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Basta-me saber que sois jovens para eu vos amar

São João Bosco

 
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Mês do Sagrado C. Jesus
O Sagrado Coração de Jesus no mundo Imprimir e-mail

Imagem vazia padrãoO culto ao Sagrado Coração esteve presente já no início da Igreja, desde a Cruz, onde este divino Coração foi aberto para os fiéis como um asilo inviolável, sacrário das divinas riquezas, que derrama sobre nós as torrentes da misericórdia e da graça. Os maiores Santos de todos os séculos compreenderam o segredo desta devoção muito antes que ela fosse revelada de modo especial. Seu desenvolvimento é devido especialmente a São Bernardo, e também a Santa Matilde, Santa Gertrudes e São Boaventura; em seguida, pelos Jesuítas, pelo Bem-aventurado Henrique Suso, São Bernardino de Sena e sobretudo São João Eudes (1601-1680).

Depois das revelações do Sagrado Coração a Santa Margarida Maria Alacoque, a festa, aprovada por Clemente XIII em 1765 para algumas dioceses, foi estendida a toda a Igreja por Pio IX em 1856. Em 1899, Leão XIII consagrou todo o género humano ao Sacratíssimo Coração de Jesus. Em 1928, Pio XI definiu a festa do Sagrado Coração como a característica de nossos tempos.

Lê-se na vida de Santa Gertrudes que, sendo um dia favorecida com a aparição de São João Evangelista, perguntou-lhe por que motivo, tendo ele descansado sobre o Coração de Jesus durante a Ceia, nada havia escrito para instrução nossa sobre os movimentos do divino Coração; e que o Santo respondera com estas palavras memoráveis:

“Eu estava encarregado de escrever, para a Igreja ainda no berço, a palavra do Verbo Encarnado; Deus, porém, reservou a suavidade dos sentimentos do divino Coração para manifestá-la nos últimos tempos, na velhice do mundo, a fim de reacender a caridade que arrefecer-se-á consideravelmente.”

 

 

 
A revelação do Sagrado Coração Imprimir e-mail

Imagem vazia padrãoEssa revelação aconteceu no século 17, na França, a uma religiosa da Ordem da Visitação, de Paray-le-Monial, de nome Margarida Maria. Ela foi favorecida por Nosso Senhor com preciosos dons e visões, e por três vezes Ele lhe concedeu mensagens para toda a Igreja. Essas são as chamadas “três Grandes Aparições” de Paray-le-Monial .

A primeira grande aparição foi no dia 27 de Dezembro de 1673, como escreveu Santa Margarida Maria:

“No dia de São João Evangelista, depois da Comunhão, apresentou-se-me o Coração de Jesus, como em refulgente trono formado de fogo e chamas mais brilhantes do que o sol. A chaga que recebeu na Cruz aí aparecia visivelmente, e uma coroa de espinhos circundava esse sagrado Coração, que tinha uma cruz em cima. Revelou-me o divino Salvador significarem esses instrumentos da Paixão, que o imenso amor, que aos homens tinha, havido sido origem de todos os seus sofrimentos; que desde o primeiro instante de sua Encarnação, todos esses tormentos e desprezos lhe foram apresentados; que desde logo a Cruz foi, por assim dizer, plantada em Seu Coração; que aceitou todas as dores e humilhações que Sua santa Humanidade tinha de sofrer no curso de sua vida mortal, e assim também os ultrajes a que Seu amor aos homens O exporia até a consumação dos séculos, habitando com eles no Santíssimo Sacramento.”

E o Senhor disse-lhe:

«O Meu divino Coração está tão abrasado em amor pelos homens, que não podendo mais conter em si as chamas da sua ardente caridade, lhe é necessário que as derrame por qualquer meio, e se lhes manifeste, a fim de os enriquecer com os tesouros que em si encerra; tesouros cujo valor são graças de salvação e de santificação, para os tirar do abismo da perdição.»

 

 

 
A Grande Promessa Imprimir e-mail

Imagem vazia padrãoNa primeira aparição, Jesus havia revelado o Seu “amor apaixonado” por nós; na segunda aparição, Ele revelou que esse amor não é retribuído, mas ofendido e desprezado. Conta-nos Santa Margarida Maria:

“Estando eu um dia, diante do Santíssimo Sacramento exposto, apareceu-me o Divino Mestre todo radiante de glória com as suas cinco chagas resplandecentes quais cinco sóis. Da sua sagrada Humanidade saíam chamas de todos os lados, porém principalmente do seu adorável peito, que parecia uma fornalha: no meio destas chamas, mostrou-me o seu suavíssimo Coração, que era o foco das chamas. Revelou-me então as maravilhas inexplicáveis do seu amor, a que excesso havia chegado, amando os homens, de quem só recebia ingratidões.

«Eis aqui, me disse Ele, o que Me é mais sensível do que tudo o que sofri na Minha Paixão, tanto que, se correspondessem ao Meu amor, pouco contaria tudo quanto por eles fiz, e quisera, se fosse possível, fazer ainda mais; eles, porém, só têm tibieza e repulsa para todos os meus ardentes desejos de lhes fazer bem».”

Fez então o Senhor a chamada “Grande Promessa”, relacionada com a devoção das Primeiras Sextas-feiras:

«Eu prometo, na excessiva misericórdia do meu Coração, que o meu amor todo-poderoso concederá a todos aqueles que comungarem, em nove primeiras sextas-feiras do mês, seguidas, a graça da penitência final, que não morrerão na minha desgraça, nem sem receberem os seus sacramentos e que o meu divino Coração será o seu asilo seguro no último momento.»

Como uma preparação para essa consagração da primeira sexta-feira de cada mês, Jesus pediu que na véspera se pratique o piedoso exercício da Hora Santa, meditando os sofrimentos da Sua Paixão, especialmente a Sua agonia no Horto das Oliveiras:

«E para me acompanharem na humilde oração que eu apresentei a meu Pai, no meio de todas as minhas angústias, todas as quintas-feiras levantar-te-ás, entre as onze horas e a meia noite, para comigo te prostrares durante uma hora, com o rosto em terra, assim para aplacar a ira divina, pedindo misericórdia para com os pecadores, como para adoçar, de alguma maneira, a amargura que eu sentia com o desamparo em que me deixavam os meus apóstolos, o qual me obrigou a lançar-lhes em rosto o não terem podido velar uma hora comigo.»

A Igreja aceita a Hora Santa como válida para esta devoção a partir duas horas da tarde, até à meia-noite.

 

 

 
A Festa do Sagrado Coração Imprimir e-mail

Sobre a terceira grande aparição, em Junho de 1675, escreveu Santa Margarida Maria: “Estando diante do Santíssimo Sacramento num dia da sua oitava, recebi do meu Deus graças inefáveis. Sentindo-me inflamada em desejos de Lhe retribuir amor com amor, disse-me Ele: «Tu só poderás provar-me mais amor, fazendo o que tantas vezes te hei-de pedido».

E, mostrando-me o seu divino Coração, disse-me:

«Eis aqui o Coração que a tal ponto amou os homens, que nada poupou, até se esgotar e se consumir, para lhes testemunhar o seu amor; e entretanto só recebo da maior parte deles ingratidões, pelas irreverências, sacrilégios, desprezo e tibieza com que me tratam no meu Sacramento de amor. O que me é ainda mais sensível, é serem corações que me foram consagrados, os que assim me tratam. Por isso te peço que se dedique a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento a uma festa particular com o fim de venerar o meu Coração, fazendo-lhe actos de reparação, comungando nesse dia em desagravo pelas indignidades recebidas durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares.»

«Prometo que o meu Coração dilatar-se-á para difundir com abundância os influxos do seu divino amor sobre todos quantos lhe tributarem esta homenagem, e fizerem com que outros lha tributem.»”

A festa tem o fim de render o obséquio do nosso amor ao amor infinito de Jesus e a digna satisfação ou reparação devida ao Coração de Jesus, pelos inumeráveis pecados cometidos sobretudo contra a Eucaristia.

 

 

 
As Seis Promessas do Coração de Jesus Imprimir e-mail

Imagem vazia padrãoA partir do século 19, foram espalhadas doze (12) fórmulas abreviadas, que não são todas equivalentes às promessas de Jesus encontradas nos escritos de Santa Margarida Maria. As Seis Promessas autênticas são as que se seguem (retiradas do livro A Grande Promessa, Ed. da Divina Misericórdia):

1ª - Para aqueles que trabalham pela salvação das almas
“O Meu Divino Salvador fez-me entender que aqueles que trabalham pela salvação das almas, terão o dom de tocar os corações mais endurecidos e trabalharão com êxito maravilhoso se tiverem uma terna devoção para com o divino Coração.” (Vida, pág. 275 – II Obras, pág. 627)

2ª - Para as comunidades religiosas
“Ele me prometeu... que derramará a suave unção da sua ardente caridade sobre todas as comunidades religiosas que O honrarem e se colocarem sob a sua especial protecção, e desviará delas todos os golpes da divina justiça, a fim de as colocar em estado de graça, quando tiverem caído em pecado.” (II Obras, pág. 300)

3ª - Para os leigos
“Os leigos encontrarão, por meio desta amável devoção, todo o socorro necessário ao seu estado, ou seja, a paz nas suas famílias, o alívio nos seus trabalhos, as bênçãos do Céu em todos os seus empreendimentos, a consolação nas suas misérias e encontrarão, precisamente, neste Sagrado Coração, o lugar de refúgio, durante toda a sua vida e, principalmente, na hora da morte.” (II Obras pág. 627 – Vida, pág. 275)

4ª - Para as casas onde for entronizada e honrada a Imagem do Sagrado Coração de Jesus
“Assegurou-me que sentia um prazer singular em ser honrado sob a figura deste Coração de carne, do qual queria que a Imagem fosse exposta em público, a fim de tocar, por este meio, o coração insensível dos homens.”
“Prometeu-me que derramaria com profusão, nos corações daqueles que O honrarem, todos os dons de que está pleno o seu Coração e que esta Imagem, em toda a parte onde for entronizada, a fim de ser especialmente honrada, atrairá todas as espécies de bênçãos.” (II Obras, pág. 627 – Vida pág. 275)

5ª - Promessas de salvação para com todos os que Lhe forem devotados e consagrados
“Eu me sinto toda abismada neste divino Coração. Nele me encontro como que num abismo profundo, onde me são revelados os tesouros de amor e de graças para com aquelas pessoas que a Ele se consagrarem e se sacrificarem, como fim de Lhe renderem e obterem toda a honra, amor e glória que estiver ao seu alcance.
Ele me confirmou que o prazer que sente em ser amado, conhecido e honrado pelas criaturas é tão grande que Ele me prometeu que todos aqueles que Lhe forem devotados e consagrados, jamais perecerão.” (II Obras, págs. 300 e 396)

6ª - Para aqueles que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses seguidos
“Numa primeira sexta-feira, durante a Sagrada Comunhão, Ele disse as seguintes palavras à sua indigna escrava:
«Eu prometo, na excessiva misericórdia do meu Coração, que o meu amor todo-poderoso concederá a todos aqueles que comungarem, em nove primeiras sextas-feiras do mês seguidas, a graça da penitência final, que não morrerão na minha desgraça, nem sem receberem os seus sacramentos e que o meu divino Coração será o seu asilo seguro no último momento.»” (II Obras pág. 397)

 

 

 
Novena Irresistível ao Sagrado Coração de Jesus Imprimir e-mail

Imagem vazia padrãoÓ meu Jesus que dissestes: “Em verdade vos digo: pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e ser-vos-á aberto”, eis que eu bato, procuro e peço a graça... (pedido).
Pai-Nosso, Avé Maria, Glória.
Sagrado Coração de Jesus, eu confio e espero em Vós!

Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade vos digo: qualquer coisa que peçais ao Meu Pai em Meu nome, Ele vo-la concederá”, eis que ao Vosso Pai, em Vosso nome, Eu Vos peço a graça... (pedido)
Pai-Nosso, Avé Maria, Glória
Sagrado Coração de Jesus, eu confio e espero em Vós!

Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade vos digo: passarão o Céu e a Terra, mas as Minhas palavras jamais”, eis que, apoiado na infalibilidade das vossas santas palavras, eu peço a graça... (pedido).
Pai-Nosso, Avé Maria, Glória
Sagrado Coração de Jesus, eu confio e espero em Vós!

Ó Sagrado Coração de Jesus, a Quem uma única coisa é impossível, isto é, a de não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, míseros pecadores, e concedei-nos as graças que Vos pedimos por intermédio do Coração Imaculado da Vossa e nossa terna Mãe.
São José, amigo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós.
Salve Rainha.

 

 

 
LADAINHA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS Imprimir e-mail

Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade.
Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós
Filho Redentor do mundo, que sois Deus,
Espírito Santo que sois Deus,
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,
Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno,
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe,
Coração de Jesus, substancialmente unido no Verbo de Deus,
Coração de Jesus, de infinita majestade,
Coração de Jesus, templo santo de Deus,
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu,
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade,
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e de amor,
Coração de Jesus, cheio de bondade e de amor
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes
Coração de Jesus, digníssimo de todos os louvores
Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações
Coração de Jesus, onde se encerram todos os tesouros da sabedoria e da ciência,
Coração de Jesus, onde reside toda a plenitude da Divindade,
Coração de Jesus, objecto das complacências do Pai,
Coração de Jesus, de cuja plenitude todos nós recebemos,
Coração de Jesus, desejado das colinas eternas,
Coração de Jesus, paciente e cheio Ide misericórdia,
Coração de Jesus, rico para com todos aqueles que Vos invocam,
Coração de Jesus, fonte de vida e de santidade,
Coração de Jesus, propiciação pelos nossos pecados
Coração de Jesus, saturado de opróbrios,
Coração de Jesus, triturado de dor por causa dos nossos pecados.
Coração de Jesus, obediente até à morte
Coração de Jesus, trespassado pela lança,
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação,
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação,
Coração de Jesus, vítima dos pecadores
Coração de Jesus, salvação dos q em Vós esperam,
Coração de Jesus, esperança daqueles que morrem no Vosso amor,
Coração de Jesus, delícia de todos os Santos,
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo – perdoai-nos, Senhor
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo – ouvi-nos, Senhor
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo – tende misericórdia de nós, Senhor

Jesus, manso e humilde de Coração – Fazei o meu coração semelhante ao Vosso.

Oremos: Deus omnipotente e sempiterno, olhai para o Coração do vosso amado Filho; atendei aos louvores e satisfações que Ele em nome dos pecadores Vos oferece e, deixando-Vos aplacar, perdoai àqueles que imploram a vossa misericórdia, em nome deste mesmo Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. Amén.

 

 

 
Consagração das Famílias ao Sagrado Coração Imprimir e-mail

Imagem vazia padrãoO Coração de Jesus é fonte de vida para a família. O matrimónio, ainda como simples instituição natural, dimanou do amor de Deus Criador, segundo palavras que não admitem equívocos: “Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne».
Com relação à família está a haver uma crescente agressão de forças culturais, sociais e políticas que tentam arrancá-la do seu fundamento natural, o matrimónio, equiparando-a a outras formas de convivência, como as uniões de facto e inclusive às não naturais».
É especialmente eficaz a oração ao Coração de Jesus, como também o é a consagração da família, além da pessoa».
O amor de Jesus, simbolizado pelo seu Sacratíssimo Coração, é fonte e modelo do amor conjugal, que deve por isso ver-se no espelho do Amor de Cristo à Igreja e imitá-lo, ainda com todas as limitações da condição humana».
Para aspirar a esse modelo, a família conta com a graça do Sacramento e com «a oração em família, isto é, feita em comum, marido e mulher juntos, pais e filhos juntos, em todas as situações e vicissitudes alegres e tristes da vida familiar».
O amor conjugal deve ser fiel na alegria e na tristeza, no plano do corpo e no do espírito e, portanto, totalmente contrário ao adultério e ao divórcio, que são a negação do verdadeiro amor, sendo este por sua natureza irreversível e indissolúvel».
O divórcio não só atenta contra a Aliança de salvação, da qual o sacramento do matrimónio é sinal, mas também introduz na família e na sociedade uma desordem incalculavelmente danosa e o problema agrava-se quando os divorciados se casam de novo no civil.
Convidamos aos casais a que aceitem o amor de Cristo, antepondo-o a todas as coisas, e a corresponder-lhe. «Frente à cultura da morte, está o coração de Jesus, fonte de vida», Reflictam sobre o amor de Jesus e façam o propósito de «ser fiéis, de dar testemunho da nossa fé na vida privada e na vida pública, sem medo».
Que grande importância tem a devoção ao Sagrado Coração de Jesus e à entronização do Sagrado Coração na sociedade e nas famílias.
Os documentos pontifícios mostram três aspectos do Coração de Jesus: «o coração de carne enquanto Cristo humano, o coração ético, como vida interior e, por último, como símbolo do amor de Jesus Cristo».
Na Bíblia, o coração de Jesus aparece 600 vezes com múltiplos significados.
A espiritualidade do Coração de Jesus é a espiritualidade central da Igreja, porque governa toda a vida sacramental. Cada um dos sete sacramentos deriva do coração transpassado de Jesus.
O Papa Bento XVI fala cinco vezes, em passagens-chave da encíclica «Deus caritas est», do lado aberto ou do coração transpassado de Cristo, destacando como «Deus se fez visível, mostrou o seu Coração».

 

Dão grande prazer ao meu Coração os que a Ele se consagrarem e renovarem esta consagração com frequência
EXEMPLO

Estava tudo preparado para a entronização na Sexta-feira seguinte. A casa era rica. Na 2ª-feira porém o chefe de família adoeceu repentinamente e de doença grave.
O doente, depois de receber os Sacramentos, diz à esposa: «Vou morrer e não quero sair desta casa sem deixar quem me substitua.» A senhora ouviu e guardou no seu coração as palavras do marido, o seu testamento.
É Sexta-feira. No caixão está o corpo do falecido chefe da família. Cercam-no os amigos. Alguns momentos antes da saída do enterro, entra na sala onde repousa o cadáver do marido, a viúva que traz uma imagem do Sagrado Coração e diz: «meus senhores, desejo cumprir a última vontade do meu marido." Coloca então o quadro do Coração de Jesus nas mãos do falecido que repousa no caixão, pede aos circunstantes que a acompanhem na reza do Credo e no acto de consagração. A Imagem é em seguida tirada e convenientemente entronizada no lugar de honra da sala. Tomando de novo a palavra, a viúva diz: «Agora podeis levar este cadáver. Levai-o. A ocupar o seu lugar, fica nesta família, Cristo vivo.»
A convivência com Cristo no lar é encantadora: por ela a família merece prémio, e que prémio!?

 

Os pecadores acharão sempre, no meu Coração, a fonte e o oceano infinito da misericórdia
EXEMPLO

O Padre Matéo, o grande apóstolo da entronização do Coração de Jesus nos lares, conta no seu livro «Jesus Rei de Amor», o seguinte: Numa viagem que fez à Europa, foi à Espanha, pátria donde era oriunda a sua família do lado materno. Visitou em determinada terra uma Igreja onde havia um grande crucifixo com o braço direito despregado da cruz. O crucifixo ficava por cima de um confessionário. O senhor que andava a mostrar-lhe a Igreja disse o seguinte:
Vê esta mão despregada? É um milagre ocorrido aqui há anos. O sacerdote estava a atender os penitentes e veio um que, noutras vezes, aqui viera e que caía sempre no mesmo pecado: Em certa altura o sacerdote avisou-o que tantas recaídas eram indício da falta de arrependimento sincero e portanto era a última vez que o absolvia. Voltou novamente o penitente e o sacerdote disse-lhe:
— Já te avisei que não te absolvo mais. O homem chorava e pedia compaixão, era sincero no seu arrependimento, mas era um desgraçado a quem o vício tinha enfraquecido a vontade.
— Não, não te absolvo.
— Absolva-me mais esta vez, tenha compaixão de mim.
— Não, não, disse o Sacerdote. Ouviu-se então um gemido, que fez a ambos levantar os olhos: Saía do crucifixo; o Senhor transfigurou-se, o peito arfava-lhe em agonia; esta Mão desprendeu-se, e ouviu-se sair dos seus lábios estas palavras: Perdoo-te Eu, porque me custaste muito caro e, ao mesmo tempo, faz o sinal da Cruz sobre o pecador.»
Para perpetuar esta memória, desde essa altura, o crucifixo permanece deste modo.

 

As almas fervorosas elevá-las-ei em pouco tempo a um alto grau de perfeição
EXEMPLO

Para estudar as revelações feitas a Santa Margarida Maria, para se averiguar se o que nela se passava, era fruto de imaginação doentia, ou embuste do demónio disfarçado em anjo de luz, mandou Deus um sacerdote da Companhia de Jesus, o Padre Cláudio de Ia Colombiére, que tinha estado em Inglaterra.
No princípio do ano de 1675 indo ele celebrar missa ao Mosteiro da Visitação de Paray, foi dito por Jesus à sua serva: «Eis aquele que te envio.»
Algumas semanas depois assistindo à missa deste santo religioso, a serva de Deus vê o seu coração e o Padre Colombiére unidos no Coração de Jesus. Tendo-se verificado a realidade das revelações, segundo os critérios dados por Santo Inácio, para se conhecer a origem do espírito bom ou mau que rege os fenómenos místicos, o Bem-aventurado Cláudio, torna-se o director espiritual de Santa Margarida e enfileira com todo o fervor na devoção e no apostolado do Sagrado Coração que cumpre, neste seu servo, a sua promessa de rápida santificação. Voltando de novo a Inglaterra, nem por isso diminuiu o interesse pela religiosa de Paray, nem ela afrouxou as suas orações por ele.
No Outono de 1681, Nosso Senhor revela-lhe que o seu servo terminará a sua vida em França, em Paray, na casa que os jesuítas ali têm e assim sucedeu.
A 15 de Fevereiro de 1682, dia da morte do Bem-aventurado Cláudio, Margarida Maria recebe uma revelação particular em que lhe é dito que ele entrou no Céu.
«Não há caminho mais breve, diz a nossa Santa, para chegar à perfeição, do que prestar a este Divino Coração todas as homenagens de amor, de honra e de louvor, de que somos capazes; não conheço na vida espiritual, nenhum exercício de devoção que, seja mais próprio para elevar a alma à mais alta perfeição e para lhe fazer gozar as verdadeiras delícias do serviço de Jesus Cristo. Foi o que elevou o Padre Cláudio de Ia Colombiére a tão grande perfeição e em tão pouco tempo. Aqueles que perseverarem em amar e honrar o Sagrado Coração, serão colocados bem no íntimo deste coração que terá mais cuidado de os aperfeiçoar, quanto eles tiverem em lhe testemunhar o seu amor.» O Bem-aventurado Cláudio tinha apenas 41 anos quando faleceu e em tão pouco tempo subiu à mais alta santidade.

 

Abençoarei as habitações em que se achar exposta e honrada a imagem do meu Sagrado Coração
EXEMPLO

Uma piedosa senhora, cujo marido não era praticante, obtém dele licença para entronizar o quadro do Sagrado Coração na sua casa. O Padre Matéo dirige-se a casa dela, distribui as pagelas com a oração, mas por discrição passa em claro o chefe da família, que não sabe praticar a religião.
— E eu, meu Padre? — diz este. Com o maior prazer — respondeu o Padre Matéo.
Rezam-se as orações. Todos os presentes respondem, inclusive o dono da casa. Mas chegados a uma passagem em que se alude aos mortos da família, o referido cavalheiro não responde mais e oculta as mãos. Finda a cerimónia permanece de joelhos, sacodem-no soluços. O sacerdote levanta-o e condu-lo a uma sala vizinha. Logo que a porta se cerra, o nosso homem cai aos pés do sacerdote, dizendo: — meu Padre, não sairá daqui sem me confessar. Há 45 anos que não me confesso. Desde aquele dia este homem comunga todos os dias e a sua casa tornou-se uma verdadeira Betânia.

NO EXCESSO DA MINHA MISERICÓRDIA PROMETO A TODOS AQUELES QUE COMUNGAREM EM 9 PRIMEIRAS SEXTAS-FEIRAS DE 9 MESES SEGUIDOS A GRAÇA DA PENITÊNCIA FINAL; NÃO MORRERÃO NO MEU DESAGRADO NEM SEM RECEBER OS SACRAMENTOS. O MEU CORAÇÃO SERÁ PARA ELES UM ASILO SEGURO NAQUELA DERRADEIRA HORA
EXEMPLO

Numa aldeia de França um homem chamado João Maria, ouvindo pregar o seu pároco sobre a devoção ao Sagrado Coração de Jesus e as suas promessas, começou a fazer a devoção das 9 primeiras Sextas-feiras e precisamente na véspera da última que lhe faltava para concluir o pedido de Nosso Senhor e ter direito à promessa que Ele fizera de não morrer sem os Sacramentos, teve um desastre mortal, pois ao tentar cortar um velho carvalho a árvore partiu-se e arrastou-o na queda esmigalhando-lhe as duas pernas. Era quase noite, João Maria esvaía-se em sangue, não se via ninguém; gritou pedindo socorro mas não obteve resposta nem auxílio. Ia morrer pensou Ele, sem sacerdote que lhe assistisse e sem terminar a 9ª e última Sexta-feira. O demónio tentou-o, sugerindo-lhe que, não era digno do perdão dos seus pecados e de entrar no Céu e por isso Deus permitira aquele desastre, para não terminar as 9 primeiras Sextas-feiras, e portanto condenar-se-ia.
Fez-se totalmente noite, as estrelas começaram a brilhar no céu, João Maria venceu a tentação, invocou o auxílio do Sagrado Coração de Jesus e confiou. De seguida, ouviu um ruído de passos; era alguém que vinha da estrada e se aproximava.
Fazendo um último esforço murmurou em voz fraca: A mim, a mim, vinde em meu socorro; um padre, um padre. Oh! milagre! um homem vestido de batina que a claridade da lua deixava perceber, aproximou-se.
- Oh! Senhor prior, sois vós? Oh! como Deus é bom!
- Sois vós João Maria? - disse o sacerdote reconhecendo o seu paroquiano.
- Sim, sou eu, confesse-me que vou morrer. O sacerdote ouviu a confissão do moribundo e deu-lhe a Santa Unção.
Tinha saído de casa para dar os Sacramentos ao seu colega Padre Hugon que estava gravemente enfermo. Senhor prior, eu queria receber Jesus Sacramentado não se importe com a minha vida pois vou morrer. Partiu o Padre, avisou-se o médico que viesse para cuidar do João Maria que tinha as pernas esmagadas e se esvaía em sangue.
O Sacerdote veio também com o Santíssimo Sacramento; quando chegou era já madrugada da 1.ª Sexta-feira do mês de Outubro, a última que faltava a João Maria. Este vivia ainda e pôde receber Jesus Sacramentado e pouco depois expirava cheio de paz.
Por caminhos insondáveis da Divina Providência, o Sagrado Coração de Jesus cumprira a sua Promessa.

 

A justa cólera de Deus será afastada das famílias e comunidades em que for especialmente honrada a imagem do Sagrado Coração de Jesus
EXEMPLO

Há alguns anos em França na região de S. Gervásio dos Banhos, houve uma terrível catástrofe que engoliu com muitas outras casas os magníficos prédios da estância termal. As torrentes de água faziam tábua rasa de tudo o que encontravam no caminho, formando unicamente como que duas asas em determinado ponto sem que ninguém pudesse adivinhar o motivo. Viu-se depois que a única construção que ficou de pé era precisamente aquela em que se encontrava a Imagem do Coração de Jesus e em que foram salvos os utentes das águas termais e os empregados que ali se encontravam no 2.º andar.
Alguns dias depois verificou-se que na porta de um dos quartos que fora ocupado pela marquesa X há mais de vinte anos e que ficava logo à entrada do andar, estava uma pequenina imagem do Sagrado Coração de Jesus com esta inscrição: «Parai! o Coração de Jesus está aqui.»
O primeiro andar fora completamente inundado pelas águas e pelas pedras e lama que elas arrastaram. Ao chegar ao 2.º andar a torrente obedeceu e parou.
Os que se salvaram atribuíram o facto à protecção do Coração de Jesus.

 

O CORAÇÃO DE JESUS CONCEDERÁ COPIOSAMENTE TODOS OS BENS E DESTRUIRÁ OS MOVIMENTOS DESORDENADOS NO CORAÇÃO DOS QUE TROUXEREM A SUA IMAGEM (Santa Margarida Maria)
EXEMPLO

Em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América do Norte, um rapaz de 20 anos, entregue a toda a espécie de vícios e vários crimes, foi condenado à prisão por dois anos.
Terminado o tempo, foi posto em liberdade, mas ó desgraça, nesse mesmo dia, numa rixa, foi ferido gravemente e em breve vai morrer. A polícia leva-o a casa da sua infeliz mãe, uma piedosa irlandesa q vivia amargurada com a má vida deste infeliz filho. A pobre mãe com os olhos arrasados de lágrimas diz-lhe:
— meu filho, tu estás muito mal, é tempo de pensares na salvação da tua alma. Por resposta ela só ouve injúrias e imprecações.
Esta pobre irlandesa compreendeu que só Jesus e Maria poderiam mudar um tal monstro.
Tomando então a imagem do Sagrado Coração suspende-a ao pé da cama onde jazia o filho e corre à Igreja a ouvir missa e a orar à Santíssima Virgem. A única prece que esta mãe repetia era a do Bom Ladrão: Senhor lembrai-vos no Vosso reino, do meu filho e não o deixeis perder para sempre.
Depois de ter dito esta prece centenas de vezes, cansada, regressou a casa. Ao entrar nela, que surpresa! Parecia que um Anjo do Céu tinha tomado o lugar do seu filho que lhe sorria calmo e feliz.
— Minha Mãe, vedes o Sagrado Coração? Ele apareceu-me e disse-me: — Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso.
— Queres um sacerdote? disse-lhe a mãe cheia de confiança.
— Quero sim e imediatamente. Veio o sacerdote que o confessou, trouxe-lhe Jesus Sacramentado e deu-lhe a Santa Unção. Ao despedir-se, disse-lhe:
— Minha Senhora, nunca na minha vida assisti a uma confissão semelhante. O seu filho estava em êxtase.
Quando o pai chegou, a mãe contou-lhe o sucedido. Este aproximou-se e contemplou a face do filho agonizante que tantos sofrimentos lhe dera pela sua conduta. A sua voz era tão suave e o seu rosto tão angélico que o pai não queria acreditar. Então o rapaz disse-lhe:
— meu pai, o Sagrado Coração de Jesus, apareceu-me e disse-me: «Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso.»
Reze meu pai e Ele também o salvará a si. Ao dizer isto, o novo ladrão expirou com os sentimentos da mais viva piedade e do amor mais ardente.
Em face destes acontecimentos o pai que também deixara as práticas da religião, converteu-se e tornou-se um verdadeiro católico.
Quando tudo isto foi sabido e perguntavam à mãe como se deram tais conversões, ela respondia: É muito simples, o Sagrado Coração prometeu a Santa Margarida: «Os pecadores encontrarão sempre no meu Coração, um oceano infinito de misericórdia”.

 

 

 
NOVENA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS Imprimir e-mail

Primeiro Dia
Oração Preparatória:
Ó Coração amável de Jesus, Coração puríssimo e santíssimo, todo cheio de amor, Coração onde reinam todas as perfeições e virtudes, Vós mereceis o amor de todos os corações. Destruí no meu coração todas as afeições que impedem de ser todo vosso. Eu Vos amo, ó meu Jesus, e não quero amar senão a Vós.

Meditação:
O Coração de Jesus, templo da Santíssima Trindade.
Um só acto de adoração e de amor, ou de outra qualquer virtude, que saísse do Coração de Cristo, pela sua missão a pessoa do Verbo Divino, era para Deus infinitamente mais valioso do que os actos de todas as pessoas deste mundo, ainda as mais santas.
Nós também devemos ser templos vivos de Deus pela graça: peçamos ao Sagrado Coração que faça o nosso coração semelhante ao d’Ele.

Jaculatória:
Sagrado Coração do meu Jesus, fazei que Vos ame cada vez mais.

Oração Final:
Ó Deus, que no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, Vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós Vos rogamos que, rendendo-lhe o preito da nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com Ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.


Segundo Dia
Oração Preparatória:
Ó Coração de Jesus, Coração inflamado de amor para com os homens. Por que é que eles correspondem tão mal e só com desprezo Vos tratam? E eu também fui do número desses ingratos que não Vos sabem amar.
Não permitais que, para o futuro, viva esquecido do vosso amor.

Meditação:
O Coração de Jesus, artífice da Eucaristia.
A Eucaristia é o maior presente do Coração de Cristo.
Fonte e coroa de toda a vida da Igreja, a Eucaristia-Sacrifício da Missa renova no altar a Obra da Redenção, a Eucaristia-Sacramento é vida, Eucaristia-presença real é o amor vivo de Cristo na nossa caminhada para o Pai.

Jaculatória:
Sagrado Coração do meu Jesus, fazei que Vos ame cada vez mais.

Oração Final:
Ó Deus, que no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, Vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós Vos rogamos que, rendendo-lhe o preito da nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com Ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.


Terceiro Dia
Oração Preparatória:
Ó Coração de Jesus, desejoso de ser amado, Coração que achais as vossas delícias em ser amado pelos homens, eu merecia, pelos meus pecados, viver privado da vossa graça, mas vejo que ainda continuais a pedir-me o meu amor.
Fazei que muito Vos ame um pecador que muito Vos tem ofendido.

Meditação:
O Coração de Cristo, sarça de penetrantes espinhos.
Toda a vida de Cristo até à sua gloriosa Ressurreição, foi Cruz e martírio, porque desde o primeiro instante Cristo aceitou o preço da Redenção marcado pelo Pai, marcado no seu plano salvífico.
A visão dos seus sofrimentos redentores foi tão viva que, no Jardim das Oliveiras, lhe fez suar sangue.
Saibamos transformar os nossos sofrimentos em prova de amor.

Jaculatória:
Sagrado Coração do meu Jesus, fazei que Vos ame cada vez mais.

Oração Final:
Ó Deus, que no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, Vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós Vos rogamos que, rendendo-lhe o preito da nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com Ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.


Quarto Dia
Oração Preparatória:
Ó Coração aflito de Jesus, detesto o que Vos desagrada.
Dai-me tal horror ao pecado, que eu tenha medo até das mais leves faltas, unicamente porque Vos desgostam, Vós que sois digno de amor infinito. Concedei-me a graça, meu amável Salvador, de sempre me dirigir a Vós com esta súplica: Ó meu Jesus dai-me o vosso amor.

Meditação:
O Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade.
Assim O invocamos na Ladainha do Sagrado Coração.
Só Deus pode medir o amor de Cristo para com o Pai e para com os homens. Ele o demonstrou cumprindo fidelissimamente a vontade do Pai e entregando-Se inteiramente pela Salvação dos homens.
Como procuramos nós imitar este amor e corresponder-lhe na nossa vida diária?

Jaculatória:
Sagrado Coração do meu Jesus, fazei que Vos ame cada vez mais.

Oração Final:
Ó Deus, que no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, Vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós Vos rogamos que, rendendo-lhe o preito da nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com Ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.


Quinto Dia
Oração Preparatória:
Ó Coração Misericordioso de Jesus, quando me achava na desgraça, a vossa bondade me iluminou e me ofereceu o perdão, concedei-me a graça de chorar os meus pecados e de desejar o vosso amor.
Não deixeis, ó meu Jesus, de ter piedade de mim.
A misericórdia que Vos peço é que me comuniqueis luz e força para que nunca mais Vos seja ingrato.

Meditação:
O Coração de Jesus, paraíso de delícias celestes.
O Coração de Cristo é um oceano para onde flúem todos os rios da caridade do Pai, e donde saem todos os rios de graças que santificam as almas, porque n’Ele se encerram todas as riquezas do amor divino.
Estes tesouros infinitos de amor e de vida estão sempre à nossa disposição.

Jaculatória:
Sagrado Coração do meu Jesus, fazei que Vos ame cada vez mais.

Oração Final:
Ó Deus, que no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, Vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós Vos rogamos que, rendendo-lhe o preito da nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com Ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.


Sexto Dia
Oração Preparatória:
Ó Coração generoso de Jesus, está no vosso poder tornar o meu coração inteiramente vosso.
De mim mesmo nada tenho e nada posso, mas Vós destes-me um coração que pode e deseja amar-Vos.
Fazei pois, ó meu Jesus, que de hoje em diante a vossa santa vontade seja a única orientação de todos os meus pensamentos, desejos e acções.

Meditação:
O Coração de Jesus, riquíssimo de virtudes.
O Coração de Cristo é um coração adornado de todas as virtudes: inocência, humildade, fortaleza, mansidão, sabedoria… Basta ler o Evangelho para descobrir as virtudes e as graças do seu Coração divino.
Procuremos ter na nossa vida, todos os dias os mesmos sentimentos que animam e que enriquecem este Coração divino.

Jaculatória:
Sagrado Coração do meu Jesus, fazei que Vos ame cada vez mais.

Oração Final:
Ó Deus, que no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, Vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós Vos rogamos que, rendendo-lhe o preito da nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com Ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.


Sétimo Dia
Oração Preparatória:
Ó Coração reconhecido de Jesus, tenho-me mostrado sempre reconhecido para com as criaturas, ao passo que só convosco tenho sido um ingrato.
Amável Jesus, quero agora amar-Vos sobre todas as coisas e mais do que a mim mesmo. O resto da minha vida, quero empregá-lo unicamente em Vos amar, ó bem supremo da minha alma.
Fazei que conheça a vossa santa vontade e pronto estou para tudo, com o socorro da vossa graça.

Meditação:
O Coração de Jesus, abismo de misericórdia.
Basta lembrar como Cristo acolhia e tratava os pecadores: os publicanos, o paralítico, a Madalena, a adúltera, o bom ladrão e tantos outros. Ele mesmo afirmou: “Eu vim a este mundo para salvar os pecadores”.
Esta atitude de Cristo inspira-nos confiança e ensina-nos de que maneira devemos tratar os pecadores.

Jaculatória:
Sagrado Coração do meu Jesus, fazei que Vos ame cada vez mais.

Oração Final:
Ó Deus, que no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, Vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós Vos rogamos que, rendendo-lhe o preito da nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com Ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.


Oitavo Dia
Oração Preparatória:
Ó Coração Desprezado de Jesus, abismo de misericórdia e de amor, não permitais que para mim as dores sejam como que perdidas.
Lembrai-vos, ó meu Jesus, das lágrimas e do sangue que derramaste por meu amor e perdoai-me. Fazei que eu morra para mim mesmo, a fim de viver unicamente para Vós uma vida fervorosa no vosso santo amor.

Meditação:
O Coração de Jesus, atractivo dos nossos corações.
Do lado aberto de Cristo, no Calvário, jorraram sangue e água.
Sangue e água que simbolizam a Igreja e os Sacramentos.
A Igreja é o caminho normal para Cristo, os sacramentos são canais que nos comunicam as graças da Redenção.
Cristo atrai-nos continuamente a si pela Igreja e pelos Sacramentos.
Apreciamos suficiente o tesouro espiritual que temos na Igreja e nos Sacramentos?

Jaculatória:
Sagrado Coração do meu Jesus, fazei que Vos ame cada vez mais.

Oração Final:
Ó Deus, que no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, Vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós Vos rogamos que, rendendo-lhe o preito da nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com Ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.


Nono Dia
Oração Preparatória:
Ó Coração de Jesus, fiel para com aqueles que chamais ao vosso amor, quantas vezes, depois de ter prometido ser todo vosso, vos neguei o meu amor. Reconheço a minha ingratidão e penitencio-me sinceramente. Inflamai o meu pobre coração no fogo daquele amor em que o vosso está abrasado por mim.
Ó Maria, mãe do belo amor, ajudai-me a amar o vosso Filho Jesus.

Meditação:
O Coração de Jesus, penhor da vida eterna.
Assim como o coração humano é o motor da nossa vida física, assim também a caridade é motor da nossa vida sobrenatural e eterna. Quem vive no Amor não pode condenar-se, porque o Amor é a vida de todos os que são realmente filhos de Deus, em Cristo e no Espírito Santo.
Somos herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo. Amém. Aleluia.

Jaculatória:
Sagrado Coração do meu Jesus, fazei que Vos ame cada vez mais.

Oração Final:
Ó Deus, que no Coração de vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, Vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós Vos rogamos que, rendendo-lhe o preito da nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com Ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.

 

 

 
Dulcíssimo Jesus Imprimir e-mail

Dulcíssimo Jesus, cuja infinita caridade para com os homens é por eles tão ingratamente correspondida com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados na vossa presença, para Vos desagravarmos, com especiais homenagens, da insensibilidade tão insensata e das nefandas injúrias com que é, de toda parte, alvejado o vosso amorosíssimo coração.
Reconhecendo, porém, com a mais profunda dor, que também nós, mais de uma vez, cometemos as mesmas indignidades, para nós, em primeiro lugar, imploramos, a vossa misericórdia, prontos a expiar não só as próprias culpas, senão também as daqueles que, errando longe do caminho da salvação, ou se obstinam na sua infidelidade, não Vos querendo como pastor e guia, ou, calcando as promessas do baptismo, sacudiram o suavíssimo julgo da vossa santa lei.
De todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós hoje desagravar-Vos, mas, particularmente, da licença dos costumes e imodéstia do vestido, de tantos laços de corrupção armados à inocência, da violação dos dias santificados, das execrandas blasfémias contra Vós e vossos Santos, dos insultos ao vosso Vigário e a todo o vosso clero, do desprezo e das horrendas e sacrílegas profanações do Sacramento do divino amor, e, enfim, dos atentados e rebeldias das nações contra os direitos e o magistério da vossa Igreja.
Oh! Se pudéssemos lavar, com o próprio sangue, tantas iniquidades!
Entretanto, para reparar a honra divina ultrajada, Vos oferecemos, juntamente com os merecimentos da Virgem Mãe, de todos os santos e almas piedosas, aquela infinita satisfação, que Vós oferecestes ao eterno Pai sobre a cruz, e que não cessais de renovar, todos os dias, sobre nossos altares.
Ajudai-nos Senhor, com o auxílio da vossa graça, para que possamos, como é nosso firme propósito, com a vivência da fé, com a pureza dos costumes, com a fiel observância da lei e caridade evangélicas, reparar todos os pecados cometidos por nós e por nosso próximo, impedir, por todos os meios, novas injúrias de vossa divina Majestade e atrair ao vosso serviço o maior número de almas possíveis.
Recebei, ó benigníssimo Jesus, pelas mãos de Maria Santíssima reparadora, a espontânea homenagem deste nosso desagravo, e concedei-nos a grande graça de perseverarmos constantes, até à morte, no fiel cumprimento dos nossos deveres e no vosso santo serviço, para que possamos chegar à pátria bem-aventurada, onde Vós com o Pai e o Espírito Santo viveis e renais, Deus, por todos os séculos dos séculos. Amém.
(Acto de Reparação do “Papa Pio XI” - Para ser rezado na festa do Coração de Jesus e nas primeiras sextas-feiras)

Sacratíssimo Coração de Jesus, humildemente prostrados aos vossos pés, prometemos, agora e sempre, oferecer humilde reparação pelas ofensas que, infelizmente, Vos são infligidas da parte dos homens.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, santificação das nossas almas, quanto mais forem os vossos mistérios ultrajados pelos ímpios, tanto mais queremos oferecer a estes mesmos mistérios o tributo da nossa fé.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, única esperança dos homens, quanto mais a incredulidade se empenhar em roubar-nos a esperança nas coisas do céu, tanto mais havemos de pôr em Vós toda a nossa esperança.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, infinitamente amável, quanto mais os pecadores resistirem aos impulsos da vossa graça e aos afagos do vosso divino Coração, tanto mais Vos havemos de amar.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Divino Coração de Jesus, quanto mais os homens se esforçarem em negar a vossa divindade, tanto mais havemos nós de adorá-la com profundo respeito.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, fonte de toda a Santidade, quanto mais forem infringidos e olvidados os vossos divinos mandamentos, tanto mais os havemos de cumprir e observar.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Liberalíssimo Coração de Jesus, quanto mais os homens desprezarem os vossos sacramentos, com tanto mais amor e reverência havemos de os receber.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus modelo de todas as perfeições, quanto mais desconhecidas forem as vossas admiráveis perfeições, tanto mais queremos esforçar-nos para que em nós resplandeçam.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, salvador das almas, quanto mais o inferno se esforçar por perverte as almas, tanto mais havemos de empenhar-nos na sua salvação.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, saturado de opróbrios, quanto mais o sensualismo e o orgulho conduzirem os homens ao esquecimento dos seus mortais destinos, tanto mais havemos de imolar-nos como vítimas de mortificação.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Dulcíssimo Coração de Jesus, quanto mais os homens combaterem a vossa santa Igreja, tanto mais nos esforçaremos por mostrar-nos seus filhos dedicados.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, atravessado pela lança, quanto mais perseguido for o vosso representante na terra, o Santo Papa Bento XVI, tanto mais havemos de o cercar de honra e de amor como chefe infalível da Igreja.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.

Oração:
Divino Coração de Jesus, concedei-nos a graça, de sermos agora e sempre filhos dedicados da vossa Igreja, vossos apóstolos neste mundo e depois vossos escolhidos na bem-aventurança eterna. Assim seja.

 

 

 
O Culto ao Sagrado Coração de Jesus Imprimir e-mail

A espiritualidade do Coração de Jesus nasceu aos pés da cruz, no Calvário!
João Evangelista, "o discípulo amado", estava lá, juntamente com Maria; foi ele o primeiro a contemplar aquele Coração transpassado pela lança do soldado e a entender seu sentido simbólico.
Para João Evangelista, é do Coração transpassado de Jesus que nasce a nova humanidade, a Igreja e seus sacramentos (a água do batismo; o sangue da eucaristia).
Impressiona a importância que João Evangelista dá a esse fato do Coração transpassado de Jesus: "Eu vi! Eu sou testemunha! Eu digo a verdade, para que vocês creiam!" (Jo 19,35). João vê nisso a realização da profecia de Zacarias: "aconteceu isso para se cumprir a passagem da Escritura que diz: contemplarão aquele que transpassaram!" (Zc 12,10).
- Contemplando Jesus na cruz e seu Coração transpassado, João deve ter lembrado o que, um dia, Jesus tinha dito solenemente no templo de Jerusalém:
"Se alguém tem sede, venha a mim, e aquele que acredita em mim, beba!
É como diz a Escritura: ‘Do seu seio jorrarão rios de água viva".
(Jo 7,37-38).
- No Apocalipse, João volta a falar sobre a contemplação do Coração transpassado, com esta frase incisiva e profética: "Ele vem... e o mundo todo o contemplará, até mesmo aqueles que o transpassaram!" (Ap 1,7).

Eis o fundamento bíblico de dois elementos importantes da espiritualidade do Sagrado Coração de Jesus: CONTEMPLAÇÃO e REPARAÇÃO.
Contemplar a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo nos faz lembrar que o Coração de Jesus Cristo continua sendo transpassado pela nossa ingratidão e pelos pecados do mundo!

 

 

 
Em Vós está a fonte da vida Imprimir e-mail

Considera, ó homem redimido, quem é Aquele que por ti está pregado na cruz, qual a sua dignidade e grandeza. A sua morte dá vida aos mortos; na sua morte, choram os céus e a terra, e fendem-se até os rochedos mais duros.

Para que do lado de Cristo morto na cruz se formasse a Igreja e se cumprisse a palavra da Escritura que diz: Hão-de olhar para Aquele que trespassaram, a divina providência permitiu que um dos soldados Lhe abrisse com a lança o lado sacrossanto e dele fizesse brotar sangue e água. Este é o preço da nossa salvação, saído daquela divina fonte, isto é, do íntimo do seu Coração, para dar aos sacramentos da Igreja o poder de conferir a vida da graça e se tomar para aqueles que vivem em Cristo uma fonte de água viva que jorra para a vida eterna.

Levanta-te, tu que amas a Cristo, sê corno a pomba que faz o seu ninho na alta caverna do rochedo, e aí, como o pássaro que encontrou a sua morada, não cesses de estar vigilante; aí esconde como a rola os filhos nascidos do casto amor; aí, aproxima os teus lábios para beber a água viva das fontes do Salvador. Porque esta é a fonte que brota do meio do paraíso e, dividida em quatro rios, se derrama nos corações dos fiéis para irrigar e fecundar toda a terra.

Acorre a esta fonte de vida e de luz com toda a confiança, quem quer que sejas tu, ó alma consagrada a Deus, e exclama com todas as forças do teu coração: «Oh inefável beleza do Deus Altíssimo, esplendor puríssimo da luz eterna, vida que vivifica toda a vida, luz que ilumina toda a luz e conserva em fulgor perpétuo a multidão dos astros, que desde a primeira aurora resplandecem diante do trono da vossa divindade!

Oh eterno e inacessível, límpido e doce manancial daquela fonte que está escondida aos olhos de todos os mortais! Sois profundidade sem fundo, altura sem limites, vastidão sem medida, pureza sem mancha.

De ti procede o rio que alegra a cidade de Deus, para que, entre vozes de louvor e alegria da multidão em festa, possamos cantar hinos de louvor ao vosso nome, sabendo por experiência que em Vós está a fonte da vida e na vossa luz veremos a luz.

Das Obras de S. Boaventura, bispo

 

 

 
Junho: Mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus Imprimir e-mail

Junho: mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus

Jesus convida-nos a experimentarmos o Seu amor

No mês de Junho, dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, somos convidados pela Igreja a contemplar e experimentar, nesta devoção, o infinito amor de Deus por nós.

Na sua primeira carta, São João, diz: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem e cremos nele» para sublinhar que, na origem da vida cristã, está o encontro com uma Pessoa (cf. n.1). Dado que Deus se manifestou da maneira mais profunda por meio da encarnação de Seu Filho, fazendo-se «visível» n’Ele. Na relação com Cristo, podemos reconhecer quem é verdadeiramente Deus (cf. encíclica «Haurietis aquas», 29,41 – encíclica «Deus caritas est», 12-15). Mais ainda, dado que o amor de Deus encontrou a sua expressão mais profunda na entrega que Cristo fez da sua vida por nós na Cruz. Ao contemplarmos o seu sofrimento e morte, podemos reconhecer, de maneira cada vez mais clara, o amor sem limites de Deus por nós: «tanto amou Deus o mundo, que lhe deu o seu Filho único, para que todo o que crer nele não pereça, mas que tenha a vida eterna» (João 3,16).

Devoção ao Sagrado Coração de Jesus

Mas, este mistério do amor de Deus por nós não constitui só o conteúdo do culto e da devoção ao Coração de Jesus: é, ao mesmo tempo, o conteúdo de toda a verdadeira espiritualidade e devoção cristã. Portanto, é importante sublinhar que o fundamento desta devoção é tão antigo como o próprio cristianismo. De facto, só se pode ser cristão dirigindo o olhar à Cruz do nosso Redentor, «a quem trespassaram» (João 19, 37; cf. Zacarias 12, 10). A encíclica «Haurietis aquas» lembra que a ferida do lado e as dos pregos foram para numeráveis almas os sinais de um amor que transformou, cada vez mais incisivamente, a sua vida (cf. número 52). Reconhecer o amor de Deus no Crucificado converteu-se para elas numa experiência interior, o que as levou a confessar com Tomé: «Meu Senhor e meu Deus!» (João 20,28), permitindo-lhes alcançar uma fé mais profunda no acolhimento sem reservas do amor de Deus (cf. encíclica «Haurietis aquas», 49).

Experimentar o amor de Deus

O significado mais profundo deste culto ao amor de Deus só se manifesta quando se considera mais atentamente a sua contribuição não só ao conhecimento, mas também, e sobretudo, à experiência pessoal desse amor na entrega confiada ao seu serviço (cf. encíclica «Haurietis aquas», 62). Obviamente, experiência e conhecimento não podem separar-se: um faz referência ao outro. Também é necessário sublinhar que um autêntico conhecimento do amor de Deus só é possível no contexto de uma atitude de oração humilde e de disponibilidade generosa. Partindo desta atitude interior, o olhar posto no lado trespassado da lança transforma-se em silenciosa adoração. O olhar no lado trespassado do Senhor, do qual saem «sangue e água» (cf. Gv 19, 34), ajuda-nos a reconhecer a multidão de dons de graça que daí procedem (cf. encíclica «Haurietis aquas», 34-41) e abre-nos a todas as demais formas de devoção cristã que estão compreendidas no culto ao Coração de Jesus.

A fé, compreendida como fruto do amor de Deus experimentado, é uma graça, um dom divino. O homem, no entanto, poderá experimentar a fé como uma graça só na medida em que ele a aceita dentro de si como um dom, e procura vivê-lo. O culto do amor de Deus, ao que convidava aos fiéis a encíclica «Haurietis aquas» (cf. ibidem, 72), deve ajudar-nos a recordar incessantemente que Ele carregou com este sofrimento voluntariamente «por nós», «por mim». Quando praticamos este culto, não só reconhecemos com gratidão o amor de Deus, mas continuamos a abrir-nos a este amor, de maneira que a nossa vida vai ficando cada vez mais modelada por ele. Deus, que derramou o seu amor «em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (cf. Romanos 5, 5), convida-nos, incansavelmente, a acolher o seu amor. O convite a entregar-se totalmente ao amor salvífico de Cristo (cf. ibidem, n. 4) tem como primeiro objectivo a relação com Deus. Por isso, este culto totalmente orientado ao amor de Deus que se sacrifica por nós tem uma importância insubstituível para a nossa fé e para a nossa vida no amor.”

 
Jesus, Senhor do perdão, Imprimir e-mail

Da esperança e da alegria,
Fonte de paz e de graça
Para os nossos corações.

Conforto dos pecadores,
Alento de quem Vos reza,
Força de quem Vos procura,
Porque em Vós quer encontrar-se.

Em vosso amor mata a fome,
Em vosso amor mata a sede
Quem, peregrino da terra,
Precisa do vosso abrigo.

Nossas lágrimas são preces,
Nossas lágrimas são gritos,
Dizei, Senhor, à nossa alma:
Sou a tua salvação.

Quando a noite nos envolve,
Ficai connosco, Senhor,
Enchei de luz o silêncio
Das nossas horas de sombra.

Jesus, bondade inefável,
Nunca nos falte na vida,
Senhor, a vossa demência
E caridade infinita.
Jesus, nascido da Virgem,
Nós Vos louvamos, cantando,
E sempre Vos louvaremos
Na glória cio vosso Reino.

 

 

 
O Coração de Jesus é fonte de cura e libertação Imprimir e-mail

  O Coração de Jesus é fonte de cura e libertação

 

São cinco leis que nos libertam e cinco remédios que nos curam

Quem não quer ter uma vida saudável, ter uma vida feliz? O Papa Emérito Bento XVI definiu a Santidade como sendo Felicidade. E qual é a senha para chegar à felicidade? Comecemos antes por aqui: os primeiros livros da Bíblia são cinco, o Pentateuco.

Para vencer o gigante Golias, David utilizou cinco pedrinhas. Nossa Senhora, numa de suas aparições, fala das cinco pedrinhas para vencermos os gigantes da nossa vida: Terço, Eucaristia, Jejum, Palavra de Deus e Confissão. O que quer dizer que para nos conectarmos à rede da felicidade, é necessário usarmos cinco leis que nos libertam e cinco remédios que nos curam.

Na criação, no jardim do Éden, tudo era perfeito, tudo era felicidade, até que Adão e Eva ouviram a voz errada, seguiram outra direcção, e o pecado entrou no mundo. Entender o que é o pecado original é simples: levante o seu pé direito. Depois, dê uma inclinada no seu tronco. Agora, nesta posição, levante o pé esquerdo! Não dá? Realmente não dá, senão nós nos desequilibramos. O pecado é isso, é um desequilíbrio vital que temos em nós. Pecado é fechamento, idolatria, desequilíbrio, doença. Pecado fede, cheira mal, pecado é ruim, é infelicidade. Por isso, por hoje não vou mais pecar!

Da mesma forma como as nossas características físicas são passadas para nós de geração em geração através do DNA, assim é o pecado em nós: já nascemos com esse desequilíbrio. Mas há uma solução! Se eu deixar um livro cair, como é que sabemos que ele vai descer e não subir? Através da lei da gravidade. Conosco é a mesma coisa, há leis que nos norteiam.

Leis que nos libertam

Há cinco leis de atracção que nos reintegram, que nos levam para o céu. Há no nosso coração um desejo profundo do céu: buscai as coisas do alto! Mesmo o jovem que anda nas drogas procura a felicidade (mas encontra a morte, embora o seu coração busque a felicidade). Então há uma lei da espiritualidade, uma lei para a nossa gravidade. E este conjunto de leis para nós, basicamente, são cinco:

Lei da espiritualidade: amar a Deus sobre todas as coisas:

Lei da gravidade (natural): amar o próximo como a si mesmo:

Lei da proximidade: amar o que está mais perto; há em nós um magnetismo que nos puxa para o irmão, um senso para a solidariedade. Mas é preciso exercer essa lei.

Lei da interioridade: há uma força que me atrai para mim mesmo. Se eu me deixar atrair por essa força da interioridade, ela vai me fazer ir cada vez mais fundo, até me encontrar com o criador. Isto faz me conectar com toda a criação. A Trindade habita em mim e em ti, ela passeia pelo paraíso da nossa alma.

Lei da integridade: juntar os nossos cacos. Amar é tornar-me íntegro: amar a Deus (encontro-me com o Criador e ligo-me a toda a criação), amar ao próximo como a mim mesmo (encontro-me com Jesus que está no outro), mergulhar nas profundezas da minha própria alma (encontro-me com o Espírito Santo que está em mim).

Estas coisas não são aprendidas de uma hora para outra, leva-se uma vida inteira para entendê-las. São coisas tão simples e óbvias, mas parece que não as compreendemos. Há, portanto, um caminho, uma senha para a felicidade, mas é preciso que a gente exercite essas leis, esse caminho, para podermos compreendê-la.

E quais são os 5 remédios?

Oração: Nós só aprendemos a rezar, rezando! É simples assim. E uma das formas de oração é a contemplação. O primeiro remédio, portanto, para reequilibrar a nossa relação com Deus é a oração.

Jejum e abstinência: O diabo é sedutor, bonito, ele não é feio e nem se encontra numa situação que nos daria nojo. Para que ele nos possa atrair, ele reveste-se de beleza, de sedução. Ele quer primeiro seduzir-te para depois te acusar, então sê inteligente! Vive o jejum para combate-lo. Liberta-te, também, daquilo que te aprisiona através da abstinência. Há pessoas que precisam de se abster de falar, que falam compulsivamente. Há pessoas que não saem da TV, do telemóvel, da internet. Tudo que é demais, em desequilíbrio, é veneno. Então, para reequilibrar a nossa relação com as coisas, o jejum;

Caridade / Esmola: A caridade transformada em esmola, em gestos de afecto, em elogio, em solidariedade com os pobres. Para reequilibrar a minha relação com o outro, a caridade;

Silêncio: Este remédio é o da intimidade, da solidão acompanhada, um tempo para ti mesmo! Isto cura, isto reintegra! Há momentos que é preciso parar, fazer silêncio, ter Intimidade. Tu tens direito à tua gaveta dos sapatos na qual ninguém mexe. Desta forma, para reequilibrar a minha relação comigo mesmo, o silêncio:

Verdade: Para nos reintegrar no amor, nós precisamos do remédio da verdade. O Papa Francisco fala do encontro com Jesus através da verdade. S. Inácio de Loyola diz que a verdade é a luz que vence o pai das trevas. Um dos maiores exorcismos é a verdade e um dos altares da verdade é a confissão. Para reequilibrar os meus fragmentos, proporcionando a minha integração, a verdade.

Estas são as cinco leis que nos libertam e os cinco remédios que nos curam. Há 25 anos eu compus uma música e eu nem fazia ideia de que ela falava desses passos para a nossa reintegração:

“Toca Senhor, toca Senhor com o Teu amor. Tira todo o medo, angústia e aflição. Toca nesta alma e cura o coração. Cura da doença que faz o irmão sofrer, toca neste corpo, Jesus, com o teu poder. Tira toda a mágoa que faz alguém chorar, tira todo o ódio, ensina a perdoar. Cura do pecado e lava com o perdão, faz das nossas pedras um novo coração. Toca os nossos lábios e o nosso interior, vamos te louvar, Jesus, com muito amor!”

 
Um segredo rasgado no Coração que amou até ao fim Imprimir e-mail

Um segredo rasgado no Coração que amou até ao fim

Como encontrar repouso e segurança no Coração Sagrado de Jesus

São Bernardo de Claraval, meditando sobre o Coração de Jesus, disse: Onde encontrar repouso tranquilo e firme segurança para os fracos, a não ser nas chagas do Salvador? Ali permaneço tanto mais seguro quanto mais poderoso é Ele para nos salvar (Liturgia das Horas III, p 106).

Na realidade, pela ferida do Corpo de Cristo aparecem a Sua bondade e as profundezas da Sua misericórdia.

Os discípulos de Jesus, os dedicados discípulos do Senhor, contemplam detida e serenamente a ferida do peito de Cristo. Através desta chaga luminosa, dão-se conta da misericórdia do Salvador, da Sua imensa bondade.

Com efeito, quando estávamos mortos, quando vivíamos entregues aos nossos próprios caprichos, seguindo pelas sendas tortuosas e caminhos inóspitos, Jesus foi elevado ao alto da Cruz, teve o semblante coberto de poeira, suor, sangue e escarros. Ali ficou suspenso pelo espaço de pouco tempo, que pareceu uma eternidade.

Depois de morto, deixou que o Seu peito fosse rasgado para que os homens e as mulheres de todos os tempos pudessem, efectivamente, descobrir o segredo da Sua Vida: veio como encarnação do Amor de Deus, que ama os Seus até ao fim. Viveu no amor e por amor morreu.

A chaga do peito do Redentor revela o segredo do Seu Coração.

São Bernardo tem razão: Quanto a mim, vou buscar o que me falta, confiadamente, nas entranhas do Senhor, tão cheias de misericórdia, que não lhe faltam fendas por onde se derrame! (idem).

 
Sagrado Coração de Jesus, o nosso refúgio Imprimir e-mail

O mês de Junho é regido por grandes festas cristãs. É o mês do Sagrado Coração de Jesus. Santo Afonso de Ligório afirma que "A devoção ao Coração de Jesus é a mais bela e a mais sólida do Cristianismo".

O Senhor declarou a Santa Margarida Alacoque: "Eis o Coração que tanto tem amado os homens e os cumulou de benefícios, e em resposta ao seu amor infinito, em vez de gratidão, encontra esquecimento, frieza e desprezo".

O Papa Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus, assim como vários outros Sumos Pontífices que, de maneiras diversas, manifestaram-se a favor dessa devoção, a qual se resume na consagração a ele e na reparação dos ultrajes que são feitos ao Senhor. Nosso saudoso e amado Papa João Paulo II, em 1980, também nos convocou para uma adesão profunda a essa devoção.

Entre os documentos e escritos sobre esse tema encontramos a Encíclica de Pio XII, "Haurietis aquas, de 15 de Maio de 1956. Nela, o Pontífice salienta que é o próprio Jesus que toma a iniciativa de nos apresentar o Seu Coração como fonte de restauração e de paz: “Vinde a mim, todos vós, que estais cansados e oprimidos, que Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt. 11, 28-30).

Que o Coração de Cristo seja o nosso refúgio!

 

 

 
Famílias, ide ao Sagrado Coração de Jesus! Imprimir e-mail

Famílias, ide ao Sagrado Coração de Jesus!

 

Numa época agitada, em que nos encontramos inquietos pelo futuro do nosso lar, fica aqui uma palavra de alento: “Voltai-vos para o Sagrado Coração de Jesus, consagrai-vos a Ele inteiramente e vivei na serenidade e na confiança!”

Não há dúvida de que, se se quiser sair da crise actual, será preciso reedificar a sociedade sobre bases mais conformes com a moral de Cristo, a primeira fonte de toda a verdadeira civilização. E se se quiser conseguir tal fim, será preciso começar por fazer as famílias novamente cristãs, porque muitas se esqueceram da prática do Evangelho, da caridade que ela requer e da paz que ela traz consigo.

A família é o princípio da sociedade.  Isto o sabem bem os que, para expulsar Deus da sociedade e lançá-la na desordem, se esforçam por tirar à família o respeito e até a lembrança das leis divinas, exaltando o divórcio e a união livre, pondo obstáculos ao papel providencial confiado aos pais com respeito aos filhos, infundindo nos esposos o temor dos cansaços materiais q implica o glorioso peso de uma prole numerosa.

Contra estes perigos, então consagremo-nos ao Coração Santíssimo de Jesus.

O que faltou e ainda falta ao mundo para viver em paz é o espírito evangélico de sacrifício, e este espírito falta porque, quando a fé enfraquece, vence o egoísmo, que destrói e torna impossível a felicidade em comum. Da fé saem o temor de Deus e a piedade, que fazem pacíficos os homens; o amor ao trabalho, que conduz ao aumento das próprias riquezas materiais; a caridade, q repara assiduamente as inevitáveis brechas que as paixões humanas deixam abertas na justiça.

Todas estas virtudes supõem o espírito de sacrifício a que estamos obrigados: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16, 24).

Mas, tanto entre os homens como entre os povos, as ambições de cada um não podem conciliar-se nunca com o bem-estar de todos. Diz S. Tiago, “Donde vêm as lutas e as contendas entre vós? Vêm das vossas paixões, que combatem nos vossos membros” (Tg 4, 1).

Para voltar a encontrar a paz, é preciso que os homens façam o que lhes pregam Jesus Cristo e a Igreja: sacrificar as próprias aspirações e desejos, porque são incompatíveis com os direitos alheios ou com o interesse colectivo. A isto os encaminha a devoção ao Sagrado Coração.

Porque, em primerio lugar, a imagem do divino Coração, rodeado de chamas, coroado de espinhos, aberto pela lança, recorda até que ponto Jesus amou os homens e se sacrificou por eles, ou seja, “até se esgotar e se consumir”. Além disso, os lamentos do Salvador pela infidelidade e ingratidão dos homens imprimem a esta devoção um carácter essencial de penitência expiatória.

Ao devoto obséquio da nossa piedade, deve estar associada uma digna satisfação pelos nossos pecados. Estes dois elementos fazem a devoção ao Sagrado Coração eminentemente apta para restabelecer a ordem violada e, com isso, para preparar e promover o retorno da paz.

Fazei, pois, deste Coração o rei da vossa casa, e assim nela estabelecereis a paz. Tanto mais porque Ele mesmo prometeu que a paz reinaria nos lares que lhe fossem consagrados.

Oh! se todos os homens escutassem este convite e esta promessa! Leão XIII e Pio XI, consagraram solenemente o mundo ao Coração de Jesus. Quantas almas, porém, ignoram ainda - e quantas até o desprezam - o manancial de graças que lhes foi aberto e lhes é tão facilmente acessível! Não sejais vós do número desses negligentes que deixam fechadas ao Rei do amor as portas do lar, da cidade, da nação, e atrasam com isto o dia em que o mundo, pacificado, voltará a ter verdadeira felicidade.

Jesus pede-vos unicamente que lhe deis sinceramente o vosso coração: esta é a verdadeira consagração. Tende coragem de a fazer, e vereis que Deus não se deixa nunca vencer em generosidade. Sejam quais forem as dificuldades que a vida vos impuser, não tereis  desalentos e tristezas que levam ao abatimento; mas tereis, um coração como o do próprio Deus. E vereis realizar-se na vossa família, na nossa pátria e na humanidade inteira, a promessa que o Senhor fez ao profeta Jeremias: “Dar-lhes-ei um coração capaz de me conhecer e eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus, porque de todo o coração se voltarão para mim” (Jr 24, 7).

 
OS DOIS SAGRADOS CORAÇÕES Imprimir e-mail

Imagem vazia padrãoImagem vazia padrão“Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Cf. Mt 11, 28-30).
A Igreja celebra hoje a solenidade do SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, fonte de onde jorrou toda a justificação e salvação dos nossos pecados. Coração Humano e Divino, mistério aberto na cruz, nascente de água viva e causa da nossa cura e libertação. O Sagrado Coração de Jesus é abismo da misericórdia para nós.
No sábado seguinte, a Igreja simultaneamente uniu os dois corações, celebra-se o IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA. Este Imaculado Coração está prestes a triunfar sobre todo mal, é refúgio para os pecadores e para aqueles que buscam a cura no seu Filho Jesus.
Oração:
Ofereço-vos, ó meu Deus, neste dia, em união com o Santíssimo Coração de Jesus, por meio do Imaculado Coração de Maria, as orações e o trabalho, as alegrias e o descanso, as dificuldades e os sofrimentos desta vida, em reparação das nossas ofensas, e por todas as intenções, pelos quais o mesmo Divino Coração está continuamente a interceder e a sacrificar-se por nós em nossos altares. Eu Vos ofereço, em particular, pelas intenções da Vossa Santa Igreja e pela minha família. Amém.
A Verdadeira felicidade está no manancial dos Corações de Jesus e de Maria.

Novena ao Sagrado Coração de Jesus

Coração de Jesus, por meio de Maria vossa Mãe Santíssima, em Vós coloco toda a minha confiança; e mesmo em tempo de fraqueza ou de tribulação, tudo espero da vossa bondade. Ao vosso Coração confio estas intenções (...). Dirigi para elas o vosso Sacratíssimo Coração todo misericordioso. Ó Jesus, conto convosco, confio em Vós, entrego-me todo a Vós. 

Pai Nosso, Ave Maria, Glória...

Repita-se 9 vezes: «Ó Jesus, eu conto convosco...».

Oração:

Ó Jesus, que revelastes: «Quem Me quiser agradar, confie em Mim; quem Me quiser agradar mais, confie mais; quem quiser agradar-Me imensamente, confie imensamente», aumentai a minha confiança. Eu confio inteiramente em Vós, Senhor. Em Vós, Senhor, espero, para que não seja confundido eternamente. Ámen.

 

 

 

 

 
Por que é que os cristãos veneram o Coração de Jesus Imprimir e-mail

Por que é que os católicos veneram o Coração de Jesus?

 

Escreveu o Papa Pio XII:

O culto ao Sacratíssimo Coração de Jesus é o culto ao amor com que Deus nos amou por meio de Jesus Cristo, e, ao mesmo tempo, o exercício do amor que nos leva a Deus e aos outros homens; ou, dito de outra forma, este culto dirige-se ao amor de Deus para connosco, propondo-o como objecto de adoração, de acção de graças e de imitação; e tem por fim a perfeição do nosso amor a Deus e aos homens mediante o cumprimento cada vez mais generoso do “mandamento novo”, que o divino Mestre legou como sagrada herança aos seus Apóstolos quando lhes disse: “Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei… O meu preceito é que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei” (Jo 13, 34; 15, 12) (n. 60).

 

Em razão disto, a veneração e o culto ao Coração Sacratíssimo de Jesus constituem a mais completa profissão da religião cristã.

 

Pio XII diz: Esta verdade fundamental permite-nos entender como o Coração de Jesus é o Coração de uma pessoa divina, quer dizer, do Verbo encarnado, e que, por isso, representa e nos põe diante dos olhos todo o amor que ele nos teve e ainda nos tem. E aqui está a razão por que, na prática, o culto ao Sagrado Coração é considerado como a mais completa profissão da religião cristã. Verdadeiramente, a religião de Jesus Cristo funda-se toda no Homem-Deus Mediador, de maneira que não se pode chegar ao coração de Deus senão passando pelo Coração de Cristo, conforme o que Ele mesmo afirmou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14, 6) (n. 60).

 
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