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Deus é Amor

Papa Bento XVI

 
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A Morte
Hoje vou jantar na mesma mesa com Jesus Imprimir e-mail

ESTA NOITE VOU JANTAR NA MESMA MESA COM JESUS


 Ela deu um pulo assim que viu o cirurgião sair da sala de operações.
 Perguntou: ' Como é que está o meu filho? Ele vai ficar bom? Quando é que eu posso vê-lo?'
O cirurgião respondeu: 'Tenho pena. Fizemos tudo mas o seu filho não resistiu.
Sally perguntou: Porque razão é que as crianças pequenas têm cancro? Será que Deus não se preocupa? Aonde estavas Tu, Deus, quando o meu filho necessitava?'
O cirurgião perguntou: Quer algum tempo com o seu filho? Uma das enfermeiras irá trazê-lo dentro de alguns minutos e depois será transportado para a Universidade.'
Sally pediu à enfermeira para ficar com ela enquanto se despedia do seu filho. Passou os dedos pelo cabelo ruivo do seu filho.
'Quer um caracol dele?' Perguntou a enfermeira. Sally abanou a cabeça afirmativamente. A enfermeira cortou o cabelo e colocou-o num saco de plástico, entregando-o a Sally.
'Foi ideia do Jimmy doar o seu corpo à Universidade porque assim talvez pudesse ajudar outra pessoa', disse Sally.
No início eu disse que não, mas o Jimmy respondeu: 'Mãe, eu não vou necessitar do meu corpo depois de morrer. Talvez possa ajudar outro menino a ficar mais um dia com a sua mãe.'
Ela continuou: 'O meu Jimmy tinha um coração de ouro. Estava sempre a pensar nos outros. Sempre disposto a ajudar, se pudesse.'
Depois de aí ter passado a maior parte dos últimos seis meses, Sally saiu do 'Hospital Children?s Mercy' pela última vez.
Colocou o saco com as coisas do seu filho no banco do carro ao lado dela.
A viagem para casa foi muito difícil. Foi ainda mais difícil entrar na casa vazia. Levou o saco com as coisas do Jimmy, incluindo o cabelo, para o quarto do seu filho.
Começou a colocar os carros e as outras coisas no quarto exactamente nos locais onde ele sempre os teve. Deitou-se na cama dele, agarrou a almofada e chorou até que adormeceu.
Era quase meia-noite quando acordou e ao lado dela estava uma carta.
A carta dizia: 'Querida Mãe, sei que vais ter muitas saudades minhas; mas não penses que me vou esquecer de ti, ou que vou deixar de te amar só porque não estou aí perto para dizer 'Amo-te'. Eu vou sempre amar-te cada vez mais, Mãe, por cada dia que passe.
Um dia vamos estar juntos de novo. Mas até chegar esse dia, se quiseres adoptar um menino para não ficares tão sozinha, por mim está bem.
Ele pode ficar com o meu quarto e as minhas coisas para brincar. Mas se preferires uma menina, ela talvez não vá gostar das mesmas coisas que nós, rapazes, gostamos.
Vais ter que comprar bonecas e outras coisas que as meninas gostam, tu sabes.
Não fiques triste a pensar em mim. Este lugar é mesmo fantástico. Os avós vieram ter comigo assim que eu cheguei para mo mostrar, mas vai demorar muito tempo para eu poder ver tudo. Os anjos são mesmo fixes. Adoro vê-los a voar.
E sabes uma coisa? Jesus não parece nada como se vê nas fotos, embora quando O vi O tenha conhecido logo. Ele levou-me a visitar Deus!
E sabes uma coisa? Sentei-me no colo d'Ele e falei com Ele, como se eu fosse uma pessoa importante. Foi quando lhe disse que queria escrever-te esta carta, para te dizer adeus e tudo mais. Mas eu já sabia que não era permitido.
Mas sabes uma coisa, Mãe? Deus entregou-me papel e a sua caneta pessoal para eu poder escrever-te esta carta. Acho que Gabriel é o anjo que te vai entregar a carta.
Deus disse para eu responder a uma das perguntas que tu Lhe fizeste, 'Onde estava Ele quando eu mais precisava?' Deus disse que estava no mesmo sítio, tal e qual, quando o filho dele, Jesus, foi crucificado.
Ele estava presente, tal e qual como está com todos os filhos dele.
Mãe, só tu é que consegues ver o que eu escrevi, mais ninguém. As outras pessoas vêem este papel em branco. É mesmo fixe não é? Eu tenho que dar a caneta de volta a Deus para ele poder continuar a escrever no seu Livro da Vida.
Esta noite vou jantar na mesma mesa com Jesus. Tenho a certeza que a comida vai ser boa.
Estava quase a esquecer-me: já não tenho dores, o cancro já se foi embora. Ainda bem porque já não podia mais e Deus também não podia ver-me assim. Foi quando ele enviou o Anjo da Misericórdia para me vir buscar. O anjo disse que eu era uma encomenda especial! O que dizes a isto, Mãe?'

Assinado com Amor de Deus, Jesus e de Mim.


 
Superemos o pavor da morte Imprimir e-mail
com o pensamento da imortalidade
 
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É necessário ter presente que não é a nossa vontade que devemos fazer mas a de Deus, como o Senhor nos ensinou a rezar todos os dias. Que contrassenso pedirmos que se faça a vontade de Deus, e depois, quando Ele nos chama e nos convida a sair deste mundo, não obedecermos prontamente à sua vontade! Resistimos e lutamos, e somos levados à presença do Senhor como servos rebeldes, com mágoa e tristeza, partindo deste mundo, não de bom grado, mas forçados por uma lei inevitável. E ainda pretendemos que nos honre com prémios celestes Aquele para quem vamos de má vontade! Então porque rogamos e pedimos que venha a nós o reino dos Céus, se continuamos agarrados à prisão da terra? Porque é que pedimos e imploramos tão insistentemente que se apresse o tempo do reino, se o nosso desejo de servir o diabo neste mundo supera o desejo reinar com Cristo?
Se o mundo odeia o cristão, porque amas aquele que te odeia e não segues antes a Cristo que te redimiu e te ama? João, na sua epístola, clama e exorta a não amarmos o mundo, seguindo os desejos da carne: Não ameis o mundo nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, não estará nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo — concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida — não vem do Pai mas do mundo. Ora o mundo passa com as suas concupiscências, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece eternamente. Ao contrário, com espírito sincero, fé inabalável e ânimo forte, estejamos prontos a cumprir a vontade de Deus em tudo. Superemos o pavor da morte com o pensamento da imortalidade que nos espera. Mostremos na prática esta fé que professamos. Devemos considerar e meditar frequentemente que renunciámos ao mundo e que, entretanto, andamos na terra como hóspedes e peregrinos. Acolhamos com júbilo o dia em que a cada um de nós se indicará a sua própria morada, o dia em que, libertos das cadeias deste mundo, entraremos no paraíso e no reino eterno. Quem não tem pressa de regressar à pátria, quando anda longe dela? Para nós a pátria é o Paraíso. Lá nos espera um grande número de entes queridos, lá nos aguardam os nossos pais, os nossos irmãos, os nossos filhos, em festiva e alegre companhia, seguros já da própria felicidade e solícitos da nossa salvação. Que alegria, tanto para eles como para nós poder vê-los e abraçá-los a todos! Que felicidade, naquele reino celeste, nunca mais temermos a morte, mas gozarmos da vida para sempre!
Ali está o com glorioso dos Apóstolos, a milícia exultante dos Profetas, a multidão inumerável dos mártires, coroados de glória pelo triunfo do combate e dos tormentos, ali estão as virgens triunfantes, que venceram a concupiscência da carne e do corpo com a virtude da continência; ali são recompensados os misericordiosos, que praticaram obras da justiça, alimentando e socorrendo com os seus bens os pobres, e assim observaram os preceitos do Senhor, transformando os bens terrenos em tesouros celestes. Apressemo-nos, irmãos caríssimos, com todo o entusiasmo, a juntar-nos à companhia destes bem-aventurados. Veja Deus este nosso pensamento, contemple Cristo este propósito da nossa mente e da nossa fé, porque tanto maior será a recompensa do seu amor, quanto mais ardente for o desejo de chegarmos à sua presença.

Tratado de S. Cipriano, bispo e mártir, sobre a morte

 

 

 
Prece suprema Imprimir e-mail

PRECE SUPREMA

Meu Jesus!
Ao fechar-se o horizonte da minha vida, converte essa hora de dor e elevação, de sacrifício e renúncia, num holocausto de tanto amor por Ti que, sendo a morte imposição Tua, eu Ta ofereça como dádiva minha.
A Tua promessa “tudo que pedirdes na Oração com fé haveis de conseguir” dá-me uma confiança tão grande que a própria consciência da minha pequenez e miséria, das minhas ofensas e pecados pode ensombrar-me a alma mas não quebrar a fé que a sustenta e ilumina.
A minha prece suprema que sobreleva e excede todos os meus anelos é sentir-Te, nessa hora decisiva, junto de mim, debruçado sobre a minha agonia fazendo do Teu Coração o altar em que a minha aima reze o seu últímo pensamento para Ti e receba a Tua Bênção de Perdão e Amor.
Não permitas que jamais seja crucificada numa dúvida a certeza que tenho agora de ouvir no limiar da morte o Teu Apelo carinhoso e sentir a chama purificadora do Teu Amor…

Meu Jesus!
Ao findar a vida, uma angústia a tortura: a separação dos entes queridos. Este amor, esta saudade, estão dentro da Tua Doutrina.
E como é nas horas de sofrimento e luto que as almas queridas ainda mais se estreitam, peço-Te que faças irradiar sobre elas a Tua Graça reconfortante, embalando a sua dor na Tua Cruz e juntando-as todas comigo no Teu Coração.
Mais Te peço que àqueles a quem não fiz todo o bem que podia ou até fiz mal que não devia, os cubras com a Tua Bênção e que só Tu sejas a Luz lnterior das suas almas.
E mais, e mais ainda Te peço.
Aqueles que porventura me agravaram ou ofenderam, junta o meu perdão ao Teu e sê tão misericordioso com eles como espero sejas para as minhas próprias faltas.
E apesar de eu ser tão pobrezinho, como o Teu ilimitado Amor não põe limites às preces e aspirações dos Teus filhos, ainda tenho ânimo para Te pedir o que Tu Próprio não tiveste!
Sentiste o abandono e eu peço o carinho da Tua Presença…
Sofreste o desamparo e eu peço o infinito conforto do Teu Coração...
Tiveste sede torturante na Tua Agonia e eu peço para me dessedentares na torrente do Teu Amor...
Há em mim um anseio imenso que não sei exprimir… A minha alma insaciada está dorida por não saber dar-se melhor...
Meu Jesus! Eu desejo, só para Te possuir, receber a morte como Tua Mensageira bem-vinda, pois a morte no teu Amor é fonte da Vida Imortal.
O meu espírito ergue-se agora cada vez mais alto, embalado numa Voz cuja melodia não é deste mundo. O meu coração pulsa já em Ti!
A minha alma divisa já a ponte de Luz e Amor que une o Céu à Terra...
E o meu olhar não interroga mais o meu destino: Sinto-Te em mim!

Meu Jesus!
Apaga os pecados que mancham a minha cruz na Tua Cruz.
Exalta a minha dor na Tua Dor.
Purifica a minha agonia na Tua Agonia.
Santifica a minha morte na Tua Morte.
E acolhe o último suspiro do meu coração no Teu Coração.

 
Santos e Finados Imprimir e-mail

Santos e finados

Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob

Festa de todos os Santos seguida do dia dos Finados.

Santos e Finados fazem parte do quadro de referências que compõem uma cosmovisão que procura integrar os diversos aspectos da realidade e da vida humana, numa tentativa de harmonizar todas as coisas num universo que tenha sentido. E´ o que todas as religiões procuram fazer: buscar o sentido último de todas as coisas.
Independente do mérito objectivo destas duas celebrações, elas fazem parte da visão de conjunto que a fé cristã apresenta, e que é explicitada ao longo de cada ano pelas celebrações tradicionais que compõem o calendário litúrgico da Igreja.
A questão de fundo, em ambas, é a esperança na vida além da morte, interrogação que acompanha fatalmente nossa condição humana de seres mortais, mas capazes de se perguntar pelo sentido de sua existência.
A este respeito, todos têm o direito de expressar as suas convicções, e de formular também as suas projecções além dos limites da nossa compreensão humana. Mesmo sem lançar mão dos dados oferecidos pela fé, é legítimo o esforço de encontrar suporte racional para a esperança de uma sobrevida. Pois na verdade, o facto de sermos capazes de interrogar a eternidade, já é sinal de que somos feitos para ela.
Mas é interessante observar que a fé cristã não se baseia em garantias racionais para cultivar a sua esperança na vida eterna. Ela parte de outro princípio. Ela funda a sua esperança na maneira como Deus se revelou. Assim, a vida eterna é uma dedução, uma consequência, um corolário, uma derivação de como Deus manifestou o mistério de sua própria existência.
No tempo Jesus havia dois grupos que se opunham frontalmente a respeito da ressurreição. Os fariseus afirmavam convictos que havia. Os saduceus desdenhavam esta fé e diziam-se abertamente contrários à ressurreição. Foi a propósito deles que Jesus precisou de tomar posição, com a surpreendente resposta dada aos zombadores da vida futura. Jesus não se posicionou directamente a favor da ressurreição. Jesus encontra o fundamento da ressurreição nas palavras ditas por Deus a Moisés: “eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob”. Daí ele tira a surpreendente conclusão, que serve de fundamento para a fé cristã: “ora, Deus não é um deus de mortos, mas Deus de vivos!”.
Para os cristãos, a vida eterna não é entendida como consequência de uma suposta imortalidade da nossa alma. Isto pode servir de suporte. Mas não mora aí a razão da nossa esperança, como São Pedro nos aconselha a buscar sempre. A nossa fé na ressurreição é muito mais consistente do que um simples raciocínio filosófico.
Colocados os fundamentos da fé, é claro que a razão pode perceber neles a coerência interna, que a teologia procura encontrar, como “fides quaerens intellectum”, no dizer de Santo Anselmo.
Se já o Antigo Testamento oferecia base sólida para a fé na ressurreição, muito mais o Novo Testamento, que se constrói todo ele em torno da fé na Ressurreição de Jesus. Depois de citar os factos que servem de fundamento para o Evangelho, escrevendo aos coríntios, São Paulo tira a conclusão certeira e definitiva: “Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer que não há ressurreição dos mortos?” A fé na ressurreição de Cristo, e em consequência, da nossa ressurreição, é o núcleo aglutinador que harmoniza todo o conjunto da vida humana, com as suas certezas presentes, e com a sua esperança no futuro.
Celebrando Santos e Finados, rendemos homenagem ao Deus dos vivos, “pois para ele todos vivem”.

 
A morte foi vencida Imprimir e-mail

A morte foi vencida, ela já não tem poder

Para tudo na nossa vida existe uma hora. O livro do Eclesiástico diz: “1.Tudo tem o seu tempo. Há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu: 2.tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; 3.tempo de matar e tempo de curar; tempo de destruir e tempo de construir; 4.tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar”

Há horas para tudo.

Em São Mateus, quando José estava naquela grande dúvida de acolher ou não Maria, o anjo diz-lhe o seguinte: “José, Filho de David, não tenhas receio de receber Maria, tua esposa; o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe porás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. (Mt 1,21).

Jesus veio por causa disto: para nos salvar, nos libertar do pecado, para derrotar o demónio e vencer a morte.

Jesus tinha consciência do que iria acontecer com Ele. No Evangelho de hoje tem algo que muitas vezes não percebermos: a angústia de Jesus. Quando Ele está no Monte das Oliveiras e está lá suando, sofrendo.

“Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto.” Jo 12,24

Se Jesus não passasse pela morte, nós não teríamos vida. Jesus venceu a morte e deu-nos vida.

Uma vez que entraste no caminho e conheceste Jesus, quando o desânimo vier, prossegue! O nosso objectivo final é a vida eterna.

“Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta da sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna.” Jo 12,25

Façam do domingo o dia do Senhor. Não se apeguem às coisas deste mundo. Quem se apega a este mundo vai morrer, pois tudo passa.

Deus não pode passar na tua vida. Ele precisa de ser o primeiro sempre.

Pais, dêem Deus aos vossos filhos. Eles não podem ser materialistas. Tudo é passageiro, mas nosso Senhor não pode passar.

Chegou a hora de Jesus, para que a nossa hora chegue. Ele venceu a morte. Ele nos deu a vida eterna para que a tenhamos.

Jesus teve medo, passou angústia, mas persistiu.

Somos livres em Jesus Cristo porque Ele nos salvou.

 
Vida Além da Morte Imprimir e-mail

Vida Além da Morte

Depois de sofrer na Cruz, Jesus passou 40 dias com os Apóstolos, ensinando-os a proclamar o Evangelho da salvação. Depois subiu aos céus e voltará para buscar os remidos.

O último artigo do Credo diz: “Creio na vida eterna”.

A maior esperança cristã é esta: a vida não termina com a morte do corpo, mas continua no além. E muitos perguntam: “o que virá depois?”

Somente a Igreja Católica tem resposta certa e clara para esta questão. A Carta aos hebreus diz: “está decretado que os homens morram uma só vez e que depois se siga o juízo” (Hb 9,27). Para nós católicos, isto acaba de vez com a mentira da reencarnação, que engana tantas pessoas, e as deixa  mal preparadas diante da morte, acreditando neste erro, e com uma falsa ideia de salvação.

São Paulo ensinava aos coríntios, muito influenciados pela mitologia grega: “sabemos que, se a casa terrestre desta nossa morada for desfeita, temos em Deus um edifício, uma casa não feita por mãos humanas, que será eterna nos céus” (2Cor 5,1). Mas, São Paulo não deixou de dizer que “é necessário que todos nós compareçamos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que é devido ao corpo, segundo fez o bem ou o mal” (2Cor 5,10).

A Igreja ensina que logo após a morte vem o Juízo particular da pessoa. Diante da justiça perfeita de Deus, seremos julgados. Mas é preciso lembrar que o Juiz é o mesmo que morreu na Cruz para que ninguém fosse condenado, e tivesse à sua disposição, através dos Sacramentos da Igreja, o perdão e a salvação que custaram a Sua Vida.

Afirma o nosso Catecismo: “Cada homem recebe na sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num Juízo Particular que coloca a sua vida em relação à vida de Cristo, através de uma purificação, entrando de imediato na felicidade do céu, ou condenando-se de imediato para sempre” (§ 1022).
Isto mostra que imediatamente após a morte a nossa alma já terá o seu destino eterno definido: o céu, mesmo que se tenha de purificar antes, no purgatório, ou o inferno.

Sobre o céu diz São Paulo: “nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem jamais passou pelo pensamento do homem o que Deus preparou para aqueles que o amam” (1Cor 2,9). O Papa Bento XII (1335-1342), assegurou através da Bula “Benedictus Deus”, que as almas de todos os santos, mesmo antes da ressurreição dos mortos e do juízo final, já estão no céu. A Igreja, desde o tempo dos primeiros mártires acredita, sem dúvida, que eles já estão no céu, intercedendo pelos que vivem na terra. São muitos os documentos antigos que confirmam isto.

Sobre o purgatório a Igreja também não tem dúvidas, já que esta verdade de fé foi confirmada em vários concílios ecuménicos da Igreja: Lião (1245), Florença (1431-1442), Trento (1545-1563), com base na Tradição e na Sagrada Escritura (1Cor 3,15; 1Pe1,7; 2Mac 12,43-46).

Ensina o Catecismo: “A Igreja denomina Purgatório a purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados”(§1031). As almas do Purgatório já estão salvas, apenas completam a sua purificação para poderem entrar na união perfeita com Deus. Diz a Carta aos hebreus: “a santidade, sem a qual ninguém verá a Deus” (cf. Hb 12,14).

Mais do que um local de sofrimento, o Purgatório é – ensina São Francisco de Sales, doutor da Igreja -, um lugar de esperança, amor, confiança em Deus, e paz, embora a alma sofra para se purificar. Para os que rejeitarem a Deus e a sua graça, isto é, que deixaram o coração endurecer, o destino será a vida eterna longe de Deus, para sempre, e junto daqueles que também rejeitaram a Deus. Jesus diz que ali haverá “choro e ranger de dentes”.

É preciso dizer que Nosso Senhor foi ao extremo do sacrifício humano para garantir a todos os homens a salvação. Mas Deus respeita o livre arbítrio de cada um, e, como disse Santo Agostinho, Ele que nos criou sem nós, não nos salvará sem nós. Ao falar do inferno, o Catecismo diz: “Deus não predestina ninguém para o inferno; para isto é preciso uma aversão voluntária a Deus (o pecado mortal), e persistir nela até ao fim. São Pedro diz que Deus “usa de paciência connosco não querendo que nenhum se perca, mas que todos se convertam à penitência.” (2Pe 3,9).

Se a lembrança do inferno nos causar desespero, deveremos lembrar-nos do que diz São Bernardo, doutor da Igreja: “Nenhum servo de Maria será condenado”. Sem dúvida a Mãe de Deus e nossa saberá salvar aqueles que foram seus fiéis devotos aqui na terra. Ela é, afinal, a Mãe do Juiz!

A Igreja lembra ainda que com a segunda vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo haverá o Juízo final. O Catecismo ensina: “A ressurreição de todos os mortos, ‘dos justos e dos injustos’ (At 24,15), antecederá o Juízo Final” (§ 1038). O Magistério da Igreja ensina que  “virá tempo em que todos os que se encontram nos sepulcros ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que tiverem feito obras boas, sairão para a ressurreição da vida eterna; mas os que tiverem feito obras más, sairão ressuscitados para a condenação” (Jo 5,28-29). “Quando, pois, vier o Filho do homem na sua majestade, e todos os anjos com ele…” (Mt 25,31).

Portanto, a ressurreição dos corpos ainda não aconteceu nem mesmo para os santos. Os seus corpos ainda aguardam a ressurreição. Somente Nosso Senhor Jesus Cristo e Maria Santíssima já ressuscitaram e têm os seus corpos já glorificados. Quanto a este grande Dia da volta gloriosa do Senhor, muitas vezes a Igreja já se pronunciou.

No Concílio ecuménico do Latrão, em 1516, assim afirmou: “Mandamos a todos os que estão, ou futuramente estarão incumbidos da pregação, que de modo nenhum presumam afirmar ou apregoar determinada época para os males vindouros para a vinda do Anticristo ou para o dia do juízo. Com efeito a Verdade diz: “Não toca a vós ter conhecimento dos tempos e momentos que o Pai fixou por Sua própria autoridade. Os que até hoje ousaram afirmar tais coisas mentiram, e, por causa deles, não pouco sofreu a autoridade daqueles que pregam com retidão. Ninguém ouse predizer o futuro apelando para a Sagrada Escritura, nem afirmar o que quer que seja, como se o tivesse recebido do Espírito Santo ou de revelação particular, nem ouse apoiar-se sobre conjecturas vãs ou despropositadas. Cada qual deve, segundo o preceito divino, pregar o Evangelho a toda a criatura, aprender a detestar o vício, recomendar e ensinar a prática das virtudes, a paz e a caridade mútuas, tão recomendadas pelo nosso Redentor”.

Diz o nosso Catecismo: “Só o Pai conhece a hora deste Juízo, só Ele decide sobre o seu advento. Através do seu Filho Jesus Ele pronunciará a sua palavra definitiva sobre toda a história. Conheceremos então o sentido último de toda a obra da criação” (§ 1040).

 
Novíssimos do Homem Imprimir e-mail

Novíssimos do Homem

 

Morte do Justo

Morte do Pecador

 

Ó Cristão que isto lês, olha que existe um Deus!

 

...uma alma!...uma eternidade!...

 

LEMBRA-TE

 

dos teus novíssimos:

 

MORTE... JUÍZO... INFERNO... PARAÍSO...

 

e nunca pecarás.

 

1. — Lembra-te... que foste criado somente para amares e servires o teu Deus nesta vida e o possuíres depois eternamente na outra…

2. — Lembra-te... que a morte vem chegando a largos passos e, talvez, já está mais próxima do que pensas...

3. — Lembra-te... que brevemente deves prestar conta a Deus de todo o bem que podias fazer e não fizeste, como de todo o mal que devias deixar e não deixaste…

4. — Lembra-te... que todo aquele que morrer em pecado mortal vai logo com a alma para o fogo do Inferno, e depois, no fim do mundo, para lá deverá ir também com o corpo ...

5. — Lembra-te... que tens só uma alma: salva esta, tudo estará salvo eternamente; perdida esta, tudo estará eternamente perdido...

6. — Lembra-te... que o caminho mais largo é o que leva a perdição, quem quer salvar-se, deve fazer violência a si mesmo e carregar a sua cruz...

7. — Lembra-te... que Deus merece sumo respeito em qualquer tempo e em qualquer lugar; em toda a parte está ele presente e somente dele é que depende todo o teu bem temporal e espiritual...

8. — Lembra-te... que o tempo passa e não volta mais; quanto mais vives, tanto menos para viver te resta: quem vive mal, morre mal…

9. — Lembra-te... que deves amar o teu próximo como a ti mesmo. Ai de ti se manténs rixas e desavenças...

10. — Lembra-te... que o Inferno está cheio de pecadores que queriam converter-se, mas que nunca se converteram deveras...

11. — Lembra-te... que quem quer evitar o pecado, deve fugir da ocasião; as conversações perigosas são redes do demónio...

12. — Lembra-te... finalmente que Jesus te espera para te dar o perdão das tuas culpas. Quem sabe se não seja este o último aviso?...

 

 

REFLETE E PENSA MUITAS VEZES QUE:

 

1. — As três portas maiores do Inferno são: a desonestidade, o escândalo, o furto.

2. — As três portas principais do Paraíso são: a oração, a sinceridade na Confissão, a frequência dos Sacramentos e da palavra de Deus.

3. — As três coisas principais de que devemos fugir são: as ocasiões perigosas, as más companhias, os olhares e as palavras indecentes.

4. — Os três pensamentos mais salutares são: Deus me vê... Devo morrer!... O prémio do Paraíso e o castigo do Inferno... são eternos.

5. — Os três nomes que se devem invocar com frequência são: Jesus, Maria, José.

Estou certo que hei de morrer... mas quando?... não sei... Então devo estar preparado... Apenas tiver acabado de expirar, Deus me julgará acerca de toda a minha vida, e a sentença será: ou feliz para sempre no Paraíso, ou infeliz para sempre no Inferno...

De que serve ganhar, ainda que seja todo o mundo, se depois vier a perder-me?... O pecado é o único e verdadeiro mal que pode haver no mundo!... portanto, devo fugir dele.

 

 

 
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