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"A Tua Palavra é Luz para os meus passos"

(Sl 119, 105)

 
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Não confundir cama com amor

 

A castidade pode ajudar um casal de namorados a fazer escolhas mais conscientes

Este tema é muito importante, sobretudo para os jovens de hoje, que são bombardeados com tanta informação, muita dela convidando-os a viver uma sexualidade totalmente irresponsável e promíscua, que tira a dignidade pessoal.

Uma das ideias erróneas é a de que o sexo é uma necessidade vital e que está tudo bem se o praticares sempre que sintas vontade… Dizem alguns: “se o teu corpo pede, dá-lhe o que ele pede”…Mentira! Necessidade vital é comer, beber água, dormir… necessidades que, se não satisfeitas a curto prazo, podem levar à morte. Quando é que tu viste alguém na sala de emergência de um hospital a morrer por falta de atividade sexual? No entanto, há notícias de pessoas que morrem por inanição ou desidratação.

O sexo é um apetite, um instinto, uma expressão do amor que não pode ser reduzida à mera Biologia; é um presente que está ao serviço do homem para um fim muito específico: comunicar o amor.

Para os que crêem, é um dom que Deus deu, um toque de prazer para nos tornarmos participantes do seu poder criador, ou seja, sermos cocriadores com Ele. Enorme privilégio que é preciso valorizar na sua justa medida!

Se hoje vives uma relação que gostarias de levar ao altar, formar um vínculo que seja para a vida toda e não sabes como fazê-lo, a resposta é muito simples: vive um namoro casto e escolhe de maneira inteligente, não visceral.

Quando um casal opta por não viver a castidade no namoro, há muitíssimos riscos, como o de não saber escolher a pessoa indicada para partilhar a vida. De facto, mesmo que os perigos para ambos sejam iguais, geralmente a mulher é a que mais se arrisca. Vejamos isto através de um olhar psicológico.

Quando uma mulher entrega o seu corpo, a parte do cérebro que entra em funcionamento é a do cérebro límbico, não a do córtex cerebral, tirando-lhe, desta forma, a sua capacidade de raciocinar e de ter um pensamento crítico sobre o homem que lhe está a proporcionar tanto prazer.

Neste estado, a mulher corre o risco de escolher o homem errado porque não é capaz de vê-lo com objetividade nem fazer discernimentos, e de ver se este homem é o que lhe convém ou não.

Quando falo de conveniência, refiro-me a se, realmente, este homem será um apoio para ajudá-la a alcançar a sua plenitude – ou santidade, para os que crêem – como fim primário da sua existência e do casamento.

De facto, é possível que os amigos e os familiares digam que este homem não lhe convém e tentem fazê-la ver todos os defeitos dele, como a infidelidade, os vícios, a covardia… Mas, ela defende-o com unhas e dentes, porque não tem a capacidade de ver nele nenhum defeito ou, talvez, eles passem despercebidos simplesmente pelo facto de ela acreditar que eles não são para tanto.

Ou pior: a mulher pode ter o pensamento errado de que ela – com o seu amor – vai mudá-lo quando eles se casarem. Nada mais falso do que isto! Esta cegueira emocional é perigosíssima. Isto não é amor; isto chama-se “encantamento” ou “em-cama-mento”, porque, na cama, mentimos, somos incapazes de perceber o verdadeiro interior do outro.

Mas, o que acontece com a mulher que não tem a capacidade de ver o que os outros vêem? A sua capacidade de discernimento ficou anulada e ela está a tomar decisões unicamente com as suas emoções, ou seja, a sua inteligência emocional está anestesiada pela euforia que os encontros sexuais lhe proporcionam.

E o pior é que, em cada encontro, esta cegueira aumenta e se torna mais forte. Cada relação sexual gera – estejam apaixonados ou não – um tipo de “pagamento moral “que une o casal, o que gera um sentimento de que um pertence ao outro.

Há uma sensação de não se poder desapegar emocionalmente do outro, mesmo que ela o queira e, no remoto caso em que perceba que a outra pessoa não lhe convém, não saberá como se safar desta relação, porque se sente presa a ela. Isto é um risco enorme, porque, em nome desta adesão que ela vive, pode chegar inclusive a aceitar maus tratos e faltas de respeito.

Por isso é que dizemos: o hormônio mata o neurónio! Creias em Deus ou não, seja moral ou não, convém que pratiques a castidade, porque com pureza tu tornas-te mais inteligente.

Agora está o outro lado: o casal de namorados que escolhe viver a castidade e não experimenta a sexualidade até se casar. Neste caso, a mulher casta saberá escolher de maneira mais inteligente se aquele é o homem que lhe convém ou não, já que o seu poder de discernimento não estará anestesiado.

Ela poderá utilizar a sua parte analítica – o córtex cerebral – para julgar e tomar a melhor decisão. Terá a capacidade de se fazer perguntas de maneira objetiva, de ver defeitos e, desta maneira, tomar a melhor decisão.

A finalidade de um noivado casto e puro é a de ajudar o casal a tomar a decisão mais importante da vida deles de maneira racional: esta pessoa convém-me ou não, ajuda-me ou denigre-me, faz-se ser uma pessoa melhor ou tira-me a dignidade…

E lembra-te: a virtude da castidade não é uma moda; é um estilo de vida.

 
Será que nasci para ser solteira? Imprimir e-mail


Será que nasci para ser solteira?  


A minha vocação é ser solteira?

 

Não, não e não! Ninguém nasce predestinada, muito menos com um carimbo na testa determinando para sempre o seu estado civil. E não venha querer culpar Deus, o destino ou os astros por você estar solteira até hoje! Nascemos para ser felizes, para nos realizarmos plenamente neste mundo, independentemente do estado civil.


A nossa vida é fruto da nossa vocação, das nossas escolhas, do nosso discernimento. Vocação é um chamamento natural, condizente com a nossa aptidão e personalidade, conforme o nosso talento, que se vai desenvolvendo ao longo da vida.


Influência social

A vocação não é algo forçado, não aparece num passe mágico, muito menos com base na moda, no momento, naquilo que todo o seu grupo de amigos faz, na mídia, nem naquilo que os seus pais e seus colegas de trabalho querem que você seja. A sociedade, hoje, toca a mesma música para todas as mulheres: namorar, noivar, casar… e viveram felizes para sempre!


Esta fórmula não se aplica a todas nós, pois muitas têm o chamamento à vida religiosa, ao celibato ou à vivência plenamente solteira. Mas há uma cobrança social que impede muitas meninas e mulheres de admitirem esta possibilidade! Todos têm de ter uma tampa da panela, a metade da laranja, alguém para dividir o financiamento do apartamento. Quem disse?


Desde pequenas, somos influenciadas a formar uma família, e isto é lindo, afinal, o matrimónio é um sacramento importante, mas não precisa de ser o destino final de todas, pois nem todas têm esta vocação.


Acha que o casamento é fácil?


Casamento é renúncia diária, é anular-se muitas vezes pelo marido (muitas mesmo), é dedicar-se em tempo integral pelos filhos, administrar conflitos, resolver incompatibilidades de génios, financeiras e emocionais, todos os dias; é um doar-se, que, sinceramente, nem todos têm vocação. Muitos casamentos acabam, simplesmente, porque um dos cônjuges ou ambos não sabem doar-se, só querem receber, são egoístas. No fundo, não têm a vocação para o matrimónio.


De um lado, reparem na quantidade de casamentos falidos, e que nunca deveriam ter-se concretizado, mas os namorados foram indo, empurrando com a barriga as incompatibilidades, depois noivaram, casaram e perceberam que não fazia qualquer sentido os dois debaixo do mesmo teto, discutindo até para decidir se compram manteiga ou margarina. É isto que você quer para a sua vida?


Descobrir-se


Vejam a quantidade de mulheres solteiras frustradas, entregando-se a qualquer um, sem discernimento, por desespero, por medo de “ficar para tia” e tornando-se ainda mais infelizes e frustradas. Um casamento que não deveria ter acontecido, por vezes, vai terminar em divórcio em pouco tempo.


Entre ficar sempre solteira, assumindo esta vocação ou ser casada por um tempo (como nos contos de fadas), para depois cair na real, perceber o erro e retornar à vida de solteira, o que você escolhe?


Nem todos temos o chamamento ao matrimónio, mas Jesus Cristo chama a todos nós para que sejamos Seus discípulos, contribuindo para que se faça um céu na pequena parte que lhe couber nesta vida terrena: a sua casa, os seus amigos, o seu trabalho. Ele apresenta-se às pessoas por meio das nossas atitudes.


Então, em vez de ficar a lamuriar-se, porque está solteira, busque ser uma pessoa melhor com quem Deus lhe confiou. Pode não ser um marido ou filhos biológicos, mas talvez os sobrinhos, os filhos dos amigos, os amigos, seus pais, as pessoas do seu trabalho ou mesmo uma associação que você decida ajudar e fazer a diferença, um céu na vida delas.


A vocação precisa de ser discernida


Conforme consta no Catecismo da Igreja Católica, nº 1830, “a vida moral dos cristãos é sustentada pelos dons do Espírito Santo. São disposições permanentes que tornam o homem dócil aos impulsos do mesmo Espírito ”, e este Espírito é que nos dá discernimento para tomarmos decisões importantes, como o seu estado de vida!


Ao decidir ficar bem solteira ou namorar para casar, estando fora da graça de Deus (por exemplo, há muito tempo sem ter se confessado, comungado, participado numa adoração), perde-se a oportunidade do dom de conselho do Espírito Santo, e o discernimento será prejudicado.


A minha dica então é: dedique um tempo da sua vida para discernir a sua vocação. Procure um diretor espiritual, um retiro, e olhe para dentro de você com sinceridade: é capaz de suportar com alegria todas as renúncias de um casamento ou só quer casar para não ser solteira? Nunca perdemos por sermos sinceras connosco mesmas, com os outros e com Deus.


Antes do seu estado civil, Deus a fez para ser feliz plenamente, e a decisão que traz paz ao seu coração é a mais acertada.

 
É possível viver um namoro à distância? Imprimir e-mail

 

É possível viver um namoro à distância?

 

Um Casal que vive o namoro à distância testemunha a sua experiência

 

Eu sou José Rafael da Silva, tenho 24 anos, sou formado em Publicidade e Propaganda e moro em Cachoeira Paulista (SP).

Meu nome é Gabriela Soares Ferrari, tenho 19 anos, sou estudante de Nutrição e moro em Mogi Guaçu (SP).

Namoramos há três anos. Antes disso, vivenciamos seis meses de discernimento, pois, além da distância de 300km, eu, Gabriela, nunca havia namorado. Portanto, havia muita insegurança por minha parte e pressão da minha família, justamente por eu ser inexperiente em relacionamentos e ser a caçula. O Rafael teve um papel muito importante no início, que foi a persistência e paciência. Ele sempre me passou confiança; com muito respeito, ele me cobrava, não de forma negativa, mas para eu tomar uma atitude em relação a nós.

 

Rafael – No nosso relacionamento, buscamos, a cada dia, viver conforme aprendemos e pensamos ser um namoro sadio para um casal que tem sua fé católica. A confiança no namoro é primordial, pois temos um relacionamento à distância e não estamos juntos o tempo inteiro, para sabermos o que o companheiro está fazendo ou deixando de fazer.

 

Confiar no outro

Eu nunca proibi a Gabriela de sair com as amigas dela ou fazer o que ela gosta; até porque, ela tem discernimento e sabe que não é só porque o namorado não está perto, que pode agir como solteira. Assim como eu ajo da mesma maneira para com a pessoa dela, pois temos confiança um no outro.

Fidelidade não é novidade para ninguém, todos sabem que em um relacionamento é necessário ser fiel. A partir dela, você passa confiança para seu companheiro viver bem o relacionamento. Com a confiança que temos, nós nos propusemos a ser totalmente verdadeiros um com o outro. Eu e a Gabriela nos cobramos para sempre sermos totalmente abertos e dialogar sobre aquilo que nos faz bem, e também sobre certas atitudes, que, às vezes, nos magoam. Se temos a intenção de um dia chegar ao matrimônio, precisamos colocar em prática, desde já, o estar juntos nos bons e maus momentos.

 

Presença de Deus

Gabriela – Nosso namoro sempre esteve ligado à oração, lembro-me de que, quando o Rafael me pediu em namoro, ele propôs que fosse um triângulo amoroso: eu, ele e Deus. Um exemplo que nos define é o presente que ele me deu quando completamos três anos juntos: um quebra-cabeça com a nossa foto, dizendo que nossas partes se completam e juntos formamos um ao outro. Ele deu também um porta retrato, que significava a presença de Deus em nossa vida, porque um quebra-cabeça pode se desencaixar diante de uma tribulação. Mas Deus é essa segurança, que nos deixa firmes e não “desencaixa” o nosso quebra-cabeça.

 

A distância

Rafael – Não vou dizer que é fácil um namoro à distância, porque não é! As dificuldades são grandes, pois a saudade, muitas vezes, é torturante, principalmente quando eu sei que a Gabriela não está bem. Queria poder estar com ela, fazer um carinho, realmente poder fazê-la se sentir melhor. Ela também tem esse amor, esse cuidado comigo. A saudade é muito difícil! Há também a questão financeira, e eu me esforço para ir, ao menos, uma vez por mês na casa dela, para passarmos um tempo juntos.

Gabriela – Eu vejo o quanto o Rafael se esforça para estarmos juntos. Por isso, tenho consciência de que ele tem seus gastos, as contas dele para pagar. Reconheço e o admito por isso. Eu busco fazer o que posso também, para, nas oportunidades, visitá-lo.

Rafael – A partir do conhecimento, nós fomos percebendo que podemos nos ajudar. Gabriela me ajuda e ensina muito na vida de oração, ela está sempre nos motivando a buscar Deus. Posso dizer que ela é a pessoa que me leva mais para Ele, e eu também me esforço para ser o mesmo canal para ela. O que é importante em um namoro cristão.

Namoro é tempo de conhecimento, e em um relacionamento à distância é preciso saber aproveitar os momentos que estamos juntos, para convivermos e nos conhecermos. Conversamos muito. Tem horas que é preciso ter humildade diante de um desentendimento, saber reconhecer o erro e pedir perdão.

 

Buscar sempre surpreender

Gabriela – Vale lembrar a importância que as surpresas têm no nosso relacionamento, isso faz com que nosso amor se renove e não caia na rotina, deixando que fique morno. As surpresas não são necessariamente “grandes coisas”; uma simples carta escrita à mão faz toda a diferença, o que o Rafael sempre faz. Ele é muito criativo, sempre faz alguns recadinhos para me lembrar o quanto me ama.

Em datas comemorativas, ele procura fazer alguma surpresa “com as próprias mãos”. Acho que isso torna tudo mais especiais, pois ele se dedicou a pensar e desenvolver aquilo. E, é claro, eu também lhe faço umas surpresinhas. Mas ele sempre me surpreende com muita criatividade!

Rafael – Acho que o nosso relacionamento se resume a quatro coisas: amar, fazer o outro feliz, sonhar e orar. Nós buscamos aproveitar, de fato, no tempo que temos, a presença um do outro, viver o presente. Sempre sonhamos muito, pensamos no nosso futuro, em constituir uma família. Acho que isso é importante, planejar o futuro, o matrimônio, pois namorar só por namorar, não tendo a meta de um futuro casamento, é um namoro sem sentido.

Gabriela – Amá-lo é algo que me faz feliz. Sou realizada quando o faço sorrir. E assim nós entregamos a Deus nosso futuro, pedimos a intercessão de Nossa Senhora e confiamos que tudo já está preparado para que, um dia, com a Graça de Deus, alcancemos o matrimônio.

 

Gabriela Ferrari e José Rafael da Silva

 
Será que tenho vocação para o matrimónio? Imprimir e-mail
 Será que tenho vocação para o matrimónio?          

 

É possível identificar que fomos escolhidos por Deus para o  matrimónio  

 

É natural que, para alcançar o conhecimento de si mesmo, o ser humano passe por processos. Colher do coração de Deus qual é a nossa identidade, quem somos, qual missão temos nesta vida, onde Deus quer que estejamos e no que nossos dons, podem ajudar a humanidade não é possível de uma hora para a outra. Precisamos de uma caminhada processual, de descobertas que se conectam, complementam-se e confirmam-se nos factos ordinários da vida e no decorrer de um tempo, formando em nós a maturidade, a intimidade com o Senhor, e, daí então, consequentemente, dando-nos a consciência de si mesmo.  

 

Uma certeza, é que ninguém veio a este mundo por acaso; todos temos um específico para cumprir (cf. Eclo 39, 21 – CNBB). Existe, para cada um de nós, um plano de salvação e uma missão para contribuirmos com a ação de atrair outras almas para Cristo. Sim, tu, independente do que fazes, de onde fazes, és chamado à santidade própria e a colaborar para a salvação de outras pessoas.  

 

Espiritualidade e humanidade   Durante a vida, percebemos como isto será feito por meio de dois pontos:  

 

– A nossa espiritualidade: A vida de oração e as práticas de piedade devem nos mostrar o sentido maior de tudo, a revelação de Deus sobre coisas invisíveis aos olhos humanos. “Todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8,28).  A espiritualidade faz-nos ver que, até mesmo algo que parece infrutífero no plano natural, pode ser uma semente lançada para algo melhor a ti ou a outros, no futuro. Exemplo: o sacrifício de Cristo, em análise puramente humana, foi somente de um homem que fez o bem e, no fim, morreu. Para muitos, pareceu um fracasso! Mas, na verdade, foi deste aparente fracasso que veio a salvação para nós.  

 

– A nossa humanidade:

Os dons, as habilidades os interesses e as aptidões que temos começarão a demonstrar a nossa vocação por meio das nossas vontades e pensamentos. Por exemplo: Quando vemos a história de um jogador de futebol, vemos que ele se encantou com tudo o que envolve esse desporto desde pequeno e, com certeza, era a sua brincadeira preferida. Um padre encantava-se com as coisas do altar de forma muito maior que os seus amigos desde antes do seminário. Na vontade que tinha de manusear os objetos sagrados, imaginar-se fazendo a homilia e, talvez, ao participar na Missa, detinha-se com pensamentos do tipo: “Eu no lugar deste padre, faria isto e aquilo…”, via os seus traços de vocação.  Quanto à vocação ao matrimónio, acontece o mesmo. O chamamento a este sacramento vai aflorar nas nossas vontades e pensamentos.  Para ajudar no teu discernimento:  

 

Dons

– Tu percebes em ti a inclinação para ter amor, afeição, atenção e cuidado com uma pessoa, em especial os esposos e os filhos que virão?  

 

Habilidades – Tu interessas-te por tarefas que dizem de uma vida de casado como percebe aptidão e bem-estar em realizar serviços de casa? Gostas de reunião de família, tens interesse na missão da família na sociedade, gostas de estar, brincar e ensinar as crianças com as quais, hoje, tu tens contacto?  

 

Interesse – Quando vês uma casa, um imóvel ou quando vês um eletrodoméstico, uma mobília, tu imaginas-te a projetar o  teu lar ou a usar estes objetos? Quando vês uma roupa de criança na vitrine ou roupa do outro sexo na loja, tu imaginas-te  a presentear os teus filhos e o teu cônjuge? Quando aprendes algo ou alcanças uma realização, tu imaginas-te a oferecer o fruto disso ou o teu melhor para a tua futura família?

São em coisas assim, simples, que vamos percebendo a nossa vocação. Deus não é incoerente. Se Ele nos pede algo, é porque, antes, já depositou em nós toda a bagagem de que precisamos. Não penses que o Senhor nos permite ter um forte desejo por uma vocação e nos chama a outra coisa.  

 

Também, não deixes o medo definir as tuas escolhas, pois a tua vocação é mais forte do que tudo o que tu tenhas presenciado de infelicidade.

Um casamento só não traz felicidade e sentido de vida quando vivido fora do amor do Senhor. “No amor não há temor”. Até podemos passar por tempos de dúvida, mas tem calma, vive o processo e tudo em ti se revelará.  

 

Deus abençoe o teu discernimento!

 

 
7 dicas para saber se o teu namorado é o homem da tua vida Imprimir e-mail
 7 dicas para saber se o teu namorado é o homem da tua vida  

 

Recomendações válidas para elas – e para eles também!  Ao pensar em relacionamentos, um dos grandes riscos que corremos é reduzi-los ao que nos é mostrado pela mídia, que prioriza o prazer e convida a viver o momento presente evitando a reflexão sobre a transcendência que uma relação pode ter. Algumas recomendações e perguntas que podem ser feitas para identificar se uma pessoa é o homem/mulher da tua vida são as seguintes:  

 

1. Quais são as metas e objetivos da tua vida? Que lugar tu ocupas entre tais objetivos?  Se todas as metas dele(a) giram apenas em torno de si mesmo e dos seus próprios projetos, demonstrando que um relacionamento estável não faz parte deles, pergunta-te se vale a pena manter esse namoro.  

 

2. Como ele (a) lida com o “não”?  Como é que ele reage ao ver os teus planos frustrados? Como manifesta a sua irritabilidade?

 Observa se há traços de agressão verbal, de violência passiva (ficar quieto e distante para forçar um “sim”), de manipulação para conseguir o que quer, etc.  

 

3. Compara o que ele (a) diz com o que faz  

 

Não basta dizer que te ama muito, se na prática ele não faz nada de concreto porti ou apresenta mil desculpas para não te acompanhá-la nas tuas atividades.  

 

4. Quais são as  suas crenças?  

 

Observa se a pessoa se julga auto-suficiente e acha que não precisa de ninguém (nem de Deus), se está muito apegada aos seus estudos, negócios, projetos, propriedades, ou se é alguém capaz de dobrar os joelhos diante de Deus e buscar fielmente cumprir a sua vontade.  

 

5. Como é que ele (a) lida com o dinheiro?  Ele tem dívidas? Desperdiça o dinheiro? É avarento? É capaz de partilhar o que tem e ajudar os mais necessitados? A forma como uma pessoa usa o seu dinheiro também fala muito da sua solidariedade.  

 

6. Como é que ele (a) trata as pessoas mais importantes da sua vida?  

 

Observa como ele trata os seus pais, avós, irmãos, pois provavelmente é assim que te tratará a ti no futuro – mesmo que neste momento te trate com todo o carinho do mundo.  

 

7. Como é que ele (a) lida com os seus problemas e dificuldades?  

 

Quando ele tem um problema, fica frustrado, calado, agressivo e não soluciona a questão? Ou, por outro lado, busca caminhos para enfrentar e superar as dificuldades? É uma pessoa determinada ou deixa-se vencer diante do primeiro obstáculo? Estas perguntas e reflexões podem ajudar-te a descobrir se a pessoa que está ao teu lado neste momento tem capacidade ou está preparada para construir um casamento forte e uma família sólida.
 
As grandes lições de um namoro rompido Imprimir e-mail

As grandes lições de um namoro rompido

 

Deus é o nosso jardineiro. Às vezes, Ele nos poda para crescermos melhor...

Eu era criança, mas lembro como se fosse ontem. Um dia eu tentava ajudar o meu pai nos trabalhos de jardinagem. Ele preparava-se para podar uma pequena árvore e eu opunha-me, dizendo que não era necessário e que a árvore ia sofrer. “Não te preocupes, filha, não vai doer. Ela precisa, porque alguns galhos estão tortos, outros cresceram desproporcionais, outros estão meio secos. Se os podarmos, a árvore vai crescer mais rápido e mais bonita, vais ver”.

E, olhando-me nos olhos, acrescentou: “Deus é o nosso jardineiro. Às vezes, Ele também nos poda para crescermos melhor. No nosso caso, às vezes dói mesmo, mas, com o tempo, percebemos quanto era necessário aquele ato de amor”. Eu não entendi, mas as palavras do meu pai ficaram impressas em mim. Acho que era isto que ele queria.

Os anos passaram e o Jardineiro divino podou amorosamente e em mais de uma ocasião a árvore da minha vida.

Um dos eventos mais importantes da minha existência foi a ruptura daquele noivado. Eu senti-me como uma árvore triste, magoada, que nenhuma primavera voltaria a reflorescer. Mas não foi assim. Voltei à vida com nova folhagem e consegui encontrar, cultivar e preservar o verdadeiro amor da minha vida, fundando a minha família.

“Deus é o nosso jardineiro”, dizia o meu pai, “e temos que ter fé”. Doeu quando eu perdi os meus ramos e folhas, mas a poda foi a oportunidade de aprender as lições mais importantes sobre o amor humano e corrigir os erros que tinham danificado profundamente a minha vida; para entender melhor que Deus é Amor e que Ele coloca essa capacidade em nosso coração para o nosso bem.

A lição mais importante que aprendi é que amadurecer no amor é transformar a nossa capacidade de amor em capacidade de amar. Amar é envolver-se ativa e totalmente, com o espírito inteligente e livre. O amor faz-nos responsáveis.

Foi assim que eu aprendi a viver o namoro e o noivado com o firme compromisso de o considerar aquilo que ele é: a preparação para um possível casamento. Aprendi que a etapa do namoro é importante para se conhecer um ao outro de modo pessoal e para dar valor um ao outro: se o namoro não for valorizado, o casamento também não será.

O amor entre namorados tem atitudes específicas. A passagem para a certeza de desejar e abraçar a união matrimonial exige que encontremos as respostas certas para algumas perguntas fundamentais:

• O que me atrai nele ou nela? As suas qualidades são profundas?

• Compartilhamos os mesmos valores, a mesma espiritualidade e os mesmos projetos, incluindo o conceito de namoro e de casamento?

• Estamos de acordo quanto ao número de filhos que desejamos ter?

• Demonstramos amor e respeito? Existe atração física e desejo? Essa atração manifesta-se castamente, com delicadeza e respeito?

• O caráter e os comportamentos de cada um são suficientemente equilibrados e estáveis?

• As discordâncias são abordadas e resolvidas no diálogo e na compreensão mútua? Reconhecemos os nossos erros e pedimos desculpa?

• Conhecemos bem a vida profissional e os recursos um do outro? Aceitamos a profissão e os compromissos um do outro?

• Somos pessoas trabalhadoras, conscientes e honestas? Como é que cada um de nós administra o seu dinheiro?

• Como tratamos os outros: subordinados, amigos, familiares?

• Temos orgulho de apresentar ao outro os nossos amigos, familiares e colegas de trabalho?

• Aceitamos os conselhos um do outro? Dialogamos com calma, pacificamente?

• Compartilhamos confidências e interesses?

• Há paz na relação ou mal-estar e desconfortos?

• Somos livres na escolha um do outro, sem coerções de nenhum tipo?

• Aceitamos uma preparação séria para o nosso casamento?

Um namoro tem que ser longo o suficiente para permitir que os namorados se conheçam bem e curto o suficiente para que não caiam na rotina do descompromisso.

Pelo menos uma vez: um Natal, um aniversário, um sucesso, um fracasso, um almoço com os pais, um desencontro, uma recusa, um novo início.

Devemos ter a coragem de pôr fim a uma relação que não responde da melhor maneira possível aos nossos valores, à nossa dignidade, à nossa maneira de ser.

Talvez doa, mas é necessário para o crescimento real no amor.
 
Não existe a "pessoa certa" Imprimir e-mail
              Não existe a “pessoa certa”, existem pessoas que lutam para dar certo  

Quem ama não pensa apenas em si mesmo, mas também no outro, importa-se e faz sempre um esforço

  “Somos diferentes demais, acho que não vai dar certo.” Quantas vezes escutamos isto de alguém? Acredito que ser diferente não é, de facto, um problema, mas, sim, não aceitar as diferenças. Não vejo problema em ter sonhos diferentes, o problema reside em não incluir o outro nesses sonhos. Sinceramente, não acredito que ser diferente seja um impasse para um relacionamento. Num mundo de tantas cópias, manter a nossa autenticidade é importante e é isso que nos distingue entre tanta gente que existe por aí. 

O problema é que nós – principalmente, mulheres – desde pequenas crescemos ouvindo a ideia de que o príncipe encantado existe e que o amor é um mar de perfeição e finais felizes. De facto, estamos acomodados com o igual e sair da zona de conforto é um exercício que dói, incomoda e exige de nós muito esforço. Não é fácil ter que aprender a lidar com as diferenças e é por isso que, na maioria das vezes, é mais fácil terminar um relacionamento e usar isso como justificativa. 

É natural que tu queiras viajar pelo mundo e ele, talvez, queira terminar a sua tese de mestrado. É normal que tu queiras casar aos 25 e, talvez, ele pense em se casar aos 30. Ele pode gostar de aventuras e parques de diversões enquanto tu detestas e evitas a todo o custo. Talvez tu gostes de sair para jantar e ele nem ache isso tão importante assim. Pode ser que tu odeies receber flores enquanto ele ache bonito. 

Relacionar-se vai muito além das teorias de amor, essa singularidade que se mostra nas diferenças e que torna a convivência bonita e respeitosa. É aí que conseguimos enxergar quanto o outro nos admira e nos quer bem, quanto ele está disposto a ceder, a conversar e fazer dar certo o relacionamento. 

Relacionamento, a meu ver, exige reciprocidade, e depois de um tempo, começas a pensar a dois, vais ao mercado e podes não gostar de queijo, mas se te lembras que o outro adora abacaxi, decides incluir esse item na compra como quem quer fazer um agrado. 

Antes de conhecer alguém, alimentamos sonhos, fazemos planos, mas é natural que depois de conhecer alguém especial, amar esse alguém, tu começas a pensar no outro assim e em como descobri-lo. Com o tempo, os defeitos aparecem, as diferenças começam a ficar mais evidentes e se o casal não souber lidar com isso, as diferenças tornam-se conflituantes e o que era para ser positivo, torna-se um fardo. Isto não significa, em hipótese alguma, abrir mão do que tu queres, do que tu gostas, mas de reinventar, de incluir o outro na tua vida e nos teus projectos. O amor é um acordo, ninguém fica, ninguém permanece, se o outro não quiser. 

Não peças para o outro desistir do teu sonho, fortalece esse sonho incentivando-o. Aprende a abrir mão de alguma coisa em prol do outro, usem e abusem do diálogo para chegarem a acordos. É possível viver uma vida a dois sem deixar de ser um. Se tu gostas de comida mexicana e ele japonesa, não deixes de o acompanhar, vai com ele e pede um suco de laranja e tenta experimentar aquele Hot Filadélfia de que ele tanto fala. Desfruta desse universo novo e não digas quanto está a ser difícil ficar ali, quanto gostarias de estar noutro lugar como quem deseja provar o “sacrifício” que está a fazer em prol do outro. Fica ali, conversa, e depois ide ver um filme. Aproveitem para rir desses momentos e conversar sobre como foi a semana. 

Inclui o outro nos teus sonhos, leva o outro a conhecer o teu mundo e procura também conhecer o mundo do outro. O novo é mágico e não assustador como parece. Se num relacionamento os dois se amam e querem fazer dar certo, não existe nada que fale mais alto do que isso. Nem as diferenças, nem os gostos diferentes, os sonhos que se divergem. Nada. Se te relacionas e não fazes nada pelo outro, tu não o amas, tu apenas desfrutas das coisas boas que o outro faz para ti. 

Quem ama não pensa apenas em si mesmo, mas também no outro, importa-se e faz sempre um esforço. Relacionamento saudável não consiste em aprisionar o outro no nosso mundo e impedi-lo de viver o seu, mas, sim, em se aventurar no mundo do outro e convidá-lo a conhecer o nosso. Num relacionamento não existem pessoas certas, existem pessoas que lutam para dar certo. E se os dois querem fazer dar certo, não há erro.

 

 
A importância da admiração no namoro Imprimir e-mail

 

A importância da admiração no namoro

Ao se admirarem, os namorados aprendem e crescem na virtude da pureza

Todos os filósofos afirmam que a grandeza do pensamento tem início na capacidade que a pessoa possui de se deixar admirar e contemplar.

A admiração não é uma atitude superficial; muito pelo contrário, admirar é sinónimo de deter-se e observar lentamente aquilo que nos chama à atenção. Na exortação Amoris Laetitia, o Papa Francisco escreve: “O primeiro nível do eros é a capacidade de se admirar” (A.L 150). O verdadeiro namoro tem o seu ponto de partida na admiração inicial, sadia e pura de um olhar, de um sorriso e uma conversa.

Ao se admirarem, os namorados aprendem e crescem na virtude da pureza. Muitos casais de namorados, após se conhecerem, já têm necessidade de estar juntos todos os dias, de partilhar e viver juntos. O namoro não pode ser superado como se fosse um tempo de possessão ou domínio. O tempo de namoro, que parte da primeira admiração, vai crescendo e gerando nos namorados a alegria de se conhecerem aos poucos.

Percebe-se, na nossa sociedade, que os namorados já estão vinculados “oficialmente” por uma espécie de pacto ou, por assim chamar, de oficial relacionamento, o qual já é aceite no meio da família e dos amigos.

Namorados passam férias, fins de semana, muito tempo juntos. Quando eles estabelecem uma relação neste nível, perdem a capacidade de se admirar, dando maior oportunidade para as brigas insignificantes que deterioram o relacionamento. Um namoro sadio e responsável nasce num tempo oportuno, prudente e discreto.

Sou ciente de que hoje podemos entrar em contacto com as pessoas superando as distâncias, o tempo e até o espaço; mas, no namoro, é vital a serenidade e a consciência de saber que esse período de relacionamento não possui em si mesmo nenhum compromisso definitivo; muito pelo contrário, é um tempo que passa na jovialidade da juventude.

Os namorados, muito mais do que admirar as qualidades ou a beleza física de cada um, devem admirar o conteúdo das suas conversas, dos assuntos que juntos partilham, das conquistas académicas e familiares que realizam, especialmente preparando um projeto de vida que vislumbre o futuro.

Quando o namoro é vivido na serenidade e na consciência sadia de que um não depende do outro, a admiração torna-se um caminho viável para, talvez, chegar a um tempo de noivado e, sem dúvida, a um futuro matrimónio.
 
Namoramos e somos felizes porque temos Deus Imprimir e-mail
  Namoramos e somos felizes porque temos Deus!”

É possível viver um namoro santo, baseado na oração e na partilha.

Isabel Freire e Pedro Caeiros, garantem que vivem uma relação a três: “Somos nós os dois mais Deus!”

É ou não diferente um namoro cristão, fundado em valores católicos? 

Isabel Freire — É diferente porque temos um factor mais, mais, mais: a fé! Sabemos que Deus nos pode ajudar quando estamos em baixo ou chateados. Mesmo quando as coisas correm mal ou como não estávamos à espera... mesmo assim temos Deus e isso ajuda-nos enquanto casal! É isso que faz a diferença para tudo o resto! Faz a diferença porque todas as outras características, como o respeito ou o amor, devem existir não só numa relação que tem a fé na sua base, mas em todas as outras relações humanas. Por isso, digo que somos ‘1+1=3’: nós os dois, mais Deus.

Pedro Caeiros — Quando começamos a namorar e temos Deus connosco, sabemos que é uma coisa séria, sabemos que é para casar! Não quero dizer que os outros namoros não sejam sérios, mas o nosso é mesmo para casar! Pode ser um ‘pequeno’ extra que nós, católicos, tenhamos presente, quando comparado com o namoro não cristão.

Olhando para o início do vosso namoro, com certeza que nem sempre o caminho foi fácil. Sentiram de alguma forma o apoio de Deus na construção da vossa relação?

IsabelClaro! Quando as coisas são mais complicadas toda a gente usa a frase: ‘Seja o que Deus quiser’. É esta a frase que seguimos à risca. E confiar ao máximo, confiar ao ponto de estarmos magoados ou de as coisas não estarem a correr bem, mas com a certeza de que vai correr melhor. Que Deus vai ajudar e ‘facilitar’ as coisas quando estas estão mais difíceis...
Pedro — Ah! Pensava que ias dizer ‘Deus providenciará’ porque esta é a frase que nós os dois usamos muito. Consiste em deixar tudo nas mãos d’Ele. Que tudo se há-de resolver, com a graça de Deus.

O envolvimento na Igreja enquanto casal mudou a vossa relação afectuosa?  

Pedro — As nossas actividades em Igreja mantêm-nos mais tempo juntos. Eu sou catequista e se a Isabel não fosse, era certo que eu ia estar numa reunião de catequistas sem poder estar com ela… Assim, como temos as mesmas actividades, acabamos por estar sempre juntos! A juntar à catequese, acrescentava também o coro da paróquia que é mais uma actividade em conjunto, enquanto casal.
Isabel
— São actividades que acabamos por partilhar e que também são úteis para nos apoiarmos um ao outro. Não quer dizer que antes não o fizéssemos, mas agora conseguimos apoiar-nos um ao outro, esclarecer dúvidas e lançar pistas para os problemas que podemos enfrentar. Estas actividades acabam por nos fazer sentir mais úteis para a comunidade.

A oração faz parte da vossa vida enquanto casal?

 

Isabel — Claro que sim! Nós já rezávamos em conjunto, não só em celebrações ou dentro do espaço de uma igreja. Lembro-me inclusivamente de uma vez em que não estávamos juntos porque estávamos magoados um com o outro. E fizemos algo que não tínhamos feito até essa altura: rezámos juntos pelo telefone. Foi uma experiência estranha ao início porque não estávamos na presença da outra pessoa, mas depois percebemos que a outra pessoa estar ali fisicamente ao nosso lado não é o mais importante. Ela está presente, mas nos nossos corações! Por isso, foi uma experiência bastante boa e que nunca mais esquecerei! E vendo agora, foi aquela oração que tornou o momento muito mau em que estava o nosso namoro, num momento de paz e muito, muito bom.
Pedro
— Além dessa oração por telefone, mais recentemente temos rezado não só por nós, mas também por outros casais. Os nossos encontros incentivam-nos a nós, enquanto casal, a termos um outro casal por quem rezamos e por quem somos ‘responsáveis’. E uma nova experiência que, quanto a mim, tem dado bons frutos.

Ao nível da espiritualidade, como é que um jovem casal de namorados compreende e vive a fé?

Isabel — A fé acaba por se viver de muitas maneiras. Nós vivemos a fé enquanto casal e só apenas entre nós os dois, mas também em comunidade, com todos os outros, com os amigos ou as pessoas com quem estamos na altura. Acabamos por levar um bocadinho de fé a todos esses espaços e a todas essas pessoas, até mesmo às crianças que estão na catequese.
Pedro
— Quando as outras pessoas vêem um casal de namorados e dizem: ‘namoram e são tão felizes’, o que é normal, mas nós cristãos temos de dar o bom exemplo de termos o nosso terceiro elemento sempre presente. E nós namoramos e somos felizes porque temos Deus! A nossa espiritualidade vê-se quando damos a conhecer esse Deus a todos os outros, no namoro, no trabalho, em casa, no dia-a-dia... Para que também eles descubram Deus.

De que forma Cristo vos interpela para a santidade?

Pedro — Penso que Deus nos interpela pelas nossas actividades. Não somos diferentes dos outros: todos acordam, todos vão tomar o pequeno-almoço... mas nós quando acordamos sabemos dar graças a Deus. É mais um dia. É mais um dia para O servir. E Deus vai-nos interpelando ao longo do dia. Numa das nossas actividades, por exemplo, o blogue que a Isabel criou, temos como objectivo não chegarmos ao final do dia sem partilharmos algo, para desta forma darmos Deus a conhecer aos outros. No fundo, Deus interpela-nos a isso mal acordamos até nos voltarmos a deitar: ‘Partilha-Me, dá-Me a conhecer aos outros’!
Também acho que tem a ver com o estar disponível. E tentar perceber, não só enquanto casal, que temos pessoas connosco que não são crentes e a essas temos de lhes mostrar Deus. Não é tanto só dizer: ‘eu sou cristão’ ou ‘eu sou cristã’, mas é isso ser visível com outro tipo de coisas, como o respeito ou a partilha. Acima de tudo é o dar! Se na maioria dos casos é difícil, connosco isso não acontece porque estamos a dar-nos ao próximo, estamos a dar-nos a Deus e damo-lo a Ele também. Portanto, enquanto casal e enquanto cristãos tentamos sempre levar um pouco de Deus aos outros, quer através do blogue, como o Pedro disse, ou pessoalmente.

O namoro é tempo de conhecer e descobrir o outro, amá-lo e completá-lo para juntos construírem a família. Poderá o verdadeiro namoro ser considerado uma preparação para o casamento?

Isabel — Acho que sim! O namoro não serve apenas como um percurso para conhecermos o outro, mas é também um percurso de auto-conhecimento. É importante para nos conhecermos a nós próprios! Só o facto de termos uma pessoa ao nosso lado e querermos entender essa pessoa, também nos entendemos melhor a nós. Esse percurso é realmente necessário, não só para percebermos as necessidades do outro, para tentarmos perceber aquilo em que estamos errados. Mas tudo aquilo que aprendemos e evoluímos serve para percebermos o que Deus quer de nós, primeiro enquanto pessoas e depois enquanto casal. Aqui não importa o tempo que demora o caminho, nem importa a idade das pessoas. O importante é que esse percurso seja conseguido de forma a chegar ao casamento, que não é, de todo, o culminar desse percurso, mas sim uma nova etapa.


Pedro
— O namoro é mesmo a preparação para o casamento. Quando namoramos, nós já sabemos que é para casar! E vamos construindo o caminho até ao sacramento do matrimónio. Aliás, a frase que eu mais gosto no casamento é: ‘Não separe o Homem o que Deus uniu’, e Deus não só nos vai unir nesse ponto que será o casamento, mas também já nos uniu antes, quando nos conhecemos, quando começámos a namorar e enquanto namoramos... Temos Deus no meio de nós! E ao nos prepararmos para o casamento somos nós os dois, o casal, que devemos partilhar e dar a conhecer esse amor de Deus aos outros!
 
Vou-me casar! O que fazer? Imprimir e-mail
 Vou-me casar! O que fazer?  

Conselhos do Papa Francisco, para os noivos que se vão casarMuitas mulheres sonham com o dia do seu casamento, pois consideram que, depois de realizarem este sonho, serão muito felizes. Mas como se preparar para este momento? O que fazer?Na exortação pós-sinodal Amoris Laetitia podemos tirar possíveis conselhos do Papa Francisco, para que as noivas vivam bem este momento especial e, assim, descubram o valor e a riqueza do matrimónio.1- Ter a coragem de ser diferente. O Papa Francisco alerta para não se deixar levar pela sociedade do consumo e da aparência. “O que importa é o amor que vos une, fortalecido e santificado pela graça.”2- Dar prioridade ao amor. Não se concentrar nos convites, na roupa nem na festa com os inúmeros detalhes. Por isso, o Papa diz que “os noivos chegam desfalecidos e exaustos ao casamento, em vez de dedicarem o melhor das suas forças a prepararem-se como casal para o grande passo que, juntos, vão dar”.3- Optar por uma festa simples. Porque, diz o Papa, os noivos pensam demasiadamente “nas elevadas despesas da festa, em vez de darem prioridade ao amor mútuo e à sua formalização diante dos outros”. Mais uma vez, o amor deve estar acima de tudo.4- Viver com profundidade a celebração litúrgica. Aqueles que desejam casar precisam de compreender bem cada gesto da celebração, pois o matrimónio cristão é interpretado como sinal do amor do Filho de Deus feito carne, que se uniu com a sua Igreja em aliança de amor.5- Valorizar a promessa que será feita. Por detrás do ‘sim’ que é dado um ao outro, há um “sentido teológico e espiritual, que é o consentimento. O Papa destaca que o consentimento mostra que “liberdade e fidelidade não se opõem uma à outra; mas, apoiam-se reciprocamente. “A honra à palavra dada e a fidelidade à promessa não se podem comprar nem vender. Não podem ser impostas com a força nem guardadas sem sacrifício”.6- Não se preocupar tanto com o dia do casamento. Por causa disso, acontece o esquecimento de um compromisso que dura a vida inteira. O Papa Francisco salienta que “o sacramento não é apenas um momento que depois passa a fazer parte do passado e das recordações, mas exerce a sua influência sobre toda a vida matrimonial, de maneira permanente”.7- Promover a vida e estar aberto a ela. O maior significado procriador da sexualidade matrimonial é a abertura para acolher a vida, dom de Deus. Essa sexualidade expressa-se na linguagem do corpo e dos gestos de amor, vividos na história de um casal. Tudo isto se pode dizer que é uma contínua e ininterrupta liturgia do matrimónio.8- Rezar juntos. É bom chegarem ao matrimónio como pessoas orantes! “Pedir ajuda a Deus para serem fiéis e generosos, perguntando juntos a Deus o que espera deles”.9- Consagrar-se a Maria. O Papa pede para que o amor dos noivos seja consagrado diante de uma imagem de Maria.10- Não perder a oportunidade de acolher Jesus. Foi nas bodas de Caná que Jesus iniciou o seu primeiro sinal ao transformar água em vinho. Acolher Jesus é ter a certeza de que, em todas as situações difíceis que poderão surgir, Ele sempre estará presente para que o “vinho do amor” não venha faltar.
 
Além de namorados, amigos Imprimir e-mail

 

Além de namorados, amigos  

 

Os namorados precisam, antes e acima de tudo, de ser amigos, grandes amigos.

 

Os namorados precisam do amor puro um do outro, precisam, antes e acima de tudo, de ser amigos, grande e verdadeiros amigos, com tudo aquilo que a amizade comporta. Pena que muitas vezes não seja assim!

 

Namorar, namoro e namorados vêm de “enamorar”. Este é um verbo interessantíssimo! Vejamos que a palavra é en+amor+ar.

 

A raiz e o centro é “amor”, e esse amor está precedido da partícula grega en, que indica ação de envolver. Portanto, enamorar é envolver o outro em amor. Percebeste? É um verbo lindo, uma palavra forte! Enamorar é envolver o outro num amor puro e desinteressado. Namorados são aqueles que “se enamoram”, que se envolvem um ao outro nesse amor.

 

Já percebeste como rapazes e meninas mudam radicalmente quando começam um verdadeiro namoro? Há namoros que conseguem verdadeiros milagres de transformação. O que nada havia conseguido antes, um namoro consegue… E a transformação acontece. Por quê?

 

Porque o amor verdadeiro traz em si o segredo da transformação. No namoro verdadeiro, um envolve o outro e isso muda, corrige, amadurece, faz crescer, transforma, converte e consegue verdadeiros milagres.

Presta bem atenção: o “enamorar” não pode ser apenas para o tempo de namoro e noivado; precisa de adentrar no casamento. Os casados precisam de ser eternos namorados, mas isso não se limita ao romantismo, pois precisa de ser realidade. No casamento, os dois precisam de um contínuo envolver-se no amor.

 

O enamoramento que aconteceu no namoro e no noivado era apenas um ensaio, um treino. Entrar para o casamento é como entrar para o campo; acabou o treino e agora começa o jogo, agora é para valer, para ganhar ou ganhar! Pena que, muitas vezes, acontece justamente o contrário.

 

O casamento é o tempo certo, é o ambiente propício para os dois se envolverem um com o outro no amor. Por qu é que vocês se casaram? Porque, no tempo de namoro e noivado, se envolveram tanto no amor que perceberam que não conseguiriam viver separados. Não poderiam mais estar longe um do outro. Então, uniram-se em matrimónio. Perceberam que Deus os tinha escolhido um para o outro no amor e para o amor.

 

No dia em que vocês se casaram, começou o verdadeiro namoro de vocês; um enamoramento que exige continuidade, a certeza de que dure para sempre. Foi justamente por isso que Deus quis marcar a vossa união de com a graça do sacramento do matrimónio, a garantia da continuidade, a certeza do “para sempre”.

Também os casados precisam do amor puro um do outro. O marido, precisa do amor puro da esposa e ela precisa do amor puro dele. Amor que inclui relacionamento sexual pleno, mas puro. Vê também: sexo e pureza não são contraditórios. Ao contrário, os esposos são chamados a viver um amor puro na plenitude do seu relacionamento sexual.

 

Marido e mulher precisam do amor puro um do outro, precisam de um contínuo enamoramento. E por quê isto? Porque Deus é amor e nós fomos feitos à imagem e semelhança d’Ele.

 

Podemos dizer sem medo que, na Trindade, um enamora o outro, no verdadeiro sentido de enamorar, ou seja, um envolve o outro no amor. Assim, as três Pessoas tornam-se uma: Pai, Filho e Espírito Santo. A vida da Trindade Santa é um contínuo enamorar-se, tão fecundo que acabou por produzir este universo maravilhoso.

 

Entendeste? É no casamento que homem e mulher se tornam fecundos à imagem e semelhança de Deus e povoam o mundo de filhos. É na família que marido, mulher e filhos se põem num contínuo treino de se enamorar; nela acontece, por excelência, a imagem e a semelhança de Deus amor.

 

É na família que eles, envolvendo-se uns aos outros no amor, atingem a semelhança da Trindade. A família é a imagem do céu; ela pode e precisa de antecipar o Céu na Terra.

 
Quando deve começar o namoro? Imprimir e-mail

Quando deve começar o namoro?

Um namoro deve ter início quando nasce a admiração e esta passa pela confirmação dos membros da família. Namorar às escondidas, namorar virtualmente não constitui um passo suficientemente frutuoso. O namoro deve ser experimentado no encontro aberto e reconhecido por aqueles que cuidam dos namorados. Cuidar não é sinónimo de vigiar, controlar e decidir no lugar do filho ou da filha. Cuidar significa promover a descoberta de uma nova experiência na vida, que, se bem conduzida, trará grandes benefícios para o amadurecimento.

Deixemo-nos admirar, cada vez mais, pelas obras do Senhor. Deus admira-nos sempre. Permitamos que o tempo de namoro seja de conquistas e realizações que contribuam para que o caminho seja mais bem construído. Não acelerar nenhum tipo de relacionamento é o primeiro sinal de uma vida construída sobre a Rocha, que é Cristo.

Viver o namoro na admiração sensata de quem, um dia, deverá tomar decisões definitivas é uma das maiores conquistas na vida afetiva. Namorados, façam deste tempo um período de admiração singela e doce, permitam que a ternura floresça na vossa relação com dom vivido e celebrado.

O tempo que o namoro durar será frutífero sempre! Cada um deve admirar as esperanças e determinações que o outro tomar, até ao dia em que já não serão decisões individuais, mas sim de casal.

Testemunhai com a vossa juventude que namorar é um tempo de graça vivido no respeito e na virtude. Isto não é outra coisa senão admirar!

 
Sem Cristo não teríamos a capacidade de amar e de perdoar Imprimir e-mail


Sem Cristo não teríamos a capacidade de amar e de perdoar


Mariana e Pedro são dois jovens namorados, que se distinguem de Beatriz e Rafael por estarem de casamento marcado para o mês de Maio. Conheceram-se através da Comunidade Verbum Dei de Lisboa e após um período de namoro de sete meses, no ano 2002, as suas vidas seguiram histórias diferentes. Em 2005, o caminho de ambos volta a cruzar-se. “Hoje percebo que aquele tempo de primeiro namoro não foi muito bom. Ambos precisávamos de crescer.

Ao mesmo tempo, sentimos que o namoro que temos hoje, pelo menos na parte inicial desta nova fase, não podia ter sido tão bom como foi se não tivéssemos tido a ‘primeira parte’, que considero construtiva”, relata Pedro, de 27 anos que sustenta a sua afirmação na forma como, à época, cada um queria viver. Questionado sobre se é ou não diferente um namoro cristão, fundado em valores católicos, Pedro diz ter muitos amigos sem vida espiritual, mas que têm namoros “em que as pessoas se amam e se respeitam”. No entanto, para este casal noivo, o ‘namoro cristão’ “é tudo”.


“A nossa razão de existir individual e enquanto casal foi Cristo que nos deu: experimentar que Deus me diz que é possível, experimentar que com a Mariana sou plenamente feliz, experimentar que aquilo que pode ser a nossa vocação conjunta, comunitária, aberta aos outros, enamorada, apaixonada, tudo isto nos vem de Deus”, garante o Pedro, que sublinha: “Sem Ele não teríamos a capacidade de nos amar, de nos perdoar, de nos ouvir e de partilhar da
mesma maneira!”


Mariana, de 24 anos, completa a afirmação do
seu noivo, destacando o amor sem limites de Deus pela humanidade: “Deus é amor, e a presença d’Ele no meio de nós faz-nos caminhar para podermos amar como Ele ama, através de um amor completo”. Mesmo nos momentos de dificuldade do namoro, esta licenciada em Gestão, actualmente a trabalhar num Banco, acredita que “tendo o amor de Deus por base” o casal tem “a perspectiva que há um amor maior, um amor diferente, um amor que acolhe tudo o que há no outro”. Por isso, garante Mariana, o namoro cristão “não é só apenas duas pessoas que gostam muito uma da outra e que vão viver em conjunto”, mas é uma relação de duas pessoas que “têm um ideal de vida baseado em Cristo”. Para Pedro, que pertence à Comunidade Verbum Dei e estuda Arquitectura, o sucesso de um casamento não é uma questão de sorte, como alguns tentam fazer crer. “Cristo vai-nos
guiando”.


Mariana e Pedro animam um grupo de jovens da Comunidade Verbum Dei. Esta missão faz com que o casal viva em conjunto a espiritualidade: “Têm sido momentos de grande riqueza”, assegura a jovem Mariana. Este casal de namorados faz, anualmente, um retiro por altura do Verão.

 
É ou não diferente um namoro cristão? Imprimir e-mail

É ou não diferente um namoro cristão, fundado em valores cristãos?

NAMORADOS UNIDOS POR DEUS

Rafael assume que no início a sua relação com Beatriz “não tinha um carisma cristão”. Com a descoberta de Cristo, tudo mudou. “O que nós vivemos hoje, como casal de namorados cristãos, não tem nada a ver com o que vivemos de início. Tínhamos apenas os valores católicos incutidos pelos nossos pais, mas faltava-nos, talvez, o encontro com Cristo”, considera este jovem, que está no último ano do curso de Engenharia Civil.
Animadores da Comunidade Verbum Dei de Lisboa – Rafael com o Grupo de Universitários e Beatriz com a Escola da Palavra – estes dois jovens garantem que o que os distingue dos restantes casais de namorados não católicos é o diálogo. “Comparando com outras relações, sinto que há uma grande diferença, pelo menos no diálogo. Como o Rafael sabe que eu rezo as coisas que lhe quero transmitir, ele sente que não é só por mim que eu as digo, que é também por ele”, diz Beatriz, a namorada de Rafael há 4 anos e meio.
Olhando para
trás, estes jovens percebem que nem sempre o caminho foi fácil. Depois da fase a que Rafael chamou de “namoro de sobrevivência”, o envolvimento do casal com a Comunidade Verbum Dei de Lisboa foi aumentando. Proporcionalmente, crescia também a relação afectuosa do casal. “O nosso relacionamento enquanto casal de namorados acaba por estar ligado ao caminho feito com a Comunidade Verbum Dei de Lisboa”- Rafael.
Ao nível da espiritualidade, como é que um jovem casal de namorados compreende e vive a fé? O
início da história tem por base um e-mail, um simples e-mail. Confuso? Nem por isso! Em 2007, Beatriz vai estudar Arquitectura para Liubliana, na Eslovénia, ao abrigo do programa Erasmus. A oportunidade para contactos via telefone não era muita. Cristo volta então a interpelar o jovem casal. “Desde que começámos a querer que a nossa relação fosse diferente, elegemos um dia por semana para rezarmos em conjunto e partilhar a nossa oração por e-mail”. As terças-feiras à noite passavam a ser de oração comum. Beatriz em Liubliana e Rafael em Lisboa, a quase três mil quilómetros de distância. Esta iniciativa do casal, “que nasceu um pouco sem querer”, fez com que, após o regresso de ‘Bia’ a Portugal, estes jovens namorados dediquem as manhãs de terças-feiras à oração, na casa das missionárias da Verbum Dei. Paralelamente, a espiritualidade do casal é também alimentada por diversos projectos realizados no âmbito da paróquia. “Os meus amigos já sabem que às segundas e quartas-feiras à noite não podem contar comigo porque tenho sempre actividades com a comunidade”, destaca, sorridente, Rafael, que assegura: “Este caminho de oração e partilha tem melhorado muito a relação”.
Poderá o verdadeiro namoro ser considerado uma preparação para o casamento?
“Com a responsabilidade que temos dentro da Comunidade Verbum Dei, percebemos que também nós tínhamos de ser mais responsáveis pela relação que estávamos a construir” - Beatriz.

Para estes jovens, o tempo de namoro é o verdadeiro caminho de amadurecimento do casal. “Começa agora a ser construído um futuro mais consistente, sobretudo ao nível da construção de uma família, que é importante solidificar agora”, refere Beatriz, enquanto Rafael salienta que “o objectivo já não é só estarmos bem um com o outro, mas também vermos o que podemos fazer pelos outros, enquanto casal”. Isto é algo que só pôde ser descoberto em Igreja. “Na Comunidade Verbum Dei encontrámos outros casais que vivem de acordo com o que procuramos para nós, enquanto casal”. Beatriz é também decidida na resposta: “Afinal, há mais pessoas como nós, a acreditar que vale a pena ter uma relação diferente”.

 
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Namoro às escondidas

Que motivos alguém teria para viver um namoro às escondidas?

Quando estamos apaixonados, queremos que todos conheçam os motivos da nossa felicidade. Apesar disso, há quem namore há um tempo, mas prefere manter em segredo a nova experiência.

Poderiam ser muitas as justificativas para este tipo de relacionamento, desde a dificuldade de aceitação dos pais, as diferenças de idade e até mesmo o facto de um dos dois já viver uma relação com outra pessoa. Mas que motivos alguém teria para manter o namoro em segredo se a pessoa com quem se relaciona o faz feliz?

Um namoro secreto, apesar de todas as manobras que o casal precisará de fazer para viver os eus encontros, tem início, muitas vezes, na maneira avançada como aconteceu a primeira aproximação. Talvez, a liberdade que já existia na amizade ou nas conversas permitiram que os casais fossem além daquilo que estabelecia as fronteiras da amizade. Intimidade semelhante também pode acontecer entre chefes e secretárias, professores e alunos.

A convivência diária poderá facilitar tais laços se entre eles não forem estabelecidos limites, especialmente se há algum tipo de impedimento por parte de um deles.

Muitas pessoas, embora sejam completamente livres para assumir os seus relacionamentos, vivem como amantes do próprio namorado. Outras, por estarem a namorar alguém já comprometido, sujeitam-se às oportunidades oferecidas pelo vácuo dos encontros.

Ainda que o casal decida viver o namoro, em hipótese alguma o acordo entre eles permite revelar a verdade sobre a atual situação; mesmo que o tempo de convivência tenha demonstrado que o relacionamento está a ficar cada vez mais intenso.

Limitações de um namoro escondido

Um namoro iniciado nestas condições elimina todas as gostosas atividades que comumente vivem os apaixonados, tais como passear juntos, ser apresentado aos amigos e contar para o mundo, nas redes sociais, que está num relacionamento sério com fulano.

O doloroso pacto de silêncio entre os namorados força-os a viver como bons amigos. Diante dos conhecidos, a pessoa precisará de simular o comportamento de quem traz apenas um grande afeto por aquele que, na verdade, está apaixonado.

O peso de um namoro às escondidas faz com que os casais não possam atender ao telefone quando a chamada for do namorado, não permite que eles se falem quando a saudade bater à porta ou viver outras coisas comuns para a maioria dos apaixonados. Assim, esta experiência, que deveria ser um motivo de felicidade, acaba por se reduzir em breves e limitados encontros.

É verdade que o casal até poderia encontrar-se em lugares públicos, mas desde que o comportamento fosse apenas de pessoas “conhecidas”, ou seja, sem beijos, toques, afagos e outros carinhos pertinentes ao namoro.

Ser tratado como namorado quando convém

Há também aqueles que tratam a pessoa como namorada apenas quando lhe é conveniente. Na expectativa de oficializar o relacionamento, a pessoa mais apaixonada deixa passar os dias, meses ou anos, vivendo o “caso secreto” segundo a vontade do outro.

O relacionamento perece

O relacionamento sem vínculos para com o outro parece não ter futuro, pois, além de comprometer a auto-estima do namorado, há também a possibilidade de a pessoa se fechar para um verdadeiro e comprometido namoro. O grande risco para quem se vê envolvido neste tipo de união será de perceber que está a investir a sua vida num relacionamento instável, no qual mal consegue definir o verdadeiro estado de vida dentro deste tipo de relação.

Um verdadeiro relacionamento robustece a nossa auto-estima e traz-nos ânimo. Do contrário, qualquer outro tipo de namoro descomprometido traz somente preocupação e insegurança.

 
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Como conhecer melhor o namorado  

Como conhecer melhor o namorado e reagir positivamente no relacionamento

Basicamente, o tempo de namoro serve para uma pessoa conhecer a outra e então os dois saberem como reagem e respondem entre si dentro de um relacionamento. Mas como conhecer melhor o namorado?

Num namoro, não basta apenas conhecer o amado no sentido de saber os gostos dele, saber definir as suas habilidades e defeitos. Os amigos conhecem-se assim, familiares conhecem-se assim, mas o namoro deve caminhar para que o casal tenha um vínculo afetivo tão grande, a ponto de ser único. Afinal, é exatamente o que acontecerá se ambos chegarem a consolidar o matrimónio, pois, pela força do sacramento, eles serão uma só carne e uma só alma. E o namoro naturalmente proporciona tudo isto, que ambos se apropriem um do coração do outro no amor, pela livre opção do amado em se doar.

É claro que não se alcança toda esta cumplicidade de um dia para o outro. Deve-se respeitar as fases, o tempo, a gradualidade de cada coisa, a disposição interior que a outra pessoa tem em se doar, em confiar cada vez mais no namorado e revelar o que ela é. Portanto, tudo parte do conhecimento entre o casal.

Quatro aspectos de como se dará o conhecer o outro, e daí o bom relacionamento entre eles. Um detalhe: os quatro aspectos interagem entre eles, um funciona em vista do outro. Não dá para aplicar só um deles. É preciso analisar e praticar todos os quatro com atenção e zelo. Talvez pelas pessoas privilegiarem apenas um ou dois, e fazer “vista grossa” aos outros, é que alguns namoros e casamentos vão mal.

Quatro pontos fundamentais para o conhecimento

1. Capacidade de diálogo

– “Não é simplesmente diálogo, pois capacidade de dialogar significa muito mais que o simples falar e ouvir, e diz respeito ao dom de compreender e interagir” (Livro: ‘As cinco fases do namoro’).

A pessoa tem de ser disposta a conversar, falar de si e também escutar sobre o outro. Devemos entregar aquilo que somos por meio da fala. Não tenha medo! Se você tiver muitos segredos, coisas que não gostaria de contar a ninguém, saiba que a melhor coisa do mundo é ser aceito por alguém que o ama independente das misérias pelas quais você possa ter passado. Então, pode começar por contar as coisas mais leves e, conforme for sendo aceito pelo par, vai dizendo mais. Você precisa de ter alguém que saiba tudo sobre você, em quem possa confiar.

– Nos entraves, nas discussões, o que deve prevalecer nos nossos corações deve ser: os dois chegarem a um acordo satisfatório, em vez de só quererem ter razão e demonstrarem isso. Será a capacidade de diálogo que promoverá o acerto.

– “Nada de mentiras, informações parciais ou omissões. Ter uma informação e não a partilhar passa a funcionar como uma mentira para o parceiro, pois lhe negamos algo que poderia ser essencial na sua construção de pensamento sobre você e sobre o relacionamento” (Livro: ‘As cinco fases do namoro’).

– Não queira expressar-se por meio de sinais. Exemplo: Se você está insatisfeito com algo, age friamente e dá respostas curtas. Se quer sair, arruma-se e fica à espera que o outro o convide. “Isso não funciona! Se sentir algo, fale; se pensar, expresse; se perceber reações diferentes, examine, pergunte. Se não entender da primeira vez, pergunte de novo. Saiba que as primeiras e as mais privilegiadas formas de comunicação são a fala e a escuta” (Livro: ‘As cinco fases do namoro’).

2. Vivência

– Veja se tudo o que ele relatou pelo diálogo é verdade ou se há, pelo menos, uma verdadeira disposição de viver o relato na prática.

Digamos que ele tenha dito que é amoroso e sensível, mas, na casa dele, é arredio, revoltoso e briga com os seus familiares. (Aliás, entre os familiares da pessoa, é uma ótima ocasião para você ver quem realmente ele é). Disse-lhe que é perseguido no trabalho, mas, numa confraternização da empresa em que você pôde participar, só o viu em “panelinha”, falando mal dos outros colegas e praguejando a instituição.

A pessoa diz-se honesta e idónea, cumpridora dos seus deveres, mas avança sempre o sinal vermelho, gosta de levar vantagem e, continuamente, você fica a saber de reclamações sobre ela nas instituições que frequenta.

Nem é preciso dizer que você está a ser enganado, não é? Aquilo que a pessoa é de verdade acabará por se manifestando uma hora ou outra no quotidiano dela. Não é porque você ama que deve “fechar os olhos” a tudo isto. Veja bem e seja sincero consigo mesmo a este respeito.

– Outro ponto da vivência é: envolva-se com as coisas dele. Queira fazer parte do dia a dia do seu par. Ajude-o quando puder no trabalho da faculdade, nos afazeres que talvez ele tenha em casa ou no trabalho extra. Será uma ótima oportunidade de ver como é o jeito dele em proceder e resolver as coisas.

3. Percepção

– “Tente reparar detalhes que escapam à fala, como situações que frequentemente fazem a pessoa que amas ter as reações que não entendes, mas deseja compreender (….) Quanto mais conhecer os anseios e planos, a sua cultura, de onde veio, os seus ritos e manias familiares, até a sua história de vida e tudo o que passou e viveu, mais fácil será entender o que está por trás dos seus gestos. A sensibilidade também é ferramenta da comunicação” (Livro: ‘As cinco fases do namoro’).

– Perceba também como o seu amor se posiciona ao defendê-lo, se está ao seu lado quando você precisa e quanto se preocupa e zela para manter o bom andamento do relacionamento. E mais uma vez, seja sincero consigo mesmo ao analisar se ele é negligente consigo e, consequentemente, com o namoro, pois, com certeza, não será uma boa companhia para toda a vida.

4. Amizade:

– Apesar de namorados firmarem um compromisso muito mais íntimo do que a amizade, é imprescindível que ela exista dentro do relacionamento.

– Pela amizade fazemos uma escolha consciente pelo outro. “Sem a amizade não há algo além do “eros”. Nenhum namoro sobreviverá apenas com a atração, com a paixão” (Livro: ‘As cinco fases do namoro’).

Não escolhemos por quem nos apaixonamos. Mas, quando se constrói uma amizade dentro do namoro, temos condições de escolher, de continuar com o amado também pela razão. Que lindo quando uma pessoa pode dizer à outra: “Eu escolho, eu quero estar contigo, porque já não estou a ser arrastado pelos meus sentimentos. Quando penso em nós dois juntos, vejo que me faz bem estar ao teu lado”.

Há muitos casais que estão juntos somente por considerarem o sentimento, pois não conseguem entender-se um ao outro em coisas mínimas. Encontram-se para “beijos e abraços”, mas cada um vive os seus problemas. Quando houver dificuldades ou provações, a amizade fará aumentar a cumplicidade. “Estamos juntos, tanto para os desafios como para as consequências ou os méritos”.

Exemplo: “De que adianta uma rapariga namorar um rapaz e dividir todos os segredos e sonhos, o que há de mais profundo nela com uma amiga? Não! O casal precisa de viver uma amizade especial e profunda. Ela pode até ter uma fiel confidente como amiga, mas o namorado precisa de ser o maior e melhor amigo. Antes de chegarem ao noivado, um precisa de saber tudo o que diz respeito ao outro. Afinal, futuramente, será com o parceiro que eles vão conviver, morar e construir uma vida juntos. Então, que comece, desde o namoro, a intenção de serem os melhores amigos” (Livro: ‘As cinco fases do namoro’).

Quem ama investe, preocupa-se em fazer acontecer o que promove o bem ao seu coração e ao da pessoa amada. Sê autêntico, sê sempre tu mesmo, mostra a tua alma e coração ao outro. Não tenhas medo de renunciar a tudo o que atrapalha estes quatro aspectos, e, com certeza, os dois chegareis ao namoro, noivado e casamento felizes.

 

 

 
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Ter coragem de romper um namoro que não constrói  

 

Cada dia vivido com a pessoa errada, é um dia a menos com a pessoa certa

 

Namorar é um tempo esperado pela maioria dos adolescentes e jovens, é tempo de encontrar a pessoa que o fará feliz e o amará intensamente. O namoro pode começar com a amizade ou até mesmo com a atração física, mas, com o tempo, vai saindo da superficialidade e aprofundando.

O namoro é uma fase bela de conhecimento na vida de duas pessoas e é o momento certo para escolher se é com esta pessoa que tu queres passar o resto da tua vida. Por isso, não deves ter medo de romper um namoro se perceberes que ele não te está a construindo.

 

Quanto mais tempo de relacionamento, mais difícil será rompê-lo. Porém, é preciso pensar que cada dia vivido com a pessoa errada, é um dia a menos com a pessoa certa. E pior do que terminar um namoro, é casar-se com a pessoa errada. É muito sério! Como é triste perceber que há casais que vivem o sofrimento de perceber que eles não eram feitos um para o outro, não se adaptaram às diferenças próprias de cada género.

 

Para ajudar no processo de discernimento, façamos algumas perguntas.

 

É bom que estejamos juntos? Este namoro é bom para mim e para o outro? Este relacionamento é bom para a nossa família e para a sociedade? As nossas prioridades de vida são semelhantes?

 

A partir das respostas destas perguntas podes ter uma visão melhor se o teu namoro está a progredir ou a regredir. “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito” (Romanos 12,2).

 

Eu já namorei três vezes. Em cada término, pude aprender muito e amadurecer afetivamente. Sofri sim, tive noites mal dormidas, muitas lágrimas, não comia e pensava que eu não aguentaria aquele sofrimento. Mas como a minha mãe dizia: “Vai passar, porque tudo passa!” E passou. Fiquei seis anos sem namorar até assumir um relacionamento sério com o meu esposo.

 

Ele e eu temos três anos de história de amor e dois anos e um mês de namoro. Caminhámos rumo ao noivado e, a cada fase que passámos juntos, fomos escolhendo um ao outro e decidindo pelo casamento. Porém, até chegarmos ao altar, vivemos em fase de discernimento. E é importante que seja assim, pois, depois de receber o sacramento do matrimónio, não há mais discernimento, é a decisão final, é o “para sempre”!

 

Ainda bem que os meus três últimos namoros não deram certo e eu tive a coragem de romper com eles, pois hoje estou com a pessoa certa, que não é perfeita, mas é a justa medida que me conduz para mais perto de Deus.

 

Portanto, namorar é tempo de fazer escolhas conscientes que vão além de sentimentos e emoções. Convido-te a teres a coragem de romper um namoro que não te constrói e a rezar comigo a oração de Santa Tereza D’Ávila: “Nada te perturbe, nada te amedronte. Tudo passa! Só Deus não muda. A paciência tudo alcança. Quem a Deus tem, nada lhe falta. Só Deus basta.”

 

Tu, já tiveste a coragem de romper um namoro que não dava mais para seguir adiante?

 
Casar ou morar juntos? Imprimir e-mail

Casar ou morar juntos?  

A escolha por viver juntos em vez de se casar, muitas vezes, surge da curiosidade de ver se o casal é compatível. O pensamento por detrás da decisão, uma vez que ambos dividirão o mesmo tecto e as despesas, é que, se as coisas não derem certo, eles não precisarão de um divórcio nem passarão por todo aquele sofrimento. Por fim, a dúvida entre casar ou morar juntos surge.

O casamento é uma decisão de suma importância, que requer do casal um discernimento sério.

O norte-americano Mark Evan, especialista na Teologia do Corpo de São João Paulo II, afirma que a coabitação não é boa para os casais. “Eles perdem o significado do ato sexual, pensando que significa apenas ‘eu te amo’, mas significa ‘eu sou teu para sempre’, e estas palavras são verdadeiras apenas quando eles se casam”. Quem vive junto, mas sem o sacramento do matrimónio, em cada relação sexual está a dizer: “Eu estou contigo enquanto isto durar”. A porta dos fundos está sempre aberta para eles se deixarem. Eles pensam que se amam, mas, na verdade, estão apenas a usar um ao outro para benefício próprio por um período indeterminado de tempo.

Parece lógico que a convivência oferecerá uma boa visualização do casamento, porém, os sociólogos descobriram que a expectativa de uma relação positiva entre coabitação e a estabilidade conjugal foi destruída nos últimos anos por estudos realizados em vários países ocidentais.

As seis desvantagens de morar juntos antes do casamento

Os estudos descobriram que se o casal quer um casamento bem-sucedido, é melhor morar juntos só depois do casamento. O norte-americano Jason Evert, mestre em teologia e aconselhamento matrimonial, aponta seis desvantagens em coabitar.

1. A maioria dos casais que vivem juntos nunca se casaram. Aqueles que moram juntos antes do casamento têm uma taxa de divórcio até 80 por cento mais elevado do que aqueles que esperaram até depois do casamento para viverem juntos.

2. Casais que coabitaram antes do casamento também têm maior conflito conjugal e comunicação mais pobre, eles fazem visitas mais frequentes a conselheiros matrimoniais.

3. As mulheres que coabitam antes do casamento têm três vezes mais probabilidade de trair os seus “maridos” do que as mulheres que se casaram.

4. As mulheres que coabitam têm três vezes mais probabilidade de ter depressão do que as mulheres casadas.

Casais que coabitam são sexualmente menos satisfeitos do que aqueles que esperaram até ao casamento.

6. Do ponto de vista de duração matrimonial, paz e a fidelidade conjugal, segurança física, bem-estar emocional e a satisfação sexual, é evidente que a coabitação não é uma receita para a felicidade.

Casais que coabitam têm maiores taxas de divórcio

Um dos motivos para o aumento da taxa de divórcio é que coabitar enfraquece o compromisso. “Se um parceiro encontra falhas suficientes no outro, eles estão livres para ir embora. O desejo de introduzir um test drive mostra falta de fé no amor de um pelo outro”, esclarece Jason. Por um lado, o casal está a dizer que eles desejam uma intimidade plena, mas, por outro lado, querem deixar uma saída caso o parceiro não esteja à altura. Isto semeia dúvidas e desconfianças desde o início do relacionamento.

Casamentos bem-sucedidos não são o resultado de uma falta de características irritantes no cônjuge, mas o resultado de escolher amar e perdoar o outro no dia a dia, com todas as suas imperfeições.

O que devemos fazer se estamos a viver juntos?

Mark Evan recomenda que os casais se mudem para apartamentos separados e parem de ter relações sexuais. “O casal deve começar a construir a relação em terreno mais sólido, fazer as perguntas fundamentais e ver se eles realmente se conhecem e se são realmente bons um para o outro, para unir suas vidas para sempre.”

Esperar para compartilhar o dom do sexo não deve ser visto como um passivo atraso de paixão, mas como uma formação ativa de fidelidade. Afinal, tu não queres saber antes do casamento se o teu cônjuge será capaz de resistir às tentações depois do casamento?

Como qualquer casal, tu sonhas com um amor duradouro. Portanto, se queres fazer o relacionamento dar certo, salva o teu casamento antes que ele comece e mores com o teu cônjuge só após o casamento.

 
História de São Valentim Imprimir e-mail

Há várias teorias relativas à origem de São Valentim e à forma como este mártir romano se tornou o patrono dos apaixonados.

Uma das histórias retrata o São Valentim como um simples mártir que, em meados do séc. III d.C., havia recusado abdicar da fé cristã que professava.

Outra defende que, na mesma altura, o Imperador Romano Claudius II teria proibido os casamentos, para assim angariar mais soldados para as suas frentes de batalha. Um sacerdote da época, de nome Valentim, teria violado este decreto imperial e realizava casamentos em sigilo absoluto. Este segredo teria sido descoberto e Valentim teria sido preso, torturado e condenado à morte. Ambas as teorias apresentam factores em comum, o que nos leva a acreditar neles: São Valentim foi um sacerdote cristão e um mártir que teria sido morto a 14 de Fevereiro de 269 d.C.

Quanto à data, algumas pessoas acreditam que se comemora neste dia por ter sido a data da morte de São Valentim. No entanto, outros reivindicam que a Igreja Católica pode ter decidido celebrar a ocasião nesta data como uma forma de cristianizar as celebrações pagãs da Lupercalia. Isto porque, na Antiga Roma, Fevereiro era o mês oficial do início da Primavera e era considerado um tempo de purificação. O dia 14 de Fevereiro era o dia dedicado à Deusa Juno que, para além de rainha de todos os Deuses, era também, para os romanos, a Deusa das mulheres e do casamento. No dia seguinte, 15 de Fevereiro, iniciava-se assim a Lupercalia que celebrava o amor e a juventude. Imagem vazia padrãoNo decorrer desta festa, sorteavam-se os nomes dos apaixonados que teriam de ficar juntos enquanto durasse o festival. Muitas vezes, estes casais apaixonavam-se e casavam. No entanto, e como aconteceu com muitas outras festas pagãs, também a Lupercalia foi um 'alvo a abater' pelo cristianismo primitivo. Numa tentativa de fazer uma transição entre paganismo e cristianismo, os primeiros cristãos substituíram os nomes dos enamorados dos jogos da Lupercalia por nomes de santos e mártires. Assim, conciliavam as festividades com a religião que professavam, aumentando a aceitabilidade por parte dos Romanos.

São Valentim não foi excepção e, como tinha sido morto a 14 de Fevereiro, nada melhor para fazer uma adaptação da Lupercalia ao cristianismo, tornando-o como o patrono dos enamorados.

 

 

 
O QUE É NAMORAR? Imprimir e-mail

O namoro é dinâmico como a própria vida das pessoas.
Hoje a liberdade é enorme quando se fala deste assunto, o que, aliás, se torna ocasião para muitos desvirtuamentos em termos de namoro.

Coisas que para a geração anterior era impensável, hoje tornou-se comum entre os jovens; por exemplo, viajar juntos sem os pais; dormirem na mesma casa, etc.
Se por um lado esta liberdade pode até facilitar a maturidade dos jovens namorados, não há como negar que é uma oportunidade imensa para que o relacionamento deles ultrapasse os limites de namorados e precipite a vida sexual.
Lamentavelmente tornou-se comum entre os casais de namorados a vida sexual, inadequada nesta fase.

O namoro é o tempo de conhecer o outro, escolher o parceiro com quem a vida será vivida até à morte, e é o tempo de crescimento a dois.
Tudo isto será vivido através de um diálogo rico dos dois, pelo qual cada um se vai revelando ao outro, trocando as suas experiências e as suas riquezas interiores, e assim, começa a construção recíproca de cada um, o que continuará após o casamento.

O namoro é acima de tudo o encontro de duas pessoas, capazes de pensar, reflectir, cantar, sonhar, sorrir e chorar. O mar é belo e imenso, mas não sabe disso; a terra é bela e rica, mas não sabe disso; o pássaro é belo e não sabe disso. Tu és bela, inteligente, livre, dotada de vontade e de consciência; e sabes disso. Tu não és um objecto; és uma pessoa, Um ser espiritual e psíquico.
O namoro implica no reconhecimento da "pessoa" do outro, a sua aceitação e a comunicação com ela. É diferente conhecer uma pessoa e conhecer um objecto. O objecto é frio, a pessoa é um "mistério"; não pode ser entendida só pela inteligência, pois a sua realidade interior é muito mais rica do que a ideia que fazemos dela pelas aparências. Tu só poderás conhecer a pessoa pelo coração e pela revelação que ela faz de si mesma a ti.
No objecto vale a quantidade, o peso, o tamanho; a forma, o gosto; na pessoa vale a qualidade. O objecto é um problema a ser resolvido, a pessoa é mistério a ser revelado e compreendido. Tu estás diante de uma pessoa que é única (indivíduo), insubstituível, original, distinta de todos os outros... Alguém já disse que cada pessoa é "uma palavra de Deus que não se repete". Não fomos feitos numa forma.
No namoro terás que respeitar a "individualidade" do outro, para não o sufocar. Muitas crises surgem porque ambos não se respeitam como pessoas e únicos. É por isso que as comparações e os padrões rígidos podem ser prejudiciais. Não podes querer que a tua namorada seja igual àquela que conheces e admiras; o teu namorado não tem que ser igual ao seu pai... Cada um, é um. A liberdade é uma condição essencial da pessoa. Sem liberdade não há pessoa.
É no encontro com o outro que a pessoa se realiza; e aqui está a beleza do namoro vivido correctamente. Ele leva-te a abrires-te ao outro. A partir daí deixas de ser criança e começas a tornar-te adulto; porque já não olhas só para ti mesmo. O namoro é o tempo bonito de inter-comunicação entre duas almas. Mas toda a revelação implica num comprometimento de ambos. "Tu tornas-te eternamente responsável por aquele que cativas", disse o Pequeno Príncipe. Tornas-te responsável por aquele que se revela a ti do mais íntimo do teu ser. Cuidado, portanto, para não "coisificar" a tua namorada. Às vezes essa coisificação do outro torna-se até meio inconsciente hoje. Ela acontece, por exemplo, quando o noivo proíbe a noiva de usar batom, ou a proíbe de cortar os cabelos. O marido "coisifica" a esposa quando a obriga a ter uma relação sexual com ele, quando não a permite participar das "suas" decisões financeiras; quando proíbe que ela possa ter alguma actividade na Igreja, etc. O namorado "coisifica" a namorada quando faz chantagens emocionais com ela para conseguir o que quer. A namorada "coisifica" o namorado quando o sufoca fazendo-o ficar o tempo todo do seu lado, sem que o rapaz possa fazer outros programas com os amigos. O pai coisifica o filho quando o submete a si como se fosse um escravo... Não faças do outro um objecto, e não deixes que o vosso relacionamento se torne numa "dominação do outro", mas um "encontro" entre ambos. Nem Deus tira a nossa liberdade; Ele respeita-a, pois sem isto seríamos marionetes, robôs, e não pessoas. Ainda que o homem se ponha contra Ele – como acontece muito – ainda assim Ele te ama, e nunca te trata como um objecto. Coisificamos o outro quando o usamos; isto é triste.
O namoro é o tempo da "descoberta", do outro. E isto faz-se pelo diálogo, que é o alimento do amor. Há muitos desencontros porque falta o diálogo.
Namorar é dialogar! O diálogo é mais do que uma conversa; é um encontro de almas em busca do conhecimento e do crescimento mútuo. Sem um bom diálogo não há um namoro feliz e bonito. É pelo diálogo que o casal – seja de namorados ou cônjuges – aprende a conhecer-se, ajudam-se mutuamente a corrigir as suas falhas, vencem as dificuldades, cultivam o amor, aperfeiçoam-se e unem-se cada vez mais. Os namorados que sabem dialogar sabem escolher bem a pessoa adequada, fazendo uma escolha com lucidez e conhecimento maduro. Sem diálogo o casal não cresce, e o namoro não evolui, porque cada um fica trancado e isolado com os seus próprios problemas. Sem ele o casal pode cair na "crise do silêncio", ou apenas trocar palavras vazias, ou ainda, o que é pior, discutir e brigar. Por falta do diálogo, muitas vezes, cada um leva a "sua" vida e ignora o outro; ora, isto não é vida a dois, nem preparação para o casamento. São muitas as dificuldades para o diálogo, mas há também muitos pontos que o favorecem.
Vamos examiná-los.
Muitos não conseguem dialogar porque não estavam habituados a isto antes do namoro. Pode ser que tenha vindo de uma família que não tinha este hábito. Neste caso, será preciso ter a intenção de dialogar, romper o mutismo e abrir-se. Também o orgulho, o medo de reconhecer os próprios erros, o não querer "dar o braço a torcer", a vaidade de querer sempre ter razão, bloqueiam o diálogo. A falta de tempo, o trabalho em demasia, a televisão, o jornal, a revista, a internet, podem prejudicar o diálogo; se não forem doseados... Há também os condicionamentos de infância; às vezes a autoridade excessiva dos pais, a falta de liberdade para expressar as próprias ideias e opiniões; a super protecção que sufocou o espírito de iniciativa; a falta de participação nas soluções dos problemas familiares; tudo isto dificulta o diálogo. Portanto, será preciso esforço, vontade de se vencer e acertar. Para haver diálogo precisas de aprender a ouvir o outro; ter paciência para entender o que ele quer dizer, e, só depois, concordar ou discordar.
Sê paciente, não cortes a palavra do outro antes dele a completar.
Lembra-te, diálogo não é discussão. É preferível "perder" uma discussão do que dominar o outro. Dialogar é acolher o outro com o coração disponível. É aprender a "olhar" o outro, conhecer a sua vida profissional, familiar, os seus gostos, as suas aspirações, dificuldades, lutas... com respeito e atenção. Deixa que o outro tenha "entrada franca" no coração.
Não ponhas "cães de guarda" nas portas do teu palácio interior pois o outro pode ficar com medo de entrar. Quem são esses cães? O teu orgulho refinado, subtil, mas que subjuga o outro... O teu egoísmo que chama tudo sempre para ti. A inveja do sucesso do outro, que o impede de crescer. A tua ironia que faz pouco caso do que ele está a dizer... A tua grosseria que magoa o outro... São estes – e muitos outros – os "cães de guarda" que pomos à porta do coração. Às vezes ela ou ele vai embora dizendo: "Não tive coragem de entrar... tive medo que ele se risse de mim... que não me compreendesse... tive medo de ser ridícula". Não deixes que ele fique à espera até desanimar. Para que tu possas acolher o outro é preciso despojar-te de ti mesmo, estar disponível. É preciso que aceites criar este vazio no teu interior para que o outro o possa ocupar. É preciso fazer silêncio em ti, para poder ouvir e entender a voz do outro. Só assim serás atencioso com ela; e então o diálogo acontecerá. Sabe sorrir para o outro; não custa nada e ilumina tanto!... Sabe fazer silêncio.... As palavras são os veículos da alma que se exprime, desabafa e se acalma. Aprende a escutar o teu namorado atenciosamente; presta-lhe esta homenagem. Sabe falar mais do que lhe interessa, do que aquilo que te interessa a ti.
Não fiques a pensar em ti enquanto o outro fala, pensa nele. Há um escrito que diz assim:
As cinco palavras mais importantes são: "Eu estou muito satisfeito contigo". As quatro palavras mais importantes: "Qual a tua opinião?" As três palavras mais importantes: "Faz o favor". As duas palavras mais importantes: "Muito obrigado". A palavra menos importante: - EU –!
Enquanto estiveres dominado pela vontade de falar de ti mesmo, é porque ainda não estás apto a acolher o outro. Entretanto, não arranques o outro do seu silêncio à força; respeita-o, e aos poucos, ajuda-o a falar. Não devasses a sua intimidade.
Estás a ver que o namoro é como uma escola, onde se educa o amor; por isso é belo e rico. Vai fazendo perguntas com suavidade sobre a sua vida, as suas preocupações, o seu passado, a sua família, a escola, etc. ... Deixa-o dizer tudo o que ele quiser, e não fiques com aquele olhar distante, longe, nas nuvens... O diálogo exige gratuidade.
Se estiveres nervoso, preocupado, irritado e de mau humor, então, pega nisto tudo e entrega-o a Deus, na fé, para estares disponível. O mau humor, a lamúria, a constante reclamação, são venenos mortais para o diálogo e o relacionamento. Sorri, ainda que o teu coração esteja a chorar, por amor; isto não é fingimento. Sabe caminhar em direcção ao outro, estende-lhe a mão para o ajudar a entrar em ti. Se ele vier a ti cheio de problemas e angústias, não tenhas pressa em querer dar-lhe a solução mágica para as suas dores. Não, apenas deixa que ele se esvazie; deixa-o falar; só depois, quando ele tiver "deitado tudo cá para fora", só então, lhe dirás uma palavra amiga, e de conforto. Quando o médico vai tratar um tumor, primeiro deixa-o vazar completamente, tira todo o material infeccioso, só depois coloca o remédio. Assim também ocorre com as "infecções da alma"; primeiro é preciso esvaziá-la, para depois as curar. A grande necessidade das pessoas hoje é ter alguém que as ouça com tempo e disponibilidade.
Não será o namoro uma bela oportunidade também para isto? Se quiseres que o teu namorado te abra a alma, e se revele do fundo do seu ser, então sabe ser receptiva, silenciosa, discreta...Então ouvirás muitas confidências, e ele irá embora aliviado e crescido. A experiência tem mostrado que a maioria das pessoas que nos procuram para resolver os seus problemas, mais do que conselhos, querem desabafar uma angústia que está no coração. E quando tu te dispões a ouvi-las com atenção e carinho, elas vão-se acalmando e encontrando o remédio que precisam, sem que às vezes a gente não diga nada. É a necessidade da alma humana de desabafar. Portanto, o que o outro mais precisa no diálogo é da tua atenção esmerada. Não sejas aéreo enquanto o outro fala, esquece de ti mesmo. Dialogar não é discutir. Na discussão gasta-se muita energia, irrita-se e chega-se ao nervosismo que não leva a nada, ao contrário, só destrói o relacionamento. O diálogo conduz ao amor; a discussão leva à briga. Eis a diferença. Na discussão cada um – cheio de si mesmo – acha-se o dono da verdade e da razão, e não abre mão disso. É o orgulho que impera. No diálogo ambos procuram a verdade juntos, não se acham cheios de razão, e não se preocupam com quem ela está. Na discussão são pessoas que se exibem querendo vencer a outra; no diálogo, são argumentos e ideias que são apresentadas. A discussão é uma luta entre dois egos orgulhosos; o diálogo é o encontro de duas almas queridas.
Entendeste a diferença? Na discussão um quer arrasar os argumentos e ideias do outro, e desmoralizar os seus raciocínios; no diálogo cada um esforça-se para compreender os argumentos e ideias do outro, em vez de os atacar apressadamente. Quando discutes, já dás a resposta antes mesmo que o outro termine de dizer o que queria expor; no diálogo, queres que ele repita o que disse para que possas entendê-lo melhor.
Há um sabor mórbido em arrasar o outro numa discussão.
É próprio dos adversários quando se encontram; não de namorados que se amam e querem construir-se mutuamente. O que podes lucrar em "dobrar" o outro numa discussão? Nada, a não ser um pouco mais de orgulho e de arrogância! Além disso deixas o outro ferido e magoado, mais longe de ti... talvez até com mágoa e ressentimento, e com ódio no coração. A discussão termina com um vencido e um vencedor, como se fosse uma guerra. Será que isto deve acontecer entre duas pessoas que se amam?
O diálogo autêntico e necessário no namoro, não admite portanto, palavras, expressões ou gestos que humilhem o outro, ou que demonstrem pouco caso, cinismo, soberba, arrogância, prepotência... "tu tens um raciocínio de criança imatura!" "A tua argumentação está toda vazia e furada!" "Pareces louca, no mundo da lua!" "Acho que estás a precisar de um psiquiatra!" "Será que não vais crescer nunca?" "Até quando vais continuar com este teu jeito de bebé chorão?" Expressões deste tipo ferem e magoam; e exigem que se peça perdão. Ao contrário são expressões do tipo: "Tu fizeste algo importante!" "A tua opinião é muito importante!" "Esta palavra que disseste, fez-me feliz". "A minha vida é melhor porque estás a meu lado..."
E tudo isto pode e deve ser dito sem fingimento, sem a preocupação de entrar numa arena de disputa, mas num coração para amar. Enfim, na discussão estás diante de um adversário a ser vencido; no diálogo, estás diante de uma pessoa a ser construída pelo amor. No entanto, se a conversa se transformar numa discussão, há uma saída nobre: deixa que o outro "vença" para que ela acabe o mais rápido possível.
Perder nesta "guerra" será uma vitória do amor. No diálogo, deve-se começar sempre observando o lado positivo das coisas e dos acontecimentos, e não se deixar derrotar pelo pessimismo que só vê o lado negativo. Lembra-te que tanto o pessimismo como o optimismo, contagiam facilmente as pessoas, com a diferença que o optimismo eleva os ânimos.
Outra coisa importante no diálogo, é fazer-se compreender. Se a diferença de cultura existir entre o casal, então cada um precisa de se esforçar para levar o outro a compreendê-lo. E esta será mais uma tarefa do amor. Mesmo a diferença cultural e científica pode ser superada pelo diálogo e pelo amor. É importante dizer que o compromisso de cada um, mais do que consigo mesmo, deve ser com a verdade. Se, como fruto do diálogo, perceberes que a verdade é diferente do que pensavas, então, por coerência, sabe aceitar a opinião do outro. Isto nunca será uma derrota tua, antes, uma vitória de ambos.
Numa discussão ninguém muda de opinião, pois o orgulho não permite. No diálogo, vence a verdade, surge a luz, reina a paz. Talvez agora estejas a começar a entender porque o diálogo autêntico é o instrumento indispensável para que possas descobrir as riquezas que estão escondidas no interior da pessoa que tu amas. Tudo que se faz de bom exige sacrifícios e tem um preço. Para que o casal cresça no namoro, têm que pagar o preço da renúncia ao próprio ego soberbo e arrogante, prepotente, exibicionista ou cheio de amor-próprio.
No diálogo, preocupa-te em procurar e apresentar "a" verdade, mas não a "tua" verdade. Não podemos ser donos da verdade; ela é autónoma, não depende de nós.
Só Jesus é a Verdade; todas as outras dependem d’Ele.
Na medida em que o tempo for passando, o diálogo for amadurecendo, e o namoro se for firmando, então será necessário conversar sobre as coisas do futuro, para se saber quais as aspirações que cada um traz no coração, e se elas se coadunam mutuamente. Não se trata de ficar a sonhar no vazio sobre o futuro, mas de começar a escolher e a preparar a vida que ambos vão viver e construir amanhã: a família, os filhos, etc.
Nada de real se faz nesta vida sem um sonho, um projecto, um plano e uma construção. Se de um lado, sonhar no vazio é uma doce ilusão, reflectir sobre o que se quer construir no futuro é uma necessidade.
É assim que nasce um lar.

 

 

 
Quando devo namorar? Imprimir e-mail

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Quando devo namorar? 

Se procuras a resposta é melhor nem ler este artigo, pois só te farei perguntas e são as tuas respostas que poderão responder às questões: "quando devo namorar?"Qual a tua idade? Qual a idade que julgas ideal para namorar? Qual a idade que julgas ideal para o casamento? Em que momento profissional deverás estar na época do teu casamento? E o(a) teu (tua) namorado(a) deverá ter que idade e em que momento profissional ele (ela) deverá estar? Onde ides morar?

Pára um pouco, avalia as respostas que deste a cada pergunta, faz as contas e continua: tu conheces-te? Tu realmente conheces qual é o teu objectivo com o namoro? Escolhes um (a) namorado(a) baseado(a) nos teus conceitos ou nos conceitos dos outros?
Sabes dialogar? Mesmo quando as ideias são diferentes das tuas? Sabes calar? Tens conhecimento e clareza do sistema de valores que deverão reger o teu relacionamento?
Estás preparado(a) para namorar, estudar, trabalhar, conviver com as pessoas da tua família, da família do(a) teu (tua) namorado(a) e com os teus amigos (as)?
Terás facilidade para aceitar as (os) amigas os) do(a) teu(tua) namorado(a)? Aceitarias que convivesse com elas (eles) na tua ausência?

É o momento de fazer um novo balanço:
Como avalias o teu relacionamento interpessoal quando não estás a namorar?
Na tuas convivências sociais, em que precisas de crescer? Que investimento podes fazer para superar as tuas dificuldades?
O primeiro ponto que deve ser avaliado e possivelmente redireccionado é o auto-conhecimento, a auto-aceitação, começar ou continuar a auto valorização, mas e principalmente lutando contra o que hoje, em ti, limita o teu namoro, a tua capacidade de amar e ser amado.
Tens expectativas reais com relação ao namoro e ao (a) namorado(a)?
Sabes que no namoro terá alegrias, tristezas e dificuldades?
Sabes que o namoro, noivado e casamento são construídos com a tolerância?
Sabes que amamos amando? Parece repetitivo, mas o que quero ressaltar é que só amamos emitindo comportamentos amorosos. O amor não é um sentimento abstracto sem correspondência. Amamos preocupando-nos, cuidando, promovendo o bem-estar da pessoa amada. Amamos sendo carinhosos, afectivos, elogiando, beijando. Temos muitas outras formas de amar.
Gostarias de ser amada (o)? Saberias receber amor? Conseguirias comportar-te de forma amorosa? Tens coragem de terminar um namoro? O rompimento de um vínculo afectivo provoca sentimento de perda.
Se o (a) teu (tua) namorado (a) terminasse o namoro, apesar de sofreres, entenderias que o sofrimento é uma grande chance para a tua aprendizagem afectiva?
Sabes enfrentar as tuas frustrações? A liberdade para construir um novo relacionamento depende também da aceitação do rompimento.
Colocas a culpa nos outros: namorado(a), pais, emprego, o teu corpo?
Ficas a condenar e a remoer no que erraste?
Não percas a chance de crescer...
Muitas perguntas, muitas respostas. Para crescer no amor, no namoro, na amizade, no casamento é necessário que haja investimento e autoconhecimento.
Se já és casada (o) podes rever os teus comportamentos, pois com certeza encontrarás o caminho para adubar a terra que desde o namoro não foi cuidada. Não fiques a pensar: se eu tivesse pensado em todos os dados antes não me teria casado. Verifica em que ponto estás e procura trabalhar o que agora ficou mais claro para ti. Não penses em mudar o outro, pensa em mudança, mas a partir de ti.

 

 

 
O que é um pré-namoro? Imprimir e-mail

O que é um pré-namoro?

O pré-namoro gera no outro uma maturidade de conhecimento e respeito 

Ao se tratar de afectividade, é bem perceptível quanto as gerações mais recentes têm absorvido novos pensamentos e outra cultura em relação à geração anterior à sua. Nós não temos os mesmos conceitos sobre relacionamento que os nossos pais tinham; eles, por sua vez, viveram diferentemente dos nossos avós.

Os casais de hoje têm melhores meios de fazer uma escolha consciente pelo par, pois têm mais acesso às informações sobre sexualidade e afectividade.

Na contramão, a cultura do ‘amor livre’, que avança desde a década de 60 em nome de um falso conhecimento, vem implantando cada vez mais a sua ideologia, convencendo as pessoas de que os parâmetros de moral e ética são apenas uma imposição cultural de um tempo passado.

A prática do “ficar” e o sexo sem compromisso, por exemplo, tomaram uma proporção tamanha, que quem nasceu e cresceu vendo isto à sua volta e nos programas de TV, considera-os normais. Contudo, temos também presenciado as consequências desastrosas na vida da pessoa que “se dá o direito” de usar o seu corpo e os seus afectos para preencher desejos de momento.

No meio de tudo isto, é crescente o número de jovens que têm notado as repercussões infelizes que o  não compromisso tem causado. Contrários a tudo o que a mentalidade corrente diz e propaga sobre o “amor livre” – para o qual vale tudo –, cada vez mais pessoas estão dispostas a cercar-se de seguranças para proteger o que há no seu coração, na sua essência e alma. Quando o assunto é proteger o dom do amor, muitos não medem esforços.

Por causa disso, surgiu um novo modo de relacionamento, o chamado pré-namoro, cujo termo e prática surgiram entre os jovens cristãos, católicos e protestantes, os quais já pregavam a castidade como principal modo de purificar o amor.

É interessante notar que, apesar desta prática ser uma iniciativa cristã, o assunto já chama à atenção também no meio secular, onde, geralmente, as pessoas recusam regras.

O que não é o pré-namoro. Não tem nada a ver com o “ficar” nem com “estar de rolo”, ou seja, trocar beijos e abraços, durante semanas ou meses, sem assumir um compromisso sério entre as partes nem entre os amigos. Também não é ter um amigo que lhe seja mais especial que os outros, embora tu o consideres somente amigo; só que ele acaba por se apaixonar por ti. Então, para não perder a amizade ou por proposta dele, vocês combinam discernir o que fazer por meio de um pré-namoro. Mas isso só vai servir para desgastar a amizade.

Para que haja um pré-namoro, é necessário que as duas pessoas se sintam apaixonadas uma pela outra e declarem essa paixão. Mas, em vez de iniciar imediatamente um namoro, o casal faz um acordo e esperam para adentrar num “nível” maior de diálogo e convívio. Um diz ao outro os seus sentimentos e vê se é recíproco. Se o for, então propõem esse caminho.

Podes ter uma amizade com uma pessoa há muito tempo, mas quando começar a surgir uma atracção recíproca, o nível de cumplicidade e envolvimento aumentará. Sabendo que se gostam, as conversas aprofundam-se e as coisas que fazem juntos têm maior significado.

Mas para quê tudo isto? Ora, não basta o sentimento! Quem de nós nunca foi enganado pelas próprias emoções, pelo menos uma vez na vida? Ninguém quer começar um relacionamento que pode não dar certo. Se as diferenças forem muito grandes e os planos desiguais demais? E se a pessoa for diferente de tudo o que viste até agora? Para diminuir estas dúvidas é que se trilha o pré-namoro, pois ele ajuda a saber se o sentimento é só “fogo de palha”, algo vindo das carências, ou se é algo que pode perdurar e transformar-se em namoro.

Como agir no pré-namoro? O que fazer com a outra pessoa e o que dizer às famílias e aos amigos?

Como ainda não é namoro, então o casal mantém o que é próprio de amigos e não de namorados.
Não se beijam, não andam de mãos dadas, não se abraçam (amigos se abraçam, então podem dar um abraço quando se encontram ou se despedem, também na hora de dar a ‘paz de Cristo’ na Missa…). Eles conversam, conversam muito. Continuam a encontrar-se, saindo juntos, exactamente para se conhecerem mais, para falarem dos seus sentimentos, das impressões que estão a ter um do outro.

Conheça a história de vida do seu amado, ajude-o nos seus afazeres no dia a dia, perceba as reacções dele, a sua índole, o seu temperamento e carácter. Assim, o casal passa pela fase da pura paixão e até se decepciona um com o outro. Isto dá-lhes mais condições de decidir não só sobre o sentimento, mas também racionalmente. Será mesmo que compensa namorar com ele?

Ah, vocês podem frequentar a casa um do outro e dizer aos familiares: “Estou a gostar e a pensar em namorar com esta pessoa, mas preferimos conhecer-nos melhor”.

Quanto tempo deve durar o pré-namoro? É relativo o tempo que cada casal pode viver esta experiência. Uns combinam um determinado número de meses, quatro ou cinco, por exemplo; outros simplesmente começam a pré-namorar até sentirem que dá para namorar ou não.

O importante é chegarem à conclusão de que conseguem tomar uma decisão, mesmo tendo algumas decepções um com o outro devido a tudo o que conheceram, seja de bom ou ruim.

E é necessário mesmo trilhar o pré-namoro? Algumas pessoas, podem perguntar: “Se um declara ao outro os seus sentimentos, eles vão aguentar continuar a sair sem nenhuma demonstração de afecto como namorados? Não parece necessária esta privação”.

Não, não é obrigatório! Não é uma nova lei de namoro cristão. Aliás, se, por exemplo, a jovem propõe o pré-namoro ao rapaz e ele achar desnecessário, que ele se sinta livre para dizer que não quer pré-namorar; e ela também seja livre para acolher a opção dele ou não.

O pré-namoro é somente uma forma de proteger o sagrado que há em ti. A verdadeira prova de amor é a que mostra o sacrifício próprio pelo amado, sem pedir que ele dê de si.

 
Não tenho namorado Imprimir e-mail

Não tenho namorado

 

Quem de nós não se lembra da turma do colégio, com a qual brincávamos e partilhávamos muitas horas de alegria e descontracção, no cinema, nas festas, entre outras actividades. Com o passar do tempo, muitos destes amigos, pouco a pouco, foram encontrando alguém e começaram a namorar.

Mesmo sem querer admitir, quem não teve a mesma sorte, muitas vezes, sentia-se como um “patinho feio”, sobretudo nas ocasiões em que o relacionamento vivido não foi tão duradouro como gostaria.

A partir dessa realidade muitas interrogações começam a aparecer; e tudo é motivo para acreditar que aquilo que o faz sentir-se um “solteirão” ou “solteirona” é a idade, a obesidade, a beleza que não é igual à de fulano (a), a condição social e financeira, entre outras coisas.

Na juventude, o que importava era namorar o (a) mais bonito (a) da escola. Naquela época, isto significava o “prémio” diante dos amigos. Para aqueles que se deixam envolver por um conceito desvirtuado sobre os seus relacionamentos, mal podem entender o que realmente buscam viver com a participação de uma pessoa na sua vida. E num sentimento egoístico, facilmente enquadram as pessoas, que deles se aproximam, segundo os conceitos das suas paixões. Aquilo que foi importante para um rapaz, ou uma rapariga, ontem, pode não ter significado algum, no dia seguinte.

Hoje, aprendemos a ver o namoro por meio de uma faceta diferente dos valores sustentados por uma cultura que, facilmente, afecta a percepção dos menos avisados. Entendemos que a presença de um amor nas nossas vidas contribui para que as sementes das nossas qualidades e virtudes floresçam. Isto significa que a participação da namorada na vida do namorado deverá provocar nele o desejo de ser melhor a cada dia, e vice-versa.

Encontrar alguém que corresponda às nossas expectativas, muitas vezes, exigirá paciência para o ajudar a perceber aquilo que já entendemos e esperamos a respeito da vivência do namoro. E noutras ocasiões será necessário que baixemos as possíveis e demasiadas exigências de uma perfeição, a qual também não possuímos, mas que aplicamos aos outros.

Para aqueles que celebram o Dia dos Namorados dando os parabéns aos amigos, talvez, se achem incapazes de viver um namoro. Entretanto, buscar uma pessoa somente para ter companhia, sabendo que esta não manifesta interesse em estabelecer valores comuns, além de não trazer a realização para o relacionamento como deveria ser, também vai impedir que o seu verdadeiro pretendente se apresente.

 
Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém Imprimir e-mail

Tudo me é permitido, porque eu sou filho de Deus, eu tenho a liberdade dos filhos de Deus, mas nem tudo me convém; nem tudo convém a um filho de Deus. Tudo me é permitido, porque eu sou filho, mas não me deixarei dominar por coisa alguma!
Graças a Deus, estás a ver, com esta Palavra, como que um videoteipe, o que Deus fez por ti. Confirma mais uma vez: ''O corpo não é para a devassidão, é para o Senhor e o Senhor é para o corpo. Ora, Deus, que ressuscitou, o Senhor, nos ressuscitará também pelo seu poder'' (I Cor 6,13b-14).
Quando a Palavra diz, que os nossos corpos são membros de Cristo, isto não é uma figura ou uma imagem. Os teus membros não são os membros da tua cabeça? Claro que são! Quem comanda os teus membros é a tua cabeça!
Se a minha cabeça não me tivesse comandado, se não saísse da minha cabeça, um feixe nervoso e, do meu cérebro não saíssem os comandos, eu não poderia ler, nem os meus lábios se moveriam. Porque tudo isto se faz pelos comandos que vêm do meu cérebro. Tu não estarias a respirar, por exemplo, porque os comandos vêm do teu cérebro.
Todos os nossos membros são comandados pela nossa cabeça e nós somos membros dessa cabeça. Jesus é a nossa cabeça e nós somos os seus membros. ''Não sabeis que os vossos corpos são os membros de Cristo?'' (cf. I Cor 6,19) Os nossos corpos, masculino e feminino, são membros de Cristo.
Observa o que o Senhor fez contigo! Assume, e vive a beleza do que Ele fez por ti. Tu foste resgatado! Tu foste resgatada! Não percas mais o que o Senhor resgatou.

 

 

 
Conheces o teu (tua) namorado(a)? Imprimir e-mail

Tu conheces-te? Sabes o que procuras numa relação afectiva?

Segundo o psicólogo Pe. Alírio Pedrini, no seu livro 'Jovens Formação Afectiva e Sexual': "o namoro deve ser um tempo de conhecimento profundo das qualidades, das virtudes, das boas intenções e da honestidade, bem como das fraquezas, das limitações, dos problemas e até dos vícios que o namorado ou a namorada possuem, a fim de decidir se o namoro deve continuar ou não. Se há condições de prosseguir para um noivado e casamento, ou se essa caminhada de namoro deve ser interrompida.
Quero frisar que o conhecimento deve ser tanto das qualidades, como também das fraquezas. Se durante o namoro o namorado(a) não chega a conhecer em maior profundidade a namorada(a), após o casamento, ele(a) poderá ter muitas desilusões. Quando não há ilusões, também não haverá desilusões." Como ele nos alerta, o conhecimento do outro é fundamental para decidir continuar ou não num namoro.
Vamos expor várias perguntas que podem ajudar-te na análise do teu namoro. Poderás analisar se conheces o teu namorado(a) e servirá de orientação para procurar um diálogo afectivo e franco para poder melhor conhecê-lo(a). Se não namoras, observa a orientação no final do questionário.

Ø Ele(a) é optimista?
Ø Ele(a) é responsável?
Ø Ele(a) é estudioso(a)?
Ø Ele(a) é trabalhador(a)?

Ø Ele(a) é preguiçoso(a)?
Ø Ele(a) é organizado(a)?
Ø Ele(a) é afectivo(a)?
Ø Ele(a) é agressivo(a)?

Ø Ele(a) é autoritário(a)?
Ø Ele(a) é persistente?
Ø Ele(a) é pontual?
Ø Ele(a) é habilidoso(a)?

Ø Ele(a) é honesto(a)?
Ø Ele(a) é sincero (a)/autêntico(a)?
Ø Ele(a) é vaidoso(a)?
Ø Ele(a) é consumista?

Ø Ele(a) é sedutor(a)?
Ø Ele(a) é sensual?
Ø Ele(a) é crítico?
Ø Ele(a) é discreto(a)?

Ø Ele(a) é ansioso(a)?
Ø Ele(a) é agitado(a)?
Ø Ele(a) é preocupado(a)?
Ø Ele(a) é impulsivo(a)?

Ø Ele(a) é ciumento(a)?
Ø Ele(a) é medroso(a)?
Ø Ele(a) é possessivo(a)?
Ø Ele(a) é carente?

Ø Ele(a) é alegre?
Ø Ele(a) é atleta?
Ø Ele(a) é sedentário(a)?
Ø Ele(a) é caridoso(a)?

Ø Ele(a) é carinhoso(a)?
Ø Ele(a) gosta de rezar?
Ø Ele(a) sabe ouvir?
Ø Ele(a) é sincero com os amigos?

Ø Ele(a) tem amizades duradouras?
Ø Ele(a) não confia em si próprio?
Ø Ele(a) fica deslocado em grupos sociais?
Ø Ele(a) acha-se sempre o melhor do grupo?

Ø Ele(a) acha-se bonito(a) fisicamente?
Ø Ele(a) paga as suas contas em dia?
Ø Ele(a) muda constantemente de humor?
Ø Ele(a) tem facilidade para expressar sentimentos?

Ø Ele(a) é apegado a bens materiais?
Ø Ele(a) tem boa convivência com a família?
Ø Ele(a) valoriza mais os amigos do que a família?
Ø Ele(a) é atencioso com a família em datas especiais?

Ø Ele(a) demonstra desejo de formar família?
Ø Ele(a) gosta de andar sempre na rua?
Ø Ele(a) acha que os outros estão sempre a persegui-lo ou a explorá-lo?

Ø Ele(a) tem o hábito de culpar os outros das suas limitações?
Ø Ele(a) tem algum vício (álcool, cigarro, droga, jogo, masturbação, sexo)?
Ø Ele(a) afasta as pessoas com frieza, agressividade ou timidez?

Ele (a) é igual a mim?
Agora é hora de substituir Ele(a) por eu. Tu conheces-te?

Responde primeiro como ele (a) é, e só depois como tu és. Depois compara as duas listas e verifica quais são as diferenças. Reflecte bem, sem pressa.

Passada uma semana marca no questionário com SIM o que achas necessário numa relação afectiva e com NÃO o que não achas necessário numa relação afectiva.
Agora compara as listas.

1) Verifica primeiro o que precisa de ser melhorado em ti.
2) Escreve o que tu podes fazer para cresceres neste ponto.
3) Só depois de teres avaliado bem, tu poderás avaliar o teu (tua) namorado(a). Pois até as limitações que vês nele (nela) podem ser reflexo das tuas inabilidades. Mãos à obra.

Se não namoras responde primeiro como tu és. Depois o que achas necessário num (a) namorado(a) faz uma auto análise e verifica em que precisas de crescer.

 

 

 
Reflexão Individual Imprimir e-mail

Medita um pouco em cada linha deste Hino de Amor
e pergunta a ti mesmo como estás a viver o teu namoro.

Imagem vazia padrãoÉs paciente com a tua namorada ou não te sabes controlar diante dos defeitos dela?
• És bondoso para com ela ou algumas vezes exiges “vingança” e queres ir à desforra por causa de algo que ela fez e não te agradou?
Ser bondoso é saber perdoar, é ser compreensivo e tolerante, sem ser conivente com o erro, claro.
• Será que tens inveja dela, porque te supera em certas actividades?
• Será que és um namorado orgulhoso, que achas que por seres homem já és suficientemente superior a ela?
Repara, se não admites ser ultrapassado pelo outro nas coisas boas, não amas de verdade; pois quando se ama queremos que o outro seja melhor do que nós.
• Serás tu arrogante, que te achas superior ao outro e que queres sempre impor a tua vontade?
• Até que ponto permites que a presunção te domine, achando-te o “bom”, o “fixe”?
A arrogância e a prepotência, impedem o caminho do amor e do crescimento do casal.
• Será que és escandaloso, provocador, fomentando tentações e partir para a chantagem emocional, para conseguires o que queres?
A impureza, a luxúria, a chantagem, são as formas mais desordenadas do amor. São a linguagem dos fracos, dos vazios de razões e de ideais de vida.
• Será que és egoísta no teu namoro e ela tem que fazer tudo o que tu queres, doutra forma, “amuas” e ficas mal-humorado?
• Será que és daqueles que se irrita por qualquer coisa que ela faz que não está ao teu gosto?
• Serás dos que perdem o controle, só porque ela chegou 15 minutos atrasada ou olhou para uma rapariga que passava por ali?
O amor não se irrita, não ofende, não grita, não guarda rancor, não é ciumento, …
O mal não é discutir, mas é o não perdoar; o não quebrar o silêncio mortal para manter o diálogo.

 

 

 
Os meus pais precisam de saber do meu namoro? Imprimir e-mail

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Os meus pais precisam de saber do meu namoro? 
Honrar o segredo do filho e orientá-lo

Chega um momento em que os nossos filhos começam a trilhar os seus próprios caminhos. Ainda que tenham 20, 30 ou 40 anos, serão eternamente crianças para os pais. Embora, já possam fazer as suas próprias escolhas, continuam a ser motivo de zelo e preocupações. Certamente, muitas questões habitarão os pensamentos dos progenitores quando perceberem que os seus “pequenos” estão envolvidos em experiências sentimentais.
Os comportamentos vividos nos dias actuais são bem diferentes dos de 30 ou 40 anos atrás. Actualmente, outro tipo de relacionamento ganhou um espaço intermediário entre a amizade e o namoro. Para os mais velhos era conhecido como “amizade colorida”, para os nossos adolescentes seria o “ficar”. Renovou-se a denominação, mas, continua a atitude caracterizada pela falta de compromisso na vivência de um ‘pseudo-namoro’.
Algumas pessoas, quando se vêem sozinhas ou talvez experimentando certo tipo de carência afectiva, permitem-se envolver com a superficialidade de um relacionamento sem vínculos, um "namoro instantâneo", "sazonal" ou noutros casos um namoro que não consegue aprofundar as suas raízes. A ausência do vínculo, talvez, a falta de responsabilidade e a valorização dos sentimentos, por parte dos "namorados" ou "ficantes", certamente, preocuparão aqueles que têm a experiência de vislumbrar o que os mais novos não conseguem enxergar, podendo ser para estes a ajuda perfeita para o melhor discernimento.
É natural do nosso ser partilhar as coisas que nos acontecem – sejam elas boas ou más – com aqueles que amamos. Se o que se vive no coração traz alegria ou apreensão, por que não dividir tal sentimento com os pais? Infelizmente, algumas pessoas não cresceram experimentando a vantagem de dividir com os pais as suas dúvidas e crises; e outros, que já as viveram, podem estar a afastar-se de tal riqueza...
Os pais, na sua sabedoria, perceberão a necessidade de acolher dos filhos "o sagrado" apresentado na conversa como um segredo de confissão. Longe de uma formalidade ou um hábito mantido por gerações, a vantagem deste diálogo está em beneficiar os filhos, com o apoio e direccionamento incondicional dos pais, que não hesitarão em oferecer todas as suas experiências vividas anteriormente a eles. Estes não terão a confiança diminuída, tampouco, as suas vidas serão controladas com “mão de ferro” simplesmente pelo facto de os pais tomarem conhecimento daquilo que os afligem. Entretanto, se o segredo do filho, exposto na conversa, for revelado comprometerá a credibilidade e a confiança depositada naquele que poderia ser a ajuda.
Assim, para o filho é necessária a coragem de partilhar os seus sentimentos. E para o pai, por sua vez, o compromisso de honrar o segredo do filho e orientá-lo.

 

 

 
Quando o namoro chega ao fim Imprimir e-mail

Nenhuma relação poderá ser mantida por apenas uma das partes

A novidade dos primeiros momentos de namoro traz à vida um colorido diferente, um estímulo que nem a distância, nem as condições atmosféricas, por piores que possam parecer, poderiam fazer que os enamorados adiassem um encontro.
Para os casais mais românticos, trocas de cartões apaixonados, flores e, ultimamente, as "mensagens" por meio dos telemóveis, continuamente "explodem", enchendo os corações dos apaixonados com mensagens de amor.
Após algum tempo, muitas vezes, lentamente, o romantismo, que se esperava durar por toda a vida, vai perdendo o empenho e a força. O desinteresse nos compromissos é justificado por "desculpas", entre outras coisas, que originalmente não faziam parte do relacionamento. Há a impressão de que a relação parece estar a ser sustentada apenas por um dos namorados. As evidências apontam para caminhos que talvez o mais apaixonado dos dois não gostaria de assumir... Seja pelo longo tempo de convivência ou seja pela insistência em acreditar que ainda poderá haver o desejo de uma mudança concreta de comportamento do outro.
A cumplicidade nos objectivos comuns é a base de todo o relacionamento sadio.
Cumplicidade esta que, acredito eu, repousa na predisposição às mudanças em razão da felicidade de quem amamos. Por que alguém haveria de insistir no namoro se não existe a mesma cumplicidade e empenho por parte do outro em manter o compromisso?
Acredito que nenhuma relação poderá ser mantida por muito tempo apenas por uma das partes. Por outro lado, o término de um relacionamento, normalmente acontece somente por um dos namorados. Com isso, aquele(a) que ainda se sente apaixonado(a), como que tomado por uma cegueira, poderá buscar uma reaproximação, mesmo sabendo que estava a ser parcialmente correspondido(a) nos seus anseios. Será uma situação de difícil "digestão", a qual apenas ferirá a auto-estima de quem foi abandonado. Assim, será necessário um tempo para recompor as suas emoções e até mesmo para avaliar o que foi vivido.
Nas nossas convivências pessoais, aprendemos a acolher e a assimilar situações que antes poderíamos pensar não ser capazes de administrar; entretanto, estas experiências nos farão mais maduros e seguros. Mesmo que este processo possa ser doloroso, tudo será útil e nos servirá de parâmetros de avaliação sobre as qualidades e interesses desejados para um futuro relacionamento, assim como, nos ensinará a ponderar sobre o nosso próprio comportamento e expectativas dentro da convivência numa vida a dois.
Ainda que tu estejas meio atordoado(a) pelo sentimento ferido devido ao rompimento, a retomada das actividades simples de entretenimento e a convivência com amigos sempre serão importantes, pois do contrário, o fechar-se e o medo do mundo tendem a levar-te a situações mais delicadas e de desânimo.
O nosso crescimento pessoal faz-se de experiências e nem sempre o mundo nos poupará de viver somente as mais agradáveis.

 

 

 
Namoro em Deus, receita certa Imprimir e-mail

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 Namoro em Deus, receita certa

O Paulo e a Lisete namoram há 2 anos e estão noivos. Deram o seu testemunho falando da experiência de um 'namoro em Deus', “namoro a três”.

Nós queremos começar com a Palavra de Deus, com a Palavra em II Pedro 1, 3:
‘O poder divino deu-nos tudo o que contribui para a vida e a piedade, fazendo-nos conhecer aquele que nos chamou por sua glória e sua virtude’.

Esta palavra Deus no-la deu quando rezávamos para estar a falar-vos hoje. Ela diz da nossa essência. Nós cremos firmemente que Deus tem um caminho de Santidade específico para Tu trilhares, assim como tem para cada um de nós.
Para Ti Deus também tem este caminho. Já o descobriste?
Na nossa vida Deus está em primeiro lugar! Não há concorrência!
A quem é que nós amamos mais? A quem é que nós amamos em primeiro lugar?
Ninguém pode ocupar o lugar de Deus nas nossas vidas.
‘Namoro em Deus, receita certa’. Sim, a receita certa é colocar Deus em primeiro lugar. É uma experiência que não é fácil, mas é uma linda experiência.
E tudo o que fazemos na nossa vida deve levar-nos à nossa santificação.
Quanto mais transparência entre nós, mais pureza há entre nós também.
Este princípio da transparência ajuda-nos também a vivermos a castidade.
Rezemos para Deus nos ajudar a viver a castidade. Que Deus derrame sobre nós o Espírito Santo!

 

 

 
A minha filha apaixonou-se, e agora? Imprimir e-mail

Num piscar de olhos, as nossas crianças transformaram-se em adultos. As conversas na cozinha já não são sobre os "casos" da escola, ou do trabalho, mas dos interesses e das atenções que "determinada pessoa" exerce sobre as nossas "crianças". Basta apenas encontrarem-se com o "felizardo" que todo o ar existente na atmosfera parece desaparecer.
Depois de se enfrentar uma verdadeira bateria de “provas de espera” e orações, felizmente tem-se definido aquele com quem se gostaria de viver a experiência do namoro!
Pensando ter acertado na escolha, esbarra-se noutro detalhe "nevrálgico": a apresentação à família. Nestes momentos, muitos perguntam-se: "Os meus pais precisam de saber que namoro?
Longe de uma formalidade ou da prática de um hábito, queremos a bênção dos nossos pais em tudo o que empreendemos, buscando a parceria e o apoio daqueles que sempre estiveram ao nosso lado e nos ajudaram.
Nessa altura, os pais já perceberam que o seu "bebé" cresceu...
Certamente, muitas questões habitam a mente dos progenitores, tais como: "E se a aparência do pretendente ou o seu modo de se vestir não vier ao encontro das nossas expectativas?" "Qual será a sua verdadeira intenção?" Será que ele trabalha?" "É uma pessoa responsável?" "E quanto à sua espiritualidade e idoneidade?"
"Ele manifesta zelo e preocupação para com o nosso 'tesouro'?"
Estas e muitas outras considerações, acredito que sejam tão delicadas para o filho enamorado recebê-las, como para os pais apaixonados avaliarem.
Por outro lado, se os filhos investirem na auto-afirmação, poderão colocar em risco a liberdade de viver o momento de namoro. E vivê-lo às escondidas não traria benefício algum.
Por mais ciumentos que nós, pais, possamos ser, vale a pena acreditar na educação investida nos nossos filhos. Uma “ditadura paternalista” pode colocar em risco a cumplicidade existente entre pais e filhos. Mesmo percebendo que o nosso coração de "pai coruja" possa sofrer com as decepções dos enamorados, precisaremos deixar que os nossos “tesouros” exercitem a responsabilidade conquistada, valorizando os princípios familiares impressos nas suas vidas.
Vale a pena considerar que as grandes e acertadas decisões se conquistam a partir da partilha e da transparência sincera entre as partes envolvidas.

 

 

 
Eles estão a crescer... e agora? Imprimir e-mail

Imagem vazia padrão Eles estão a crescer... e agora?

 Quando o meu filho mais velho chegou contou que na festa de aniversário do Paulinho, o Henrique finalmente arranjou coragem e pediu a Bruna em namoro, pensei: "Eles estão a crescer, e agora?" O meu filho continuou a conversa animadíssimo: "Mãe, o Henrique respirou fundo, olhou para a Bruna e disse: 'Bruna, eu amo-te!'" Eu pensei: "Como?! Como assim, ama?"
Perguntei-lhe rapidamente:
— "Tu queres dizer que estar juntos, brincar no recreio ou teclar pela Internet é uma maneira de amar, não é isso filho?"
— "É... eu acho que é", respondeu ele.
Namorar é conhecer a pessoa, é gostar de estar perto, de dançar e dar boas gargalhadas juntos. Fomos criados para formar uma família, para vivermos em comunidade. O namoro é o relacionamento que nos faz descobrir se somos parecidos e gostamos das mesmas coisas e, a partir das descobertas, dar um passo para o compromisso definitivo, isto é, o casamento. "Casamento é o namoro que deu certo". O que fazer para dar certo o namoro? Os jovens e adolescentes que crescem sem respeitar as etapas da vida, que não recebem em casa uma formação sobre os valores dos sentimentos, a importância do respeito para com o próximo, acabam por se perder muito mais do que aqueles que são criados num ambiente onde existe o diálogo, respeito e confiança.
Muitos acham bizarro falar de "namoro santo", de esperar o casamento para se relacionar sexualmente. Eles acreditam que isto é coisa do século passado, que hoje em dia é normal o relacionamento sexual durante o namoro, que assim é mais fácil saber se vai dar certo ou não o casamento.
Se a jovem, para provar que ama, precisa de violentar a sua intimidade e os seus sentimentos, a relação já está condenada a não dar certo! Se o jovem, para mostrar que é homem e que ama, precisa de propor o relacionamento sexual à namorada como prova de amor, a sentença deste relacionamento também já está concluída: insegurança e desconfiança para sempre!

Os nossos jovens precisam depressa de resgatar os valores morais, amar o sagrado, fazer a diferença num mundo onde reina o materialismo, onde o sentimento é descartável e as pessoas são expostas como um "pedaço de carne" num mercado sem valor e vulgar!
Achas difícil educar o teu filho, a tua filha para que sejam homens e mulheres novos? Eu também acho! Claro que não é fácil. Enquanto eu alimento os meus filhos com "o mel e a farinha" que fazem crescer o ser humano em estatura, sabedoria e graça diante dos olhos de Deus, ensinando-os a apreciar as qualidades das pessoas, a cumprir um compromisso e a ser fiel; o mundo oferece o "alimento envenenado e podre", que é a luxúria, o poder, o ter, o banal e o passageiro, o ficar sem nenhuma responsabilidade. Mas, nada me vai impedir de tentar fazer com que os meus filhos cresçam sendo respeitados e respeitando os sentimentos das pessoas. Que eles vivam muito bem cada etapa dos seus preciosos dias.
Quero, através do diálogo e da oração, vivenciar cada experiência nova com eles, alegrar-me e até perder o sono se for preciso, pensando naquela noite em que o meu filho de 9 anos dançou pela primeira vez.

Jesus, eu consagro os meus filhos ao Teu Sagrado Coração! Eu confio em Vós!

 

 

 
O que é o pré-namoro? Imprimir e-mail

O QUE É O PRÉ-NAMORO?

O pré-namoro não tem nada a ver com o trocar beijos e abraços, durante semanas ou meses, sem assumir um compromisso sério entre as partes nem entre os seus amigos. Também não é ter um amigo que te seja mais especial que os outros, embora tu o consideres somente amigo; só que ele acaba por se apaixonar por ti. Então, para não perder a amizade ou por proposta dele, vós combinais discernir o que fazer por meio de um pré-namoro. Mas isso só vai servir para desgastar a amizade.

Para que haja um pré-namoro, é necessário que as duas pessoas se sintam apaixonadas uma pela outra e declarem essa paixão. Mas, em vez de iniciar imediatamente um namoro, o casal faz um acordo e esperam para adentrar num “nível” maior de diálogo e convívio. Um diz ao outro os seus sentimentos e vê se é recíproco. Se o for, daí propõem este caminho.

Acredita! Tu podes ter uma amizade com uma pessoa há muito tempo, mas quando começar a sugir uma atração recíproca, o nível de cumplicidade e envolvimento aumentará. Sabendo que se gostam, as conversas aprofundam-se e as coisas que fazem juntos têm maior significado.

Mas para quê tudo isto? Não basta o sentimento! Quem de nós nunca foi enganado pelas próprias emoções, pelo menos uma vez na vida? Ninguém quer começar um relacionamento que pode não dar certo. Se as diferenças forem muito grandes e os planos desiguais demais? E se a pessoa for diferente de tudo o que viste até agora? Para diminuir estas dúvidas é que se trilha o pré-namoro, pois ele ajuda a saber se o sentimento é só “fogo de palha”, algo vindo das carências, ou se é algo que pode perdurar e se transformar em namoro.

Como agir no pré-namoro? O que fazer com a outra pessoa e o que dizer às famílias e aos amigos?

Como ainda não é namoro, então o casal mantém o que é próprio de amigos e não de namorados.

Eles conversam, conversam muito. Continuam a encontrar-se, a sair juntos, exatamente para se conhecerem mais, para falarem dos seus sentimentos, das impressões que têm um do outro.

Conhece a história de vida do teu amado, ajuda-o nos seus afazeres no dia a dia, percebe as reações dele, a sua índole, o seu temperamento e caráter. Assim, o casal passa pela fase da pura paixão e até se decepciona um com o outro. Isto dá-lhes mais condições de decidir não só sobre o sentimento, mas também racionalmente. Será mesmo que compensa namorar com ele?

Ah, vós podeis frequentar a casa um do outro e dizer aos familiares: “Estou a gostar e a pensar em namorar com esta pessoa, mas preferimos conhecer-nos melhor”.

Quanto tempo deve durar o pré-namoro? É relativo o tempo que cada casal pode viver esta experiência. Uns combinam um determinado número de meses, seja quatro ou cinco, por exemplo; outros simplesmente começam a pré-namorar até sentirem que dá para namorar ou não.

O importante é chegarem à conclusão de que conseguem tomar uma decisão, mesmo tendo algumas decepções um com o outro devido a tudo o que conheceram, seja de bom ou ruim.

E é necessário mesmo trilhar o pré-namoro? Algumas pessoas, ao lerem este artigo, vão se questionar: “Se um declara ao outro os seus sentimentos, eles vão aguentar continuar a sair sem nenhuma demostração de afeto como namorados? Não acho que seja preciso esta privação”.

Não, não é obrigatório! Não é uma nova lei de namoro cristão. Aliás, se, por exemplo, a menina propuser o pré-namoro ao rapaz e ele achar desnecessário, que ele se sinta livre para dizer que não quer pré-namorar; e ela também seja livre para acolher a opção dele ou não.

O pré-namoro é somente uma forma de proteger o sagrado que há em ti. A verdadeira prova de amor é aquela que mostra o sacrifício próprio pelo amado, sem pedir que ele dê de si.

 
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Além de namorados, amigos

Os namorados precisam, antes e acima de tudo, de ser amigos, grandes amigos

Os namorados precisam do amor puro um do outro, precisam, antes e acima de tudo, de ser amigos, grandes e verdadeiros amigos, com tudo aquilo que a amizade comporta. Pena que muitas vezes não seja assim!

Namorar, namoro e namorados vem de “enamorar”. Este é um verbo interessantíssimo! Veja que a palavra é en+amor+ar.

A raiz e o centro é “amor”, e este amor está precedido da partícula grega en, que indica ação de envolver. Portanto, enamorar é envolver o outro em amor. Você entendeu? É um verbo lindo, uma palavra forte! Enamorar é envolver o outro em um amor puro e desinteressado. Namorados são aqueles que “se enamoram”, que se envolvem um ao outro nesse amor.

Há rapazes e raparigas que mudam radicalmente quando começam um verdadeiro namoro. Há namoros que conseguem verdadeiros milagres de transformação. O que nada havia conseguido antes, um namoro consegue… E a transformação acontece. Por quê?

Porque o amor verdadeiro traz em si o segredo da transformação. No namoro verdadeiro, um envolve o outro e isso muda, corrige, amadurece, faz crescer, transforma, converte e consegue verdadeiros milagres.

Preste bem atenção: o “enamorar” não pode ser apenas para o tempo de namoro e noivado; precisa adentrar no casamento. Os casados precisam ser eternos namorados, mas isso não se limita ao romantismo, pois precisa ser realidade. No casamento, os dois precisam de um contínuo envolver-se no amor.

O enamoramento que aconteceu no namoro e no noivado era apenas um ensaio, um treinamento. Entrar para o casamento é como entrar para o campo; acabou o treino e agora começa o jogo, agora é para valer, para ganhar ou ganhar! Pena que, muitas vezes, acontece justamente o contrário.

O casamento é o tempo certo, é o ambiente propício para os dois se envolverem um com o outro no amor. Por que vocês se casaram? Porque, no tempo de namoro e noivado, se envolveram tanto no amor que perceberam que não conseguiriam viver separados. Não poderiam mais estar longe um do outro. Então, uniram-se em matrimônio. Perceberam que Deus os havia escolhido um para o outro no amor e para o amor.

No dia em que vocês se casaram, começou o verdadeiro namoro de vocês; um enamoramento que exige continuidade, a certeza de que dure para sempre. Foi justamente por isso que Deus quis marcar a união de vocês com a graça do sacramento do matrimônio, a garantia da continuidade, a certeza do “para sempre”.

Também os casados precisam do amor puro um do outro. O marido precisa do amor puro da esposa e ela precisa do amor puro dele. Amor que inclui relacionamento sexual pleno, mas puro. Veja também: sexo e pureza não são contraditórios. Ao contrário, os esposos são chamados a viver um amor puro na plenitude do seu relacionamento sexual.

Marido e mulher precisam do amor puro um do outro, precisam de um contínuo enamoramento. E por que isso? Porque Deus é amor e nós fomos feitos à imagem e semelhança d’Ele.

Podemos dizer sem medo que, na Trindade, um enamora o outro, no verdadeiro sentido de enamorar, ou seja, um envolve o outro no amor. Assim, as três Pessoas se tornam uma: Pai, Filho e Espírito Santo. A vida da Trindade Santa é um contínuo enamorar-se, tão fecundo que acabou produzindo esse universo maravilhoso.

Você entendeu? É no casamento que homem e mulher se tornam fecundos à imagem e semelhança de Deus e povoam o mundo de filhos. É na família que marido, mulher e filhos se põem num contínuo treinamento de enamorar-se; nela acontece, por excelência, a imagem e a semelhança de Deus amor.

É na família que eles, envolvendo-se uns aos outros no amor, atingem a semelhança da Trindade. A família é a imagem do céu; ela pode e precisa antecipar o Céu na Terra.

 
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Namoro em Deus: é possível?

Um dia resolvemos ir a Fátima consagrar o nosso namoro a Nossa Senhora, e como estava a haver a Adoração ao Santíssimo Sacramento, fomos agradecer ao Senhor ter-nos juntado como amigos. Consagrámo-nos a Ele e pudemos experimentar na sua presença, o que é um beijo santo (sem a sedução e segundas intenções que o mundo ensina). No fim da adoração, o sentimento que tínhamos era de responsabilidade pelo que Deus nos estava a confiar com o namoro: o nosso testemunho de santidade x castidade.

Por necessidade de ofício tivemos que nos separar durante cinco meses. Cinco meses distantes um do outro, mas pudemos experimentar nesse tempo a alegria de namorar a três: eu, o Pedro e Jesus Sacramentado e foi um tempo rico porque a mão de Nossa Senhora conduzia-nos também. Os nossos sentimentos cresciam e o nosso amor criou raízes por causa da distância. Após cinco meses, o Pedro voltou e todas as vezes que nos encontramos, valorizamos estes momentos, conversando muito e rezando juntos. Respeitamo-nos e somos responsáveis um pelo outro. Conseguimos reconhecer que somos a ajuda adequada um para o outro e percebemos quanto nos completamos.

Tudo isto é graça de Deus e nós não somos a excepção. Somos a regra, ou seja: Deus quer estar à frente na concretização do estado de vida de todas as pessoas. Ele quer conduzir porque faz tudo com perfeição e na hora certa. E para sermos fiéis no casamento, é preciso a fidelidade hoje em tudo: ser casto hoje, ser santo hoje, ser comprometido hoje... e haverá frutos para colher amanhã.

 
As fases do namoro Imprimir e-mail

 

As fases do namoro  

A grande maioria das pessoas, quando imaginam um namoro, consideram como essencial para o êxito desse relacionamento o constante sentimento de paixão. Tanto para iniciar como para o manter, essa emoção é valorizada demais, como maior referência para que a pessoa oriente as suas futuras decisões em comprometer-se “para sempre” com o outro ou desligar-se dele.

Embora saibamos que o intuito do namoro é dispor-se a conhecer e amar uma pessoa especial para eternizar um compromisso com ela, outros aspectos devem pautar o relacionamento amoroso. Comumente, ouvimos de casais, que resolveram terminar o namoro, os comentários: “O amor acabou!”, “Incompatibilidade de génios!”, “Não era para ser!”, “Tantas diferenças tornaram impossível continuarmos”.

Tudo isto porque, depois de um tempo, as emoções do início diminuem e não vemos a chance de, a partir daí, incluir, no relacionamento, as dimensões mais elevadas como a disposição da vontade e da doação ao outro.

Por que é que as pessoas se vêem tão atraídas por alguém, e em vez de conseguirem cultivar cada vez mais o que de bonito havia nos seus corações, terminam por colher decepção? O que faz o amor acabar? O que torna tão pesado lidarmos com as diferenças?

É certo que não existe uma “fórmula do amor” ou uma cartilha de como fazer. Talvez por isso, ficamos tão atrelados e norteados somente pelos sentimentos.

Felizmente, o ser humano tem vocação ao amor e por isso é capacitado para superar, a dois, as dificuldades para se realizarem. Só que isto não acontece de imediato, mas por uma gradualidade. É processual. Vamos aprendendo a amar a outra pessoa, por isso podemos pensar nessa caminhada em estágios.

A primeira fase é a do “sentimento”. A segunda fase será do “conhecer”. Terceira fase: “decisão”. A quarta fase será a de “unir os corações”. E a última fase é o “noivado”.

Mas, não basta saber da existência das fases, é preciso aprofundar, estudar, conhecer o significado de cada uma delas e analisar mediante estes conceitos. Só assim, envolvendo-se e comprometendo-se com aquilo que comporta um namoro virtuoso é que estas etapas indicarão um caminho, um roteiro, de como atingir e superar cada nível. Por estas fases poderemos identificar manias e erros mais comuns em namoros, além de possíveis falhas no seu último relacionamento, principalmente, tu te perceberás capaz de ultrapassar barreiras, verás que pelo respeito e amor é possível vencer os desafios do casal e transformá-los em decisão e felicidade.

 
Casamento: estou preparado para dar este passo? Imprimir e-mail

Casamento: estou preparado para dar este passo?  

Alguns critérios ajudam-nos a discernir se estamos preparados para dar um passo para o casamento

Faltando pouco tempo para o meu casamento, pergunto-me: existe hora certa para se casar?

Uma decisão como esta trata-se de algo sem volta, algo para sempre, que muda a tua história e te lança numa dimensão de eternidade. Não pode ser, então, uma escolha indecisa; é necessário um profundo discernimento e é urgente parar para pensar: é a hora?

Mas que critérios devem ser utilizados para se firmar em tal postura? Quais os parâmetros para se decidir para sempre? É possível fazer este compromisso definitivo?

Antes de dar sequência a este assunto, primeiro, precisamos de entender os níveis pelos quais o amor humano passa até ser, de facto, um amor cristão de esposo para esposa. Sem isto, não se tem critérios para dizer “é a hora”!

Baseados na Doutrina Católica, podemos dizer: a hora certa para se casar é quando se tem a disposição para morrer, quando se possui um amor desinteressado e se tem a capacidade de dar a vida.

Mas, “disposição para morrer”? Como assim? Se me quero casar, é para ser uma questão de vida, não de morte! Primeiro e grande erro.

Primeiro critério para casar é ter disposição de morrer. Morrer para uma vida de solteiro, morrer para uma vida de egoísmo, para uma visão só; mas também é abrir-se para uma visão do mundo a dois. Quem se casa sem a disposição para morrer pode, no casamento, tornar-se “assassino” do outro, pois, em vez de morrer, pode assumir a postura de matar os sonhos e projetos, as esperanças e os desejos do outro.

Segundo critério é ter um amor desinteressado. Isto não quer dizer ter uma postura passiva, mas ter um amor que não busca o seu próprio interesse, mas que sempre está atento ao interesse do outro, o que o outro pensa, vive e sente. Sem um amor desinteressado não consigo ver o outro como sujeito, mas como objeto de satisfação dos meus interesses.

O terceiro e talvez um dos centrais, é a capacidade de dar a vida. Neste caso, é necessário pensar esta vida concreta, pensar a abertura aos filhos, o projeto de fecundidade física, mas, além de tudo, uma vida que dá a vida todos os dias, que busca o nascimento constante do homem novo. Se, no primeiro critério, a questão é a morte do homem velho, neste terceiro critério, é questão de vida, nascimento do homem novo! Quem, ao se casar, não tem vontade de ser pai e mãe, não entendeu o sentido do casamento; logo, não é hora ainda de se comprometer para sempre. O mundo carece e padece, pois faltam pais e mães de verdade.

Quando o casal chega ao noivado, há muitas coisas que precisam de ser vistas: móveis, casa, lugar para a lua-de-mel, etc. Tudo isto é lindo, mas pode-se tornar um inferno se o casal não tiver disposição, às vezes, de morrer na sua vontade sobre a cor de cozinha preta e branca, e deixar a cozinha azul e branco da esposa viver.

Se não vivo um amor desinteressado por ela, será difícil entender que o vestido de noiva diz algo essencial dos seus sonhos, e que preciso acolher as lágrimas quando ela pensar nele. Se não estou aberto à vida, posso culpá-la por já engravidar na lua-de-mel e não ter seguido à risca o método natural.

Portanto, mais do que a hora de relógio, há uma hora do coração que é preciso ser vista.

Sobretudo, e acima de tudo, abre-te a Cristo, pois só com Ele aprendes a ser noivo e esposo, e assim terás a disposição de dar a vida sempre! Ele é o modelo do noivo que dá a vida pela noiva, pois se entregou pela Sua noiva, a Igreja, e a Sua entrega foi para sempre, foi definitiva!

 
Nós já terminámos o namoro uma vez... Imprimir e-mail

O Carlos e eu namoramos há 2 anos e meio e neste tempo, muitas coisas aconteceram. Chegamos até a romper e ficamos 10 meses separados.
Quero partilhar esta parte da nossa história, pois foi aí que descobrimos que o diferente é riqueza e, que quando nos decidimos a amar na diversidade, fazemos a experiência linda de nos completar mutuamente.
A nossa história começou com um encantamento e uma admiração recíproca. Passada esta fase, começámos a sentir-nos mais próximos e já víamos o quanto éramos diferentes um do outro.
Porém, vivíamos os nossos processos de cura e já nesse início de relacionamento, nesse cultivo de um sentimento mais forte, que existia em nós, eu já percebia no Carlos alguém profundamente acolhedor, paciente e compreensivo e isto me ajudou muito.
Venho de uma história familiar muito difícil, e por isso, as resistências, as confusões e toda a dificuldade de ser amada. Mas apesar disso tudo, ele sempre esteve ao meu lado, acolhendo-me, até mesmo quando eu nem imaginava que ele fosse capaz de me compreender, ele compreendia e me amava, mostrando-se sempre determinado em me ajudar a superar os meus traumas.
Sempre falamos das nossas diferenças, apesar de tantas coisas boas que alicerçaram o nosso relacionamento no início do namoro. Mas, não demorou muito e deparamo-nos com elas e acredito que, na época, não tínhamos estrutura para manter um relacionamento e administrá-las. De modo que as coisas foram se desgastando e rompemos.
Ficamos 10 meses separados, e nesse tempo, buscamos ajuda dos amigos e fomos compreendendo as coisas que fizeram com que o nosso namoro chegasse ao término.
Percebemos, juntos, que era preciso, sobretudo, mais gratuidade no amor – precisamos dar sem esperar nada em troca, acolher o outro, de verdade, como ele é e respeitá-lo. No início do término, não tínhamos intenção nenhuma de reatar o namoro, porém à medida que íamos percebendo, de maneira muito individual, as coisas em que precisávamos de crescer, o próprio Deus foi nos conduzindo à retomada do relacionamento.
Foi, de facto, um tempo de amadurecimento de cada um como pessoa e também do próprio sentimento.
Hoje, crescemos com nossas diferenças e percebemos o quanto as nossas semelhanças são grandes e o mais lindo: descobrimos que somos iguais nas coisas que são essenciais para nós.
O nosso relacionamento é regado com muito respeito e diálogo. Conversamos muito sobre as coisas que queremos, que esperamos um do outro. É uma grande riqueza dar oportunidade ao outro de nos fazer feliz naquilo que é importante tanto para um como para o outro, sem cobranças, mas no simples desejo de ser transparente e de fazer o outro feliz.
Fizemos a experiência de perder para ganhar, e hoje, seguimos aprofundando os laços de uma amizade sincera, conhecendo sempre mais Deus que é amor, que para o amor nos criou e nos quer felizes e realizados.

 

 

 
Uma novena para o Matrimónio Imprimir e-mail

Um par de namorados escreveu esta Novena para os noivos se prepararem para o Matrimónio. A Novena teve a aprovação do Pároco dos noivos.
“Senhor Deus de nossos pais, bendigam-vos os céus, a terra, o mar, as fontes e os rios, com todas as criaturas que neles existem. Vós fizestes Adão do limo da terra, e deste-lhe Eva por companheira. Vós sabeis ó Senhor, que não é para satisfazer a minha paixão que recebo a tua (o teu) filha (o) como esposa (o), mas, unicamente com o desejo de suscitar uma posteridade pela qual o vosso Nome seja eternamente bendito”. (Tb 8,7-10). Amém!

PRIMEIRO DIA
“Está connosco o Senhor dos Exércitos, o nosso protector é o Deus de Jacob”. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”. (Sl 45,7; Rom 8,31)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos pela intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que continues a derramar as vossas graças sobre nós e continues sendo o nosso protector. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora: Ó Senhora, nossa Mãe, nós nos oferecemos a Vós e em prova da nossa devoção para convosco, nós consagramos neste dia e para sempre, os nossos olhos, os nossos ouvidos, a nossa boca, o nosso coração e inteiramente todo o nosso ser. Por que assim somos Vosso, ó incomparável Mãe, guardai-nos e defendei-nos como filhos e propriedade vossa. Amém.

SEGUNDO DIA
“Dá ouvidos ao teu pai, aquele que te gerou, e não desprezes a tua mãe quando envelhecer”. (Pr 23,22)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que sejamos dóceis com os nossos pais na sua velhice, e que nunca desprezemos os seus conselhos. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

TERCEIRO DIA
“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem”. “É com sabedoria que se constrói a casa, pela prudência ela se consolida”. (Sl 126,1; Pr 24,3)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que sejas Tu o nosso construtor e concede-nos a sabedoria para distinguir-mos entre o bem e o mal. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

QUARTO DIA
“Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. (Js 24,15b)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, para que nós, os nossos filhos e toda a nossa descendência sejamos teus eternos adoradores. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

QUINTO DIA
“Vede, os filhos são dons de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas”. (Sl 126,3)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que os filhos que de nós nascerem, se for da vossa vontade, sejam frutos do nosso amor e vossos servos. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

SEXTO DIA
“Afasta de mim a falsidade e a mentira, não me dê nem pobreza nem riqueza, concede-me o pão que me é necessário”. (Pr 30,8)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que o nosso sim seja sim, que o nosso não seja não, e que nunca nos falte o pão-nosso de cada dia. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

SÉTIMO DIA
“São os que se casam banindo Deus do seu coração e do seu pensamento, e se entregam à sua paixão como o cavalo e o burro, que não têm entendimento: sobre estes o demónio tem poder”. (Tb 6,17)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos pela intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que nunca abandonemos a vossa presença dentre nós e que o inimigo nunca tenha poder sobre nós. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

OITAVO DIA
“Somos filhos dos Santos (patriarcas) e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus. Tende piedade de nós, Senhor; tende piedade de nós e fazei que cheguemos juntos a uma ditosa velhice”. (Tb 8,5.10)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, para que nós casemos no Senhor e vivamos com Ele, até que a morte nos separe. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

NONO DIA
“Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher; e os dois formarão uma só carne. Assim, já não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu”. (Mt 19,5-6)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que nada, nem ninguém nos separe de Vós. Sejas Tu, Senhor, o nosso eterno amor. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

Oração Final – O Senhor nos abençoe e nos guarde. Amém! O Senhor nos mostre a sua face e nos conceda a sua graça. Amém! O Senhor volte o seu rosto para nós e nos dê a sua paz! Amém! (Nm 6,24-26)

 

 

 
Oração dos Noivos Imprimir e-mail

Senhor, Vós que nos escolhestes para a fundação de um lar cristão, fazei que nos preparemos bem para receber-Vos dignamente no Sacramento do Matrimónio.
Ajudai-nos a compreender a nossa grande vocação.
Ajudai-nos no esforço de nos conhecermos um ao outro
e de corrigirmos os nossos defeitos para sermos mais felizes.
Ajudai-nos a preparar juntos um lar sólido, acolhedor,
onde todos encontrem amor e paz.
Ajudai-nos a cumprir a Vossa vontade, a aceitar igualmente as alegrias e as durezas da nossa vida futura.
Guardai as nossas promessas até que a Vossa bênção nos dê um ao outro para sempre. Amém.

 
Oração a São José para se obter a pureza Imprimir e-mail

Glorioso São José, pai e protector das virgens, guarda fiel, a quem Deus confiou Jesus, a perfeita inocência, e Maria, a Virgem das virgens. Eu vos peço, por Jesus e por Maria, este duplo tesouro a Vós tão caro, com o vosso eficaz auxílio, obtende-me conservar o meu corpo isento de toda a mancha, e que, puro e casto, sirva perpetuamente a Jesus e a Maria em perfeita castidade. Amém.

 
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