Mensagem

"A Tua Palavra é Luz para os meus passos"

(Sl 119, 105)

 
Início
Férias... Férias
Bento XVI dá dicas para viver bem as férias Imprimir e-mail

Bento XVI dá dicas para viver bem as férias

 

 

De acordo com o Papa emérito Bento XVI, as férias devem ser acolhidas como dom de Deus, um tempo de descanso e motivação para recobrar as forças físicas e espirituais. Além disso, elas são também uma oportunidade para dedicar mais tempo à família e à oração.

 

"No mundo em que vivemos, é indispensável recuperar energias para o corpo e o espírito, especialmente para os que vivem nas cidades, onde as condições de vida, às vezes frenéticas, deixam pouco espaço para o silêncio, a reflexão e o saudável contacto com a natureza".

 

- “Quem pode repousar durante esses dias, procure viver de modo novo as relações com os outros e com Deus.

 

- "Abri um largo espaço para a leitura da Palavra de Deus, particularmente o Evangelho, que, certamente, colocareis na vossa bagagem de férias!”

 

- Proteger a criação à nossa volta, admirar a beleza e sentir a presença e a grandiosidade do Criador. "A realidade divina está escondida na nossa vida diária como sementes enterradas no solo. A nós, cabe fazê-las frutificar."

 

- Os viajantes e peregrinos descubram com curiosidade inteligente e profunda os monumentos do passado como testemunho de cultura e fé, verdadeiro património espiritual de vínculos com as raízes culturais, lugares – como as catedrais e outras igrejas – em que a beleza ajuda a reconhecer a presença de Deus. "Que o Espírito Santo, que vê os corações, vos inspire a rezar nesses lugares, dar graças e interceder pela humanidade!”

 

- "Somos convidados a dedicar o tempo de férias a buscar Deus e pedir que Ele nos liberte a todos da carga desnecessária. Peçamos ao Senhor um coração inteligente e sábio que O encontre. Que o exemplo da Virgem Maria nos ajude!”

 - Um caminho simples, mas eficaz para os que desejam viver bem o período de descanso: "Nesta temporada de verão, não coloquem Deus de férias! Pensem em rezar e em ir à Missa todos os domingos!"
 
10 Actividades para os tempos livres Imprimir e-mail
 10 Actividades para os tempos livres  

 

Algumas dicas de actividades para os fins de semana e momentos de lazer da família:  

 

1. Praticar desporto: dedicar um tempo aos desporto é sempre uma boa ideia. Nos fins de semana e nas férias, pode ser útil fazê-lo com mais frequência ou aprender um desporto novo.  

 

2. Organizar passeios: idas ao campo, passeios de bicicleta, etc. são momentos para que a família saia da rotina e conheça lugares novos.  

 

3. Ajudar em casa: oferecer ajuda em casa, deve ser um hábito quotidiano, mas quando temos mais tempo podemos concretizar isso em coisas que envolvem uma maior dedicação.  

 

4. Brincar em casa ou ao ar livre: brincar ou jogar em família é sempre saudável e há opções para todas as idades.  

 

5. Organizar festas familiares: preparar aniversários e reuniões familiares, são atividades que podem envolver todos os membros da família, como uma grande equipe, de maneira divertida e formativa.  

 

6. Fazer visitas culturais: a visita a museus e exposições é uma oportunidade de aprender, mas é preciso tentar que seja atrativa para todos.  

 

7. Ajudar o próximo: fazer caridade em família é uma maneira de crescer juntos. 

8 . Cultivar hobbies: o tempo livre é sempre um bom momento para descobrir novos hobbies e ensinar os filhos a ser constantes – sempre partilhando ideias, não impondo.  

 

9. Visitar familiares, amigos, doentes: estar com parentes distantes, jantar com amigos ou fazer companhia para alguém doente são atividades que podem ser realizadas com mais calma aos fins de semana.  

 

10. Atividades de maior duração: aprender um idioma, partilhar uma convivência com amigos e outras atividades que geralmente não conseguimos encaixar na agenda dos dias úteis.
 
Ferioterapia Imprimir e-mail
 Ferioterapia               

Descansar e relaxar, passear e fazer férias não podem ser considerados como um exercício de preguiça, um entregar-se à ociosidade indolente. Reabilitemos a sua má fama. Férias são ferioterapia.              

É comum qualificar as pessoas pelo que fazem: É um trabalhador de primeira! É tão eficaz como uma máquina de trabalho! Faz tudo depressa e bem!... Porque não definir antes as pessoas pela sua capacidade de descansar? É uma pessoa tão exemplar que pratica a virtude do descanso! Trabalha tão bem que faz tudo em clima ferial! Ver como trabalha até nos descansa! É alguém que tem a coragem de reservar tempo para descansar e fazer férias! É um cristão tão cumpridor que até sabe imitar Cristo quando se retirava para descansar!               Se é verdade que somos o que fazemos, não menos verdade é que somos o que descansamos. Parafraseio o ditado popular: Diz-me como descansas e eu te direi quem és; te direi também como trabalhas e tratas as pessoas.    

 Pondo ordem na sofreguidão destravada do trabalho, dando remédio para a doença da trabalhite, São João Paulo II, afirma numa sua encíclica: «Acima de tudo, o trabalho é para o homem e não o homem para o trabalho» (LE 6). Este documento é sobre «o trabalho humano». Aqui o adjetivo é tão importante como o substantivo. Trabalhar tem que ser um exercício de humanização, evitando transformar a pessoa numa máquina de fazer coisas.     

As desculpas para não descansar nem fazer férias são mais do que muitas. Por exemplo: Não sei fazer outra coisa que não seja trabalhar! Mas todos podemos e devemos aprender a virtuosa arte do descanso. Isso de férias é para ricos! Claro que é, se for em hotéis de 5 estrelas numa ilha do pacífico. Mas há sempre uma maneira modesta de travar a vertigem do trabalho e de quebrar a rotina de maquinalmente fazer sempre o mesmo. Faça férias quem quiser, mas eu tenho que ganhar a vida! Ganhar a vida é bem justo. Mas é uma injustiça estragar a saúde e descarregar os nervos cansados na família e nos colegas.    

Fazer férias e descansar é uma questão de justiça social. A fatura do meu cansaço nunca é paga só por mim, mas por todos aqueles com quem vivo ou encontro. Tal como um fumador nunca se prejudica só a si mesmo, mas também aqueles que respiram a chaminé do seu cigarro poluente. Nesta linha, adverte Luís de Camões: «Não te canses que me cansas». Não é verdade que quando nos aproximamos de certas pessoas parece que entramos num tempo de férias e nos sentimos mais descontraídos e descansados? Igualmente não é verdade que encontrar pessoas devoradas pelo corrupio dos afazeres nos enerva e deprime? O cansaço, fruto do desenfreado trabalhismo, é uma doença altamente contagiosa. As férias e, em geral, os tempos de descanso são antídoto contra o estresse, o nervosismo e a conflitualidade. São vitaminas para dar qualidade à nossa vida e transmitirmos paz e alegria à nossa volta. São fisioterapia e espiritoterapia, pois fazem bem ao corpo e à alma. Férias são ferioterapia.    

O Concílio Vaticano II, bússola que marca o norte da Igreja atual, assim nos recorda: «Os tempos livres sejam bem empregados, para descanso do espírito e saúde da alma e do corpo, ora com atividades e estudos livremente escolhidos, ora com viagens a outras regiões (turismo), com os quais se educa o espírito e as pessoas se enriquecem com o conhecimento mútuo, ora também com exercícios e manifestações desportivas, que contribuem para manter o equilíbrio psíquico, mesmo na comunidade, e para estabelecer relações fraternas entre as pessoas de todas as condições e nações ou de raças diversas» (GS 61). Assim afirma o Papa Francisco: «o trabalho é importante, mas também o é o descanso. Aprendamos a respeitar o tempo do descanso, sobretudo o dominical». É que só trabalha bem quem bem sabe descansar.    

 

O maior elogio que se pode fazer das férias e do descanso é recordar o seu divino inventor. Descansar é um verbo divino. Assim diz o autor do livro do Génesis: «Deus repousou, no sétimo dia, de todo o trabalho por ele realizado. Deus abençoou o sétimo dia e santificou-o, visto ter sido nesse dia que Ele repousou de toda a obra da criação» (Gn 2, 2-3). O descanso ferial tem a bênção do próprio Deus. Importa descansar como Deus manda.
 
7 Brincadeiras para entreter as crianças numa viagem de carro Imprimir e-mail
7 Brincadeiras para entreter as crianças em viagens de carro   

 

Pequenos divertimentos que podem fazer a viagem um pouco mais tranquila, principalmente em longas distâncias   

 

Viajar em família é uma delícia. Poder aproveitar alguns dias de descanso e levar as crianças para conhecerem novos lugares e culturas, é maravilhoso! Os preparativos para o início da aventura em família e mesmo a ansiedade para chegar ao destino fazem com que elas fiquem muito animadas. E esta animação pode ser difícil de conter dentro de um carro, se este for o meio de transporte escolhido. Pensando nas tantas horas de viagem que podem estar na sua agenda de férias, ficam aqui algumas brincadeiras para entreter o grupo:   

 

Era uma vez…  

 

Uma história deve ser construída por todos, com personagens ou paisagens que estejam a ser vistas da janela do carro. A mãe ou o pai podem começar: “Era uma vez um cavalo…” e na sequência o próximo jogador repete a frase e continua a história. O jogo continua até que a história tenha algum sentido, ou quem iniciou decida terminar.  

 

Mala cheia  

 

Parecida com a brincadeira anterior, neste jogo o primeiro participante diz: “vou fazer uma viagem e levar um papel”. O próximo jogador tem de continuar a frase, acrescentando um objeto cujo nome comece com a última letra do anterior. Aqui, a intenção é que chegue ao ponto de não haver mais palavras para completar. Ah! E se errou…sai da brincadeira e o pessoal começa de novo.

Quem eu sou  

 

Num saquinho coloque várias fotos de personagens ou pessoas famosas. Uma pessoa do grupo fecha os olhos, sorteia uma imagem e mostra a imagem aos amigos, sem olhar. Então pergunta: “Quem eu sou?” Os outros começam a dar pistas. Quando um descobre, outro é escolhido para adivinhar.  

 

Sentinela  

 

Uma pessoa olha ao redor e escolhe algum elemento, que diz: “Eu sou o sentinela e vi um bicho voador”. Cada jogador faz uma pergunta para tentar descobrir o que o outro viu e ele só pode responder com “sim” ou “não”. Quem acertar primeiro será o próximo sentinela e vai propor um novo desafio.  

 

Duas verdades e uma mentira  

 

Uma pessoa conta alguns factos sobre ela. Duas são verdadeiras e uma é mentira. Então todos mostram ao mesmo tempo com os dedos se a afirmação um, dois ou três é a falsa. A pessoa que contou diz qual é e passa para a outra pessoa dizer três frases.  

 

 

Bingo de placas  

 

Num cartão de bingo, marca-se o primeiro número das placas dos carros que aparecerem na estrada. Um adulto pode ir dizendo os números para todos procurarem nos seus cartões. Quem fechar uma linha inteira ganha um brinde e quem fizer a cartão cheio, ganha um chocolate...  

 

Stop  

 

 

Para facilitar, aqui não se usa papel (mas também há essa possibilidade). A ideia é que uma pessoa defina uma letra e então todos dizem nomes de animais, alimentos, nomes de pessoas e cidades, até não haver mais possibilidades. Quando acaba, começa tudo de novo.
 
Boas e santas férias Imprimir e-mail

                                      BOAS E SANTAS FÉRIAS


A tradição cristã do descanso supõe que a nossa vida de fé se intensifique durante este tempo. Durante o ano as correrias habituais nem sempre nos deixaram o tempo suficiente para a oração, contemplação, reflexão, lectio divina! Além da nossa participação tranquila nas celebrações eucarísticas (e em todas as regiões de veraneio temos paróquias que acolhem a todos) aproveitemos para aprofundarmos nossa união com Deus.
Esta é outra oportunidade que está na nossa genética cristã: aproveitarmos do descanso para cultuar a Deus com mais intensidade e aprofundarmos a nossa vida cristã! Mesmo sabendo que muitas vezes as tradições actuais rumem para uma vida onde a fé não apareça durante o tempo de descanso, para nós cristãos, é este tempo abençoado, humano e divino, de aproveitarmos para refazer não só do cansaço do ano vivido, mas também para estarmos mais ainda em comunhão com Deus.
E não seria realmente por aí essa oportunidade: se bem que podemos descobrir a presença de Deus também dentro das nossas metrópoles e residências urbanas, passar um tempo em maior contacto com a natureza exuberante das nossas praias é poder contemplar também o dedo de Deus que tudo fez e que nos chama para viver em harmonia com Ele e com toda a criação. Boas e santas férias, como cristãos, a todos!

 
Férias é tempo de quê? Imprimir e-mail

Férias é tempo de quê?


Aproveita bem, tens alguns dias de descanso

 

Férias, quase sempre é assim: a gente quer fazer tudo o que pode e aproveitar bem o tempo tão sonhado durante as demais épocas do ano. Elas passam tão rápido que quando nos acostumamos com a ideia, já é hora de voltarmos para casa. Mas, é um tempo maravilhoso no qual acontecem coisas novas e interessantes!
Como dá gosto voltarmos ao grupo a que pertencemos e contar tudo o que vivemos nas férias, dando brilho e cor aos acontecimentos, revivendo os factos, levando outros a viverem connosco cada momento, embalados pela imaginação.
Há aquelas pessoas que falam das maravilhas que são as férias no campo, ou na montanha, com paisagens encantadoras, e o cheiro das flores e das ervas, o pôr do sol, o canto dos passarinhos, a comida gostosa do interior, as horas de silêncio, a paz, a calma, e de como
tudo isso repousa e descansa e faz bem à alma
.
E há outras que preferem o litoral, e estando lá, esquecem o resto do mundo enquanto contemplam o azul infinito dos céus, descansam os ouvidos no embalo das ondas, e sentem o sol no corpo... repousam, descansam e sonham.
Mas, é claro que as férias não se resumem em viagens e passeios a lugares espectaculares. São dias destinados ao descanso após actividades consecutivas em um período anual ou semestral de trabalho ou estudo. E Viajar não é a única opção!
Dormir um pouco mais, cuidar da saúde, visitar parentes e amigos, praticar desporto, fazer uma boa leitura, caminhar no parque ou simplesmente nas ruas da cidade... O importante é que no final todo mundo volta para a “labuta” do dia-a-dia, com paz na alma e as “baterias recarregadas”.
Presenciei há dias uma cena, que me fez reflectir sobre este assunto e, de uma certa forma preocupei-me, já que os adolescentes de hoje são o “futuro da humanidade”. Dois jovens conversavam e o assunto era
férias conjugadas com internet
. Falavam de jogos, sites “incríveis” e muito mais!
Orgulhavam-se do número de horas que haviam ficado no computador, e parecia que cada um queria bater o recorde, ao menos na conversa. Um dizia que ficou ligado na rede até de madrugada, o outro orgulhava-se de ter amanhecido o dia a navegar. E a conversa seguiu em frente, só pude escutar até ali, mas foi o bastante para reflectir: Que descanso estes jovens têm?
Que personalidade está a ser formada por detrás dos botões electrónicos? Para onde caminha esta geração?
Sei que cada um é livre e faz o que quer do seu tempo, mas quando penso em férias, não consigo imaginar-me parado em frente de uma tela sem ver a luz do sol nem sentir a brisa de cada manhã.
Acredito que natureza e férias têm tudo a ver! Aproveita bem se ainda tens alguns dias de descanso e faz bom uso deles. Se ainda não paraste um pouco, que tal pensar no assunto com mais seriedade? Parar, às vezes, é preciso!
Deus fala-nos de várias formas, a natureza é uma delas. Diz o poeta, que
“um pouco de silêncio não faz mal a ninguém”.
Na sua sabedoria, a natureza também pára, silencia e até se deixa cortar, porque “as podas são necessárias”, mas, isso é interessante tendo em vista que sempre retorna inteira para cumprir o seu papel, costumando surpreender-nos ao florescer cada vez mais na estação vindoura.
Sem medo, sigamos o seu exemplo e quando as férias terminarem, teremos óptimos assuntos para partilhar, até porque testemunhar, é uma forma de tomar posse das maravilhas
que Deus realiza nas nossas vidas. Também durante as férias!

 
Férias Imprimir e-mail

Imagem vazia padrãoFérias:

saber perder tempo

“Para tudo há um tempo debaixo dos céus:
Tempo para nascer e tempo para morrer,
Tempo para procurar e tempo para perder,
Tempo para guardar
e tempo para deitar fora”
(Ecle 3,1.6).



Em tempo de férias é sempre oportuno reflectirmos sobre o bem mais precioso da nossa vida: o tempo.
Perguntem ao estudante que reprovou, quanto vale um ano! Perguntem à mãe que teve o bebé prematuro, quanto vale um mês! Perguntem aos namorados que não se viam há muito, o valor de uma hora! Para perceber o valor de um minuto, perguntem ao passageiro que perdeu o avião! Para perceber o valor de um segundo, perguntem a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente!
Assim nos mostra a vida como é precioso cada ano, cada dia, cada hora ou fracção de tempo. Será por isso que se diz que “o tempo é dinheiro”? Ou será que o tempo, como a moeda, se vai desvalorizando na nossa vida cronometrada do dia-a-dia? E, no entanto, Deus dá-nos todo o tempo do mundo de graça.
Os antigos consideravam que a verdadeira ocupação do homem era o ócio e não os negócios. Os monges tentaram manter vivo este ideal do homem ciente da sua vocação: não fomos criados para trabalhar, mas para louvar o criador; estamos neste mundo não para explorar a terra, mas para cuidar do jardim da criação.
Na escola, na família e na sociedade preparam-nos para o trabalho, mas não nos preparam para o ócio nem nos ensinam a saber “perder tempo”. Não nos faltam meios e propostas para matarmos o tempo, em vez de nos ensinarem a arte de vivê-lo com sabedoria: uns matam o tempo diante do televisor, outros “ocupando os tempos livres” para que nunca estejam livres; outros em actividades radicais, para que nunca cheguem à raiz das coisas e dos problemas… Matamos o tempo para não nos cruzarmos com a morte, e fugimos à morte para não nos encontrarmos com a vida.
Passamos a vida a correr contra o tempo, a lamentarmo-nos que “não temos tempo”, quando afinal o tempo só nos foge porque nós corremos contra ele. Construímos vias rápidas e máquinas velozes para ganhar tempo, mas é o tempo que foge e passa depressa sem nos permitir contemplarmos a paisagem de cada dia e saborear as paragens que a vida nos proporciona. Tornamo-nos escravos do relógio e cada vez sabemos menos “a quantas andamos”. Na ilusão de corrermos contra o tempo estamos a correr contra nós, pois não vivendo realmente, acabamos por queimar o tempo e a vida.
Como é difícil valorizar o tempo presente que Deus nos dá, vivendo o ritmo quotidiano da vida. Os mais velhos continuam a sonhar com o passado sempre “muito melhor” (no meu tempo é que era bom!), enquanto os mais jovens vivem obcecados com o futuro. Vamos assim contando os dias e os anos sem vivermos cada momento e cada dia: uns sempre atrasados ou desactualizados, outros tão avançados que parecem viver noutro planeta e fuso horário.
Necessitamos de reaprender a arte do ócio, de dar tempo a nós mesmos, à família, aos amigos. Precisamos de perder tempo com coisas “inúteis”: pararmos a admirar o mistério do amanhecer, saborear a brisa da madrugada que nos fala de Deus, escutar a polifonia dos pássaros que cantam sem contrato, ouvir o silêncio das criaturas e decifrar as mensagens das estrelas…
O tempo de férias constitui uma ocasião propícia para acertarmos a vida pelo relógio do sol e pelo ritmo das criaturas. É o tempo em que podemos tapar os ouvidos ao bater das horas, para escutarmos mais as batidas do coração. Longe de ser um tempo para “passar” ou mal gasto, as férias deveriam ser o tempo bem empregue: onde conseguimos arranjar agenda para nós e para os outros; onde redescobrirmos que o dinheiro não é tudo, que as melhores coisas da vida não se compram, pois são grátis, são graça. Longe de ser um tempo de evasão, as férias deveriam ser tempo de encontro, de reflexão, de avaliação; deveriam ser uma ocasião para passarmos do tempo de fazer (ter que fazer), para o tempo de viver, o tempo de experiência da autenticidade e da criatividade.
Quem dera que pelo menos as nossas férias fossem um tempo da experiência compartilhada com o outro, tempo favorável ao encontro, tempo cheio de significados. Como tão bem observou Marcel Proust: “Uma hora não é uma hora, é um vaso cheio de perfumes, sons, projectos e climas”. Uma vida não é vida se não for assim: cheia de perfumes, sons, projectos e climas. Pois, afinal, a vida não é o tempo e os anos que vamos contando, mas uma história de tempos, lugares e encontros cheios de tudo isso. Isidro Lamelas

Dizia a raposa ao Princepezinho, “foi o tempo que perdeste com a tua rosa que fez a tua rosa tão importante”.
Porque esta continua a ser uma verdade esquecida entre os humanos, é importante que haja quem saiba e ensine a “perder tempo” com o mais importante.
E o mais importante continua a ser “criar laços” e “deixar-se cativar”.

 

 

 

 

DECÁLOGO PARA UM VERANEANTE

1 – Vive a Natureza
2 – Vive o teu nome e a tua condição de cristão
3 – Vive o Domingo
4 – Vive a família
5 – Vive a vida
6 – Vive a amizade
7 – Vive a justiça
8 – Vive a pureza de coração
9 – Vive a verdade
10 – Vive a solidariedade

 

Necessidade do justo descanso para o corpo e o espírito

Diz o Papa Bento XVI: As férias são dom de Deus que permite recuperar-se física e espiritualmente para o caminho da vida.
Especialmente para aqueles que sintam maior necessidade disso, que possam «ter um pouco de férias», precisamente «para revigorar as energias físicas e espirituais e recuperar um saudável contacto com a natureza».
«O ar da montanha far-me-á bem e poderei dedicar-me mais livremente à reflexão e à oração”.

Bento XVI elogiou o ambiente da montanha, que «em particular, evoca a elevação do espírito até ao alto, a elevação até à ‘alta medida’ da nossa humanidade, que lamentavelmente a vida quotidiana tende a rebaixar».
”O tempo de férias é um dom de Deus». «Graças ao descanso, recuperamos as forças para o caminho da nossa vida.»
«Àqueles que não podem deixar o trabalho – penso em particular nos agricultores empenhados nas colheitas – desejo que possam gozar dos frutos do seu esforço», e que «nesse trabalho também possam ter algum período de descanso e lazer”.

 

 

 
FÉRIAS COM JESUS Imprimir e-mail

Se passas as férias de maneira dissipada, correndo daqui e dali, em passeios que cansam mais do que repousam, em lugares de calor esgotante, ouvindo barulhos fatigantes, músicas e vozes altas, no fim das férias não conseguirás evitar um sentimento de frustração, por o tempo ter passado, sem saberes como, e de irritação contra o trabalho que te espera.
Muito diferentes serão as férias, se as passares coMigo, mesmo que vás para fora, mesmo que faças alguma viagem, não Me esqueças.

Passeia, diverte-te, sim, mas reserva tempo para o repouso verdadeiro, mantendo a vida calma, o tempo de oração e o sentido da Minha presença.

É que durante as férias Jesus também está junto de ti. Então, não deixes passar o tempo sem Me dirigires, de vez em quando, alguma palavra, algum olhar de amor.

No fim estarás repousado, com novas forças e com vontade de trabalhar. Com o cérebro repousado, terás novas ideias, para executar o teu trabalho com maior eficiência e perfeição.

Vinde para um lugar deserto e descansai um pouco Mc 6, 30-34

Nesta passagem do Evangelho, Jesus convida os seus discípulos a separar-se da multidão, do seu trabalho, e retirar-se com Ele a «um lugar deserto». E ensina-os a fazer o que Ele fazia: equilibrar acção e contemplação, passar do contacto com as pessoas ao diálogo secreto e regenerador consigo mesmo e com Deus.
O tema é de grande importância e actualidade. O ritmo de vida adquiriu uma velocidade que supera a nossa capacidade de adaptação. A cena de Charlot concentrado na linha de montagem em Tempos Modernos é a imagem exacta desta situação. Perde-se, desta forma, a capacidade de separação crítica que permite exercer um domínio sobre o fluir, frequentemente caótico e desordenado, das circunstâncias e das experiências diárias.
Jesus, no Evangelho, não dá a impressão de estar agitado pela pressa. Às vezes, ele até perde o tempo: todos O buscam e Ele não se deixa encontrar, absorto como está na oração. Às vezes, como nesta passagem evangélica, Ele inclusive convida os seus discípulos a perderem tempo com Ele: «Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco». E recomenda frequentemente que não se agitem. Também o nosso físico, quanto bem recebe através de tais «folgas».
Entre estas «pausas», estão precisamente as férias de verão. Elas são, para a maioria das pessoas, a única oportunidade de descansar um pouco, para dialogar de forma distendida com o próprio cônjuge, brincar com os filhos, ler algum bom livro ou contemplar a natureza em silêncio; em resumo, para relaxar. Fazer das férias um tempo mais frenético que o resto do ano significaria arruiná-las.
Ao mandamento «Lembrai-vos de santificar as festas», seria preciso acrescentar: «Lembrai-vos de santificar as férias». «Parai (tirai férias!), sabei que eu sou Deus», diz Deus num salmo (Sal 46). Um meio simples de fazer isto poderia ser entrar numa igreja ou numa capela de montanha, numa hora em que estiver deserta, e passar um pouco de tempo «solitário» lá, a sós connosco mesmos, a sós frente a Deus.
Esta exigência de tempos de solidão e de escuta apresenta-se de forma especial aos que anunciam o Evangelho e aos animadores da comunidade cristã, que devem permanecer constantemente em contacto com a fonte da Palavra que devem transmitir aos seus irmãos. Os leigos deveriam alegrar-se, não se sentir descuidados, cada vez que o próprio sacerdote se ausenta para um tempo de recarga intelectual e espiritual.
É preciso dizer que as férias de Jesus com os apóstolos foram de breve duração, porque as pessoas, vendo-O partir, seguiram-nO a pé até ao lugar de desembarque. Mas Jesus não se irrita com as pessoas que não Lhe dão tréguas, senão que «se comove», vendo-as abandonadas a si mesmas, «como ovelhas sem pastor», e começa a «ensinar-lhes muitas coisas».
Isto mostra-nos que é preciso estar dispostos a interromper até o merecido descanso frente a uma situação de grave necessidade do próximo. Não se pode, por exemplo, abandonar num hospital, um idoso sobre quem se tem a responsabilidade, para desfrutar de umas férias sem incómodos. Não nos podemos esquecer das muitas pessoas cuja solidão elas não escolheram, senão que a sofrem, e não por algumas semanas ou um mês, senão por anos, talvez durante a vida toda. Também aqui cabe uma pequena sugestão prática: olhar à nossa volta e ver se existe alguém a quem ajudar a sentir-se menos sozinho na vida, com uma visita, uma ligação, um convite a vê-lo um dia no lugar das férias: aquilo que o coração e as circunstâncias sugiram.

 
BOAS FÉRIAS! Imprimir e-mail

A tradição cristã do descanso supõe que a nossa vida de fé se intensifique durante este tempo. Durante o ano as correrias habituais nem sempre nos deixaram o tempo suficiente para a oração, contemplação, reflexão, lectio divina! Além da nossa participação tranquila nas celebrações eucarísticas (e em todas as regiões de veraneio temos paróquias que acolhem a todos) aproveitemos para aprofundarmos a nossa união com Deus.
Esta é outra oportunidade que está na nossa genética cristã: aproveitarmos do descanso para cultuar a Deus com mais intensidade e aprofundarmos a nossa vida cristã! Mesmo sabendo que muitas vezes as tradições actuais rumem para uma vida onde a fé não apareça durante o tempo de descanso, para nós cristãos, é este tempo abençoado, humano e divino, de aproveitarmos para refazer não só do cansaço do ano vivido, mas também para estarmos mais ainda em comunhão com Deus.
E não seria realmente por aí essa oportunidade: se bem que podemos descobrir a presença de Deus também dentro das nossas metrópoles e residências urbanas, passar um tempo em maior contacto com a natureza exuberante das nossas praias é poder contemplar também o dedo de Deus que tudo fez e que nos chama para viver em harmonia com Ele e com toda a criação.

Férias é tempo de quê?
Aproveita bem, tens alguns dias de descanso


Férias quase sempre é assim, querermos fazer tudo o que se pode e aproveitar bem o tempo tão sonhado durante as demais épocas do ano. Elas passam tão rápido que quando nos acostumamos com a ideia, já é hora de voltarmos para casa. Mas, é um tempo maravilhoso no qual acontecem coisas novas e interessantes!
Como dá gosto voltarmos ao grupo a que pertencemos e contar tudo o que vivemos nas férias, dando brilho e cor aos acontecimentos, revivendo os factos, levando outros a viverem connosco cada momento, embalados pela imaginação.
Há aquelas pessoas que falam das maravilhas que são as férias no campo, ou na montanha, com paisagens encantadoras, e o cheiro das flores e das ervas, o pôr do sol, o canto dos passarinhos, a comida diferente, as horas de silêncio, a paz, a calma, e de como tudo isto repousa e descansa e faz bem à alma.
E há outras que preferem o litoral, e estando lá, esquecem o resto do mundo enquanto contemplam o azul infinito dos céus, descansam os ouvidos no embalo das ondas, e sentem o sol no corpo... repousam, descansam e sonham.
Mas, é claro que as férias não se resumem em viagens e passeios a lugares espectaculares. São dias destinados ao descanso após actividades consecutivas num período anual ou semestral de trabalho ou estudo. E viajar não é a única opção!
Dormir um pouco mais, cuidar da saúde, visitar parentes e amigos, praticar desporto, fazer uma boa leitura, caminhar no parque ou simplesmente nas ruas da cidade... O importante é que no final todos voltem para a “labuta” do dia-a-dia, com paz na alma e as “baterias recarregadas”.
Dois jovens conversavam um dia e o assunto era férias conjugadas com internet. Falavam de jogos, sites “incríveis” e muito mais!
Orgulhavam-se do número de horas que haviam ficado no computador, e parecia que cada um queria bater o recorde, ao menos na conversa. Um dizia que ficou ligado na rede até a madrugada, o outro orgulhava-se de ter amanhecido o dia a navegar. E a conversa seguiu em frente, só pude escutar até ali, mas foi o bastante para reflectir: Que descanso estes jovens têm? Que personalidade está a ser formada por detrás dos botões electrónicos? Para onde caminha esta geração?
Sei que cada um é livre e faz o que quer do seu tempo, mas quando penso em férias, não consigo imaginar-me parado em frente de uma tela sem ver a luz do sol nem sentir a brisa de cada manhã.
Acredito que natureza e férias têm tudo a ver! Aproveita bem se ainda tens alguns dias de descanso e faz bom uso deles. Se ainda não paraste um pouco, que tal pensar no assunto com mais seriedade? Parar, às vezes, é preciso!
Deus fala-nos de várias formas, a natureza é uma delas. Diz o poeta, que “um pouco de silêncio não faz mal a ninguém”.
Na sua sabedoria, a natureza também pára, silencia e até se deixa cortar, porque “as podas são necessárias”, mas, isso é interessante tendo em vista que sempre retorna inteira para cumprir o seu papel, costumando surpreender-nos ao florescer cada vez mais na estação vindoura.
Sem medo, sigamos o seu exemplo e quando as férias terminarem, teremos óptimos assuntos para partilhar, até porque testemunhar, é uma forma de tomar posse das maravilhas que Deus realiza nas nossas vidas. Também durante as férias!

 O tempo do descanso chegou
"Vinde a mim vós todos os que sofreis e estais curvados sob os vossos fardos, e eu vos aliviarei" (Mt 11,28).

Esta é uma palavra profundamente consoladora, e que nos encoraja a buscarmos o Senhor. Ele mesmo nos convida: "Vinde a mim". Diante deste convite não podemos ficar parados; pelo contrário, caminhemos ao encontro d'Ele, e lancemos sobre Ele todos os nossos fardos e o que pesa na nossa consciência, porque Ele cuida de nós.
Estás cansado(a), triste, abatido(a), desanimado(a)? Descansa em Jesus que insistentemente está a chamar-te: 'Vinde a mim.'
Entreguemo-nos ao Senhor do fundo do nosso coração, e deixemo-nos cuidar por Ele.


PARA SE DIVERTIR COM OS AMIGOS

AS DÚVIDAS perseguem-nos...

- Por que é que a laranja se chama laranja e o limão não se chama verde?
- Por que é que as lojas abertas 24 horas têm fechadura?
- Como se escreve zero em algarismos romanos?
- Quando inventaram o relógio, como sabiam que horas eram para poder acertá-lo?
- Como foi que a placa “É proibido pisar a relva” foi colocada?

 

 

 
PALAVRAS CRUZADAS Imprimir e-mail

Um maneira boa de passar bem o tempo de férias…fazer palavras cruzadas…aprendendo.
E podemos mesmo usar a leitura da Bíblia, e, ao mesmo tempo proporcionar momentos de agradável descontracção.
1 - Seguem dois passatempos muito simples.

Image

PREENCHE ESTES DIAGRAMAS, RESPEITANDO O NÚMERO DE LETRAS E O CRUZAMENTO CORRECTO DAS PALAVRAS.

"Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra. Porque os meus olhos viram a vossa salvação que preparastes diante de todos os povos, como luz para iluminar as nações, e para a glória do vosso povo de Israel." (Lucas 2, 29-32)

2 _________________________________________________________________________

Image

RESOLVE A CRUZADA SIMPLES E DESCOBRE A PALAVRA FORMADA NUMA DAS COLUNAS VERTICAIS.

1) Como se chamava o pai da profetiza Ana? (Lc 2,36)
2) Homem a quem foi revelado que não morreria sem primeiro ver Jesus. (Lc 2,25-26)
3) "Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em____________ (Lc 2,29)
4) Nome da filha de Fanuel, que estava no templo. (Lc 2,36-37)
5) O menino estava cheio do que? (Lc 2,40)
6) Eles voltaram para qual cidade da Galileia? (Lc 2,39)

_________________________________________________________________________

 

 

 
<< Início < Anterior | 1 2 3 4 | Seguinte > Final >>

Resultados 1 - 10 de 31

Webdesign Contabilidade Porto Porto Apartments