Mensagem


Deus é Amor

Papa Bento XVI

 
Início seta A Morte
A Morte
Se tivesses de morrer hoje, para onde iria a tua alma? Imprimir e-mail

 

Se tivesses de morrer hoje, para onde iria a tua alma? - Rev. Pe. David Francisquini

 

Não sabes suportar uma centelha caída de uma vela sobre a tua mão, e poderás suportar a permanência num abismo de fogo devorador, desolado e desamparado de todos, por toda a eternidade?

– Ah, quantos na mesma idade que tu, talvez conhecidos e companheiros teus, estão agora a arder naquela fornalha ardente, sem a mínima esperança de poderem remediar a sua desgraça!

Agora talvez não te importe perder o paraíso e Deus;

mas conhecerás a tua cegueira, quando vires os bem-aventurados em triunfo e no gozo do reino dos céus, e tu, como um cão lazarento, fores excluído daquela pátria feliz, da bela presença de Deus, da companhia de Maria Santíssima, dos Anjos e dos Santos.

Então gritarás enfurecido: Ó paraíso de felicidades, ó Deus, Bem infinito, não sois nem sereis jamais para mim!

 

Ânimo!

Faz penitência, muda de vida; não esperes que não haja mais tempo para ti. Pede a Jesus, pede a Maria que tenham piedade de ti.

Aqui tendes Senhor, a vossos pés, o desgraçado que tão pouco caso fez da vossa graça e dos vossos castigos.

Ai de mim! Quantos anos já devia estar abandonado por Vós e a arder na fornalha do inferno!

Mas vejo que me quereis salvar a todo o preço, porque com tanta bondade me ofereceis o perdão, se eu quiser detestar os meus pecados; ofereceis-me a vossa graça e o vosso amor, se eu Vos quiser amar.

Sim, meu Jesus, quero sempre chorar as ofensas que Vos fiz e amar-Vos de todo o meu coração.

– Fazei-me saber o que quereis; quero satisfazer-Vos em tudo.

Permiti que eu viva e morra na vossa graça; não me mandeis para o inferno onde não Vos poderia mais amar, e disponde de mim segundo a vossa vontade.

– Ó Maria, minha esperança, guardai-me sob a vossa maternal proteção, e não permitais que eu venha a perder o meu Deus.

 
Como podemos falar sobre a morte às crianças? Imprimir e-mail

 

Como podemos falar sobre a morte às crianças?  

As crianças são espirituais e elas entendem além do que a razão adulta consegue compreender

Para sabermos como falar com as crianças a respeito da morte, antes precisamos de saber como nós pais, lidamos com ela. Somos de outro tempo. Quando éramos crianças, os falecidos eram velados em suas próprias casas, e quem trocava a roupa, fazia a barba do falecido, geralmente, eram os filhos ou alguém muito próximo. As crianças estavam presentes, correndo em volta da casa e do caixão. Os velórios reuniam um grande número de pessoas, que ficavam o tempo todo acompanhando a família, muitos amigos permaneciam a noite inteira.

Muitas das vezes, não se morre em casa, mas sozinho nas UTIs. Assim, perdemos o momento “máximo” da vida de uma pessoa.

Hoje, muitas pessoas passam para dar um abraço e ficam 10, 15 minutos; depois, seguem as suas vidas. Isto tudo é uma pena, porque a morte põe-nos em xeque a respeito do sentido da vida. É um momento de paragem, é inevitável não pensar, diante de um caixão, na própria morte ou na morte de alguém muito querido.

A criança sabe do sobrenatural, porque ela é espiritual

E as crianças? Ficavam em volta, brincavam, mas também observavam o que acontecia. Ninguém me ensinou sobre a morte, ninguém nunca falou a respeito dela, mas como nós fazíamos parte de todo este “sagrado”, de todo este ritual, simplesmente nós entendíamos. Entendíamos que era um momento de muita dor. Eu, por exemplo, vi o meu pai a chorar o velório inteiro ao lado do caixão do meu avô, quando eu era bem pequena. Por dentro eu perguntava: “Por que é que eu não choro?”

Só mais tarde, quando cresci, entendi que a dor de um adulto é diferente da dor da criança; primeiro, porque a criança não tem noção sobre o tempo, ela não entende que o avô partiu e nunca mais vai voltar. Crianças pequenas não têm noção de quanto é uma semana, um mês, dez anos, muito menos do nunca, e isto suaviza a dor. Mais bonito e surpreendente é que a criança é espiritual e entende além do que a nossa razão adulta consegue compreender. Ela sabe do sobrenatural, porque ela é espiritual.

Não se fala de morte

É uma pena que o evento morte esteja cada vez mais escondido, camuflado. O velório já é dentro do cemitério, os cemitérios parecem grandes jardins, os cortejos desapareceram das grandes cidades ou se camuflam no meio do trânsito. Enfim, nos nossos tempos modernos, não se fala de morte, camufla-se, e quando se fala, é só nas tragédias e assassinatos, o que deixa a imagem da morte sempre muito negativa.

Lembro-me, perfeitamente, do meu avô doente na casa dele, no seu quartinho. Houve um momento em que ficámos a sós, ele olhou para mim e disse: “O vovô vai morrer”. Eu, querendo animá-lo (embora soubesse que no fundo aquilo era verdade), disse: “Não, o senhor vai ficar bom, rápido!” E ele, olhando-me nos olhos, disse: “Não! O vovô não vai ficar bom”.

Enfim, alguém chegou ao quarto e ficámos calados, foi o nosso segredo. Ele preparou-me para a morte. No dia em que ele morreu, a minha mãe veio acordar-me, de manhã, para me contar, e ela não precisou de dizer uma palavra. Eu sentei-me na cama e disse: “Já sei, o vovô morreu”. Sou grata pelo meu avô ter tido a coragem que os meus pais não tiveram.

Paradoxo da vida

A tanatóloga Wilma Torres, durante toda a sua vida académica, estudou sobre a morte. Era o seu trabalho. Quando interrogada se isto afetava, de alguma forma, a vida dela, respondeu: “Pelo contrário, quanto mais estudo a morte, mais aprendo a viver”. Acho que isto nos ajuda a fazer as pazes com a morte, ressignificar dentro de nós mesmos o seu sentido. Só assim saberemos como falar sobre ela com os nossos filhos. Ela é o grande paradoxo da vida.

Ricardo Petrarca, autor do livro ‘A chama e a morte’, cita frases belíssimas ditas pelos índios Guaranis, com quem conviveu algum tempo: “A morte é um ser, é irmã da noite e do silêncio. Ela gosta de ficar perto do nosso coração, e fica muito triste quando não gostamos dela. Como ela mora no nosso coração, então a pessoa que não gosta dela, fica triste também. A morte e a vida são geminadas, irmãs gémeas. Tu perdeste um parente, parte de ti morre. Fica um lugar como uma caverna, mas esta caverna pode ser um caminho para a vida”.

A beleza da morte

O coração das crianças tem a simplicidade e a sabedoria semelhantes à profundidade e sabedoria do povo indígena. Elas saberão ver a beleza da morte. Se tiverem histórias bonitas para contar sobre a morte (como a minha com o meu avôzinho), contem aos seus filhos, isto prepara-os. As crianças são geniais, são muito capazes de imaginar a cena que descrevemos ao contar as nossas histórias. A criança não pode ver a morte como um monstro, como uma inimiga, porque ela não é, a morte faz parte da vida.

A primeira vez que levar o seu filho a um velório, explique, antes de chegar ao local, que ele verá pessoas a chorar, um caixão onde estará deitado quem faleceu, flores… Diga que isto é normal e que está tudo bem, que é assim mesmo. Não devemos forçar a criança a nada, como pegar na mão do defunto. Se perceber algum tipo de ansiedade na criança, fique um pouco do lado de fora, fique um pouco mais afastado, devagarinho ela mesma vai-se aproximando, no tempo dela.

Um pedaço do céu

A Fundadora do Movimento dos Focolares, Chiara Lubich preferiu morrer em casa, deitada na sua cama, no seu quarto simples, diante da imagem de Jesus Abandonado. As pessoas, os consagrados, jovens que faziam parte do movimento, fizeram uma longa fila para passar diante dela, e muitos apenas agradeciam, e ela olhava-os profundamente nos olhos. Era a despedida, neste caso, um pedaço de céu. Não havia desespero, mas paz.

 
Orações pelos moribundos Imprimir e-mail

ORAÇÕES PELOS MORIBUNDOS

 

EM NOME DO PAI + DO FILHO E + DO ESPÍRITO SANTO.

 

V. Deus, vinde em nosso auxílio.

R. Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.

Ó Clementíssimo Jesus, que Vos abrasais de amor pelas almas, eu Vos suplico pela agonia do Vosso Sacratíssimo Coração e pelas dores da vossa Mãe Imaculada, que purifiqueis no Vosso Sangue os pecadores de todo o mundo que agora estão em agonia e hoje mesmo têm de morrer. Amén.

 

Coração agonizante de Jesus, tende piedade dos moribundos.

 

NOSSA SENHORA DA BOA MORTE, ROGAI POR NÓS E PELOS MORIBUNDOS DESTE DIA/DESTA NOITE.

 

Eterno Pai, pelo amor que tendes a São José, escolhido por Vós para ser o Vosso representante na terra, tende misericórdia de nós e dos pobres moribundos.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

 

Eterno Filho, pelo amor que tens a São José, Vosso guarda fidelíssimo, tende misericórdia de nós e dos pobres moribundos.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

 

Eterno Espírito Santo, pelo amor que tendes a São José, zelosíssimo guarda da Santíssima Virgem Maria, Vossa amada Esposa, tende misericórdia de nós e dos pobres moribundos.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

 

São José, pai adoptivo de Jesus Cristo e verdadeiro esposo da virgem Maria, rogai por nós e por todos os agonizantes deste dia/desta noite.

 

* * *

Ladainha dos Moribundos

 

Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por ele/ela(s)

Santos Anjos e Arcanjos,

Santo Abel,

Coro dos justos,

Santo Abraão,

São João Batista,

São José,

Santos Patriarcas e Profetas,

São Pedro,

São Paulo,

Santo André,

São João,

Santos Apóstolos e Evangelistas

Santos Discípulos do Senhor,

Santos Inocentes,

Santo Estevão,

São Lourenço,

Santos Mártires,

São Silvestre,

São Gregório,

Santo Agostinho,

Santos Pontífices e Confessores,

São Bento,

São Domingos,

São Francisco,

São Camilo,

São João de Deus,

Santos Monges e Eremitas,

Santa Maria Madalena,

Santa Luzia,

Santas virgens e viúvas,

Santos e santas de Deus, intercedei por ele(s).

Sede-lhe(s) propício, perdoai-lhe(s), Senhor.

Sede-lhe(s) propício, escutai-o(s), Senhor.

Da Vossa ira, livrai-o(s), Senhor.

Do perigo da morte,

De uma morte má,

Das penas do Inferno,

De todo mal,

Do poder do Demónio,

Pelo Vosso nascimento,

Pela Vossa cruz e Paixão,

Pela Vossa morte e sepultura,

Pela Vossa gloriosa Ressurreição,

Pela Vossa admirável Ascensão,

Pela graça do Espírito Santo Santo Consolador,

No dia do Juízo,

Nós, pecadores, Vos pedimos - ouvi-nos, Senhor.

Que lhe(s) perdoeis, nós Vos pedimos, ouvi-nos, Senhor.

Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.

São Miguel Arcanjo, defendei-o/a(s) no combate.

 

MEU JESUS, PERDOAI-NOS E LIVRAI-NOS DO FOGO DO INFERNO; LEVAI AS ALMAS TODAS PARA O CÉU, PRINCIPALMENTE AS QUE MAIS PRECISAREM DA VOSSA MISERICÓRDIA.

 

Sai, alma cristã, deste mundo, em nome de + Deus Pai Todo Poderoso, que te criou; em nome de + Jesus Cristo Filho de Deus Vivo, que por ti padeceu e morreu; em nome do + Espírito Santo, que copiosamente se te comunicou. Aparta-te e sai deste corpo mortal com o favor e protecção da Santíssima Mãe de Deus e tua Mãe Imaculada, a Bem-Aventurada Sempre Virgem Maria; Vai, alma cristã, ao encontro do teu Senhor, com o amparo dos Anjos e Arcanjos; dos Tronos e Dominações; dos Querubins e Serafins; dos Patriarcas e Profetas; dos Santos Apóstolos e Evangelistas; dos Santos Mártires, Confessores, Monges, religiosos e eremitas; das santas Virgens e esposas de Jesus Cristo, e de todos os Santos e Santas de Deus, o Qual Se digne dar-te lugar de descanso e gozo de paz eterna na cidade santa da celestial Sião, onde O louves por todos os séculos dos séculos. Ámen.

 

Ao morrer o moribundo:

 

Acudi-lhe, Santos de Deus.

Vinde, Anjos do Senhor, tomai esta alma e levai-a à presença do Altíssimo.

V. Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno.

R. Entre os esplendores da luz perpétua, que descanse em paz.

Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.

 

Pai-Nosso…

 

V. O repouso eterno, dai-lhe, Senhor.

R. Sobre ele brilhe a eterna luz.

V. Da porta do Inferno.

R. Livrai-o, Senhor.

V. Descanse em paz.

R. Amén.

V. Senhor, ouvi a minha oração.

R. Chegue até Vós o meu clamor.

 

Oração:

A Vós, Senhor, encomendamos a alma do Vosso servo N., que defunto para este mundo, viva agora conVosco; E os pecados que cometeu pela fragilidade humana, perdoe-lhe a Vossa benigníssima Misericórdia. Por Cristo, Nosso Senhor. Ámen.

 
Não mascarar a morte Imprimir e-mail
Devemos viver bem, para morrer bem

Image 

Todos passamos ou vamos passar pela experiência da perda de um ente querido, do mesmo jeito que todos sabemos que um dia morreremos.
A vida não nos pertence, assim como os nossos entes queridos não nos pertencem. Somos de Deus. Estamos aqui de passagem; não temos morada definitiva aqui, mas caminhamos para a Jerusalém celeste. O céu é a nossa pátria.
A misericórdia infinita de Deus reserva um lugar para cada um de nós. Ninguém deve temer o dia do Juízo Final. Para muitos, este será o grande momento de redenção perante o mundo, já que foram vítimas de calúnias, injustiças, mentiras e sofrimentos. O Juízo será o momento histórico de reabilitação. Nunca deveríamos ter medo de nos encontrar com o Juiz verdadeiro, que é Deus, porque Ele não é um juiz que me julga: Ele acima de tudo é um juiz que me ama.
Nós experimentamos a morte como herança do pecado. A morte é obra-prima do demónio, conforme está no livro de Sabedoria 2; foi por inveja dele que a morte entrou no mundo, e por isso, sofremos tanto. Também por isso é fundamental redescobrirmos o sentido cristão da morte. Sem isso é quase impossível a cura dos nossos traumas.

O ser humano foi criado para a imortalidade, por isso, não gosta de reflectir e muito menos conversar sobre a morte, o que não nos livra dela. Muito mais prudente é pensar no assunto, já que a nossa alma é imortal. Pensar na morte ajuda-nos a preparar melhor para esse grande e inevitável dia. Todos iremos morrer, e logo depois da morte vem o Juízo.

"A morte é terrível para o pecador, mas não para o justo". Pois "o justo, na morte, é como uma árvore que tomba para produzir, na eternidade, frutos ainda mais belos; o pecador é a árvore cortada na raiz para ser atirada ao fogo, conforme ensina a Palavra: “Toda a árvore que não produzir bons frutos será cortada e lançada ao fogo” (Mt 3,10).
A alma fixa-se no estado em que se encontra. Não escolhemos a hora da morte – mas escolhemos o modo de vida (ou de morte) da nossa alma.
Todos somos predestinados ao Céu – Deus quer a salvação de todos.
Mas Ele não nos obriga a querer o mesmo.

Como “não sabemos o dia nem a hora”, a sabedoria consiste em estar sempre preparados. Somos todos julgados após a morte. É o juízo particular. Penetrando na eternidade, apresentamo-nos diante do rei – e a nossa veste deve ser branca (Mt 22, 1s). Por isso devemos viver bem para morrer bem. Assim, a morte não nos apavora. Em vez de medo, há confiança.

 

 

 
AS PORTAS DA MORTE Imprimir e-mail

Já que somos cristãos, já que sabemos que havemos de morrer e que somos imortais, saibamos usar da morte e da mortalidade: tratemos desta vida como mortais, da outra como imortais.

Pode haver loucura mais rematada, pode haver cegueira mais cega, que empregar-me na vida que há-de acabar, e não tratar da vida que há-de durar para sempre?
Cansar-me, matar-me pelo que forçosamente hei-de deixar, e do que hei-de lograr ou perder para sempre não fazer nenhum caso?
Tanto medo, tanto receio da morte temporal, e da eterna nenhum temor?
Mortos, mortos, desenganai estes vivos!
Dizei-nos que pensamentos e que sentimentos foram os vossos, quando entrastes e saístes pelas portas da morte.

A morte tem duas portas:
uma porta de vidro, por onde se sai da vida; outra porta de diamante, por onde se entra na eternidade.
Entre estas duas portas se acha subitamente um homem no instante da morte, sem poder tornar atrás, nem parar, nem fugir, nem adiar, senão entrar para onde não sabe, e para sempre.
Oh que transe tão apertado! Oh que passo tão estreito! Oh que momento tão terrível!

Aristóteles disse que entre todas as coisas terríveis, a mais terrível é a morte.
Disse bem, mas não entendeu o que disse.
Não é terrível a morte pela vida que acaba, senão pela eternidade que começa.
Não é terrível a porta por onde se sai; a terrível é a porta por onde se entra.
Se olhais para cima, uma escada que chega até ao céu; se olhais para baixo, um precipício que vai parar no inferno. E isto incerto!

Mostrou Deus uma visão ao profeta Amós, (que era um homem do campo), e perguntou-lhe o que via.
Respondeu o profeta:
- Senhor, vejo uma vara comprida e farpada, com que os rústicos alcançamos a fruta e a colhemos das árvores.
Pois essa vara que vês, – diz Deus, – é a morte.
Todo esse mapa do mundo é um pomar. As árvores, umas altas, outras baixas, são as diversas gerações e famílias.
Os frutos, uns mais maduros, outros menos, são os homens. A vara, que alcança os ramos mais levantados, é a morte: colhe uns e deixa os outros.
Ah, Senhor, que essa é a morte como havia de ser, e não como é!

Quem entra a colher num pomar, passa pelos pomos verdes e colhe os maduros. Mas a morte não faz assim; deixa os maduros e colhe os verdes.
E já se colhera só os frutos verdes, colhera frutos:
mas a queixa minha é, que deixa de colher os frutos e colhe as flores.
Alerta, flores, que a Primavera da vida é o Outono da morte! A foice segadora que traz na mão, instrumento é do Agosto e não do Abril.
Arma-se com ardilosa impropriedade a morte: ameaça as espigas, para que se desacautelem as flores.
António Vieira

 

Image 

 
Fiquemos atentos às visitas de Jesus! Imprimir e-mail

A oração e o sacrifício de alguém por nós, salva-nos. As nossas lágrimas sinceras tocam o coração de Deus. Jesus viu a viúva de Naim, que acabara de perder o seu filho único, e encheu-se de compaixão: "Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e disse-lhe: Não chores! Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: Jovem, eu te ordeno, levanta-te! O que estava morto sentou-se e começou a falar" (Lc 7,13-15).
O Senhor não se cansa de visitar o seu povo constantemente, e nós precisamos de estar atentos às Suas visitas.
O Senhor é um Deus atento às nossas necessidades, até aquelas que para nós, aparentemente, são insignificantes. A única coisa de que precisamos é reconhecer a bondade e a misericórdia do Senhor na nossa vida e deixar-nos vivificar por Ele. Deixemo-nos envolver pela força da ressurreição, para que a nossa vida inaugure já hoje, um tempo novo.
Senhor, eu sei que Tu queres, hoje, dar-me uma nova vida, e eu estou aberto a acolhê-la. Cumpre em mim a tua plena vontade, porque o que tens para mim é o melhor.

 

 

Alminhas que já fostes como eu

e eu hei-de ser como vós.

Pedi ao Senhor por mim,

que eu peço ao Senhor por vós.

Rezar 1 Pai nosso e 1 Avé Maria.

 
Morte do Rei de França Imprimir e-mail

No dia de Natal de 1792, prevendo a morte que em breve lhe ia ser aplicada, Luís XVI, rei de França, redigiu o seu tes­tamento na cadeia: Eis algumas passagens: Em nome da Santa Trindade, do Pai, do Filho e do Espí­rito Santo. Hoje, 25° dia de Dezembro de 1792, eu Luís XVI de nome, Rei de França, estando há quatro meses com a minha família na Torre do Templo, em Paris, por aqueles que eram meus súbditos e privado de toda e qualquer comunicação com a minha família, além disso incriminado num processo cujo resultado me é impossível prever, por causa das paixões dos ho­mens, não tendo senão a Deus por testemunha dos meus pen­samentos, declaro aqui na sua presença, as minhas últimas vontades e os meus sentimentos: Entrego a minha alma a Deus, meu Criador, peço-Lhe que a receba na sua Misericórdia, que não a julgue segundo os meus merecimentos, mas sim pelos de Nosso Senhor Jesus Cristo, que se ofereceu em sacrifício a Deus seu Pai por nós homens, mesmo indignos, dos quais eu sou o primeiro. Morro em união com a nossa Santa Madre Igreja Católica, Apostóli­ca e Romana que, por uma sucessão, não interrompida, rece­beu os seus poderes de S. Pedro, ao qual Jesus Cristo os tinha confiado. Creio firmemente e confesso tudo quanto está contido no Credo e nos Mandamentos de Deus e da Igreja, nos Sacra­mentos e mistérios, tais quais a Igreja Católica os ensina e sempre ensinou...
Peço a Deus que me perdoe todos os meus pecados; pro­curei escrupulosamente conhecê-los, detestá-los e humilhar-me na sua presença. Não me podendo servir do ministério de um sacerdote católico, peço a Deus que receba a confissão que Lhe fiz e, sobretudo, o meu arrependimento profundo.
Peço a Deus que aceite a firme resolução em que estou, se para isso me conceder vida, de me servir logo que for pos­sível do ministério dum sacerdote católico, para confessar todos os meus pecados e receber o sacramento da Penitência.
Peço a todos aqueles a quem porventura ofendi por inad­vertência (pois não me lembro de ter feito conscientemente qualquer ofensa a ninguém) ou a quem talvez tenha dado maus exemplos ou escândalos, que me perdoem o mal que crêem eu ter-lhes causado; peço a todos que têm caridade que unam as suas orações às minhas para alcançar de Deus o per­dão dos meus pecados.
Perdoo de todo o meu coração àqueles que se tornaram meus inimigos sem que eu lhes tenha dado qualquer motivo para isso. Peço a Deus que lhes perdoe como também àqueles que por um falso zelo ou por um zelo mal entendido me fize­ram muito mal...
Recomendo ao meu filho que tenha em vista a dívida sa­grada que contraí com os filhos ou parentes daqueles que morreram por mim e também daqueles que caíram na desgra­ça pela fidelidade que me dedicaram.
Se muito sensivelmente me amarguraram a ingratidão e deslealdade de pessoas às quais não fiz outra coisa senão be­nefícios, a eles ou aos parentes ou amigos, também, por outro lado, tive a consolação de experimentar a dedicação e interes­se que muitas pessoas gratuitamente me demonstraram. Peço-lhes que aceitem os meus agradecimentos...
Termino declarando diante de Deus e, prestes a compare­cer perante o seu tribunal, que não me acho culpado de ne­nhum dos crimes que me são atribuídos».

Como este cristianíssimo rei, devemos preparar-nos para a morte com a recepção dos sacramentos, sobretudo da Con­fissão ou Reconciliação.
Deste momento supremo, dependem a nossa felicidade ou desgraça eternas.

 

 

 
CRISTO VIVO NA FAMÍLIA Imprimir e-mail

Disse Jesus: “Dão grande prazer ao meu Coração os que a Ele se consagrarem e renovarem esta consagração com frequência”.

 

EXEMPLO
Estava tudo preparado para a entronização na Sexta-feira seguinte. A casa era rica. Na segunda-feira porém o chefe de família adoeceu repentinamente e de doença grave. O doente, depois de receber os Sacramentos, diz à esposa: «Vou morrer e não quero sair desta casa sem deixar quem me substitua.» A senhora ouviu e guardou no seu coração as palavras do marido, o seu testamento.
É Sexta-feira. No caixão está o corpo do fale­cido chefe da família. Cercam-no os amigos. Alguns momentos antes da saída do enterro, entra na sala onde repousa o cadáver do marido, a viúva que traz uma imagem do Sagrado Coração e diz: «meus senhores, desejo cumprir a última vontade do meu marido." Coloca então o quadro do Coração de Jesus nas mãos do falecido que repousa no caixão, pede aos presentes que a acompanhem na oração do Credo e no acto de con­sagração. A Imagem é em seguida tirada e con­venientemente entronizada no lugar de honra da sala. Tomando de novo a palavra, a viúva diz: «Agora podeis levar este cadáver. Levai-o. A ocupar o seu lugar, fica nesta família, Cristo vivo.» A convivência com Cristo no lar é encanta­dora: por ela a família merece prémio, e que pré­mio!?
 
 
 
 
A protecção da Virgem Santíssima Imprimir e-mail
Santo Afonso Maria de Ligório escreve: «No Natal, na Páscoa e festas solenes da Santíssima Vir­gem, Ela desce ao Purgatório acompanhada por muitos anjos e livra muitas almas daquelas penas». "Contaram a uma senhora da alta sociedade que o seu filho tinha sido assassinado, e que o assassino se havia refugiado no seu palácio. Lembrou-se a pobre mãe de que também a San­tíssima Virgem perdoara aos que crucificaram o seu filho; em lembrança das dores da Virgem perdoou generosamente ao refugiado. Não contente com isso, mandou dar cavalos, di­nheiro e roupa ao criminoso, para que se salvasse pela fuga. Apareceu então a esta senhora o seu filho, dizendo que não só se salvara, como também fora livre do purgatório pela Mãe de Deus, por causa do perdão generosamente concedido ao ini­migo. De contrário, ter-lhe-ia sido muito longo o purgatório, mas que naquele momento ia entrar no Céu".
 
 
 
 
O Escapulário do Carmo Imprimir e-mail
I – No dia 16 de Junho de 1251 Nossa Senhora aparecendo a São Simão Stock, Superior Geral da Ordem do Carmo, disse-lhe: "Todo o que morrer com este escapulário será livre do fogo eterno. É um sinal de salvação, uma defesa nos perigos e um penhor da minha especial protecção".
As graças do escapulário são: 1. Especial protecção de Nossa Senhora durante a vida.
2. Morte na graça de Deus, isto é, a salvação. Escreveu o Papa Pio XII a 11 de Fevereiro de 1950: "Não é coisa de pequena importância tratar-se da aquisição da vida eterna, segundo a tradicional promessas da Virgem San­tíssima. Trata-se, com efeito, da empresa mais importante e do meio mais seguro de a levar a cabo".
 
II – "O Padre Leblanc, jesuíta, visitava uma noite o dormitó­rio dos alunos dum Colégio de Tolosa, França. Com surpresa vê um rapaz de joelhos junto à cama. - Porque não estás ainda deitado? - perguntou. - Entreguei o meu escapulário ao porteiro para mo con­sertar e ainda não mo veio trazer. Não me atrevo a deitar-me com medo de morrer esta noite, sem o meu escapulário. - Não tenhas medo, deita-te. Amanhã terás o teu escapulário. Agora, dorme descansado.
- Ó Senhor Padre, não me posso deitar. Pode ser que morra esta noite. E, pronunciando estas palavras, chorava com não sei que pressentimento. O sacerdote, impressionado com tão piedosas dispo­sições, desceu à portaria, tomou o escapulário e levou-o ao estudante que o beijou devotamente e o pôs ao pescoço. Dei­tou-se logo, invocando o nome de Maria.
No dia seguinte, o padre Leblanc faz a costumada visita para averiguar se todos os rapazes estavam levantados. Vê ainda deitado aquele aluno. Aproxima-se da cama, abana-a. O estudante não responde, estava morto, apertando entre as mãos o seu escapulário. Feliz dele por ter expirado com este sinal de predes­tinação."
O Purgatório faz parte do Reino de Maria. Lá se encon­tram também alguns dos seus filhos que, em dolorosos tran­ses, esperam o nascimento para a glória eterna. S. Vicente Ferrer, S. Bernardino de Sena, Luís de Blois e outros, decla­ram explicitamente que Maria é Rainha do Purgatório.
 
 
 
 
A cura do medo da morte Imprimir e-mail

 A Cura do medo da morte

A alegria de Deus é a cura para o medo da morte

Esta é uma certeza: as pessoas que nós amamos e morreram, um dia estarão reunidas conosco!

Leiamos o evangelho em Lucas 7, 11-17:

 “No dia seguinte dirigiu-se Jesus a uma cidade chamada Naim. Iam com ele diversos discípulos e muito povo. Ao chegar perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto a sepultar, o filho único de uma viúva; acompanhava-a muita gente da cidade. Vendo-a o Senhor, movido de compaixão para com ela, disse-lhe: Não chores! E aproximando-se, tocou no esquife, e os que o levavam pararam. Disse Jesus: Jovem, eu te ordeno, levanta-te. Ele sentou-se e começou a falar, e Jesus entregou-o à sua mãe. Apoderou-se de todos o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta surgiu entre nós: Deus voltou os olhos para o seu povo. A notícia deste facto correu por toda a Judeia e por toda a vizinhança”.

Deus tem compaixão de nós

Qual é o sentimento do coração de Jesus por ti que perdeste uma pessoa amada? Tu que perdeste um filho, um marido, uma mãe. Tu que vendo tantos casamentos desfazendo-se por pouca coisa, enquanto tu vivias bem e o teu cônjuge se foi, tu que tinha o teu pai como teu melhor amigo, enquanto outros vivem apenas em atritos, e o perdeste. Tu que não poderás mais ver essa pessoa nos olhos, dar-lhe um beijo, um abraço. E qual é o sentimento de nosso Senhor Jesus Cristo para com a tua dor? O sentimento d’Ele por ti é o mesmo que ele teve por aquela viúva: “Vendo-a o Senhor, movido de compaixão para com ela, disse-lhe: Não chores!”

Existe um dom do Espírito Santo que se chama “Palavra de Ciência”, pelo qual Deus revela coisas do passado, presente e futuro para ajudar uma pessoa. Certa vez num grupo de oração, ao explicar a respeito deste dom, passei para algumas pessoas que receberam oração e revelações, dando-lhes a tarefa de que quando chegassem em casa colocassem no papel aquilo que lhe foi dito e aquilo lhes trouxe.

Um dos testemunhos mais marcantes foi de uma senhora de pouco mais de 60 anos, ela recebeu a revelação de uma imagem, uma cabana de tábuas, cujas tábuas já estavam espaçadas porque a cabana já era velha. Dentro desta cabana havia um saco de milho lançado ao chão, e milho espalhado pelo chão. Então a senhora confessou que aquela foi a cena que ela presenciou quando era criança, um dia quando chegou à cozinha da sua casa e encontrou a sua mãe caída morta no chão. A partir daí, segundo essa senhora, ela tornou-se insensível e apática à vida, não conseguindo experimentar nem tristeza nem alegria, apenas sentimentos superficiais. Mas a partir daquela revelação Deus, trabalhou no coração dela e ela voltou a sentir uma alegria imensa, com a certeza de que um dia voltaria a reunir-se com a sua mãe.

Quantos de nós somos atormentados por lembranças, muitas vezes no momento da morte, pelo choque, não conseguimos derramar lágrimas. Mas passado algum tempo, quando sentimos o peso da perda, então vemo-nos arrependidos e angustiados pela perda daquela pessoa querida.

Jesus trás esperança aos corações

No evangelho lido vemos que Jesus ia a uma cidade chamada Naim, estando com os discípulos e uma grande multidão. Eis que Jesus se encontra com uma mulher viúva, num cortejo fúnebre, que ia enterrar o único filho. Já é algo triste de lermos isto hoje, mas se contextualizarmos e entendermos que aquela mulher não perdia só um filho, mas tudo o que ela possuía. Ela também era acompanhada por uma multidão que a consolava, vejamos a disparidade: de um lado um cortejo de vida, do outro um cortejo fúnebre.

A indignação comum das pessoas é “Deus tirou-me fulano ou sicrano”, mas Deus não nos tira ninguém, ele dá-nos! Se somos pais, mães, esposas e maridos é por que Deus nos deu uma pessoa para amar. E quem quer mal a uma pessoa querida, em especial a um filho? Tenho certeza de que tu e eu daríamos se preciso fosse, a própria vida para salvar um filho, quanto mais Deus! Estamos num mundo frágil e nele nós vamos passar pela experiência da doença, da dor e da morte. E como é que Deus vai nos ajudar? Estando ao nosso lado como estava ao lado daquela viúva!

Quem se compadece não só olha, mas faz-se presente! Quem tem compaixão tenta ajudar como se a dor fosse sua. Apesar de que há pessoas, que não tem freios na língua nem o devido tato, cuja melhor atitude é manter-se distante, pois quando ela vai num enterro e aquilo que ela diz só trás mais dor e sofrimento.

Diante da morte por vezes voltamo-nos contra Deus, sentimos dor, sofremos e chegamos a sentir raiva. Mas se passaste por isso, fica tranquilo, Ele entende-te, ele aguenta, ele conhece as tuas limitações e a tua dor. Podes chorar, podes depositar em Deus a tua dor, pois só Ele tem o verdadeiro consolo.

Quem foi não volta, então toda a contenda, todo o arrependimento, tudo, morre com a pessoa. Aqueles que partiram estão na glória de Deus, a pessoa está bem; quem muitas vezes quem não está bem? Quem ficou. Quem fica precisa de cuidado, pois o coração está um turbilhão de sentimentos, que nem sempre conseguimos digerir e acabamos nos envenenar. Se não libertas o teu coração não terás condições de ser a pessoa que precisas ser na vida daqueles que continuam vivos! O Senhor dá-nos motivos para viver, dá-nos esperança de reencontrar aqueles que partiram.

Quando a nossa dor se encontra com o Filho de Deus

Quando a nossa dor se encontra com o Filho de Deus, então o nosso coração encontra esperança e alegria. Quando Deus visita alguém tudo o que matava aquela pessoa tem que ceder, quando Deus entra na tua vida tudo o que te matava tem de ceder. Seja o pecado, o mundo, a doença, nada disso pode impedir a obra de Deus. No evangelho lido vemos que a compaixão do Filho de Deus devolveu aquele filho à sua mãe. Da mesma forma um dia Deus vai te devolver a pessoa que perdeste. No céu não existe cansaço, não tem dor nem sofrimento, mas tu vais lembrar e ter tudo de bom com essa pessoa amada.

As maiores alegrias que tiveste nesta vida serão apenas um quase nada perto de toda a alegria que experimentarás no céu. Deus não nos veio tirar ninguém, porque ele vai nos permitir estar eternamente com aqueles que amamos!

Quem vai enxugar as tuas lagrimas e consolar o teu coração será Jesus, e isto será apenas uma amostra de tudo aquilo que desfrutarás quando os teus dias nesta terra acabarem. A morte vai passar, como tudo nesta vida passa, só Deus não passa, e o que ele tem para nós é a eternidade.

 
TENHO PRESSA Imprimir e-mail

 

Um sacerdote brasileiro conta o seguinte: No 1º de Novembro, festa de Todos os Santos, encontrava-me na capela, nas margens do rio Maroim, no estado de S. Catarina. O dia era de calor. O horizonte ia-se cobrindo de nuvens escuras, ameaçando chuva. O vento assobiava, quando veio a correr para mim um jovem, que me disse:
 
A tempestade aproxima-se. Moro a três quilómetros de distância. Tenho pressa de voltar para casa. Amanhã, é dia de finados. Desejava comungar pelas almas do purgatório. O Senhor padre não poderá confessar-me? Tenho pressa. - Pois, sim, meu filho! O rapaz confessou-se na capela e correu, em seguida, para casa, procurando escapar ao furacão. No dia seguinte, na comemoração dos Fiéis Defuntos, este jovem encontrava-se na missa. No fim, acompanhou a procissão ao cemitério e regressou satisfeito para sua casa. Passando à beira do rio, escorregou numa pedra e caiu para dentro da água, de onde foi retirado cadáver. No dia 3 de No­vembro, procedeu-se ao enterro. A terra acolheu os restos mortais do jovem que teve pressa em se confessar pela última vez, em preparação para a morte repentina e inesperada.
 
O Evangelho avisa: Estai preparados; a morte vem como um ladrão, quando menos se espera: «Estai vós também preparados, porque à hora em que menos pensais é que vem o Filho do Homem». Lc 12,40.

  Image

 

 
Na morte de um amigo Imprimir e-mail

NA MORTE DE UM AMIGO

 

Tu sabes, Senhor,

quanta dor e tristeza sinto dentro de mim!

Porquê a morte, porquê?

Ninguém me sabe responder, ninguém me pode consolar.

Nada compreendo, nada sei dizer...

 

Acolhe, Senhor, este meu amigo morto;

recebe-o na festa da vida

onde Tu és, para sempre,

a medida plena de cada homem.

Também Tu experimentaste o que hoje estou a viver.

Também Tu choraste

com as irmãs de Lázaro, com a viúva de Naim.

Deixa-me hoje chorar contigo...

 

Também Tu morreste em plena força da vida,

cravado numa cruz, condenado pelo ódio;

mataram-Te a Ti que passaste fazendo o bem…

 

Neste momento de dor e amargura,

quero contemplar-Te morto

e aprender de Ti.

Morreste porque amaste sem medida,

morreste para ressuscitar

vencendo a morte para sempre.

Com a Tua morte, Senhor,

abriste-nos o caminho da Vida.

 

Agora sei que a morte

não é a palavra definitiva…

O último, o definitivo

é a Vida contigo para sempre!

 

Acolhe, Senhor, este meu amigo morto;

recebe-o na festa da vida

onde Tu és, para sempre,

a medida plena de cada homem.

 
Nem todos morrerão Imprimir e-mail

Nem todos morrerão

 

 ‘A única certeza da vida é a morte’. Nem todos morrerão. Nós cremos firmemente e a palavra de Deus nos garante isto.

 

Nem todos morreremos, mas todos seremos transformados.

A maior luta do homem é contra a morte, pois é uma realidade que não pode ser mudada. Precisamos de cuidar da nossa saúde porque queremos viver mais tempo… cuidamos da alimentação, praticamos actividades físicas, usamos medicamentos, trabalhamos, descansamos, fazemos cirurgias, tratamentos e tantas outras coisas em vista do nosso bem-estar por causa de um objectivo último que é permanecer vivo. No entanto, todos nós sabemos que tudo isto tem um limite, a nossa vida tem um limite. Podemos evitar a morte temporariamente, momentaneamente mas não definitivamente. Um dia todos nós vamos morrer, sim?

Não! Quem estiver vivo no dia em que Jesus voltar, estes não morrerão, mas serão transformados, os que viveram em Cristo, e os que morreram em Cristo serão ressuscitados. E quem não viveu em Cristo? Também não morrerá, mas não terá um corpo glorioso porque o seu destino não será o céu. Paulo está a falar aqui para a comunidade cristã e não para os pagãos, não para os perseguidores, não para os que negam a fé em Jesus Cristo. Mas, sabemos que muitos serão julgados pela sua índole e pelas boas obras ainda que não sejam cristãos, e na sua ignorância fizeram o bem. (Cf Rm 2, 14-16) (Mt 25, 31-46) e (Mc 16, 16)

Então, não devemos temer a morte se temos fé em Jesus Cristo e procuramos viver segundo a sua vontade. O que devemos temer é a vida que estamos a levar pois ela continuará na eternidade com Deus ou não de acordo com o modo que eu viver agora neste tempo, nesta terra. Se o meu tempo é limitado e a morte, inevitável o que devo fazer? Quem tem fé, viverá de tal modo a tomar posse da salvação que Jesus Cristo já nos conquistou gratuitamente. (Jo 3, 16).

E o que devo fazer agora?

Uma revisão de vida; um exame de consciência; uma tomada de decisão para uma vida nova. Corrigir os erros.

Como fazer isso?

Reserva um tempo para a oração, um dia para um retiro pessoal. Procura um lugar que favoreça a oração e não cause distrações.

Escreve num papel tudo o que fazes:

Começa pelas obrigações, as coisas que não podem deixar de ser feitas porque são essenciais.

Anota tudo o que pensas que é importante.

Anota agora o que gostas de fazer.

Anota o que gostarias de fazer.

Agora filtra isso: vê tudo o que fizeste e escreve o que julgas estar certo ou errado.

Feita a lista, com a palavra de Deus, faz a leitura da 1 carta de são João inteira, sem pressa, e se souberes fazer o diário espiritual, faz novamente.

Reza com esta palavra e deixa Deus falar contigo na oração.

Pega na tua lista e compara-a com os 10 mandamentos de Deus.

Anota todos os teus pecados.

Procura a confissão.

Esta proposta simples de revisão de vida é uma em muitas que podem ser feitas. Se quiseres, podes adotar esta para ti.

Lê o trecho em I Cor 15, 51-58

Promessas

I Cor 15, 51-55

 “Vou ainda revelar-vos um mistério: nem todos morreremos, mas todos seremos transformados. Num instante, num piscar de olhos, ao soar da trombeta final – pois a trombeta soará –, não só os mortos ressuscitarão incorruptíveis, mas nós também seremos transformados. Pois é preciso que este ser corruptível se vista de incorruptibilidade e este ser mortal, se vista de imortalidade. E quando este ser corruptível estiver vestido de incorruptibilidade, então estará cumprida a promessa da escritura: A morte foi tragada pela vitória; onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”

Ordens

I Cor 15, 58

 “Portanto, amados irmãos, sede firmes, inabaláveis, progredindo sempre na obra do Senhor, certos de que as vossas fadigas não são em vão no Senhor.”

Princípios Eternos

I Cor 15, 53.56-57

 “Pois é preciso que este ser corruptível se vista de incorruptibilidade e este ser mortal se vista de imortalidade.”

 “Ora, o aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a Lei. Graças sejam dadas a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor, Jesus Cristo.”

Qual a mensagem de Deus para mim, hoje?

Ninguém entra no céu sem ser transformado.

Como posso pôr isto em prática?

Viver para Deus, para ser santo e, fazendo a minha parte e assim, esperar nEle a salvação definitiva.

 
Não sei perder Imprimir e-mail
 Não sei perder  

É preciso aprender a perderDesde criança, nunca gostámos de perder. Então, é preciso aprender a perder!A vida é uma constante de vitórias e de derrotas. Faz parte da dinâmica da nossa existência. E no movimento de alegrias e tristezas, de conquistas e de ruínas, em Fevereiro de 2007, tive a minha pior derrota: perdi o meu pai.Na morte do meu pai senti falta de não ter aprendido a perder. Nessa perda, a maior da minha vida, tive vontade de desistir de tudo, de me revoltar contra Deus, de brigar e reclamar, como fazia quando perdia qualquer disputa na minha infância, mas uma situação interessante aconteceu. No momento do enterro tudo foi muito doloroso. Só quem já passou por essa situação sabe como é. Eu estava de braços cruzados e de repente uma mão se enfiou por debaixo do meu braço e segurou a minha mão.Não olhei para ver de quem era aquela mão. Na verdade, nem sabia ao certo quem eram as pessoas daquela multidão que acompanhava o enterro. O que importava é que alguém me deu a mão, alguém segurava a minha mão no momento em que eu perdi, no momento da derrota. Assim que terminou o enterro aquela mão soltou-se e a pessoa voltou-se para trás. Depois fui saber quem me dera o apoio, mas na hora nem pensei em procurar o dono daquela mão, pois sabia que aquela era a mão de Deus.Ainda não aprendi a perder. Ainda sofro com as derrotas. Mas essa experiência tem me feito buscar nas derrotas a presença de Deus, que não me deixa só. A mão de Deus que me ampara. A presença de Deus que me faz crer que depois da morte vem a ressurreição. E a ressurreição é vida nova. Mudanças positivas acontecem. Novidades aparecemÂ…De lá para cá continuei a perder, mas por meio dessas derrotas, tenho tentado permitir que Deus, com a sua mão, não somente me ampare, como fez no dia do falecimento do meu pai, mas que também me conduza pelos caminhos que Ele tem para mim. Afinal: “Somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou” (Rm 8,37).
 
O que farias no último dia da tua vida? Imprimir e-mail

O QUE FARIAS NO ÚLTIMO DIA DA TUA VIDA ?

“Vós também, ficai preparados, pois na hora em que menos pensais, virá o Filho do Homem”.

 

Aqui o tema é a vigilância. Eu e tu precisamos de estar preparados. Se soubesses que hoje seria o último dia da tua vida, o que farias, meu amigo? Quantas respostas? Talvez dirias: “Eu correria para a Igreja para fazer uma boa confissão”, ou “Eu vou perdoar todas as pessoas que me ofenderam; “eu iria pedir perdão a todos a quem ofendi”; “eu iria repartir o que tenho a mais com os pobres”.

O que te impede de fazer isto hoje mesmo sabendo que, talvez, este não seja o último dia da tua vida? Fazer assim é estar preparado. Não sabemos nem o dia nem a hora. Eu preciso de viver como se este dia e esta hora fossem os últimos na minha vida. Se eu viver assim o dia de hoje, tenho a certeza que estarei preparado, porque se o Senhor vier no dia de hoje, não haverá desespero para mim. Por quê? Porque estou a viver este dia como sendo o último e esta hora como sendo a última.

E o que farias no último dia da tua vida? Certamente farias dele o melhor dia já vivido: irias amar a todos, perdoar a todos, servir a todos. O que te impede de viver assim o dia de hoje? Então, vive assim! Busca fazer o bem, amar e perdoar a todos, lutar pela verdade e pela justiça, cuidar de quem sofre, amar os mais pobres, socorrer os necessitados, consolar os aflitos. É assim que o Senhor nos quer encontrar na Sua segunda vinda.

Agora, seria muito triste eu não zelar, não administrar bem o que o Senhor me confiou, ou seja, os talentos. “A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!” É verdade. Deus confiou-me muitas coisas, Ele deu-me muitos dons, confiou-me uma obra. Então, eu tenho que ser fiel àquilo que o Senhor me confiou. Tenho que administrar bem aquilo que Ele me deu, mesmo sabendo das minhas fraquezas e pecados.

O Pai confiou-te uma família, um trabalho, enfim, tantas coisas. Deus confiou-te uma comunidade, confiou filhos e pais. Ele confiou-te o que está à tua volta para que tu cuidasses com toda a fidelidade e pudesses estar vigilante, porque hoje o Senhor vai vir.

Os primeiros cristãos viviam sempre na iminência da segunda vinda de Cristo. Assim como eles, também estejamos vigilantes, porque Jesus voltará. Ele pode voltar hoje pela manhã, pela tarde ou durante a noite. Vivamos então, meu amigo, preparados para que o Senhor nos possa encontrar assim. Pai, leva-me a tomar consciência de que muito será exigido de mim, pois muito me foi dado. Que a minha vida seja compatível com a minha condição de discípulo do Teu Reino. Amém!

 
7 coisas que deves dizer a quem amas, antes de morrer Imprimir e-mail

 

7 coisas que deves dizer a quem amas, antes de morrer

Ninguém gosta de pensar sobre a morte, seja ela a própria morte ou a de um ente querido. Mas uma parte inesperada do processo de luto pode ser alegria e o reconhecimento por ter conhecido uma pessoa boa ou ter vivido uma vida plena. É por isso que o médico de Stanford, VJ Periyakoil, especialista em estudos de envelhecimento multicultural e geriatria, fundou o Stanford Friends and Family Letter Project (Projeto de Carta de Amigos e Famílias de Stanford). O objetivo é ajudar a todos a evitar qualquer tipo de arrependimento e, em vez disso, incentivar a gratidão e o amor.

No ano passado, Periyakoil e a sua equipa criaram um modelo gratuito de “última carta” em oito idiomas. Qualquer pessoa pode usar o modelo para reconhecer, perdoar e apreciar familiares e amigos antes de morrer.

O modelo aborda sete passos do que Periyakoil chama de “tarefas de revisão de vida”:

Tarefa 1: Reconhecer as pessoas importantes da sua vida.

Tarefa 2: Lembrar-se de momentos preciosos da sua vida.

Tarefa 3: Se feriu alguém que ama, peça desculpa.

Tarefa 4: Se alguém que você ama o magoou, perdoe.

Tarefa 5: Expressar a gratidão por todo o amor e cuidado que recebeu.

Tarefa 6: Informar os amigos e familiares quanto os ama.

Tarefa 7: Arranje um tempo para dizer “adeus”.

 

Embora cada um faça a sua “última carta” de forma diferente, Periyakoil percebeu certos temas conectivos entre os textos.

Num artigo recente para o New York Times, Periyakoil escreve que “o sentimento mais comum que as pessoas expressam é o arrependimento, elas lamentam-se por nunca terem tirado um tempo para consertar amizades e relacionamentos quebrados; lamentam que nunca tenham dito aos amigos e familiares quanto eles são importantes; lamentam por serem lembrados pelos filhos como mães hipercríticas ou pais exigentes e autoritários”.

Outros sentimentos comuns incluíam o orgulho pelos filhos, desculpas que não obtiveram e perdão por rancores causados.

Periyakoil assegura aos leitores que o melhor momento para escrever a última carta é enquanto ainda está saudável. Esta é a oportunidade de dizer em voz alta o que nunca disse às pessoas de quem mais gosta na vida. A carta pode ser especialmente valiosa para uma pessoa mais reticente, mas a verdade é que todos nós nos podemos dar ao luxo de expressar mais amor e gratidão na nossa vida diária.

“Uma vez escrita, pode escolher compartilhar a carta com os seus entes queridos imediatamente”, escreve Periyakoil. “Também pode guardá-la num lugar seguro ou com uma pessoa confiável para ser entregue à sua família, no futuro. Algumas pessoas preferem usar a carta como um documento vivo e atualizá-la ao longo do tempo”, conclui o especialista.

Certamente o esforço de Periyakoil e a sua equipa incentivam este tipo de reflexão positiva sobre a vida – o que só trará mais amor às pessoas.

 
O homem que nunca teve tempo para Deus Imprimir e-mail
Em criança quiseram ensiná-lo, mas alguém se opôs: «É muito cedo para pensar em Deus. Ainda não compreende nada». Quando criança, acharam bem mandá-lo à catequese, mas alguém disse: «É muito criança para pensar em Deus». Na juventude, foi convidado para um grupo de jovens. Estava entretido com a namorada e alguém respondeu por ele: «Está muito apaixonado para pensar em Deus».
Como homem casado, a esposa pedia-lhe que fosse à Missa aos Domingos, mas ele respondia: «Estou muito ocupado para pensar em Deus». Houve pregações na aldeia. Quiseram convidá-lo, mas os amigos responderam: «Deixem-no. Está muito cansado para pensar em Deus».
Uma vez, ocupado com negócios, convidaram-no a fazer a Confissão Pascal. Ele, porém, respondeu: «Estou muito preocupado para pensar em Deus». Quando já era idoso, convidaram-no a fazer uma revisão da sua vida. Os netos objectaram: «Está muito velho para pensar em Deus». Ao ser levado para o cemitério, podemos dizer: «Agora é tarde para pensar em Deus».
 
 

 
O que a Igreja ensina sobre a morte Imprimir e-mail

Nada há a temer, o caminho é seguir Jesus

Não passaríamos pela morte como ela é hoje se não houvesse o pecado
A Igreja ensina que, em consequência do pecado original, o homem deve sofrer "a morte corporal, à qual teria sido subtraído se não tivesse pecado" (Gaudium et Spes, 18; Gn 2,17).
Não passaríamos pela morte como ela é hoje se não houvesse o pecado.
A Igreja reconhece que "é diante da morte que o enigma da condição humana atinge o seu ponto mais alto" (idem). São Paulo ensina que "o salário do pecado é morte" (Rom 6, 23); é dele que advém todo o sofrimento da criatura humana; mas que para os que morrem na graça de Cristo, é uma participação na morte do Senhor, a fim de poder participar também da sua Ressurreição (Rom 6, 3-9).
Embora o homem tivesse uma natureza mortal, Deus destinava-o a não morrer. "Ora, Deus criou o homem para a imortalidade, e fê-lo à imagem de sua própria natureza. É por inveja do demónio que a morte entrou no mundo, e os que pertencem ao demónio prová-la-ão". (Sab 2, 23).
A morte foi, portanto, contrária aos desígnios de Deus criador e entrou no mundo como consequência do pecado; e será o "último inimigo" do homem a ser vencido (1Cor 15,26).
A realidade inexorável da morte deve recordar-nos de que temos um tempo limitado para realizar a nossa vida: "Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade (...) antes que o pó volte à terra de onde veio, e o sopro volte a Deus que o concedeu" (Eclo 12, 2.7).
Mas a morte foi transformada por Cristo. Jesus, o Filho de Deus, sofreu Ele também a morte, própria da condição humana; assumiu-a num acto de submissão total e livre à vontade do seu Pai. A obediência de Jesus transformou a maldição da morte em bênção (Rom 5, 19-21). Por isso, graças a Cristo a morte cristã tem um sentido positivo.
São Paulo disse: "Para mim, a vida é Cristo, e morrer é lucro" (Fl 1, 21). "Fiel é esta palavra: se com Ele morremos, com Ele viveremos" (2Tm 2, 11).
O Catecismo da Igreja Católica ensina que "A novidade essencial da morte cristã está nisto: pelo Baptismo, o cristão já está sacramentalmente 'morto com Cristo' para viver uma vida nova; e, se morrermos na graça de Cristo, a morte física consuma este 'morrer com Cristo' e completa, assim, a nossa incorporação a ele no seu acto redentor" (§1010). Deus chama o homem a si na sua morte. São Paulo estava certo disso:
"O meu desejo é partir e estar com Cristo" (Fl 1, 23); então, o cristão deve transformar a sua morte num acto de obediência e de amor ao Pai, a exemplo de Cristo (Lc 23, 46). Santa Teresinha dizia: "Não morro, entro para a vida." A visão cristã da morte é expressa de forma privilegiada na liturgia da Igreja: "Senhor, para os que crêem em Vós, a vida não é tirada, mas transformada.
E, desfeito o nosso corpo mortal, é-nos dado, nos céus, um corpo imperecível." A morte encerra o "tempo de graça e de misericórdia" que Deus oferece a cada um para realizar a sua vida terrestre segundo o projecto divino e para decidir o seu destino último. Não há reencarnação; ensina a Igreja que: Quando tiver terminado "o único curso da nossa vida terrestre" (LG, 48), não voltaremos mais a outras vidas terrestres.
"Os homens devem morrer uma só vez" (Hb 9,27). Pela morte, a alma é separada do corpo, mas na ressurreição Deus restituirá a vida incorruptível ao nosso corpo transformado, unindo-o novamente à nossa alma (cf. Cat. §1016).
Que é "ressuscitar"? Na morte, que é separação da alma e do corpo, o corpo do homem cai na corrupção, ao passo que a sua alma vai ao encontro de Deus, ficando à espera de ser novamente unida ao seu corpo glorificado. Deus na sua omnipotência restituirá definitivamente a vida incorruptível aos nossos corpos unindo-os às nossas almas, pela virtude da Ressurreição de Jesus (Cat. §997).
Todos os homens que morreram ressuscitarão. "Os que tiverem feito o bem sairão para uma ressurreição de vida; os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de julgamento.” (Jo 5, 29; cf. Dn 12,2). Cristo ressuscitou com o seu próprio Corpo: "Vede as minhas mãos e os meus pés: sou eu!" (Lc 24, 39). Mas ele não voltou a uma vida terrestre. Da mesma forma nele "todos ressuscitarão com o seu próprio corpo, que tem agora", ensinou o IV Concílio do Latrão, (DS, 801); porém, este corpo será "transfigurado em corpo de glória" (Fl 3,21), em "corpo espiritual" (1Cor 15,44).
Quando será a ressurreição? O Catecismo responde: Definitivamente "no último dia" (Jo 6, 39-40.44.54;11,24); "no fim do mundo" (LG, 48). A ressurreição dos mortos está intimamente associada à Parusia de Cristo (§1001).
A "Imitação de Cristo" ensina-nos: "Em todas as tuas acções, em todos os teus pensamentos deverias comportar-te como se tivesses de morrer hoje. Se a tua consciência estivesse tranquila, não terias muito medo da morte. Seria melhor evitar o pecado que fugir da morte. Se não estás preparado hoje, como o estarás amanhã?" E S. Francisco de Assis, no "Cântico das Criaturas", rezou assim: "Louvado sejais, meu Senhor, pela nossa irmã, a morte corporal, da qual homem algum pode escapar. Ai dos que morrerem em pecado mortal, felizes aqueles que ela encontrar conforme a vossa santíssima vontade, pois a segunda morte não lhes fará mal."
 
 
 
 
 
Posso lançar as cinzas de um defunto ao mar? Imprimir e-mail

Posso lançar as cinzas de um defunto ao mar?

O que a Igreja Católica realmente ensina sobre este tema

Durante muito tempo, na Igreja Católica (fora de casos especiais de pestes ou epidemias) era severamente proibido incinerar os cadáveres, pois isso era considerado uma rejeição da fé na vida eterna.

Com a mudança de mentalidade e as necessidades do mundo atual, a partir de 1963, surgiram na prática católica outras disposições apresentadas atualmente no Código de Direito Canónico: “A Igreja recomenda vivamente que se conserve o piedoso costume de sepultar os corpos dos defuntos; mas não proíbe a cremação, a não ser que tenha sido preferida por razões contrárias à doutrina cristã” (Cânon 1176, 3).

O Catecismo da Igreja Católica também ensina: “A Igreja permite a incineração quando com ela não se questiona a fé na ressurreição do corpo” (n. 2301).

Os ritos funerais, sobretudo nas grandes cidades, podem ser celebrados diante do defunto (exéquias de corpo presente), somente com as cinzas ou simplesmente em memória do defunto, seja em uma casa, em uma capela, na igreja ou no cemitério, levando em consideração também as disposições legais próprias de cada região.

Em todos os casos, a oração pelos defuntos deve acompanhar estas práticas que celebram o fato de que todos nós somos chamados à ressurreição, à semelhança e pelos méritos de Cristo, que por nós morreu e ressuscitou. Os ritos funerários também proporcionam consolo e esperança às famílias cristãs.

As cinzas devem receber o mesmo respeito e trato que o corpo humano, do qual procedem, porque foi templo do Espírito Santo e está chamado à gloriosa ressurreição. O trato adequado das cinzas inclui um recipiente digno (urna) e o depósito apropriado em um lugar designado para guardar estes restos, seja em um templo ou outro edifício reservado para isso, ou inclusive em um cemitério tradicional, mas não dentro do recinto das igrejas destinadas ao culto litúrgico público.

Espalhar as cinzas no mar, em um rio ou na terra são práticas incoerentes com a fé cristã. Tampouco é aconselhável, por razões de sensibilidade emocional, conservar as cinzas na residência da família da pessoa falecida.

A Igreja revisou a doutrina sobre a incineração de cadáveres porque foram levados em consideração outros motivos, como: os costumes de algumas culturas, o custo elevado do enterro tradicional e dos caixões, bem como questões de higiene.

A doutrina católica concede, no entanto, muito atenção ao sentido religioso dos povos cristãos, para não ferir os sentimentos ao introduzir práticas desconhecidas ou alheias para eles.

 
Somente de passagem Imprimir e-mail
Um turista americano foi á cidade do Cairo, no Egipto, para visitar um famoso sábio. Chegou e ficou surpreendido ao ver que o sábio morava num quartinho, muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco. - Onde estão os seus móveis? – perguntou o turista. E o sábio, bem depressa, perguntou também: - E onde estão os seus?...
- Os meus? Surpreendeu-se o turista. Eu estou aqui só de passagem!
– Eu também…concluiu o sábio.
A vida na terra é somente uma passagem… no entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente, e esquecem-se de ser felizes.
O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso há momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.




 
Pessoas célebres diante da morte Imprimir e-mail
“Durante os poucos dias que passei na prisão entre a vida e a morte, recebi de Deus a fé”
 
Diante da morte, este momento singular e decisivo, o homem torna-se mais sério e mais honesto; parece que nesta hora a realidade supera o orgulho alimentado durante a vida. Muitos ateus, na hora da morte, em poucas palavras, negaram tudo o que viveram ou ensinaram em vida.
Vejamos o que muitos ateus disseram próximo da morte.

Engels principal propagandista do ateísmo, voltou a reconhecer Deus: “A vida tem que ser devolvida Àquele que morreu na cruz por todos os homens” (Atheismus – ein Weg. P. 170).

Lenine, no fim da sua vida pediu perdão por todos os seus erros a Deus, ao mundo:
“Cometi um grande erro. A sensação de viver perdido num oceano de sangue derramado por inumeráveis vítimas, persegue-me. Mas já não podemos voltar atrás. Para salvar a Rússia tínhamos precisado de homens como são Francisco de Assis. Dez homens como ele e ter-la-íamos salvo” (Prof. Möbius. Bildpost und Pilger).

Sinoviev, presidente da Internacional Comunista e colaborador de Lenine, exclamou antes de morrer: “Escuta, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Deus”. (R. Wurmbrand, Antwort auf Moskaus Bibel. Seewis, 1984. P. 47).

Hans Frank, alemão, ministro do Governo nacional-socialista de Hitler, disse antes de ser executado: “Aceito a morte como expiação pela grave injustiça cometida por nós. Mas espero que a misericórdia divina ainda nos possa salvar” (Prof. Möbius. Bildpost und Pilger).

J. V. Ribbentrop, ministro alemão dos Negócios Estrangeiros do Governo nacional-socialista, disse antes de morrer: “Espero poder ainda ser salvo e obter misericórdia graças ao Sangue redentor de Cristo” (H. Weesling. Was seid ihr traurig).

Heinrich Heine (1797-1856), o grande blasfemo, conhecido de Marx e Moses Hess, reconhece honestamente antes da sua morte: “A velha lira despedaçou-se na rocha que se chama Cristo! Esta lira, dominada por um espírito maligno, celebrou festas maliciosas. A lira, que apelou à revolta, que cantou a dúvida, a blasfêmia, a queda. Oh Senhor, oh Senhor, eu ajoelho-me, perdoa, perdoa-me as minhas canções”.

A empregada de Karl Marx, depois da sua morte, revelou o seguinte:
“Era um homem temente a Deus. Quando esteve gravemente doente, rezava sozinho no seu quarto, à luz de muitas velas e punha uma espécie de fita em volta da testa” (S. M. Rii, Karl Marx Master of Fraud, Nova Iorque, 1962. p. 2).

Marx um dia disse: “Tenho a certeza de que perdi o céu por culpa própria. A minha alma que antes pertencia a Deus, está destinada ao inferno. Ah, a eternidade é o nosso tormento, o nosso martírio eterno.” (D. blasse Maid, Seg. ME. Vol I-1. P. 55-57).

Mao Tse Tung, dirigente comunista da China, declarou em 1971 a um jornalista britânico:
“Em breve vou comparecer diante de Deus”. Em 1936 Mao adoeceu gravemente e como Membro do Comité Central do Partido Comunista “pediu para ser baptizado. Foi uma freira católica que o baptizou”(Antw.auf Mosk.Bibel (Nr. 35). P. 47).

Jaroslavski, presidente do Movimento Ateu Internacional pediu, já no seu leito de morte, a Stalin: “Queimem todos os meus livros!”. “Olhem, vejam os Santos! Ele já está há muito tempo à minha espera. Ele está aqui! Queimem os meus livros!” (Antw.auf Mosk.Bibel (Nr. 35). P. 47).

L. Pachmann, campeão de xadrez checo, marxista, secretário do Sindicato Central, detido em 1969: “Durante os poucos dias que passei na prisão entre a vida e a morte, recebi de Deus a fé” (D. Weg u.d. Wahrheit u.d. Leben, ed. pelo Inf. zentr. Ber.der. Kirche. p. 11).
“O único mérito no conhecimento da verdade consiste na disponibilidade da alma de não querer resistir a aceitar uma verdade eterna, que já não luta contra a sua revelação. Num momento de tal importância abre-se o caminho que nos leva à verdadeira felicidade”.

 
  Image
 
 
SE ME AMAS, NÃO CHORES! Imprimir e-mail

Se conhecesses o mistério imenso
do céu onde agora vivo,
este horizonte sem fim,
esta luz que tudo reveste e penetra,
não chorarias, se me amas!
Estou já absorvido no encontro de Deus,
na sua infindável beleza.
Permanece em mim o seu amor,
uma enorme ternura,
que nem tu consegues imaginar.
Vivo numa alegria puríssima.
Nas angústias do tempo,
pensa nesta casa onde, um dia,
estaremos reunidos para além da morte,
matando a sede na fonte inesgotável
da alegria e do amor infinito.
Não chores,
se verdadeiramente me amas!


Santo Agostinho

 

 

 
No Juízo Final Imprimir e-mail

No Juízo Final, os nossos pensamentos serão expostos a todos?

Pergunta - No Juízo Final, os nossos pensamentos serão expostos a todos? Se cometemos um pecado contra a castidade, consentindo num pensamento impuro, mas nos arrependemos e fomos perdoados, e dele nos purificamos no Purgatório, mesmo assim este pecado será exposto ao mundo todo? Se a confissão é secreta e individual, por que então os pecados seriam revelados no Juízo Final?

Resposta de Monsenhor José Luiz Villac - O Juízo Final é realmente um dia tremendo, como diz o responsório da Missa de Defuntos:

- Livrai-me, Senhor, da morte eterna, naquele dia tremendo; quando os céus e a terra forem abalados: quando vierdes julgar o mundo pelo fogo.

- Eu tremo e estou atemorizado, pensando no dia do juízo e da ira [de Deus]. Quando os céus e a Terra forem abalados.

- Dia de ira, aquele dia de calamidade e de miséria, grande dia cheio de amargura. Quando vierdes a julgar o mundo pelo fogo.

Portanto, para todos os homens, bons e maus, o dia do Juízo Final será um “dia de ira, aquele dia de calamidade e de miséria, grande dia cheio de amargura”. Mas, não o será igualmente para bons e maus, e aqui começa a grande diferença!

Antes do Juízo Final, o juízo particular

O Juízo Final é necessário, mas, na verdade, antes dele cada homem terá passado por um juízo particular, logo depois da morte. Poucos cristãos têm isto presente quando comparecem a um velório e vêem o defunto estendido na câmara mortuária; mas ali está um homem que já foi julgado por Deus e recebeu a sua sentença definitiva: Céu ou Inferno!

Se aquele homem ou mulher morreu na graça de Deus, está destinado ao Céu. Pode ser que, embora tenha morrido em estado de graça, não tenha pago suficientemente por todos os pecados cometidos; neste caso, passará antes pelo Purgatório, para satisfazer completamente a Justiça divina até ser purificado da mais leve mancha de pecado.

Depois disto a sua alma será levada ao Céu, ali aguardando a ressurreição geral dos corpos, quando então se unirá ao seu corpo restaurado para nunca mais morrer. Será nestas condições que ele se apresentará diante de Nosso Senhor Jesus Cristo no dia do Juízo Final, portanto certo da sua absolvição pelo Divino Juiz.

Quanto aos maus, que morreram em pecado mortal, as suas almas serão enviadas ao Inferno imediatamente após a morte, e também lá ficarão aguardando a ressurreição geral dos corpos, para se unirem aos seus corpos tenebrosos e receberem diante de toda a humanidade a confirmação da sentença terrível exarada no juízo particular.

Portanto, bons e maus não entram no grande anfiteatro do Juízo Final nas mesmas condições: uns já sabem que se salvaram, e portanto estão tranquilos e felizes; e outros já têm conhecimento de que se condenaram, e portanto estão desesperados e aterrorizados.

Estes últimos, para a sua vergonha, terão os seus pecados, mesmo os mais ocultos, desvendados aos olhos de todo o mundo, que assim verá como Deus foi justo ao condená-los.

E os pecados dos bons, também serão exibidos?

A necessidade do Juízo Final

Poucos cristãos têm presente, quando comparecem a um velório e vêem o defunto estendido na câmara mortuária, que ali está um homem que já foi julgado por Deus e recebeu a sua sentença definitiva — Céu ou Inferno!

Uma pergunta óbvia, ao se tratar do Juízo Final, é sobre a necessidade dele. Pois, se logo após a morte a alma é julgada por um juízo particular, e o seu destino eterno já está selado, nada mudará com o Juízo Final. Qual, pois, a sua razão de ser?

O Juízo Final - ou Juízo Universal, como também é chamado - é o grande ajuste de contas dos homens com Deus, como também dos homens entre si.

Comecemos por este último, apesar de ser menos importante. Menos importante, aliás, não quer dizer não importante. Até porque Jesus Cristo deu-lhe grande importância.

Com efeito, quando São Lucas introduz a questão da revelação dos pecados ocultos (cap. 12, 1-2), é justamente a propósito dos grandes hipócritas do tempo de Jesus, que eram os fariseus: “Começou Ele [Jesus] a dizer aos seus discípulos: Guardai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Porque nada há de oculto que não venha a descobrir-se, e nada há escondido que não venha a saber-se”.

Importa pois que, no dia do Juízo Final, todos aqueles que quiseram passar por virtuosos aos olhos dos homens, mas estavam cheios de pecados ocultos, sejam publicamente desmascarados.

Ampliando este quadro, vemos quantas pessoas são caluniadas ou injustiçadas — em qualquer campo que se considere: moral, familiar, social, político, cultural, artístico, científico, técnico, laboral, etc. — e consequentemente menosprezadas ou preteridas em favor de outras francamente incompetentes, oportunistas ou desonestas. É preciso que a justiça seja feita aos olhos de toda a humanidade. É este grande ajuste de contas, em nível particular, que o Juízo Final propiciará.

Pode entretanto acontecer que alguns - ou muitos - que praticaram injustiças se tenham depois arrependido e salvado a sua alma. É claro que a injustiça praticada por essas pessoas também deve ser manifestada no Juízo Final, para reparar a honra dos lesados.

O facto de que, no sacramento da Confissão, se garanta o segredo absoluto sobre os pecados confessados, é uma condição necessária da vida nesta Terra: todo o convívio humano se tornaria insuportável se cada um ficasse a saber dos pecados ocultos dos outros. Porém, no dia do Juízo, essa necessidade cessa, pois o convívio a partir de então será na morada celeste, em condições totalmente outras.

Ademais, no Juízo se revelará também a seriedade da contrição e o rigor da penitência com que cada um lavou os seus pecados. O que lhe servirá de louvor. E não é um mérito pequeno. Pelo contrário, é altamente valioso aos olhos divinos ter alguém a coragem de olhar de frente os próprios defeitos e corrigi-los. Arrancar de si um defeito dói mais do que arrancar um braço, e só se consegue com um auxílio especial da graça, a qual Deus não nega a quem lhe pede. Assim, o mérito da penitência cobre o demérito do pecado; e onde abundou o delito, superabundou a graça, como disse São Paulo (Rom, 5, 20).

No fim das contas, a revelação dos nossos pecados ocultos, no dia do Juízo Final, não resulta em opróbrio, mas em motivo de acção de graças a Deus, que deste modo triunfou nas nossas almas, e em reconhecimento do mérito havido no arrependimento.

Porém, o Juízo Final não se restringe ao acerto de contas entre os indivíduos e destes com Deus. Nele serão julgadas também as famílias, as sociedades de várias ordens, os povos e as nações. Nele, como diz o Catecismo da Igreja Católica, Jesus Cristo “pronunciará a sua palavra definitiva sobre toda a história da humanidade” (nº 1040). Será uma grande aula de História.

Não é, pois, sem propósito que a eleição dos papas se faça na Capela Sistina, sob o tecto decorado com o célebre fresco de Miguel Ângelo sobre o Juízo Final. O que ali se decide, de cada vez, é o rumo que tomará a Santa Igreja, cuja barca arrasta atrás de si a História de toda a humanidade!

 
O maior SEGREDO para se viver bem Imprimir e-mail

O maior SEGREDO para se viver bem!

Se quiseres viver bem, procura, durante o tempo de vida que te resta, viver pensando sempre na morte.

Ao veres um túmulo, ao assistires às exéquias de um amigo ou parente, ao veres um cadáver sendo levado à sepultura, contempla nisso a tua própria imagem e o que um dia há de ser de ti.

Reflete então e diz contigo: Dentro de poucos anos, talvez meses ou dias, tudo acabará para mim; o meu corpo será apenas podridão e vermes. Estando então perdida a alma, tudo estará perdido para mim, e perdido para sempre.

Assim fizeram os Santos, que agora reinam no Céu; por este meio chegaram a desprezar todos os bens desta terra, venceram as tentações mais fortes, e subiram a alta santidade.

Job dizia à podridão: Tu és meu pai; e aos vermes: vós sois minha mãe e minha irmã.

São Carlos Borromeu conservava sempre sobre a mesa uma caveira, para tê-la continuamente diante dos olhos. 

O cardeal Barónio fez gravar no seu anel estas palavras: “Lembra-te da morte”. O Bem-aventurado Juvenal, bispo de Saluzzo, escreveu sobre uma caveira estas palavras: O que tu és, fui eu; o que eu sou, tu serás um dia.

Outro santo solidário, perguntado na hora da morte porque estava tão alegre, respondeu: Sempre tive a lembrança da morte diante dos olhos; por isso, agora que ela vem, não vejo coisa nova.

São Camilo de Lelis, ao ver os túmulos, dizia consigo: Se estes defuntos voltassem ao mundo, quanto não fariam pela vida eterna! E eu, que ainda tenho tempo, que faço pela minha alma? – o Santo falava assim por humildade.

Mas tu, meu irmão, tens talvez razão para temer que sejas aquela figueira sem fruto da qual disse o Senhor: Já há três anos que venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho.

Tu que estás no mundo há mais de três anos, que fruto tens produzido? Considera, diz São Bernardo, que o Senhor não procura em ti somente flores, mas quer também frutos; isto é, bons desejos e propósitos, e também obras santas.

 “Considera-te desde já como morto”

Saibamos aproveitar o tempo que Deus nos dá na sua misericórdia, e não esperemos para fazer o bem até que não haja mais tempo, e se nos diga: É tempo de partir deste mundo; vamos depressa; o que está feito, está feito.

Considera-te, diz São Lourenço Justiniano, considera-te desde já como morto, já que é certo que deves morrer. Se já estivesses morto, quanto não quererias ter feito!

Diz São Boaventura que o piloto para bem governar o navio, coloca-se na popa: assim o homem, para levar uma vida boa, deve considerar-se sempre como se estivesse para morrer.

Foi isto que fez São Bernardo dizer: considera os pecados da tua mocidade e cora; considera os pecados da idade viril e geme; considera as desordens da idade atual e treme e apressa-te em os remediar.

Eis-me aqui, meu Deus, sou aquela árvore que há tantos anos mereceu ouvir a sentença: corta-a; para que ocupa ainda a terra? Sim, porque nos muitos anos que estou no mundo, ainda não dei outros frutos senão cardos e espinhos de pecados.

Mas Vós, Senhor, não quereis que eu desespere. Vós dissestes que o que Vos procurar, Vos achará: procurai e encontrareis. Procuro-Vos, meu Deus, e desejo a Vossa graça.

Detesto de todo o coração todas as ofensas que Vos fiz, e quisera morrer de dor. Quero empregar o resto da minha vida em Vos amar e honrar.

Sim, amo-Vos, ó meu soberano Bem, e, com o Vosso auxílio, quero viver e morrer fazendo atos de amor a Vós, que por meu amor morrestes sobre a cruz.

Doce Coração de Maria, sede a minha salvação.

 
O mundo não pensa na morte Imprimir e-mail
Imagem vazia padrãoPrecisamos de ter cuidado com a vida que levamos

No dia 2 de Novembro celebramos o Dia dos Fiéis Defuntos. Um dia no qual muitas pessoas vão ao cemitério rezar pelos entes queridos que já partiram deste mundo.

Mas, este dia, bem como a celebração de exéquias, algum velório ou enterro, é um momento propício para reflectir não somente na morte, mas na vida através da morte. Pois… tal vida…tal morte. A doutora da Igreja, Santa Teresa de Lisieux, mais conhecida por Santa Teresinha do Menino Jesus, dizia que a morte é o fim de todo o ser humano e que, por isso, precisamos de tomar cuidado com a vida que levamos. Dizia ela:
“Os amigos que tínhamos eram muito dados ao mundo, e usavam as suas tretas para conciliar, demasiadamente, as alegrias da terra com o serviço de Deus. Não pensavam bastante na morte e, no entanto, veio a morte visitar grande número de pessoas minhas conhecidas, jovens, ricas e ditosas!” (“História de uma Alma” – pag. 87-88).
Somos tentados, a todo o instante, a acreditar que a nossa vida se resume a conquistar riquezas, fama e poder aqui na terra. Ou que podemos conciliar uma vida de serviço a Deus e a busca das riquezas terrenas. Santa Teresinha continua a sua reflexão afirmando: “E vejo que debaixo do sol tudo é vaidade e aflição de espírito […] que o único bem consiste em amar a Deus de todo o coração e ser pobre de espírito aqui na terra […]”.
Assim, como Santa Teresinha nos ensina, precisamos amar a Deus de todo o coração, e a partir daí, pensar sobre qual é o nosso projecto de vida. Projectamos a nossa vida para o Reino dos Céus ou para alcançar as riquezas aqui na terra? Pensemos mais na nossa morte e em como vale a pena viver bem…para morrer bem.
O nosso projecto de vida precisa de ser o Reino dos Céus, pois, vivendo o céu aqui na terra, continuaremos a vida, ressuscitados com Jesus, no Reino de Deus, nos Céus, pois somente Cristo tem o poder de vencer a morte! Aleluia!
 O PADRE ANTÓNIO VIEIRA FALA SOBRE A MORTE:
1. “Quem se contenta a se salvar uma só vez, muito se arrisca a não se salvar nenhuma: querer-se salvar na morte, é temer o inferno; salvar-se em toda a vida, isto é amar a Deus. Quem se salva só na morte, quando muito, foge para Deus; quem se salva em toda a vida, este é só o que anda com Deus”.
(Sermão das Exéquias do Conde de Unhão)) 
2.  “O Amor de Cristo para com os homens foi tão grande que não se contentava com dar uma só vida por eles, mas desejou dar muitos milhares de vidas; e como a vida de Cristo era uma só, buscou traçar o seu amor para dar a mesma vida muitas e muitas vezes, que foi o Sacramento e Sacrifício do altar, onde Cristo, sem morrer, está morrendo sempre”.
(Sermão das Exéquias de Dom Duarte) 
3.  “Morrer de muitos anos, e viver muitos anos, não é a mesma coisa. Ordinariamente os homens morrem de muitos anos, e vivem poucos. Porquê? Porque nem todos os anos que se passam, se vivem. Uma coisa é contar os anos, outra vivê-los; uma coisa é viver, outra durar. Também os cadáveres debaixo da terra; também os ossos nas sepulturas acompanham os cursos dos tempos, e ninguém dirá que vivem. As nossas acções são os nossos dias; por elas se contam os anos, por elas se mede a vida: enquanto obramos racionalmente, vivemos; o demais tempo, duramos”.
(Sermão das Exéquias do Conde de Unhão) 
 
A dor da separação Imprimir e-mail

A dor da Separação

A sabedoria popular afirma que uma das certezas absolutas da nossa vida é a de que um dia iremos morrer. No entanto, passamos toda a nossa vida sem nos preocuparmos com a preparação desse momento que, embora o desconheçamos, sabemos que chegará.

Todas as experiências humanas exigem uma reflexão. Em se tratando da experiência da perda de um ente querido, podemos considerá-la como uma das mais difíceis da nossa vida.

A morte da pessoa amada provoca muitos sentimentos: perplexidade, perda do sentido da vida, vazio, depressão, raiva, revolta contra Deus, culpabilidade, impotência... Estes sentimentos podem ser vividos de uma forma adequada, permitindo o desempenho do trabalho quotidiano, apesar sofrimento.

A perda da pessoa amada tem repercussões na experiência da fé. Daí a necessidade da solidariedade na promoção de espaços que propiciem acolhimento, ajuda afectiva e espiritual. Na Sagrada Escritura podemos perceber, principalmente nos salmos, a expressão dos sentimentos inerentes às perdas e aos sofrimentos.

Se tu estás a passar por momentos de dor, crise e sofrimentos pela morte de um ente querido, mantém a tua mão segura nas mãos de Deus, pois, só Ele pode sustentar-te e dar-te forças nessas ocasiões dolorosas.

Que a Palavra do Senhor: “Eu estarei convosco todos os dias...”, “Não se perturbe o vosso coração...” e a certeza de que o teu ente querido já se encontra junto de Deus, confortem o teu coração e o de toda a tua família. Fica a saber que sempre há alguém a rezar por ti.

Tem fé e confiança no Senhor, Ele nunca te abandonará.

 
Como viver bem as fases do luto? Imprimir e-mail

Como viver bem as fases do luto?  

 “Ninguém está preparado para perder o outro”, mas viver bem a fase do luto é indispensável

Todas as pessoas, quando sofrem alguma grande perda na vida (seja a morte de um ente querido, o diagnóstico de uma doença grave, um processo de falência ou a traição de uma pessoa muito próxima, uma separação, uma punição criminal etc.), passam em maior ou menor intensidade por aquilo que chamamos de processo de luto.

Para lidar com essa situação, a falecida psiquiatra suíça Elisabeth Kubler-Ross pesquisou sobre esse tema e descreveu cinco fases do processo de luto.

A reacção psíquica determinada pela experiência da morte (perda) foi descrita por Elisabeth Kübler-Ross em seu livro ‘Sobre a morte e o morrer’, no qual explica que esses estágios nem sempre ocorrem na mesma ordem, nem todos são experimentados pelas pessoas. Ela afirmou que uma pessoa sempre apresentará, pelo menos, duas dessas fases.

 São elas:

1) A negação – Surge na primeira fase do luto. É o momento em que nos parece impossível a perda, quando não somos capazes de acreditar nela. A dor da perda é tão grande, que parece não ser possível nem real.

A negação é uma defesa psíquica que faz com que o indivíduo acabe negando o problema, tentando encontrar algum jeito de não entrar em contacto com a realidade, seja da morte de um ente querido ou uma perda. É comum que a pessoa também não queira falar sobre o assunto.

Nessa fase, a pessoa nega a existência do problema ou da situação. Pode não acreditar na informação que está recebendo, tenta esquecê-la, não pensar nela ou ainda busca provas ou argumentos de que o fato não é real.

• “Isso não é verdade!”

• “Vai passar”

• “Sempre dou um jeito em tudo, vou resolver isso também”

A pessoa continua se comportando como antes (ignorando a situação) e não consegue aderir ao tratamento (no caso de doença) ou não falar sobre o assunto (no caso de morte, desemprego ou traição).

2) Raiva - A raiva surge depois da negação. Mesmo assim, apesar da perda já consumada, negamo-nos a acreditar nela. É quando surge o pensamento: “Por que comigo?”. É comum que surjam, nesta fase, sentimentos de inveja e raiva, quando qualquer palavra de conforto nos parece falsa, custando acreditar na sua veracidade.

Nessa fase, a pessoa expressa raiva por aquilo que ocorreu. É comum o aparecimento de emoções como revolta, inveja e ressentimento. Geralmente, essas emoções são projectadas no ambiente externo, percebendo o mundo, os outros e Deus como causadores de seu sofrimento. A pessoa sente-se inconformada e vê a situação como uma injustiça.

• “Isso não é justo!”

• “Por que fizeram isso comigo?”

Ela perde a calma quando fala sobre o assunto, evita o tema e se recusa a ouvir conselhos.

3) Negociação – A negociação surge quando o indivíduo começa a encarar a hipótese da perda e, diante disso, tenta negociar para que esta não seja verdade. Ele busca fazer algum tipo de acordo, de maneira que as coisas possam voltar a ser como eram antes. Essa negociação, geralmente, acontece dentro do próprio indivíduo ou, às vezes, voltada para a religiosidade.

As negociações com Deus são normalmente sob forma de promessas ou sacrifícios, pactos e outros similares, são muito comuns e muitas vezes ocorrem em segredo. No caso de uma traição, a pessoa buscar agradar o outro.

• “Vou ser uma pessoa melhor, serei mais gentil e simpático com as pessoas, terei uma vida saudável.”

• “Vou acordar cedo todos os dias, tratar bem as pessoas, parar de beber, procurar um emprego e tudo ficará bem.”

• “Vou pensar mais positivamente e tudo se resolverá.”

• “Deus, deixe-me ficar bem de saúde, só até meu filho crescer.” (pessoa ao saber que está doente)

• “Vou mudar minhas atitudes, meu comportamento, e tudo se resolverá”.

4) Depressão - A depressão surge quando o indivíduo toma consciência de que a perda é inevitável e incontornável. Ele sente o “espaço” vazio da pessoa (ou coisa) que perdeu e percebe que não há como escapar da perda. Toma consciência de que nunca mais verá aquela pessoa (ou coisa); e com o desaparecimento dela, todos os sonhos, projectos e todas as lembranças associadas a essa pessoa ganham um novo valor.

Nessa fase ocorre um sofrimento profundo. Tristeza, desolação, culpa, desesperança e medo são emoções bastante comuns. É o momento em que acontece uma grande introspecção e necessidade de isolamento. A pessoa retira-se para seu mundo interno, isolando-se, sentindo-se melancólica e impotente diante da situação.

• “Não tenho capacidade para lidar com isto.”

• “Nunca mais as coisas ficarão bem.”

• “Eu odeio-me.”

Afastar-se das pessoas e comportar-se de maneira autodestrutiva são situações comuns nessa fase.

5) Aceitação – Última fase do luto. É quando a pessoa aceita a perda com paz e serenidade, sem desespero ou negação. Nesta fase, o espaço vazio deixado pela perda é preenchido. É um período que depende muito da capacidade da pessoa de mudar a perspectiva e preencher o vazio. Voltando-se para a religiosidade, para a fé ou com a ajuda de um profissional num processo de psicoterapia.

Nessa fase, percebe-se e vivencia-se uma aceitação do rumo das coisas. As emoções não estão mais tão à flor da pele e a pessoa se prontifica a enfrentar a situação com consciência das suas possibilidades e limitações.

• Não é o fim do mundo.”

• “Posso superar isto.”

• “Posso aprender com isto e melhorar.”

A pessoa buscar ajuda para resolver a situação, conversar com outros sobre o assunto e consegue planejar estratégias para lidar com a questão.

É importante entender que:

As pessoas não passam por essas fases de maneira linear, ou seja, elas podem superar uma fase, mas, depois, retornar a ela (ir e vir), estacionar em uma delas sem ter avanços por um longo período ou ainda suplantar todas as fases rapidamente até a aceitação. Não há regra. Porém, sabe-se que, comumente, que a fase mais longa é da depressão para a aceitação.

Tudo depende do histórico de experiências da pessoa e das crenças que ela tem sobre si mesma e sobre a situação em questão. Existem pessoas que podem passar meses ou anos num vai e vem e não chegar à aceitação nunca. Outras, em poucas horas ou dias fazem todo o processo. Isso varia também em função da perda sofrida.

 “Ninguém está preparado para perder o outro; é normal não conseguirmos nos desapegar. Temos a tendência de ficarmos presos em uma relação mesmo quando não a queremos mais. A única saída, então, é ter coragem, enfrentar os desafios que virão e avaliar honestamente nossos sentimentos e emoções.”

O papel de um psicólogo num processo de luto:

O papel de um psicólogo num processo de luto pode ser muito útil para ajudar o indivíduo a identificar o estágio em que se encontra. A resolução do estágio exige a vivência de sentimentos e pensamentos que o indivíduo tenta evitar. A tarefa do psicólogo é permitir que o paciente vivencie o luto. Entendendo que superar não é esquecer nem fingir que nada aconteceu, significa aceitar e continuar a viver, retomar a rotina, o trabalho, voltar-se para os amigos e outros familiares.

Neste processo, a vivência da fé, para os que crêem, é de fundamental importância, pois ajuda-nos a entender que o sofrimento faz parte da condição humana, e a morte e as perdas acontecem a todos.

Jesus veio para nos ensinar que estará sempre junto de nós em todos os momentos, ajudando-nos a carregar a cruz de cada dia, lembrando-nos sempre de que tudo nesta vida é passageiro e que Sua morte na cruz nos dá, todos os dias, a graça de, juntos com Ele, vivermos por toda a eternidade.

 
Só Deus não vai embora Imprimir e-mail

Imagem vazia padrãoSaber lidar com perdas é a nossa busca constante

Uma perda é sempre algo que nos incomoda. Pode ser a perda de uma chave, do autocarro, de dinheiro, de um sonho…. E claro, a perda de alguém.
Saber lidar com perdas é uma busca constante que temos, nesses momentos tentamos nos agarrar a pequenos detalhes, a pequenas desculpas ou a soluções para nos confortar.
A morte tornou-se um tabu na nossa sociedade. Foi confinada aos hospitais, escondida das crianças, apagada das conversas… Numa cultura que valoriza o prazer e o sucesso, ninguém gosta de se lembrar da existência das perdas.
Um dia uma jovem foi ter comigo, tocou-me nos ombros e começou a abrir o coração. Levou-me ao dia em que perdeu a mãe. Assassinada pelo namorado com várias facadas. No primeiro instante, fiquei chocado pelo acto em si, mas depois olhando os olhos daquela menina de 19 anos, que havia 5 anos havia perdido a mãe, vi que não se perde ninguém quando se traz essa pessoa no coração, eternizando a quem amamos. Ela pregou-me o Evangelho quando disse que não guardava rancor do assassino. Evangelho da vida!
Nos olhos daquela menina percebi que a morte em si não tem a última palavra. A vida, sim, tem a última palavra! Palavra de ressurreição! Aquela menina de olhos serenos não se perdeu de si mesma com a perda daquela que a gerou. Mas, guardando-a no coração entrou no mistério de eternidade. Todos vão embora. Só Deus não vai embora. Mas quando guardamos o outro em Deus, este também não vai embora.
De maneira geral, temos muita dificuldade em lidar com perdas. Luto não é só quando morre alguém; sofremos perdas desde que nascemos: perda de emprego, divórcio, mudanças repentinas. Também há fases do desenvolvimento humano que envolvem perdas, por exemplo, para se chegar à adolescência é preciso perder a infância. Estas são questões existenciais que precisamos de enfrentar. Saber lidar com o limite é saudável, não só do ponto de vista humano, mas também do cristão.
Acredito que nos olhos daquela menina que não perdeu a mãe, aprendi que muitos morrem mas estão vivos. É o luto diário que vivemos. Ver os que amamos indo embora ainda estando. Uma perda que dói, pois vemos e não temos!
Mistério da ressurreição dos vivos!

 

 

 

 
Hoje vou jantar na mesma mesa com Jesus Imprimir e-mail

ESTA NOITE VOU JANTAR NA MESMA MESA COM JESUS


 Ela deu um pulo assim que viu o cirurgião sair da sala de operações.
 Perguntou: ' Como é que está o meu filho? Ele vai ficar bom? Quando é que eu posso vê-lo?'
O cirurgião respondeu: 'Tenho pena. Fizemos tudo mas o seu filho não resistiu.
Sally perguntou: Porque razão é que as crianças pequenas têm cancro? Será que Deus não se preocupa? Aonde estavas Tu, Deus, quando o meu filho necessitava?'
O cirurgião perguntou: Quer algum tempo com o seu filho? Uma das enfermeiras irá trazê-lo dentro de alguns minutos e depois será transportado para a Universidade.'
Sally pediu à enfermeira para ficar com ela enquanto se despedia do seu filho. Passou os dedos pelo cabelo ruivo do seu filho.
'Quer um caracol dele?' Perguntou a enfermeira. Sally abanou a cabeça afirmativamente. A enfermeira cortou o cabelo e colocou-o num saco de plástico, entregando-o a Sally.
'Foi ideia do Jimmy doar o seu corpo à Universidade porque assim talvez pudesse ajudar outra pessoa', disse Sally.
No início eu disse que não, mas o Jimmy respondeu: 'Mãe, eu não vou necessitar do meu corpo depois de morrer. Talvez possa ajudar outro menino a ficar mais um dia com a sua mãe.'
Ela continuou: 'O meu Jimmy tinha um coração de ouro. Estava sempre a pensar nos outros. Sempre disposto a ajudar, se pudesse.'
Depois de aí ter passado a maior parte dos últimos seis meses, Sally saiu do 'Hospital Children?s Mercy' pela última vez.
Colocou o saco com as coisas do seu filho no banco do carro ao lado dela.
A viagem para casa foi muito difícil. Foi ainda mais difícil entrar na casa vazia. Levou o saco com as coisas do Jimmy, incluindo o cabelo, para o quarto do seu filho.
Começou a colocar os carros e as outras coisas no quarto exactamente nos locais onde ele sempre os teve. Deitou-se na cama dele, agarrou a almofada e chorou até que adormeceu.
Era quase meia-noite quando acordou e ao lado dela estava uma carta.
A carta dizia: 'Querida Mãe, sei que vais ter muitas saudades minhas; mas não penses que me vou esquecer de ti, ou que vou deixar de te amar só porque não estou aí perto para dizer 'Amo-te'. Eu vou sempre amar-te cada vez mais, Mãe, por cada dia que passe.
Um dia vamos estar juntos de novo. Mas até chegar esse dia, se quiseres adoptar um menino para não ficares tão sozinha, por mim está bem.
Ele pode ficar com o meu quarto e as minhas coisas para brincar. Mas se preferires uma menina, ela talvez não vá gostar das mesmas coisas que nós, rapazes, gostamos.
Vais ter que comprar bonecas e outras coisas que as meninas gostam, tu sabes.
Não fiques triste a pensar em mim. Este lugar é mesmo fantástico. Os avós vieram ter comigo assim que eu cheguei para mo mostrar, mas vai demorar muito tempo para eu poder ver tudo. Os anjos são mesmo fixes. Adoro vê-los a voar.
E sabes uma coisa? Jesus não parece nada como se vê nas fotos, embora quando O vi O tenha conhecido logo. Ele levou-me a visitar Deus!
E sabes uma coisa? Sentei-me no colo d'Ele e falei com Ele, como se eu fosse uma pessoa importante. Foi quando lhe disse que queria escrever-te esta carta, para te dizer adeus e tudo mais. Mas eu já sabia que não era permitido.
Mas sabes uma coisa, Mãe? Deus entregou-me papel e a sua caneta pessoal para eu poder escrever-te esta carta. Acho que Gabriel é o anjo que te vai entregar a carta.
Deus disse para eu responder a uma das perguntas que tu Lhe fizeste, 'Onde estava Ele quando eu mais precisava?' Deus disse que estava no mesmo sítio, tal e qual, quando o filho dele, Jesus, foi crucificado.
Ele estava presente, tal e qual como está com todos os filhos dele.
Mãe, só tu é que consegues ver o que eu escrevi, mais ninguém. As outras pessoas vêem este papel em branco. É mesmo fixe não é? Eu tenho que dar a caneta de volta a Deus para ele poder continuar a escrever no seu Livro da Vida.
Esta noite vou jantar na mesma mesa com Jesus. Tenho a certeza que a comida vai ser boa.
Estava quase a esquecer-me: já não tenho dores, o cancro já se foi embora. Ainda bem porque já não podia mais e Deus também não podia ver-me assim. Foi quando ele enviou o Anjo da Misericórdia para me vir buscar. O anjo disse que eu era uma encomenda especial! O que dizes a isto, Mãe?'

Assinado com Amor de Deus, Jesus e de Mim.


 
Superemos o pavor da morte Imprimir e-mail
com o pensamento da imortalidade
 
Image 

É necessário ter presente que não é a nossa vontade que devemos fazer mas a de Deus, como o Senhor nos ensinou a rezar todos os dias. Que contrassenso pedirmos que se faça a vontade de Deus, e depois, quando Ele nos chama e nos convida a sair deste mundo, não obedecermos prontamente à sua vontade! Resistimos e lutamos, e somos levados à presença do Senhor como servos rebeldes, com mágoa e tristeza, partindo deste mundo, não de bom grado, mas forçados por uma lei inevitável. E ainda pretendemos que nos honre com prémios celestes Aquele para quem vamos de má vontade! Então porque rogamos e pedimos que venha a nós o reino dos Céus, se continuamos agarrados à prisão da terra? Porque é que pedimos e imploramos tão insistentemente que se apresse o tempo do reino, se o nosso desejo de servir o diabo neste mundo supera o desejo reinar com Cristo?
Se o mundo odeia o cristão, porque amas aquele que te odeia e não segues antes a Cristo que te redimiu e te ama? João, na sua epístola, clama e exorta a não amarmos o mundo, seguindo os desejos da carne: Não ameis o mundo nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, não estará nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo — concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida — não vem do Pai mas do mundo. Ora o mundo passa com as suas concupiscências, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece eternamente. Ao contrário, com espírito sincero, fé inabalável e ânimo forte, estejamos prontos a cumprir a vontade de Deus em tudo. Superemos o pavor da morte com o pensamento da imortalidade que nos espera. Mostremos na prática esta fé que professamos. Devemos considerar e meditar frequentemente que renunciámos ao mundo e que, entretanto, andamos na terra como hóspedes e peregrinos. Acolhamos com júbilo o dia em que a cada um de nós se indicará a sua própria morada, o dia em que, libertos das cadeias deste mundo, entraremos no paraíso e no reino eterno. Quem não tem pressa de regressar à pátria, quando anda longe dela? Para nós a pátria é o Paraíso. Lá nos espera um grande número de entes queridos, lá nos aguardam os nossos pais, os nossos irmãos, os nossos filhos, em festiva e alegre companhia, seguros já da própria felicidade e solícitos da nossa salvação. Que alegria, tanto para eles como para nós poder vê-los e abraçá-los a todos! Que felicidade, naquele reino celeste, nunca mais temermos a morte, mas gozarmos da vida para sempre!
Ali está o com glorioso dos Apóstolos, a milícia exultante dos Profetas, a multidão inumerável dos mártires, coroados de glória pelo triunfo do combate e dos tormentos, ali estão as virgens triunfantes, que venceram a concupiscência da carne e do corpo com a virtude da continência; ali são recompensados os misericordiosos, que praticaram obras da justiça, alimentando e socorrendo com os seus bens os pobres, e assim observaram os preceitos do Senhor, transformando os bens terrenos em tesouros celestes. Apressemo-nos, irmãos caríssimos, com todo o entusiasmo, a juntar-nos à companhia destes bem-aventurados. Veja Deus este nosso pensamento, contemple Cristo este propósito da nossa mente e da nossa fé, porque tanto maior será a recompensa do seu amor, quanto mais ardente for o desejo de chegarmos à sua presença.

Tratado de S. Cipriano, bispo e mártir, sobre a morte

 

 

 
Prece suprema Imprimir e-mail

PRECE SUPREMA

Meu Jesus!
Ao fechar-se o horizonte da minha vida, converte essa hora de dor e elevação, de sacrifício e renúncia, num holocausto de tanto amor por Ti que, sendo a morte imposição Tua, eu Ta ofereça como dádiva minha.
A Tua promessa “tudo que pedirdes na Oração com fé haveis de conseguir” dá-me uma confiança tão grande que a própria consciência da minha pequenez e miséria, das minhas ofensas e pecados pode ensombrar-me a alma mas não quebrar a fé que a sustenta e ilumina.
A minha prece suprema que sobreleva e excede todos os meus anelos é sentir-Te, nessa hora decisiva, junto de mim, debruçado sobre a minha agonia fazendo do Teu Coração o altar em que a minha aima reze o seu últímo pensamento para Ti e receba a Tua Bênção de Perdão e Amor.
Não permitas que jamais seja crucificada numa dúvida a certeza que tenho agora de ouvir no limiar da morte o Teu Apelo carinhoso e sentir a chama purificadora do Teu Amor…

Meu Jesus!
Ao findar a vida, uma angústia a tortura: a separação dos entes queridos. Este amor, esta saudade, estão dentro da Tua Doutrina.
E como é nas horas de sofrimento e luto que as almas queridas ainda mais se estreitam, peço-Te que faças irradiar sobre elas a Tua Graça reconfortante, embalando a sua dor na Tua Cruz e juntando-as todas comigo no Teu Coração.
Mais Te peço que àqueles a quem não fiz todo o bem que podia ou até fiz mal que não devia, os cubras com a Tua Bênção e que só Tu sejas a Luz lnterior das suas almas.
E mais, e mais ainda Te peço.
Aqueles que porventura me agravaram ou ofenderam, junta o meu perdão ao Teu e sê tão misericordioso com eles como espero sejas para as minhas próprias faltas.
E apesar de eu ser tão pobrezinho, como o Teu ilimitado Amor não põe limites às preces e aspirações dos Teus filhos, ainda tenho ânimo para Te pedir o que Tu Próprio não tiveste!
Sentiste o abandono e eu peço o carinho da Tua Presença…
Sofreste o desamparo e eu peço o infinito conforto do Teu Coração...
Tiveste sede torturante na Tua Agonia e eu peço para me dessedentares na torrente do Teu Amor...
Há em mim um anseio imenso que não sei exprimir… A minha alma insaciada está dorida por não saber dar-se melhor...
Meu Jesus! Eu desejo, só para Te possuir, receber a morte como Tua Mensageira bem-vinda, pois a morte no teu Amor é fonte da Vida Imortal.
O meu espírito ergue-se agora cada vez mais alto, embalado numa Voz cuja melodia não é deste mundo. O meu coração pulsa já em Ti!
A minha alma divisa já a ponte de Luz e Amor que une o Céu à Terra...
E o meu olhar não interroga mais o meu destino: Sinto-Te em mim!

Meu Jesus!
Apaga os pecados que mancham a minha cruz na Tua Cruz.
Exalta a minha dor na Tua Dor.
Purifica a minha agonia na Tua Agonia.
Santifica a minha morte na Tua Morte.
E acolhe o último suspiro do meu coração no Teu Coração.

 
Santos e Finados Imprimir e-mail

Santos e finados

Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob

Festa de todos os Santos seguida do dia dos Finados.

Santos e Finados fazem parte do quadro de referências que compõem uma cosmovisão que procura integrar os diversos aspectos da realidade e da vida humana, numa tentativa de harmonizar todas as coisas num universo que tenha sentido. E´ o que todas as religiões procuram fazer: buscar o sentido último de todas as coisas.
Independente do mérito objectivo destas duas celebrações, elas fazem parte da visão de conjunto que a fé cristã apresenta, e que é explicitada ao longo de cada ano pelas celebrações tradicionais que compõem o calendário litúrgico da Igreja.
A questão de fundo, em ambas, é a esperança na vida além da morte, interrogação que acompanha fatalmente nossa condição humana de seres mortais, mas capazes de se perguntar pelo sentido de sua existência.
A este respeito, todos têm o direito de expressar as suas convicções, e de formular também as suas projecções além dos limites da nossa compreensão humana. Mesmo sem lançar mão dos dados oferecidos pela fé, é legítimo o esforço de encontrar suporte racional para a esperança de uma sobrevida. Pois na verdade, o facto de sermos capazes de interrogar a eternidade, já é sinal de que somos feitos para ela.
Mas é interessante observar que a fé cristã não se baseia em garantias racionais para cultivar a sua esperança na vida eterna. Ela parte de outro princípio. Ela funda a sua esperança na maneira como Deus se revelou. Assim, a vida eterna é uma dedução, uma consequência, um corolário, uma derivação de como Deus manifestou o mistério de sua própria existência.
No tempo Jesus havia dois grupos que se opunham frontalmente a respeito da ressurreição. Os fariseus afirmavam convictos que havia. Os saduceus desdenhavam esta fé e diziam-se abertamente contrários à ressurreição. Foi a propósito deles que Jesus precisou de tomar posição, com a surpreendente resposta dada aos zombadores da vida futura. Jesus não se posicionou directamente a favor da ressurreição. Jesus encontra o fundamento da ressurreição nas palavras ditas por Deus a Moisés: “eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob”. Daí ele tira a surpreendente conclusão, que serve de fundamento para a fé cristã: “ora, Deus não é um deus de mortos, mas Deus de vivos!”.
Para os cristãos, a vida eterna não é entendida como consequência de uma suposta imortalidade da nossa alma. Isto pode servir de suporte. Mas não mora aí a razão da nossa esperança, como São Pedro nos aconselha a buscar sempre. A nossa fé na ressurreição é muito mais consistente do que um simples raciocínio filosófico.
Colocados os fundamentos da fé, é claro que a razão pode perceber neles a coerência interna, que a teologia procura encontrar, como “fides quaerens intellectum”, no dizer de Santo Anselmo.
Se já o Antigo Testamento oferecia base sólida para a fé na ressurreição, muito mais o Novo Testamento, que se constrói todo ele em torno da fé na Ressurreição de Jesus. Depois de citar os factos que servem de fundamento para o Evangelho, escrevendo aos coríntios, São Paulo tira a conclusão certeira e definitiva: “Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer que não há ressurreição dos mortos?” A fé na ressurreição de Cristo, e em consequência, da nossa ressurreição, é o núcleo aglutinador que harmoniza todo o conjunto da vida humana, com as suas certezas presentes, e com a sua esperança no futuro.
Celebrando Santos e Finados, rendemos homenagem ao Deus dos vivos, “pois para ele todos vivem”.

 
A morte foi vencida Imprimir e-mail

A morte foi vencida, ela já não tem poder

Para tudo na nossa vida existe uma hora. O livro do Eclesiástico diz: “1.Tudo tem o seu tempo. Há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu: 2.tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; 3.tempo de matar e tempo de curar; tempo de destruir e tempo de construir; 4.tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar”

Há horas para tudo.

Em São Mateus, quando José estava naquela grande dúvida de acolher ou não Maria, o anjo diz-lhe o seguinte: “José, Filho de David, não tenhas receio de receber Maria, tua esposa; o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe porás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. (Mt 1,21).

Jesus veio por causa disto: para nos salvar, nos libertar do pecado, para derrotar o demónio e vencer a morte.

Jesus tinha consciência do que iria acontecer com Ele. No Evangelho de hoje tem algo que muitas vezes não percebermos: a angústia de Jesus. Quando Ele está no Monte das Oliveiras e está lá suando, sofrendo.

“Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto.” Jo 12,24

Se Jesus não passasse pela morte, nós não teríamos vida. Jesus venceu a morte e deu-nos vida.

Uma vez que entraste no caminho e conheceste Jesus, quando o desânimo vier, prossegue! O nosso objectivo final é a vida eterna.

“Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta da sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna.” Jo 12,25

Façam do domingo o dia do Senhor. Não se apeguem às coisas deste mundo. Quem se apega a este mundo vai morrer, pois tudo passa.

Deus não pode passar na tua vida. Ele precisa de ser o primeiro sempre.

Pais, dêem Deus aos vossos filhos. Eles não podem ser materialistas. Tudo é passageiro, mas nosso Senhor não pode passar.

Chegou a hora de Jesus, para que a nossa hora chegue. Ele venceu a morte. Ele nos deu a vida eterna para que a tenhamos.

Jesus teve medo, passou angústia, mas persistiu.

Somos livres em Jesus Cristo porque Ele nos salvou.

 
Vida Além da Morte Imprimir e-mail

Vida Além da Morte

Depois de sofrer na Cruz, Jesus passou 40 dias com os Apóstolos, ensinando-os a proclamar o Evangelho da salvação. Depois subiu aos céus e voltará para buscar os remidos.

O último artigo do Credo diz: “Creio na vida eterna”.

A maior esperança cristã é esta: a vida não termina com a morte do corpo, mas continua no além. E muitos perguntam: “o que virá depois?”

Somente a Igreja Católica tem resposta certa e clara para esta questão. A Carta aos hebreus diz: “está decretado que os homens morram uma só vez e que depois se siga o juízo” (Hb 9,27). Para nós católicos, isto acaba de vez com a mentira da reencarnação, que engana tantas pessoas, e as deixa  mal preparadas diante da morte, acreditando neste erro, e com uma falsa ideia de salvação.

São Paulo ensinava aos coríntios, muito influenciados pela mitologia grega: “sabemos que, se a casa terrestre desta nossa morada for desfeita, temos em Deus um edifício, uma casa não feita por mãos humanas, que será eterna nos céus” (2Cor 5,1). Mas, São Paulo não deixou de dizer que “é necessário que todos nós compareçamos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que é devido ao corpo, segundo fez o bem ou o mal” (2Cor 5,10).

A Igreja ensina que logo após a morte vem o Juízo particular da pessoa. Diante da justiça perfeita de Deus, seremos julgados. Mas é preciso lembrar que o Juiz é o mesmo que morreu na Cruz para que ninguém fosse condenado, e tivesse à sua disposição, através dos Sacramentos da Igreja, o perdão e a salvação que custaram a Sua Vida.

Afirma o nosso Catecismo: “Cada homem recebe na sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num Juízo Particular que coloca a sua vida em relação à vida de Cristo, através de uma purificação, entrando de imediato na felicidade do céu, ou condenando-se de imediato para sempre” (§ 1022).
Isto mostra que imediatamente após a morte a nossa alma já terá o seu destino eterno definido: o céu, mesmo que se tenha de purificar antes, no purgatório, ou o inferno.

Sobre o céu diz São Paulo: “nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem jamais passou pelo pensamento do homem o que Deus preparou para aqueles que o amam” (1Cor 2,9). O Papa Bento XII (1335-1342), assegurou através da Bula “Benedictus Deus”, que as almas de todos os santos, mesmo antes da ressurreição dos mortos e do juízo final, já estão no céu. A Igreja, desde o tempo dos primeiros mártires acredita, sem dúvida, que eles já estão no céu, intercedendo pelos que vivem na terra. São muitos os documentos antigos que confirmam isto.

Sobre o purgatório a Igreja também não tem dúvidas, já que esta verdade de fé foi confirmada em vários concílios ecuménicos da Igreja: Lião (1245), Florença (1431-1442), Trento (1545-1563), com base na Tradição e na Sagrada Escritura (1Cor 3,15; 1Pe1,7; 2Mac 12,43-46).

Ensina o Catecismo: “A Igreja denomina Purgatório a purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados”(§1031). As almas do Purgatório já estão salvas, apenas completam a sua purificação para poderem entrar na união perfeita com Deus. Diz a Carta aos hebreus: “a santidade, sem a qual ninguém verá a Deus” (cf. Hb 12,14).

Mais do que um local de sofrimento, o Purgatório é – ensina São Francisco de Sales, doutor da Igreja -, um lugar de esperança, amor, confiança em Deus, e paz, embora a alma sofra para se purificar. Para os que rejeitarem a Deus e a sua graça, isto é, que deixaram o coração endurecer, o destino será a vida eterna longe de Deus, para sempre, e junto daqueles que também rejeitaram a Deus. Jesus diz que ali haverá “choro e ranger de dentes”.

É preciso dizer que Nosso Senhor foi ao extremo do sacrifício humano para garantir a todos os homens a salvação. Mas Deus respeita o livre arbítrio de cada um, e, como disse Santo Agostinho, Ele que nos criou sem nós, não nos salvará sem nós. Ao falar do inferno, o Catecismo diz: “Deus não predestina ninguém para o inferno; para isto é preciso uma aversão voluntária a Deus (o pecado mortal), e persistir nela até ao fim. São Pedro diz que Deus “usa de paciência connosco não querendo que nenhum se perca, mas que todos se convertam à penitência.” (2Pe 3,9).

Se a lembrança do inferno nos causar desespero, deveremos lembrar-nos do que diz São Bernardo, doutor da Igreja: “Nenhum servo de Maria será condenado”. Sem dúvida a Mãe de Deus e nossa saberá salvar aqueles que foram seus fiéis devotos aqui na terra. Ela é, afinal, a Mãe do Juiz!

A Igreja lembra ainda que com a segunda vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo haverá o Juízo final. O Catecismo ensina: “A ressurreição de todos os mortos, ‘dos justos e dos injustos’ (At 24,15), antecederá o Juízo Final” (§ 1038). O Magistério da Igreja ensina que  “virá tempo em que todos os que se encontram nos sepulcros ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que tiverem feito obras boas, sairão para a ressurreição da vida eterna; mas os que tiverem feito obras más, sairão ressuscitados para a condenação” (Jo 5,28-29). “Quando, pois, vier o Filho do homem na sua majestade, e todos os anjos com ele…” (Mt 25,31).

Portanto, a ressurreição dos corpos ainda não aconteceu nem mesmo para os santos. Os seus corpos ainda aguardam a ressurreição. Somente Nosso Senhor Jesus Cristo e Maria Santíssima já ressuscitaram e têm os seus corpos já glorificados. Quanto a este grande Dia da volta gloriosa do Senhor, muitas vezes a Igreja já se pronunciou.

No Concílio ecuménico do Latrão, em 1516, assim afirmou: “Mandamos a todos os que estão, ou futuramente estarão incumbidos da pregação, que de modo nenhum presumam afirmar ou apregoar determinada época para os males vindouros para a vinda do Anticristo ou para o dia do juízo. Com efeito a Verdade diz: “Não toca a vós ter conhecimento dos tempos e momentos que o Pai fixou por Sua própria autoridade. Os que até hoje ousaram afirmar tais coisas mentiram, e, por causa deles, não pouco sofreu a autoridade daqueles que pregam com retidão. Ninguém ouse predizer o futuro apelando para a Sagrada Escritura, nem afirmar o que quer que seja, como se o tivesse recebido do Espírito Santo ou de revelação particular, nem ouse apoiar-se sobre conjecturas vãs ou despropositadas. Cada qual deve, segundo o preceito divino, pregar o Evangelho a toda a criatura, aprender a detestar o vício, recomendar e ensinar a prática das virtudes, a paz e a caridade mútuas, tão recomendadas pelo nosso Redentor”.

Diz o nosso Catecismo: “Só o Pai conhece a hora deste Juízo, só Ele decide sobre o seu advento. Através do seu Filho Jesus Ele pronunciará a sua palavra definitiva sobre toda a história. Conheceremos então o sentido último de toda a obra da criação” (§ 1040).

 
Novíssimos do Homem Imprimir e-mail

Novíssimos do Homem

 

Morte do Justo

Morte do Pecador

 

Ó Cristão que isto lês, olha que existe um Deus!

 

...uma alma!...uma eternidade!...

 

LEMBRA-TE

 

dos teus novíssimos:

 

MORTE... JUÍZO... INFERNO... PARAÍSO...

 

e nunca pecarás.

 

1. — Lembra-te... que foste criado somente para amares e servires o teu Deus nesta vida e o possuíres depois eternamente na outra…

2. — Lembra-te... que a morte vem chegando a largos passos e, talvez, já está mais próxima do que pensas...

3. — Lembra-te... que brevemente deves prestar conta a Deus de todo o bem que podias fazer e não fizeste, como de todo o mal que devias deixar e não deixaste…

4. — Lembra-te... que todo aquele que morrer em pecado mortal vai logo com a alma para o fogo do Inferno, e depois, no fim do mundo, para lá deverá ir também com o corpo ...

5. — Lembra-te... que tens só uma alma: salva esta, tudo estará salvo eternamente; perdida esta, tudo estará eternamente perdido...

6. — Lembra-te... que o caminho mais largo é o que leva a perdição, quem quer salvar-se, deve fazer violência a si mesmo e carregar a sua cruz...

7. — Lembra-te... que Deus merece sumo respeito em qualquer tempo e em qualquer lugar; em toda a parte está ele presente e somente dele é que depende todo o teu bem temporal e espiritual...

8. — Lembra-te... que o tempo passa e não volta mais; quanto mais vives, tanto menos para viver te resta: quem vive mal, morre mal…

9. — Lembra-te... que deves amar o teu próximo como a ti mesmo. Ai de ti se manténs rixas e desavenças...

10. — Lembra-te... que o Inferno está cheio de pecadores que queriam converter-se, mas que nunca se converteram deveras...

11. — Lembra-te... que quem quer evitar o pecado, deve fugir da ocasião; as conversações perigosas são redes do demónio...

12. — Lembra-te... finalmente que Jesus te espera para te dar o perdão das tuas culpas. Quem sabe se não seja este o último aviso?...

 

 

REFLETE E PENSA MUITAS VEZES QUE:

 

1. — As três portas maiores do Inferno são: a desonestidade, o escândalo, o furto.

2. — As três portas principais do Paraíso são: a oração, a sinceridade na Confissão, a frequência dos Sacramentos e da palavra de Deus.

3. — As três coisas principais de que devemos fugir são: as ocasiões perigosas, as más companhias, os olhares e as palavras indecentes.

4. — Os três pensamentos mais salutares são: Deus me vê... Devo morrer!... O prémio do Paraíso e o castigo do Inferno... são eternos.

5. — Os três nomes que se devem invocar com frequência são: Jesus, Maria, José.

Estou certo que hei de morrer... mas quando?... não sei... Então devo estar preparado... Apenas tiver acabado de expirar, Deus me julgará acerca de toda a minha vida, e a sentença será: ou feliz para sempre no Paraíso, ou infeliz para sempre no Inferno...

De que serve ganhar, ainda que seja todo o mundo, se depois vier a perder-me?... O pecado é o único e verdadeiro mal que pode haver no mundo!... portanto, devo fugir dele.

 

 

 

Webdesign Contabilidade Porto Porto Apartments