é sempre mais grave que o do homem. O homem tem tantas debilidades em si que de alguma maneira a sua responsabilidade pode ficar velada; o anjo, sendo espírito puríssimo, não tem desculpas quando elege o mal. O pecado do anjo é uma eleição tremenda.
- Parece impossível que um anjo criado na luz de Deus tenha podido eleger o mal...
Quando falamos de um anjo decaído por causa do pecado, enfrentamos um tema muito grave e, portanto, devemos tratá-lo com grande seriedade. Na tentação do homem temos quase um reflexo do que foi o próprio pecado do anjo. Eis aqui a sedução suprema: pôr-se no lugar de Deus. Inclusive Satanás não reconheceu a sua condição de criatura.
- Por que é que o demónio é chamado príncipe deste mundo?
É uma expressão do Evangelho de João. Significa que o mundo, quando se esquece de Deus, é dominado pelo pecado. A acção do demónio está guiada pelo ódio para com Deus e pode fazer graves danos quando seguimos as suas tentações. O mal principal do demónio é o mal espiritual, o do pecado. Esta acção toca tanto o indivíduo como a sociedade.
- Deus não teria podido impedir tudo isto?
Sim, mas permitiu que tanto o demónio, como o homem, tivessem a liberdade de actuar e, às vezes, de pecar. É um mistério tremendo. São Paulo diz: «Tudo é para o bem dos que amam a Deus». Quando, portanto, estamos com Deus, inclusive o mal contribui para o nosso bem.
- Difícil de aceitar...
Pensemos nos mártires. No extraordinário bem espiritual que, à luz da fé, deriva-se de uma tragédia como um martírio. Santo Agostinho, comentando S. Paulo, diz: «Deus não teria permitido o mal se não quisesse fazer deste mal um bem maior». Há bens que a humanidade não teria conhecido se não tivesse estado na presença do pecado e do mal. É difícil afirmar isto, mas é a verdade.
- Como é que o diabo actua na realidade de todos os dias?
Podemos compreender isto por algumas expressões do Evangelho de João, onde diz que o demónio é homicida desde o princípio. Ou seja, é destruidor e faz morrer, tanto em sentido próprio como espiritualmente. Por isso é chamado o grande tentador.
- Referimo-nos ao diabo quando no «Pai Nosso» dizemos «não nos deixes cair em tentação»?
Sim, pedimos a Deus resistir à tentação. É errado pensar que toda a tentação venha do demónio, mas as mais fortes e mais subtis, as mais espirituais, têm certamente a sua contribuição. E são tanto tentações individuais como colectivas. O demónio actua sobre a história humana. A sua influência é negativa. A morte, o pecado, a mentira são sinais da sua presença no mundo.
- Diz-se que nem todas as tentações vêm do demónio. De que outra coisa nos devemos guardar então?
A tradição cristã diz que as fontes de tentações são três. A mais terrível é a do demónio. Depois está o mundo, a sociedade. E finalmente está a «carne», isto é, nós mesmos. São João da Cruz diz que destas três tentações a mais perigosa é a última, ou seja, nós mesmos. Para cada um de nós o inimigo mais pérfido é cada um de si mesmo. Antes de atribuir as tentações ao demónio e ao mundo, pensemos em nós mesmos. Aqui encontramos também a importância da humildade e do discernimento. O Espírito Santo dá-nos o dom do discernimento e preserva-nos da soberba de confiar demasiado em nós mesmos.
- Qual é a atitude mais correcta que o cristão deve ter frente ao mistério do maligno?
Não se esquecer que a paixão e a morte de Jesus triunfaram para sempre sobre o demónio. Isto é uma certeza, diz São Paulo. A fé é a vitória sobre o pai do pecado e da mentira. Isto quer dizer que o demónio, sendo uma criatura, não tem um poder infinito. Apesar de todos os seus esforços o demónio nunca poderá impedir a edificação do Reino de Deus, que cresce, apesar de todas as perseguições. O cristão, graças à fidelidade na fé, vence o mal.
- Em conclusão...
Devemos levar o demónio muito a sério, mas não devemos pensar que seja omnipotente. Há gente que tem um medo irracional do demónio. A confiança cristã, que se alimenta de oração, humildade e penitência, deve ser, sobretudo, confiança no amor do Pai. E este amor é mais forte do que tudo. Devemos saber que a misericórdia de Deus é tão grande que pode vencer todo o obstáculo.
 
 
 

 
Fala um exorcista Imprimir e-mail
Fala um exorcista: A estratégia de Satanás é confundir

Satanás existe e a sua estratégia é a confusão, constata nesta entrevista o padre Pedro Mendoza Pantoja, exorcista da arquidiocese do México.


- O que é um exorcista?

- É um bispo ou um sacerdote designado por este, que, por mandato de Jesus e em nome de Deus Pai, Filho e Espírito Santo, faz uma oração na qual, de forma imperativa, em caso de possessão diabólica, ordena a Satanás sair e deixar em total liberdade o possesso, ou, de forma depreciativa, quer dizer, de intercessão ou súplica, pede-se que, pelo sangue precioso de Cristo e a intercessão da Virgem Maria, seja libertada uma pessoa, lugar, casa ou coisa de toda a influência demoníaca: infestação, obsessão ou opressão.
- Qualquer pessoa pode ser exorcista?
- Não. De acordo com o Evangelho, Cristo enriqueceu os seus apóstolos com dons carismáticos quando os enviou a evangelizar. Em Mateus 10, 1 diz: «E chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos para os expulsar e para sanar toda a enfermidade e toda a doença». Pode-se ler também em Marcos 16, 17-18. Pelo mesmo, corresponde aos bispos, sucessores dos apóstolos, exercer este ministério e expulsar os demónios; mas eles, de acordo com o cânon 1172 do Código de Direito Canónico, podem designar para exercer este ministério, de uma maneira estável ou para um caso especial, «um presbítero piedoso, douto, prudente e com integridade de vida». Isto falando de possessões diabólicas e, pelo mesmo, de exorcismo propriamente dito, chamado também exorcismo solene.
Mas todo o presbítero pela sua ordenação participa do sacerdócio ministerial de Cristo e tem com Ele a missão de libertar os fiéis de toda a obsessão, opressão ou influência demoníaca, com orações depreciativas de intercessão e súplica, com a evangelização e administração dos sacramentos, principalmente da Penitência e Eucaristia. Pelo mesmo, todo o sacerdote é exorcista quanto à Pastoral de Libertação dentro da sua missão de evangelizar, isto é, por mandato de Cristo; não precisa de ser designado para realizar o chamado exorcismo menor. Os leigos não podem ser exorcistas.
- Há também os «Auxiliares de Libertação». Quem são e o que fazem estas pessoas?
Auxiliares de Libertação são: os sacerdotes que não têm o carácter de exorcista oficial, médicos, psiquiatras, religiosos e leigos que ajudam o sacerdote exorcista no discernimento ou auxiliando-o no exercício do seu ministério, bem com a sua oração de intercessão ou em diversas eventualidades. Os sacerdotes auxiliam com oração de libertação e os leigos com oração de intercessão. O sacerdote não-exorcista oficial pode fazer o exorcismo menor, chamado também oração de libertação, auxiliado por sua vez por todos os leigos que o acompanham no discernimento e com orações de intercessão. Os leigos não podem fazer orações de libertação.
- Nos últimos 40 anos a figura do exorcista estava a desaparecer. É verdade? Efectivamente é. As causas são várias, mas diríamos que estão englobadas no grande desafio que a segunda metade do século passado apresenta à Igreja na sua tarefa de evangelização.
Na primeira metade, Satanás atacava a humanidade no campo das ideias e do pensamento: racionalismo, materialismo, gnosticismo, maçonaria, rosacrucismo, sectarismo, socialismo, marxismo-leninismo, etc., que afastam o homem de Deus. Por uma parte a negação de um Deus pessoal e a negação também da existência de Satanás como um ser pessoal, mudando o Deus Verdadeiro por um deus impessoal que se identifica com este mundo material e reduzindo Satanás a um mero símbolo. Várias nações se viram imersas em duas grandes guerras. E outras tantas sofreram revoluções e perseguições religiosas, derramando-se o sangue de muitos cristãos que sofreram o martírio como testemunho da sua fé. Contudo, a Igreja Católica mantinha-se como baluarte de evangelização. A família era a primeira escola da fé, fé que estava inculturada nas suas tradições e manifestava-se no actuar das associações católicas e nas celebrações litúrgicas, conseguindo-se assim enraizar o povo na sua fé.
Não faltaram lendas de bruxos, feiticeiros e tudo o que há agora, mas não eram relevantes nem se lhes dava importância; não havia necessidade de exorcismos, estes só se efectuavam no rito do baptismo.
Ao terminar a Segunda Guerra Mundial, em 1945, começa uma revolução industrial: os grandes consórcios mundiais, que até então tinham o grande negócio da fabricação de implementos de guerra, mudam à fabricação de implementos domésticos. Evoluindo aceleradamente a ciência e a técnica, inventando aparatos e objectos que fazem mais fácil a vida: refrigeradores, estufas, rádios, televisão, etc. Isto leva a sociedade a um afã consumista: “Diz-me quanto tens e como vives e te direi quanto vales”. Os pais, que antes eram capazes de satisfazer as necessidades básicas de famílias inclusive numerosas, já não o são ante a criação de novas necessidades. Têm que trabalhar até 3 turnos e também a mulher tem de trabalhar fora do lar. A família desintegra-se e deixa de ser a primeira escola da fé. Em 1960 a Igreja encontra-se em crise, já não cumpre eficazmente a sua missão evangelizadora.
Vem a manifestação do Espírito Santo com a convocação, pelo Papa João XXIII, do Concílio Vaticano II, que começa em 1962 e termina em 1965 para pôr a Igreja em dia e em consonância com os tempos na sua tarefa evangelizadora. As conclusões do Concílio vão se concretizando nas conferências episcopais, nos sínodos diocesanos, conselhos vicariais, paroquiais, na nova e permanente missão evangelizadora.
Para os anos sessenta já a influência demoníaca fez estragos no povo de Deus: choque de gerações, rebeldia juvenil, uso de drogas, o movimento hippie e a volta às antigas e constantes ideias pregadas nos anos sessenta por Louis Pawels e Jacques Bergier com o seu livro «O Retorno dos Bruxos». Nele se relatava a história da evolução do homem: uma fantástica viagem pela ciência, a alquimia, as sociedades secretas e o conhecimento. Eram já tratados magistralmente os grandes temas que hoje preocupam a «New Age», ou Nova Era, que tomou forma em 1980 com o livro da investigadora Marilyn Ferguson «A conspiração de Aquário», que desenha uma «maneira nova» de pensar velhos problemas, o que se conhece como «novo paradigma».
Pelos anos setenta surge a chamada teologia da morte de Deus e, consequentemente, surge também com o protestante R. Bultmann a teologia da morte de Satanás.
Tal corrente infectou também os nossos teólogos, que ultimamente não falavam já do diabo nem dos anjos. Nos seminários não se dá uma preparação sobre o exorcismo. Mas como contrapartida o homem sentiu a nostalgia de Deus. E dá-se a procura do sobrenatural e mágico como solução à problemática na qual se viu envolvido pelo seu afastamento de Deus e vem a cair nas garras da New Age, que, com as suas enganosas espiritualidades e fictícias soluções mágicas e esotéricas, abriu as portas ao demónio, que se nega a ser ignorado, fazendo estragos nas pessoas que caíram nas práticas esotéricas e mágicas da New Age. A Igreja teve, pelo mesmo, que reavivar algo que já se havia esquecido como coisa do passado, ainda que oficialmente nunca se negou: os exorcistas do Evangelho como algo urgente em nossos tempos, na Missão Permanente da Nova Evangelização: anunciar aos afastados a Páscoa de Cristo, que veio para libertar-nos das armadilhas de Satanás.
- Nalguns países o avanço das seitas satânicas não pôde ser enfrentado pela Igreja de maneira adequada pela falta de exorcistas. É verdade?
- A resposta a esta pergunta está relacionada com a anterior. Com efeito, aos nossos fiéis e aos próprios sacerdotes envolveu-nos um mar de confusões ao que a New Age nos leva com a sua mescla de ideias, de enganos e mentiras, manipulando espiritualidades orientais mescladas de panteísmo, assim como as medicinas tradicionais, que em si mesmas são um dom de Deus e nada tem de diabólico, mas de cuja eficácia se servem os promotores da New Age para se dar crédito e fazer crer que tudo o que dizem é verdade. Assim também a bispos e sacerdotes apanhou-nos de surpresa, sem saber o que fazer nem como actuar ante este mar de confusões. E a alguns encheu de medo a fenomenologia que apresentam os afectados pelo demónio. Ou bem, levou-os a escudar-se num cepticismo, crasso ante estas realidades, atribuindo-as a problemas psicológicos ou a enfermidades difíceis de curar e, pelo mesmo, levou-os a não atendê-los.
- Muitos negam que possa haver pessoas possuídas pelo demónio. Dizem que se trata de problemas psicológicos ou psiquiátricos. Como é que um exorcista distingue os casos de possessão dos casos de perturbações de outro género?
- O Código de Direito Canónico e o próprio Novo Ritual de Exorcismos, assim como o Catecismo da Igreja Universal, estabelecem que antes de fazer o exorcismo maior deve fazer-se um discernimento: se se trata de uma verdadeira possessão ou de uma simples obsessão ou opressão diabólica, servindo-se inclusive de assessoramento prévio de médicos e psiquiatras, a fim de que dêem o seu diagnóstico, sendo sempre o sacerdote que deve decidir; pois, por outra parte, o ritual de exorcismo indica-nos quais são estes sinais que nos podem indicar ou fazer suspeitar de uma verdadeira possessão diabólica: falar ou entender, com se fossem próprias, línguas desconhecidas; revelar coisas ocultas ou distantes; manifestar forças superiores a sua idade ou condição física, separar-se veementemente de Deus, aversão ao Santíssimo nome de Jesus, da Virgem Maria e dos santos, a imagens, lugares e objectos sagrados.
- A estratégia do demónio é a de fazer crer que não existe. É verdade isto?
- Na realidade, segundo a minha apreciação, Satanás utiliza várias estratégias para nos afastar de Deus. O que lhe interessa mais é confundir-nos, seja para que creiamos que não existe e que, se ele não existe, tampouco existem o inferno nem o céu e assim não temamos estar distante de Deus. Por outro lado, ao contrário, manifesta-se com opressões e obsessões para atormentar terrivelmente os que lhe abriram as portas, a fim de que lhe tenham medo e não tratem de lhe fechar as portas e libertar-se dele. A alguns favorece para que creiam no seu poder e confiem nele. Assim podemos explicar o culto satânico para obter poder a seu favor e protecção. Satanás é o pai da mentira e do engano.
- Todo ministério na Igreja é uma graça de Deus e um serviço aos irmãos.
O senhor percebe como uma graça para a sua vida o ministério de exorcista?

Toda a minha vida é uma graça de Deus: o meu baptismo, o dom que me converte em filho de Deus, membro da Igreja e co-herdeiro com Cristo da sua glória; o ministério sacerdotal, o dom que me permite participar da sua páscoa e da sua obra de salvação e serviço aos meus irmãos. O ministério de exorcista é também um dom da sua graça e misericórdia, que na minha pequenez e limitações me permite experimentar, como instrumento seu, o seu poder libertador e salvífico no serviço aos meus irmãos, o qual me alenta e me impulsiona a aderir mais a Ele para ter parte na sua vitória e, com ela, da sua glória.
- Há algum caso que possa contar-nos no qual o seu ministério de exorcista lhe tenha permitido experimentar em plenitude a sua vocação como homem e sacerdote?
- São muitos os casos em que, praticando a oração de libertação (desde há vinte e quatro anos, ainda sem ser exorcista), constatei o poder de que Deus nos faz partícipes aos sacerdotes no serviço aos nossos irmãos que sofrem. A terapia de fé com a oração de cura, de libertação e de perdão, com a qual se consegue muitas vezes o que resulta impossível, fora do seu alcance, à ciência médica e psicológica.
Agora, como exorcista desde há seis anos, atendi vários casos de opressões e obsessões diabólicas em pessoas atormentadas e já desesperadas depois de terem passado por toda a classe de especialistas, curandeiros e bruxos que pioraram a sua situação, ao ponto de os fazer pensar numa possessão diabólica e pedir ansiosamente um exorcismo. Nalguns casos apresentaram-se sinais que me levaram a suspeitar de uma presença ou possessão diabólica e, ainda sem estar seguro, a fazer o chamado exorcismo de diagnóstico, ou seja, oração imperativa, conseguir com isso fazê-los entrar numa paz e tranquilidade ainda sem chegar a fazer plenamente o exorcismo solene, bastando continuar com a oração de libertação. Foi uma grande satisfação conseguir a libertação dos meus irmãos através do serviço do meu humilde ministério, pelo poder da oração de intercessão e ver o aumento da sua fé, graças a uma evangelização e catequese que os leva a converter-se, a renovar a sua fé e aderir mais plenamente ao Senhor e vê-los continuar a sua vida cheios de amor e confiança em Deus.
- Que deve fazer uma pessoa que crê ser vítima da possessão diabólica ou que conhece alguém que poderia encontrar-se nesta situação?
- Recorrer ao seu pároco e fazer uma boa confissão para que, de primeira instância, este sacerdote a atenda. Se o seu pároco descobre que há uma influência demoníaca, mas não sinais de possessão diabólica, que lhe faça oração acompanhado da sua equipa de libertação e a insira nalgum grupo de evangelização ou de crescimento na fé ou nalgum ministério da paróquia. Se o pároco percebe sinais que o façam suspeitar de uma possessão diabólica ou não se sente capaz para enfrentar o problema, então que o encaminhe para o exorcista da sua diocese ou ao exorcista mais próximo. Nunca deve recorrer a bruxos ou curas mágicas.



 
Jesus e a derrota de Satanás pela cruz Imprimir e-mail

Quando lemos os evangelhos somos chamados a perceber o confronto de Jesus e o Maligno. É o que vemos claramente a partir do início da sua vida pública, quando foi levado pelo Espírito Santo para o deserto, e foi tentado pelo diabo: "Cheio do Espírito Santo, voltou Jesus do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto, onde foi tentado pelo diabo, durante quarenta dias" (Lc 4,1-2).
Porém, este facto é o início de um grande combate, que será travado entre Jesus e as forças do mal. É isto que está revelado no final do evangelho das tentações: "Depois de O ter assim tentado de todos os modos, o diabo afastou-se d’Ele até outra ocasião" (Lc 4,13). Esta luta desenvolve-se durante os três anos do ministério de Jesus, onde vemos Jesus a curar e a libertar os possessos:
- O diabo na sinagoga (Mc 1, 21-28; Lc 4, 31-37);
- O mudo que volta a falar (Mt 9, 32-34);
- A libertação da mulher com sete demónios (Lc 8, 1-3);
- A cura da mulher encurvada (Lc 13,10-17);
- Libertação à distância (Mt 15, 21-28; Mc 7, 24-30) etc.
Com estes e tantos outros exemplos apresentados no Novo Testamento, aprendemos:

a) O grande objectivo da missão de Jesus foi dar ao homem a vitória sobre Satanás. Hb 2,14: "...a fim de destruir pela morte aquele que tinha o império da morte, isto é, o demónio". Esta vitória foi alcançada na cruz. CI 2,15: "Espoliou os Principados e Potestades, e os expôs ao ridículo, triunfando deles pela cruz".

b) Jesus deu poder aos seus seguidores para vencerem o inimigo, o que significa que o reino de Satanás acabou. Lc 10,19: "Eis que vos dei poder para pisar serpentes, escorpiões e todo o inimigo".

c) Jesus expulsava os demónios sem fazer escândalo ou alarde. Mt 8,16: "Pela tarde, apresentaram-lhe muitos possessos de demónios. Com uma palavra expulsou os espíritos e curou todos os enfermos".

d) O verdadeiro seguidor de Jesus recebe de Deus a certeza de que nunca será tentado além das suas forças. 1Cor 10,13: "Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios para a suportar e sairdes dela".

e) Lendo o Novo Testamento, principalmente o Evangelho de São Marcos, vemos Jesus ser apresentado como aquele que expulsava demónios. Assim, afirmar que o demónio não existe ou é uma mera forma para explicar a existência do mal é faltar à verdade contida nas Escrituras Sagradas.

O diabo, segundo o que ensina a Igreja:

Para entender o ensino da Igreja sobre a questão do diabo, temos de ouvir as palavras seguras do papa Paulo VI:
"... O Mal não é somente uma deficiência, mas uma eficiência, um ser vivo, espiritual, pervertido e pervertedor.
Terrível realidade. Misteriosa e pavorosa. Sai dos ensinamentos bíblicos e eclesiásticos quem se recusa a reconhecer a sua existência... É homicida desde o princípio... e pai da mentira, como é definido por Cristo (Jo 8, 44-45)" ("L 'Osservatore Romano", 16-11-72)

 

 
Exorcista oficial do Vaticano fala sobre a acção do demónio Imprimir e-mail

A existência do demónio e a sua acção sobre o mundo é algo que está na doutrina da Igreja.

Imagem vazia padrãoO Padre Gabriele Amorth – exorcista oficial do Vaticano – fala sobre a acção do demónio e explica o que são os exorcismos.

"Devemos distinguir a acção ordinária da acção extraordinária do demónio. A acção ordinária é a de nos tentar. Por conseguinte, todo o campo das tentações pertence à acção ordinária diabólica à qual todos somos sujeitos e o seremos até à morte. A tal ponto somos sujeitos a estas tentações, que Jesus Cristo, fazendo-se Homem, aceitou ser tentado por Satanás, não apenas nas três tentações do deserto, mas durante toda a sua vida, como também ocorreu com Maria Santíssima. Isto porque a tentação faz parte da condição humana. Esta é a acção ordinária do demónio, como dizia o Catecismo de São Pio X, “por ódio a Deus, [o demónio] tenta o homem ao mal”. Ou seja, por ódio a Deus, o demónio gostaria de nos arrastar todos para o inferno.
A acção extraordinária, por sua vez, é uma acção rara. É aquela na qual o demónio causa distúrbios particulares. Portanto, não se trata de simples tentação. Distúrbios particulares que podem chegar à possessão diabólica.
Uma pessoa pode levar vida normal com sofrimentos, de maneira que aqueles com os quais convive nem se dêem conta de que está possessa. Apenas quando sobrevém os momentos de crise, então ela comporta-se de maneira inteiramente anormal, não podendo cumprir os seus deveres de trabalho, de família, sem grande dificuldade. Nalguns casos, a pessoa pode ser assaltada pelo demónio, digamos, 24 horas ao dia. Em tal caso, a pessoa não pode fazer nada. Mas são casos raríssimos.

A libertação de uma pessoa da acção do demónio constitui sempre uma intervenção extraordinária de Deus.
Um exemplo disso foi um caso muito difícil de possessão diabólica que eu atendi, onde tinha razões suficientes que levavam a prever muitos anos de exorcismos para se libertar aquela alma das garras do demónio. Acontece que tal pessoa foi ao Santuário de Lourdes, tomou banho na piscina, acompanhou a procissão do Santíssimo Sacramento, rezou muito. Resultado: um milagre! Voltou para casa completamente livre da possessão
O exorcismo é constituído por várias orações oficiais feitas em nome da Igreja, e Deus ouve estas orações. Com efeito, existem muitas razões para isso!
O exorcismo depende muito das causas que determinaram a possessão diabólica, uma vez que estas exercem muita influência sobre o possesso. Dou-lhe um exemplo simples. Se uma pessoa se consagrou a Satanás e fez o pacto de sangue com ele, é fácil entender que ela praticou um acto voluntário de doação de si mesma ao Maligno. Então, libertar tal pessoa torna-se muito mais difícil, é necessário muito mais tempo do que o empregado para libertar um inocente, que foi vítima de um malefício causado por outra pessoa.

Pode-se libertar da possessão com o exorcismo, que é uma oração oficial da Igreja, mas reservada aos exorcistas
Outra forma, aberta a todos, são as orações de libertação. As orações mais eficazes são as de louvor, glória a Deus. Assim nós também muitas vezes, nos próprios exorcismos, recitamos o Credo, o Glória, o Magnificat, Salmos, trechos da Bíblia, o Evangelho em que Jesus liberta os endemoninhados. Elas têm grande eficácia.
A falta de fé é a principal causa do aumento do poder satânico no mundo actual. Examinando toda a história do Antigo Testamento, a história de Israel, quando esta abandona Deus, entrega-se à idolatria. É matemático, quando se abandona a Fé, entregamo-nos à superstição. Isto aplica-se, em nossos dias, a todos nós do mundo ocidental.
A página mais lida dos jornais é o horóscopo... e os quotidianos não são comprados pelos analfabetos. São os industriais, os políticos, que não tomam decisões sem antes ouvir um bruxo. Ou seja, sempre que diminui a Fé, aumenta a superstição.



 
Como se defender do demónio Imprimir e-mail

Como se defender do demónio

Doutrina e Teologia

Constatada a presença de males maléficos, é sempre uma boa atitude reforçar os próprios gestos e orações, invocando para nós ou para a pessoa atingida uma intercessão.

São três, entre todos os indicados possíveis, os que poderiam ser definidos como intercessores necessários: o Espírito Santo, o nome de Jesus e Maria Santíssima.

A propósito da Virgem Maria, convém ter presente um aspecto que não é secundário. Se tudo foi criado em vista de Cristo, pois já nos planos de Deus estava a encarnação do Verbo, o segundo ser pensado por Deus após o primeiro, que é a encarnação do Verbo, não podia ser outro senão aquele em que o Verbo de Deus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, se encarnaria. A partir do momento em que, após o pecado de Adão, a encarnação de Cristo assumiu esta fisionomia particular, pela qual Jesus veio como Salvador e Redentor, também Maria, Sua mãe, foi associada a este desempenho, sendo isenta da culpa original em vista dos méritos de Cristo. Dado que também Maria é uma criatura humana, que faz parte da estirpe de Adão, estaria sujeita à culpa original, se tão tivesse sido isenta preventivamente, em vista da redenção de Cristo. Além disso, Maria não é somente mãe do Redentor, mas também colaborador em Sua obra redentora; não é por acaso que Imaculada é representada pelos pintores e escultores no ato de esmagar a cabeça da serpente, imagem do Demónio. Com maior razão, trata-se, pois, de uma intercessora poderosa.

A seguir, na ordem celeste, são certamente intercessores valiosos os arcanjos e anjos, que sempre intervêm com suas legiões na luta contra o Maligno; em razão disso, basta pensar no livro do Apocalipse, onde é relatada uma batalha no céu: Miguel e seus anjos contra Satanás e seus anjos rebeldes, que foram derrotados pelo arcanjo e precipitados ao Inferno.

 “Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles. Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demónio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos”. (Ap 12,7-9)

Esta é a razão pela qual se costuma invocar Miguel arcanjo, na qualidade de chefe das fileiras angelicais; a seu lado, invoco sempre também os anjos da guarda de todos os presentes, entre os quais, obviamente, não falta jamais São Gabriel arcanjo, que é meu padroeiro.

Fala-se com frequência de São Bento como patrono dos exorcistas, quando, na realidade, não está provado historicamente que o Papa Honório III o tenha nomeado como tal. Porém, a partir do momento em que não há um patrono oficial, nós o invocamos, pois, com certeza, era fortíssimo na luta contra o Demónio. São Bento era monge, talvez sequer sacerdote, e por certo não era exorcista; a razão desta identificação está no facto de que ele foi um grandíssimo santo e demonstrou uma grande força contra o Demónio, dado que frequentemente o expulsava. Sua medalha tem particularmente uma notável eficácia, contendo muitas frases contra o maligno.

Quanto ao que diz respeito aos santos, todo o exorcista invoca aqueles dos quais é pessoalmente mais devoto ou dos quais é mais devota a pessoa que é exorcizada.

Para melhor entender, um exemplo prático: meu caro colega, decano dos exorcistas italianos, que exerce o ministério há 46 anos, padre Cipriano de Meo, vice-postulador na causa de beatificação de um coirmão capuchinho, de nome padre Mateus, é devotíssimo dele e, quando o invoca, obtém grande eficácia, ao passo que quando eu o invoco não se sucede o mesmo, porque eu não tenho a mesma devoção de padre Cipriano. Portanto, pode-se dizer que não existem santos que tenham uma força especial contra o Demónio; certamente, como tais, todos os santos a possuem, mas nós invocamos aqueles de quem somos mais devotos.

Afinal, há muitos casos de santos atormentados pelo Demónio. Entre os mais emblemáticos, especialmente por se tratar de um acontecimento bastante recente, está o da irmã carmelita que passou a ser chama Pequena Árabe: com efeito, irmã Maria de Jesus Crucificado, várias vezes no decurso de sua vida, sofreu verdadeira e própria possessão diabólica e teve necessidade de ser exorcizada para obter a libertação. Por outro lado, conhecemos vários casos de santos –São João Bosco, o Santo Cura d’Ars, padre Pio, Santa Gemma Galgani, Santa Ângela de Foligno, Dom Calábria, e poderiam ser citados muitos outros numa lista sem fim- que tiveram vexações diabólicas, das quais foram libertos sozinhos, graças à oração e aos sacramentos.

A questão fundamental a ser salientada está em que a Bíblia jamais nos diz para ter medo do Demónio, porque nos garante que podemos e devemos resistir-lhe, fortes na fé. Antes, a Bíblia nos diz que devemos temer o pecado, sendo que todos os santos o combateram. Combatendo o pecado, combate-se o Demónio, como dizia Paulo VI ao ser interrogado, em seu famoso discurso de 15 de novembro de 1972, sobre o Demónio, a propósito de como se devia fazer para impugnar o Maligno: “Tudo o quanto nos defende do pecado, defende-nos de Satanás”. Nós devemos ter medo somente de não estar na graça de Deus, o que significa confessar-se, participar da Santa Missa, receber a comunhão e, além disso, fazer adoração eucarística e rezar, especialmente com os salmos e o rosário; todos estes são, entre outros, os melhores remédios contra a atividade extraordinária do Demónio: se permanecermos na graça de Deus, estamos blindados. Especialmente porque o Demónio tem muito mais interessem em possuir almas, ou seja, fazê-las cair no pecado, do que em provocar distúrbios, os quais, como vimos e vemos nos santos, em última instância obtêm somente o resultado de santificar. Com efeito, os santos oferecem os seus sofrimentos a Deus a tal ponto que um grande santo, como São João Crisóstomo, afirma que o Demónio, malgrado seu, é um santificador das almas, porque é um derrotado e porque busca sofrimentos nestas pessoas santas, que sabem oferece-los ao Senhor e, portanto, sabem fazer deles um meio de santificação.

 
As estratégias do demónio Imprimir e-mail

As estratégias do demónio

“A presença do demónio está na primeira página da Bíblia e a Bíblia acaba também com a presença do demónio, com a vitória de Deus sobre o demónio” (Papa Francisco 11/10/2013).

Quando o assunto é falar do demónio, em geral, corremos sempre dois riscos muito grandes:

  • O primeiro é o de achar que ele não existe da forma como as pessoas dizem e que a sua acção já não acontece em nosso meio; portanto, deve-se desprezar a existência dele.
  • O segundo é o de imaginar que ele está em tudo, em cada má acção que fazemos, em todos os nossos pecados, e que ele nos persegue sempre para nos fazer cair.

Deixemos de lado os dois extremos e fiquemos com o essencial de algumas verdades sobre o demónio.

O primeiro ponto a ser analisado é que o diabo existe, é real, e tudo faz para nos levar à morte e para nos tirar completamente dos caminhos de Deus. Paulo, na Carta aos Efésios, já nos alerta, de forma muita clara, de como é a acção do diabo e qual é a estratégia que ele usa para tentar agir: “Vesti a armadura de Deus para poderdes resistir às manobras do diabo” (Ef. 6,11). O apóstolo Paulo chama-lhe “manobrista”. Já todos vimos o que um manobrista faz ao pegar num carro para tentar estacionar: vai para a direita, volta para a esquerda, vai para a frente, vai para trás, até conseguir entrar com o automóvel no espaço que, em geral, “é à conta” para entrar.

O diabo, como “manobrista” que é, faz a mesma coisa para entrar na nossa vida. Tenta por todos os lados uma brecha para se poder instalar. Assim como o apóstolo dos gentios lhe chama “manobrista”, poderíamos, sem medo, chamar-lhe estrategista!

O diabo, juntamente com os seus demónios, tem como propósito molestar a humanidade e mais ainda os filhos de
Deus
. Para isso é importante sabermos como pensam os demónios e como eles trabalham para conseguir o que querem.

O Evangelho de São Mateus, 12, 43-45, mostra uma das estratégias do demónio em nossas vidas: "Quando um espírito mau sai de um homem, fica a vaguear em lugares desertos, procurando repouso, e não o encontra. Então diz: ‘Vou voltar para a casa de onde saí'. Quando chega, encontra a casa vazia, varrida e arrumada. Então vai, e traz consigo outros sete espíritos piores do que ele. Entram e moram aí; e, este homem fica em condição pior do que antes. É o que vai acontecer com esta geração má".
A primeira coisa a notar é que a Palavra diz: “Quando um espírito mau sai de um homem, e fica a vaguear (...)”. Isto significa que os demónios estão constantemente à procura de uma habitação. A Bíblia diz que eles “saem de um homem”. Se eles saem, significa que estavam “dentro” ou muito “próximos” dele. E ao sair os demónios ficam “a vaguear”, como que procurando uma habitação, uma outra casa. E isto por quê? Por quê procurar uma casa, uma habitação?

Talvez porque eles já tenham um dia perdido a sua primeira casa e de lá foram expulsos para sempre. E há uma segunda habitação para os demónios, chamada de “Profundezas”, mas eles não querem ficar lá, tanto que preferem entrar em porcos a serem enviados às Profundezas (cf. Mc 1, 30).

A Bíblia também afirma que eles andam a vaguear em “lugares desertos”. Isto significa que os demónios gostam de habitar em lugares “desertos”. Em geral lugares desertos são lugares vazios e sem vida, ou com pouca vida ao redor. E o demónio acredita que pode, ao encontrar este lugar deserto, apropriar-se dele como a sua casa, como a sua habitação.

Por isso, muito cuidado com os lugares desertos e sem vida que há no teu coração! Cuidado com os vazios do teu interior, cuidado com os desertos que deveriam estar preenchidos pela presença de Deus e não estão!

A Bíblia também usa o termo “procurando repouso”. Isto significa que os demónios sabem procurar, sabem analisar, são seres exploradores, com grande capacidade de observação.

Eles procuram “repouso.” Mas, na verdade, este repouso não é um repouso comum, como nós o conhecemos, um descanso. Este repouso é no sentido de se satisfazer com algo.

E que satisfação é que o demónio procura quando encontra uma “casa vazia”? A satisfação em vê-la no sofrimento e em dores. Portanto, ele procura uma casa vazia para entrar e habitar, para se alimentar de sofrimento e de dor como satisfação.

Esta tem sido uma das estratégias mais utilizadas pelo demónio. Porque ele aproveita-se dos momentos em que estamos frágeis, sem forças, vazios... E ao nos encontrar assim, como “ele gosta”, ele faz de tudo para ganhar o território do nosso coração, dos nossos sentimentos e das nossas emoções!

Mas, como saber se realmente o demónio procura em mim uma casa, uma habitação para habitar, para se hospedar? A resposta é a seguinte: Vê como está o teu coração. Avalia o que está dentro do teu interior.

Há vida de Deus em ti? Estás a semear as coisas de Deus no teu coração, fazendo com que não haja lugares desertos no teu interior?

Não existe outro meio de se combater o mal e o maligno a não ser o encher-se de Deus! Há diferença entre uma casa vazia, mas varrida e arrumada, e uma casa deserta, vazia também, mas sem vida.

E o caminho mais seguro para se encher de Deus é o caminho da oração. Eu e tu precisamos de rezar e rezar sempre! É por meio da oração que o mal se afasta de nós e que o
Espírito Santo
nos enche com a Sua presença.

Mas se eu não rezo, se não me confesso e se deixei de ir à igreja? Cuidado! Muito provavelmente podes estar a ser observado!

 
Os demónios podem causar pesadelos? Imprimir e-mail

 

Os Demónios podem causar pesadelos?

 

Seria possível este tipo de intervenção do Mal?

 

“Tive um sonho que me assustou e quero saber o que ele significa”. (Daniel 2, 3)

 

Os Demónios podem causar pesadelos? Pelo que eu já vi e ouvi, a resposta é que sim. Os Demónios podem vir a causar pesadelos nas pessoas, apesar de ser muito difícil saber quando um pesadelo seja realmente proveniente do Demónio.

Os anjos de Deus podem intervir também por meio de sonhos, e também é muito difícil saber realmente se um bom sonho foi inspirado por um anjo ou algo relacionado.

 

Em geral quando as pessoas relatam problemas com sonhos, pesadelos e coisas do tipo, não devemos dar importância, uma vez que o sonho pode ser resultado de tantas realidades que a psicologia e a psiquiatria nos explica, e que são reais também.

Não podemos achar que todos os sonhos tenham algum tipo de significado espiritual, ou que contenham alguma mensagem; isso seria um erro tremendo e perigoso!

 

Há pessoas atormentadas por pesadelos, e que estes pesadelos eram certamente ligadas a uma realidade espiritual demoníaca! Conheci casos de pessoas que tiveram um forte envolvimento com bruxaria e coisas ocultas e que depois disso passaram a ter pesadelos terríveis, acordavam a gritar, a suar; e sempre os pesadelos se repetiam…Após um acompanhamento de Oração, e de um caminho de conversão da pessoa, tudo isso cessou. Neste caso a probabilidade daqueles pesadelos terem alguma ligação com a realidade espiritual é muito maior.

 

Conheci casos de pessoas que frequentavam terreiros e seitas ocultistas, e abandonaram estas práticas e quiseram seguir um caminho de conversão a Deus; e porque deixaram estas práticas, começaram a ter sonhos com Demónios que as ameaçavam. Mas ao perseverar na busca de uma vida em Deus, logo cessaram tais sonhos, e é claro que nada lhes aconteceu…Nestes também pode haver uma probabilidade de um Demónio querer ter certa influência sobre estas pessoas, no sentido de querer lhes causar medo para que desistam dos caminhos de Deus!

 

Portanto, os casos que eu tive conhecimento, e que posso arriscar dizendo que existe uma probabilidade de serem sonhos que por detrás existe uma ação do Maligno, foram sempre casos de pessoas que tiveram um certo tipo de contacto direto com o Ocultismo em alguma das suas formas.

 

Não vou entrar aqui na questão dos sonhos que podem ser inspirados por Deus ou pelos seus anjos, pois na Bíblia temos muitos casos, sabemos que é algo real, apesar de que nem sempre bons sonhos mesmo que relacionados com Deus, venham de Deus.

 

Então deve haver sempre cautela e o bom senso para julgar tal questão também.

 
Revelações do inferno Imprimir e-mail

REVELAÇÕES DO INFERNO feitas por SANTO ANSELMO

 

1. Jazem nas trevas exteriores. Pois, lembrai-vos, o fogo do inferno não emite nenhuma luz. Assim como, ao comando de Deus, o fogo da fornalha babilónica perdeu o seu calor mas não perdeu a sua luz, assim, ao comando de Deus, o fogo no inferno, conquanto retenha a intensidade do seu calor, arde eternamente nas trevas.


2.
É uma tempestade que nunca mais acaba de trevas, de negras chamas e de negra fumaça de enxofre a arder, por entre as quais os corpos estão amontoados uns sobre os outros sem uma nesga de ar. De todas as pragas com que a terra dos faraós foi flagelada, uma praga só, a da treva, foi chamada de horrível. Qual o nome, então, que devemos dar às trevas do inferno, que hão-de durar não por três dias apenas, mas por toda a eternidade?

3. O horror desta estreita e negra prisão é aumentado pelo seu tremendo cheiro activo. Toda a imundície do mundo, todos os monturos e escórias do mundo, correrão para lá como para um vasto e fumegante esgoto quando a terrível conflagração do último dia houver purgado o mundo. O enxofre, também, que arde lá em tão prodigiosa quantidade, enche todo o inferno com o seu intolerável fedor; e os corpos dos danados, eles próprios, exalam um cheiro tão pestilento que, como diz São Boaventura, só um deles bastaria para infeccionar todo o mundo.

4. O próprio ar deste mundo, esse elemento puro, torna-se fétido e irrespirável quando fica fechado longo tempo. Considerai, então, qual deva ser o fétido do ar do inferno. Imaginai um cadáver fétido e pútrido que tenha jazido a decompor-se e a apodrecer na sepultura, uma matéria gosmenta de corrupção líquida. Imaginai tal cadáver preso das chamas, devorado pelo fogo do enxofre a arder e a emitir densos e horrendos fumos de nauseante decomposição repugnante. E a seguir imaginai esse fedor malsão multiplicado um milhão e mais outro milhão de milhões sobre milhões de carcaças fétidas comprimidas juntas na treva fumarenta, uma enorme fogueira de podridão humana. Imaginai tudo isto e tereis uma certa ideia do horror do cheiro do inferno.

5. Mas tal fedentina não é, horrível pensamento é este, o maior tormento físico ao qual os danados estão sujeitos. O tormento do fogo é o maior tormento ao qual o demo tem sempre sujeitado as suas criaturas. Colocai o vosso dedo por um momento na chama duma vela e sentireis a dor do fogo. Mas o nosso fogo terreno foi criado por Deus para benefício do homem, para manter nele a centelha de vida e para o ajudar nas artes úteis, ao passo que o fogo do inferno é duma outra qualidade e foi criado por Deus para torturar e punir o pecador sem arrependimento.

6. O nosso fogo terrestre consome-se mais ou menos rapidamente, conforme o objecto que ele ataca for mais ou menos combustível, a ponto de a ingenuidade humana se ter sempre entregado a inventar preparações químicas para garantir ou frustrar a sua acção. Mas o sulfuroso breu que arde no inferno é uma substância que foi especialmente designada para arder para sempre e ininterruptamente com indizível fúria. Além disso, o nosso fogo terrestre destrói ao mesmo tempo que arde, de maneira que quanto mais intenso ele for, mais curta será a sua duração; já o fogo do inferno tem esta propriedade de preservar o que ele queima e, embora se enfureça com incrível ferocidade, ele enfurece-se para sempre.

7. O nosso fogo terrestre, não importa que intensidade ou tamanho possa ter, é sempre duma extensão limitada; mas o lago de fogo do inferno é ilimitado, não tem praias nem fundo. E está documentado que o próprio demónio, ao lhe ser feita a pergunta por um soldado, foi obrigado a confessar que se uma montanha inteira fosse lançada dentro do oceano ardente do inferno seria queimada num instante como um pedaço de cera. E este terrível fogo não aflige os danados somente por fora, pois cada alma perdida transforma-se num inferno dentro de si mesma, o fogo sem limites enraivecendo-se mesmo na sua essência. Oh! Quão terrível é a sorte destes desgraçados seres! O sangue ferve e referve nas veias; os cérebros ficam fervendo nos crânios; o coração no peito flamejando e ardendo; os intestinos, uma massa vermelha e quente de polpa a arder; os olhos, coisa tão tenra, flamejando como bolas fundidas.

8. Ainda assim, quanto vos disse da força, da qualidade e da ilimitação deste fogo é como se fosse nada quando comparado com a sua intensidade, uma intensidade que é justamente tida como sendo o instrumento escolhido pelo desígnio divino para punição da alma assim como do corpo igualmente. Trata-se dum fogo que procede directamente da ira de Deus, trabalhando não por sua própria actividade, mas como um instrumento da vingança divina. Assim como as águas do baptismo limpam tanto a alma como o corpo, assim o fogo da punição tortura o espírito com a carne.

9. Todos os sentidos da carne são torturados; e todas as faculdades da alma outro tanto: os olhos com impenetráveis trevas; o nariz com fétidos nauseantes; os ouvidos com berros, uivos e execrações; o paladar com matéria sórdida, corrupção leprosa, sujeiras sufocantes inomináveis; o tacto com aguilhões e chuços em brasa e cruéis línguas de chamas. E através dos vários tormentos dos sentidos a alma imortal é torturada eternamente, na sua essência mesma, no meio de léguas e léguas de ardentes fogos acesos nos abismos pela majestade ofendida de Deus Omnipotente e soprados numa perene e sempre crescente fúria pelo sopro da raiva da Divindade.

10. Considerai, finalmente, que o tormento desta prisão infernal é acrescido pela companhia dos condenados. A má companhia, sobre a terra, é tão nociva que as plantas, como que por instinto, apartam-se da companhia, seja do que for que lhes seja mortal ou funesto. No inferno, todas as leis estão trocadas lá não há nenhum pensamento de família, de pátria, de laços, de relações. O danado grita um com o outro, a sua tortura e raiva intensificam-se pela presença dos seres torturados e enfurecendo-se como ele.

11. Todo o senso de humanidade é esquecido. Os lamentos dos pecadores a sofrerem enchem os mais recuados cantos do vasto abismo. As bocas dos danados estão cheias de blasfémias contra Deus e de ódio pelos seus companheiros de suplício e de maldições, contra as almas que foram seus companheiros no pecado. Era costume, nos antigos tempos, punir o parricida, o homem que havia erguido a mão assassina contra o pai, arremessando nas profundezas do mar num saco dentro do qual também eram colocados um galo, um burro e uma serpente.

12. A intenção destes legisladores, que inventaram tal lei, a qual parece cruel nos nossos tempos, era punir o criminoso pela companhia de animais malignos e abomináveis. Mas que é a fúria destas bestas estúpidas comparada com a fúria da execração que rompe dos lábios tostados e das gargantas inflamadas dos danados no inferno, quando eles contemplam nos seus companheiros em miséria aqueles mesmos que os ajudaram e incitaram no pecado, aqueles cujas palavras semearam as primeiras sementes do mal em pensamento e em acção nos seus espíritos, aqueles cujas sugestões insensatas os conduziram ao pecado, aqueles cujos olhos os tentaram e os desviaram do caminho da virtude? Voltam-se contra tais cúmplices e amaldiçoam-nos. Não terão, todavia, socorro nem ajuda; agora é tarde demais para o arrependimento.

13. Por último de tudo, considerai o tremendo tormento das almas condenadas, as que tentaram e as que foram tentadas, agora juntas, e ainda por cima, na companhia dos demónios. Estes demónios afligirão os danados de duas maneiras: com a sua presença e com as suas admoestações. Não podemos ter uma ideia de quão terríveis são estes demónios. Santa Catarina de Sena uma vez viu um demónio e escreveu que preferia caminhar até ao fim da sua vida por um caminho de carvões em brasa a ter que olhar de novo um único instante para tão horroroso monstro.

14. Tais demónios, que outrora foram formosos anjos, tornaram-se tão repelentes e feios quanto antes tinham de lindos. Escarnecem e riem das almas perdidas que arrastaram para a ruína. É com eles que são feitas, no inferno, as vozes da consciência. Por que pecaste? Por que deste ouvido às tentações dos amigos? Por que abandonaste as tuas práticas piedosas e as tuas boas acções? Por que não evitaste as ocasiões de pecado? Por que não deixaste aquele mau companheiro? Por que não desististe daquele mau hábito, aquele hábito impuro? Por que não ouviste os conselhos do teu confessor? Por que, mesmo depois de haveres tombado a primeira, ou a segunda, ou a terceira, ou a quarta ou a centésima vez, não te arrependeste dos teus maus passos e não voltaste para Deus, que esperava apenas pelo teu arrependimento para te absolver dos teus pecados? Agora o tempo para o arrependimento foi-se. Tempo existe, tempo existiu, mas tempo não existirá mais!

15. Tempo houve para pecar às escondidas, para se satisfazer na preguiça e no orgulho, para ambicionar o ilícito, para ceder às instigações da tua baixa natureza, para viver como as bestas do campo, ou antes, pior do que as bestas do campo, porque elas, ao menos, não são senão brutos e não possuem uma razão que as guie; tempo houve, mas tempo não haverá mais. Deus falou-te por intermédio de tantas vozes, mas não quiseste ouvir. Não quiseste esmagar o orgulho e o ódio do teu coração, não quiseste devolver as acções mal adquiridas, não quiseste obedecer aos preceitos da tua Santa Igreja nem cumprir os teus deveres religiosos, não quiseste abandonar os péssimos companheiros, não quiseste evitar as perigosas tentações. Tal é a linguagem destes demoníacos atormentadores, palavras de sarcasmo e de reprovação, de ódio e de aversão. De aversão, sim! Pois mesmo eles, os demónios propriamente, quando pecaram, pecaram por meio dum pecado que era compatível com tão angélicas naturezas: foi uma rebelião do intelecto e eles. Estes mesmos, têm que se afastar, revoltados e com nojo de terem de contemplar os pecados indizíveis com os quais o homem degradado ultraja e profana o templo do Espírito Santo, e se ultraja e avilta a si mesmo.

 
As fraquezas do diabo Imprimir e-mail
As armas contra Satanás: louvor, obediência e humildade

A oração do louvor
O diabo não suporta o louvor e isso por algo muito simples: Lúcifer, ou "portador de luz", transformou-se em Satanás exactamente por não querer louvar a Deus. Isto é óbvio! Portanto, o louvor para ele é muito forte e pesado. Se nós queremos lutar contra o diabo, não temos outra coisa a fazer senão começar a louvar a Deus. Há fiéis leigos que dizem: "Mas, eu tenho medo!"
Se conheces uma pessoa que precisa de ajuda nem sempre é necessário que faças orações de libertação por ela. Se há um grupo de irmãos que rezam juntos, comecem a louvar a Deus ignorando o inimigo, e o louvor o incomodará de tal modo que ele fugirá.
Uma pergunta que é muito feita nos dias de hoje é esta: "Por que é que o diabo se apresenta mais hoje do que nos tempos passados?" Houve um tempo em que o diabo trabalhava escondido, ignorado por todos. Até há pouco tempo atrás havia pouquíssimos ou quase nenhum exorcista, não porque não existissem pessoas que necessitassem, mas porque ninguém sentia esta necessidade. Hoje é diferente. E qual é a razão do diabo parecer mais activo nestes últimos tempos?
Pelo grande louvor que está a ser feito, ele não suporta! Isto poderia ser exemplificado como um rato escondido num buraco; atiras água quente para lá e, não a podendo aguentar, ele é obrigado a sair do buraco. O louvor faz com que o inimigo saia!
Toda esta luta que o diabo trava, hoje, não é porque ele esteja mais forte do que antes, mas, provavelmente, porque está mais fraco. Graças a todo o louvor que é feito – especialmente em grupos de oração –, por meio destes movimentos espirituais, o maligno perde o controle e não sabe o que fazer. Por esta razão, temos de continuar a lutar através do louvor.
A segunda coisa que o diabo teme é a obediência. Por quê? Porque ele é desobediente. Desta forma, tudo o que ele sugere é a desobediência, sugere continuamente a desobediência! Nós, sacerdotes, em particular, devemos estar muito atentos a isto, pois é fácil cair nesta cilada do inimigo.
A terceira coisa também temida pelo diabo é a humildade. Ele sugere o “poder”. No fim de contas, ele é aquilo que é: Satanás, porque queria ter o poder. Certa vez, um exorcista fez-lhe uma pergunta: Por que é que tens pavor de Maria? E ele disse: “Tenho pavor daquela mulher, da sua grande humildade”. A humildade é uma virtude que o inimigo de Deus teme mais do que a nós, propriamente, porque esta virtude vai contra a natureza dele, pois ele é soberbo, orgulhoso, poderoso e faz o que quer. A humildade vai contra tudo isto.


ORAÇÃO A S. MIGUEL ARCANJO 

S. Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demónio. Que Deus lhe impere, instantemente o pedimos. E vós, Príncipe da Milícia celeste, pelo poder divino, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos, que vagueiam no mundo para perder as almas!Assim seja!

 
Quando o Demónio Investe Imprimir e-mail

Como é perverso o demónio, como é subtil, como é discreto nos seus ataques! Sem oração tornamo-nos presas fáceis nas suas garras.
Um dia deparei com um caso muito sério, senti quanto ele investe nos jovens, entendo porque, quando se é jovem não se preocupa muito com a oração; parece-nos coisa para pessoas mais velhas que já viveram a sua juventude e agora, para preencher as horas, começam a rezar, mas nós ainda somos muito jovens para nos preocupar com oração, com a fé, com a preparação para a volta de Jesus, e assim tornamo-nos a caça mais fácil, mais frágil, mais desprotegida, ingerimos um pouco de álcool, alguns até coisa mais forte, e sem percebermos estamo-nos a afastar de Deus, e aproximando-nos do diabo.
Mas um dia deparei com um jovem muito meu amigo, um jovem de 18 anos, belo forte, com saúde, e chorava dizendo que só esperava uma mínima desculpa para se matar, que se tivesse um carro andaria a 200 à hora para forçar um acidente, e eu perguntei: ó meu amigo o que houve, qual o teu problema para estares neste desespero? Ele respondeu, nada me dá certo, queria arranjar um emprego e não consigo, queria arranjar os meus dentes e não tenho dinheiro. Eu perguntei, tu rezas? Não, não rezo, não adianta, eu não gosto de rezar e Deus não me ouve, eu prefiro antes falar com o diabo do que com Deus. Aí eu senti que o diabo estava prestes a levar mais um filho de Deus com ele.
Se o que acontece com este meu amigo é motivo para se matar, tanta gente com problemas tão sérios e vivem felizes lutando, mas o diabo quer é isso mesmo que os jovens não rezem, não acreditem em nada, que só andem em festas, que se prostituam, que usem bebidas, drogas, porque o tempo dele é curto, e quanto mais ele se perverter, melhor. Tudo tem o seu tempo, e a sua hora, a hora em que o mundo foi criado, a hora que Jesus Cristo foi enviado pelo Pai, para viver aqui na terra, depois chegou a hora de morrer e depois ressuscitar e voltar para o Pai, antes disto houve o dilúvio,
E tudo que está escrito na sagrada escritura e ainda não se cumpriu, irá cumprir-se, e existe um tempo para isto acontecer, e felizmente, ou infelizmente, é agora na nossa geração, numa geração pervertida, maldosa, sem coração, sem amor, sem piedade, alguns governantes roubam a sociedade de cara destapada, os ladrões assaltam os postos da policia, etc.
Deus vai assistir a este sofrimento todo, à destruição da terra, os maus sendo vitoriosos sempre, e Ele não virá concertar, esperará mais 100 ou 200 anos?
Eu acredito em Deus, e confio que Ele vem em nosso socorro, e nem me importo que se riam de mim, que me chamem louco. Avisados fomos todos, orientados fomos todos, mas se o dinheiro, a fama, a farra, é mais importante do que a oração, do que a preparação para esperar os dias que vêm pela frente, cada ser humano é livre de escolher o seu caminho.
Eu vou continuando com a minha (loucura) pois Cristo avisou-nos na Sagrada escritura, que nos chamariam loucos, zombariam de nós, nos prenderiam, mas se nos calassem, as pedras falariam.
Com Deus tudo posso, sem Ele nada sou.
Laerte de Vargas.

 

 

 
A profissão do demónio é tentar-nos Imprimir e-mail

A PROFISSÃO DO DEMÓNIO É TENTAR-NOS

Vigiai e orai para não cairdes em tentação

Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26, 41-42).

Corremos o risco de orar, mas não viver a vigilância. Por isso, que Jesus Cristo disse: “Vigiai e orai”. No dicionário a palavra vigiai, significa: guardai, velai e observar atentamente. Jesus pediu isto aos discípulos para que não caíssem em tentação. A tentação existe e ser tentado não é pecado. Talvez digas: “Eu preciso ir para um mosteiro”. Não é assim! O tentador tem nome e chama-se diabo. Se ele tentou Jesus, nós não estaremos isentos dele.

Talvez, digas: “No dia em que caí, foi o dia que mais rezei. Como é que se explica isto?” A palavra de Jesus é esta: “Faltou vigilância”. A profissão do demónio é tentar-nos.

Podemo-nos questionar: “Quais são os meios que o inimigo utiliza para nos tentar? De onde provêm as tentações?” As tentações podem vir do diabo, de nós mesmos e do mundo; com mil propostas de pecado. Precisas de estar atento a estas realidades. Ou nós abrimos os olhos ou, constantemente, iremos cair em tentação. Quantas pessoas de certa formação que caíram na tentação, porque não houve vigilância.

A pior confissão que alguém pode fazer é justificar os seus pecados, não aceitar que pecou. No Evangelho de Mateus, quando Jesus estava no deserto, Ele sentiu fome e o inimigo propôs-lhe transformar as pedras em pão, mas Jesus disse: “Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”. O diabo não nos irá tentar naquilo que não gostamos, mas com aquilo que nos é agradável. Quando temos uma vida de vigilância escutaremos a voz de Deus. Coloque-se como uma sentinela. Eu olho para a minha vida hoje, percebo que há realidades concretas que já superei e não quero voltar para elas, mas com vigilância, com luta cada dia, não voltarei.

Jesus disse: “Se o meu pai trabalha eu também trabalho”. Se vigiardes e orardes não caireis. Mas, se não vigiares e não orares, vais cair. Judas não traiu Jesus com o beijo somente, ali foi o cume da traição. Na verdade, Judas já vivia uma vida de traições. Para os doze apóstolos ele já vivia uma vida de escândalo. Como administrador da bolsa, ele já roubava o próprio grupo. Se o nosso corpo é uma das vias que o diabo usa para nos levar em tentação precisamos de vigiar.

Nós temos visto, dolorosamente, casais da Igreja, da Renovação Carismática e outros caírem em pecado por falta de vigilância. Muitos consagrados maravilhosos, por falta de vigilância, viram a sua consagração minar. As pessoas, que estão a passar por estes processos, procuram meios para se agarrarem. Mas, se elas se colocassem diante do espelho, todas as máscaras cairiam. Talvez penses: “Mas, é tão difícil ter uma vida de oração!” Santa Teresinha diz: “Para mim, a oração é um impulso do coração, um simples olhar dirigido para o céu, um grito de agradecimento e de amor, tanto do meio do sofrimento como do meio da alegria. Numa palavra, é algo grande, algo sobrenatural que me dilata a alma e me une a Jesus”.

Têm aqui lugar as chamadas cinco pedrinhas: Eucaristia, estudo da Palavra de Deus, confissão, terço e jejum. Nós arranjamos sempre desculpa para não jejuar. Se Jesus que era Jesus jejuou, tu, que és combatente, precisas de te pôr no lugar. Precisamos de saber que a nossa luta é contra o diabo, contra nós e o mundo.

Não se pode ser combatente se não rezar e vigiar. A oração precisa de ser ao ritmo da vida e precisamos de arranjar tempo para rezar. Isto quer dizer que tu precisarás de esforço para rezar.

Há dias em que chegamos a casa sem vontade de fazer mais nada, mas eu me determino a rezar. Quando tu rezas porque queres rezar, lá no fundo, tu queres agradar à tua carne. Mas, quando rezas sem vontade, tu queres agradar a Deus. Tudo pode ser motivo para rezar e um movimento para a tua oração.

 
A acção diabólica afecta a tua vida? Imprimir e-mail

A acção diabólica afecta a tua vida? O Venerável Arc.º Fulton Sheen mostra três indicativos.

O demónio age sorrateiramente na nossa vida, sempre incitando a nossa vontade para o pecado.

Três pontos onde o demónio mais perturba as pessoas.

1 – Obsessão pela nudez, com as suas derivações: pornografia, exacerbação e exploração da sexualidade.

2 – Violência (terrorismo).

3 – Divisionismo.

1. Obsessão pela nudez – A obsessão pela nudez é manifestada de vários modos. Primeiro na tendência generalizada de vestir-se imodestamente.

 “Modéstia” vem da palavra “modo”, referindo-se ao meio ou à moderação.

A imoderação no vestir-se consiste na exibição de partes impudicas com a intenção de se descobrir e chamar a atenção para as áreas privadas do corpo.

Esta mania de exibição e provocação é indicativa da acção dos demónios na sociedade moderna.

A pornografia, a exacerbação e exploração da sexualidade são aspectos da obsessão pela nudez neste mundo endemoninhado que, por meio da internet, alcançou proporções epidémicas.

O vício da pornografia é um enorme problema entre as pessoas de hoje. Sites pornográficos superam enormemente os de outras categorias.

Milhões de pessoas “consumem” enormes quantidades de pornografia e a “indústria” está a crescer exponencialmente, criando os viciados na última forma de escravidão.

As garras de satanás, através das modas impuras, atingem a muitos!

A cultura da sexualização também submete as pessoas ao poder satânico.

As novelas exploram excessivamente os temas sobre sexo de modo a expandir e aprofundar a degradação moral. E, consequentemente, a acção preternatural.

2 – Violência - Colectivamente, a violência foi transformada numa forma de entretenimento.

Os noticiários, filmes e vídeos passaram a usar a retaliação violência como foco de atenção.

O assassinato é cada vez mais proposto como solução para os problemas.

A violência começa já no ventre materno, onde os inocentes são atacados. Chamam a isto “direito” e “escolha”.

A “cultura da morte” exerce-se ainda por meio da contracepção, actividades violentas de gangues, recursos fáceis para a guerra e pena capital.

O século passado talvez tenha sido o mais sangrento já conhecido na História. Incontáveis pessoas, na casa dos milhões, morreram durante as duas guerras.

Além disso houve conflitos e guerras regionais, terríveis mortandades pela fome, como na Ucrânia, China e outros lugares; genocídios na Europa Central, na África e no sudeste da Ásia.

Satanás “ama” a violência, pois ele quer o contrário de Deus, que é bondoso, sábio e poderoso. Conforme demonstra São Tomás de Aquino, em Deus nada há de violento e antinatural.

3 – Divisão – Satanás actua sempre procurando dividir, criar encrencas. Dentro de nós mesmos, exacerbando as paixões desordenadas e insuflando revoltas.

Com as outras pessoas, através do orgulho, do amor próprio e da impaciência.

Por uma acção diabólica, as famílias dividem-se, a Igreja está dividida por um processo de auto-demolição, a diplomacia internacional está uma loucura.

A divisão atingiu ao nível máximo: religioso, racial, político e económico.

Os divórcios são exaltados e compromissos de quaisquer tipos são rejeitados e considerados impossíveis.

Estas são, pois, as três características da acção diabólica: obsessão pela imoralidade, pela violência e o desentendimento.

Num mundo dominado pelo poder das trevas, quem não quiser submergir-se nas abominações deve antes de tudo procurar conhecer a doutrina tradicional da Santa Igreja;

Observar os mandamentos da Lei de Deus, seguir os preceitos e frequentar os sacramentos.

A verdadeira e autêntica devoção à Santíssima Virgem, é o meio seguro da nossa salvação.

 
Pela oração chega-se à libertação total de uma pessoa? Imprimir e-mail

Por meio da Oração, chega-se sempre à Libertação total de uma pessoa?

O poder da Oração e o querer de Deus…

A nossa vida é e sempre será um mistério, e que aquilo que é o querer de Deus, nem sempre é de nosso entendimento…
Uma outra coisa importante que precisamos de aprender sobre a oração: Por meio da oração não obrigamos Deus a fazer aquilo que lhe pedimos, mas a oração sempre será um meio de nos achegarmos a Deus para saber qual é a Sua vontade…

Por meio da Oração, chega-se sempre à Libertação total de uma pessoa?

Não, nem sempre chegamos a uma total libertação de uma pessoa ou de um caso que acompanhamos, mesmo que esta pessoa passe diversas vezes por orações de libertação, ou até mesmo por exorcismos.
É que quando cuidamos de alguém que experimenta algum tipo de ataque do Demónio, a pessoa vive um grande sofrimento, mas de alguma forma Deus se utiliza deste sofrimento na qual a pessoa está a viver para purificá-la, para ajudar em conversões de pessoas que lhe são próximas, e para que através dela as pessoas possam crer na horrível existência do Mal. E tudo isto se torna um verdadeiro mistério para nós, muitas vezes não compreendemos, não aceitamos porque queremos que tal pessoa seja completamente liberta do Mal. Há pessoas que até mesmo se revoltam contra Deus, mas Deus na Sua infinita Misericórdia sabe servir-se de tudo para o nosso bem e a nossa salvação.

Quando não conseguimos chegar a uma completa libertação de uma pessoa, é que precisamos de continuar a rezar por ela, é necessário que um acompanhamento continue a ser feito. Se ela passa por sessões com algum exorcista, os exorcismos precisam de ser continuados, pois não sabemos quando Deus irá agir de uma vez por todas, e é bom sempre lembrarmos que apesar de muitas vezes não chegarmos a uma total libertação, a oração, as sessões de exorcismos sempre lhes consegue dar uma maior paz, uma tranquilidade maior.

A continuidade do acompanhamento pessoal destas pessoas é necessário também para que possam ir evoluindo em determinadas áreas ou aspectos das suas vidas e do dia a dia que os cercam, na qual eram atingidas com maior gravidade ou ainda não conseguiam responder de maneira positiva.

Há casos de pessoas que foram atingidas por manifestações diabólicas e que não importava onde estavam, estas pessoas tinham reações extremamente agressivas, ou reações tipicas de pessoas realmente possuídas; mas que com o passar do tempo, com um acompanhamento correto e com muita oração, estas pessoas conseguiram uma certa autonomia sobre si, e ninguém se apercebia das realidades que elas viviam.

Há casos também que quando recebiam pela primeira vez orações era necessário muitas pessoas para segurá-los e as reações eram extremamente agressivas, mas que com o passar do tempo e de muita oração, as reações já não eram tão expressivas.

É difícil compreendermos estas coisas, mas é tudo muito real! É difícil acompanharmos casos que não sabemos o porquê deles persistirem, e não conseguirmos alcançar a completa libertação da pessoa.
Mas mesmo assim não podemos desanimar, precisamos persistir!

O que acontece também em casos que não chegamos a uma total libertação, e já pudemos comprovar, é que a pessoa em questão não deu os passos necessários a que foi aconselhado e instruído. E aí, por mais que rezemos não conseguiremos grandes resultados. Por isso, eu particularmente quando percebo que a pessoa em questão não está a dar os passos, ou lá no fundo não quer ter esforço nenhum, prefiro que dê um tempo nos atendimentos, que espere mais tempo para voltar. Pois a pessoa precisa de cair em si e ver que não existe na area espiritual “passe de magia“, mas que é um caminho exigente e de muita renuncia!

E por fim,há casos que pela gravidade do envolvimento com o ocultismo, com seitas diabólicas e coisas do tipo, é necessário anos e anos de atendimentos e muita oração. Nestes casos até chegamos a uma libertação total, mas por vezes acontece que precisamos acompanhar a pessoa por dois ou três anos com orações quinzenais, e isso torna-se muito exigente tanto para a pessoa, como para quem a acompanha. E o que acontece é as pessoas abandonarem o acompanhamento no meio do caminho.

Mas não desanimemo-nos, o Senhor não tem as Suas mãos atadas e pode quando quiser e como quiser libertar um filho Seu das garras do Demónio. Façamos a nossa parte, empenhemos os esforços que cabe a cada um de nós, e a Seu tempo Deus fará o que for necessário!

 
Satanás não tem a última palavra Imprimir e-mail

- O maior triunfo de Satanás é...?
- Padre Fortea: É fazer-nos crer que não existe: Efectivamente, depois dos anos setenta, muitos teólogos disseram que era um símbolo, e este foi um grande êxito porque desde então todo o ministério do exorcismo desapareceu da Europa praticamente de forma total. Somente em Roma permaneceu de maneira continuada e inclusive diária.
- O que provocou esta atitude?
Fez-nos muito dano. O povo deixou de confiar na Palavra de Deus como autoridade perfeita na qual não cabe o erro. Já dizem: «não sabemos o que é símbolo ou o que é realidade». Mas o tema do demónio, que foi o primeiro a ser varrido pela teologia mais modernista, é um dos que mais se está a recuperar porque a realidade prevalece.
- O tentador... tenta sempre?
O demónio tenta, mas não sempre, somente algumas vezes. Não está sempre ao nosso lado ainda que pode tentar coisas muito más e demoníacas. Por exemplo, na carne. Nela vemos simbolizados muitos pecados que procedem da nossa própria pessoa. Sobretudo, o que mais se ressaltam são os pecados de luxúria, pois são nos que de maneira mais fácil cai o ser humano porque são os que menos malícia têm, são mais de debilidade. Esta classe de pecados abre a porta a pecados piores, e cada vez vamos descendo se não mudamos o caminho.
- Estamos na sociedade da perda da consciência do pecado?
Há males muito de moda, como a homossexualidade e as uniões de facto. Trata-se de fenómenos que, sobretudo, se dão em sociedades urbanas. No campo é mais difícil que ocorram de um modo generalizado, mas só como actos isolados. A sociedade do campo é mais sã, mais apegada à natureza, e tem uma consciência mais clara da lei natural. Mas num meio urbano, completamente artificial, que perdeu o conceito das leis cristãs, ali o homem é dono e senhor da lei moral. Ele faz e desfaz como quer, e isto leva-o a esquecer-se totalmente do Criador. A ser um ser autónomo e a decidir com completa independência. Frente a isto, só pode opor-se a fé, a religião como a consecução dos mais altos valores. Eu creio que isto é a única coisa que podemos opor frente a toda acção moral desviada. A única resistência é a da luz da fé no amor de Deus.
- Separação Igreja-Estado é o mesmo que separação Deus-Sociedade?
A divisão de Igreja e Estado chega a tergiversar. Que o Estado não possa dar favoritismo a uma religião concreta não significa que a sociedade, o Estado, tenha que estar separado de Deus. Por exemplo, os Estados Unidos estão consagrados pela Constituição. É somente a separação entre a Igreja e o Estado, não entre Deus e a sociedade. O Estado não favorecerá uma religião concreta, mas se dá conta de que a fé em Deus é algo bom para a sociedade e pode favorecer toda a religião e a união dos cidadãos com Deus. Há, portanto, uma diferença muito grande entre Estados Unidos e Europa. A Deus, que é Pai, não lhe dá o mesmo que apareça ou que não apareça, não lhe dá o mesmo que os seus filhos o mencionem respeitosamente ou que o esqueçam completamente.
- Só é satânico quem adora Satanás?
Com efeito. Contudo, a descristianização não é sinónimo de satanismo. Pecador não é igual a satânico. Não vejo satanismo em fenómenos morais desviados. O satanismo é algo muito grave. Ainda que se tenha uma família e se leve uma vida extremamente irrepreensível pode-se ser satanista e, ao contrário, por mais que se viva de maneira rejeitável e libertina não se é forçosamente satanista. Mas há meios que o demónio sempre aproveita para influenciar, possuir ou afectar a alma humana; coisas tão simples como os actos esotéricos: espiritismo, ritos da Nova Era... tudo o que seja invocar espíritos desconhecidos.
- Como é que Satanás actua sobre a nossa inteligência?
A resposta pastoral da Igreja frente a este mal com respeito à curiosidade dos jovens é exortá-los a que se afastem totalmente do ocultismo e da magia, que se distanciem de querer romper este véu que nos separa do mais além por meios que não sejam os que a tradição católica ensinou. Satanás infunde na inteligência espécies inteligíveis que nos parecem nossos pensamentos quando na realidade é ele quem influi derramando na nossa mente imagens que a ele interessam.
- No mundo há um espectáculo em meio ao tema do exorcismo...
A pouca informação é o tabu que se criou em torno a isto. O demónio sabe bem: quanto menos se saiba de si mesmo ou do trabalho da Igreja contra ele, muito melhor. É o que lhe interessa. A mim o que interessa é que os seus planos fiquem descobertos. Um exorcista, antes de tudo, deve saber que existe o demónio e que existe a possibilidade do exorcismo.

 

 

 
Fantasmas, almas penadas, é possível? Imprimir e-mail

Fantasmas, almas penadas ou vagantes, é possível?

É possível que almas penadas ou vagantes estejam “soltas por ai”?

Fantasmas, almas penadas ou vagantes, é possível? Esta questão nada tem haver com espiritismo ou reencarnação. Não estamos a falar da possibilidade de almas encarnarem uma segunda, terceira ou quarta vez, que é o conceito da reencarnação. Isto já está claro que não há nenhuma possibilidade e que a doutrina da Igreja “bateu com o martelo” e encerrou o assunto sobre esta questão.

Estamos a falar do que “popularmente” as pessoas chamam de almas penadas ou vagantes; outras pessoas ainda chamam a isto fantasmas e etc…É a questão de pessoas vivas, aqui na terra, dizerem terem visto almas de pessoas ou almas de parentes que morreram e coisas do tipo…

A doutrina da Igreja é bem clara nesta questão no sentido de que, quando alguém morre, imediatamente acontece o seu julgamento pessoal, julgamento que tem a possibilidade de 3 destinos: O céu, o inferno ou o purgatório. Lembrando que o Purgatório não é um destino definitivo, é um período de purificação que a alma passará, e passado este tempo, o céu será seu destino eterno.

O Catecismo no número 1022 diz: “Cada homem recebe na sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num Juízo Particular que coloca a sua vida em relação à vida de Cristo, através de uma purificação (Conc. de Lião II, DS 856; Conc. de Florença, DS 1384; Conc. de Trento, DS 1820), para entrar de imediato na felicidade do céu (Con. de Lião II, DS 857; João XXII, DS 991; Bento XII, Benedictus Deus; Conc. de Florença, DS 1305), ou para se condenar de imediato para sempre.” (Conc. de Lião II, DS 858; Bento XII, Benedictus Deus; Conc. de Florença, DS 1306).

Até aqui está perfeitamente entendido.

A questão é que as pessoas insistem em dizer que viram “almas penadas“, que viram almas de algum ente querido…

E o que dizer a estas pessoas? Simplesmente que estão loucas? Que o que viram foi fruto da sua imaginação? Foi algo que o seu estado psicológico as fizeram imaginar?

Certamente a questão do estado psicológico e emocional da pessoa precisa de ser questionado, pois há pessoas que após a morte de um ente querido entram num certo grau de desespero, e que é possível estarem realmente a projetar e a ver certas “aparições” que na realidade é fruto do seu emocional abalado.

Para o Exorcista, Padre Gabriele Amorth, esta questão sobre a qual ainda é algo que a Igreja e os Teólogos precisam de se debruçar com maior cuidado e dedicação. Ele relata que num Exorcismo,  o espírito de quem dizia estar a possuir aquela pessoa não era em si um Demónio, mas era uma alma condenada. Mas o Padre Gabriele Amorth diz que com o passar do tempo e com mais Exorcismos, foi verificado que se tratava realmente de Demónios que possuíam aquela pessoa e mentindo dizendo que era a alma de um condenado que a possuía.

Num dos seus livros, Padre Gabriele Amorth dedicou um capitulo a esta questão das experiências que os Exorcistas já fizeram durante o ritual do Exorcismo, e na qual se depararam com a realidade de não ser um Demónio a possuir uma pessoa, mas a alma de um condenado…As opiniões são bem diversas pelos Exorcistas, mas a grande maioria não acredita que possa haver esta possibilidade.

Num dos encontros de Cura e Libertação, o Padre Rufus Pereira disse que realmente há muitos debates sobre esta realidade, mas que a experiência dele no que se refere a Exorcismos e Libertação, ele acreditava que é sempre o Demónio a possuir uma pessoa. Ainda que o espirito insistisse em dizer que é era alma condenada, seria sempre uma mentira do Demónio.

O Padre Jose Fortea, Exorcista espanhol, disse que “quanto a esta questão não há argumentos incontestáveis“, e afirma que portanto os “Teólogos precisam ainda de apresentar mais estudos sobre esta realidade.”

Portanto o que fica claro para nós depois destes relatos, juntamente com a doutrina da Igreja, temos a certeza que uma vez que a pessoa morre acontece de forma imediata o seu Juízo Particular. Neste Juízo a pessoa vai para o Céu, Inferno ou Purgatório…Portanto não ficam de forma nenhuma vagantes por aí, sem nenhum tipo de destino, soltas…Há um juízo e definição de estado…

Agora o que realmente ainda é um mistério, é a possibilidade de algum tipo de ação destas almas no estado/lugar em que se encontram…

Alguns santos, como por exemplo Santa Margarida Maria Alacoque, Santa Gertrudes, e outros mais, tiveram a experiência de ver algumas almas, e que as mesmas, afirmavam eles, eram almas do Purgatório que precisavam de Orações. Uma vez que assumiram a atitude de celebrar missas e rezar por estas almas, as mesmas pararam de lhes aparecer.

As almas que se encontram no céu unem-se a nós que estamos na terra dentro da realidade que a Igreja nos ensina sobre a “Comunhão dos Santos“, que o Catecismo traz a partir do número 946…

E as almas que se encontram no inferno, sabemos que não há mais a possibilidade de salvação para as mesmas, mas, se existe algum outro tipo de intervenção na terra, continua a ser um mistério para nós.

Um facto bem importante sobre a questão de ver almas penadas ou de parentes que morreram; é que não se pode excluir a possibilidade de uma ação do Demónio, para iludir a pessoa. Fazendo assim com que ela busque meios não apropriados como o espiritismo, a psicografia e as seitas ocultas, para terem contacto com tais espíritos, e aí sim isso fará com que tais pessoas tenham contactos directamente com Demónios, como afirma São Tomas de Aquino, na sua Suma Teológica.

Então qualquer tipo de experiência que tenhamos vivido, ou que ouvimos de outras pessoas e podemos aconselhar é: Devemos rezar por estas almas! A forma mais eficaz é o oferecimento de missas por elas, como nos ensina a doutrina Católica.

Ainda que não tenhamos a compreensão de tantos mistérios e desígnios de Deus, podemo-nos chegar a Ele como Pai, e mesmo sem as respostas que queremos, uma coisa é certa, o Seu amor não nos falta nunca; e isto nos basta!

 
Satanismo, expressão da precariedade da sociedade, Imprimir e-mail

afirma o Pe. Arboleda, especialista do Observatório Pastoral do CELAM

Nos últimos anos, o fenómeno do satanismo reapareceu em formas convidativas. Um especialista no tema, Pe. Carlos Arboleda, do observatório Pastoral do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), explica como o satanismo se converteu numa expressão da precariedade da sociedade.
Para compreender melhor o satanismo activo, ele classifica-o em três categorias: satanismo de adolescentes, satanismo ácido e satanismo racionalista.
- O satanismo de adolescentes é próprio de pessoas nessa fase de idade, que formam grupos satânicos, ainda que não conheçam nada sobre o satanismo.
Os pré-adolescentes ou adolescentes fazem isto por curiosidade e movidos por uma busca de identidade e de auto-afirmação frente aos adultos. Geralmente estão em busca de afectividade e socialização. Costumam reunir-se às sextas-feiras à noite, tomar bebidas alcoólicas, ouvir rock e, com algum iniciado no satanismo, vão aprofundando no conhecimento da filosofia do grupo. Às vezes, se há algum adulto, é ele quem os inicia em actos imorais; esse adulto geralmente tem dificuldades psicológicas ou éticas.
- O satanismo ácido reúne pessoas que já executam actos mais graves, como consumo de drogas, actos sexuais e orgias e possivelmente delitos. Geralmente são jovens com alguma conduta desviada, que escolhem esse comportamento como uma forma de agregar-se e de expressar poder diante do seu grupo social. Frequentemente não conhecem a teoria do movimento satânico, mas utilizam esse nome para gerar temor ou medo entre as pessoas.
- O satanismo racionalista é próprio de pessoas cultivadas intelectualmente, que geralmente leram obras de Nietzsche e Crowley. O seu satanismo é fruto de uma opção pessoal e de uma filosofia de vida. São pessoas comuns e correntes, não realizam necessariamente rituais e não entram em conflito com o grupo social em que estão; simplesmente não concordam com os convencionalismos culturais, religiosos ou legais da sociedade actual. Este seria o autêntico satanismo com motivações filosóficas.
Diante desta realidade, apresentam-se 2 interpretações. Uma, anti-satânica, que acredita que o satanismo é como uma máfia que organiza um complô contra os bons costumes, contra a Igreja e contra as religiões. Cria-se um rumo-pânico que produz notícias alarmantes. Por outras palavras, seria o flagelo apocalíptico do anticristo feito realidade.
Trata-se de um exagero, levado a cabo dentro de grupos fundamentalistas cristãos, ainda que haja, efectivamente, actos cometidos por grupos satânicos, mas não na proporção que eles calculam.
A outra interpretação leva a uma atitude mais crítica e mais real. O satanismo não é a obra-prima da multinacional do mal, mas a expressão da precariedade da sociedade.
A falta de afecto na família e a destruição da mesma, a marginalidade e a exclusão social e o vazio de uma sociedade competitiva, consumista e individualista são a matéria-prima do satanismo.
«Os adolescentes que crescem sem a presença dos pais, os jovens que não tiveram oportunidades na vida e a falta de uma genuína experiência religiosa em um meio voraz criam bases para o surgimento da ideologia satânica, como meio compensador de carências ou expressão dessa carência», conclui o Observatório Pastoral do CELAM.

 

 

 
Como é que os demónios nos entretêm Imprimir e-mail

A REUNIÃO - Satanás convocou uma Reunião Mundial de demónios. No seu discurso de abertura, disse: "Não podemos impedir os cristãos de irem à igreja".
"Não podemos impedi-los de lerem as suas Bíblias e conhecerem a verdade". Nem mesmo podemos impedi-los de formarem um relacionamento íntimo com o seu Salvador".
"E, uma vez que eles ganham essa conexão com Jesus, o nosso poder sobre eles está quebrado ".
"Então, vamos deixá-los ir às suas igrejas; vamos deixá-los com os almoços e jantares que nelas organizam, MAS, vamos roubar-lhes o tempo que têm, de maneira a que não sobre tempo algum para desenvolver um relacionamento com Jesus Cristo".
"O que quero que vocês façam é o seguinte", disse o diabo:
"Distraiam-nos a ponto de que não consigam aproximar-se do seu Salvador, para manterem esta conexão vital durante o dia todo! "
"Como vamos fazer isto? " gritaram os seus demónios.
"Mantenham-nos ocupados nas coisas não essenciais da vida, e inventem inumeráveis assuntos e situações que ocupem as suas mentes”.
"Tentem-nos a gastarem, gastarem, gastarem, e pedir emprestado, pedir emprestado, pedir emprestado"
"Persuadam as suas esposas a irem trabalhar durante longas horas, e os maridos a trabalharem de 6 a 7 dias por semana, durante 10 a 12 horas por dia, a fim de que eles tenham capacidade financeira para manter os seus estilos de vida fúteis e vazios."
" Criem situações que os impeçam de passar algum tempo com os filhos"
"À medida em que as suas famílias se forem fragmentando, muito em breve os seus lares já não mais oferecerão um lugar de paz para se refugiarem das pressões do trabalho".
"Estimulem as suas mentes com tanta intensidade, que eles não possam mais escutar aquela voz suave e tranquila que orienta os seus espíritos".
"Induzam todos a ligarem o rádio ou o gravador, sempre que estiverem a conduzir. Que a TV, o Vídeo, os CDs e os PCs estejam sempre ligados, constantemente, nos seus lares, e providenciem que todas as lojas e todos os restaurantes do mundo toquem constantemente música que não seja bíblica".
"Isto entupirá as suas mentes e quebrar aquela união com Cristo".
"Encham as mesinhas de centro de todos os lugares com revistas e jornais".
"Bombardeiem as suas mentes com notícias, 24 horas por dia".
"Invadam os momentos em que estão dirigindo, fazendo-os prestar atenção a cartazes atractivos".
"Inundem as caixas de correio deles com papéis totalmente inúteis, catálogos de lojas que oferecem vendas pelo correio, lotarias, bolos de apostas, ofertas de produtos gratuitos, serviços, e falsas esperanças".
"Mantenham lindas e delgadas modelos nas revistas e na TV, para que os seus maridos acreditem que a beleza externa é o que importa, e eles se tornarão mal satisfeitos com as suas próprias esposas".
"Mantenham as esposas demasiadamente cansadas para amarem os seus maridos à noite, e dê-lhes dores de cabeça também".
"Se elas não dão aos seus maridos o amor que eles necessitam, eles então começam a procurá-lo noutro lugar, e isto, sem dúvida, fragmentará as suas famílias rapidamente."
"Dê-lhes o Pai Natal, para os distrair da necessidade de ensinarem aos seus filhos, o significado real do Natal."
"Dê-lhes o Coelho da Páscoa, para que eles não falem sobre a ressurreição de Jesus, e o Seu poder sobre o pecado e a morte."
"Até mesmo quando se estiverem a divertir, que seja tudo feito com excessos, para que ao voltarem dali estejam exaustos!"
"Mantenha-os de tal modo ocupados que nem pensem em ir ou ficar na Natureza, para reflectirem na criação de Deus. Mas mande-os para Parques de Diversão, acontecimentos desportivos, peças de teatro, concertos e ao cinema. Mantenha-os ocupados, ocupados, ocupados! " "E, quando se reunirem para um encontro, ou uma reunião espiritual, envolva-os em mexericos e conversas sem importância, para que, ao saírem, o façam com as consciências pesadas".
"Encham as vidas de todos eles com tantas causas nobres e importantes a serem defendidas que não tenham nenhum tempo para buscarem o poder de Jesus".
"Muito em breve, eles buscarão nas suas próprias forças, as soluções para os seus problemas, e para as causas que defendem, sacrificando a sua saúde e as suas famílias pelo bem da causa."
"Isto vai funcionar! Vai funcionar!" Este era um "senhor" plano!

Os demónios ansiosamente partiram para cumprirem as determinações do chefe, fazendo com que os cristãos, em todo o mundo, ficassem mais ocupados, e mais apressados, indo daqui para ali, e vice-versa. Tendo muito pouco tempo para Deus e para suas famílias. Não tendo nenhum tempo para contar a outros sobre o poder de Jesus para transformar vidas.

PERGUNTA: teve o diabo sucesso nas suas maquinações? Responde tu!

 

 

 
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