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João Paulo II

 
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Conviver com a solidão Imprimir e-mail

Conviver com a solidão  

Experimente silenciar e conviver com a solidão

Um dos grandes erros que cometemos, nos dias de hoje, no que diz respeito ao seguimento de Cristo e até mesmo ao exercício de alguma função é o não saber silenciar.

Já parou para pensar como facilmente perdemos a concentração? Qualquer barulho, por mais simples que seja, nos tira o foco, chama a nossa atenção e nos desvia do objetivo.

Como se já não bastasse essa tendência natural, o mundo também nos estimula nisso, pois tudo é muito “barulhento”: as músicas, os carros, a rua. Não “escutamos o silêncio”, não ouvimos a voz da natureza, não ouvimos nem mesmo o irmão que está ao nosso lado, que mora conosco, que trabalha no mesmo departamento, e ainda mais: não ouvimos a voz de Deus, que fala no silêncio. Já percebeu que quando chegamos em casa a primeira coisa que fazemos é ligar o televisor ou o aparelho de som?

Se não soubermos silenciar, não escutaremos a voz de Deus, não escutaremos o irmão, não escutaremos nem mesmo a nossa consciência, e é nesse ponto que o erro acontece, erro que pode modificar uma vida inteira.

Ah, como seria bom se aprendêssemos a silenciar, como fazem os monges, os eremitas, os santos, os estudiosos, os místicos! Homens e mulheres que se refugiam em locais especiais, que de especial estes têm o silêncio, a natureza, a solidão. E quando não há ninguém por perto encontramos a Deus, encontramos a nós mesmos, encontramos a todos.

O silêncio é a primeira canção que o ministro de música precisa ouvir. Saber conviver com a solidão é sinal de maturidade espiritual.

A princípio não é fácil lidar com o silêncio, temos dificuldades. Mas isso é de se esperar, pois não estávamos acostumados. No entanto, com disciplina e perseverança, tornamos o que não é natural em algo espontâneo.

Silencie! E ouça a mais bela voz de todas. Que voz é essa? Experimente silenciar!
 
O veneno da inveja e suas consequências Imprimir e-mail
 O veneno da inveja e suas consequências  

 

Por vezes encontramos pessoas que se alegram com as dores do outro. Quando alguém não consegue uma vitória que tinha buscado, há uma solidariedade por vezes camuflada. Nem todos se alegram, mas é verdade também que nem todos se compadecem. É mais fácil ser solidário na dor do que se alegrar com as conquistas dos amigos. Ver a felicidade alheia causa sintomas que roubam a paz que falta no olhar de quem vê o sorriso da vitória.

Um sorriso que não nasce dos nossos próprios lábios sempre é fácil de ser digerido. Bom mesmo é sorrir com as nossas conquistas e ver o olhar do outro querendo consumir em prestações a nossa felicidade. Triste realidade de quem vive na dependência do consumismo alheio. Mais triste ainda é ver a inveja destruir amizades.

Há diamantes querendo ser topázios, no entanto, não compreenderam que o rubi nunca será uma esmeralda. Cada um é um, no projeto singular da existência humana. Se Deus nos fez diamantes, Ele irá, ao longo da vida, lapidar-nos para que sejamos um diamante mais bonito, mas nunca deixaremos de ser um diamante para nos tornarmos topázio. Precisamos de aceitar as nossas belezas e deixar que o outro seja tão belo quanto ele foi criado. Este processo leva tempo, requer maturidade e confiança na graça de Deus, pois Ele nos fez únicos para sermos luz no mundo.

A inveja talvez tenha a sua raiz na incapacidade que uma pessoa carrega em si de fazer a diferença a partir das suas próprias capacidades. Quando o jardim do outro parece mais bonito do que o nosso próprio jardim, deixamos o cuidado do nosso tempo ao descuido e passamos a vida a contemplar as flores que não nos pertencem; deixamos as nossas morrerem secas pela inveja que não nos permite cuidar da nossa própria vida.

A inveja deixa os olhos grandes, mas de incapacidades que poderiam ter se transformados em lindos jardins. Não é o elogio que faz o outro feliz, mas a capacidade que temos de cuidar da nossa própria vida e deixar o outro seguir os seus próprios caminhos. Quem se preocupa demais com a vida alheia é porque já não tem tempo de cuidar das suas próprias demandas. Transformou a sua vida no mito de Narciso, mas, em vez de contemplar a sua própria face, enxerga sempre no lago dos seus pensamentos o rosto da felicidade alheia. Perdeu os seus olhos num mundo que nunca será seu. O tempo que se usa a vigiar a vida do outro seria muito mais bem aproveitado se se cuidasse das suas próprias fragilidades humanas.
 
Como virar o ano sem dívidas Imprimir e-mail
 

Como virar o ano sem dívidas?  

 Conheça três dicas para virar o ano sem dívidas o ano de 2016 está próximo do fim! Natal, férias e virada do ano são o contexto do momento. Dada a atual crise económica, muitas famílias estão focadas não nas celebrações, mas em como passar de ano sem dívidas. Embora o noticiário hora ou outra dê uma notícia razoável, ainda estamos a ser bombardeados com notícias ruins: alta do combustível, queda do PIB, endividamento crescente do Governo, reformas que vão cortar benefícios para ajustes de contas. Diante deste cenário, como virar o ano sem dívidas?

Como pagar as contas e curtir a virada do ano sem preocupações?

Em primeiro lugar, não há mágica nem sorte em finanças e economia. Não há uma forma de virar o ano sem dívidas se estas estiverem fora de controle. O que se pode alcançar é administrar as dívidas ou até mesmo eliminá-las, mas isso depende muito da situação particular de cada pessoa/família. O planeamento financeiro, no fim do ano, é imprescindível, até mesmo porque Dezembro e Janeiro são marcados por gastos altos com festas de Natal, presentes, viagens, impostos e contas de fim de ano.Vamos aos três principais pilares para pagar as dívidas ou virar o ano com tranquilidade de ter tomado as rédeas das suas finanças:

 

1. Planeamento Financeiros

Se você é daqueles que faz as contas de cabeça, chegou o momento de mudar de atitude. Quem não fizer o planeamento do fim de ano e início de 2017 pode cair em armadilhas e gastar além do necessário. Planeamento financeiro inclui prever os gatos e ter alternativas para emergências ou imprevistos.

2. Quanto e Quando.Em Finanças e Economia, estas são as perguntas a serem respondidas sempre. Quanto eu devo ao somar tudo o que tenho a pagar? Cartão de crédito + consignado + financiamentos, etc. Nesta pergunta, coloque o que você vai ter de pagar em Janeiro: material escolar, contas do fim de ano, pagamento de 13º para funcionários. A palavra “quando” faz toda a diferença. Posso gastar agora o que estou a ver nas vitrines, propagandas e internet? Ou posso, dado o tamanho da minha dívida, esperar as promoções de Janeiro? É uma questão de tempo. Adiar o consumo pode fazer você virar o ano com mais tranquilidade.3. Equilíbrio entre pagar dívida e comemorar com a família. É imprescindível celebrar o Natal em família, comemorar a data mais importante do Cristianismo, dar ou ganhar presentes. No entanto, se já temos um planeamento financeiro e sabemos quanto devemos ou precisamos de pagar em Dezembro e Janeiro, podemos entrar na palavra “quando”.

Diante dos números e da necessidade de celebração com a família e os amigos, qual a escolha razoável que podemos tomar? Para os casados, decisões partilhadas e dialogadas são sempre a melhor opção. Para famílias com filhos, a dica é dialogar com eles, explicar a situação, ser transparente; isto é fundamental para celebrar sem se preocupar.

Neste fim de ano, não vire 2016-2017 sem refletir sobre as suas finanças. É melhor tomar o pé da situação e ver o tamanho do passo que se pode dar. Passos maiores do que as pernas podem dar dor de cabeça na entrada do ano. Se você tem 13º e possui dívidas, procure usar uma boa parte para eliminá-las. Muitos, no fim do ano, abusam do cartão, cheque especial, e são surpreendidos logo no início do ano seguinte. É melhor prever agora. Viva o tempo das festas com sobriedade, mas sem abrir mão da alegria em família. Afinal, o dinheiro existe para servir, mas não nos podemos enroscar, pois a conta chega sempre!
 
Será que o mau-olhado existe mesmo? Imprimir e-mail
 Será que o mau-olhado existe mesmo?    Será que realmente há pessoas que lançam mau-olhado sobre os outros? Muitas pessoas perguntam: “O mau-olhado existe?” A resposta que vem logo pronta é esta: se Deus é por nós, quem será contra nós? De facto, quem está sob o manto de Deus não tem de que temer. Mas, no fundo, no fundo, as pessoas continuam desconfiadas de que o tal mau-olhado exista. Pois bem, existe mesmo! Quem é que gosta de receber um olhar malvado, invejoso, raivoso, de desprezo? Um olhar mau faz-nos sempre mal, incomoda, deixa-nos cismados, tristes. A palavra  providência”  significa  olhar favorável. A Divina Providência é o olhar amoroso e cheio de graça e paz,”com que Deus contempla cada um de nós. Precisamos de ter essa visão beatífica todos os dias. No Céu, seremos acalentados eternamente por esse olhar de bênção. Mas já aqui, na Terra, precisamos de viver sob o signo da Divina Providência, ou seja, sob o olhar favorável de Deus. Imaginemos como foi para aquela mulher surpreendida em adultério e que seria apedrejada. Jesus decretou: “Quem não tiver pecados, atire a primeira pedra”. A mulher no chão, com o rosto escondido, tremia de medo esperando a morte certa. Mas nenhuma pedra veio sobre ela. E ela teve coragem de olhar para cima quando ouviu Jesus dizer: “Mulher, ninguém te condenou? Nem eu te condeno. Va, mas não voltes a pecar!”” Imaginemos o olhar que ela viu nos olhos de Jesus Misericordioso!Podemos ir mais longe com a nossa imaginação. Como seria o olhar providente entre Maria e o Menino Jesus? Como teria sido o olhar de Maria ao visitar Isabel? E como seria o olhar entre lágrimas de Maria ao pé da cruz?

São tantos olhares providentes, que não vale a pena gastar o nosso tempo com os olhares raivosos, como os que vemos na TV, por exemplo. Eles contagiam-nos com o seu mal. É melhor vivermos sob o olhar de Deus.

Este é o caminho da felicidade!
 
Não quero abortar, mas não tenho condições de criar um filho Imprimir e-mail
 

Não quero abortar, mas não tenho condições de criar um filho  

O que fazer para não abortar um filho

É um problema real e grave, que afeta a vida de milhares de mulheres que vivem o drama entre o aborto, a consciência moral e a criação do filho. Em muitas situações, a mãe tem consciência da moralidade do ato de abortar, estão grávidas e, por isso, já vivem o dom da maternidade; porém, vivem o medo da incapacidade, por motivos económicos, afetivos ou sociais para criar o filho.

É um drama existencial e moral. Há muitas mulheres que trazem no seu coração a cicatriz causada por essa angústia sofrida e dolorosa.

Numa mulher com convicções normais, com fé ou sem fé, a decisão de abortar é um processo complicado e doloroso. Há uma tendência natural nas mulheres de continuar a maternidade começada com a concepção do novo indivíduo. A decisão de abortar pode gerar uma crise por diversos fatores externos e/ou internos, que conflitam o psicológico da mulher, como o peso que ela vê na criação do filho, especialmente se já tem outros filhos. Esta situação pode desembocar num autêntico conflito interior enfrentado pela mulher com a necessidade de tomar uma decisão. Se necessitar de conselho, o que lhe dirão, em grande parte dos casos, a empurrará ao aborto, especialmente se, no seu caso, a lei civil o ampara, a medicina o garante e para a sociedade é indiferente.

O acompanhamento de mulheres nesta situação é uma arte a favor do bem e da vida. É assegurar para a mãe que o bebé é um dom de Deus, um sinal da providência, e que nunca deverá ser visto como um problema a mais na vida dela. O feto é um ser humano, igual a qualquer um de nós, e parte integral da comunidade humana, que tem dignidade. Mas, a destruição de uma vida humana não é solução para o que, basicamente, é um problema económico e social. Consiste em ajudar essa mãe a perceber que nunca estará sozinha, a ser corajosa na decisão de não abortar.

Todas as experiências abortivas são automaticamente “estressantes” e angustiantes; e o que a mulher pensa ser a solução para um problema, no caso a situação económica, acaba por se tornar outro problema maior ainda: encarar a realidade da consciência de, um dia, ter provocado um aborto e que aquele filho poderia estar com ela na luta pela vida. O aborto de um filho nunca poderá ser olhado como solução para um problema social.

O aborto não é uma “solução fácil” de um grave problema, mas um ato agressivo, que terá repercussões contínuas na vida da mulher; e é nesse sentido que ela é vítima da sua própria decisão. A maioria das mulheres que se submeteram a abortos, teriam preferido outra solução para o problema.

Muitas mulheres praticam o aborto numa situação desesperadora de medo ou insegurança. Por mais “liberta” que a mulher esteja dos padrões morais e religiosos, por mais consciente da impossibilidade de levar a termo a sua gestação, por mais indesejada que tenha sido a gravidez, abortar é uma decisão que, na grande maioria das vezes, envolve angústia e drama de consciência. Os factos comprovam que o aborto não é uma solução para dificuldades psicossociais, pelo contrário, após o aborto persiste a crise e acrescenta-se o risco de novas e mais graves consequências psíquicas.

Algumas atitudes práticas para ajudar uma mulher a não abortar e escolher a vida para o bebé é, primeiro, ter a mesma atitude de Jesus, aproximar-se sem julgar ou condenar. Acolher a mãe na sua história, angústia e conflito; demonstrar compaixão, sentir a dor daquela mãe, demonstrar confiança. Ouvir a história da mulher que pensa em abortar, porque ouvir é acolher, é respeitar e ter carinho. Procure saber como ela está, deixe a pessoa falar. Para ajudar é preciso ouvir; e foi desta forma que Jesus agiu com os discípulos de Emaús, primeiro escutou-os. Deixe a mãe contar o que está a acontecer, quais as razões que levam essa mulher a pensar em abortar. Por que é que ela pensa que o aborto vai solucionar o problema?

O apoio afetivo é muito importante. A mulher precisa de perceber que não está sozinha. É preciso manifestar solidariedade para com ela. A mulher precisa de perceber que alguém se importa com ela e está disposto em ajudá-la. Mostre que ela é forte e capaz de superar aquele momento, que ter um filho não é o fim do mundo; pelo contrário, é um dom de Deus, é uma notícia a ser celebrada com alegria. As tribulações passam, as crises superam-se, mas para o aborto não existe volta, e ele pode marcar a vida da mulher para sempre. O filho que ela espera é uma vida a ser acolhida e cuidada. Neste momento, uma amizade sincera e verdadeira é muito importante. Converse um pouco sobre o aborto, as suas consequências e sequelas.

Busque exemplo nas mães que enfrentaram os dissabores da gravidez inesperada e hoje estão felizes, com paz de consciência por terem feito a opção de não abortar.

Para certas situações, não bastam somente palavras, é preciso ter propostas concretas. Busque, na sua cidade e comunidade, formas de ajudar esta mulher que pensa no aborto. Ela pode precisar de ajuda médica, material, psicológica e espiritual. De imediato, você pode não saber onde encontrar esses serviços, mas prontifique-se a procurar e entrar em contacto com ela o mais rápido possível.

O drama pessoal pelo qual passa a gestante não pode ser superado com a eliminação do mais “fraco”, “não se pode tentar resolver o que é dramático com o trágico! No dramático há a possibilidade de uma positividade, no trágico, só a destruição”. A vida deve ser acolhida como dom e compromisso. Dizia o Papa Bento XVI: “o amor de Deus não faz diferença entre o neoconcebido, ainda no seio de sua mãe, e a criança, o jovem, o homem maduro ou o idoso. Não faz diferença, porque em cada um deles vê a marca da própria imagem e semelhança” (cf. Gn 1,26).

 “Senhor, Tu modelaste as entranhas do meu ser e formaste-me no seio de minha mãe. Dou-te graças por tão espantosas maravilhas; admiráveis são as tuas obras. Conhecias até o fundo da minha alma”, reza um Salmo (Sl 139 [138], 13-14), referindo-se à intervenção direta de Deus na criação de cada novo ser humano.

 
No Céu reconheceremos os nossos parentes? Imprimir e-mail

No Céu, reconheceremos os nossos parentes?

No Céu, ainda viveremos com os nossos parentes, assim como Nosso Senhor ainda é, e será eternamente, Filho da Virgem Santíssima

Há pessoas que desejariam saber o que acontece à família no Céu, isto é, se Deus ali a recompõe, e se a esperança de possuir os parentes na pátria celeste é uma consolação de que se possa gozar sem receio, sem escrúpulo e sem imperfeição.

Deus coroou de glória e honra a família cristã, e faz brilhar na sua fronte o reflexo dos três principais mistérios da nossa religião.

Vede por onde ela começa: – Por um Sacramento que é o sinal sagrado da união do Verbo de Deus com a natureza humana, da união de Jesus Cristo com a sua Igreja, e da união do mesmo Deus com a alma justa.

Quem o disse? Um grande Papa, Inocêncio III. Vede por onde continua:

 “Maridos, amai vossas mulheres como Jesus Cristo amou a sua Igreja e se entregou por ela; mulheres, amai vossos maridos como a igreja ama a Jesus Cristo e se entrega por Ele”. Quem o disse? O grande apóstolo S. Paulo (Eph., V, 25).

Vede por onde acaba:  – Pelas relações de origem que os anjos nos enviam, tanto elas nos recordam as da Trindade e nos procuram alegrias; porque o homem é do homem como Deus é de Deus. Assim o disse um grande doutor, S. Tomás de Aquino.

Mas teria mais poder o sopro da morte para destruir esta obra prima, do que a virtude força para lhe conservar o esplendor?

E visto que o amor é forte como a morte (Cant., VIII, 6), dar-se-á que a caridade de Deus, que criou a família, que a caridade do homem que lhe santifica o uso, não queira ou não possa refazer eternamente no Céu o que a morte desfez temporariamente na terra?

Tertuliano dizia: “Na vida eterna, Deus não separará aqueles que unira na terra, cuja separação também não permite nesta vida inferior. A mulher pertencerá a seu marido, e este possuirá o que há de principal no matrimónio – o coração. A abstenção e ausência de toda a comunicação carnal, nada lhe fará perder. Não será tanto mais honrado um marido quanto mais puro for?”

Aquele que nos deu este preceito: Não separe o homem o que Deus uniu (Mat, 19, 6), deu-nos também o exemplo. O Verbo contratou com a humanidade um divino desponsório: repudiou ele porventura a sua esposa subindo ao Céu? Pelo contrário, fê-la assentar consigo à direita do seu Eterno Pai.

O Homem Deus tem uma Mãe que é bendita entre todas as mulheres: dignou-se Ele fazê-la participante da sua glória? Depois de associá-la à sua Paixão na terra, fê-la gozar das alegrias da sua Ressurreição e dos esplendores do seu triunfo, atraindo ao Céu, após si, o seu corpo e a sua alma.

Jesus Cristo tinha dado a alguns homens o nome de irmãos: desconhecê-los-ia mais tarde? Não. Reconheceu os seus Apóstolos no martírio que sofreram por Ele, e fez-se reconhecer por eles no esplendor de que os cerca na Corte Celeste.

Mas o Filho de Deus que assim se dignou recompor, em redor de si, a sua família por natureza e por adoção, não quereria recompor da mesma forma, no Paraíso, esta cristã e religiosa família, que é a vossa e também a sua?

Quer, sim, e o Céu oferecerá um espetáculo não menos tocante do que admirável.

Assim como a primeira pessoa da Augustíssima Trindade, dirigindo-se à segunda, lhe diz:

Tu és meu Filho, eu hoje te gerei (Act., XIII, 33); e a segunda diz à primeira, com o acento da piedade filial: Meu Pai, Pai justo, Pai santo, guarda aqueles que me foram dados em teu nome para que sejam um, como nós somos um, vós em mim e eu neles (Jo, XVII, 11, 22-25): assim também uma criatura humana se voltará para outra e lhe dirá com ternura: Meu filho, minha filha! E do coração desta subirá para aquela, esta exclamação de amor: Meu Pai!

Assim como o único Filho de Deus se regozija de poder dizer a uma mulher: Vós sois minha Mãe; também inumeráveis escolhidos exultarão de alegria dizendo igualmente a uma mulher: Minha mãe!

Ora, se fosse verdade…

Que os membros da mesma família se não reconhecessem no Céu, Jesus não reconheceria já a sua Mãe nem seria reconhecido por ela. Não será horrível pensar nisto e muito mais dizê-lo?

Um piedoso autor estava por certo mais bem inspirado, quando escrevia: “A Santíssima Virgem conserva intacta a sua autoridade maternal sobre o corpo do seu Filho, Nosso Senhor, mesmo depois da Ressurreição e Ascensão; porque o seu direito é perpétuo e inalienável.

Depois de se ter deleitado, durante a sua vida mortal, na submissão a Maria, Jesus compraz-se ainda em mostrar-se seu filho na bem-aventurada imortalidade, e em reconhecê-la por sua Mãe.

Temos a prova disto nas numerosas aparições, em que ele se tem feito ver sob a forma de um menino entre os braços de sua Mãe, e se tem mesmo dado a alguns Santos pelas suas virginais mãos.

Na glória, os parentes conservam um contínuo cuidado dos seus próximos, e particularmente dos filhos, que são uma parte deles mesmos, e por assim dizer, outros eles.

É, pois, indubitável que a Mãe de Jesus tem sempre o pensamento unido a tudo o que toca ao corpo do seu querido Filho, tanto na obscuridade do Sacramento como nos esplendores da glória. Segue-o, do alto do Céu, com a vista e com o coração em todos os lugares em que se encontra presente na terra, pela consagração eucarística”.

A eterna duração desta maternal ternura e desta filial piedade, explica e justifica o belo título de Nossa Senhora do Sagrado Coração, dado a Maria.

 “Tomando a natureza humana, o Verbo Divino apropriou-se de todos os elementos que a compõem, no estado de perfeição a que a elevou a união hipostática (Hebr., II, 17).

Nosso Senhor possui no mais alto grau o sentimento do amor filial, um dos mais nobres do coração humano, e longe de se despojar dele depois da ressurreição e da sua gloriosa ascensão, tê-lo-ia dilatado, fortificado e elevado no seu mais sublime poder, se fora permitido dizê-lo, no seu estado de bem-aventurada transfiguração, em que está assentado à direita de seu Pai.

Daqui é fácil concluir que a augusta Virgem Maria possui sobre o seu divino Coração um soberano poder, de que ela é verdadeiramente a Senhora ou a Rainha”.

 
O dogma da Comunhão dos Santos Imprimir e-mail

O dogma da Comunhão dos Santos

 

Rezamos no Credo: Creio na Comunhão dos Santos!

 

 Que vem a ser a Comunhão dos Santos?

 

Santos são os cristãos que vivem na graça de Deus. Os primeiros cristãos eram assim chamados.

Santos, são os justos no céu, os que se salvaram e estão na posse de Deus.

Santos são os justos que padecem no purgatório. Não são verdadeiras santas as almas confirmadas na graça e à espera da eterna visão do céu?

Pois, comunhão ou comunicação é a união dos fiéis da terra, do céu e do purgatório. Formam eles as três Igrejas – a Igreja militante, somos nós os que combatemos neste mundo; a Igreja triunfante, os fiéis já no céu no triunfo eterno da glória; e a Igreja padecente, os fiéis que se purificam nas chamas do purgatório.

Todos são membros de Cristo. Todos formam o Corpo Místico de Cristo, nossa Cabeça. Estamos todos unidos em Jesus Cristo como os membros unidos à cabeça. Que sublime doutrina!

Cristo nosso Senhor é glorificado no céu pelos membros triunfantes; sofre no purgatório pelos seus membros padecentes; luta connosco neste mundo com os membros militantes.

Pois com esta doutrina admirável do Corpo Místico, podemo-nos auxiliar uns aos outros nesta sublime solidariedade em Cristo e por Cristo.

As almas do purgatório já não podem mais merecer, dependem de nós os que ainda temos à nossa disposição os tesouros da Redenção e os méritos de Cristo. Podemos ajudá-las, podemos socorrê-las e dependem de nós.

Por sua vez, os santos do céu junto de Deus, na posse da eterna felicidade podem nos valer nesta vida, podem interceder por nós.

Então recorremos à Igreja triunfante, pedindo socorro, e ajudamos à Igreja padecente. É isto o dogma da Comunhão dos Santos.

Podem os santos do céu ajudar as almas do purgatório? Há relações entre a Igreja triunfante e a Igreja padecente? Cremos que sim, São Tomás de Aquino o afirma.

Muitos autores nos ensinam. Os Santos não podem merecer no céu como nós aqui na terra. Portanto, satisfazer pelas almas não podem, mas pedir e interceder por elas muitos teólogos o afirmam, com muito fundamento.

Aliás, há uma oração da Igreja que nos autoriza esta crença: “Ó Deus que perdoais aos pecadores e que desejais a salvação dos homens, imploramos a vossa clemência por intercessão da Bem-Aventurada Maria sempre Virgem e de todos os Santos, em favor dos nossos irmãos, benfeitores e parentes que já saíram deste mundo, a fim de que alcancem a bem-aventurança eterna”.

 

 
Os tormentos que as almas sofrem no inferno Imprimir e-mail

Os tormentos que as almas sofrem no inferno são as piores possíveis. - Rev. Pe. David Francisquini

 

É um ponto da fé que há um inferno, horrível prisão destinada a punir os que se revoltaram contra Deus.

 

O que é o inferno? Um lugar de tormentos, como lhe chama o mau rico condenado.

É um lugar de tormentos, onde todos os sentidos e todas as faculdades  do condenado, terão o seu tormento próprio, e quanto mais alguém tiver ofendido a Deus com algum dos sentidos, tanto mais terá a sofrer neste mesmo sentido.

A vista será atormentada pelas trevas. Que compaixão não sentiríamos, se soubéssemos que um pobre homem está encerrado num cárcere escuro por toda a vida, por quarenta ou cinquenta anos!

O inferno é um abismo fechado de todos os lados, onde nunca penetrará um raio de sol ou de qualquer outra luz.

O fogo mesmo que na terra ilumina, no inferno deixará de ser luminoso, tão somente arderá.

O olfato terá também o seu suplício. Quanto não sofreríamos se estivéssemos num quarto junto com um cadáver em putrefação?

O condenado deve ficar no meio de milhões e milhões de cadáveres, vivos com relação aos sofrimentos, mas verdadeiros cadáveres pelo mau cheiro que exalam.

Diz São Boaventura que o corpo de um só condenado, se fosse atirado á terra, bastaria com a infecção para fazer morrer todos os homens.

Infelizes, quanto mais lá encontrarem, tanto mais sofrerão, por causa da infecção, dos gritos e do aperto, porque os réprobos estarão no inferno tão juntos uns dos outros, como ovelhas encerradas no curral durante a tempestade.

Para melhor dizer, serão como uvas esmagadas no lagar da cólera de Deus. Daí nasce o suplício da imobilidade.

Da maneira como o condenado cair no inferno no último dia estará sempre, sem nunca poder mudar de situação, sem nunca poder mexer pés nem mãos, enquanto Deus for Deus.

No inferno será também atormentado o ouvido, pelos rugidos e queixas daqueles infelizes desesperados.

Como não se sofre, quando se quer dormir e se ouvem os gemidos contínuos de um enfermo, o ladrar de um cão ou o choro de uma criança?

Qual não será então o tormento dos condenados obrigados a ouvir incessantemente durante toda a eternidade estes ruídos e clamores insuportáveis?

O gosto será atormentado pela fome. O condenado sentirá uma fome canina, mas nunca terá nem uma só migalha de pão. Terá uma tal sede, que nem todas as águas do mar bastariam para lha apagar; mas nem terá uma só gota.

O mau rico pediu-a, mas nunca a obteve e nunca a obterá, nunca.

Aqui, Senhor, tendes aos vossos pés aquele desgraçado que tão pouco caso fez das vossas graças e dos vossos castigos! Aí de mim, se não tivésseis piedade!

Quantos anos teriam passado já nessa fornalha infecta, onde ardem tanto dos meus semelhantes! Ó meu Redentor, quanto este pensamento me abrasa no Vosso amor!

Como poderei no futuro pensar em Vos ofender? Ah, não! Meu bom Jesus, nunca isso aconteça; fazei-me antes mil vezes morrer.

Já que haveis começado, acabasse a vossa obra. Tirastes-me do lodaçal dos meus muitos pecados e convidastes-me a Vos amar. Fazei com que empregue o tempo, que ainda me dais todo para Vós.

Com que ardor não desejariam os condenados um dia, uma hora desse tempo, que me concedeis! E eu continuarei a consumi-lo em coisas que Vos desagradam?

Não, meu Jesus, peço-Vos, pelos merecimentos do vosso Sangue, que não o permitais. Amo-Vos, soberano Bem, e porque Vos amo, pesa-me de Vos ter ofendido.

Não quero mais ofender-Vos, mas sim, amar-Vos sempre. Minha Rainha e minha Mãe, Maria, rogai a Jesus por mim, e obtende-me o dom da perseverança e do seu Santo amor.

 
Se morresses hoje, para onde iria a tua alma? Imprimir e-mail

Se agora tivesses de morrer hoje, para onde iria a tua alma? - Rev. Pe. David Francisquini

 

Não sabes suportar uma centelha caída de uma vela sobre a tua mão, e poderás suportar a permanência num abismo de fogo devorador, desolado e desamparado de todos, por toda a eternidade?

– Ah, quantos na mesma idade que tu, talvez conhecidos e companheiros teus, estão agora ardendo naquela fornalha ardente, sem a mínima esperança de poderem remediar a sua desgraça!

Agora talvez não te importe perder o paraíso e Deus;

Conhecerás porém a tua cegueira, quando vires os bem-aventurados em triunfo e no gozo do reino dos céus, e tu, como um cão lazarento, fores excluído daquela pátria feliz, da bela presença de Deus, da companhia de Maria Santíssima, dos Anjos e dos Santos.

Então gritarás enfurecido: Ó paraíso de felicidades, ó Deus, Bem infinito, não sois nem sereis jamais para mim!

Ânimo!

Faz penitência, muda de vida; não esperes que não haja mais tempo para ti. Pede a Jesus, pede a Maria que te tenham piedade de ti.

Aqui tendes Senhor, a vossos pés, o desgraçado que tão pouco caso fez da vossa graça e dos vossos castigos.

Ai de mim! Quantos anos já devia estar abandonado por Vós e ardendo na fornalha do inferno!

Mas vejo que me quereis salvar a todo o preço, porquanto com tamanha bondade me ofereceis o perdão, se eu quiser detestar os meus pecados; ofereceis-me a vossa graça e o vosso amor, se eu Vos quiser amar.

Sim, meu Jesus, quero sempre chorar as ofensas que Vos fiz e amar-Vos de todo meu coração.

– Fazei-me saber o que quereis; quero satisfazer-Vos em tudo.

Permiti que eu viva e morra na vossa graça; não me mandeis ao inferno onde não Vos poderia mais amar, e disponde de mim segundo a vossa vontade.

– Ó Maria, minha esperança, guardai-me sob a vossa proteção, e não permitais que eu venha a perder o meu Deus.

 
O Inferno: os tempos mudaram? Imprimir e-mail

Inferno: os tempos mudaram? - Rev. Pe. David Francisquini

 

Imaginemos um teólogo em cujo espírito germinasse uma ideia nova…sobre uma doutrina já consagrada e sempre ensinada na Igreja Católica, qual seja a da existência do inferno e da sua eternidade. Era de supor que ele bem poderia colocar em risco o seu futuro e cair no ostracismo.

 

A fé assegura-nos que o fogo do inferno e os tormentos dos condenados são eternos. Não se trata de opiniões controvertidas entre os teólogos e estudiosos.

A eternidade do inferno é uma verdade de fé que nenhuma autoridade pode mudar — nem sequer o Papa —, pois está expressa nas próprias Sagradas Escrituras, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

As Escrituras opõem-se à ideia de que o inferno não seja eterno ao afirmar: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno” (Mt 25, 41).

De onde se segue que, se o fogo é eterno, também o é o suplício do condenado. Não haveria razão para Deus ter criado um fogo eterno se não fosse para castigar eternamente os condenados.

Em outro lugar nas Escrituras pode-se ler: “Irão estes para o fogo eterno” (idem 46). “Ir para a geena, para o fogo inextinguível, onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga” (Mc 9, 43 a 44).

No Apocalipse 14, 11 está escrito: “A fumaça dos seus tormentos subirá pelos séculos dos séculos. Não terão descanso algum, nem de dia nem de noite, esses que adoram a besta e a sua imagem, e todo aquele que acaso tenha recebido o sinal do seu nome”.

Uma pena que não fosse eterna — e durasse pouco — faria com que o inferno deixasse de ser inferno e Deus deixasse de ser Deus.

O Castigo e o Prémio são eternos

Ao meditar sobre a eternidade do inferno, Santo Afonso Maria de Ligório sugere multiplicar todos os milhões de anos em infinitas vezes. O resultado dessa multiplicação mostraria que o inferno estaria apenas começando…

Uma coisa é a bondade de Deus, que persegue o pecador para convertê-lo, afastá-lo do mau caminho, concedendo-lhe graças, dons, e até mesmo castigos.

Outra coisa é a bondade e a misericórdia da Igreja, sempre de coração aberto e mãos estendidas para receber e perdoar o pecador convertido.

Não podemos confundir esse pecador com aquele que não abandona o seu mau procedimento e morre empedernido. Se assim viveu e morreu foi por sua própria culpa.

Escolheu livre e espontaneamente o lugar que se chama inferno. Deus dá o prémio aos bons e o castigo aos maus.

Como Deus é eterno, também eternos são o prémio e o castigo. Deus deixaria de ser Deus se fosse apenas misericordioso e não desse o prémio e o castigo de acordo com as obras. Deus é misericordioso porque justo. Esta eternidade é de fé, porque revelada por Deus, e não uma simples opinião.

“Apartai-vos de Mim malditos para o fogo eterno. Irão estes ao suplício eterno. Pagarão a pena da eterna perdição. Todos serão assolados pelo fogo” (Mt 25, 41. 46; 1Ts1,8; Mc 9,48).

Assim como o sal conserva o alimento, o fogo do inferno atormenta os condenados, mas ao mesmo tempo tem a propriedade do sal ao conservar-lhes a vida.

 “Ali o fogo consome de tal modo — disse São Bernardo — que se conserva sempre”. Santo Afonso ensina: “O poço não fecha a boca, porque se fechar a abertura em cima, se abrirá em baixo para devorar os réprobos”.

Continua ele: “Enquanto vivo, o pecador pode ter alguma esperança, mas, se a morte o surpreender em pecado, perderá toda esperança” (Pr 11,7).

Se os condenados pudessem ao menos embalar-se em alguma enganosa ilusão que aliviasse o seu desespero horrível… Afinal, um infeliz delinquente condenado à prisão perpétua também procura alívio em seu pesar, na esperança remota de evadir-se e obter assim a liberdade.

Mas o condenado não pode sequer ter a ilusão de que um dia poderá sair de sua prisão! Não, no inferno não há esperança. O desgraçado réprobo terá sempre diante de si a sentença que o obriga a gemer perpetuamente nesse cárcere de sofrimentos.

 “Uns para a vida eterna, e outros para o opróbrio que terão sempre diante dos olhos” (Dn 12,2). Para Santo Afonso, o réprobo não sofre somente a pena de cada instante, mas sofre a cada instante a pena da eternidade.

Eis o que está escrito no Eclesiastes: “Quando as nuvens estiverem carregadas, derramarão chuvas sobre a terra. Se a árvore cair para a parte do meio dia, ou para a do norte, em qualquer lugar onde cair, ficará” (Ecl. 11, 3).

Tal é a sorte do justo e do pecador: ficará para sempre, no Céu ou no inferno.

 
O que fazer para curar os afectos e as emoções? Imprimir e-mail

O que fazer para curar os afetos e as emoções?  

A restauração dos nossos afetos e das nossas emoções só se tornará possível quando nos abrirmos ao amor divino e ao amor humano

Muitos de nós precisamos de conquistar cura e equilíbrio nos nossos afetos, visto que somos seres profundamente relacionais e, justamente por isso, colecionamos feridas que nasceram dos relacionamentos que experienciamos na vida. Nascemos e vivemos num contexto profundamente relacional, pois, desde a mais tenra idade, encontramo-nos ligados a outras pessoas na família, na escola e, posteriormente, no trabalho.

Ninguém nasce para viver sozinho. Todos precisam de amigos, de relações calorosas e afetuosas, de uma família, etc. É natural do ser humano o desejo de estar emocionalmente conectado e, quando esta necessidade não é satisfeita ou quando é vivida de maneira desequilibrada, acontece um intenso sofrimento psicológico/emocional que acaba por nos marcar com profundas feridas.

A causa das nossas feridas afetivo/emocionais estará sempre ligada à experiência do amor, a sua ausência ou a sua incorreta expressão e vivência. Apenas o amor poderá curar as feridas por ele ocasionadas. Não, obviamente, a experiência de “qualquer amor”, mas de um amor que seja verdadeiro e que realmente nos devolva à vida.

Para um autêntico processo de cura, é necessário, inicialmente, abrir-se inteiramente à experiência do amor de Deus, que é infinito e incondicional, acolhe-nos como somos e nos abarca nas nossas afetivas necessidades. Por consequência, abrir-se à experiência do amor humano, visto que todos temos a necessidade de amar e sermos amados para alcançarmos a cura e o equilíbrio interior.

A derradeira restauração nos nossos afetos só se tornará possível, como bem expressou a Encíclica Deus Caritas Est, com a união de dois amores no nosso coração: o humano e o divino, o Eros e o Ágape. Serão estas, pois, as duas realidades que transformarão as nossas emoções: o amar e ser amado, na dimensão humana, e o permitir-se ser amado por Deus, também amando-O. Será este o amor que nos curará e nos devolverá à vida, visto que ele traz em si a perene possibilidade de nos ressuscitar, transformando os nossos emocionais invernos em belíssimas primaveras.

Lamentavelmente, muitos são os corações que colecionam profundas feridas emocionais em virtude de, na vida, só terem experienciado “relacionamentos de troca”. Em tais relacionamentos, o afeto é ausente e imperam unicamente a cobrança e os pessoais interesses. Em virtude desta realidade, tais corações não se sentiram amados e “aprovados” por aquilo que verdadeiramente são, sendo sempre acostumados a “pagar” para receberem o afeto e a alheia aprovação.

Estas pessoas só eram amadas e valorizadas quando davam algo em troca, correspondendo aos interesses egoístas de alguém. Este imperfeito modelo de relacionalidade, acrescenta, ainda que de forma velada pelo inconsciente, agudas marcas e feridas no coração. Essa prática é, infelizmente, muito comum e, ao mesmo tempo, extremamente prejudicial, visto que gera uma concepção utilitarista do amor por meio do qual o afeto será falsamente ofertado no “mercado” dos interesses pessoais, na maioria das vezes, acentuadamente egoístas. Assim, o coração humano sente-se constantemente usado e abusado e, por consequência, vazio de amor e afeto num verdadeiro raquitismo emocional, o qual se fará ausentar da sua compreensão a crença no imenso valor presente na sua vida e na sua história. Tal concepção e comportamento é, sem dúvida alguma, a génese de muitas feridas e deformidades emocionais contemporâneas.

Para dar concretos passos neste processo de cura, precisamos de nos empenhar para construir relacionamentos de comunhão; não de troca. Na comunhão, as iniciativas de amor são livres e realizam o ofício de vivificar a essência do bem no coração. Estes relacionamentos não exigem nada (nenhuma paga) em troca do amor. É claro que eles não são mágicos nem caem do céu, mas precisam, obviamente, de ser construídos com paciência e, sobretudo, com constantes iniciativas de amor.

 
O que é o Apocalipse? Imprimir e-mail

O que é o Apocalipse?  

A interpretação deste género literário requer critérios precisos

A palavra grega “apokálypsis” quer dizer “revelação”. O Apocalipse quer incutir nos leitores uma confiança inabalável na Providência Divina em tempos difíceis para os cristãos. É uma forma literária, que era usada em Israel, repleta de simbolismos de números, animais, aves, monstros etc., e que não é fácil de ser hoje entendido. As páginas mais tipicamente apocalípticas do Antigo Testamento são os capítulos 7 a 12 do livro de Daniel.

Algumas características do género apocalíptico são: As frequentes intervenções de anjo: aparecem como ministros de Deus ou como intérpretes das visões ou revelações que o autor do livro descreve (Ez 40,3; Zc 2,1s; Ap 7, 1-3; 8, 1-13). Simbolismo rico, singular. Animais podem significar homens e povos; feras e aves representam geralmente as nações pagãs; os anjos bons são descritos como se fossem homens, e os maus como estrelas caídas.

O recurso aos números 3, 7, 10, 12 e 1000 são símbolos de bonança; 3 1/2, símbolo de tribulação. Forte nota escatológica. Os apocalipses voltam-se todos para os tempos finais da história, com intervenção solene de Deus em meio a um cenário cósmico, o julgamento dos povos, o abalo da natureza, a derrota dos maus e a exaltação dos bons.

Por que é que Jesus fez esta Revelação a São João, que estava preso na ilha de Patmos, no mar Egeu?

No fim do século I, era cada vez mais difícil a situação dos cristãos no Império Romano por causa da terrível perseguição dos imperadores. Tudo começou com Nero, no ano 64, e continuou na terrível perseguição de Domiciano (81-96). Muitos cristãos foram martirizados, mas muitos também estavam desanimados, abandonavam a fé (apostasia) e aderiam às práticas pagãs. Isto pode ser notado nas mensagens às sete igrejas da Ásia Menor: Éfeso, Laodiceia, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Filadélfia e Sardes. Foi em tais circunstâncias sombrias que São João escreveu o Apocalipse.

O livro visava encorajar os fiéis. O Apocalipse é, basicamente, “o livro da esperança cristã” ou da confiança inabalável no Senhor Jesus e as Suas promessas de vitória. Ele quer anunciar a “vitória do bem sobre o mal”, do reino de Cristo sobre o reino do mal, especialmente para aquele momento muito difícil em que se encontrava a Igreja.

Nem todo o livro do Apocalipse está redigido em estilo apocalíptico. Compreende duas partes anunciadas em Ap 1,19-3,22, revisão de vida das sete comunidades da Ásia Menor às quais São João escreve em estilo pastoral; Ap 4,1-22,15, as coisas que devem acontecer depois. Esta é a parte apocalíptica propriamente dita para a qual se volta a nossa atenção: 4,1-5,14, a corte celeste com a sua liturgia. O Cordeiro “de pé, como que imolado” (5,6), recebe em suas mãos o livro da história da humanidade. A mensagem principal é esta: “Tudo o que acontece no mundo está sob o domínio do Senhor, que é o Rei dos séculos”.

A parte apocalíptica do livro abre-se com uma grandiosa cena de paz e segurança, qualquer quadro de desgraça está subordinado a isto.

O núcleo central do sentido do Apocalipse apresenta, sob forma de símbolos, a luta entre Cristo e Satanás, luta que é o eixo de toda a história, e que já tem Cristo como vencedor, apesar dos sofrimentos dos cristãos. Os sete selos (septenários) revelam essa luta. A seguir, de 17,1 a 22,17, após os três septenários, ocorre a queda dos agentes do mal; 17,1-19,10: a queda de Babilónia (símbolo da Roma pagã); 19,11-21: a queda das duas bestas que regem Babilónia (o poder imperial pagão e a religião oficial do império romano); 20,1-15: a queda do Dragão, instigador do mal, satanás.

A seção final (21,1-22,15) mostra a Jerusalém Celeste, Esposa do Cordeiro, o oposto da Babilónia pervertida. Os versículos 22,16-21 constituem o epílogo do livro.

O Apocalipse de São João apresenta os grandes protagonistas da história da Igreja: a Mulher e o Dragão no capítulo 12; a Mulher-Mãe, que exerce a sua maternidade por toda a história da salvação, se consumará na Jerusalém celeste, a Esposa do Cordeiro (Ap 21 s). As duas bestas, manipuladas pelo Dragão, sendo que a primeira sobe do mar e representa o poder imperial perseguidor (Roma); a segunda Besta sobe da terra (Ásia Menor), onde está o culto religioso do Imperador. (cf. Ap 13,1 e 11).

A batalha entre Miguel e o Dragão não corresponde à queda original dos anjos, mas significa a derrota de satanás, vencido quando Cristo venceu a morte por Sua Ressurreição e Ascensão. Deus permite-lhe tentar os homens, nestes séculos da história da Igreja, para provar e consolidar a fidelidade deles. Satanás só age por permissão de Deus.

Em resumo, as calamidades que o Apocalipse apresenta não podem ser interpretadas ao pé da letra, é uma linguagem figurada. Unindo as aflições na terra e a alegria no céu, quer dizer aos seus leitores que as tribulações desta vida estão de acordo com a Sabedoria de Deus; foram cuidadosamente previstas pelo Senhor, dentro de um plano harmonioso, onde nada escapa, embora não entendamos.

A mensagem mais importante é esta: ao padecer as aflições da vida quotidiana, os cristãos não devem desanimar. Foi uma forma de consolo que o Apocalipse queria incutir aos seus leitores; não só do séc. I, mas de todos os tempos da história; isto é, os acontecimentos que nos atingem aqui na terra fazem parte da luta vitoriosa do bem sobre o mal; é a prolongação da obra do Cordeiro que foi imolado, mas, atualmente, reina sobre o mundo com as suas chagas glorificadas (cf. c.5). Os cristãos na terra gemem, mas os bem-aventurados na glória cantam aleluia.

No céu, os justos não desesperam com o que acontece com os que sofrem na terra; antes, continuam a cantar jubilosamente a Deus, porque percebem o sentido das nossas tribulações. O Apocalipse quer mostrar que a mesma paz do céu deve ser também a dos cristãos na terra, porque, embora vivam no mundo presente, já possuem em suas almas a eternidade e o céu em forma de semente, pela graça santificante, que é a semente da glória celeste.

Assim, o Apocalipse oferece uma imagem do que é a vida do cristão e a vida da Igreja: uma realidade ao mesmo tempo da terra e do céu, do tempo e da eternidade. A vida do cristão é celeste, deve ser tranquila, como a vida dos justos que no céu possuem em plenitude aquilo mesmo que os cristãos possuem na terra.

A mensagem básica do Apocalipse é esta: as desgraças da vida presente, por mais aterradoras que pareçam, estão sujeitas ao sábio plano da Providência Divina, a qual tudo “faz concorrer para o bem daqueles que O amam” (Rm 8,28).

O Apocalipse finaliza com chave de ouro, num diálogo amoroso impressionante entre a Esposa, que é a Igreja, animada pelo Espírito Santo, e o seu Esposo no céu. É um diálogo que deve ser vivido por cada um dos cristãos que desejam o encontro com Cristo, um encontro que já começa na Eucaristia: João repete as palavras de Jesus no Evangelho (Jo 7, 37): “Quem tiver sede venha!” O Espírito e a Esposa dizem: Vem!”

 
O segredo para a cura emocional Imprimir e-mail

O segredo para a cura emocional  

A cura emocional é a “porta de entrada” para todas as outras curas

Sabemos que Jesus veio ao mundo para nos trazer a Boa Nova. Ouvimos, nos dias de hoje, tantas más notícias! Mas os anjos disseram aos pastores que Jesus nascera em Belém para trazer ao mundo a Boa Notícia.

O Cristianismo é a religião da alegria. Precisamos de ser um povo de louvor, e não “quietinho”, triste; mas um povo que louva a Deus constantemente.

Somos muito tímidos e medrosos, e a Bíblia chama-nos a sermos um povo valente, que louva a Deus publicamente. Os anjos disseram aos pastores que anunciavam uma Boa Nova para todos os povos. Portanto, precisamos de louvar ao Senhor diante de todas as nações. Mas isso só é possível mediante um profundo arrependimento.

Na confissão, necessitamos de experimentar o abraço do Pai. A confissão não foi feita para ser apenas uma penitência, mas também uma libertação completa. Tu deverias sair da confissão com um sorriso nos lábios.

Infelizmente, há um destaque muito grande para a cura física. Mas Jesus não veio ao mundo apenas para fazer os paralíticos andarem e os cegos verem. Ele veio para nos transformar inteiramente. Daí a importância da cura emocional, pois ela é o início, a “porta de entrada” para a cura física.

A Palavra de Deus fala do cego que gritou para o Senhor: “Jesus, filho de David, tem piedade de mim!” Ele chamou-o e perguntou: “Que queres?” É esta pergunta que o Senhor nos faz hoje. Ele fez esta pergunta, porque sabia que o cego necessitava não somente de uma cura física, mas, antes, de cura emocional e espiritual.

Por que afirmo isto? Porque aquele cego, depois de ter sido curado por Jesus, pôs-se a segui-Lo. É isto o que o Senhor quer fazer com cada um de nós, curar-nos para que nos coloquemos no Seu seguimento.

A cura emocional é a “porta de entrada” para todas as outras curas. A pessoa não experimentará a cura psíquica, a cura dos vícios nem a libertação do mal se ela não passar, primeiro, pela experiência da cura interior. Precisamos de saber como rezar e pedi-la.

A oração é algo científico, ela não vem “do nada”, por isso precisamos de rezar a partir dos sintomas. Eles são importantes, são indicações, sinais que nos ajudam a descobrir quais são as nossas doenças emocionais.

São 4 as principais doenças emocionais. A primeira é o sentimento de rejeição. Jesus foi rejeitado e crucificado; e a crucificação tinha o objetivo de não apenas matar os condenados, mas também de os humilhar publicamente.

Jesus foi crucificado por inveja. Eu vejo a inveja como a grande “porta de entrada” para as doenças emocionais. A grande dor de Jesus na cruz não foi a causada pelos pregos nas Suas mãos e pés, mas a causada pelo abandono que sofreu na cruz. Hoje, vejo muitas pessoas a sofrerem por trazerem, dentro de si, o sentimento de abandono. Pessoas abandonadas por aqueles que menos esperavam, ou seja, pelas pessoas amadas.

O primeiro passo para a cura emocional é detectar os sintomas do problema e encontrar as causas também. É importante encontrar a raiz deste mal. Para um caso ser resolvido é preciso saber antes que a “causa-raiz” tenha sido descoberta. E como descobrir a “causa-raiz”? Primeiro: rezar ao Espírito Santo. O trabalho dele não é somente descobrir a verdade de Deus para nós, mas também descobrir a verdade que trazemos diante de Deus. Precisamos de rezar ao Espírito Santo constantemente. Segundo: rezar pelo meu passado, mas não com sentimento de culpa.

A causa raiz pode estar em qualquer um dos quatro estágios da minha vida: 1) A minha árvore genealógica; 2) A minha vida intrauterina (dentro do ventre materno no período da gestação); 3) A minha infância até à juventude; 4) A minha juventude até à idade adulta.

A oração é igual ao medicamento: não podes tomar pouco nem em demasia; tem de ser na dose certa.

Padre Rufus Pereira

 
Deus é responsável por nascerem crianças com deficiências? Imprimir e-mail

 

Deus é responsável por nascerem crianças com deficiências?  

 

Deus é responsável por crianças nascerem com deficiências e outros padecimentos da humanidade?

O primeiro parágrafo do Catecismo da Igreja afirma que “Deus é Perfeito e Bem-aventurado”, n’Ele não há erro nem maldade. “Deus é amor” (1Jo 4,8); “Eterna é a Sua misericórdia” (Sl 117,1).

A Bíblia é repleta de passagens que falam do amor de Deus por nós. “Deus amou o mundo a tal ponto que deu o Seu Filho único para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). São Paulo disse que “esta é prova do amor de Deus por nós, porque, ainda quando éramos pecadores, Cristo morreu por nós” (Rom 5,8). Será que pode haver maior prova de amor por nós? Diante de tudo isto, não há como alguém pensar que Deus possa ser responsável por uma criança nascer com deficiência. Então, de onde vem esse mal?

Deus é suficientemente bom para tirar do próprio mal o bem

A resposta católica para o problema do mal e do sofrimento foi dada de maneira clara por Santo Agostinho († 430) e por São Tomás de Aquino († 1274):

 “A existência do mal não se deve à falta de poder ou de bondade em Deus; ao contrário, Ele só permite o mal, porque é suficientemente poderoso e bom para tirar do próprio mal o bem” (Enchiridion, c. 11; ver Suma Teológica l qu, 22, art. 2, ad 2). Como entender isto?

Deus, sendo Perfeitíssimo, não pode ser causa do mal, logo, esta é a própria criatura, que pode falhar, já que não é perfeita como o seu Criador. Só Deus é infalível e isento de imperfeições. Na verdade, o mal, ensina a filosofia, é a carência do bem. Por exemplo, a doença é a carência do estado de saúde, a ignorância é a carência do saber, e assim por diante. Por outro lado, o mal pode ser também o uso errado, mau, de coisas boas. Uma faca é boa na mão da cozinheira, mas na mão do assassino… Até mesmo a droga é boa, na mão do anestesista.

Deus permite que as criaturas vivam conforme a natureza de cada uma; permite, pois, as falhas respectivas. Assim, o sofrimento é, de certa forma, inerente à criatura. Mas por que é que Deus permite o sofrimento? Ele é Amor e Omnipotência, poderia evitá-lo!

Para que o homem fosse “grande”, digno e nobre, Deus o fez livre, inteligente, dotado de mãos maravilhosas, sensibilidade, vontade, memória, etc., que nem as pedras, árvores e animais receberam. A liberdade é o toque maior da nossa semelhança com Deus. Ele teve de correr o risco de nos fazer livres, para que fôssemos dignos, mesmo sabendo que a criatura lhe poderia voltar as costas. Deus não poderia impedir o homem de lhe dizer “não”, senão, tirava-lhe a liberdade, e ele seria apenas um robô. Deus não quis isso, mas Ele deu-nos também a inteligência, como uma luz para guiar os nossos passos; e deu-nos a vontade para permanecer no bem e evitar o mal.

Ele quis fazer a criatura humana livre como Ele, criou-a da melhor maneira possível, à Sua imagem. É a liberdade que nos diferencia dos animais, dos robôs e teleguiados. Podemos escolher espontaneamente o rumo da nossa vida e o teor das nossas ações. E nisto podemos errar, cometendo graves danos, especialmente quando usamos mal a nossa liberdade e inteligência, desobedecendo a Deus.

É Deus quem nos sustenta e nos mantém vivos, mas Ele não tira a nossa liberdade. Do contrário, não haveria merecimento nem culpa da nossa parte. Não haveria dignidade no homem. Então, por isso, Ele não quer, mas permite a morte e o sofrimento no mundo. Aqui está o nó da questão: Deus respeitou e respeita a liberdade da criatura que lhe diz ‘não’, embora pudesse e possa obrigá-la ao ‘sim’ – o que evitaria sofrimentos –, mas isso destruiria a grandeza do homem, que consiste na sua liberdade de opção.

Deus não é paternalista, é Pai

Depois de dar ao homem todas estas faculdades maravilhosas, Deus pôs-lhe o mundo em suas mãos, para cuidar dele como um jardineiro. “O Senhor Deus tomou o homem e colocou-o no jardim do Éden para cultivá-lo e guardá-lo” (Gen 2, 15). Se o homem não cuida bem deste mundo, se não ama os irmãos, se não obedece às leis divinas, então dá origem à dor, e isso não é culpa de Deus. Daí, surge o pecado e o mal moral, que gera também o mal físico. “O salário do pecado é a morte” (Rom 6,23). Por isso, Jesus foi até à cruz, para “tirar o pecado do mundo” (Jo 1,29), a causa de todo o sofrimento e morte.

Deus não é paternalista, é Pai, ou seja, Ele não fica “passando a mão por cima” dos erros dos homens e consertando os seus estragos como fazem muitos pais. O Senhor deixa que o homem sofra as consequências dos seus erros. Esta é a lei da justiça, e quem erra deve arcar com as consequências dos seus erros.

Os nossos erros geram sofrimentos para os nossos descendentes também. Os filhos não herdam os pecados dos pais, mas podem sofrer por causa desses pecados. Eu sofro não só por causa dos meus pecados, mas também por causa dos pecados dos homens, de todos os tempos e lugares, especialmente daqueles que estão mais ligados a mim: parentes, amigos, etc. A humanidade é solidária.

É lógico que os vícios de um pai fazem sofrer os filhos e a esposa; e assim por diante. Deus não é o culpado nem deseja nada disso. A culpa é nossa. Que culpa teria Deus, se, por exemplo, um pai irresponsável, passasse uma noite a beber e, depois, sofresse um acidente de carro e morresse por conduzir embriagado? Não! A culpa não é de Deus, é do homem.

O Senhor não desrespeita as leis que Ele mesmo criou

Se teimares em ligar o teu ventilador numa tomada de 220 volts, quando o manual manda ligar em 110 volts, é claro que vais queimar o motor do ventilador. Que culpa tem Deus disso?

O mesmo se deu e se dá com o mundo e com o homem.

Temos um Projetista que fez o homem e o mundo belos, organizados, harmoniosos, mas não respeitamos o seu catálogo; então, destruímos a Sua bela obra e geramos o sofrimento.

Quando ouvimos que é preciso “aceitar a vontade de Deus” diante do sofrimento e da morte, não quer dizer que foi Deus quem quis aquele mal, aquela tragédia, doença, etc. Não! Deus não pode querer o mal. Mas Ele permite o mal, porque não desrespeita as leis que Ele mesmo criou e, de modo especial, o nosso livre arbítrio. Deus respeita a nossa dignidade e semelhança a Ele.

Se Ele nos livrasse das consequências dos nossos pecados, nunca nos tornaríamos filhos maduros. Se Ele, por exemplo, suspendesse a lei da gravidade quando alguém salta de uma altura para a morte, ele destruiria o mundo todo.

 “Deus não fez a morte nem tem prazer em destruir os viventes”, diz o livro da Sabedoria (1,13). “Ora, Deus criou o homem para a imortalidade, e o fez à imagem da sua própria natureza. É por inveja do demónio que a morte entrou no mundo, e os que pertencem ao demónio prová-la-ão” (Sab 2,23).

Podemos então dizer que é, principalmente por causa da sua liberdade, que o homem é grande; por isso, pode sofrer. Ele é imagem de Deus sem ser Deus. Na sua sabedoria e bondade infinitas, Deus achou por bem correr o risco de nos poder ver errar e sofrer. Foi o preço da nossa semelhança a Ele.

O Criador poderia estar constantemente a vigiar o mundo, de modo que nunca houvesse algum desastre ou sofrimento. Mas esse procedimento seria menos digno de Deus, que deseja dar ao homem a oportunidade de se realizar, de se tornar grande, com liberdade e nobreza.

As crianças e os inocentes sofrem, porque participam da dignidade humana, e partilham a sorte da humanidade.

Então, a criança não sofre para pagar os pecados de uma suposta vida anterior. Ela sofre, porque é solidária com a humanidade; e as consequências dos seus erros atingem a criança também, embora inocente. Não é precioso inventar teorias complicadas para explicar o sofrimento, nem mesmo culpar Deus pelo erro que é nosso.

Deus não interfere no sofrimento da criança a todo instante, fazendo milagres para impedir o mal, para não destruir a ordem natural que Ele mesmo criou.

Em consequência do pecado, o sofrimento e a morte fazem parte da história de todos os homens, inocentes ou pecadores. A fé ensina que Deus Pai, pelo sofrimento redentor de Jesus, resgatará todo o sofrimento da criança inocente e fará cada uma ressuscitar um dia com Cristo.

Não devemos esquecer que os primeiros mártires da Igreja são os inocentes que morreram pelas mãos de Herodes, em Belém (Jr 31,15). Hoje, são santos mártires da Igreja. O seu sofrimento não foi em vão. Não podemos olhar os factos só com os olhos deste mundo; é preciso vê-los à luz da fé.

A Paixão e Morte de Jesus resgataram o mundo. O Pai entregou Jesus por nós, assim.

Ainda duvidamos do Seu amor?

 
Como ler a Bíblia dentro do seu contexto Imprimir e-mail

 

Como ler a Bíblia dentro do seu contexto  

É necessário compreender um pouco o contexto no qual o texto bíblico foi escrito

Este artigo quer ajudar-nos a entender melhor uma regra de ouro da literatura, qualquer que seja ela: ler o texto dentro do seu contexto. Isto significa vê-lo também como produto de pessoas diferentes e de épocas também diferentes.

Muitas vezes, sentimo-nos desencorajados com determinados textos bíblicos por não conseguirmos entendê-los. Quem nunca leu uma passagem bíblica e não apreendeu quase nada do que estava escrito ali? Quem nunca deparou com conceitos muito complicados e muito distantes daquilo que entendemos e vivemos hoje?

Isto acontece porque cada um dos livros da Sagrada Escritura faz parte de um contexto mais amplo, cujos textos foram escritos numa época muito distante da nossa. Assim, a leitura torna-se um pouco mais complexa e, não raras vezes, incompreensível, em virtude de uma distância temporal, linguística e cultural existente entre a redação do texto bíblico e a leitura e a interpretação que fazemos hoje.

A melhor forma de leitura

Daí a necessidade de uma leitura mais cuidadosa e não tão rápida e superficial, para que não ocorra uma interpretação equivocada e arriscada. Porque é natural entendermos o que lemos a partir de conceitos e da ideia que temos do mundo moderno em que vivemos, esquecendo-nos de que a Bíblia é formada por textos antigos, construídos num mundo diferente do nosso.

Assim, precisamos de buscar o máximo de informações sobre o texto que iremos estudar. Tudo que o cerca, de modo especial o período em que foi escrito e qual o contexto histórico que o influencia. Quanto mais informações tivermos a respeito do texto, tanto mais nos poderemos guiar pela regra literária citada no começo deste artigo: ler o texto dentro do contexto.

Mas como podemos saber mais sobre a época em que os textos bíblicos foram compostos e sob quais condições se deu esse processo de redação do texto que vamos ler?

É fácil. Basta consultarmos as nossas próprias Bíblias, pois elas fornecem-nos essas informações. Precisamos de conferir as introduções apresentadas antes de cada livro bíblico. Assim acontece, por exemplo, nas traduções da Bíblia, como a versão da TEB, da Bíblia Jerusalém e do Peregrino. Ou ainda, como na tradução da Bíblia Ave-Maria que traz logo na sua abertura um comentário sobre cada um dos livros bíblicos.

Estas introduções são muito importantes, pois dão-nos informações preciosas a respeito do livro que vamos ler, informações estas muito úteis e práticas a respeito do período de composição do texto, sobre o contexto histórico no qual se deu essa redação, a qual grupo esse texto foi primeiramente dirigido, quem o redigiu, entre outros.

Caso tenhamos acesso a fontes confiáveis que podem, da mesma maneira e talvez de forma mais completa, fornecer-nos essas informações, podemos e devemos utilizá-las, pois, como dissemos anteriormente, quanto mais informações temos do texto, tanto maior será nossa segurança de que o leremos dentro do contexto, evitando erros e equívocos. Mas, lembre-se: é importante que conheçamos bem essa literatura secundária utilizada para não consultarmos uma bibliografia que nos possa levar ao erro.

O  perigo  de  informações pela internet

Um alerta aos que fazem uso da internet: muito cuidado ao procurar essas informações no espaço virtual. Não tenho nada contra a rede mundial de computadores; muito pelo contrário, sou usuário e a vejo como um facilitador da vida quotidiana. Mas, infelizmente, em se tratando de estudos bíblicos, a grande maioria das coisas que encontro nela possui muitos erros ou está ligada a outra doutrina diferente da católica.

Outro recurso apresentado pelas Bíblias, que além de nos auxiliar na compreensão dos textos, também nos fornece informações importantes sobre o conteúdo do que lemos são as notas de rodapé. Essas observações são muito valiosas porque são explicativas e por meio delas são-nos esclarecidas questões ligadas à língua, à geografia, à cultura, entre tantas outras coisas que facilitam o nosso entendimento sobre eles. Muitos as ignoram, justamente por serem pequeninas, às vezes é difícil enxergá-las, mas elas estão ali para servir de auxílio para que o texto se torne mais acessível a nós que estamos distantes temporal, cultural e linguisticamente dos textos bíblicos.

Enfim, é necessário fazer uso dos recursos presentes nas nossas Bíblias, assim como das introduções nos livros e das notas de rodapé. Esses recursos fazem, de certo modo, parte da leitura e não podemos ignorá-los. A Igreja, e os nossos tradutores, conhecem as distâncias entre nós e o texto e, consequentemente, sabem do risco de uma leitura fora de contexto. Ou seja, informações presentes na própria Bíblia, ainda que não sejam o texto bíblico propriamente dito, são não apenas importantes, mas necessárias para uma leitura da Palavra de Deus sem equívocos e que permita, verdadeiramente, o nosso encontro com o sagrado.

 
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Desportos radicais que desafiam a vida  

Desportos radicais que colocam em risco a vida em busca da adrenalina

O Papa João Paulo II, em discurso aos participantes do Encontro Internacional sobre Desporto, em outubro de 2000, disse que “a atividade desportiva manifesta, além das ricas possibilidades físicas do homem, também as suas capacidades intelectuais e espirituais. Não é mera potência física e eficiência muscular. Por isso o verdadeiro atleta não se deve deixar subjugar pelas duras leis da produção e do consumo ou por considerações puramente utilitaristas e hedonistas. Assim, o desporto não é um fim, mas um meio; pode se tornar veículo de civilização e de genuíno entretenimento, estimulando a pessoa a dar o melhor de si e a evitar o que pode ser perigoso ou de grave prejuízo para si ou para o próximo”.

Desportos radicais

Desportos Radicais são termos usados para designar desportos com um alto grau de risco físico e psicológico, dadas as condições extremas de altura, velocidade, estresse, força física ou outras variantes em que são praticados. Nos desportos considerados “radicais”, a pessoa coloca-se em situação de risco de vida voluntariamente, desafiando os limites do corpo humano e as forças da natureza.

Para que um desporto radical seja bem sucedido, é preciso levar em conta que há várias condições que são necessárias; um exemplo é o preparo físico, o estado mental, equipamentos de segurança, alimentação e condições climáticas favoráveis, estes são os fatores mais importantes.

Classificar um desporto como radical é muito subjetivo. Uma escalada desportiva, por exemplo, quando praticada adequadamente, é muito mais segura que outras atividades de montanha que não recebem a classificação de “desportos radicais”. Também é necessário analisar quem pratica o desporto: um profissional não é o mesmo que um simples amador. É preciso considerar as precauções tomadas na prática do desporto, porque uma corrida de carros num circuito bem preparado e de modo profissional não é o mesmo que um lugar menos apropriado. Evidentemente, é preciso ver em que a pessoa se arrisca, porque não é a mesma coisa arriscar-se a quebrar o braço ou perder a própria vida ou de outrem.

Exemplos de desportos que exigem mais cuidados

Automobilismo: o piloto deve estar em condições físicas e psíquicas adequadas para participar na corrida. Não faz parte do automobilismo o querer vencer a todo o custo. A segurança do carro no circuito, por exemplo, deve ser escrupulosamente avaliada.

Boxe: As lesões no boxe são inequivocamente lesivas à integridade física e são lesões voluntariamente queridas, por isso é imoral. É altamente negativa a influência que este tipo de desporto exerce sobre a convivência humana, exaltando a supervalorização da força bruta e da violência física.

As artes marciais mistas (AMM): Mais conhecidas pela sigla MMA, tem o Ultimate Fighting Championship (UFC) dentre as principais organizações responsáveis pelos torneios. De um lado, defensores do MMA falam sobre a preparação do corpo e da mente dos atletas para suportar o confronto sem sequelas. Do outro, críticos questionam os limites do corpo humano submetido a tamanha agressividade e defendem que um acompanhamento médico adequado é imprescindível para prevenir complicações futuras, principalmente problemas e transtornos neurológicos, ou, em casos mais extremos, até mesmo a morte. Nestas modalidades de luta, os ferimentos na face e outras regiões da cabeça, riscos de convulsão, fraturas, luxações nos joelhos, cotovelos, ombros, tíbia ou tendinites compõem a lista de prováveis lesões aos praticantes deste desporto. A extensão, a intensidade e a localização vão determinar o tipo de sequelas, que vão desde hematomas até pequenas lesões que desligam as conexões entre os neurónios. Por tudo isso, o MMA, além de expor o corpo a um estresse que não tem como dosar, o atleta é susceptível a fortes leões. Pela agressividade desse desporto, pela forma de vencer lesando o outro, pelas graves sequelas que possivelmente ficam a curto e a longo prazo, podemos afirmar que a prática é imoral.

Rappel é uma palavra que, em francês, quer dizer “chamar” ou “recuperar”, e foi usada para batizar a técnica de descida por cordas. O termo veio da explicação do “criador” do rappel, Jean Charlet-Stranton, por volta de 1879. É uma atividade vertical praticada com uso de cordas e equipamentos adequados para a descida ou escalada de paredões e vãos livres, bem como outras edificações. Trata-se de uma atividade criada a partir das técnicas do alpinismo, o que significa que requer preocupação com a segurança do praticante. Este deve ter instruções básicas e acompanhamento de especialistas. Cursos preparatórios são indispensáveis. Não é qualquer pessoa que pode praticar o rapel. Preparação física e treinos localizados são fundamentais para a prática deste desporto que exige segurança, treino, uso de equipamentos adequados, conhecimento detalhado do local, atenção às condições climatéricas do momento, às orientações de guias, etc. Seguir as regras básicas como o uso de equipamentos de segurança, ter condições climatéricas favoráveis, responsabilidade e prudência, são fatores imprescindíveis para a moralidade ou não da prática do rapel.

Risco à vida

Quando é que a pessoa pode colocar voluntariamente a sua vida em risco?

Para que a pessoa coloque a sua vida em risco voluntariamente é necessário que haja um motivo que justifique o perigo, quando este é mais alto que os riscos quotidianos da vida. Por exemplo, um corpo de bombeiros quando enfrenta incêndios; salva-vidas ao tentar salvar alguém que se está a afogar; um polícia ao defender uma pessoa ou a sociedade. Portanto, causar graves lesões físicas só é lícito para o bem do todo o físico, da própria pessoa ou para salvar o valor irrevogável do outro.

A partir das questões acima, temos como princípio geral reduzir ao mínimo as possíveis lesões, a ponto de serem reduzidas somente as coisas acidentais e imprevisíveis. Enquanto subsistir algum perigo que possa ser eliminado, não é lícito expor-se a determinada prática desportiva. Para isso, a prudência é uma virtude essencial, para evitar muitas tragédias no campo do desporto.

Posição da Igreja

O que afirma o Magistério Católico sobre desportos radicais? No Catecismo da Igreja Católica, lemos no número 2269 “… A lei moral proíbe expor alguém a um risco mortal sem razão grave…”. Ainda no número 2280, o Magistério da Igreja Católica adverte: “Cada qual é responsável perante Deus pela vida que Ele lhe deu, Deus é o senhor soberano da vida; devemos recebê-la com reconhecimento e preservá-la para a sua honra e salvação das nossas almas. Nós somos administradores e não proprietários da vida que Deus nos confiou; não podemos nos dispor dela”.

O Concílio Vaticano II Gaudium et Spes 61 afirma: “cada homem continua a ter o dever de salvaguardar a integridade da pessoa humana, na qual sobressaem os valores da inteligência, da vontade, da consciência e da fraternidade, valores que se fundam em Deus Criador e por Cristo foram admiravelmente restaurados e elevados”.

Alguns textos iluminativos

 “As potencialidades do fenómeno desportivo tornam-no um significativo instrumento para o desenvolvimento global da pessoa e um factor mais útil do que nunca para a construção de uma sociedade mais à medida do homem. O sentido de fraternidade, a magnanimidade, a honestidade e o respeito pelo corpo, virtudes sem dúvida indispensáveis a todo o bom atleta, contribuem para a edificação de uma sociedade civil onde o antagonismo é substituído pela competição, onde ao confronto se prefere o encontro, e à contraposição rancorosa o confronto leal. Desta forma, o desporto não é um fim, mas um meio; pode tornar-se veículo de civilização e de genuíno entretenimento, estimulando a pessoa a dar o melhor de si e a evitar o que pode ser perigoso ou de grave prejuízo para si ou para o próximo”.

O Papa João Paulo II afirmava: “apraz-me citar uma conhecida expressão de São Paulo, que se adapta bem à vossa múltipla atividade amadora e desportiva: ‘Os atletas abstêm-se de tudo’ (1Cor 9,25). Com efeito, sem equilíbrio, autodisciplina, sobriedade e capacidade de atuar honestamente com os outros, o desportista não é capaz de compreender plenamente o sentido de uma atividade física destinada a robustecer, além do corpo, o espírito e o coração. Infelizmente, às vezes, no âmbito desportivo acontecem episódios que menosprezam o verdadeiro significado do espetáculo e atingem, além dos atletas, a própria comunidade. Em particular, o apoio apaixonado da própria equipa pode levar facilmente a ofender as pessoas ou a prejudicar os bens da coletividade. Toda a competição desportiva deve conservar sempre o caráter de um divertimento sadio e tranquilo”.

Padre Mário Marcelo Coelho, scj

 
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O que é ser católico?  

Conhecer o significado de ser católico é enraizar-se ainda mais no cristianismo

A Palavra católico está na Bíblia, no Evangelho de Mateus, capítulo 28, versículos 18b-20. “É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém.””

O que é ser católico

Jesus tem todo o poder; devemos anunciá-Lo a todos os povos, guardar todo o ensinamento dEle na certeza de que estará todos os dias connosco. Esta ordem de Cristo foi levada muito a sério pelos discípulos. Em grego, a expressão “todo”” pode ser traduzida por Kat-holon. Daí vem a palavra católico (em grego seria: Καθολικός). Ao longo do primeiro e segundo séculos, os seguidores de Jesus Cristo começaram a ser reconhecidos como cristãos e católicos. As duas palavras eram utilizadas indistintamente.

Ser católico já significava ser plenamente cristão. O catolicismo, portanto, é o cristianismo na sua totalidade.

A riqueza de ser católico

É a forma mais completa de obedecer ao mandato do Mestre antes da sua volta para o Pai. O mesmo mandato pode ser lido no Evangelho de Marcos 16,15: Ide e pregai o Evangelho a toda criatura. Há, portanto, uma catolicidade vertical, que é ter Cristo todo, ou seja, ser discípulo; e uma catolicidade horizontal, que é levar Cristo a todos, ou seja, ser missionário. Isto é ser católico: totalmente discípulo, totalmente missionário, totalmente cristão!

Ao que tudo indica, o termo católico tornou-se mais popular a partir de Santo Inácio de Antioquia (discípulo de São João) no ano 110 d.C. Pode significar tanto a universalidade da Igreja como a sua autenticidade. Quase na mesma época, São Policarpo utilizava o termo católico também nesses dois sentidos. São Cirilo de Jerusalém (315-386), bispo e doutor da Igreja, dizia: A Igreja é católica porque está espalhada por todo o mundo; ensina em plenitude toda a doutrina que a humanidade deve conhecer; conduz toda a humanidade à obediência religiosa; é a cura universal para o pecado e possui todas as virtudes (Catechesis18:23).

Estão bem claros os dois sentidos de católico como universal e ortodoxo. Durante mil anos os dois significados estiveram unidos. Mas, por volta do ano 1000, aconteceu um grande cisma, que dividiu a Igreja em Ocidental e Oriental. A Igreja do Ocidente continuou a ser denominadacatólicae a Igreja do Oriente adotou o adjetivo de ortodoxa. A raiz das duas palavras remete ao significado original de Igreja: autêntica.

A Igreja católica reconhece que cristãos de outras Igrejas podem ter o batismo válido e possuir sementes da verdade na sua fé. Mas sabe que apenas ela conserva e ensina, sem corrupção, TODA a doutrina apostólica e possui TODOS os meios de salvação.

Devemos viver e promover a sensibilidade ecuménica favorecendo a fraternidade com os irmãos que pensam ou vivem a fé cristã de um modo diferente. Mas isso não significa abrir mão da nossa catolicidade. Quando celebramos a Eucaristia, seguimos à risca a ordem do Mestre, que disse: “”Fazei isto em memória de mim!. A falta da Eucaristia deixa uma grande lacuna em algumas Igrejas. Um pastor evangélico, certa vez, disse que gostaria de rezar a Ave-Maria, mas, por ser evangélico, não conseguia. Por quê? Porque se sentia incomodado cada vez que lia o Magnificat em que a Santíssima Virgem proclama: Todas as gerações me chamarão de bendita (Lc 1,48). E interrogava-se sobre o porquê da sua geração tão evangélica não fazer parte desta geração que proclama Bem-aventurada a Mãe do Salvador!

Realmente, ser católico é ser totalmente cristão!

 
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Todos somos heterossexuais  

A Igreja, que é mãe e mestra, acolhe cada pessoa como Jesus as acolhe, aceitando o pecador, mas não o pecado

A homossexualidade pode ser definida como uma atração sexual prevalente e estável por pessoas do próprio sexo. Sendo simplesmente uma atração (inclinação, tendência…), como outras tendências (musicais, desportivas, alimentares…), independentemente da identidade da pessoa, a homossexualidade não constitui o aspecto essencial e não é, portanto, a natureza, a condição ou o estado dessa pessoa.

Pode-se afirmar, a rigor de lógica, que não há homossexuais, mas pessoas com orientações homossexuais. É fundamental distinguir entre a tendência homossexual e a pessoa que prova essa tendência. Pode-se considerar a homossexualidade um problema, desaprovar as uniões homossexuais e considerar imoral tais atos; mas nos confrontos dessas pessoas são necessários compreensão e respeito. Do mesmo modo, uma atitude crítica em relação à homossexualidade não significa “homofobia” nem desprezo com pessoas que possuem essa tendência. A homossexualidade não é determinada pelo comportamento sexual. Existem, de facto, pessoas com tendências homossexuais absolutamente castas ou que possuem relações heterossexuais, assim como existem pessoas com uma orientação heterossexual, mas que, por diferentes motivos, experimentam comportamentos homossexuais, sem que estes modifiquem a sua orientação sexual.

A homossexualidade não diz respeito apenas e exclusivamente à orientação sexual. A sua raiz põe-se como a identidade de género, ou seja, a consciência do papel que os indivíduos do próprio sexo desenvolvem na sociedade. O fundamento da homossexualidade – como evidenciou Alfred Abner (1870-1937) e foi confirmado mais recentemente por Irving Bieber (1908-1991) – é que os homens que provam tendências homossexuais não se percebem à altura dos outros homens, capazes de poder satisfazer as exigências que a sociedade faz aos representantes do próprio género, dotados das características viris que, na realidade, cada homem deve fastidiosamente construir. Esses admiram, invejam e, portanto, sentem-se atraídos por outros homens que vêem mais desejosos de si.

Isso implica que as pessoas com tendências homossexuais são, na realidade, heterossexuais com problemas de identidade de género. Não existem, portanto, “homossexuais latentes”, porque não existe uma natureza homossexual que possa não se manifestar, nem existe uma tendência homossexual se ela não é advertida; e mais ainda, pode-se afirmar que as pessoas com tendências homossexuais são, na realidade, “heterossexuais latentes”.

Outra distinção importante é aquela entre as pessoas com tendências homossexuais e os gays: enquanto a palavra “homossexualidade” indica simplesmente uma atração ou tendência, a palavra “gay” indica uma identidade sócio-política. Nem todas as pessoas com tendências homossexuais se reconhecem na identidade gay; a maior parte deles não é orgulhoso dessa inclinação e, por isso, sofrem muito, nem mesmo consideram a homossexualidade positiva para si e para a sociedade. Uma das questões mais debatidas sobre o argumento homossexual é se a homossexualidade é algo natural. A questão nasce de um equívoco de fundo: não é de facto natural tudo o que existe, nem mesmo tudo o que fazem os animais. O termo “natural” indica o que deveríamos ser, o que seremos se o nosso desenvolvimento não encontrasse obstáculos. Numa palavra, é o nosso projeto vital.

Da mesma forma que a obesidade existe, mas não é natural, também a homossexualidade não é natural, porque todas as pessoas são heterossexuais, a não ser que algo intervenha, elimine a sua identidade de género e faça surgir um sentido de inferioridade, de diversidade e dificuldade em relação às outras pessoas.

Os ativistas gays fortemente sustentam a hipótese de que a homossexualidade tenha uma causa biológica. No imaginário comum, de facto, tudo aquilo que é biológico é facilmente identificado como alguma coisa de inelutável, e que, portanto, deve ser aceito. Todavia, estudos científicos excluem a possibilidade de uma causa biológica da homossexualidade: independente de títulos jornalísticos tanto de grande circulação como não tanto, não existe um “gene gay”, um “cérebro gay” ou um “hormónio gay”; no máximo – mas sem nenhuma certeza científica – pode-se fazer hipótese de uma predisposição biológica que é bem diferente de uma causa biológica. Mas, com certeza, há influências ambientais (familiar, social, experiência de vida, etc.) que determinam um sentido de inferioridade em relação às pessoas do mesmo sexo, e, portanto, o desenvolvimento da homossexualidade.

A título de conclusão: é possível que uma pessoa com tendências homossexuais mude a sua orientação sexual? Sim. Há testemunhos de experiências clínicas (Nicolosi, van den Aardweg, Bieber, Spitzer…) como também de associações de pessoas que mudaram a sua orientação sexual. Existe também uma vastíssima bibliografia, seja em português ou em outras línguas, principalmente em inglês e francês, muito importantes, como a carta que Joseph Ratzinger escreveu: CARTA AOS BISPOS DA IGREJA CATÓLICA SOBRE O ATENDIMENTO PASTORAL DAS PESSOAS HOMOSSEXUAIS.

Antes de darmos um juízo final sobre tal comportamento ou tendência, saibamos que por trás de cada um existe uma história, e que a Igreja, que é mãe e mestra, acolhe cada pessoa como Jesus as acolheu, aceitando o pecador, mas não o pecado. Ajudemos a cada um desses nossos irmãos e irmãs com a nossa oração e caridade.

Padre Anderson Marçal

 
Por quê ir à igreja se posso rezar em casa? Imprimir e-mail

Por quê ir à igreja se posso rezar em casa?  

A igreja, por mais simples que seja, exala Cristo

É muito comum os católicos “praticantes”, ao convidarem alguém para ir à igreja, ouvirem coisas como: “Por quê ir à igreja se posso rezar em casa?” ou: “Rezo em casa! Não preciso de ir à igreja”.

A verdade é que precisamos, de ir à igreja. Mas podemos e devemos rezar em casa. Aliás, devemos rezar em todos os momentos. O próprio São Paulo diz: Orai sem cessar, porque esta é a vontade de Deus a vosso respeito (cf. I Ts 5,17-18). Porém, a igreja é um lugar especial, é a Casa de Deus. É ali que Ele habita. Ali, em cada Santa Missa, Jesus renova o Seu Santo Sacrifício e faz-Se Corpo e Sangue para nos dar a vida. Ali, Jesus fica no Sacrário esperando a nossa visita.

Moisés, quando viu a sarça que ardia, recebeu a seguinte ordem: “Não te aproximes daqui. Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa” (Ex 3,5).

A morada de Deus é um lugar santo, é um lugar diferente, separado. O acto de sair de casa para ir ao encontro do Senhor é semelhante ao que fez Moisés quando tirou as sandálias para entrar no território santo. Quando visitamos a Casa de Deus, saímos do nosso orgulho, e por que não dizer, do nosso comodismo espiritual para encontrar o Deus que nos acolhe?

Antigamente, não nos era permitido ver o que acontecia nos altares. Até hoje a Igreja Católica Ortodoxa é assim. O altar fica por trás de um grande ícone e os fiéis apenas participam aguardando, contemplando o que acontece, numa mistura de expectativa e zelo, tão grande é o zelo e o respeito pelo Santo Mistério da Eucaristia e, consequentemente, do tempo de Deus.

Hoje, para nós católicos, é permitido não apenas ver, mas contemplar e participar no Santo Sacrifício. E por causa do Sacrifício de Cristo podemos adorá-lo na Eucaristia. Estando na casa de Deus, podemos experimentar a graça de, através do visível, tocar no invisível. Quando entras na igreja, imediatamente acontece o encontro de dois corações: o teu, como está, com o de Jesus, do como é. Ainda que não sintas nada, só o ar que respiras é diferente. O solo é santo. A igreja, por mais simples que seja, exala Cristo. As graças acontecem quando tens consciência disso. E não precisas de sentimentos. Se tomarmos consciência disso, nós podemos dizer como o Salmista: “Que alegria quando me disseram: Vamos para a casa do Senhor” (Sl 121,1).

Por isso devemos ir à igreja sempre, com alegria e respeito. Para aprendermos o que é um templo, devemos frequentá-lo sempre, pois São Paulo também nos ensina: “Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Cor 3,16).

Sim, somos, de facto, Templo de Deus. O Espírito Santo habita em nós. Mas para saber como “ser” templo do Senhor temos de aprender com o Templo Igreja. Como disse antes: por meio do visível, tocamos o invisível. Só frequentando, com zelo e respeito, o templo que vemos, aprenderemos e tomaremos consciência do templo que somos.

Proponho-te, a ti que raramente entras numa igreja, fazer, ainda que por alguns minutos, uma visit a uma capela, a uma igreja, sabendo que lá habita Deus. Senta-te, respira e percebe que ali algo maior te envolve. Esse algo maior é Deus, que se faz presente com a Sua santidade. Não peças nem digas nada. Experimenta a graça de estar na Casa do Pai. Eu te garanto que, depois disso, voltarás muitas e muitas vezes!

 
Ser dono da minha língua Imprimir e-mail

Ser dono da minha língua

Sê dono da tua língua e usa-a para o bem

É preciso ser dono da própria língua, dominar os lábios. Se falássemos menos teríamos metade dos problemas que temos. A maioria dos nossos pecados passa pela nossa língua. Poucos conseguem pensar antes de falar. É preciso deixar-se purificar por Deus.

Oração

 “Senhor Deus, meu Pai, mais uma vez temos a oportunidade de partilhar a Tua Palavra. Trabalha em nós que aqui estamos, para que o Teu Espírito possa purificar o nosso modo de falar. Quantos casais fracassaram pelo mau uso da língua. Purifica os nossos lábios, mas primeiramente purifica os nossos ouvidos, para estarmos abertos ao que o Senhor nos traz. Diz o que precisamos de ouvir. Transforma as nossas estruturas para que a Tua Palavra seja luz para os nossos passos. Amém”.

 “Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus”.  (Mt. 10,32-33)

Não tenhas receio de te declarar a favor de Jesus diante das pessoas, porque tu tens uma promessa d’Ele: Ele vai se declarar em favor de ti.

Hoje os jornais vomitam dentro das nossas casas roubo, estupro, assassinatos…

Há coisas boas no coração até das pessoas más. Não existe pessoa totalmente ruim, mas pessoas cheias de feridas. E assim está a nossa sociedade. Vós casais, precisais de ser testemunhas do amor de Deus no mundo. Testemunhai ao mundo um verdadeiro amor e não um casamento de fachada.

Trata o outro com carinho

O cuidado de um com o outro é testemunho do amor de Deus para o mundo, testemunho de um amor abençoado. Como dar testemunho se entre vós os dois não existe o amor doação, o amor que perdoa?

O maior testemunho que podemos dar da nossa vocação é o sorriso. O maior testemunho do matrimónio cristão é vós serdes felizes, um na presença do outro. Faz a tua mulher sorrir. As mulheres gostam de homens que as façam sorrir, homens cheios de vida, de ânimo…

Pedi ao Senhor que purifique as vossas palavras, os vossos lábios, para que saibas conversar com o teu esposo(a) sem gritaria, sem briga.

O que é que o diabo usou para destruir o plano de Deus? O que usou para seduzir a mulher? Usou a boca, a língua, levou Eva na conversa. Ela achava-se importante, por ser a única mulher no mundo. A serpente então chama-a e oferece-lhe o fruto, vai convencendo-a pouco a pouco.

Uma palavra certa dita na hora certa tem poder de ressurreição.

Uma palavra certa da esposa ou do marido, quanta paz nos dá. Precisamos dessa experiência de ter a boca purificada pelo anjo para tirar do nosso casamento tudo o que nos tem atrapalhado.

A palavra fere ou abençoa

Nós geralmente ferimos quem vive perto de nós. A tua palavra fere quem mais te ama. É um sorriso irónico, uma palavra falsa… Tudo isto vai desgastando o teu casamento. Não digas aquilo que vai fazer o outro pior. É preciso pesar as nossas palavras.

Jesus tem uma expressão que é: “Cala-te”. Então fala menos, escuta mais, ama mais, pensa antes de falar. Deus não abençoa que não usa bem a língua. Que a tua boca seja um manancial de graça. Purifica-me, Senhor!

 
Seminarista: quem é e o que faz? Imprimir e-mail

Seminarista: quem é e o que faz?  

Não são raras as vezes em que surgem as seguintes dúvidas: Quem é o seminarista? O que é que ele faz?

Muitos não conhecem a trajectória de um homem para chegar ao sacerdócio, e quando a descobrem, admiram-se pelo tempo de formação. Para uma melhor compreensão e uma resposta satisfatória, voltemos um pouco à história da Igreja e às reflexões elaboradas pelos recentes Papas.

Seminaristas, quem são e o que fazem

Foi a partir do Concílio de Trento (1563) que realmente foram criados os seminários nas dioceses, voltados para a formação da razão e da fé do futuro presbítero da Igreja. Antes disso, o homem que desejasse ser padre, recebia logo as ordens sacras, ajudando o bispo local. Percebe-se, então, a contribuição deste concílio e mais especificamente a sua aplicação na vida de São Carlos Borromeu, que fundou seminários e escreveu regulamentos. Posteriormente, o Concílio Vaticano II e o Código de Direito Canónico elaboraram melhor sobre como deve ser a formação do clero. Atualmente, há vários documentos que tratam do assunto, como o Decreto Optatam Totius, Pastores Dabo Vobis, Documento 93 da CNBB entre outros.

Missão na Igreja

Seminarista é aquele que recebeu um chamamento de amor de Deus e, na liberdade, Lhe responde. O Papa emérito Bento XVI, no encontro com os seminaristas nos EUA, em 2008, disse que seminaristas são “jovens que se encontram num tempo forte de busca de um relacionamento pessoal com Cristo, um encontro com Ele, na perspectiva de uma importante missão na Igreja”.

Nas residências, geralmente, seminários, que podem ser o Menor ou Maior, os seminaristas recebem formação que convergem para a unidade da pessoa. Viver no seminário é estar no tempo da descoberta de Cristo. É tempo de acolhimento e amadurecimento do dom recebido da iniciativa de Deus e não por mérito da pessoa. Tempo importante de se relacionar com Deus, que se expressa de forma significativa na oração para um correto discernimento.

A idade, a rectidão dos candidatos, a idoneidade espiritual, moral e intelectual, a saúde física e psíquica, são critérios examinados pela Igreja na aprovação daqueles que desejam ingressar no seminário. (Optatam Totius, 6).

Quatro pontos importantes aos futuros sacerdotes

De forma simples e directa, o Papa emérito Bento XVI, na carta aos seminaristas, em 2010, ressalta alguns pontos para os futuros sacerdotes:

1- O seminarista deve ser um homem de Deus (1Tm 6,11). Jesus deve ser o ponto de referência de toda a sua vida;

 2- Os sacramentos. Deve-se celebrar com íntima participação da Eucaristia. A penitência leva à humildade, e deixando-se perdoar, aprende-se a perdoar os outros. Também o Papa pede para não excluir piedade popular, porque, por meio dela, a fé entrou no coração dos homens;

 3- Estudar com empenho, porque a fé possui uma dimensão racional e intelectual. É importante conhecer a fundo e integralmente a Sagrada Escritura. Amar o estudo da teologia;

 4- Ser exemplo de homem maduro.

A formação humana, espiritual, intelectual e pastoral deve ser bem trabalhada pela equipa formativa dos seminários, mas o seminarista deve ser o primeiro interessado por ela.

Papa Francisco

O Bispo de Roma, como sempre, trabalha toda a sua reflexão em três pontos. Em 2014, disse que o seminarista deve ser fraterno, orante e missionário. A fraternidade é parte integrante do chamamento, não se pode viver individualmente. A oração deve ser um convite ao Espírito Santo, como no Cenáculo, pois d’Ele depende a construção da Igreja, o guia dos discípulos e o dom da caridade pastoral. A missão deve torná-los discípulos humildes capazes de preferência pelas pessoas marginalizadas, as das periferias. Levar as pessoas a acolherem a ternura de Cristo.

O seminarista não é um solteirão, mas um homem comprometido com o Senhor e a Sua Igreja. Não se está a preparar para receber uma profissão, mas para se configurar à imagem de Cristo, o Bom Pastor. Por fim, é preciso ter disposição, caso contrário é preciso buscar outra caminho para a santidade, pois a formação será permanente. É difícil a vida clerical, mas é bela se levada com seriedade. É admirável!

 
Por que sofremos as consequências do pecado de Adão e Eva? Imprimir e-mail

Por que temos de sofrer as consequências do pecado de Adão e Eva?

  

Por que temos de sofrer as consequências do pecado de Adão e Eva, nossos primeiros pais?

Todos nós, seres humanos, fomos criados de tal modo, que podemos livremente eleger entre os possíveis caminhos que temos adiante, inclusive com a terrível capacidade de negarmos o nosso próprio Criador.

Realmente, é impressionante a liberdade humana. Deus cria-nos com ela, preferindo o risco de que O neguemos a nos obrigar a amá-Lo por coação. Deseja, assim, que o amemos livremente, como filhos, e não como escravos.

Observando a nossa história pessoal, não é difícil perceber que a cada uma dessas escolhas que fazemos nos tornamos responsáveis pelas suas consequências. Quando preferimos o pecado à vontade de Deus, inevitavelmente experimentamos as suas amargas consequências, e é justo que seja assim. Mas o que dizer quando o pecado de uma outra pessoa passa a ser, de algum modo, atribuído também a nós? Por que temos de sofrer as consequências do pecado de Adão e Eva, nossos primeiros pais?

Com efeito, afirma São Paulo: “Como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo o género humano, porque todos pecaram” (Rm 5, 12). Os nossos primeiros pais pecaram gravemente. Abusando da sua liberdade, desobedeceram ao mandamento de Deus. Nisto consistiu o primeiro pecado do homem (cf. Rm 5, 19). Por este pecado perderam o estado de santidade no qual tinham sido criados. O pecado entra na história, portanto, não procedendo de Deus, mas do mau uso da liberdade do homem.

A transmissão do pecado original é um mistério

Embora este primeiro pecado tenha sido um ato pessoal de Adão e Eva, existe tamanha solidariedade entre os homens, que tal pecado afeta a todos nós, como afirma o Catecismo da Igreja Católica (cf. n. 404):

 “Todo o género humano é, em Adão, «como um só corpo dum único homem». Em virtude desta «unidade do género humano», todos os homens estão implicados no pecado de Adão, do mesmo modo que todos estão implicados na justificação de Cristo. Todavia, a transmissão do pecado original é um mistério que nós não podemos compreender plenamente. Mas sabemos, pela Revelação, que Adão tinha recebido a santidade e a justiça originais, não só para si, mas para toda a natureza humana; consentindo na tentação, Adão e Eva cometeram um pecado pessoal, mas esse pecado afeta a natureza humana que eles vão transmitir num estado decaído”.

Para distinguir a relação que se dá entre Adão e Eva e cada um de nós com o pecado original, os teólogos utilizam as duas expressões bastante elucidativas: “pecado original originante” (para se referir ao pecado daqueles, um pecado cometido diretamente pelos nossos primeiros pais), e “pecado original originado” (para se referir ao pecado original com o qual todos nascemos, um pecado próprio de cada um, mas não cometido pessoalmente por nós, senão contraído em virtude da nossa natureza). O “pecado original originado” – o pecado original em nós – é chamado “pecado” de maneira análoga. Trata-se do estado de perda com o qual todos nós nascemos daquela santidade original com a qual Deus tinha criado o homem. Este estado não se transmite por imitação dos maus exemplos dos nossos antecessores, mas por propagação, afetando diretamente a nossa natureza. Já nascemos assim.

Pela obediência de um só todos se tornarão justos

Agora, se por um lado em Adão todos pecaram, continua o Apóstolo, “pela obediência de um só todos se tornarão justos”. Em Cristo, o novo Adão, todos temos acesso à santidade.

Por meio do sacramento do batismo, a redenção alcançada pelo Senhor Jesus Cristo com a sua Cruz e Ressurreição é aplicada a cada um de nós, e nos tornamos livres do pecado original, orientados novamente para Deus, embora as consequências deste pecado – não o pecado original – persistirão em nós, e exigirão até ao fim da nossa vida um intenso combate espiritual para vivermos de forma coerente com a nova vida divina que nos vem pelo batismo.

 
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Que pecados nos impedem de comungar?  

A gravidade dos pecados, pode ser maior ou menor

A Igreja ensina que não podemos comungar em pecado mortal sem antes nos confessarmos. Pecado mortal é aquele que é grave, normalmente contra um dos Dez Mandamentos de Deus: matar, roubar, adulterar, prostituir, blasfemar, prejudicar os outros, ódio, etc. É algo que nos deixa incomodados.

O que diz o Catecismo da Igreja Católica (CIC) sobre isto

§1856 – O pecado mortal, atacando em nós o princípio vital que é a caridade, exige uma nova iniciativa da misericórdia de Deus e uma conversão do coração, que se realiza normalmente no sacramento da Reconciliação:

Quando a vontade se volta para uma coisa em si contrária à caridade pela qual estamos ordenados ao fim último, há no pecado, pelo seu próprio objeto, matéria para ser mortal… quer seja contra o amor de Deus, como a blasfêmia, o perjúrio, etc., ou contra o amor ao próximo, como o homicídio, o adultério, etc. Por outro lado, quando a vontade do pecador se dirige às vezes a um objeto que contém em si uma desordem, mas não é contrário ao amor a Deus e ao próximo, como, por exemplo, palavra ociosa, etc., tais pecados são veniais (S. Tomás, S. Th. I-II,88,2).

§1857 Para que um pecado seja mortal, requerem-se três condições ao mesmo tempo: “É pecado mortal todo o pecado que tem como objeto uma matéria grave, e que é cometido com plena consciência e deliberadamente (RP 17).

§1858 A matéria grave é precisada pelos Dez Mandamentos segundo a resposta de Jesus ao jovem rico: Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não defraudes ninguém, honra teu pai e tua mãe (Mc 10,19). A gravidade dos pecados é maior ou menor; um assassinato é mais grave do que um roubo. A qualidade das pessoas lesadas entra também em consideração. A violência exercida contra os pais é em si mais grave do que contra um estrangeiro.

§1859 O pecado mortal requer pleno conhecimento e pleno consentimento. Pressupõe o conhecimento do caráter pecaminoso do ato, da sua oposição à lei de Deus. Envolve também um consentimento suficientemente deliberado para ser uma escolha pessoal. A ignorância afetada e o endurecimento do coração (cf. Mc 3,5-6; Lc 16,19-31) não diminuem, antes aumentam, o caráter voluntário do pecado.

§1860 A ignorância involuntária pode diminuir ou até escusar a imputabilidade de uma falta grave, mas supõe-se que ninguém ignore os princípios da lei moral inscritos na consciência de todo o ser humano. Os impulsos da sensibilidade, as paixões podem igualmente reduzir o caráter voluntário e livre da falta, como também pressões exteriores e perturbações patológicas. O pecado por malícia, por opção deliberada do mal, é o mais grave.

Doutrina da Igreja

§1861 O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, como o próprio amor. Acarreta a perda da caridade e a privação da graça santificante, isto é, do estado de graça. Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que a nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso. No entanto, mesmo podendo julgar que um ato é em si falta grave, devemos confiar o julgamento sobre as pessoas à justiça e à misericórdia de Deus.

§1862 Comete-se um pecado venial quando não se observa, em matéria leve, a medida prescrita pela lei moral, ou então quando se desobedece à lei moral em matéria grave, mas sem pleno conhecimento ou sem pleno consentimento.

 
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A postura do jovem católico na universidade  

É possível assumir a postura de católico dentro da universidade

Todo o jovem pensa no seu futuro e na profissão que melhor o realizará. Hoje, o mercado de trabalho é muito concorrido e os que conseguem um futuro promissor são os mais capacitados. Por isso, o número de jovens nas universidades tem aumentado. Mas não são todas as universidades que possuem uma busca sincera pela verdade; o católico, neste contexto, sente comprometida a sua postura. O que fazer?

A Igreja aprecia a contribuição da ciência para a humanidade. O Papa Francisco diz que “a Igreja não pretende deter o progresso admirável das ciências. Pelo contrário, alegra-se e inclusivamente desfruta reconhecendo o enorme potencial que Deus deu à mente humana. Portanto, é preciso ser humilde e ouvir o que as diversas ciências têm para ensinar nas universidades. Sábio não é aquele que sabe tudo, mas aquele que se coloca sempre como aprendiz”.

São Tomás de Aquino afirmava: “A luz da razão e a luz da fé provêm ambas de Deus”. É preciso não criar preconceitos, pois, uma vez que este se estabelece, torna-se mais difícil o diálogo. Não é o desprezo, mas o diálogo que abre novos horizontes enriquecedores para a sociedade.

Existe o medo de os jovens católicos nas universidades perderem a fé, porém, alimentá-la pela oração é um meio de mantê-la viva. Os estudos devem proporcionar que o jovem busque mais as razões da sua fé. Ainda que seja difícil, a ciência questionar a sua fé é saudável, desde que ela não tenha a pretensão de ser absoluta. Neste caso, “não é a razão que se propõe, mas uma determinada ideologia que fecha o caminho a um diálogo autêntico, pacífico e frutuoso”, afirma o Papa Francisco.

Postura autêntica do católico

É difícil assumir a postura de católico dentro das universidades. Muitos têm medo da perseguição e assumem uma postura relativista. Mas a postura do cristão deve ser autêntica, pois, mesmo sem perceber, a evangelização acontece, porque há um compromisso com a verdade. Não existe verdadeiro cristão ausente da perseguição.

Vale a pena recordar o interessante diálogo autêntico entre o filósofo Jürgen Habermas e o Papa emérito Bento XVI, quando ainda era cardeal. Dentre os vários pontos abordados, Ratzinger afirma que o encontro com Cristo é redenção por ser performativa e não informativa, isto é, conhecer Cristo leva à transformação, pois se tem esperança. A partir da compreensão performativa da fé, expressa-se na própria fé uma razão, que se manifesta no testemunho do cristão e que pode ser apreendida pelo ateu. Além do mais, afirma Ratzinger, a razão e a fé são chamadas a se purificarem e curarem mutuamente das suas patologias, é necessário que reconheçam o facto de que uma precisa da outra.

A Igreja pede, na Exortação Apostólica Chistifideles Laici, a presença do católico na universidade, pois tal “presença tem como finalidade não só o reconhecimento e a eventual purificação dos elementos da cultura existente, criticamente avaliados, mas também a sua elevação, graças ao contributo das originais riquezas do Evangelho e da fé cristã”.

Enfim, o jovem católico deve ser capaz de assumir e viver a sua fé mesmo em ambientes diversos, como na universidade. Para isso, pode ser grande suporte os Grupos de Oração Universitário (GOU). Hoje, é mais inteligente o diálogo através do testemunho acompanhado de uma honesta abertura ao outro. A fé e a ciência dialogam por intermédio da razão, referência comum para as duas. Vale a célebre frase de São Paulo para o jovem católico universitário: “Examinai tudo e guardai o que for bom” (1 Tes 5, 21).

 
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15 argumentos sobre o perigo de fazer yoga: esotérico, paganismo, ocultismo e, também, satanismo

 

Para os que desconhecem a sua origem e o seu significado é bom saber o que está por detrás da ioga.

Não é uma sessão de relaxamento simples, por exemplo. É uma religiosa prática hindu, completamente longe do cristianismo e introduzida no Ocidente pelos maçons e ocultistas. Jaime Duarte Martínez analisa-o em Catholic.Net:

 

É perigoso porque...

 

1- Disciplina ou prática antiga, hindu mística-espiritual (1800 A.C.). As suas posições e exercícios são inseparáveis da sua visão do mundo; "não há hinduísmo sem ioga, e não há yoga sem hinduísmo".

 

2 - Foram Christopher Isherwood e a Sociedade Teosófica, que trouxe o zen-budismo e yoga do leste para o oeste. Essas crenças nos Estados Unidos ou na Europa eram desconhecidas antes. Os EUA e os governos britânicos impulsionaram suas abordagens. A Sociedade Teosófica foi dirigida por maçons e ocultistas (Helena, Annie Besant, Alice Bailey).

 

3 - Em qualquer de suas formas, a finalidade do yoga não é apenas relaxamento, respiração adequada ou bem-estar ou controle físico, mas "iluminação". É um "caminho de perfeição" (oito etapas) através do controle "elementos físicos e psíquicos" da pessoa que pretende alcançar a "iluminação" (abertura do "terceiro olho") e "União com Deus" para o "nirvana" (extinção do sofrimento).

 

Dizem os iogues hindus, os cinco primeiros passos (disciplina moral, corporal e purificação espiritual, posturas gimnasticas-corporales, respirando controle e desconexão sensorial) preparam-se para alcançar os mais elevados graus de "Yoga real" ou "raja yoga".

 

4 - A "iluminação" seria alcançada despertando para Shiva (divindade hindu) sob a forma de uma serpente (kundalini), que vive no final da coluna vertebral, também, nos genitais, que ascendem a partir deste ponto pela espinha e ir "ativar" um seis ou sete chakras (centros de energia chamados ao longo da coluna) e então se junta a sua esposa Parvati (deusa "energia") que os espera na cabeça.

 

O link Shiva-Parvati abriria a "terceiro olho" nível psíquico e... física? Este é o objetivo da "kundalini yoga" e "meditação dinâmica".

 

5 - Instrutores e difusores nesta disciplina como Ana Paula Domínguez (diretor do Instituto Mexicano de Yoga) confirmar que, de fato, as diferentes posições do método encarna o Deus Shiva, que costumava a adoração por um símbolo fálico chamado linga e que "o objetivo era obter a liberação para mesclar com a poderosa divindade".

 

6 - A abertura do "terceiro olho" tem sido de interesse dos Yogis, mestres hindus e Oriental, bem como de ocultistas ocidentais "professores", pois eles alegam que deve ser o acesso ao conhecimento de tudo que existe, de toda a realidade, nem do sobrenatural (por exemplo, sobre o futuro).

 

É por isso que personalidades como o fundador do Satanismo, Aleister Crowley (conhecido como "o mais cruel já satanista"), e Jon Klimo (o "meio" mais famoso da história), praticado e recomendado amplamente ioga.

 

7 - Associações como a Maçonaria (excomungada Igreja Católica) que promovem a prática Oriental. O ritual chamado "Palladium", ou segundo passo (do não total de cinco) até "iluminação" ou abertura ou "terceiro olho".

 

Willian Shnoebelen (ex-satanista e ex maçom), que praticavam o ritual, diz que o olho ("o olho que tudo vê") "é o ponto de contacto entre seres humanos e a consciência de Lúcifer" e começa a "pensar como ele pensa e vê com os olhos..." Não é uma boa experiência".

 

8. Gopi Krishna, antiga Yogi da Caxemira, que introduziu a teoria da "Kundalini" ("energia vital" e "cobra"), estava à beira de cair na loucura total em 1937, enquanto medita sobre o seu superior "chakra" (ou "terceiro olho").

 

Ele disse: "de agora em diante, por um longo tempo, tive que viver em um fio da navalha, debatendo-me entre vida e morte, entre a saúde e a doença. (…) Eu tenho ido através de quase todas as fases de (...) tipos de mente: mediunidade, psicótico e outros; por algum tempo eu estava alternando entre sanidade e loucura".

 

9. OSwami Prabhavananda adverte de perigosos efeitos físicos que podem resultar do yoga exercícios respiratórios: "a menos que eles se tornam corretamente, há uma boa possibilidade de danificar o cérebro. E as pessoas que praticam este tipo de respiração sem supervisão adequada, pode sofrer de uma doença que não conhecido nenhuma ciência ou médico pode curar.

 

Os exercícios de respiração destinam-se, na religião hindu, chupar o prana = éter, o Atman-Brahman, a essência divina, "(" power") a força da vida". Além disso, o Yogi, Shakta Kaur Khalsa diz:

 

"O mito de que a kundalini é perigoso só seria possível através de uma prática muito ruim... uma preparação adequada e técnica são o isolamento necessário para o correto fluxo de energia kundalini".

 

10- Ana Paula Dominguez Marco Antonio Karam (diretor do Tibete Casa México), reconhecido e juntos na rádio programa "que tais Fernanda?", em 2004, que a ioga pode apresentar um risco para aqueles que praticam, devido, em parte, que no México há muitos institutos ou escolas não autorizadas a ensiná-lo.

 

11. O padre Manuel Guerra, um importante pesquisador de cultos, diz que é um risco "suprimir a consciência", porque de acordo com o segundo princípio do "sutra" (discurso de Buda), "yoga é para evitar o pensamento/consciência para assumir várias formas, ou seja, em "a cessação da atividade mental".

 

12. O padre Alfonso Uribe Jaramillo acredita: "o yoga pode ser um instrumento válido para o hindu que busca salvação com sinceridade e não tem conhecido a verdade revelada pela palavra de Deus. Mas para o cristão, é uma maneira eriçados perigos e, a longo prazo, se não se separar de Jesus Cristo, irá levá-lo para grande confusão, mas não verdadeira perfeição cristã".

 

13. O Cardeal Norberto Rivera Carrera diz: "yoga é, na sua essência, um nascido espiritual e exercício corporal dá espiritualidade hindu. Posturas e exercícios, embora eles ocorrem como um método simples, são inseparáveis do seu próprio sentido não contexto do hinduísmo. Yoga é uma introdução para um alien muito a tradição religiosa do cristianismo. Com a palavra 'yoga' significa 'União'. Perguntamos: que União? "."

 

14. O Pontifício Conselho para a cultura e o Pontifício Conselho para o diálogo inter-religioso do Vaticano, localizado como parte das muitas práticas de yoga dão nova idade, o tempo de questionar como uma forma de 'iluminação'.

 

15 - É prova de possessões demoníacas, parciais ou totais, em pessoas que praticavam ioga. Mesmo os ocultistas e médiuns já mencionados, nos confirmar isso, porque seu corpo com esta técnica que eles usaram para entrar em contacto com os "mortos" (espíritos malignos).

 

Portanto, Yoga é uma atual forma de idolatria, esoterismo, paganismo, ocultismo, adivinhação, "mediunidade", de comunicação e possessão demoníaca. Assim, yoga e Cristianismo são essencialmente incompatíveis. Não diga, agora... não sabia!

 
Só os católicos se salvam? Imprimir e-mail

Só os católicos se salvam? – Há ou não há salvação fora da Igreja?

O Sr. "Rafael" escreveu o seguinte:

"Se eu não for católico, eu não tenho salvação? (...) Realmente é complicada esta linha de pensamento: "para me salvar, preciso de estar ligado à Igreja, a única Igreja de Cristo, a Igreja Católica. Penso muito naquela passagem de Mateus 12:30 - Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha. Somos de Jesus, acreditamos em Cristo, como nosso Senhor e Salvador, então fico triste porque sou da Igreja Batista, e sou muito amado, muito bem cuidado, ali aprendo, escuto a palavra de Deus, aumento a minha fé, porque a fé vem pelo ouvir, faço parte do Corpo de Cristo, e não sou "Católico", a Salvação é Dom de Deus, Efésios 2:8 - Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Efésios 2:8 - Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus."

HONESTAMENTE, RAFAEL, não entendo as suas críticas. Vou responder aos seus comentários, tentando deixar as coisas bem fáceis para você, da maneira mais simples e clara possível.

Você pergunta se fora da Igreja há salvação. A resposta católica a esta pergunta, a qual ninguém é obrigado a adotar, porque cada indivíduo está obrigado a observar, antes de qualquer coisa, a sua própria consciência (e isto faz parte da própria doutrina católica), é a seguinte: não e sim; sim e não. Isto mesmo. Por isso é que eu lhe disse que esta questão, apesar de no fundo ser simples, é de complexa explicação. Vou tentar esclarecer em poucas palavras:

1. Imagine um índio, que nasceu e viveu toda a vida numa tribo totalmente isolada, que nunca teve contacto com a civilização. Ele nunca ouviu falar em Jesus Cristo, nem na Igreja, nem na Escritura, nem no Batismo ou em qualquer outro Sacramento. Será que ele está condenado ao inferno, por não pertencer à Igreja? O que a doutrina católica diz é que este homem não será condenado pela sua ignorância e nem por não pertencer à Igreja, – não haveria como ser diferente. – Este homem, então, será julgado pela sua boa ou má vontade, pela sua disposição interior. Ele poderá, sim, ser salvo, por meios que só Deus conhece. Ponto.

Até aqui, sem dificuldades; demonstramos uma face da questão. Mas há outra face da mesma questão é que, enquanto cristãos, nós cremos que mesmo a pessoa, que nunca ouviu falar em Jesus ou na sua Igreja, se for salvo, será mediante o Sacrifício de Nosso Senhor, ainda que, por assim dizer, de modo indireto. Por quê? Porque foi Cristo e exclusivamente Cristo, quem possibilitou esta religação a Deus, esta remissão, este resgate da alma humana ferida pelo Pecado original, para retornar à Casa do Pai, à Comunhão com o seu Criador.

A esta situação muito específica, das pessoas que não tiveram a possibilidade de conhecer a Igreja, a Teologia chama “ignorância invencível”. Como o próprio nome diz, é um desconhecimento a respeito dos meios que propiciam a salvação, que o indivíduo simplesmente não tem condições de superar. Em certos casos (embora aqui estejamos tratando de uma questão muito delicada, com desdobramentos muito próprios e que precisaria de uma análise bem mais apurada), poderíamos aplicar esta mesma condição a uma série de outros casos, como o das pessoas que foram induzidas desde a infância a crer em falsas doutrinas, e o dos simplórios, que por sua incapacidade intelectual não conseguem discernir o certo e o errado, e outros ainda.

Claro até aqui? Cremos que, para alguém que se define como cristão, não é tão complicado aceitar que todo aquele que chega a se salvar, é sempre por meio do Sacrifício Redentor de Nosso Senhor Jesus Cristo. Muito bem, vamos então ao segundo ponto:

2. A grande dificuldade que você encontra, e que transparece nos seus comentários, está no ato de diferenciar o Cristo e sua Igreja. Assim, se eu digo que a salvação só é possível por Jesus Cristo, você por certo concordará comigo. O problema é que você não identifica Cristo à sua Igreja. Para você, basta ler a Bíblia, interpretá-la de modo particular, ouvir uma pregação aqui, fazer suas orações ali, e pronto: você já se considera cristão e membro do Corpo de Cristo. Nós católicos, não entendemos assim. Nós cremos, muito concretamente, que a Igreja é a continuidade histórica do Mistério da Encarnação de Jesus Cristo no mundo. Falando de modo mais simples, a Igreja é a continuação de Jesus Cristo no mundo. Jesus está no Céu, mas continua no mundo, em sua Igreja.

Deus tomou forma humana e veio nos salvar. Por isso, – atenção, – não é pela pregação, por mais bela que seja, que somos salvos. Também não é por meio de alguma "fórmula mágica" que Jesus ensinou, ou algum poder especial que Ele nos dá. Não. A salvação se dá pela Pessoa de Jesus Cristo, Deus Filho, Senhor, Redentor e Salvador nosso. Sendo assim, nós, católicos, não cremos que toda religião salva, que toda religião é igual, porque no fundo todas querem a mesma coisa e blábláblá, como dizem por aí. O homem não é capaz de alcançar Deus por seus próprios esforços. E, no entanto, é isso que todas as outras religiões representam: o esforço humano para alcançar Deus. Essa tentativa vem desde a Torre de Babel, quando os homens (metaforicamente ou não) tentaram erguer uma torre alta o suficiente para alcançar o céu, onde imaginavam que Deus habitava. E desde aqueles tempos antiquíssimos, o homem não aprendeu a lição: ele ainda acha que pode chegar a Deus por seus esforços, seja estudando muito, conversando com "espíritos" ou lendo e interpretando a Sagrada Escritura por conta própria. Mas tudo isso é inútil! Só Jesus salva! E este mesmo Jesus nos deixou sua Igreja, una e indivisível, que é seu próprio Corpo, sendo Ele mesmo a Cabeça, para a nossa salvação.

Mas, muita atenção, estamos a falar de uma Igreja, e não de "muitas igrejas", cada qual seguindo as diferentes interpretações particulares que os seus "pastores" e "pastoras" fazem da Escritura, cada qual ensinando uma doutrina diferente da outra. O Espírito Santo não se contradiz a si mesmo, então, como poderia estar em todas as "igrejas", se umas crêem em coisas completamente diferentes das outras?

Umas ensinam que o batismo é necessário para a salvação, outras ensinam o contrário; umas admitem o batismo de crianças, outras dizem que isso é heresia; umas admitem o divórcio, outras dizem que Deus não o admite; umas guardam o sábado, outras não; umas são adeptas das orações barulhentas, com altos berros e pesados instrumentos musicais em seus louvores, outras dizem que isso é contra a Escritura, que prescreve que tudo no culto a Deus deve ser feito com ordem e decência (cf. 1Cor 14,40)...

Eu é que lhe faço uma pergunta: como é que Deus poderia estar em todas as diferentes "igrejas", se umas contrariam as outras, se cada uma tem a sua própria doutrina, e umas consideram as outras como heréticas?

O desencontro entre denominações protestantes ou ditas "evangélicas" sempre aconteceu, acontece e vai continuar a acontecer, porque todas elas caem no mesmo erro primordial, que é observar como única regra de fé e prática a Escritura. – Porque a Bíblia, mesmo sendo o livro sagrado dos cristãos, assim como todo livro depende da interpretação que fazemos dele. Por isso é que a própria Escritura, em passagem alguma, se coloca como única e exclusiva regra dos cristãos, mas elege a Igreja como “a Casa do Deus Vivo” e “a coluna e o sustentáculo da Verdade” (1Tm 3,15). Por isso é que Jesus jamais nos orientou a observar exclusivamente a Bíblia, mas disse claramente que não adianta apenas examinar as Escrituras para se chegar a Ele (João 5,39-40). E é por isso que o Senhor deu autoridade a Pedro e aos outros Apóstolos, conferindo-lhes até mesmo o poder para perdoar ou reter os pecados dos homens.

Retomando o nosso raciocínio central, nós sabemos e entendemos que só Jesus salva, e por quê? Porque somente Ele é Deus, que se fez homem e uniu, nEle mesmo, a humanidade a Deus. Ele é a Ponte entre Deus e os homens, porque Ele é a um só tempo as duas coisas: em uma Pessoa, estão a divindade e a humanidade. Assim, só há um modo de o homem ser salvo, que é morrer e nascer novamente em Cristo, e viver em Cristo, ser em Cristo, comungar com Cristo, ser parte do Corpo de Cristo... Que é a Igreja!

Ora, a Igreja é o próprio Corpo de Cristo! Quando S. Paulo Apóstolo teve a visão do Senhor, ouviu a sua voz, que lhe dizia “Por que me persegues?”. – Mas a quem Paulo perseguia? A Jesus? Sim! Mas como seria possível, se Jesus já havia sido crucificado e morto, se já estava no Céu, à Direita do Pai, em Glória inacessível? Como Paulo podia perseguir Jesus? Ele podia fazê-lo porque Jesus, mesmo estando no Céu, estava ao mesmo tempo aqui na Terra: Paulo perseguia a Igreja, o Corpo do Senhor, cuja Cabeça é Ele próprio; Igreja que á a continuidade de Cristo no mundo. Por isso, ao perseguir a Igreja, Paulo perseguia o próprio Jesus. Por isso, o Senhor não lhe disse: “Por que persegues os meus servos?”, ou “Por que persegues os meus seguidores?”. Não. O Senhor diz: “Porque ME persegues?” Perseguir a Igreja é perseguir Jesus, porque a Igreja É Jesus.

Sendo assim, não se trata de frequentar a “igreja” batista, calvinista, luterana, universal, mundial, adventista, quadrangular, renovada, etc, etc, etc... Trata-se de pertencer à única Igreja que foi instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Maria virgem, Filho de Deus e Deus, Senhor e Salvador de todos.

Você participa nos cultos na “igreja” batista, ouve as pregações do pastor, estuda a Bíblia por lá, e sente-se bem, acolhido? Sinto muito, mas a "sua igreja" foi fundada por John Smyth, em 1604, na Holanda, que já começou errado: estudando a Sagrada Escritura por conta própria, sendo que a própria Escritura diz que, antes de tudo, devemos saber que “nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular” (2Pd 1,20). E qual será a Igreja chamada pela própria Escritura "Noiva do Senhor" (Ap 21,9), "Corpo de Cristo" (1Cor 10,16), “Casa do Deus Vivo” e “coluna e o fundamento da Verdade” (1Tim 3,15)? Ora, que Igreja existia no tempo em que estas palavras foram escritas, sob a inspiração do Espírito Santo? A única, una e indivisível Igreja de Nosso Senhor, que é católica (universal), apostólica (guarda a Tradição dos Apóstolos) e hoje romana (porque sua sede primacial está em Roma).

Então, se você aceita e confessa que sem Jesus não há salvação, você está pelo menos a meio caminho de compreender porque para nós, católicos, sem a Igreja não há salvação. E que só pode haver uma Igreja, e não "muitas igrejas" que se contradizem e disputam entre si. A Igreja não é instituição humana, não é empresa, ainda que seja composta por homens, e os homens sejam sempre falhos. A Igreja é o próprio Jesus Cristo no mundo. É neste sentido, fundamentalmente, que cremos que sem a Igreja não há salvação; simplesmente porque sem Cristo não há salvação.

Finalizando, quando você diz que acha "egoísta esta linha de pensamento", eu lhe digo: se é egoísmo crer em Nosso Senhor e integrar a sua Igreja, ser membro do seu Corpo, como acabei de demonstrar, então continuarei a ser egoísta, com muita alegria, devoção e amor. E continuarei a respeitar quem pensa diferente, quem não adota a mesma fé, porque é Deus mesmo quem nos dá o direito de escolher o que quisermos para as nossas vidas, o bem ou o mal, a luz ou as trevas, a vida ou a morte. Não tenho e nem posso ter a pretensão de privar alguém da dádiva divina da liberdade. Mas continuarei a trabalhar para que todos entendam que respeitar não é o mesmo que abdicar da obrigação que temos, enquanto cristãos, de defender a verdade.

 
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As modas do mundo e a perdição dos cristãos

O alerta de Nossa Senhora de Fátima sobre as modas mundanas, que serão a causa da perdição de muitos cristãos no inferno.

Em 1917, nas aparições de Fátima, Nossa Senhora já nos alertava para o grande mal que as modas do mundo causariam aos cristãos católicos, especialmente às famílias, levando muitas almas à perdição eterna. Estas modas mundanas são as portas pelas quais a degradação moral tem entrado nos matrimónios, nas famílias, e consequentemente na sociedade. Cada vez mais, a imoralidade se tem tornado uma realidade presente em todos os ambientes, nos lares, no trabalho, nos locais públicos. Não é mera coincidência que nos dias de hoje cresce assustadoramente o número de casais separados, filhos abandonados, famílias inteiras desfeitas, por vezes tragicamente, por causa do ciúme, da malícia, do adultério, da prostituição.

Há mais de quatrocentos anos atrás, em 1610, nas aparições de Quino, no Equador, Nossa Senhora do Bom sucesso já profetizava a respeito da sensualidade, que varreria o mundo em nossos dias: “nesses tempos estará a atmosfera saturada do espírito de impureza, que a maneira de um mar imundo correrá pelas ruas, praças e logradouros públicos com uma liberdade assombrosa”. Como não enxergar esta realidade espiritual, descrita por Nossa Senhora, nas modas cada vez mais sensuais, que levam à impureza nos pensamentos, à imoralidade sexual, à perdição de muitas almas no inferno. Estas modas mundanas, que ofendem gravemente o Senhor, foram inventadas para destruir a Igreja Católica a partir de dentro. Por isso, Nossa Senhora manifestou-se em Fátima aos três pastorinhos, para nos ensinar os dois últimos remédios contra os males do mundo.

A falta de modéstia e as modas que ofendem Deus

Em Fátima, Nossa Senhora faz uma revelação surpreendente: “Os pecados que lançam a maioria das almas no inferno, são os pecados de impureza”. A este respeito, vejam o que o demónio diz, num exorcismo, sobre as saias curtas: “Com elas agarro os homens e mulheres e encho o meu reino. [gargalhada longa e estridente] que satisfação, que alegria, que contentamento…”. Se por um lado a falta de modéstia e a imoralidade no vestir desagradam e ofendem Deus, estas causam satisfação, alegria, contentamento, em Satanás. Podemos dizer o mesmo das roupas decotadas, justas e sensuais, que as mulheres vestem hoje em dia. Estas certamente desagradam a Deus e agradam aos demónios. A corrupção moral chega hoje a tal ponto que as roupas sensuais também são usadas por homens.

Como bons católicos, não deixemos que o espírito do mundo entre na nossa vida, especialmente no nosso modo de nos vestir. Pois, as modas do mundo carregam a atmosfera espiritual em que vivemos com o espírito de impureza. Nestes tempos, em que estão em perigo muitas almas, é importantíssimo que redescubramos a beleza da modéstia católica no vestir. Esta redescoberta deve começar pelas crianças, pois até mesmo elas são atingidas pelas modas mundanas. Infelizmente, muitas meninas vestem-se e maquilham-se como verdadeiras prostitutas, incentivadas por mulheres já contaminadas pelo espírito do mundo. A este respeito, Nossa Senhora do Bom Sucesso já nos alertava: “quase não se encontrará inocência nas crianças, nem pudor nas mulheres”.

A impureza, que entrando subtilmente nos ambientes domésticos, até mesmo nos lares cristãos, “perderá as crianças e o demónio se gloriará de alimentar com o requintado manjar dos corações dos meninos”. Por isso, nós adultos, homens e mulheres, devemos cuidar do nosso modo de vestir, mas também das crianças, para que a sensualidade e o espírito de impureza não entre na nossa vida. E, com muito mais razão, “as pessoas que servem a Deus não devem seguir essas modas”, como pediu Nossa Senhora em Fátima.

Estas modas tiram a dignidade da humanidade, criada à “imagem e semelhança” de Deus, por isso, ofendem muito o Senhor. Além disso, a impureza causada pela falta de modéstia no vestir é um pecado grave, pois é contrária à nossa vocação à santidade e uma ofensa a Santíssima Trindade.

A moda inventada pelos inimigos da Igreja Católica

Diante da nossa realidade atual, podemos perguntar: como é possível que modas mundanas, que ofendem muito Jesus Cristo, sejam adotadas por famílias católicas? A pequena Jacinta, inspirada por Nossa Senhora, responde e diz que essas modas serão inventadas: “Certos estilos que serão inventados irão ofender muito Nosso Senhor”. Estas modas foram inventadas pelas seitas Maçónicas, que têm a intenção de servir Satanás e de destruir a Igreja Católica.

Vejamos atentamente o que membros desta seita dizem a respeito dessa invenção diabólica: “O catolicismo não teme uma espada muito afiada mais do que as monarquias temiam. Mas estes dois fundamentos da ordem social podem entrar em colapso sob a corrupção; nunca nos cansemos de os corromper. Tertuliano estava certo em dizer que do sangue dos mártires nascem cristãos; não vamos fazer mártires; mas vamos popularizar o vício entre as multidões; que eles possam respirar isto por meio dos seus cinco sentidos; que eles possam beber e ficar saturados. Façamos corações perversos e não haverá mais católicos. É a corrupção em grande escala que empreendemos… a corrupção que deve um dia permitir-nos conduzir a Igreja à sua sepultura. Ultimamente, ouvi um dos nossos amigos rindo filosoficamente sobre os nossos projetos, dizendo: ‘Para destruir o catolicismo, devemos acabar com as mulheres’. A ideia é boa de certa forma, mas já que não se consegue livrar-se das mulheres, vamos corrompê-las com a Igreja: A melhor adaga para atacar a Igreja é a corrupção”.

É importante notarmos que entre os vícios, que entram pelos sentidos, está a corrupção no modo de vestir, que entra pelos nossos olhares. Muitos não consideram estes como pecados graves. No entanto, Jesus Cristo diz o contrário: “Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração”. O adultério é um pecado grave e este diz respeito às pessoas que olham e também às que são objeto do olhar. Assim, uma mulher mal vestida pode adulterar com muitos homens ao mesmo tempo e multiplicar o pecado de modo extraordinário. Pensemos numa simples foto de uma mulher nua, ou seminua, que pode levar milhões e milhões de homens ao pecado, através de gerações e gerações, principalmente através da Internet. Este é apenas um dos modos pelos quais multidões de católicos “bebem e ficam saturados” do espírito de impureza, como disse Nossa Senhora que estaria saturada a atmosfera espiritual em nossos tempos.

Os dois últimos remédios para a salvação da humanidade

O conhecimento da mensagem de Nossa Senhora em Quito, no Equador, em La Salette, na França, e em Fátima, é de suma importância para a compreensão da terrível situação de corrupção social e religiosa da humanidade hoje em dia. “Quanto mais ela se espalhar, mais irá despertar um medo salutar e numerosas conversões para Deus”. As advertências de Nossa Senhora, nestas três aparições, evidenciam que o nosso dever de manter a fé e permanecer em estado de graça é muito mais exigente hoje do que era no passado, principalmente por causa do maior poder dos demónios, da crise sem precedentes na história da Igreja Católica, e do estado geral de corrupção e apostasia do mundo. Consequentemente, para permanecer na verdadeira fé e evitar todo o pecado, devemos fazer esforços heróicos na prática das virtudes, na oração e na recepção dos sacramentos. Além disso, devemos deixar as vaidades, os prazeres e as modas do mundo, que são a causa de todos os tipos de tentações e pecados.

A Irmã Lúcia falou ao Padre Agustin Fuentes sobre a necessidade de cada um de nós assumir a responsabilidade da nossa própria santificação e não esperar por ajuda do Vaticano ou dos bispos, padres ou religiosos, antes de começar: “Padre, não devemos esperar que um apelo ao mundo venha de Roma por parte do Santo Padre, para fazer penitência. Também não devemos esperar que o apelo à penitência venha dos nossos bispos, nem das congregações religiosas. Não! Nosso Senhor já usou muitas vezes estes meios e o mundo não prestou atenção. É por isso que agora, é necessário que cada um de nós comece a reformar-se espiritualmente. Cada pessoa deve não apenas salvar a sua própria alma, mas também as almas que Deus colocou no nosso caminho… O diabo faz tudo o que está ao seu alcance para nos distrair e tirar de nós o amor pela oração; seremos salvos juntos ou seremos condenados juntos”.

Nestes tempos, em que a corrupção dos costumes é quase geral e as modas que desagradam e ofendem a Deus se multiplicam cada dia, Nossa Senhora revelou-nos os dois últimos remédios contra os males deste mundo: o Santo Rosário e a Devoção ao Imaculado Coração de Maria. Estas duas devoções nos ajudarão na renovação espiritual, a nos afastarmos do espírito do mundo e, em consequência, mudar o nosso modo de vestir, para não mais ofender a Deus. Além disso, estas devoções serão também remédio para os males do mundo, para a salvação das almas dos pecadores.

 
Jesus virá realmente uma segunda vez? Imprimir e-mail

Jesus virá realmente uma segunda vez?

A Igreja espera ansiosamente a segunda vinda de Jesus Cristo

O Senhor declara: “Pois o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta” (Mt 16,27)

Esta é uma promessa de Deus para nós; a grande proclamação do Antigo Testamento: “Sim! Vou criar novo céu e nova terra!” (Is 65,17a)

Ao fazer esta promessa, o Senhor não se está a referir a um símbolo, mas a algo real. Aliás, esta afirmação Novo céu e uma nova terra acompanha a Bíblia inteira. Ela entra pelo Novo Testamento, passa por Jesus, pelos Atos dos Apóstolos, pelas cartas de Pedro, de Paulo e chega ao Apocalipse. Não se trata, portanto, de conclusão teológica, mas da verdade revelada pelas Escrituras em várias passagens. O Senhor fez assim para termos a certeza de uma terra nova e vivermos nessa expectativa.

Nós católicos, costumamos mandar tudo para o céu ao pensarmos: “No fim de contas, todos vão para lá quando morrerem!” Se fosse assim, o Senhor não insistiria em dizer, por toda a Bíblia, que a terra será renovada.

Depois que o pecado entrou no mundo, fomos envolvidos por uma nuvem negra, poluída e cáustica; acabamos por conhecer somente esta subvida em que vivemos. Na verdade, este mundo não era o que Deus queria para nós, esta terra não foi criada assim! A Bíblia mostra isto.

O pecado, a infâmia que o inimigo nos trouxe e para a nossa terra foi o responsável por isto. E o maligno é tão vil que nos anestesia; não percebemos como vivemos. O inimigo de Deus faz isto conosco para que não percebamos a desgraça a que nos levou. Mas o Senhor dá-nos a certeza de que, quando chegarmos ao céu novo e à terra nova, tudo será diferente: “[…] pois farei de Jerusalém uma festa, do meu povo, uma alegria. Eu farei festa por Jerusalém, terei alegria no meu povo!”(Is 65,18b-19a)

A alegria e o entusiamo que sentiremos serão imensos quando o Senhor nos der o que reserva para nós. Então, consideraremos a vida atual uma subvida, uma vida subumana. “As coisas antigas nunca mais serão lembradas, jamais voltarão ao pensamento. Mas haverá alegria e festa permanentes” (Is65, 17b-18a)

Tu podes imaginar o que será para cada um de nós essa terra nova depois de passarmos pelo vale de lágrimas que é a nossa vida? Somos os degredados filhos de Eva, os exilados nesta terra… Não podemos imaginar o que será essa terra nova.

A Bíblia diz ainda: “Ali não mais se ouvirá o soluçar do choro nem o suspirar dos gemidos. Não haverá ali crianças que só vivam alguns dias, nem adultos que não completem os seus dias, pois será ainda jovem quem morrer com cem anos. Não alcançar os cem anos será maldição. Quem fizer casas, nelas vai morar, quem plantar vinhedos, dos seus frutos vai comer. Ninguém construirá para outro morar, ninguém plantará para outro comer. A vida do meu povo será longa como a das árvores, os meus escolhidos vão gozar do fruto do seu trabalho. Ninguém trabalhará sem proveito, ninguém vai gerar filhos para morrerem antes do tempo, porque esta é a geração dos abençoados do Senhor, ela e os seus descendentes. E, então antes que me chamem, já estou a responder, ao começarem a falar, já estou a atender. O lobo e o cordeiro pastarão juntos, o leão comerá capim junto com o boi, quanto à serpente, a terra será o seu alimento. Ninguém fará o mal, ninguém pensará em prejudicar na minha santa montanha”- diz o Senhor (Is 65,19b-25).

Para negar esta verdade da Bíblia, seria necessário arrancar-lhe muitas páginas, inclusive as do Apocalipse, em que João nos diz: “Vi, então, um novo céu e uma nova terra” (Ap 21,1a) . João “viu”! É Palavra de Deus. O Senhor dá a João a visão dessa terra nova, como também desse céu: “Vi então um novo céu e uma terra. Pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, descendo do céu, de junto de Deus, vestida como noiva enfeitada para o seu esposo. Então, ouvi uma voz forte que saía do trono e dizia: ‘Esta é a morada de Deus-com-homens. Ele enxugará toda a lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem grito, nem dor, porque as coisas anteriores passaram’. Aquele que está sentado no trono disse: ‘Eis que faço novas todas as coisas’. Depois, ele disse-me: ‘Escreve, pois estas palavras são dignas de fé e verdadeiras’. E disse-me ainda: ‘Está feito. Eu sou o Alfa e Ómega, o Princípio e o Fim. A quem tiver sede, eu darei, de graça, da fonte da água vivificante. Estas coisas serão a herança do vencedor, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho” (Ap 21,1-7)

É preciso lutar para chegar íntegro ao céu, pois este é o lugar para os decididos, para os violentos. O inferno é para os moles, os fracos e indecisos. Se cairmos durante a caminhada, a solução ideal será o arrependimento. Arrepender-se, imediatamente, pois temos um Defensor, um Advogado de defesa diante do Pai: Jesus Cristo, o justo. Ele é vítima de expiação pelos nossos pecados e os do mundo inteiro.

Ninguém ficará, aqui na terra, eternamente. Seremos transplantados para o lugar d’Aquele a quem servimos. Serviremos a Deus, nosso Pai, ou serviremos o príncipe deste mundo, que é um traidor, um usurpador, que quer roubar os filhos de Deus? Não é possível servir, aqui, o príncipe deste mundo e esperar que sejamos transplantados para a casa de Deus. Queiramos ou não, iremos para os braços daquele a quem servimos nesta vida. Ainda bem que tu não tens um lugar reservado no inferno. Tu só irás para lá se quiseres e teimares. Portanto, tem os olhos sempre voltados para o Alto, para onde está o teu tesouro, o lugar eterno que Deus tem para ti.

A nossa meta deve ser romper com o pecado e seguir a Deus. Investir a vida naquilo que é definitivo: a nossa morada no céu. É por isso que nós estamos em ordem de batalha. Não estamos sozinhos; conosco está aquela que é “a Mulher vestida de sol”, a capitã dos exércitos do Senhor, aquela que avança à nossa frente, ganhando terreno no campo do inimigo. Aquela a quem rezamos dizendo: “Quem é esta que avança como aurora, formosa como a lua, brilhante como o sol, terrível como um exército em ordem de batalha? Esta é Maria, a mãe de Jesus, a nossa Mãe!”

 
A arte de fazer amigos Imprimir e-mail

 

A arte de fazer amigosSe queres o mel, não destruas a colmeia

Numa pesquisa realizada pelo Instituto Nacional para a Educação, dos Estados Unidos, perguntaram a mil pessoas na faixa dos 30 anos se achavam que a educação oferecida pelas escolas superiores dotava os educandos das capacidades necessárias para enfrentar o mundo real. Mais de 80% dos entrevistados responderam: "De modo algum".


 A pesquisa também perguntava o que essas pessoas gostariam de ter aprendido. As respostas mais recorrentes diziam respeito às capacidades necessárias para desenvolver relacionamentos: 1) como relacionar-se melhor com as pessoas com as quais se vive; 2) como encontrar e manter um trabalho; 3) como administrar os conflitos; 4) como ser bons pais; 5) como entender o desenvolvimento normal de uma criança; 6) como administrar as próprias finanças; 7) como compreender o sentido da vida.


 Eu diria que existem várias capacidades fundamentais para tratar as pessoas e transformá-las em amigos. A primeira em absoluto, na minha opinião, pode ser expressa com o ditado "se queres o mel, não destruas a colmeia". Por outras palavras: no relacionamento com os outros não adianta criticar, condenar nem recriminar. A crítica é perigosa porque fere o orgulho das pessoas e faz com que elas se sintam impotentes e fiquem ressentidas. Skinner, psicólogo famoso em todo o mundo, provou experimentalmente que um animal aprende muito mais rapidamente quando é recompensado pelos seus acertos do que quando é punido pelos seus erros.


 Devemo-nos lembrar de que muitas vezes lidamos com pessoas que não são governadas pela lógica, mas por paixões impregnadas de ideias preconcebidas e movidas pelo orgulho e pelas vaidades. Qualquer idiota é capaz de condenar, criticar, recriminar. De facto, a maioria o faz. Mas é necessário ter força de vontade e autocontrole para compreender e perdoar.


 Outra capacidade importante para construir relacionamentos sólidos é saber que o único modo de fazer-se ouvir pelos outros é falar em seus próprios termos daquilo que eles desejam, ou seja, ver as coisas do ponto de vista do outro.


 Mas como fazer para sermos sempre "bem recebidos"? Podemos encontrar uma resposta observando a técnica do maior conquistador de amigos que o mundo já conheceu: o cão. Ele é o único animal que não trabalha para viver. A galinha tem de pôr o ovo, a vaca deve produzir leite, o canarinho deve no mínimo cantar... O cão vive do amor que dá.


 Não precisas de ler um livro de psicologia para entender a grande lição de vida que o teu instinto te ensina: podemos conquistar mais amigos em dois meses mostrando-nos interessados pelos outros do que em dois anos tentando induzir os outros a interessarem-se por nós. Se quisermos conquistar amigos, devemo-nos esforçar em fazer pelos outros, coisas que exigem tempo, energia, altruísmo e boas intenções.


 Um terceiro modo de nos tornarmos simpático aos outros é sorrir. É por isto que os cães são tão queridos: quando vêem os donos, ficam loucos de alegria. Se quisermos que as pessoas fiquem felizes quando estão connosco, temos de demonstrar que estamos felizes por nos encontrarmos na companhia delas.


 Lembro-me ainda de outra maneira para conquistar amigos: ser um bom ouvinte e encorajar os outros a falarem de si.



Lembre-se: se quiser ser um bom interlocutor, seja antes de mais nada um ouvinte atento.


 Enfim, como tornar-se simpático para com os outros? Existe uma norma muito importante que regula os nossos relacionamentos: "Transmite sempre aos outros a sensação de que eles são importantes". O desejo de ser valorizado é uma necessidade primária da natureza humana.


 Todos temos necessidade de aprovação por parte das pessoas com as quais convivemos, todos queremos ver reconhecida a nossa dignidade. Precisamos de nos sentir importantes no nosso pequeno mundo. Não se trata de bajulações falsas, falo de aprovações sinceras. Sigamos então esta regra de ouro: façamos aos outros aquilo que gostaríamos que fosse feito a nós.  Pasquale - Psicólogo


 

UM AMIGO...  

Ajuda-te


 Valoriza-te


 Respeita-te


 Acredita em ti


 Nunca te goza


 Compreende-te


 Nunca se ri de ti


 Aceita-te como és


 Eleva o teu espírito


 Caminha a teu lado


 Perdoa os teus erros


 Admira-te no teu todo


 Acalma os teus medos


 Oferece-te o seu apoio


 Ajuda-te a levantares-te


 Diz coisas lindas sobre ti


 Ama-te por aquilo que és


 Explica-te o que não entendes


 Diz-te tudo sobre o teu coração


 Entrega-se-te incondicionalmente


 Diz-te a verdade, quando precisas ouvi-la


 Grita-te, se necessário, quando não queres "ver" a realidade.


 


 
Dicas para nascer de novo Imprimir e-mail

Dicas para nascer de novo

O versículo do Salmo 33 “Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido”, mexe profundamente com a consciência do povo de Israel. A pessoa que passa por um momento turbulento, por uma tempestade na vida, imediatamente recebe a resposta.

Nicodemos, é o homem que foi encontrar-se com Jesus durante a noite. E por quê durante a noite, o que é que ele tinha a esconder? São João faz questão de dizer que Nicodemos era um homem muito importante. O diálogo que Jesus estabeleceu com ele era verdadeiramente forte. Como faço para nascer de novo se estou no meio de um problema, se perdi todas as esperanças? Como faço para nascer de novo se o meu horizonte ficou parado, totalmente estático?

Muitas pessoas perguntam-se: “Será que temos chance de nascer de novo, de começar de novo?” Não se pode começar de novo tendo como base uma sociedade consumista. Para alguns a felicidade é comprar um novo carro, para outros é fazer uma viagem. Mas, Nicodemos fez uma pergunta profunda: “Como faço para nascer de novo?”

E tu, será que estás disposto a nascer de novo? Para isso, Nicodemos nos dá quatro pistas:

Primeiro, é preciso assumir uma postura radical com Cristo. Com Ele ninguém fica no muro, observando, tem que sair da noite para o dia. Será que onde quer que chegamos, transformamos o ambiente ou fazemos que o ambiente se afunde ainda mais? É preciso estar na verdade.

Segundo, quem quer nascer de novo é preciso deixar o homem, a mulher velha. É preciso dar o passo para a mudança, querer mudar, sair da noite e entrar no dia e a luz resplandecerá.

Terceiro, temos que sair de nós mesmos e anunciar a Boa Nova. O mistério do missionário é sair e bater à porta. Hoje em dia, são poucos os que vão ao encontro do outro. Os católicos estão com medo. Nicodemos trocou a noite pelo dia porque se encontrou com o Deus da sua vida.

Quarto, quem sai para anunciar a Boa Nova deve estar preparado para o martírio, martírio em grego significa ser testemunha. Não podemos continuar a viver uma vida boa, não podemos continuar a ser uma massa de pessoas que não diz nada.

O que transformará o mundo não é nada mais, nada menos que o testemunho daqueles que acreditam que o Senhor está vivo e ressuscitado no meio de nós, disso nós somos testemunhas e por isso estamos felizes. A infelicidade do Salmo 33 transforma-se num cântico muito especial, o Senhor ouviu a nossa prece, o Senhor ouviu as nossas súplicas e por isso estamos alegres.

E, como Nicodemos, muitos continuarão a dizer e a proclamar: “O Espírito do Senhor fez com que eu nascesse de novo e proclamasse a Sua grande vontade, fazer com que todos os homens e mulheres conheçam o Deus verdadeiro”.

Que Nossa Senhora nos ajude, passe à nossa frente, que ajude os atribulados e aflitos, que Maria Auxiliadora dos cristãos fortaleça a Igreja toda para sermos, todos juntos, uma comunidade de gente que acredita na vida e se nega a aceitar qualquer tipo de sociedade que vive na morte, no engano ou na perdição.

 
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