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Deus é Amor

Papa Bento XVI

 
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Nesta cidade não há divórcios Imprimir e-mail

Nesta cidade não há divórcios, por que será?

A cidade de Siroki Brijeg (na Bósnia e Herzegovina), tem uma maravilhosa particularidade: ninguém se lembra que tenha existido um só divórcio, entre os seus milhares de habitantes, nem alguma família que tenha deixado a Fé católica. A população é quase toda composta por croatas, que são católicos fervorosos.

O segredo é simples: os habitantes croatas têm mantido a sua fé católica, suportando por causa disso a perseguição dos turcos durante séculos, e depois dos comunistas. A sua Fé está fortemente arraigada no conhecimento do poder salvador da Cruz de Jesus Cristo.

Este povo possui uma grande sabedoria, que vem sabendo aplicar ao Matrimónio e à Família. Eles sabem que o Matrimónio está indissoluvelmente ligado à Cruz de Cristo. O sacerdote diz-lhes: “Encontraste a tua cruz. É uma cruz para amar, levá-la contigo, uma cruz que não se tira, mas que se guarda, enterra-se na tua alma”. Quando um casal se prepara para contrair Matrimónio, não lhes dizem que encontraram a “pessoa perfeita”. Não! A Cruz representa o Amor Maior e o Crucifixo é o tesouro da casa. Quando os noivos vão à Igreja, levam o Crucifixo com eles. O sacerdote benze o Crucifixo.

Quando chega o momento de afirmar os seus votos, a noiva põe a mão direita sobre o crucifixo e o noivo põe a mão sobre a dela, de maneira que as duas mãos estão unidas à cruz. O sacerdote cobre as mãos deles com a estola, enquanto proclamam as promessas segundo o rito da Igreja: de serem fiéis um ao outro, nas alegrias e nas penas, na saúde e na enfermidade, até à morte.

Depois, os noivos não se beijam, mas ambos beijam a cruz. Se um dos dois abandona o outro, abandona a Cristo na Cruz. Depois da cerimónia, os recém-casados levam o crucifixo para casa, onde é posto num lugar de honra. Será para sempre o ponto de referência e o lugar de oração familiar.

Em tempo de dificuldades não vão ao advogado, nem ao psiquiatra, mas vão juntos diante da cruz em busca da ajuda de Jesus. Chorarão e abrirão os seus corações, pedindo perdão ao Senhor e um ao outro. E irão dormir em paz porque no seu coração receberam o consolo e o perdão do Único que tem o poder para salvar.

Ensinarão os filhos a beijar a cruz cada dia, e a não irem dormir como os pagãos sem dar graças primeiro a Jesus. Sabem que Jesus os tem nos Seus braços e não há nada a temer.

 
Como fazer para educar e criar bem os meus filhos? Imprimir e-mail

Como fazer para educar e criar bem os meus filhos? 

 

Educar os filhos é uma missão que exige compreensão e sabedoria

 

Que pai e mãe nunca falaram ou ouviram a célebre frase: “Eles não vêm com manual!” Eu sou mãe de três e já falei e ouvi, várias vezes, esta frase; ri muito, mas, hoje, penso na quantidade de manuais que recebemos, diariamente, sobre como educar os nossos filhos.

É um excesso de manuais que ensinam, de diversas formas, como educar os filhos, o que você deve ou não fazer, como eles devem ou não comportar-se, o que deve ou não ser aceite. Como se eles fossem máquinas que precisassem de ser programadas. Ou como se todos fossem tão iguais, que o mesmo manual servisse para todos, “pode confiar, não tem erro!”

Cada filho é um

Como eu disse, sou mãe de três, e cada é um de um de seu modo, mesmo com idades próximas (7, 5 e 3 anos). São educados pelos mesmos pais, seguem os mesmos princípios, mas, meu Deus, como são diferentes! E precisam de ser tratados assim, cada um com a sua didática. Somos, constantemente, bombardeados pelas redes sociais, por revistas, por pessoas que, muitas vezes, só estão interessadas no nosso dinheiro, vendendo os seus pacotes milagrosos, que transformam os nossos filhos em anjos.

Primeiro, filhos não são anjos. Eles são, a princípio, crianças que precisam de ser amadas e educadas, mas não à base de ferro e fogo. O alicerce precisa de ser o amor. Sei que não é fácil, e, aqui em casa, é uma luta diária!

O mundo vive uma fase em que tudo precisa de ser “fast”. Se não for rápido, se não for fácil, está errado. Quem sabe, então, terceirizar os nossos filhos seja a solução! Então vem a creche, a escola a tempo inteiro (faço uma ressalva, aqui, para os pais que precisam de trabalhar o dia todo para levar o sustento para os seus lares. Neste caso, a creche e a escola em tempo inteiro são fundamentais!); porém, há pais que podem passar mais tempo com os filhos, mas preferem enchê-los de atividades durante o dia, para que, ao chegarem a casa, se sintam tão cansados e não deem trabalho nenhum.

Com este excesso de manuais que temos, acabamos por nos esquecer do essencial: Deus deu-nos algo muito melhor, o instinto. Muitas vezes, nele está a resposta para os conflitos que vivemos em nossa casa. É só acalmar o nosso coração e ouvir a voz que vem a nós; normalmente, não tem erro!

É claro que há problemas como TDHA, síndrome de down, autismo… Nestes casos, a ajuda profissional para a família toda é, realmente, essencial. Mas se os filhos não apresentam nenhum destes problemas, porque não confiar naquilo que você traz de instinto, naquilo que aprendeu com os seus pais? A vida é feita de acertos e erros, e os nossos filhos precisam de ver isto, até para não acharem que tudo é perfeito e que eles não precisam de ser perfeitos. Não podemos exigir isto deles.

Passe mais tempo ao lado deles

Pare um pouco de ler os artigos que ensinam como educar os filhos e passe mais tempo com eles. Talvez, aí já esteja a solução. Com o telemóvel de lado, pergunte como foi a escola, quem são os amigos, se ele já tem sonhos. Fale do amor que sente por eles, faça um bolo juntos, dê risadas com eles, faça uma brincadeira em família, reze em família, mas não imponha nada. Aos poucos, coloque estas práticas na rotina da casa.

A única coisa que uma criança precisa é um lar e amor. Lar não é só uma casa física, tijolos e paredes, mas uma família estruturada, onde há respeito, amor, compreensão, tempo de qualidade juntos, TV desligada um pouco, para desconectar do mundo e estar em família.

Comece a observar o seu lar e ver como está sua relação com os seus filhos, onde ela pode melhorar. Lembre-se de que os filhos são a nossa herança, e precisamos de cuidar deles. Comece a dar passos em direção a eles, mesmo que não sejam pequenos, pois a reconciliação é possível, ainda dá tempo de ajustar as estruturas da casa, reconstruir os laços que, com o tempo, se foram desfazendo.

Deus abençoe você a sua família. Faça você o seu manual e nunca se esqueça de que o nosso lugar e o de nossos filhos é o Céu.

Oração pelos filhos

Sois, ó meu Deus, o Criador e o verdadeiro Pai dos meus filhos.

Das Vossas mãos os recebi como a dádiva mais preciosa e cara que me podíeis ter dado, e que a Vossa bondade conserva e mantém em meu poder, para minha consolação e ufania.

Consagrando-me devotamente ao Vosso serviço e amor, eu Vo-los consagro também, para que sempre Vos sirvam e sobre todas as coisas Vos amem.

Abençoai-os, Senhor, enquanto eu, por mim, igualmente os abençoo em Vosso sacratíssimo nome.

Não permitais que, por negligência da minha parte, venham eles a desertar, um dia, do caminho da virtude e do bem.

Velai por mim, para que eu possa velar por eles, educando-os no Vosso santo temor, em harmonia com os ditames da Vossa lei.

Fazei-os dóceis, obedientes, inimigos do pecado, para que nunca Vos ofendam, como eu tanto e tanto Vos tenho ofendido.

Colocai-os, Senhor de bondade, sob a maternal proteção de Maria Santíssima, Vossa Divina Mãe e nosso incomparável modelo, para que possam guardar sempre ilibado o formoso lírio da pureza que tanto amais.

Afastai deles as doenças, a pobreza e as riquezas perigosas.

Livrai-os, Senhor, de todas as desgraças e perigos da alma e do corpo, e concedei-lhes todas as graças que eu não sei pedir, mas que lhes são precisas, para que sejam bons filhos e católicos fervorosíssimos.

Fazei, finalmente, meu Deus, que com todos os meus filhos possa eu desfrutar, no seio do paraíso, a doce e eterna ventura que destinais aos Vossos eleitos.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Amém

 
Como falar sobre a sexualidade aos filhos? Imprimir e-mail

 

Como falar sobre a sexualidade aos nossos filhos? 

 

É preciso falar, de forma saudável, sobre sexualidade

 

Somos seres sexuados. Desde que são pequenas, falamos com as crianças sobre as suas características pessoais, como olhos pretos, castanhos ou azuis, cabelos loiros ou castanhos, mão pequena, nariz afilado, sexo feminino ou masculino e assim por diante. Então, por que não falar sobre sexualidade, isto é, sobre tudo o que envolve ser homem ou mulher?

Hoje, vemos dois extremos perigosos quanto à sexualidade infantil: por um lado, há a super-estimulação ocorrida por parte dos pais, adultos em geral e, principalmente, pela mídia; por outro, a repressão excessiva, sequela de gerações anteriores nas quais estes assuntos não estavam na pauta do dia a dia.

Educação sexual

Lidamos com a sexualidade não somente a partir do momento em que ela é falada, mas em todos os momentos da vida. Quando os pais cuidam do bebé, a maneira como se relacionam com ele, por meio da relação afetiva deles [pais], quando os papéis sociais são bem definidos e as perguntas da criança são respondidas com clareza, quando são supridas as suas necessidades emocionais e a maturidade e o desenvolvimento psicossocial deles são respeitados, a criança está a receber educação sexual.

Alguns pais, por diversos motivos, antecipam informações e disparam a falar além da necessidade da criança, gerando nela ansiedade e tensão. No entanto, o melhor a fazer é responder, de maneira simples e na linguagem dela, aquilo que perguntou. Caso ela não tenha entendido, perguntará novamente. Se há uma relação de afeto positiva e uma abertura para o diálogo na família, há um terreno fértil para que a criança se sinta à vontade para falar sobre qualquer assunto. Contudo, precisamos de saber o que é apropriado para a criança.

Refiro-me, principalmente, a programas televisivos, músicas, revistas, insinuações que estimulam comportamentos erotizados e sensuais, prejudicando o desenvolvimento dela, pois tais conteúdos podem gerar distorção na sua capacidade de sentir, interagir, conhecer e relacionar-se. Desta forma, a criança é estimulada a dar um salto para a sexualidade genital, sendo que não possui condições emocionais, biológicas nem maturidade para a compreender, despertando nela, muitas vezes, alto nível de ansiedade e depressão.

Influências externas

Insisto sobre a influência da televisão de moldar os comportamentos, principalmente das crianças e dos jovens. As crianças passam horas diante da televisão, e o que agrava a situação é que 80% da programação a que assistem é para adultos.

Esta é uma questão ampla, pois envolve todo um contexto socioeconómico e cultural pelo qual passa a sociedade moderna e em transformação como a nossa, na qual as mães saem para trabalhar e os filhos ficam sozinhos em casa.

Há também a questão da violência, que faz com que a maioria das crianças e jovens não saiam para brincar nas ruas com as outras. No entanto, não podemos parar nessas condições e cruzar os braços, como se não dependesse de nós mudarmos esta situação. Comece em sua casa, com os seus filhos. Converse com o seu esposo(a). Procure o diálogo, partilhe a sua vida, a sua história. Que Deus os abençoe nesta empreitada!

 
A minha mulher tem um novo amor Imprimir e-mail

 

A minha mulher tem um novo amor 

 

O nascimento do primeiro filho traz mudanças importantes na vida da mulher e do casal

Um primeiro olhar, as primeiras conversas, o interesse mútuo crescente que desemboca num compromisso: o namoro. Depois disto, com a bênção de Deus e a aplicação de ambos, o homem e a mulher tornam-se cada vez mais unidos, até terem a certeza de que querem viver um com o outro “até que a morte os separe”.

Celebra-se o matrimónio, um sacramento poderoso que ainda aguarda reflexões teologais à altura do que realmente significa e opera.

Nova fase na vida do casal 

Se as histórias de amor entre príncipes e princesas acabam aí, no matrimónio cristão este é o ponto de início de uma nova fase e desejo: gerar filhos.

O amor tem por característica unir, derramar-se e multiplicar-se. O fruto no ventre da esposa é um novo momento de intensa alegria para o casal, o amor está tomando a forma de um novo ser, uma perfeita síntese dos dois.

No entanto, quando a criança nasce, o marido parece ser o mesmo, ganhou um novo título de “pai” e uma cara que reflete uma alegria que não consegue colocar em palavras, mas, a mulher torna-se mãe. Não exagero. Se o homem está a tentar vestir a roupa de “pai”, a mulher (sabendo ou não como lidar com a criança) tornou-se uma mãe.

Depois de passar por isto três vezes, posso dizer que o impacto do primeiro filho é sempre maior.

Para o homem, que pode acompanhar tudo como espectador, a realidade à sua volta começa a mudar: existe um único e poderoso centro das atenções, que é o filho que chegou.

Tudo gira em torno dele, e parece até que o homem passa a ser o terceiro na hierarquia da casa, pois, depois do reizinho, os cuidados com a mãe (para que esta possa servir ao filho) passam a ser preponderantes.

O novo e exigente amor

Aí percebemos que, embora não tenhamos sido trocados por ninguém, a nossa mulher tem um novo e exigente amor.

Do ponto de vista do relacionamento familiar e do casal, é importante que o homem respeite este momento extraordinário que a nova mãe está a viver.

Não há como o ser masculino entender estes nove meses que a mulher passa gestando o filho, além de todas as reações e emoções que ela tem antes, durante e após o nascimento.

Pesa também, mesmo que inconscientemente, a responsabilidade dela de nutrir, proteger e ajudar a desenvolver este novo ser que nasceu, de modo que ela gasta todas as suas energias e atenções neste processo. Algo que, antes, realizava sem quase nenhuma dificuldade durante a gestação.

A mulher, ao se tornar mãe, precisa do apoio, presença e firmeza do marido ao seu lado. Não dá para serem “dois bebés” querendo atenção (um muito mais velho e temporão!) ou suportar um ser bicudo, que se está a sentir um pouco de lado e, por isso, passa a ser grosseiro e resistente.

A missão fundamental do esposo

Por outro lado, faz parte da missão própria do marido, no matrimônio cristão, ajudar a mulher a encontrar um equilíbrio na vida e na família.

Cabe ao homem servir de baliza, fornecendo base e bordas seguras para que a mulher se possa movimentar sem cair em exageros.

Assim, a atenção ao filho é primordial, mas é o marido quem ajuda a esposa a não cair em extremos de não comer, não dormir ou ficar emocionalmente instável por se preocupar demais com a criança.

A primeira febre do bebé, para algumas mães, é tão apavorante.

Com o passar dos anos, o equilíbrio entre uma educação materna, que se esforça a proteger a qualquer custo, e uma educação paterna, que exige a formação de independência, é extremamente salutar para a criança, o adolescente, o jovem e o ser humano.

Cabe também ao marido continuar o papel delicado e constante de ajudar a mulher a entender que o filho é criado para o mundo, e não para os pais; e que ela precisa, para o bem de ambos, de se ir desvencilhando deste – já não tão novo – amor, mas sempre e cada vez mais exigente.

Este novo ser continua a ser amado pela mãe, mas passará a amar e a querer unir-se com outro ser e criar uma nova família.

Ao pai fica a dica: você receberá não só uma nova e linda criaturinha no lar, o filho, mas também irá deparar-se com uma pessoa que, embora você tenha se casado com ela, é completamente diferente de tudo o que você conhecia antes, é uma nova mãe.

Ela continua a ser tão amável como sempre foi, mas trará, agora, necessidades e desejos especiais. Bem-vindo à fase dois!

 
Como ter uma boa convivência com a sogra Imprimir e-mail

 

Como ter uma boa convivência com a sogra

 

Nunca entre em competição com ela

Fala-se muito das interferências da sogra na vida conjugal, pois nem sempre as opiniões dela caem em boa hora ou são aceitas com naturalidade. Já ouvimos, muitas vezes, o ditado: “Em briga de marido e mulher, ninguém põe a colher”. Se tal advertência é válida para todos os demais parentes, muito especialmente o será para as sogras.

Uma boa convivência com a sogra

Há sogras de todos os tipos. Algumas agem como conhecedoras de todas as situações e, não contentes em apenas opinar, fazem mil e uma recomendações ao filho, criticam a educação dos netos como se fossem seus filhos. Outras chegam a intrometer-se no gosto da decoração da casa ou em outras coisas particulares do casal.

Grandes são as crises estabelecidas entre nora e sogra, especialmente quando esta insiste em querer agir como mãe não somente do filho, mas fazer as vezes de mãe também da nora. Muitas acreditam que a melhor atitude, diante de uma situação particular do casal, é fazer aquilo que elas próprias orientam.

É evidente que a experiência de vida de nossa sogra é superior à nossa, mas, assim como a vida nos foi capacitando para superarmos os obstáculos, também na vida conjugal aprenderemos a resolver outras questões; agora assumidas e resolvidas entre marido e mulher.

O problema será maior quando a mãe do esposo perder a noção de que o “seu menino” cresceu, sem respeitar o momento ou mesmo o lugar, der palpites, esquecendo que o casal agora já constitui uma nova família; e que uma nova história será contada.

Entretanto, nem sempre a sogra é a grande vilã ou a “pedra no sapato” na vida da nora. Assim como pode acontecer de sogras perderem a noção de que o filho cresceu, há também filhos que não conseguem desligar-se do cordão umbilical que os une às genitoras. Neste caso, seja por uma dependência financeira, seja por mimos ou falta de maturidade, o filho recorre ao “colo” da mãe diante de qualquer pequena dificuldade. Acostumado com os “amparos” da mãe, isso, por sua vez, abre precedentes para que a sogra também dê os seus palpites na vida do casal.

A importância da presença na casa dos pais

O facto de sermos casados não significa que devemos deixar de visitar a casa dos nossos pais ou desconsiderar as opiniões deles. Contudo, não podemos fazer dessas visitas um pretexto para apresentar um relatório das experiências e das dificuldades da vida a dois. Caso contrário, o almoço e as festas, que deveriam ser momentos de confraternização, serão aproveitados para que os parentes se “alfinetem” ou transformem o encontro em ocasião para “lavarem a roupa suja”, num território em que a nora se poderá sentir humilhada diante do assunto trazido em pauta.

É interessante considerarmos que cada família estabelece as suas próprias regras e normas, em comum acordo, entre os cônjuges. Uma vez detectado o possível problema, cabe ao casal aproveitar essa oportunidade para expor, entre si, a situação que não lhe agrada, no sentido de juntos se adequarem ao impasse. Se ele não consegue ainda separar-se da mãe, mesmo depois de casado, talvez seja um bom começo equilibrar o tempo de permanência na casa materna.

Por outro lado, a interferência da mãe do esposo na relação conjugal do filho, entre estas e outras situações citadas acima, pode ser um indicador de que comentários (os quais deveriam permanecer estritamente entre os muros da vida do casal) estejam a ser ventilados em conversas, mais para se ter o que falar do que para oferecer ajuda.

Para que as sogras possam sair das margens dos relacionamentos, basta que elas se lembrem de que os seus filhos agora têm vida própria e que os seus conselhos, quando não forem impostos, poderão ser úteis quando solicitados.

 
Ciúme: sinal de alerta nos relacionamentos Imprimir e-mail

Ciúme: sinal de alerta nos relacionamentos  

 

O ciúme mexe com as estruturas de qualquer relacionamento

Quem nunca ouviu dizer que o ciúme é o tempero do amor? Temos assistido a muitos casos nos quais este sentimento é o “fósforo aceso na pólvora”, ou seja, provoca reações inesperadas e de total descontrole. Pensando assim, ainda achas que o sentir é normal?

Tempero no amor

Factores culturais fazem-nos acreditar que o ciúme é uma prova de amor e que pequenos sacrifícios, como deixar de ir a determinados lugares ou trocar de roupa para que a pessoa amada não se chateie, são bem-vindos e são o “tempero” no amor.

A grande questão é que os tais “pequenos sacrifícios” e este “tempero” transformam-se em aprisionamentos à medida em que o tempo passa. Estar com o outro, passa, então, a não ter tanto sentido, perde a graça, e, certamente, mexe com as estruturas de qualquer relacionamento.

Do ponto de vista psicológico, é um sentimento que envolve o medo de perder o amor da pessoa amada e está diretamente relacionado com a falta de confiança no outro, sobretudo em si próprio.

Quando ele se torna exagerado, consideramos que se transforma em doença, chegando a pensamentos obsessivos. A complexidade do ciúme é grande, pois envolve pensamentos, emoções, comportamentos e reações físicas.

Insegurança

Pessoas ciumentas costumam certificar-se, frequentemente, se são queridas, se as pessoas podem dar provas de amor ou mesmo pedindo provas para que este amor seja certificado, tais como: proibir o amado de visitar um determinado lugar, usar esta ou aquela roupa, prometer que fará ou não fará uma coisa, dentre tantas outras.

Muitas vezes, coloca-se nestes pedidos, que são coisas externas, o significado do amor, que de um sentimento interior, passa a ser construído com provas externas.

Ciumentos fazem interpretações distorcidas e, geralmente, fazem isso não apenas com o seu par amoroso, mas também nas relações de amizade, trabalho, família… Eles cobram atenção, e isto vale até mesmo para o uso de objetos pessoais por outras pessoas.

Problemas psicológicos

Convém lembrar que, quando excessivo, o ciúme se torna um problema de saúde psicológica, pois a pessoa começa a ter sentimentos paranóicos, delírios de perseguição e temor imaginário de que a pessoa está a ser vítima do mundo, com muitas fantasias, imprecisões, dúvidas ligadas aos ideais supervalorizados ou delirantes.

Por vezes, a pessoa passa a ter compulsão em dirimir as suas dúvidas e, com isto, passa a invadir a privacidade do outro, abrindo a correspondências, mexendo nos bolsos, no telemóvel, nas redes sociais, fazendo um perfil falso para tentar “encontrar” provas de infidelidade e tantas outras atitudes extremistas.

Parecem atitudes tolas e até mesmo são reconhecidas pelo parceiro, mas não servem em nada para aliviar o ciúme, mas, aumentam a sensação de desconforto.

Se tu passas por esta situação, é importante que converses (diálogo, muito diálogo) bastante sobre o assunto com o teu par, procurando, juntos, as alternativas que permitam que o verdadeiro amor, baseado na confiança e na cumplicidade, possa crescer entre vocês, deixando também que Deus actue na insegurança, nos reflexos de dificuldades afetivas do passado, bem como buscar ajuda especializada quando perceber que a situação tomou uma proporção maior do que aquela que vocês podem administrar sozinhos.

 
Como ser uma boa esposa para o marido Imprimir e-mail

 

Como posso ser uma boa esposa para o meu marido? 

 

O mais bonito de ser esposa são os elos que ela constrói com o seu esposo, com os seus filhos e a sua família

É preciso que estejamos bem com nós mesmos para cultivarmos relacionamentos saudáveis. A esposa deve estar num ambiente que possa ser aceita, respeitada, valorizada e amada pela família. Um espaço que apresenta essas características é estímulo para que elas possam desenvolver bons relacionamentos com os seus cônjuges, filhos e sobrinhos, com a sua sogra, o seu genro, os seus cunhados e amigos; enfim, com as pessoas que lhes são próximas.

Refletir o papel da esposa é o mesmo que refletir: “Esposa, onde estás?”, “Marido, onde estás?”, “Filhos, onde estais?”, “Família, onde estás?”. Este é o universo que recebe, com festa, uma mulher casada. Ela, animadamente, decide conviver nesse lugar, ter filhos e formá-los; casar-se para sempre.

Com o passar do tempo, é percebido que o modelo familiar e as contingências que a cercam não permitem que a sociedade perceba a esposa como aquela que edifica a sua casa por conta da sua sabedoria. Ao contrário, meninas tornando-se esposas, esposas tornando-se meninas e novos arranjos familiares surgindo; provavelmente, por conta desta falta de correspondência entre função, habilidade, necessidade e responsabilidade em ocupar um espaço que requer todas as competências. Contudo, exige também estímulos para estar, reforço positivo para continuar.

Função da esposa

Uma das funções mais lindas da esposa é a de desenvolver um relacionamento saudável com o seu companheiro. De acordo com Roberto Shinyaschiki, no seu livro ‘A Carícia Essencial – Viva bem com as pessoas que você ama’, “alguém que vive angustiado vai criar angústia nos seus relacionamentos. Alguém que vive irritado vai criar sempre brigas ao seu redor”. Por causa dessas consequências, as esposas deverão sempre perguntar-se: “Qual é a minha função no lugar em que estou e com quem estou?” “Quem sou eu, ou como eu estou a ser como esposa?”.

A forma como eu convivo determina o modo que sou nos meus relacionamentos. Portanto, para viver bem, a esposa deverá estar bem com sigo mesma, e isso significa estar disposta a cuidar das suas carências afetivas e não permitir que se instale um comportamento de solidão dentro do seu coração.

Solidão

Complementa Shinyaschiki: “Um coração vazio é lugar para carícias negativas, que somente aumentam a dor da solidão”. Então, esposa, quem és tu? Aquela que deverá ser tratada com carícias positivas, que se sente bem ao estar ao lado do seu marido, que sempre é recebida pelos seus familiares com saudações do tipo: “Que bom que tu vieste!” A esposa que é solicitada pelo seu amado para conversar, namorar, sair, rezar e divertir-se. Tudo isto, porque a esposa, cercada de influências como esta, também proporcionará ao ambiente do seu casamento e da sua família a alegria, a tranquilidade, a oração, a solução, a festa e a boa convivência.

Que Deus afaste do teu coração o vazio que a leva à solidão, mas também a falta de vontade em continuar a ser a esposa esperada pelo seu companheiro e pelos seus filhos. Assim, o marido deverá refletir sobre o lugar que ele ocupa na vida dela e dos seus filhos. Então, esposo, esposa, filhos, onde estais?

 “Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honra aos outros mais do que a vós” (Rm 12,10). É tempo de Páscoa, vamos dar honra aos que estão na nossa família!

 
Como preparar o filho para lidar com a frustração Imprimir e-mail

 

Como preparar o seu filho para lidar com a frustração  

 

A escola da vida é uma excelente academia para treinar e lidar com a frustração

 

Num mundo de opções tão variadas, é possível preparar os nossos filhos para conviver com esta diversidade? É possível dizer ‘não’ àquilo que não é bom para eles e ensiná-los a conviver com as frustrações?  Para responder a estas perguntas precisamos, primeiro, de entender o que é frustração. É um estado que vivenciamos quando algo nos impede de realizar o nosso objeto de prazer. Na vida, sabemos que existem várias barreiras limitadoras – sejam elas sociais, psicológicas, físicas ou espirituais –, e é bom que assim seja, pois elas impedem-nos de ter comportamentos nocivos para nós e para os outros. Mas a forma de lidar com isto gera satisfação ou insatisfação.

Durante toda a nossa vida, vivemos realidades permeadas de expectativas não atendidas, tais como a falta de pessoas e de sentimentos que gostaríamos que elas tivessem ou não para connosco. Estes sentimentos podem despertar em nós emoções de raiva ou tristezas, as quais acabam por se transformar em ira ou depressão, levando os nossos filhos a pequenos ou grandes sofrimentos.

A frustração pode atacar principalmente a autoestima dos nossos filhos e levá-los a fazer escolhas erradas, tais como drogas ou relacionamentos complicados.

Como fazer para que as crianças aprendam a conviver e a trabalhar as frustrações inevitáveis? Este é um grande dilema vivenciado diariamente por muitos pais.

A escola da vida é uma excelente academia para treinarmos desde pequenos, e colocarmos limites possibilita-nos criar condicionamentos mentais, que nos vão propiciando amadurecimento e condições para lidarmos com frustrações maiores. Poder trabalhar preventivamente é um ponto importante para quem tem filhos pequenos.

Neste ponto, temos vivido uma realidade preocupante. Como a vida profissional dos pais exige que estes fiquem muito tempo fora, eles acabam por atender aos desejos dos filhos, que não deveriam, para acalmar o sentimento de culpa que sentem por causa da ausência.

Superar a frustração

A grande maioria dos pais, quando perguntados sobre o que mais querem para os seus filhos, provavelmente responderão: que sejam felizes. Para isso, esforçam-se para oferecer às crianças as melhores condições, mas, muitas vezes, perdem a oportunidade de ensinar a simplicidade da felicidade. Temos de entender que, dentro de cada um de nós, existe uma pessoa fraca e uma, forte. A pergunta que temos de nos fazer é: qual estamos a alimentar mais em nossos filhos? Ensiná-los a lidar com as emoções e os sentimentos faz parte do nosso papel de educador, a fim de que possam superar as frustrações que enfrentarão por toda a vida.

A primeira aprendizagem que focamos muito como sucesso é o que o mundo nos ensina, ou seja, criarmos condições principalmente no desenvolvimento do quociente intelectual, mas esquecemo-nos do quociente emocional e espiritual, que é a nossa capacidade de lidar com as emoções diante dos desafios diários da vida. A capacidade de transcender, abrir mãos de necessidades atendidas no presente para uma vida futura melhor.

O nosso papel é trabalhar as competências dos nossos filhos, os seus conhecimentos, as suas habilidades e, principalmente, as suas atitudes aos valores e às crenças que introjetamos neles a partir da forma como vemos o mundo. A escola pode ser parceira, mas os pais não podem passar para terceiros uma função que é inerente à sua vocação. E a vocação dos pais católicos é serem os primeiros educadores e catequistas de seus filhos.

O que podemos, então, fazer como pais para ajudar os filhos desde pequenos? Primeiro, buscar o autoconhecimento, pois quem se conhece tem mais possibilidade de se aceitar com foco na construção da autoconfiança. Pessoas que reconhecem as suas qualidades e defeitos têm mais facilidade para trabalhar comportamentos inadequados sem se sentir uma pessoa inadequada. Isto permite que ela tenha coragem de mudar quando for preciso e aceitar aquilo que ela não pode mudar.

Caminho para ajudar a lidar com a frustração

Trabalhar a paciência para que eles aprendam a esperar, fazendo com que a frustração seja menos dolorida. O diálogo é fundamental para a criança aprender a partilhar os seus sentimentos, os quais, quando falados, podem ser melhor trabalhados. Aprender a ser persistente, pois pouca coisa nós conseguimos sem que tenhamos de batalhar por elas. A vida não é o que a televisão vende, mas algo conquistado passo a passo. Como diz São Paulo, precisamos de combater o bom combate. Ter a capacidade de mudar de estado de acordo com algumas situações, controlar impulsos e aceitar as adversidades e as alegrias como parte da vida, pois o mundo não se restringe ao nosso umbigo, mas a uma coletividade.

Porém, nada disto é possível sem que os pais se lembrem de que o comportamento dos filhos é modelado por os seus exemplos; portanto, precisam ser os primeiros a reconhecer os seus próprios sentimentos e lidar com as suas frustrações diante da realidade da vida.

Lembrem-se: os nossos filhos são como folhas em branco, nas quais podemos escrever as nossas frustrações e os nossos medos ou contribuir para a aprendizagem de como lidar com as decepções e superá-las. Como numa academia, temos de começar com exercícios leves até chegar aos mais exigentes, ou seja, ajudá-los a serem adultos maduros e felizes.

 
As consequências do mau relacionamento dos pais na vida dos filhos Imprimir e-mail

 

As consequências do mau relacionamento dos pais na vida dos filhos 

 

Quando os pais se relacionam mal, isso gera consequências nos filhos, independente da idade que estes tenham

Atitudes são decisões internas que geram comportamentos, ações diante de diferentes circunstâncias. Estes comportamentos são fruto do temperamento, do ambiente que vivem e das escolhas que vão sendo feitas a partir de determinadas realidades que os pais vivem com os filhos.

Muitos problemas de comportamento são gerados no relacionamento com pessoas, tais como colegas, professores e irmãos, mas o de grande impacto é a interação com os pais.

Muitos pais, no entanto, não percebem que a forma como se relacionam um com o outro interfere na formação, no comportamento dos filhos.

Comportamentos conflituosos

Discussões entre o casal podem marcar uma criança para toda a sua vida, gerando comportamentos conflituosos ou inadequados.

A percepção dos filhos sobre o amor, o matrimónio, o companheirismo, os confrontos e divórcios, entre outras situações vivenciadas pelos pais, pode ser causa de um tumulto na vida adulta dos filhos.

As crianças, na primeira infância, ficam vulneráveis e confusas diante de um ambiente conturbado; muitas vezes, assumem a culpa pelas dificuldades do casal. Por não terem ainda muita consciência, acabam escamoteando os sentimentos.

Na idade escolar, podem apresentar problemas de relacionamento consigo e com o outro, de aproveitamento na escola e, em alguns casos, podem fugir de casa para se livrarem do ambiente conturbado ou por acharem que vão unir os pais.

Na adolescência, o impacto do mau relacionamento dos pais reflete-se no amadurecimento precoce, na vergonha, no uso de drogas por parte dos filhos e na gravidez precoce.

Filhos que não se querem casar

Muitas vezes, as brigas presenciadas na infância impedem que os filhos, na fase adulta, se queiram casar, pois o medo da situação conflituosa se repetir paralisa algumas pessoas.

Em todas as idades, quando o relacionamento do casal se deteriora, causando a separação, os filhos podem apresentar hostilidade, insegurança pela perda do amor de quem sai do lar e medo do padrasto tomar o lugar paterno.

Em casos de separação, é importante manter a presença física e emocional, pois ausência paterna é entendida como falta de amor, podendo aumentar o sentimento de culpa pela separação dos pais.

Quanto mais cedo os pais têm consciência destas consequências, melhor, porque permite que eles ensinem aos filhos a trabalharem os sentimentos diante das situações, criarem espaço para que seja partilhada e entendida a ansiedade que as brigas provocam e tentem reconstruir uma relação saudável na vida conjugal em benefício da vida atual e futura dos filhos.

Em alguns casos, torna-se necessário a contratação de um profissional para juntos entenderem as circunstâncias que acarretaram o problema de comportamento e a forma de relacionamento entre a criança e os seus pais, porque uma melhor interação contribui para romper o círculo vicioso de comportamentos negativos.

 
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A educação dos filhos e a palmada  

Desabafo de um pai:

Os filhos são educados pela fé e conquista, mesmo que hoje seja mais difícil educá-los

Uma boa educação dos filhos não se impõe com leis, muito menos com a lei das palmadas.

Quanto menos educação tem um povo, tanto mais leis criam os seus governantes, dizem os sociólogos. O que precisamos é de educar os pais, colocar o amor de Deus no coração deles e ensinar-lhes que os filhos são dons preciosos que o Senhor lhes confiou para os educar com carinho e modelá-los como preciosos diamantes. É preciso proteger a família, lutar contra toda a imoralidade que a destrói e desfigura. É assim que vamos assegurar aos filhos uma boa educação, sem violência e sem a intervenção do Estado.

O filho educa-se pela fé e pela conquista, mesmo que hoje seja mais difícil educar, porque uma inundação de “falsos valores” entra em nossa casa pela mídia. No entanto, com um trabalho dedicado e atencioso, os pais podem realizar uma boa educação. Mas, para isso, terão de “conquistar” os seus filhos, sem o que, eles não ouvirão a sua voz nem colocarão em prática os seus conselhos. Mas esta conquista não acontece com o que damos aos nossos filhos, mas com o que “somos” para eles. Temos tempo para eles? Brincamos com eles? Conversamos com eles? Ajudamo-los nas suas dificuldades? Sabemos acolher os seus amigos? Tornamos o lar um lugar agradável? Sabemos corrigi-los com delicadeza e firmeza, sem os humilhar? Sabemos descer ao seu nível de idade e sentimentos? Sabemos valorizá-los, estimulá-los e elogiá-los? Brincamos com os nossos filhos?

Um dia, quando os meus cinco filhos ainda eram adolescentes, eu li uma frase que me fez pensar muito: “Conquiste o seu filho antes que o traficante o faça”.

Antes de tudo, os filhos precisam de “ter orgulho” dos pais; sem isso, a educação poderá ficar comprometida. Se o filho tiver mais amor ao mundo do que aos pais, então, ele ouvirá mais o mundo do que os genitores. É assim que os pais “perdem” os seus filhos e já não ouvem a voz deles.

Conclui-se daí que os primeiros a serem educados são os pais, para poderem educar os filhos. André Berge, pedagogo francês, dizia que “os defeitos dos pais são os pais dos defeitos dos filhos”.

Deixar Deus de fora da educação dos filhos é um risco

Foi Deus quem nos criou, Ele nos conhece até a mais profunda e escondida fibra do nosso ser, seja no campo biológico, psicológico, racional, sensitivo ou espiritual. Por isso, querer educar os filhos sem Deus e as Suas santas leis é relegar o homem a um plano muito inferior ao que ele ocupa: o de filho de Deus, imagem e semelhança do seu Criador. Deixar Deus de fora da educação dos filhos seria algo comparável a alguém que quisesse montar uma bela e complexa máquina ou estrutura sem usar e seguir o projeto detalhado do projetista. É claro que tudo sairia errado.

Educar é uma bela e nobre missão, pela qual vale a pena gastar o tempo, o dinheiro e a vida; afinal, estamos diante da maior preciosidade da vida: os nossos filhos. Tudo será pouco em vista da educação deles. Por esta razão, não é preciso palmadas nem leis para isso.

 
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Uma carta à minha Mãe

Querida mamã:

Apesar de tu não teres querido que eu nascesse, não posso deixar de chamar-te “mamã”.

Escrevo-te do mundo de além, para te dizer que estava «muito feliz quando comecei a viver no teu seio... Eu desejava nascer, conhecer-te... e pensava que um dia seria uma criança muito alegre. Sonhei poder ir à escola e chegar a ser um homem importante... Eu acreditava que, quando se completassem os nove meses de estar juntinho ao teu coração e nascesse, todos lá em casa iriam alegrar-se com a minha chegada. Mas, tu não pensavas como eu - não é verdade, mamã?... e um dia, quando estava tão feliz a brincar no mais íntimo das tuas sagradas entranhas, senti algo muito estranho, que não saberia como explicar: algo que me fez estremecer. Senti que me tiravam a vida!... Uma faca surpreendeu-me quando eu brincava feliz e quando só desejava nascer para te amar.

Naquele momento, não compreendi quem me estava a tirar a vida... Diz-me, mãe: - Quem poderia entrar cruelmente dentro de ti e chegar onde, com tanta segurança, eu me encontrava, para me matar? Quem é que sabia que eu estava lá?... Quem foi, mamã?

Não sei o que cheguei a pensar... Perdoa-me, mas, por um momento a dúvida passou pela minha cabeça e acreditei que só tu o poderias ter feito. Perdoa-me este juízo. Como poderia eu imaginar que uma mãe fosse capaz de matar o seu filho quando, em casa, não estorvam nem o gato, nem a televisão?

Agora, mamã, sei tudo... Estou aqui, no outro mundo e um companheiro que teve a mesma sorte que eu, disse-me que sim, que foste tu... Disse-me que há mães que matam os filhos antes de nascer. Mãe, como foste capaz de matar-me?... Como foi possível que tivesses feito tal coisa contra mim? Pensavas comprar uma máquina de lavar ou um aspirador, com os gastos que talvez eu te iria causar? O mau conselho que te deram, escutaste-o, antes de ouvir o teu coração.

Como consentiste que me cortassem aos bocados e me atirassem para um balde?

Tinha tantas ilusões... tiraste-mas todas... Pensava poder vir a ser um bom engenheiro, ou um sacerdote ou um santo... Poderia ter sido um bom filho e ser um bom pai, mas, tu negaste-me tudo... Sabes uma coisa, mamã?...

Ontem estive a falar com Deus e pedi-Lhe que, por favor, me esclarecesse tudo acerca da verdade da minha morte. Ele abraçou-me, com muito carinho e disse-me muitas coisas...

As mesmas que sempre sonhei escutar dos teus lábios, quando esperava que, um dia, me embalasses nos teus braços. Disse-me que só Ele é o Senhor da vida e que ninguém tem o direito de a tirar. Olha, mamã, já me ia esquecer de que Ele me disse que terás de Lhe dar contas do que fizeste! Dos meus olhos caíram torrentes de lágrimas e de saudade.

Mamã, antes de me despedir de ti, peço-te um favor: que esta carta que te escrevo, a dês a ler às tuas amigas e futuras mães, para que não cometam o monstruoso crime que tu cometeste.

Envio-te o carinho que desejaria ter-te dado em vida... e peço-te que te arrependas daquilo que fizeste ao teu filho, que nunca nasceu.

 
Os bebés dentro do útero gostam de "ver" os rostos humanos Imprimir e-mail

Os bebés dentro do útero gostam muito de “ver” os rostos humanos

Será que eles estão tão ansiosos para conhecer os nossos rostos, como nós para vermos os deles?

No terceiro trimestre da gestação, o feto está cada vez mais consciente do mundo fora do útero. Ele consegue ouvir a voz da mãe desde a 18.ª semana da gravidez. Algumas semanas depois, ele também já vê a luz que ultrapassa as paredes do útero.

São factos que intrigaram os cientistas. Se um bebé que ainda não nasceu pode enxergar a luz, e podemos fazer um ultrassom 4D e ter uma ideia muito clara das reações do bebé, então ele seria atraído para uma configuração de luz semelhante ao rosto? Foi o que perguntaram os pesquisadores. Vincent Reid e os seus colegas da universidade britânica de Lancaster observaram 39 bebés no útero, virando a cabeça deles em direção a três pontos de luz que brilhavam através da parede uterina. A luz destinava-se a imitar um padrão de rosto rudimentar, com dois pontos acima, como os olhos, e um centralizado abaixo deles, onde seria uma boca.

Mas eles não estavam interessados somente nos pontos luminosos. Os cientistas descobriam que os bebés eram mais propensos a seguir o padrão que imitava um rosto humano. Quando os pesquisadores invertiam o formato das luzes, os bebés não reagiam.

Nós sabemos que os recém-nascidos são atraídos para os rostos humanos, embora sua visão seja muito pobre. Eles não vêem detalhes, apenas manchas escuras e leves que indicam os olhos e a boca da mãe, desde que ela não esteja muito distante. E quanto aos bebés nascidos prematuramente, eles são tão interessados em rostos quanto os bebés que atingem o período gestacional completo.

A questão, como sempre, é “por que é que isto tudo interessa?” Interessa porque todos querem saber sobre o que os bebés podem fazer dentro do útero, quanto eles sabem, etc. Mas, isso não vai transformar toda a  gente em pró-vida, já que nem a ultrassom o fez.

Ainda assim, isto é muito importante para mim. Estou sentada aqui e sentindo o meu próprio filho minúsculo,  contorcendo-se dentro de mim. Eu acho que isso importa porque diz que o bebé, a seu modo, está tão ansioso para ver o meu rosto como eu para ver o dele. Ele diz que ele se está a preparar para mim, assim como eu me estou a preparar para ele. O amor começa muito pequeno, em ações tão simples como o contacto com os olhos. E esta conexão cresce tanto que reflete o próprio amor de Deus, a própria essência de Deus. Este meu bebé já se está a preparar para se apaixonar, primeiro por mim, depois pela sua família, e espero, finalmente, por toda a família humana, especialmente por Cristo, que tem um rosto humano também.

Os seres humanos são feitos para o amor. E eu adorei saber que, mesmo antes do nascimento do meu filho, ele está a desenvolver uma atração inata para o rosto humano. É exatamente a maneira como a sua vida deve começar, uma vez que o trabalho da nossa vida inteira é gerar essa semente de amor e torná-la algo celestial.

 
Um pai escreve ao filho Imprimir e-mail

Um rei justo eleva a terra


Filho caríssimo, ensino-te em primeiro lugar que ames o Senhor teu Deus de todo o teu coração e de todas as tuas forças; sem isto não há salvação.

Filho, guarda-te de tudo o que sabes que desagrada a Deus, isto é, de todo o pecado mortal, de tal modo que prefiras ser atormentado por qualquer espécie de martírio a cometer um pecado mortal.

Além disso, se o Senhor permitir que sofras alguma tribulação, suporta-a benignamente e com ação de graças, pensando que reverterá em bem e talvez justamente a mereceste. E, se o Senhor te conceder prosperidade, deves também humildemente agradecer-Lhe precavendo-te para não te tornares pior, por vaidade ou de qualquer outra maneira, porque não deves usar dos bens de Deus para O atacar ou O ofender.

De boa vontade, sigas igualmente o ofício na Igreja, e enquanto estiveres na igreja não olhes para os lados, não digas coisas vãs, mas suplica ao Senhor com devoção.

Tem um coração compassivo para com os pobres, os miseráveis e os aflitos, e segundo as tuas posses, socorre-os e consola-os. Dá graças a Deus por todos os benefícios que te foram concedidos. Para com os súbditos sê justo, mantendo a linha da justiça, sem declinar para a direita ou a esquerda. Fica sempre mais ao lado do pobre do que do rico, até que estejas certo da verdade. Cuida com diligência que todos os teus súbditos se mantenham em justiça e paz, principalmente os eclesiásticos e os religiosos. 

Sê devoto e obediente à nossa mãe, a Igreja Romana, e ao sumo Pontífice, como pai espiritual. Empenha-te em banir das tuas terras todo o pecado, especialmente o de blasfêmia e heresia. Filho caríssimo, enfim dou-te todas as bênçãos que um pai amoroso pode transmitir ao filho, e a Santíssima Trindade e todos santos te guardem de qualquer mal. O Senhor te conceda a graça de fazer de tal modo a Sua vontade que Ele seja servido e honrado por ti, e assim, após esta vida, juntos chegaremos a vê-Lo, amá-Lo e louvá-Lo eternamente. Amém.

(Do Testamento Espiritual de São Luís da França a seu filho)

 
Carta emocionante de uma filha, para o pai que a abandonou Imprimir e-mail

Carta emocionante de uma filha, para o pai que a abandonou

No quarto da jovem, a mãe encontra uma carta com a qual a filha confronta os seus sentimentos com relação ao pai, o homem que a fez e depois a abandonou.

Ser abandonada pelo pai é algo terrivelmente doloroso e que nenhuma criança ou família deveria ter que enfrentar. Isto deixa marcas para a vida toda e é difícil lidar com os sentimentos causados por esta perda. Com é que tu te sentirias com relação a este pai que um dia simplesmente decidiu tomar outro rumo sem pensar nas pessoas que ele ia deixar para trás? No quarto desta jovem, a mãe encontra uma carta com a qual a filha confronta os seus sentimentos com relação ao pai, o homem que a fez e depois a abandonou. É difícil colocar-se no lugar desta menina:

 “Querido pai que eu nunca conheci,

Eu não sei o seu nome e eu não quero saber porque isto não tem nenhum propósito para mim. Você provavelmente está a ler isto pensando que eu vou dizer que você foi um pai terrível e que você se deveria envergonhar de como você me abandonou. Não é este o caso. O que eu estou aqui para dizer é…

Eu perdoo-te, pai.

Eu perdoo por você não ter estado lá porque isto fez-me mais forte. Quando eu era mais nova e nós tínhamos a celebração do Dia do Pai na escola, eu tinha o meu avô. Quando me perguntaram “Onde está o teu pai?”, eu disse que eu não tinha um, mas tinha a coisa mais próxima disso. Ele já tinha sido pai, antes, então ele sabia o que eu precisava de aprender. Ele ensinou-me a nunca me intimidar com nada nem ninguém. Ele mostrou-me que eu nunca deveria ser tratada como nada menos do que um ser humano.

Eu perdoo, por me afastar de você porque isto me fez encontrar novos braços para me aproximar. A minha avó ensinou-me a ser respeitável e confiável. Ensinou-me a ser sempre verdadeira com toda a gente com quem você entrar em contacto, porque mentir seria pior do que qualquer palavra que você lhes dissesse. Ela não permitia que eu fosse desrespeitosa com os outros, e se eu fosse, ela também me ensinou que a punição era algo real. E eu digo que ela não tinha medo de fazer uso dela.

Eu perdoo por não ter sido um pai porque a mãe foi capaz de limpar a sua asneira. Ela tem tido este mesmo trabalho desde o primeiro segundo em que eu nasci. Ela criou duas crianças, aguentou um emprego das 9h às 17h e sempre nos manteve. Às vezes, pode ser que nem sempre tenha sido exatamente o que ela nos quis dar, mas nós somos eternamente gratos por tudo o que ela fez por nós. Quando nós íamos de férias, ela trabalhava duro para nos levar a viajar, e ter a certeza de que nós tivéssemos os melhores dias das nossas vidas. Ela foi a todos os eventos dos quais eu participei, todos os shows, todos os concertos, e tem fotos de cada um deles. Ela sempre esteve presente em tudo e teve orgulho de mim por cada memória que eu criei.

Eu perdoo por todas estas coisas porque eu sei que sou uma pessoa melhor por isso. Eu fui para o meu primeiro dia de aula no ensino fundamental sem você, eu formei-me no ensino médio sem você, eu comecei e fui até metade da faculdade sem você. Eu estou em paz com quem eu sou e com quem eu quero ser. Agora sei que pais eu tenho como modelo para quando eu for mãe. Não te ter não definiu o meu sucesso, isso empurrou-me e me motivou para que eu fosse ainda mais bem sucedida. Não porque eu quis provar algo para você, mas porque quis provar para mim mesma. Quando eu olho ao redor, esta família que cresceu com o tempo e as pessoas que entraram e saíram da minha vida preencheram o vazio que você deixou.

Apenas lembre-se, você não me ferrou quando você foi embora, quando você deixou de estar com a mãe e quando você fugiu dos seus problemas. O meu mundo continuou sem você. Eu realmente espero que você tenha encontrado a felicidade, e eu perdoo por ter sido o homem que me fez, mas que não me quis.

Sinceramente,

A menina que você trouxe ao mundo, mas não a quis”.

 

Quando alguém nos abandona, deixemo-los ir. Tudo acontece por uma razão, e se esta pessoa não foi feita para estar ao nosso lado, deve haver uma explicação para isso. A vida é bela e esta jovem soube tirar o maior proveito dela sem o pai ter estado presente. Uma linda carta de uma mulher que perdoou algo a quem nem todos nós perdoaríamos.

 
As fases das descobertas das diferenças sexuais Imprimir e-mail
 

As fases das descobertas das diferenças sexuais  

Como podemos observar, a sexualidade está impressa no ser humano desde a sua concepção. No entanto, é aos poucos que a criança vai tomando consciência das diferenças sexuais. Isto ocorre por volta dos três anos de idade, quando ela começa a descobrir as diferenças anatómicas existentes entre o homem e a mulher, como também percebe as diferenças entre o comportamento masculino e o feminino e as suas atitudes peculiares.

O despertar para as diferenças suscita na criança a curiosidade sobre o porquê e o para quê das diferenças sexuais e, assim, começam as perguntas que desconcertam a maioria dos pais: de onde viemos, como nascemos, como fomos colocados dentro da barriga da mãe, por que é que a mãe tem seios grandes, por que é que a menina não tem pénis, entre outras perguntas.

Os pais precisam de dar educação sexual aos filhos

Muitos pais desavisados preocupam-se com tais perguntas, achando-as precoces demais, espantam-se com isto e não percebem que este não é o único assunto que interessa à criança, mas também é algo que a preocupa, visto que essa é a fase da descoberta do mundo e também da sexualidade.

O desejo de conhecer leva a criança a ficar atenta a tudo. Olha com atenção para as características dos outros quando estão nus, querem tocar para sentir a diferença (pois exploram com as mãos); assim como exploram o próprio corpo, tocando nos seus órgãos genitais, e encontram prazer nesta manipulação. E se esta for uma das únicas formas de prazer da criança, pode se tornar um vício.

Portanto, é preciso saber lidar com esta situação: tirando com delicadeza a mão da criança dos seus genitais, dizendo-lhe que pode se magoa e reafirmando a função desse órgão. Talvez o mais importante seja proporcionar à criança momentos prazerosos na companhia de outras crianças e com os pais.

Brincadeiras sexuais

É muito comum que a criança elabore e incorpore estas novas descobertas por meio de jogos e brincadeiras, podendo brincar de médico e paciente; de pai e mãe, que dormem na mesma cama e se beijam como forma de encobrir a curiosidade sexual e a exploração do corpo.

Deve-se responder a estas questões com atitudes permissivas, considerando-as com naturalidade, assim como oferecer informações adequadas à capacidade de compreensão da criança, estar atento e orientar de forma oportuna as brincadeiras, valorizar de maneira positiva as diferenças sexuais e a complementaridade homem-mulher, demonstrar afeto, respeito e amor pelo cônjuge. Todos estes cuidados permitem que a criança viva esta etapa do desenvolvimento de maneira saudável, passando por esta fase sem acarretar problemas futuros, como a repressão exagerada e a hiperexcitação. Os pais também devem proporcionar à criança o tempo necessário para que a questão da sexualidade e genitalidade volte no momento adequado, isto é, na adolescência e vida adulta.

Mara Lourenço, Psicóloga

 
Amor é laço e não nó Imprimir e-mail

Amor é laço e não nó

O teu relacionamento é "laço" ou é "nó"?

Nó em cima de nó fica emaranhado – e quem consegue desatar depois? O amor precisa de duas mãos para enlaçar, sem apertar – apenas envolver com cuidado e confiança deixando o outro à vontade, livre e abraçado num sentimento leve, sem se sentir sufocado.

É mais favorável um relacionamento laço, baseado na parceira, envolvimento, confiança e liberdade do que os “enozados”, nos quais não há individualidade, mas uma confusão mental e sentimental sem princípio e fim.

Liberdade é uma palavra que precisa de estar presente, ainda mais num relacionamento. Não confundir relação com prisão e viver a vida do outro, pois é valioso manter o seu ir e vir, as suas companhias, a sua vida em paralelo com a do parceiro. Ninguém pertence a ninguém. Casal é soma, não subtração.

Um jovem diz que não namora porque ama a sua liberdade. Ora, se relacionamento é usurpar a liberdade então fiquemos solteiros para sempre! Ninguém quer perder os seus movimentos porque prefere alguém na vida.

Respeitar o espaço do outro, deixar este humano ser, e ter isto em troca é o segredo da unidade dos casais. Parece até um paradoxo, mas é assim mesmo que funciona. De contrário, torna-se uma relação de posse, dependência, cárcere e de um jogo emocional que anda na contramão do amor.

Não há necessidade de privar o parceiro das suas atividades, dos seus hobbies e paixões. Casal que se ama e vive bem, apoia-se, incentiva e não limita. É triste ver casais que só saem juntos, não fazem nada separado, que vivem de obrigações e permissões. Isto não é parceria, é medo, é dependência emocional. É preciso bom senso e tolerância.

Dos amores laço que devem viver os relacionamentos. Se apertar muito, torna-se nó! Conhecer o tamanho da linha, aprender a desatar nós quando necessário e como enlaçar faz toda a diferença.

Sempre que escolhemos estar com alguém, esta vontade parte de uma livre escolha, portanto, é deste princípio que a relação deve ser guiada, dentro do respeito e cumplicidade. Relação é união e não fusão, e além disso não há necessidade de acorrentar almas.

A individualidade é o nosso bem precioso, perder isto é abrir mão do que somos. Assim não há encontro, não há reconhecimento do ser. Perde-se a espontaneidade, as paixões e no fim, ficam dois estranhos numa relação, mas estranhando-se. Respeitar o outro ser humano é fundamental.

Isto significa amor incondicional. Amar um ser livre, sem posse, sem dependência; pessoas que estão juntas pelos laços que as unem. Quanto mais liberdade na relação, mais presos a ela ficamos, por livre e espontânea vontade.

 
Mamã, quero morrer para ver Deus Imprimir e-mail
  “Mamã, eu quero morrer para ver Deus” 

Uma experiência que vivi com o meu filho de 5 anos 

Um dia, um dos meus filhos, de seis anos, na época com cinco, disse que queria morrer. Sim, morrer. Foi um choque muito grande para mim ouvir aquela frase… 

– “Mamã, eu quero morrer.” 

A minha reação foi querer saber o motivo que levaria uma criança de cinco anos aparentemente feliz e tranquila a desejar… morrer. Ele não quis partilhar os motivos, o que se passava naquela cabecinha, e aquele dia para mim foi um dos mais longos da minha vida, custou a passar. 

Dias depois, tomando banho, ele disse: 

– “Mamã, leva-me a um deserto?” 

– “Deserto? Por que queres ir para um deserto?” 

– “Lá há cobras, uma delas pode picar-me e então eu vou morrer, eu quero morrer, mamã, eu já te disse isso.” 

– “Se me disseres por que queres morrer e eu concordar com a tua justificativa, eu te levarei a um deserto.” 

Obviamente, nenhum motivo no mundo justificaria tamanha loucura, mas naquele momento era o meu trunfo, a minha forma de entender o que se passava na cabeça daquela criança. 

– “Jura mamã, você sabe o caminho para chegar ao deserto?” 

– “Não sei, mas a mamã coloca no GPS e com certeza nós chegaremos lá.” 

– “Promete, mamã?” 

– “Lembre-se, eu tenho que concordar” 

Então veio a resposta que eu jamais imaginaria… 

– “Quero morrer para ver Deus.” 

Os meus olhos encheram-se de água. Respirei fundo e pedi a presença do Espírito Santo para que ele me pudesse ajudar naquele momento. Em segundos, senti-me calma e então respondi: 

– “Filho, nós não precisamos de morrer para encontrar Deus.” 

– “Mas, mamã, como chegaremos ao Céu sem morrer? Ele não fica lá no Céu?” 

– “Filho, nós podemos sentir e até mesmo ver Deus daqui. Vamos terminar o banho e eu quero mostrar-te uma coisa.” 

Fomos até ao jardim e chegamos perto de uma roseira, havia um lindo botão e eu disse: 

– “Olha para este botãozinho de flor, ele vai abrir e transformar-se-á numa linda e enorme rosa. Como achas que isto acontece? Olhe o pé de pitanga, cheio de frutinhos! Deus faz com que tudo isto aconteça; então, ao vermos toda esta beleza no jardim, estamos a ver a ação de Deus. Vem aqui que eu quero-te mostrar outra coisa.” 

Abri o meu computador e mostrei uma imagem que eu gosto muito. Particularmente eu gosto muito de meditar sobre imagens, algumas fascinam-me, transmitem de uma maneira infinita. Mostrei-lhe esta imagem: 

– “Mamã, você está a ver Deus aqui? Deus não é leão e também não é uma menininha.” 

– “Vítor, tudo o que nos acalma vem de Deus. Às vezes você fica com medo de alguma coisa, não fica? Você chora e a mamã te acalma, não é? Então, nesse momento, quando eu consigo acalmar-te, é Deus que está ali, Deus está presente, eu nunca conseguiria acalmar-te sem a presença de Deus. Aqui nesta foto você seria o leão e a menininha é Deus através da mamã e Ele também te usa, sabias? 

– “Jura mamã, como?” 

– “Sabes quando a mamã chega super cansada de uma viagem?” 

– “Sei mamã, eu tiro-lhe os sapatos, você coloca os pés para cima, eu faço uma massagem.” 

– “Eu fico calminha, não fico?” 

– “Fica mamã, você até diz que o cansaço vai embora.” 

– “Então! Desta vez eu fui o leão e tu a menina, e você só me consegue acalmar com a presença de Deus! Filho, tudo o que nos traz bons sentimentos vem de Deus. Todas as nossas boas ações são nossas reações a Deus, tudo, tudinho o que é bom brota de Deus! Quando vem uma vontade de fazermos o bem, não somos nós sozinhos, mas sim nós na presença de Deus.” 

– “Percebes agora que, se tu queres ver Deus, tu não precisas de morrer? Basta prestar atenção em você e ao seu redor. Cada coisa boa da sua vida, cada contentamento, cada momento que você se sente feliz e vivo, lembre-se que estás mais do que a ver Deus, tu estás a ver e sentir a presença do Pai do Céu.” E terminei: 

– “Se fizeres isto, perceber em você estes momentos, se você fizer isto durante a vida, aqui na Terra, conquistaremos super poderes e começaremos daqui a viver a eternidade.” 

– “Eternidade mamã, viver para sempre?” 

– “Sim filho, eternidade, mas vamos deixar este assunto para outro banho.”  
 
Quero ter mais filhos, mas o meu cônjuge não quer. Imprimir e-mail
 Quero ter mais filhos, mas o meu cônjuge não quer. O que fazer?    

A Igreja ensina que o casamento tem duas finalidades principais: o bem dos cônjuges e a geração e educação dos filhos 

Sabemos que existe uma forte cultura no sentido de evitar filhos, e são muitos os motivos para isso: medo do futuro, dificuldades financeiras, falta de conhecimento da vontade de Deus sobre o matrimónio e também o egoísmo e o comodismo, uma vez que os filhos exigem dedicação e sacrifícios. 

Evidentemente, um casal só deve ter filhos de comum acordo, cientes da grandeza que significa dar a vida a um ser humano, “imagem e semelhança de Deus” (Gen 1,26) – “a glória de Deus” (Santo Irineu de Lião) –, e que, um dia, vai viver eternamente com o Senhor. Nós não somos capazes de gerar nada mais belo do que um filho. 

A Palavra de Deus diz: “Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas”. “Feliz o homem que assim encheu a sua aljava…” (Sl 126,3-5). O Catecismo da Igreja diz: “A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja vêem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais”. (Cat.§ 2373) 

O amor conjugal tende naturalmente a ser fecundo 

“A fecundidade é um dom do matrimónio, porque o amor conjugal tende naturalmente a ser fecundo. O filho não vem de fora juntar-se ao amor mútuo dos esposos; surge no próprio âmago dessa doação mútua, da qual é fruto e realização. Chamados a dar a vida, os esposos participam do poder criador e da paternidade de Deus. “Os cônjuges sabem que, no ofício de transmitir a vida e ser educador – o que deve ser considerado como missão própria deles –, são cooperadores do amor de Deus criador e como que seus intérpretes”. (n. 2366-7) 

O cônjuge que não quer ter mais filhos, quando o casal os pode ter e quando um deles quer, pode estar movido pelos sentimentos negativos citados; então, a parte que os deseja ter precisa de mostrar ao outro a vontade de Deus sobre o matrimónio. Isto deve ser feito com muito amor e carinho, mostrando ao outro o que a Igreja ensina sobre a paternidade responsável. 

Há casos em que é lícito o casal espaçar o nascimento dos filhos – não é evitar indefinidamente – quando há sérios problemas de saúde e financeiros, para que o casal recupere deles, e depois possa ter outros filhos. 

Confiança na Providência Divina 

Um casal só aceita ter todos os filhos que pode ter se agir segundo a vontade de Deus, na fé, numa vida de confiança na Providência Divina, que jamais abandona um casal na criação dos seus filhos. São Paulo repete o que disse o profeta Habacuc: “O justo vive pela fé” (Rom 1,17; Hab 2,4). E a carta aos hebreus diz: “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Heb 1,6). Portanto, quando um dos cônjuges quer ter um filho e o outro não quer, é preciso que o que quer o filho fortaleça a fé do outro e lhe mostre a vontade de Deus. O sentido mais profundo de gerar e educar os filhos é criar seres que, um dia, vão ocupar um lugar no Céu. 

Lá, não se gera mais filhos, não há casamento; só aqui na Terra. Então, Deus quer contar com a generosidade dos pais para gerar os seus filhos que, com Ele, viverão por toda a eternidade, desfrutando da Sua felicidade. Esta é uma missão sagrada e sublime do casal. Só com este sentimento um casal “aceita ter todos os filhos que Deus lhe enviar”, como prometeram a Deus no dia do casamento. 

É preciso meditar no que diz a Igreja sobre este assunto. O Papa Bento XVI disse: “Uma nação que não tem filhos é uma nação sem futuro”. É o que acontece com muitos países hoje. É triste ver a situação da Europa, do Japão e outros países envelhecidos, sem braços jovens para trabalhar e continuar a história dessas nações. 

Perigos que os métodos contraceptivos 

Na década de 60, os pesquisadores inventaram a pílula anticonceptiva. Logo em seguida, em 25 de Julho de 1968, o Papa Paulo VI escreveu a Encíclica Humanae Vitae (HV), alertando sobre os perigos que os métodos contraceptivos representavam para a humanidade. 

Já se passaram cerca de 50 anos, e o tempo mostra como o Papa Paulo VI tinha razão. Os países da Europa envelheceram; nenhum deles hoje consegue sequer repor a taxa mínima da natalidade para que a população do continente não diminua. Nenhum deles tem taxa de 2,1 filhos por mulher, o mínimo necessário para se manter a população estável. Os governantes agora multiplicam os incentivos para os casais terem filhos, mas sem sucesso. 

Isto acontece, hoje, por causa do drástico controle da natalidade facilitado pela pílula e outros métodos artificiais contraceptivos. Logo no início da referida encíclica HV, Paulo VI destacou: “O gravíssimo dever de transmitir a vida humana, pelo qual os esposos são os colaboradores livres e responsáveis de Deus Criador, foi sempre para eles fonte de grandes alegrias […]. O matrimónio e o amor conjugal estão por si mesmos ordenados para a procriação e educação dos filhos. Sem dúvida, os filhos são o dom mais excelente do matrimónio e contribuem grandemente para o bem dos pais” (n.9). 

Paternidade responsável 

Uma das advertências que o Papa colocou é que o casal deve viver a paternidade responsável, ter todos os filhos que puder criar com dignidade, sem cair na tentação do medo, do egoísmo e do comodismo de evitá-los. 

O Santo Padre insistiu que o ato sexual tem dois aspectos fundamentais e não podem ser separados: o unitivo e o procriativo. Se forem separados, haverá o uso indevido e egoísta do sexo” (n.11). 

Paulo VI lembrou também que a esterilização do homem ou da mulher fere o plano de Deus: “É de excluir de igual modo, como o Magistério da Igreja repetidamente declarou, a esterilização direta (vasectomia e laqueação), quer perpétua ou temporária, tanto do homem como da mulher” (n.14). 

Não posso ter um filho agora. Existe alguma alternativa? 

Para os casais que precisam seriamente de evitar uma gravidez por um tempo, o Pontífice recomendou “os métodos naturais” de contracepção. Um exemplo é o conhecido Método Billings, que funciona muito bem quando o casal sabe usá-lo corretamente. A sua grande vantagem é que não fere a vontade de Deus e a mulher não toma medicamentos constantemente, o que pode fazer mal à sua saúde. Além disso, assim, estabelece-se entre o casal cristão um clima de amor, compreensão e respeito de mortificação que tanto santifica. 

Somente uma reflexão profunda sobre este tema fundamental da vida pode fazer com que o casal decida, numa expressão profunda do seu amor recíproco e no amor a Deus, aceitar os filhos que Ele lhe enviar.
 
Casais que cultivam práticas religiosas são mais felizes Imprimir e-mail
 Casais que cultivam práticas religiosas são mais felizes, diz pesquisa 

O cultivo de práticas religiosas pode ser determinante na longevidade do relacionamento de um casal, contanto que as façam juntos 

A oração é um poderoso elemento de vínculo entre homem e mulher. O cultivo de práticas religiosas pode ser determinante na longevidade do relacionamento de um casal, contanto que as façam juntos. É o que diz uma pesquisa recente do Institute for Family Studies (IFS), entidade norte-americana que trabalha com pesquisas comportamentais sobre temas de família. 

Segundo o IFS, rezar unidos, lado a lado e com frequência, diz muito sobre a qualidade do relacionamento. O doutor Bradford Wilcox, um dos responsáveis pelo estudo, diz que isto se deve ao facto de que a fé partilhada é um poderoso elemento de vínculo entre homem e mulher e a oração é, tradicionalmente, a melhor forma de manter viva a experiência religiosa. “Vimos que casais que vão à igreja juntos e que, ainda mais, rezam juntos, alcançam níveis altos de qualidade do relacionamento, disse Wilcox, que é diretor do National Marriage Project, da Universidade da Virgínia, e autor de vários estudos envolvendo religião e casamento.  

De acordo com o estudo, casais que rezam juntos pelo menos uma vez por semana são 17% mais propensos a considerarem-se “muitos felizes juntos”. Wilcox diz notar também um “poder ritualístico na oração que dá sentido de comunhão ao relacionamento, de estar unidos de uma maneira mais profunda e intensa”. Para os pesquisadores trata-se de “um símbolo de comprometimento mútuo”. 

No entanto, se apenas um dos dois vai à igreja, isso não apresenta nem benefícios nem riscos para a relação, mas há grandes diferenças dependendo se é ele ou ela quem frequenta os cultos. 

Os pesquisadores perceberam que são mais felizes os casais em que ambos frequentam a igreja ou aqueles em que apenas o homem frequenta. Quando apenas a mulher vai à igreja, o grau de felicidade cai, ficando abaixo até mesmo dos casais em que nenhum dos dois frequenta a igreja. 

A sua pesquisa revelou ainda que: 

– 78% dos casais que regularmente vão à igreja juntos, consideram-se muito ou extremamente felizes. 

Os benefícios da prática religiosa regular vão ainda além do nível de satisfação com o próprio relacionamento. Os dados mostram que casais que vão regularmente à igreja, são menos propensas a ter filhos fora do casamento ou a envolverem-se em casos de infidelidade. 

As redes de amizades, comuns nesses ambientes, também contribuem para o fortalecimento de modos de vida que respeitem determinados valores morais, além de se tornarem ambientes acolhedores em momentos difíceis. Os pesquisadores dizem que casais que frequentam esses círculos de amizade são mais propensos a estar disponíveis quando alguém perde o emprego, tem problemas no casamento ou perdem um ente querido. “Isso é verdade, seja você religioso ou não. Se os seus amigos conhecem a sua esposa e os amigos dela, você tende a permanecer-lhe fiel.” 

Quanto à constatação de que casais nos quais a mulher vai sozinha à igreja são menos felizes, Wilcox tem algumas teorias. Pode ser que mulheres com dificuldades no relacionamento costumem procurar alguma igreja, então elas já estariam menos felizes antes de ir à igreja. É também possível que as mulheres que vão à igreja vejam os seus amigos indo com os seus parceiros e percebam que isso beneficia o seu relacionamento e a sua vida, o que as faz desapontar-se com a própria relação.

 

 
A reunião anual que todos os casais deveriam ter Imprimir e-mail
 A reunião anual que todos os casais deveriam ter    

 

 

Administrar o dinheiro é um tema crítico na relação dos casais. Por isso, os problemas financeiros são um fator que contribui com muitos conflitos matrimoniais.  

No dia a dia, aparecem situações financeiras difíceis e a única saída é falar serenamente com o seu marido ou a sua esposa sobre isso. A comunicação é fundamental para se chegar a um acordo que satisfaça as duas partes. Apressar-se a tomar decisões financeiras sem o consentimento do outro somente trará problemas à relação.

  Outros comportamentos errados na hora de lidar com o dinheiro no casamento são:   – A atitude déspota do cônjuge que trabalha em relação ao que fica em casa. A expressão “eu ganho o dinheiro, portanto decido como gastá-lo” é totalmente equivocada. O casamento é uma sociedade e, como tal, ambos têm o mesmo direito de decidir como gastar e como economizar dinheiro;  

 

– Desviar parte do dinheiro destinado à manutenção da casa para o uso pessoal;  

 

– A atitude machista da mulher que gasta o dinheiro que ganha somente com ela mesma, pois tem a impressão errada de que o homem é obrigado a manter a família;  

 

– Hobbies de um dos cônjuges excessivamente caros, que tiram a qualidade de vida da família ou a oportunidade de passarem férias todos juntos;  

 

– Esquecer que o cônjuge que fica em casa e que não recebe salário precisa de dinheiro para os seus gastos pessoais, sem ter que ficar a pedir  para o que trabalha. Isto pode ser muito humilhante.  

 

Conheçam-se financeiramente  

 

A unidade e a transparência no uso do dinheiro são fundamentais numa relação conjugal. O ideal é que os casais, antes do casamento, tirem um tempo para falar sobre a forma como vão administrar as suas finanças, conhecendo o que cada um possui.  Se ainda não fez isto, e acha conveniente fazê-lo, convoque uma reunião para falar sobre o tema com o seu marido ou a sua esposa. Os dois devem ter uma noção cabal do que necessitam e do que dispõem.  E façam esta reunião pelo menos uma vez ao ano e analisem com profundidade as vossas finanças. Não esperem o momento de crise para rever e planear, pois isso causa estresse e ansiedade.  

 

Os temas de discussão, nessa reunião, podem incluir tópicos como:  

 

– Documentos importantes: os dois devem saber exatamente onde estão os documentos importantes como as apólices de seguro, os testamentos, os formulários de impostos, os números das contas bancárias, informações específicas sobre investimentos e muito mais.  

 

– O orçamento doméstico: avaliem como estão a gastar o dinheiro. Se os seus gastos não coincidem com as vossas prioridades, modifiquem o orçamento doméstico para que tenham o máximo rendimento das vossas receitas.  

 

– Avaliem as vossas metas: analisem novamente as metas financeiras que foram definidas na última reunião. Perguntem se estão a conseguir atingi-las e se elas ainda fazem sentido para vós. Discutam outra meta com que gostariam de trabalhar, tanto a curto, como a longo prazo.  

 

– Analisem os pontos fracos:

Encontrem os pontos fracos da situação financeira do casal. Vós tendes muitas dívidas? Não estais seguros em relação aos vossos empregos e receitas? Não tendes entradas suficientes para cobrir os gastos? Se identificarem estas fraquezas, podem evitar dificuldades futuras.  

 

– Responsabilidades de cada um:

Dividam as tarefas financeiras. A administração do dinheiro de um casal é trabalho para os dois. A responsabilidade de lidar com as finanças é um exercício para ser partilhado. Analisem também se a divisão financeira que fizeram é prática. O sistema funciona ou uma pessoa sente-se sobrecarregada?  

 

– Contas bancárias:

Avaliem a autonomia financeira de cada um. Alguns casais preferem contas separadas e dividem as faturas que têm para pagar. Isto dá liberdade para cada um usar o seu dinheiro.

Outra opção é colocar as entradas numa conta conjunta e pagar todas as faturas a partir desta conta, e que cada um tenha a sua conta individual para gastos pessoais. Se tiverem conta conjunta, assegurem-se de comunicar cada transação realizada ao seu cônjuge.  

 

– Cartões de crédito:

Deve ser mantido pelo menos um cartão de crédito em seu próprio nome, para criar um histórico de crédito próprio, sem depender do cônjuge.  Não descuide o lado financeiro do seu lar.

Lembre-se de que isto é fundamental para uma relação saudável e baseada no amor.
 
Tenho um filho padre, sou feliz! Imprimir e-mail
TENHO UM FILHO PADRE, SOU FELIZ!

Quando o meu filho quis ser padre, eu lutei desesperadamente contra ele, eu não achava o sacerdócio uma vocação de destaque e eu esperava muito do meu filho, eu queria-o igual aos outros e não numa carreira cheias de incompreensões.

Mas ele foi mais forte do que eu e um dia recebi de suas mãos a sagrada comunhão. Depois vi muita gente mudar de vida por causa dele.

Vi um pai deixar de beber e de espancar os filhos; vi jovens chorarem de amor na Missa dele; vi outros pais desejarem um filho como ele e terem inveja de mim; vi homens mais velhos que ele a pedirem-lhe os conselhos; vi doentes morrerem felizes porque o meu filho os visitava; vi crianças pularem ao pescoço do meu filho e ele acariciá-las com pureza de verdadeiro pai; vi autoridades pedirem a sua presença e a sua ajuda em situações difíceis…e senti uma vergonha tremenda de ter antes pensado que o meu filho não deveria ser padre por não ser esta uma vocação de destaque.

Afinal foi a melhor escolha dele: o meu filho tornara-se o homem mais importante do mundo porque ensinava a amar e amava como ninguém.

Eu peço perdão a Deus e a todas as pessoas pelo que pensei e agradeço a Deus por eu ter um filho padre; eu que nem sequer o quis merecer!
 
3 poderosos sacramentais para ter em casa Imprimir e-mail
3 poderosos sacramentais para ter em casa   

 

O uso dos sacramentais é uma das práticas religiosas menos compreendidas de modo adequado pelos católicos. Embora façam parte da vida na Igreja desde o início do cristianismo, os sacramentais são vistos por muita gente, de forma errada, como uma espécie de “superstição”. Acontece que, de facto, muitos católicos, usam os sacramentais de modo supersticioso por falta de compreensão do seu verdadeiro sentido: em vez de instrumentos da graça de Deus, eles são tratados como objetos “mágicos”, coisa que não são. Os sacramentais servem para enriquecer a nossa vida espiritual, não para a prejudicar. Eles foram instituídos pela Igreja para incentivar em nós um relacionamento cada vez mais profundo com Cristo e para nos ajudar a focar na santificação de cada parte da nossa vida, inclusive nas mais singelas e quotidianas. Os sacramentais são extensões dos sete sacramentos e ajudam-nos a ver e a acolher a graça de Deus no nosso dia-a-dia. Um lugar onde os sacramentais são especialmente poderosos é o lar. Se os usarmos com espírito de fé, os sacramentais podem afastar-nos de perigos espirituais e inspirar-nos a viver uma vida santa, dedicada a Deus na prática de cada dia. Os três sacramentais que mencionamos a seguir, se forem usados ​​adequadamente, podem dar um novo impulso espiritual ao nosso lar:  

A água benta   

 

A água benta tem o duplo significado de nos lembrar o nosso batismo e simbolizar a limpeza espiritual. É usada inclusive em exorcismos: o diabo não suporta a água benta porque é inteiramente impuro, imundo para toda a eternidade. Ela evoca a água que fluiu do lado de Cristo, símbolo do batismo, e traz à mente o dia da derrota do diabo: a crucificação de Cristo para nos redimir do pecado e nos oferece a salvação. Um antigo costume era fixar recipientes com água benta em algumas paredes da casa: podiam ser simples copos de louça, em cuja água benta cada morador da casa tocava para fazer o Sinal da Cruz, acolhendo assim a bênção de Deus. Era frequente que esses recipientes simples, mas dignos, estivessem fixados perto das portas, de modo que as pessoas recorressem a eles ao saírem e voltarem a casa, ou dentro dos quartos dos membros da família, como convite a se manterem sempre puros e próximos de Deus. A água benta também ficava sempre ao alcance quando se desejava de modo especial afastar as influências do maligno.  

 

O sal abençoado   

 

Também é um antigo costume manter em casa um pequeno recipiente com sal abençoado. É preciso pedi-lo ao pároco, embora hoje em dia muitos padres não estejam muito familiarizados com esta prática. De facto, o sal abençoado é hoje um sacramental muitas vezes esquecido. Apesar disso, ele representa uma poderosa arma contra o mal, conforme o texto usado na sua bênção de acordo com o Ritual Romano: o sal abençoado é descrito como símbolo de saúde para a mente e o corpo dos que o utilizam porque tem o sentido de nos livrar da impureza e nos proteger dos ataques malignos. O próprio Cristo nos exorta, no Evangelho, a ser sal da terra e luz do mundo.  

 

O crucifixo   

 

Outro sacramental muito poderoso, e que é encontrado com mais frequência em nossas casas, é o crucifixo. Ele não apenas nos recorda o grande Amor de Deus para conosco, mas também é uma das armas principais contra os inimigos espirituais. O crucifixo é a derrota de Satanás e o sinal de tudo o que ele despreza. O recomendável é ter um crucifixo em cada parte da casa, para meditar o mais possível no imenso sacrifício que Jesus fez por nosso amor e para a nossa redenção, além de nos encorajar a ser fiéis a Deus nas horas de tentação. Lembre-se também de pedir a um sacerdote que abençoe os seus crucifixos.  

 

O escapulário  

 

 Um dos mais conhecidos sacramentais da Igreja é particularmente poderoso e inspirador: o escapulário de Nossa Senhora do Carmo. Que deve ser benzido e imposto por um sacerdote.
 
Efeitos da pornografia no matrimónio Imprimir e-mail

EFEITOS DA PORNOGRAFIA NO MATRIMÓNIO

E ESPERANÇA PARA OS ESPOSOS  

 

A perspectiva de Sam: Uma semana antes do casamento                

Uma semana antes do nosso casamento, entrei numa loja de conveniência dizendo a mim mesmo que seria a última vez que usaria pornografia. Eu usava pornografia desde a escola secundária, mas pensava que depois de casar já não “precisaria” dela: a minha noiva Beth era bonita, inteligente, atlética, preocupada com a sua fé, e era a minha melhor amiga.      

 

 

Lamentavelmente, os primeiros anos do nosso matrimónio estiveram cheios de angústia, solidão e falta de confiança devido ao facto de eu usar pornografia. Procurámos ajuda de múltiplos conselheiros e sacerdotes, mas no princípio dos anos 2000 não havia muita gente que soubesse como ajudar-nos. Pela graça de Deus encontrámos um dos melhores centros de aconselhamento nos Estados Unidos para pessoas que lutam contra o uso de pornografia. Tivemos vários anos de aconselhamento matrimonial, participámos em muitos grupos de apoio e reconstruímos a confiança e a intimidade no nosso matrimónio. Pela primeira vez na minha vida, encontrei esperança, cura e sobriedade, e o nosso matrimónio começou a curar-se.              

 

Agora sou conselheiro matrimonial e dedico-me a tratar a adição de pornografia. Conheci muitos bons católicos, tanto solteiros como casados, que se estão a libertar da pornografia. Neste artigo, Beth e eu partilharemos ideias práticas e recursos que nos ajudaram, a nós e a outros casais, a curar-nos do uso de pornografia e a ter matrimónios florescentes.                           

 

 Muitas boas pessoas lutam   

Uma das maiores mentiras que Satanás levou a crer a muitos casais católicos é que estão sós nas suas lutas contra a pornografia. Podemos surpreender-nos ao saber que muitos bons católicos e cristãos estão a lutar com este problema. Uma pesquisa do grupo Barna sobre o uso de pornografia nos Estados Unidos indicou que 37% de homens cristãos e 7% de mulheres cristãs usavam pornografia várias vezes por semana ou mais, e que 64% de homens cristãos e 15% de mulheres cristãs usavam pornografia uma vez por mês ou mais. De facto, como casal, conhecemos muitos bons homens, mulheres, professores, sacerdotes, educadores de jovens e outros que lutaram com a pornografia.                        

 

 A ciência cerebral da pornografia     

 É importante que entendamos que a pornografia afecta o cérebro, utilizando-se esporadicamente ou várias vezes por semana: ver pornografia, conjugando-a habitualmente com a masturbação, afecta directamente as vias de recompensa do cérebro, e tem-se observado que tem um efeito semelhante sobre o cérebro ao da cocaína numa pessoa viciada em drogas, ou ao do álcool numa pessoa viciada em álcool. A pornografia nunca é inofensiva.                        

 

A pornografia diminui a satisfação sexual e aumenta a infidelidade          

 Um mito comum sobre a pornografia é que melhora a intimidade sexual. Isto não é verdade. Pelo contrário, as investigações indicam que a exposição à pornografia diminui a satisfação sexual nas relações tanto nos homens como nas mulheres. Numerosos médicos afirmam que a pornografia aumenta as taxas de disfunção eréctil, incluindo em homens jovens nas faixas etárias dos vinte e trinta anos. As investigações indicam que os homens casados que usam pornografia são mais propensos a ter relações extraconjugais, sentem-se menos atraídos e estão menos interessados na intimidade sexual com as suas esposas. As investigações também indicam que as mulheres que usam pornografia são mais negativas acerca dos seus corpos e têm menos relações sexuais no seu matrimónio.                    

 

No seu trabalho de aconselhamento, Sam trabalhou com casais que viram pornografia juntos em algum momento do seu matrimónio, mas depois de algum tempo as esposas sentiram-se utilizadas e exploradas. Descobrir a forte conexão da indústria pornográfica com o tráfico de pessoas e a violência contra as mulheres foi um importante ponto de inflexão para estes casais no seu caminho de cura, porque lhes mostrou o impacto do grande alcance da pornografia.             

 

Outros impactos da pornografia no matrimónio     

A pornografia pode atingir os matrimónios com efeitos financeiros, falta de confiança e riscos de separação e divórcio. Conhecemos muitos casais que lidavam com a perda de emprego porque um dos cônjuges usava pornografia no trabalho. Lamentavelmente, também conhecemos muitos casais que não protegiam os seus filhos da pornografia, por vezes devido a lutas ou enganos no seu matrimónio sobre a pornografia. A pornografia quebra a confiança e aumenta o risco de separação e divórcio. Durante uma conferência nacional de advogados especialistas em divórcio, pouco mais de metade dos advogados indicaram que a pornografia na Internet desempenhou um papel importante nos divórcios em que haviam trabalhado durante o último ano.        

 

Apoio e traição conjugal        

Estar casado com alguém que luta com a pornografia tem um custo espiritual, emocional, físico e psicológico. É importante que os cônjuges saibam que não são a razão pela qual o seu esposo ou a sua esposa procura pornografia, contrariamente ao que se lhes possa dizer; é impossível que os cônjuges compitam com a fantasia. Os cônjuges podem sofrer de sintomas de transtorno de stress pós-traumático quando descobrem a dependência de pornografia do seu cônjuge e podem sentir uma tremenda sensação de traição. Nos casos de dependência de pornografia, quando o comportamento de um cônjuge altera seriamente a vida da família, o outro cônjuge geralmente é o que mais cuida dos filhos, das finanças e da manutenção da casa, e é quem assegura a percepção, diante da família e dos amigos, de que as coisas estão bem.                       

 

Esperança para os esposos    

Mas há esperança! Ainda que livrar-se da pornografia possa ser difícil e leve tempo, é possível. O Senhor quer curar os matrimónios que foram afectados pelo uso de pornografia de um cônjuge ou de ambos os cônjuges.                 

 

Criar limites    

Estabelecer limites claros pode ajudar as pessoas a evitar o uso de pornografia. Vários limites comuns podem ser evitar dispositivos de Internet não monitorizados, pesquisa de imagens, anúncios ilícitos, smartphones na casa-de-banho, estantes de revistas, ir a quartos de hotel sozinho, deitar-se depois do cônjuge, mentir ou ocultar informação ao cônjuge. Muitos casais acharam útil utilizar softwares de prestação de contas e de filtragem em telemóveis, tablets, computadores, etc. Os softwares de filtragem bloqueiam a maior parte da pornografia na Internet e os softwares de prestação de contas podem enviar por correio electrónico informações semanais sobre a actividade na Internet a pessoas de confiança.                         

 

Construir prestação de contas           

 Falando de prestação de contas, este é um dos factores mais importantes para que as pessoas façam progressos significativos em libertar-se da pornografia. No caso dos homens, prestar contas a outros homens de confiança é uma grande ajuda, pois a maioria dos homens católicos precisam de alento e trabalho em equipa para evitar a pornografia. As mulheres também beneficiam dos grupos de prestação de contas de mulheres que se esforçam por alcançar a pureza. Num primeiro momento pode ser necessário ter muita coragem para prestar contas a outras pessoas, mas é uma das maneiras mais eficazes de libertar-se da pornografia.          

 

 Intimidade saudável 

É possível que as esposas nem sequer se dêem conta de que durante o momento mais íntimo com o seu esposo, este possa estar a lidar com pensamentos e fantasias sobre a pornografia. Um dos nossos conselheiros recomendou-nos que mantivéssemos acesa uma pequena luz ou velas no quarto e tivéssemos contacto visual enquanto fazíamos amor. O nosso conselheiro também nos animou a afirmar-nos mutuamente e a conversarmos enquanto fazíamos amor. Também desenvolvemos uma maior intimidade emocional e espiritual no nosso matrimónio praticando com a frequência a afirmação mútua, a escuta mútua, a oração juntos e a conexão emocional mútua.      

 

Recursos católicos positivos sobre o sexo e o matrimónio 

Vários anos depois de começarmos o nosso caminho em direcção à cura do nosso matrimónio, encontrámos outra grande ajuda: os ensinamentos de S. João Paulo II sobre a Teologia do Corpo, que apresentam de maneira convincente o plano de Deus para o sexo e o matrimónio. Em lugar de uma lista negativa de regras, aprendemos nos recursos da Teologia do Corpo que o sexo no matrimónio está destinado a ser sagrado, santo, e até mesmo uma renovação dos nossos votos matrimoniais.         

 

É difícil descrever quão transformadores foram estes conceitos positivos da Teologia do Corpo para a nossa vida, e quanta mais alegria e proximidade trouxeram ao nosso matrimónio. O conceito de que o sexo está destinado a ser uma renovação dos nossos votos matrimoniais ajudou-nos a ver a intimidade sexual como algo belo e sagrado no nosso matrimónio.

Começávamos por dizer uma breve oração antes de fazer amor, agradecendo a Deus pelo nosso matrimónio e pedindo-Lhe ajuda para nos amarmos e respeitarmos. Os recursos da Teologia do Corpo levaram Sam a compreender que o oposto do amor é utilizar a outra pessoa, ajudando-o a ser mais altruísta e respeitoso na nossa relação.         

 

Rezar juntos   

Descobrimos ser muito útil dizer juntos uma breve oração diária pedindo a Deus que abençoe o nosso matrimónio e a nossa família. Recentemente começámos a rezar uma dezena do Rosário com os nossos filhos à hora de dormir, juntamente com as intenções de oração. Cada um de nós procura ler as leituras diárias da Santa Missa juntamente com outras leituras espirituais. Também temos beneficiado da confissão frequente, de irmos à Santa Missa como família, da adoração eucarística, de ouvirmos a rádio católica e música cristã, de termos um director espiritual e de estarmos associados a grupos de homens e mulheres católicos.           

 

 Honestidade e confiança       

No seu trabalho como conselheiro com esposos, Sam ouviu muitas esposas dizer que as mentiras e os enganos do seu esposo sobre o uso de pornografia são tão ou mais dolorosos que o próprio uso de pornografia. Trata-se de questões delicadas, mas a abertura e a honestidade entre os cônjuges é importante para a verdadeira cura, especialmente se houve dependência da pornografia. Pode ser muito útil para os casais receber apoio de conselheiros e sacerdotes para desenvolver honestidade e confiança nos seus matrimónios.                        

 

Aconselhamento e apoio a casais     

Os esposos que se estão a curar da pornografia frequentemente precisam de aconselhamento matrimonial para reconstruir a confiança e a comunicação nos seus matrimónios. Também os programas de enriquecimento matrimonial e os fins-de-semana para casais que estão a atravessar dificuldades nos seus matrimónios podem ser de grande ajuda para que os cônjuges aprendam a confiar novamente um no outro e a crescer no amor autêntico.       

 

Libertação da adição de pornografia             

Há diversos testes online para a adição à pornografia, como a prova de detecção de adição sexual (SAST) e a prova de detecção de sexo na Internet (ISST). Três importantes estratégias para libertar-se da adição à pornografia são participar em grupos de doze passos – semelhantes aos narcóticos anónimos –, procurar aconselhamento profissional e receber aconselhamento matrimonial. As pessoas que conseguem a sobriedade a largo prazo da adição à pornografia devem participar nas reuniões de doze passos, chamar os seus padrinhos e outros membros do grupo todos os dias, e trabalhar diligentemente com recursos de recuperação de doze passos. O aconselhamento profissional é muito importante para tratar as feridas subjacentes à pornografia e curar os matrimónios.    

 

Apoio conjugal            

Para os cônjuges que se estão a curar dos efeitos da adição à pornografia do seu esposo ou esposa, o aconselhamento profissional e os grupos de apoio a casais são incrivelmente úteis. Ter um conselheiro seguro e compreensivo com quem falar pode dar claridade e apoio durante os momentos difíceis. Os grupos de apoio a cônjuges não são lugar para que alguém se queixe do seu matrimónio, mas um lugar seguro para aprender a superar momentos difíceis com graça, fortaleza e tomada de decisões saudáveis.           

 

Conclusão

Esperamos que estes recursos dêem ânimo e esperança a outros casais que, como nós, experimentaram os efeitos danosos da pornografia. Muitos bons casais católicos estão a lutar com a pornografia, e rezamos para que encontrem ajuda, e algum dia partilhem as suas histórias de esperança e cura! Esperamos que estes conceitos e recursos ajudem os casais não só a sobreviver no seu matrimónio, mas a experimentar mais alegria, felicidade duradoura e verdadeira intimidade.    

 

Em Cristo nossa esperança,    Sam e Beth Meier         
 
Como explicar o luto às crianças Imprimir e-mail
Como explicar o luto às crianças   

 

Como explicar a uma criança que uma pessoa querida já não está entre nós? É preciso, antes de tudo, evitar que os pequenos possam sofrer um trauma.    

 

Resumidamente, pode-se afirmar que as crianças até três anos dificilmente fazem diferença entre coisas vivas e não vivas. Mas percebem bem a atmosfera e as emoções.   

 

Entre três e seis anos, a diferença entre a vida e a morte já é percebida, mas é difícil compreender o caráter definitivo da morte. Nesta idade, as crianças tendem a fazer muitas perguntas, entre elas a famosa “quando tal pessoa volta?”, como se a morte fosse um longo sonho ou umas férias.   

 

Dos seis aos nove anos, as crianças compreendem o caráter irreversível da morte, ainda que o conceito de “para sempre” seja difícil de digerir. Podem nascer sentimentos difíceis de administrar, como a insegurança, a ansiedade e, como defesa, as crianças tendem a negar a morte.   

Entre os nove e os 12 anos, os já pré-adolescentes sabem que aquilo que vive também pode morrer. No entanto, eles têm uma tendência a não solicitar muita atenção porque preferem viver sozinhos os seus desgostos e, assim, não parecerem infantis. Entretanto, pode acontecer que eles se façam “fortes”, construindo um muro entre eles e a dor, procurando esconder as suas emoções mais autênticas. Alguns conselhos práticos para quem se encontra nesta situação.   

 

1 – Falar sobre o luto de maneira gradual   

 

Nenhum pai dirá brutalmente ao filho que ele não verá mais o avô ou a tia. É bom aproximar gradualmente a criança da verdade, caso ela ainda não conheça o conceito da morte. Disse o psicoterapeuta Fulvio Scaparro ao jornal Corriere della Sera: “Deve-se explicar, portanto, que o avô foi para uma longa viagem e que não voltaremos a vê-lo por muito tempo. Isso não quer dizer que tu estejas a  mentr, mas a encarar o acontecimento da maneira e no tempo adequados. As crianças são muito práticas e perguntarão: ‘então, quem me vai levar ao parque? ’ Ao não ver mais o avô, elas habituar-se-ão à ausência. A criança crescerá e dará conta de que existem cerimónias de adeus para as pessoas queridas, os funerais” .  

 

2 – Evitar chorar na presença das crianças   

 

As crianças são condicionadas às reações dos seus familiares. “Se encontrarem em casa um ambiente de pranto e desespero, elas também vão chorar, mas não porque estão chateadas pelo facto de o avô ter morrido, mas simplesmente porque os outros choram: elas vêem o mundo com os olhos de quem cuida delas e, mesmo que tu tenhas dado as explicações de esperança, a mensagem de desespero vai prevalecer”.   

 

3 – Partilhar o sofrimento   

 

 Não se deve esconder o sofrimento; pode-se, inclusive, partilhá-lo, mas da forma adequada, porque teremos crianças na frente e elas angustiam-se ao ver que não comemos ou que andamos sempre tristes e a chorar. São sinais que se vinculam à falta de esperança. Se a criança se entristece e diz: “sinto falta do papá”, é adequado partilhar, dizendo: “eu sei, eu entendo-te e também sinto falta dele”. Também é bom falar dele e recordar alguma história engraçada que eles viveram.   

 

4 – O funeral   

 

“Em geral, as crianças podem assistir a um funeral, porque é um ritual importante para a separação. É um momento para se despedir da pessoa que elas amaram e com quem tiveram os primeiros contactos com a realidade”, sublinha o professor Fulvio Scaparro que, no entanto, adverte: “Efetivamente, se for um funeral em que são previstas cenas de desespero porque a morte foi imprevista, então é melhor deixar as crianças em casa. Se, ao contrário, é prevista uma grande tristeza, mas com atitude de compostura, sou a favor da participação dos pequenos, que podem ficar sob a responsabilidade de uma pessoa que não esteja tão envolvida no luto.”   

 

5 – Explicar que a vida continua   

 

É importante transmitir às crianças a mensagem de que a vida continua e que momentos de felicidade ainda nos esperam. Não é preciso ser brusco; as referências dos ciclos da natureza como “as folhas das árvores caem e morrem, mas a árvore continua viva,” podem ajudar. Ou, quando houver maior consciência, podemos aproveitar a morte de uma planta ou de um animal para ensinarmos gradualmente o significado da morte.   

 

6 – As lembranças sempre estarão vivas   

 

Scaparro prossegue: “O aspecto positivo a sublinhar é que não veremos mais o avô, mas as lembranças dele e os seus ensinamentos permanecerão para sempre conosco. Desta forma, ensinamos às crianças que quem morre sempre deixa algo. Falar, partilhar o sentimento de perda, ver fotos e lembrar um belo momento do avô com o filho ajudam no caminho da aceitação”.   

 

7  – Suavizar a realidade   

 

Quando assistem aos desenhos animados, as crianças estão em contacto com a morte. Às vezes, comovem-se com a morte de um personagem. Neste caso, significa que elas se estão a tornar empáticas e se comovem profundamente. Quando uma criança disser: “um dia tu também não estarás mais aqui”, ela quer informar que entendeu a realidade da vida e leva em conta que um dia os pais também se vão. Em relação aos pais, convém suavizar o tema, sem contar mentiras. Pode-se dizer algo assim: “sim, nós também vamos morrer, mas não há pressa, queremos ficar mais um pouco neste mundo”.   

 

8 – Dizer-lhes sempre a verdade  

 

 Independentemente da estratégia usada na hora de explicar a morte às crianças, o importante é não ser evasivo diante das perguntas delas. Sejam perguntas secas, diretas ou implacáveis. Os pais não devem nunca responder com frases do tipo: “tu vais entender quando fores grande”, ou “esta é uma pergunta complicada agora, um dia falaremos sobre isto”. É necessário encontrar a maneira mais condizente com o estilo de pensar e com a extrema delicadeza de oferecer respostas exaustivas aos filhos.  

 

 9 – Crianças no cemitério    Ir ao cemitério também é um gesto laico. As pessoas vão ao cemitério para manter viva a lembrança dos falecidos. Por isso, é aconselhável levar as crianças a partir dos três anos. Ir ao cemitério com a família dá a possibilidade de explicar às crianças onde o ente querido descansa, mesmo que tu digas: “neste momento, ele dorme aqui, mas está vivo conosco porque nós o mantemos vivo no pensamento e também quando o vamos visitar”.   

 

10 – Elaboração do luto   A psicóloga Francesca Broccoli explica: “cada criança encontrará o seu modo pessoal e específico para elaborar o luto. É extremamente importante preparar, acompanhar e apoiar a criança que está a enfrentar a morte de um parente”. Por quê? “Porque esta experiência representará um momento de aprendizagem fundamental e formará a base com que ela enfrentará as próximas experiências de perda durante a vida”.
 
Como ensinar as crianças que ninguém pode tocar no corpo delas Imprimir e-mail
Como ensinar as crianças que ninguém pode tocar no corpo delas   

 

 

O assunto é incómodo mas faz parte do grupo de questões que não se pode deixar de encarar   

 

 

Como saber ensinar as crianças, mesmo pequenas, a não se tornarem vítimas de abuso físico ou sexual.    Pensando nos meus filhos e nos seus, eu pesquisei a respeito do que os americanos – que dão muita importância a este assunto – trazem para ser tratado de forma inteligente. Já foi tempo em que eu achava isto exagerado, hoje concordo que é muito, muito melhor prevenir. Então vamos às dicas que eu consegui reunir:   

 

 

1- O meu corpo é meu: a criança deve entender que o corpo dela lhe pertence, que ninguém tem direito, nem por brincadeira, de tocar nela de forma que a deixe constrangida. É normal que uma criança goste e aceite beijos e abraços. Mas é preciso sinceramente evitar abraços e beijos de desconhecidos ou pouco conhecidos. Uma criança nunca deve ser obrigada a ter contacto físico com quem ela não quer.   

 

 

2 – A lista das pessoas confiáveis: a criança precisa de ter a certeza de com quem ela pode contar. Quem são estas pessoas: o pai, a mãe, a avó, a professora? Que sejam. Mas é muito importante para ela que os pais identifiquem estas pessoas deixando bem claro que a criança tem a quem recorrer, em quem ela realmente deve confiar.   

 

 

3 – Partes íntimas: ninguém toca nas minhas partes íntimas, é uma mensagem muito importante que as crianças precisam de receber. Ninguém pode pedir que eu toque as partes íntimas dela também.  Outra informação importante para as crianças é de que ninguém lhe deve mostrar fotos de partes íntimas. A criança precisa de saber que pode contar para a sua lista de pessoas confiáveis se algo do tipo acontecer.   

 

 

4 – Ninguém pode ter segredo desconfortável: a criança deve ser ensinada de que não pode ter segredo com ninguém que lhe peça para algo não ser contado e que a faça sentir mal ou incomodada com isto. Se isto vier a acontecer, ela também precisa de ser ensinada a dizer a alguém do seu grupo de pessoas confiáveis sobre esta história de segredo.   

 

 

5 – Nenhum adulto desconhecido pede ajuda à criança: esta é uma regra de ouro. Os pais devem esclarecer os filhos que um adulto desconhecido não pode pedir ajuda a uma criança (seja à porta da escola, na rua, etc.).    

 

 

Que fique bem claro na cabecinha delas: os adultos não precisam de ajuda de uma criança, isto não existe. O adulto pede ajuda a outro adulto. Com isto em mente, as crianças não duvidam em dizer não, mesmo que os pais as tenham ensinado a que elas precisam de ser gentis. Assim, se alguém as abordar desta forma, elas nunca devem seguir ou acreditar nessa pessoa.

 

Há uns anos atrás, um inspector foi visitar uma escola e, à saída, e para experimentar, ofereceu um rebuçado a uma criança. E a criança, respondeu: não quero, porque o meu pai disse que não devia aceitar NADA de pessoas desconhecidas…
 
Descobri que o meu filho rouba. E agora? Imprimir e-mail
 Descobri que o meu filho rouba. E agora?        

 

 

 

 -Como corrigir esta conduta? Que sanções aplicar?    

 

 

 

-Notar que o filho abriu a sua carteira e tirou dinheiro sem a sua permissão é uma das experiências mais desagradáveis que os pais podem viver. Como é que uma criança inocente, que brinca e ri, é capaz de fazer uma coisa dessas? A tentação de recorrer ao castigo é fulminante, além de ser compreensível, sobretudo quando se teme que, se o filho não for corrigido a tempo, pode sentir o peso menos carinhoso da justiça quando ele for adulto.    

 

 

 

-Alguns pais frustram-se, pensando onde teriam fracassado. Outros culpam-se, pensando que os filhos os enganam porque não se sentem queridos ou não têm a confiança necessária para expor as necessidades aos pais. E não é raro que a situação gera discussão entre o pai e a mãe, que tentam identificar o “culpado” do “mau exemplo”.    

 

 

 

-O primeiro passo é manter a calma     

 

 

 

-O facto de uma criança ou um adolescente roubar os pais é algo que pode acontecer por diversos motivos durante o desenvolvimento evolutivo. A criança está evoluindo no plano moral e passa por etapas diferentes, em que aprimora a sua capacidade de raciocínio e de responder pelas suas acções. Não se pode criminalizar uma criança de quatro anos que pegue em algo que não lhe pertença. Também não se pode compará-la a um adolescente que rouba os pais por rebeldia.   

 

 

 

 -A psicologia evolutiva demonstra que, até aos seis anos mais ou menos, a criança ainda não tem uma consciência muito clara sobre a moral. Mas isso também depende de cada criança, do seu caráter e da sua maturidade. Nesta etapa, os pequenos imitam comportamentos, buscando a adaptação com o ambiente e copiando os modos dos outros.    

 

 

 

-A partir dos sete anos, geralmente há um desenvolvimento cognitivo suficiente que permite uma maior consciência dos próprios atos e do valor e implicações morais dos gestos e atitudes.   

 

 

 

 -Não condenar a criança    

 

 

 

-Depois de compreender esta escala evolutiva da educação moral, é importante nunca qualificar moralmente a criança, principalmente quando ela tem pouca idade. Nunca se deve chamar a um menino “ladrão”, mas, sim, estimulá-lo a melhorar o seu comportamento, para que seja uma pessoa melhor.   

 

 

 

 -O mais importante, sempre, é a educação preventiva. Ou seja: é preciso educar nos valores do respeito e da sinceridade para que a criança tenha as motivações internas necessárias para evitar este tipo de comportamento e, sobretudo, para se sentir mais motivada a distinguir o bom comportamento dos estilos de vida negativos.      

 

 

 

 -Educar na autonomia moral    

 

 

 

-Como é que uma criança aprende os valores morais? Em princípio, por imitação. Depois, de acordo com a inteligência que vai desenvolvendo e, graças à interação com os diversos contextos sociais (escola, família e amigos), a criança vai chegando, pouco a pouco, à verdadeira autonomia moral e à capacidade de juízo pessoal.    

 

 

 

-Portanto, a chave principal para educar nos valores está, em primeiro lugar, na família: os valores devem ser vividos em casa, antes de serem verbalizados numa explicação às crianças.  Elas não têm falsidade: se virem que os seus pais têm uma relação ambígua com a honestidade em relação ao dinheiro, o filho imitará a conduta que vê, em vez de interiorizar a conversa que recebe.   

 

 

 

 -Em segundo lugar, a escola deve reforçar estes valores. Na adolescência, a crise acontece quando entra um “terceiro convidado” não esperado no menu da educação, que é o grupo de amigos. O impacto do grupo sobre os próprios comportamentos também é determinante para o futuro do adolescente.  -Portanto, o castigo deve ser proporcional à sua capacidade de autonomia moral. É preciso tratar um adolescente já como um pré-adulto: convém explicar-lhe, de maneira contundente, as implicações e consequências do ato de roubar ou furtar, inclusive no âmbito legal. Para uma criança, a explicação deve ser adaptada ao seu nível de compreensão, explicando-lhe que isto é ruim e não se faz.   

 

 

 

 -Em todos os casos, é muito importante que os castigos sejam educativos. O primeiro passo será sempre devolver o que foi roubado. Mas não é o suficiente: há que se pensar em pequenas sanções que podem ser aplicadas em casa para que as crianças e adolescentes entendam que todo o ato tem consequências.  Por exemplo, se a criança roubou uma quantidade de dinheiro, além de devolver, terá que fazer de tudo para conseguir o dinheiro roubado, para que ela entenda o prejuízo que este tipo de ação provoca nas pessoas.   

 

 

 

 -O objetivo da educação é ajudar os filhos a ser maduros, felizes, seguros de si e a ter respeito para com os outros, que é a base do bom respeito para consigo mesmo. Uma boa educação buscará sempre estimular comportamentos que possam ser imitados e admirados por todos os educadores e pessoas de bom valor.    

 

 

 

-Do que os adolescentes, que já têm um nível de inteligência completamente desenvolvido, menos precisam é de grandes sermões, mas a certeza da proximidade dos pais e a constante confirmação do afeto dele para com os filhos.   

 

 

 

 -Quando o roubo esconde outros problemas      

 

 

 

 -Quando tudo o que abordamos for suficiente e a criança ou adolescente continua a roubar, convém entrar em contato com algum psicólogo ou um especialista em educação e psicologia evolutiva, que vai analisar com mais profundidade as causas e poderá intervir de maneira eficaz.   

 

 

 

 -Normalmente, por trás de comportamentos compulsivos de roubo ou hábitos rotineiros de roubo há a necessidade de preencher vazios afetivos, baixa auto estima, necessidade de possuir o que os outros possuem, problemas de insegurança, comportamentos anti sociais ou dificuldades de adaptação social.     

 

 

 

-As mentiras, as tendências ao roubo e as atitudes de rebeldia nos adolescentes costumam ser manifestações da necessidade que eles têm de encontrar o próprio espaço e de auto realização. Eles precisam de atenção e compreensão por parte dos educadores e pais, sabendo combinar a exigência e o diálogo na difícil arte de educar.   

 

 

 

 -Diante das situações de roubo ou mentiras, é importante que os pais e educadores tenham a capacidade de dialogar para perguntar aos filhos o motivo de tais ações. Um diálogo construtivo é indispensável para estimular os filhos a adotarem valores e condutas corretas, sem se limitar ao medo das sanções e condicionamentos externos.

 

 
As mães precisam de cultivar a feminilidade nas filhas Imprimir e-mail
 As mães precisam de cultivar a feminilidade nas filhas      

O papel das mães no desenvolvimento da feminilidade das filhas

 

  Na literatura psicanalítica, a função paterna foi muito divulgada com a descrição do complexo de Édipo, entretanto, a função materna é pouco explorada na formação subjetiva da menina. Mostra-se, portanto, que o relacionamento paterno tem importância no desenvolvimento da sua feminilidade.  

 

Para entender o processo da relação mãe e filha, é muito importante a estruturação da identidade feminina. Normalmente, o relacionamento materno é a fonte do primeiro amor para a criança. Os desdobramentos deste relacionamento terão um forte impacto na formação final, porque as meninas esperam mais das mães.  

 

O relacionamento com os pais pode ajudar na estruturação da filha, mas não fornece identificação feminina, que é obtida na relação com a mãe. À medida que este relacionamento se aprofunda, permite à filha ter mais identificação com a mãe, desenvolvendo ou não a sua feminilidade.  

  

Relacionamento com a mãe

  Neste relacionamento, vivenciam-se dois momentos importantes. Primeiro, a alienação, quando a criança é totalmente dependente da mãe. Na segunda fase, a separação, o corte feito para que a criança possa experimentar outras formas de identificação além da materna.  Pode-se observar que, quando a mãe é gentil, a filha sente a força do amor materno.

Mães que clamam pelo Espírito Santo passam sabedoria no relacionamento com as filhas, não cedem a competições e rivalidades femininas. Aprendem com as antigas e repassam às filhas as habilidades de se relacionar com o sexo oposto, sem perder de vista a sua identidade feminina.

O inverso também é verdadeiro. Quantas dificuldades de relacionamento entre pessoas antigas são repassadas e atualizadas em relacionamentos de mãe e filha!  

 

Feminilidade  

 

Outro factor importante é que as mulheres têm procurado ocupar posições masculinas no mundo e adquirido posturas opostas ao que precisam de ensinar às filhas sobre feminilidade. De uma forma explícita ou ambígua, estes comportamentos têm gerado dúvidas e indefinições no processo de estruturação da identificação feminina.  

 

Na história da Bela e a Fera, o conto contempla uma menina órfã, ou seja, privada da figura materna; portanto, fragilizada na modelagem da sua feminilidade. Por outro lado, a simbiose entre mãe e filha não permite que ela consiga identificar-se como alguém externo. Tanto a falta como o exagero prejudicam a filha no cultivo da sua feminilidade.  

 

Neste mundo de excesso de atividades, que as mães possam encontrar tempo para ajudar as filhas no processo de busca da feminilidade.

 

 
A Igreja Católica permite planear o número de filhos? Imprimir e-mail
 

A Igreja Católica permite planear o número de filhos?  

  Os filhos são bênçãos de Deus  

 

 

Sobre esta temática, a primeira coisa a saber é que a Igreja não se cansa de afirmar que os filhos são dádivas de Deus. Este pressuposto ajuda para que os filhos não sejam compreendidos como um problema. No entanto, não se pode esquecer que existem alguns limites físicos, psíquicos e económicos, que põem em cheque o número de filhos que o casal pode ter. Por isso mesmo, o ensino da Igreja convida os casais para o planeamento de paternidade e maternidade responsável.  

 

 

Moral Católica  

 

 

Do ponto de vista da Moral Católica, o casal pode planear a quantidade de filhos, se for necessário, desde que para tal fim sejam usados métodos naturais. Ensina o Catecismo que, por razões justas, os esposos podem querer espaçar os nascimentos de seus filhos […] Mas é preciso ressaltar que tal desejo não seja proveniente do egoísmo, mas de acordo com a justa generosidade de uma paternidade responsável. Além disso, regularão o seu comportamento segundo os critérios objetivos da moral”. (Catecismo, n.2368).  

 

Para tal fim, uma vez que somente por meio de métodos naturais este processo é lícito, existe por parte do Magistério um incentivo para que sejam promovidos “centros com os métodos naturais de regulação da fertilidade como válida ajuda à paternidade e maternidade responsável. (…) É precisamente este respeito que torna legítimo, ao serviço da procriação responsável, o recurso aos métodos naturais de regulação da fertilidade; estes têm-se aperfeiçoado progressivamente sob o ponto de vista científico e oferecem possibilidades concretas para decisões de harmonia com os valores morais”. (Evangelium Vitae, n. 88).  Por conseguinte, a Santa Mãe Igreja ensina que “[…] os métodos de regulação da natalidade baseados na auto-observação e no recurso aos períodos infecundos estão de acordo com os critérios objetivos da moralidade, pelo facto de que eles respeitam o corpo dos esposos, animam a ternura entre eles e favorecem a educação de uma liberdade autêntica” (Catecismo, n. 2370).  

 

 

Métodos naturais  

 

 

Os métodos naturais de regulação da natalidade são os únicos aceitos pela Igreja, mas convém ressaltar que também são aceitos no meio científico. Os mais conhecidos são: o método da temperatura basal, da visualização da saliva no microscópio e o método de ovulação Billings.  

 

 

O método Billings, actualmente, é o mais usado, e quando bem observados os dias férteis juntamente com a abstinência do ato sexual nesses dias, o método possui uma altíssima eficácia. A Organização Mundial da Saúde confirma até 99% de eficiência. (CNBB, 2005, n. 84).  

 

 

A Igreja não se cansa de ensinar que os filhos são bênçãos de Deus, e não maldição. Atesta o Catecismo que os filhos são o dom mais excelente do matrimónio e constituem um benefício máximo para os próprios pais. (Catecismo, n.2378).  

 

 

Mundo infértil  

 

 

A fecundidade é um dom. “Chamados a dar a vida, os esposos participam do poder criador e da paternidade de Deus” (Catecismo, n. 2367). Isto implica em dizer que todo o projeto que articula a infecundidade e, consequentemente, o controle de natalidade, é um não ao maior dom de Deus, a vida. Deste modo, fica evidente que os métodos contraceptivos artificiais tornam o mundo “infértil”, isto é, incapaz de gerar vida.  

 

Apesar de a Igreja ser a favor do planeamento do número de filhos, deve ficar esclarecido que a pregação principal dela consiste no amor pela vida. Assim sendo, o amor pela vida deve superar todos os métodos contraceptivos. Como ela ensina, se for necessário espaçar a gravidez por motivos justos, deve-se buscar os métodos naturais e nunca os artificiais.
 
Como lidar com os filhos que estão longe Imprimir e-mail
 Como lidar com a saudade dos filhos que estão longe        

 

Saudade, sentimento tão falado e cantado em prosa e verso, que vai nascendo devagarinho no coração daqueles que amam.   

FALA UMA MÃE   

Sinto saudades de muitas coisas, situações e pessoas. Mas vou contar-lhes a minha vivência em relação à saudade de uma filha que saiu de casa para estudar.   Neste momento, passam-se flashs de situações que vivemos juntas: a gravidez tranquila, o nascimento, dor que explode em alegria, a ansiedade da mãe desajeitada dos primeiros meses, os primeiros passos, as crises de bronquite, o primeiro dia na maternidade, o nascimento da irmã, as mudanças de casa e de cidade, as brigas com a irmã, o seu carinho com os pais e avós, a primeira menstruação, as festas com os amigos, o primeiro namorado, a orientação vocacional, os estudos, a espera do resultado, o “enfim passei”, a arrumação das coisas, o dia da partida.   

Deixar ir, faz parte da vida   

Como bons pais, fomos levá-la e deixamos milhares de recomendações. Logo ao entrar no carro, para voltar para casa, olhei para trás e… ela? Pensei: tudo bem, é só por um tempo. A viagem foi calada. Creio que o pai, assim como eu, veio rezando para Deus não nos desamparar neste momento, para a proteger, e todas aquelas orações que pais que amam sabem fazer.    

Cheguei a casa e o mesmo ritmo de vida continuou, isto é, uma correria. Mas, em alguns momentos, passando pelo seu quarto, vendo uma peça de roupa sua, a falta na mesa para o almoço, encontrando-me com as suas colegas, a lembrança vinha tão forte, que parecia como um soco no estômago. Eu pensava: “Como é que ela estará? Será que comeu? Estará a dormir bem? Não ficou doente? E a rinite alérgica? Está a gostar do curso, da casa, das colegas?”    

Preocupação é diferente de saudade    

Nas conversas pelo telefone, tudo era respondido, mas, dentro de mim, ficava uma tristeza tão grande depois que desligava o telefone; então, compreendi que era saudade e que precisava de diferenciá-la das preocupações. A preocupação sempre existiu e sempre vai existir, e só é aliviada quando se tem confiança em Deus. A saudade, no entanto, deixa um buraco no coração; é como se algo faltasse e nada nem ninguém diferente dessa pessoa pudesse preencher. O lugar dela está ali e é só ela quem cabe naquele espaço.    

Compreender isto ajudou-me a lidar com a saudade, pois entendi que quem ama sofre muito mais de saudade, mas o amor que sente é maior que tudo, maior que a dor da separação e até maior que a morte. Então, se sofro por amor, este mesmo amor preenche o espaço deixado pela falta.    

Muitas vezes, eu questiono-me: “Porque deixei que ela fosse?”; então, penso que esta era a decisão certa, pois eu não poderia prender aquela que criei para ser livre, para realizar a missão a ela destinada, para ser aquilo que deve ser.     

 

Os anos passaram-se, e hoje faço um balanço: sou mais mãe, ela é mais filha, estamos mais maduras, aprendemos uma com a outra e Deus tem atendido uma oração que faço todos os dias para as minhas filhas: que elas sejam felizes!

 

 
Coisas que as crianças contam ao psicólogo mas não aos pais Imprimir e-mail
7 coisas que as crianças contam ao psicólogo – mas não aos pais   

 

 

As crianças gostariam de falar com os pais, se pudessem Lembras-te de ser criança e desejar dizer algo aos teus pais, mas ficaste com medo? Talvez haja alguma coisa que gostarias de ter contado a alguém esta semana, mas mantiveste-te guardado? Como psicólogo infantil, chego a falar com muitas crianças sobre muitas questões que elas têm medo de apresentar aos pais e desejam poder (e provavelmente devem). 

Não estou a falar sobre tentar obter algo que elas querem; estou a falar de assuntos de coração, mente e alma, e questões que influenciam as nossas vidas ao longo das gerações. São os tipos de coisas que desejaria que os meus próprios filhos me dissessem se achassem necessário. Então, em nenhuma ordem particular, aqui estão algumas coisas que ouvi de algumas crianças e que os teus filhos também podem estar a pensar:

 1.“Por que tenho que me desculpar quando o meu pai não?” 

As crianças começam a aprender certo e errado nos primeiros anos de vida, inicialmente pelo que os seus pais e outras figuras de autoridade lhes dizem. Embora os adultos mantenham um status de “pedestal” por um pouco mais de tempo depois que a moral começa a desenvolver-se, não demora muito antes que as crianças comecem a notar como nós, como pais, respondemos aos nossos erros. As crianças em idade escolar percebem se os seus pais reconhecem as suas próprias reações exageradas ou erros. Ao longo do tempo, isso não só influencia a percepção de uma criança de como os seus pais ​​estão em relação aos seus próprios erros, mas também influencia a probabilidade de uma criança ou adolescente desculpar-se.

 2.“Por que é que ele (a) [novo namorado da mamãe ou nova namorada do pai] está a morar em casa agora que o pai e mãe se separaram?” 

Fiquei impressionado com o número de vezes ao longo dos anos que os pais são rápidos em tomar decisões sobre a sua situação de vida, sem sequer mencionar este novo arranjo para os seus filhos, como se fosse sinónimo de mover uma nova cómoda no quarto. Como um pai disse uma vez, esta é uma “decisão adulta” e não cabe a eles tomar esta decisão. Sim, é uma decisão adulta, mas isto pode afetar severamente o teu filho de muitas maneiras e deve ser tratado como tal.

 3.“Eu odeio quando ele (a) fuma porque não quero que o pai e a mãe morram”. 

Quer seja comer, fumar, beber ou qualquer outro mau hábito, as crianças ficam tristes pela falta de saúde dos seus pais. Além de qualquer desconforto ou estranheza, este hábito pode provocá-las, pois os filhos, sem dúvida, odeiam ver os seus pais lutando com hábitos que causam dor. O oposto também é verdade; as crianças gostam de falar e espalhar sobre as maneiras pelas quais os seus pais estão a prosperar de várias maneiras.

 4.“Mãe e pai sempre discutem e ficam irritados com tudo”. 

Esta é provavelmente uma das coisas mais comuns que ouço. Agora, com cada realidade percebida, é sempre a questão de onde a verdade está, e eu, sem dúvida, sinto que, em alguns casos, esta afirmação nem sempre reflete o clima real da casa. Mas, em algumas casas, sim, e expõe um nível de tensão que as crianças sabem muito bem que é tanto como sufocante. Elas estão profundamente sintonizadas com a nossa irritabilidade e nervosismo, e elas sentem que as declarações irritadas superam as felizes na casa.

 5.“Ele (a) nunca faz isto, então, por que é que eu deveria fazer?” 

Mais de uma criança comentou que o seu pai nunca sai do sofá para ajudar, então por que é que ela deveria? Novamente, há momentos em que os padrões duplos com pais e filhos são apropriados (por exemplo, tu não podes dirigir, mas eu posso) e onde as responsabilidades não serão necessariamente organizadas de forma simétrica perfeita. Mas eu tenho que lembrar a mim mesmo regularmente o que eu sei. Se eu quiser que os meus filhos se desenvolvam em certas áreas e assumam novas tarefas, tenho que mostrar a capacidade e a regularidade de fazê-lo sozinho. Caso contrário, eu não estou a apoiar o que digo com o que faço.

 6.“Nunca ouço nada sobre as coisas boas que faço”.  

Como pai, não é preciso pensar para falar quando os nossos filhos deixam roupas no chão ou enchem a sanita com uma quantidade de papel higiénico. Mas, quando eles fazem coisas boas, ou cumprem o que foi pedido, nem sempre dizemos algo ou agradecemos. No entanto, pesquisas dizem que comentários regulares sobre as coisas boas não só ajudam os relacionamentos que temos, mas diminuem a probabilidade de fazer coisas erradas.

 7.“Eu realmente importo-me com o que eles pensam de mim”.  Penso que é importante terminar com uma nota positiva, mesmo que os nossos filhos (especialmente os adolescentes) tenham relutância em admitir isto. À medida que as nossas crianças crescem, elas podem agir como se não se importassem com o que pensamos sobre elas e sobre o que elas fazem. No entanto, se os rótulos de mãe e pai refletem o tempo e a atenção que lhes demos, então elas importam-se com o que pensamos e dizemos delas.
 
Como ajudar os filhos a enfrentar o estresse dos exames Imprimir e-mail
Como ajudar os filhos a enfrentar o estresse antes das provas escolares?  

 

 

Quando chega a época de provas finais ou bimestrais escolares, começa o estresse dos nossos filhos. Seja porque elas têm uma validade oficial e delas depende o futuro profissional dos nossos filhos, seja porque os resultados poderão ou não interferir na escolha da profissão que eles vão seguir ou porque delas depende um título…  O estresse multiplica-se, já que o sistema nervoso trata de se preparar para o que for necessário.   O corpo começa a produzir mais hormônios, o coração bate mais rapidamente, a pressão arterial aumenta, a respiração fica mais rápida e os músculos ficam tensos. Esta situação não é ruim. Existe um estresse positivo que ajuda a aumentar a concentração, faz as pessoas sentirem-se otimistas e capazes, aumenta a vitalidade e a resistência física e mental, o que vai ajudar nas provas O problema é quando o estresse é excessivo e dura tempo demais.    Quem está nesta situação pode cair no pessimismo, num grande cansaço físico, falta de concentração, perda da capacidade de memória e aprendizagem, além de fácil irritação.  A tudo isto somam-se a baixa imunidade do organismo, problemas cardíacos, aumento de gordura corporal e perda de cálcio nos ossos.  Se notarmos que os filhos não conseguem dormir como deve ser, que por mais que durmam continuam cansados, têm dor de cabeça ou nas costas, contrações, problemas de estômago, tremor nas mãos e irritabilidade, precisamos de atuar para tentarmos ajudá-los.  

 

 

A primeira coisa é entender que eles estão num momento de estresse produtivo, cujas causas podem ser: mau planeamento, pressão por resultados, competividade consigo mesmo e com outros companheiros, etc. Depois, é importante que eles entendam que o estresse pode ser bom para a concentração, para que eles trabalhem mais intensamente e consigam melhores resultados. Mas, eles devem aprender a enfrentar as dificuldades com um espírito positivo de luta.  Devemos ajudá-los a refletir sobre as opções que eles têm, as suas capacidades e incentivá-los a assumir metas.  Como pais, devemos, principalmente, entender que o mais importante são os nossos filhos como pessoas.  Não devemos fazer mais pressão mas confiar neles – e mostrar-lhes a nossa confiança.    Também temos que explicar que o mais importante é o esforço, não o resultado. Seja qual for o resultado, eles seguirão adiante e estaremos ao lado deles para os ajudar a atingir as suas metas. Ou seja: temos que transmitir segurança e tranquilidade. Além disso, podemos sugerir-lhes que: 

 

 

1. Pratiquem exercícios físicos. Embora pareça que eles percam tempo de estudo, praticar exercícios duas vezes na semana vai ajudá-los a relaxar o corpo e esvaziar a mente para que ela possa trabalhar melhor;  

 

 

2. Ouvir música relaxante, principalmente música clássica, que estimula e descansa a mente;   

 

 

3. Sair para a rua, passear com o cão, sair com os amigos, respirar ar puro e tomar um pouco de sol. Tudo isto é bom para o corpo e para a mente e diminui a irritação e o mau humor;   

 

 

4. Dormir o suficiente. O sono é o primeiro a ser sacrificado antes dos exames. No entanto, dormir ajuda o cérebro a assimilar e a incorporar na memória de longo prazo o que foi aprendido, para que esteja disponível quando chegarem as provas;  

 

 

5. Comer chocolate! Não é brincadeira: o chocolate preto liberta endorfinas, que reduzem o estresse e têm efeito relaxante;   

 

 

6. Rezar! Está provado que as orações repetitivas – como o terço – e a oração de meditação em silêncio, produzem mudanças bioquímicas que ajudam a aumentar a eficiência das células para produzir mais energia.  E se eles resistirem, podemos lembrar-lhes de que “o tempo para relaxar é quando não há tempo para isso”.

 

 
Como o anel de casamento se tornou um sinal de alerta Imprimir e-mail

Como o meu anel de casamento se tornou um sinal de alerta

 

Como uma mulher, ao “perder” o anel de casamento, descobriu uma técnica simples que todos os casais devem tentar

 Não me lembro agora por que é que eu estava tão irritada com o meu marido. Pode ter sido por questões grandes ou pequenas.

Lembro-me de estar aborrecida, e, sentindo que algo estava fora do lugar, olhei para as minhas mãos. Vi o meu anel de casamento sozinho na minha mão direita, não na esquerda. Não me lembro disso, mas em algum momento no meu aborrecimento e raiva, devo ter mudado o anel da mão esquerda para a direita, sem pensar o que estava a fazer. 

 O meu anel de casamento – o anel de ouro dado quase 55 anos atrás pelo meu pai à minha falecida mãe – normalmente fica junto com o meu anel de noivado no dedo anelar da minha mão esquerda. Eu não os tiro nem para tomar banho ou dormir. Isto acontece desde o início dos quase 20 anos que o meu marido e eu somos casados. Tão familiar é a sensação, o peso deles, que eu já nem sequer os notava.

Até ao dia em que a minha aliança de casamento surgiu na minha outra mão. E notei. E comecei a pensar nos motivos: foi um movimento passivo-agressivo? Eu estava a tentar dizer que eu não queria continuar casada? 

Não tenho a certeza. 

Mas a experiência fez-me pensar sobre o casamento, complacência, e como nos podemos acostumar com qualquer coisa. Não me conseguia lembrar da última vez que eu tinha pensado de verdade no nosso casamento. 

Meia idade, carreiras, tragédia pessoal e pais de um adolescente e de uma criança, ao mesmo tempo deixaram pouca energia para se concentrar no que era suposto ser o relacionamento chave na nossa família. Com tanta experiência de vida, boa e má, era difícil nem sequer lembrar-se dos dois estudantes universitários que se conheceram e se apaixonaram anos atrás, e muito menos de verificar como os seus desejos, necessidades e sonhos estavam a caminhar. 

Preocupações diárias impediram-me de pensar em mim como a parceira do meu marido de qualquer outra forma significativa além da prática de atender as crianças, dividir tarefas, e garantir o trabalho de casa. Se tivesses olhado para a forma como priorizamos o nosso tempo e dinheiro, terias pensado que as crianças, o desporto, a igreja, os amigos, os nossos animais de estimação, e até mesmo a nossa casa, tiveram precedência sobre o nosso casamento. As compras de supermercado sempre são feitas. O carro geralmente recebe manutenção e revisão regular. Mas o nosso casamento foi largamente ignorado. Da mesma forma, a minha aliança de casamento, o tesouro símbolo de unidade e compromisso, passou despercebida, também, até que eu mudei para a outra mão. A nova localização levou-me a uma sensação diferente, a uma consciência dela. Isto lembrou-me de quando o meu marido e eu ficamos noivos. A sensação de ter um anel de noivado era tão brilhante e nova – assim como o nosso amor – que eu não conseguia parar de olhar para ele. Senti o peso dele quando acordei. Naqueles dias, eu considerava um prazer procurar maneiras de fazer o meu noivo sentir-se valorizado e amado. Decidi deixar o anel de casamento na minha mão direita por alguns dias e ver que sensações surgiriam. Durante esse período eu sussurrava, “sou casada”. Isto me levaria a perguntar: “eu fiz alguma coisa pelo meu casamento hoje?” Eu já disse que sou mãe de um adolescente e de uma criança. E ainda mais, um dos nossos cães é um filhote. Eu sentia-me completamente exausta. Mas eu poderia escrever uma mensagem para o meu marido, dizendo: “obrigada por levar Margaret à escola hoje”, ou “Tu és um pai tão bom”, assinado com beijos e corações. Eu poderia sair da internet por um tempo. Nada dramático aconteceu, e eu coloquei o anel na minha outra mão. Mas às vezes eu troco o anel de dedo novamente. Estar ciente do anel ajuda-me a lembrar de que as crianças, os cães, a casa, até mesmo a lista de supermercado não estariam aqui se duas pessoas não se tivessem apaixonado. Isto lembra-me que palavras amáveis ​​e valorizar o meu marido não deve acontecer somente nos aniversários, e que ser parceiros pode ir além da prática. Eu amo a literatura, mas não quero que a minha vida seja como os meus romances preferidos ou as peças de Shakespeare, onde o casamento é o ápice da história de amor e, em seguida, a história termina. Temos anos de vida à nossa frente. Então, às vezes, movo o meu anel de casamento para a outra mão. Não porque briguei com o meu marido, mas porque quero notar a minha parte na história que continua.
 
A influência do comportamento dos pais na vida dos filhos Imprimir e-mail
A influência do comportamento dos pais na vida dos filhos     

Que exemplo temos sido para os nossos filhos? Que ambiente eles têm experimentado dentro da família? 

Já deu por si a olhar para o seu filho e percebeu que ele fala como você ou faz coisas como você? Ele é tão pequeno ainda, que você nem sabe como isto acontece! Se não observou isto, convido-o a fazer esta experiência e observar o comportamento dos pequenos e dos seus pais ou cuidadores mais próximos. Verá que a criança reproduz muitos comportamentos do adulto, que é a sua referência, e este adulto nem percebe isso. Por que é que isto acontece? 

Piaget e Vygotsky observaram e estudaram muito o desenvolvimento das crianças. Ambos os autores afirmam que as crianças, inicialmente, aprendem por imitação. Isto mesmo! Os pensamentos e o comportamento da criança, inicialmente, funcionam como uma repetição daquilo que elas vêem e experimentam. 

Segundo Piaget, a criança imita ou representa o que vê ou experimenta. E são estas experiências que vão formar a base da memória e, mais tarde, do pensamento da pessoa. Neste caso, podemos dizer que a criança é como um radar, que captura tudo à sua volta e armazena na sua memória para mais tarde usar como algo que é seu. 

Vygotsky, principalmente, afirma que o comportamento, a fala e a produção intelectual se formam a partir da experiência afetiva que a criança faz com aquilo que aprende. Ou seja, segundo ele, a formação de uma criança dá-se não só por meio do que ela vê, mas, principalmente, da forma que ela experimenta. Por exemplo: Uma criança que passa toda a sua infância num ambiente que não lhe oferece segurança emocional e presencia brigas constantes dos pais, de um pai que agride a mãe verbal e, por vezes, fisicamente, tem uma grande chance de desenvolver um comportamento agressivo e uma crença de que a família é uma instituição falida. Isto porque, ao longo da sua formação infantil, aprendeu por observação e vivência emocional a comportar-se desta forma. 

Pais e filhos É muito importante estarmos atentos ao nosso comportamento, pois, depois que nos tornamos pais, somos diretamente responsáveis pela formação física e psíquica dos pequenos que Deus nos confiou. Que exemplo temos sido para os nossos filhos? Que ambiente eles têm experimentado dentro da família? O autodomínio é uma característica que eles ainda não possuem, mas nós, pais, sim! Sejamos vigilantes, proporcionemos um ambiente seguro e desejemos ser melhores pais, para que os nossos filhos se tornem homens e mulheres novos, melhores do que nós.

 

 
5 coisas que um filho precisa de ouvir do Pai Imprimir e-mail
 5 coisas que um filho precisa de ouvir do Pai  

Por graça de Deus, eu sou pai de quatro filhos fantásticos: três meninas e um menino. Assim como é maravilhoso ser pai de filhas, é maravilhoso ser pai de um filho.

  O trabalho de criar um filho é uma tarefa nobre e importante. Infelizmente, é um trabalho que muitos homens desleixam, abrindo caminho ao que agora se vê como uma crise de grandes proporções no nosso país: a crise da paternidade.   Quando tiver vagar veja as estatísticas e fica a saber que uma percentagem muito elevada dos jovens que estão na prisão, tiveram pouca ou nenhuma experiência de envolvimento com o pai. São enormes os efeitos devastadores da ausência do pai ou da sua falta de liderança na vida do filho.  

5 coisas que todo o filho precisa de ouvir do pai:   1. Gosto de ti  

Qualquer rapaz precisa de ouvir e saber que o pai o ama. Sem essa afirmação, um homem carrega feridas profundas que afectam os seus relacionamentos mais importantes.  Encontrei homens de todas idades que sonham ouvir estas palavras mágicas que significam bem mais quando vêm do pai: gosto de ti. Nesta altura o meu filho tem só 4 anos, por isso é mais fácil dizer estas coisas. Suspeito que, à medida que crescer, vai ser um pouco mais complicado. Mas continuo a pensar dizer.  Porque por detrás de uma aparência às vezes áspera de um rapaz jovem há um coração que deseja sentir o amor do pai. Olha que a primeira imagem que o miúdo vai ter do seu Pai celestial é a imagem do pai terreno quando olha para ele. Ou seja, toca a dizer ao seu rapaz que gosta dele.  2. Estou orgulhoso de ti   Nem sei dizer quantos homens conheço que ainda hoje vivem à espera de ter a aprovação do pai. No fundo do coração perguntam, porto-me minimamente bem? Estou a fazer o que é certo? O meu pai estará contente comigo?   Ando a aprender que é importante para nós, pais, sermos firmes com os filhos de muitas maneiras (ver abaixo), mas nunca devemos negar a nossa aprovação. Eles precisam de saber, nos momentos certos das suas vidas, que não é preciso que façam mais para conquistar o nosso favor.   Claro, às vezes eles vão decepcionar e temos de lho fazer saber e sentir. E, no entanto, é importante não sermos como senhores que, ao tentar motivar os nossos filhos para a grandeza, omitimos o maior condimento que pode facilitar o êxito: a confiança.   Lembro-me da aprovação que Deus faz ao seu Filho quando estava a ser baptizado por João Baptista. "Este é o meu Filho amado, em ponho a minha complacência" (Mateus 3,17 e Marcos 19,35). Sim, há implicações teológicas importantes nesta frase para além da aprovação, mas não posso deixar de ver a aprovação de Deus a Jesus como um modelo para a relação que temos com os nossos filhos.   Se o seu filho não subir à 1ª divisão, se ele entrar numa universidade que não é Harvard, se ele se tornar camionista e não um gestor de empresas, nunca lhe dês a impressão de que gostas menos dele.   3. Tu não és um choninhas, és um soldado   Hoje a cultura apresenta uma imagem confusa da masculinidade.  O que é um homem? A cultura dominante diz que ele é uma espécie de inútil e que o melhor que ele consegue é desperdiçar a adolescência satisfazendo os impulsos sexuais, brincando às guerras na playstation, e sem qualquer tipo de ambição nobre. Mas Deus não fez os nossos filhos, para serem uns indolentes, mas para serem uns soldados.  Por favor, não se ponham nervosos com a palavra "soldado". É bom para encorajar os filhos a serem masculinos. Isto não tem a ver com ser caçador de leões, condutor de camiões TIR. Muitos homens verdadeiros bebem leite, conduzem utilitários pequenos, e detestam camuflados (como eu).  

Há uma visão de masculinidade na Bíblia, de nobreza e força, de coragem e sacrifício. Um homem de verdade luta por aquilo que ama. Um homem de verdade valoriza a mulher que Deus lhe dá. Não se serve dela.   Um verdadeiro homem procura seguir o chamamento que Deus estampou na sua alma, e que é descoberto através da intimidade com Deus, da identificação com os dons e talentos recebidos, e da satisfação das necessidades profundas do mundo (para parafrasear Buechner).  Ninguém consegue ajudar melhor os nossos filhos a orientar-se para a sua missão que nós, os pais. Não deixemos o futuro dos nossos filhos ao acaso. Vamos estar ao lado deles, modelando para eles um modo de viver que tenha sentido.  4. O trabalho duro é um dom, não uma maldição   Ócio, preguiça e indecisão são as melhores ferramentas do diabo para arruinar as vidas dos homens jovens. Pessoal, os nossos filhos precisam de nos ver trabalhar no duro e ser incentivados e preparados para também eles trabalharem no duro.  Eles precisam de perceber que o trabalho é mais duro por causa da queda original, mas em última análise foi dado por Deus para saborear o seu beneplácito. Ficar com as mãos sujas no esforço, na luta, no cansaço – tudo isto é bom, não é mau.   Infelizmente muitos jovens nunca viram como é importante para um homem poder trabalhar. Vamos mostrar-lhes que o trabalho traz alegria. O trabalho honra a Deus. O trabalho bem feito dá glória ao Criador.   Seja feito com os dedos num teclado, cortando árvores à machadada, ou manobrando uma empilhadora. Seja feito num escritório com ar-condicionado, em pântanos lamacentos, ou debaixo de um carro. Mas não se enganem: o trabalho importa e o que fizermos com as nossas mãos, se for bem feito, é um sinal do Criador.   5. Tens talento, mas não és Deus   Vamos embeber os nossos filhos num sentimento de confiança, de aprovação, de dignidade. Mas vamos lembrar-lhes que, embora agraciados pelo Criador, eles não são Deus. Temos de lhes ensinar que a masculinidade genuína não se envaidece. Inclina-se. Pega numa toalha e lava os pés dos outros.   Um homem de verdade sente-se confortável tanto quando reza como quando fala. Ele sabe que a sua força não está nas suas façanhas ou naquilo que ele acha que as pessoas pensam dele. A força vem de Deus.   Esta humildade alimenta a compaixão e vai permitir-lhes perdoar àqueles que os hão-de ferir duramente. Vamos ajudar os nossos filhos a saber que as suas vidas realmente começam, não quando eles tiverem 18 anos ou quando tiverem o primeiro trabalho ou quando se apaixonarem por uma mulher.   As suas vidas começaram numa colina poeirenta há 2000 anos, aos pés de uma cruz romana, onde a justiça e o perdão se reuniram no sacrifício sangrento do seu salvador. Vamos ensiná-los que viver a vida sem Jesus é como dar um concerto no convés do Titanic. É bom enquanto dura, mas, por fim, acaba na tristeza. Daniel Darling

 

 
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Como deve ser a espiritualidade da família?  

 

A espiritualidade da família é formada por alegria, festa, sexualidade, descanso e sofrimentos

 

Muitos casais, acostumados a uma participação ativa na comunidade e a um ritmo na vida de oração, sentem-se um pouco confusos, se estão a crescer na sua espiritualidade. É que o matrimónio, a chegada ou não dos filhos e tantos acontecimentos que influenciam na família acabam por causar consequências no dia a dia. É aí que surgem dúvidas. Algumas pessoas acham que a família é empecilho para uma vida no Espírito.

 Na verdade, é o contrário, a vida em família “é um percurso de que o Senhor Se serve para as levar às alturas da união mística”, conforme ensina o Papa Francisco na Exortação Pós-sinodal Amoris Laetitia. Espiritualidade feita de gestos concretos “A espiritualidade do amor familiar é feita de milhares de gestos reais e concretos. Deus tem a sua própria habitação na variedade de dons e encontros que fazem amadurecer a comunhão”, avisa o Papa. O dinamismo das relações favorece características fundamentais desta espiritualidade específica. A intimidade do amor conjugal dá glória a Deus. “O Senhor habita na família real e concreta, com todos os seus sofrimentos, lutas, alegrias e propósitos diários. Quando se vive em família, é difícil fingir e mentir, não podemos mostrar uma máscara. Se o amor anima esta autenticidade, o Senhor reina nela com a sua alegria e paz”, acrescenta. O Papa explica que a família vive a sua espiritualidade própria, sendo uma igreja doméstica e uma célula viva para transformar o mundo. Vida no Espírito Pessoas que “têm desejos espirituais profundos não devem sentir que a família os afasta do crescimento na vida do Espírito”. A graça divina é alcançada, pouco a pouco, por meio da vida matrimonial. Dificuldades e sofrimentos oferecidos por amor permitem-nos participar no mistério da cruz de Cristo. Momentos de alegria, descanso, festa, sexualidade, são sentidos como uma participação na vida plena da sua Ressurreição. Gestos quotidianos moldam a família em espaço teologal, possibilitando experimentar a presença mística do Senhor ressuscitado. A espiritualidade matrimonial advém do vínculo habitado pelo amor divino. Dedicação que une humano e divino, porque está cheia do amor de Deus. Oração em família Um meio privilegiado para expressar e reforçar a fé pascal é a oração em família. O Papa Francisco indica “alguns minutos, cada dia, para estar unido na presença do Senhor vivo”. Nesses momentos, é possível dizer a Deus o que nos preocupa, rezar pelas necessidades familiares, orar por alguém necessitado, pedir ajuda para amar, agradecer pela vida e as coisas boas, suplicar a proteção de Nossa Senhora. “Com palavras simples, o momento de oração pode fazer muito bem à família. As várias expressões da piedade popular são um tesouro de espiritualidade para muitas famílias. O caminho comunitário de oração atinge o seu ponto culminante ao participarem juntos na Eucaristia, sobretudo no contexto do descanso dominical. Jesus bate à porta da família para partilhar com ela a Ceia Eucarística”, diz Amoris Laetitia. Amor por toda a vida “Quem não se decide a amar para sempre é difícil que possa amar deveras um só dia”, afirma o Papa Francisco. “É uma pertença do coração, lá onde só Deus vê. Cada manhã, quando se levanta, o cônjuge renova diante de Deus a decisão de fidelidade, suceda o que se suceder ao longo do dia”, completa o Santo Padre. Família não é realidade perfeita Na busca pelo crescimento, consola-nos a afirmação do Papa Francisco de que “nenhuma família é uma realidade perfeita e confeccionada duma vez para sempre, mas requer um progressivo amadurecimento da sua capacidade de amar”. Esta consciência impede-nos de julgar os nossos vizinhos com dureza e permite-nos avaliar o percurso da nossa família “para deixar de pretender das relações interpessoais uma perfeição, uma pureza de intenções e uma coerência que só poderemos encontrar no Reino definitivo”. Que queres que te faça? Fica aqui um exercício especialmente para os casais. Imitando a atitude de Jesus, que se coloca diante do cego Bartimeu com toda a disponibilidade: “Que queres que te faça?” (Mc 10, 51), coloque-se diante do seu cônjuge e pergunte: “Que queres que te faça?” Quando uma pessoa se entrega gratuitamente, é consequência estar diante do outro e esquecer-se de tudo o que existe em redor. Então, verás a ternura florescer, suscitarás em todos a alegria de te sentir amado.
 
Como educar as novas gerações nas virtudes Imprimir e-mail
Como educar as novas gerações com boas virtudes  

Comparada a educação aplicada às novas gerações, as pessoas que têm mais de 40 anos percebem, facilmente, a grande diferença que há na maneira como elas foram educadas. Talvez, temendo a desonra ou a ofensa à reputação da família, exigia-se dos filhos o pudor, não somente no comportamento ou nas roupas, mas nas brincadeiras e em todas as outras atitudes.

Os ensinamentos de uma educação rígida parecia pesar mais sobre as mulheres. Assim, os decotes eram comportados e as saias compridas à altura dos joelhos. As roupas, de maneira geral, em nada podiam marcar a silhueta do corpo feminino. A mesma preocupação havia para os trajes de banho, pois estes deveriam cobrir, de maneira moderada, algumas partes do corpo.

Transmitindo, ainda hoje, a ideia de que tudo é vergonhoso, imoral ou desrespeitoso, algumas pessoas têm dificuldades para acolher, com naturalidade, as partes mais íntimas do seu próprio corpo. Outras, mal conseguem despir-se perto da pessoa com quem se casou.

Valores

É claro que os modos de se vestir não formam o caráter de ninguém. Sabemos que os tempos são outros e reconhecemos que, no passado, a maneira de se transmitir valores, quase sempre acontecia de modo opressor. No entanto, hoje, temos a impressão de que se tornou proibido proibir.

Percebemos estar cercados por uma cultura que maximiza o apelo à sensualidade. Isto parece ser a principal via nos meios de comunicação social e está presente nos programas humorísticos, nas novelas, nas propagandas. Em quase tudo, se observa a presença de uma bela modelo e, muitas vezes, ela chama mais a atenção do público do que o próprio produto apresentado.

Houve um tempo no qual as revistas com conteúdo impróprio para menores eram vendidas em embalagens escuras para ocultar as imagens da capa. Atualmente, em alguns sites na internet, ampliou-se os poderes da imaginação com cenas explícitas de sexo em alta definição. Com tanta informação disponível, pessoas de todas as idades vivem embaladas ao ritmo do prazer vendido nas fotografias ou vídeos, comportando-se como quem sofre de uma verdadeira compulsão por tudo aquilo que diz respeito ao erótico ou ao sensual. A inocência foi ofuscada pela lascividade.

Jovens e adultos, numa concepção frágil sobre aquilo que interpretam como liberdade, rompem escrúpulos, derrubam normas, vivem relacionamentos desordenados, quase tudo por conta do liberalismo massificado. Ainda que eles saibam das consequências dos seus atos, vivem como se tudo fosse natural, a ponto de transformar um ato sexual numa experiência sem compromisso. Muitas vezes, com alguém que conheceu há um dia ou com outras pessoas que, normalmente, não se relacionariam.

Virtudes

Não é difícil encontrar pessoas que se comportam como se não tivessem domínio sobre si mesmas, revelando uma incapacidade de controlar os seus impulsos.

Ensinar os filhos sobre a valorização das virtudes é prepará-los para viver o respeito ao próximo. Cabe aos pais formar neles esta consciência. Assim como foi preciso o nosso exemplo para lhes ensinar a balbuciar as primeiras palavras, será necessário ajudá-los a alcançar uma vida dentro da moral e dos bons costumes, para que eles possam discernir sobre tudo aquilo que está maquiado como “normal”.

Tal ensinamento propicia a alegria de quem amamos, sem tolher a felicidade ou oprimir a sua liberdade.
 
Eduque os filhos com valores cristãos Imprimir e-mail
 Eduque os filhos com valores cristãos     

 

Educar os filhos é formar bons cristãos e honestos cidadãos  A

 Igreja ensina que os primeiros catequistas dos filhos são os pais. É no lar que estes se tornam cristãos. Por isso, é preciso que os pais vivam a fé católica, conheçam a doutrina cristã, frequentem os sacramentos, leiam com os filhos a Palavra de Deus, cultivem a moral católica e rezem com eles em casa.  São Paulo ensina aos romanos que “a fé entra pelo ouvido”. “E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue?” (Rom 10,15). É ouvindo os ensinamentos cristãos dos pais que os filhos vão sendo doutrinados na fé.

É no colo da mãe e do pai que os filhos aprendem a crer em Deus, a respeitar tudo o que é sagrado, a rezar o santo terço, a amar a Virgem Maria, os anjos e os santos. É com os pais que os filhos devem aprender as verdadeiras bases da nossa fé, os doze artigos do Credo, os sete sacramentos, os dez mandamentos e a maneira correta de viver a vida como cristãos.  

 

Dom Bosco dizia que educar os filhos é “formar bons cristãos e honestos cidadãos”. Nem sempre a escola dá às crianças uma educação moral correta. Dá-nos arrepios quando lemos que os governantes querem colocar, nas escolas, ensinamentos morais que contradizem a fé católica, ensinando, por exemplo, uma deseducação sexual, sem castidade e sem pudor.

Que tristeza saber que algumas escolas chegam a colocar máquinas para distribuir os preservativos aos jovens, fomentando a promiscuidade e a vivência sexual fora do plano de Deus. É por isso que os pais precisam de estar muito atentos sobre tudo o que os filhos estão a aprender e a ver nas escolas hoje.   Para que os pais possam passar aos filhos a boa educação católica é preciso amá-los de todo o coração, gastar tempo com eles, aceitar renunciar aos seus momentos de diversão para estar com eles. Sem isso, não será possível conquistá-los nem educá-los como precisam; e sem os conquistar, não será possível falar-lhes das coisas de Deus de maneira convincente.

O filho que não gosta do pai, porque é maltratado e humilhado por ele, não pode aprender a amar a Deus. O pai da terra é a primeira noção que o filho tem do Pai do céu. Os pais devem aproveitar os momentos de convívio – na hora do almoço e do lanche, nas conversas e nos passeios – para moldar a fé e o comportamento dos filhos segundo a fé da Igreja.

Os pais devem ensinar aos filhos as boas maneiras, o respeito com cada pessoa, especialmente com os mais velhos, com os deficientes e pobres. É no lar que a criança precisa de aprender o que é caráter, honradez, justiça, amor, pureza, bondade, desprendimento e humildade. É em casa que os pequenos aprendem a dizer sempre a verdade e a trabalhar. Enfim, o lar deve ser a primeira escola de virtude e de bons valores. O povo diz, com sabedoria: “filho de peixe peixinho é”.  

 

O livro do Eclesiástico, no capítulo 30, ensina como os pais devem educar os filhos. “Aquele que dá ensinamentos ao filho será louvado por causa dele” (v.2). “Um cavalo indómito torna-se intratável, uma criança entregue a si mesma torna-se temerária” (v.8). “Não lhe dê toda a liberdade na juventude, não feches os olhos às suas extravagâncias” (v. 11).  

 

Os educadores são unânimes em dizer que educamos os filhos muito mais pelos exemplos do que pelas palavras. Então, os pais devem ter todo o cuidado com o seu comportamento diante dos filhos. Se ele mente, o filho aprende a mentir; se diz palavrões, o filho repete-os; se a mãe é preguiçosa e desleixada, a filha imita-a; se os pais rezam, os filhos rezam, naturalmente, sem dificuldade. Disso tudo, vemos a importância que a família tem na formação na criança.

E que dizer de muitas crianças que não têm um pai a seu lado, porque este abandonou a família? A base de tudo é a família. O filho tem o direito de ter um pai, uma mãe, um lar, ser amado e educado com todo o amor.
 
A realização sexual no matrimónio Imprimir e-mail
 A realização sexual no matrimónio  

A realização sexual vem quando a pessoa consegue ser livre para doar-se e amar de forma madura

Algumas coisas na vida podem se tornar grandes desafios, mesmo sendo dom de Deus. Um dos maiores dons de todo o ser humano é viver a sua sexualidade de maneira equilibrada, isso porque ela está diretamente ligada a todos os laços relacionais que cada um tem, incluindo pessoas e coisas, o que faz com que diversos fatores possam influenciá-la. O prazer sexual é um dom de Deus.

É um presente dado por Ele para nos incentivar no esforço de viver a dois. Mas, o prazer é algo físico, uma reação química, e não tem nenhuma relação com a realização sexual ou com felicidade. Algo pode ser extremamente prazeroso, mas gerar tristeza e decepção pessoal por não ser compatível com aquilo que acreditamos sobre nós mesmos. A realização sexual vem quando a pessoa consegue ser livre para se doar e para amar de forma madura, visando o bem do outro pelo simples facto de que se sente chamada a ser assim, independente da resposta do outro.

O prazer é uma linda consequência de um relacionamento maduro, mas quando é procurado como objetivo, acaba por deturpar o sentido do sexo e transforma-o num ato egoísta, feito para a saciedade e não por amor. Assim, ele torna-se viciante, e cada vez mais é necessário um estímulo maior para obter a mesma sensação de prazer.

A formação do nosso equilíbrio sexual começa já no ventre da mãe, quando acontece a aceitação ou rejeição do sexo do bebé, e onde a criança pode desenvolver a rejeição pela sua identidade sexual. Na primeira infância, o nosso inconsciente é bombardeado com milhões de informações aprendidas no convívio diário com os nossos pais e familiares, sobre o que é ser um homem, uma mulher e como eles interagem entre si. Estas são lembranças muito profundas (sendo boas ou ruins) que vão influenciar diretamente na nossa identidade sexual, e na forma como nos relacionamos com os outros.

Quando o vínculo social se amplia e temos contato com outras pessoas, podem surgir os traumas de rejeição, a descoberta precoce do prazer, os abusos sexuais e as experiências por curiosidade. Todos os relacionamentos vividos, bons ou ruins, deixam marcas e registos do que é prazer ou não, do que faz com que as pessoas gostem de nós ou nos rejeitem. Assim vai sendo formada a nossa identidade e as nossas preferências sexuais. Em cada uma destas etapas, marcas de carência podem ser deixadas, que nos vão deixar vulneráveis à entrega aos vícios, usando do prazer para tentar saciar o nosso desejo de realização e aceitação. Por isso, o primeiro passo para tentar libertar-se de um vício sexual é ter a coragem de reler a própria história em Deus, permitindo que Ele vá curando cada lembrança, cada carência, cada trauma, deixando que o amor do Pai lhe faça acreditar que também podes reaprender a amar de verdade.

Roberta Castro - Roberta Castro é Ginecologista e especialista em terapia familiar.
 
Terror noturno infantil, o que é isto? Imprimir e-mail
 Terror noturno infantil, o que é isto?  

O terror noturno infantil ocorre, na maioria das vezes, em crianças na idade pré-escolar

Já ouviu falar em terror noturno infantil? Conhece alguém que tenha um filho que sofra deste problema? Dos transtornos de sono manifestados na infância, certamente, este está entre os considerados mais dramáticos. Aqui, falaremos brevemente sobre o problema que afeta 3% das crianças, a maioria em idade pré-escolar. A manifestação ocorre na primeira fase do sono, cerca de 60 a 120 minutos após adormecer, antes do período dos sonhos.

Em geral, durante o quadro, a criança senta-se na cama ou no berço e começa a gritar, com muita agitação e expressão de terror. O coração e a respiração ficam acelerados e a pele bastante molhada de suor. Por vezes, dizem estar a ver pessoas estranhas ou mesmo animais dentro do quarto. Além de ficarem inconsoláveis, podem nem mesmo reconhecer pessoas ou lugares que a rodeiam.  

Felizmente, a cena dura, em média, de 10 a 20 segundos, mas para quem a presencia parece ser tempo suficiente para se espantar. Há, no entanto, registos de duração de até 20 minutos. Por mais que tentem despertá-la na hora, dificilmente os pais conseguem acordar a criança. Terminado o episódio, ela volta a dormir tranquilamente; no outro dia, questionada sobre o acontecido, não se lembra de nada.

Não são totalmente conhecidas as causas do terror noturno infantil. Alguns fatores como distúrbios de ordem emocional, acontecimentos traumáticos ou mesmo febre podem estar associados ao seu desencadeamento. Estudos revelam que o transtorno é mais frequente em crianças que apresentam sonambulismo.

Existem alguns medicamentos que podem ser utilizados no tratamento dos sintomas, com resultados comprovados. Entretanto, é preciso avaliar bem cada caso antes de iniciar a terapia medicamentosa, já que se trata de uma alteração geralmente benigna e de caráter transitório, desaparecendo por si mesma durante a adolescência.

Portanto, não se preocupe se perceber que algo semelhante está a acontecer com o seu filho. Com serenidade, procure ajuda médica e, com a graça de Deus, poderá dormir tranquilo!
 
Finanças no matrimónio: conta conjunta ou separada? Imprimir e-mail
 Finanças no matrimónio: conta conjunta ou separada?   Para equilibrar as finanças do casal, o melhor é abrir uma conta conjunta ou mantê-las separadas?As pessoas se casam por amor, mas há diversas questões que deveriam ser levadas em consideração antes do ‘sim’, e a situação financeira é uma delas.Calma lá! Não quer dizer que o sucesso de um matrimónio dependa do saldo na conta bancária ou da realização de sonhos materiais, mas este assunto transforma-se numa dimensão do casamento, assim como outras coisas práticas da vida do casal que eles terão que administrar; por isso deve ser pensada e dialogada. Se o casal, no entanto, não consegue fazer acordos sobre a administração dos proventos que os irão manter, seria bom refletirem, já antes do casamento, até que ponto a diferença de metas e estilos de vida influenciará no amor que sentem um pelo outro. No casamento, o que um gasta e como gasta uma hora ou outra vai criar impacto na vida do cônjuge, positiva ou negativamente.O que fazer?Diante disto, como é que o casal se pode organizar? Como podem administrar as suas finanças? O que é melhor: ter uma conta conjunta ou tê-las separadas? É melhor dividirem as despesas na proporção do que cada um recebe ou somarem os salários para quitar as despesas?A questão mais importante não é se o casal terá uma conta bancária conjunta ou contas separadas, quem vai pagar o quê e até quanto cada um pode gastar consigo, mas que tudo isto deve ser encarado e administrado em concordância. Se o casamento é e sempre deve ser a união de vidas e encontro de corações, a dimensão financeira de um casal não escapa a essa regra. Quando o assunto é dinheiro e contas, o casal tem de atuar de forma consensual. Tanto faz se os dois trabalham fora ou apenas um, tanto faz quem ganha mais, o importante é que o casal tem de atuar de forma conjunta.Não é má a ideia de marido e mulher terem contas individuais, desde que consigam fazer acordos e negociar preferências; contudo, é recomendável uma conta conjunta por causa da aliança que esta possibilita (não quer dizer que seja ideal para todos).Ao separar as contas, há uma chance maior de cada um conduzir as suas despesas e ter as suas escolhas, e as decisões individuais podem caminhar para estilos de vida diferentes. Com o passar do tempo, as disparidades tendem a crescer até ultrapassar o campo económico.A questão monetária acaba por se transformar em questão emocional. É comum percebermos que, quando há um alto nível de cumplicidade, diálogo e capacidade de altruísmo entre os cônjuges, é provável que a situação financeira dos esposos vá “de vento em popa”; contudo, marido e mulher podem até serem muito apaixonados, mas se não conseguirem ter, ao menos, ideais comuns, a tendência é que a situação económica esteja constantemente atingir o vermelho.Seja qual for a forma de administração que o casal escolha, conta conjunta ou separada, o importante é que tenham:Ideais comunsO padrão de vida desejado deve ter uma certa correspondência com o estilo que pretende também o cônjuge. Não adianta um sonhar em morar num bairro de luxo e o outro não querer abrir mão do lugar mais modesto, que talvez fique mais próximo do trabalho.Eleger prioridadesO casal tem fazer uma lista das necessidades ou metas a serem alcançadas por ordem de importância para eles. Existem as prioridades do mês, por exemplo: depois das contas quitadas, o casal queira investir o restante do orçamento na pintura da casa que planeavam há alguns meses; daí, aquele convite dos amigos para um churrasco pode ficar para uma próxima oportunidade.Quanto às prioridades para o futuro, como viajar no fim de ano, talvez se deva cortar pela metade o valor previsto com as roupas para a família. Enfim, veja o que deve ser pago ou investido primeiro. Aprenda a fazer escolhas em conjunto.TransparênciaEm tudo sejam sinceros um com o outro; não façam nada escondido.Viste aquela bela promoção? Tiveste vontade de comprar algo fora do orçamento? Liga para o  teu cônjuge e conversa sobre o assunto. Se não conseguires ligar, reflete quanto essa compra vai ficar fora do orçamento e criar um impacto. Neste caso, resolveste comprar? Mostra quando chegares a casa e diz exatamente quanto pagaste e as condições, para vós reprogramardes ou, ao menos, para que ele fique a par dos gastos. Afinal, transparência não serve para anular  o teu gosto pelas coisas, mas para aumentar a cumplicidade com o teu amado.Controla os desejosAprendam a viver com o que cabe no vosso orçamento.Façam uma poupançaUm padrão de vida adequado ao orçamento e o controle dos desejos muito provavelmente levará o casal a ter uma sobra no fim do mês. Em vez de criar oportunidades de consumo, escolham poupar. Isto não é só vantajoso financeiramente como também aprimora o equilíbrio emocional.Além de que, uma poupança é imprescindível para atingir objetivos futuros, e o ideal para resolver imprevistos que uma hora ou outra acontecem.Tenham metasÉ preciso saber onde querem chegar. Sem uma meta, todo o esforço em conjunto fica vazio, todo o acordo perde o seu sentido de ser. Traça projetos a curto, médio e longo prazo.Enfim, o amor não está condicionado a uma situação confortável, seja ela financeira ou não. Pelo contrário, deveria ficar mais forte nas ocasiões difíceis. Quando o amor se fortalece com os obstáculos da vida, transforma-se num laço que transcendeu o fogo da paixão e encontra meios de fazer acordos, para que o casal caminhe no mesmo rumo.Para que o dinheiro não seja o “deus” de um lar, é preciso que ele esteja ao serviço do amor entre o casal, e não o casal ao serviço do dinheiro.
 
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