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João Paulo II

 
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Somos responsáveis pelos nossos actos, não pelos nossos sentimentos Imprimir e-mail

Somos responsáveis pelos nossos actos, não pelos nossos sentimentos

 

Uma situação injusta, um comentário que magoa. Como te sente nestas situações? E como te comportas?

Para termos o controle total das nossas emoções, seria preciso termos também o controle absoluto de todos os factores externos que, como sabemos, não dependem de nós. O nosso metabolismo recebe todos os tipos de estímulos – inclusive aqueles que não desejamos.

Por outro lado, o que conta é o nosso comportamento, o que realmente decidimos fazer diante destes estímulos que recebemos. Neste sentido, a nossa inteligência intervém, assim como a nossa capacidade de discernimento, de escolhas e de assumir responsabilidades.

Não podemos controlar totalmente os nossos estados de ânimo, o que sentimos e percebemos. Mas podemos, sem dúvidas, decidir o que queremos fazer diante de determinada situação, exercitando, assim, a nossa liberdade.

O importante é saber diferenciar entre o valor dos nossos actos livres e as relações fisiológicas inevitáveis, que são consequências dos estímulos externos.

O verdadeiro exercício da nossa liberdade está no comportamento, nas acções. Podemos sempre melhorar a nossa capacidade de autocontrole e gestão do mundo emocional. Mas sentir e perceber são coisas que o nosso organismo continuará a administrar de maneira intuitiva. A liberdade humana pode ser percebida no desenvolvimento de grandes faculdades, como a inteligência e a vontade.

Diferenças entre emoções e sentimentos

As emoções e os sentimentos vêm depois das sensações, como consequências da percepção e dos sentidos.

A emoção é uma reação complexa do cérebro diante de um estímulo externo (algo que vejo ou ouço) ou interno (pensamento, lembranças, imagens internas). As emoções surgem sem uma análise particular da nossa parte. Isto não impede a possibilidade de análise e a capacidade que temos de sermos conscientes do que vivemos a cada instante. Mas temos que ter em mente que o controle total do nosso mundo emocional é impossível. Só é possível controlar as nossas acções. Ainda assim, não somos perfeitos neste quesito. A busca por uma contínua superação neste sentido já é um óptimo caminho.

Os sentimentos são a soma da emoção + o pensamento. São a experiência subjectiva das nossas experiências emocionais. Uma emoção transforma-se em sentimento na medida em que tomamos consciência dela. Ou seja, no sentimento existe, além da reacção fisiológica, um componente cognitivo e subjectivo. Um sentimento, portanto, dá-se quando rotulamos a emoção e emitimos um juízo sobre ela.

Os sentimentos costumam durar mais tempo que as emoções. As emoções duram o tempo que pensamos nelas. Já os sentimentos dão-se depois das emoções. Para concluir: não há sentimento sem emoção.

 
Qual o segredo da alegria do cristão? Imprimir e-mail

 

Qual o segredo da alegria do cristão?

 

 “O pecado é a tua tristeza, deixa que a santidade seja a tua alegria” - Santo Agostinho

A alegria do cristão não se confunde com prazer, que é a satisfação do corpo; é o bem estar da alma. É importante saber que a alegria não está nas coisas, mas em nós. As coisas nos dão prazer, mas nem sempre nos dão alegria, que é a felicidade da alma. A alegria nasce no interior de um espírito cultivado pela beleza, pela pureza e pelas virtudes. Esta é a alegria cristã, brota no bojo das virtudes.

São Paulo disse aos romanos: “Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração.

Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram” (Rom 12, 12-16).

O Apóstolo recomenda três remédios contra a tristeza: esperança, paciência e oração. Em primeiro lugar é preciso esperança, que é uma virtude teologal, vem de Deus. Ele é a nossa esperança, a nossa força; Ele comanda o mundo e nada escapa de suas mãos; então, essa esperança traz a vida e a coragem de vencer a tristeza que sufoca a alma.

O salmista nos ensina: “Em silêncio, abandona-te ao Senhor, põe tua esperança nele” (Sl 36,7).

Paul Claudel, um grande convertido francês, dizia que “uma alma que se eleva, é uma alma que canta”. Para cantar é preciso se elevar, isto é, cultivar no coração coisas boas e belas. O bom e o belo nos levam a cantar; é a alegria do espírito, que não se consegue com os simples prazeres da carne. O salmista sabia que a alegria viria depois da luta:

 “Os que semeiam entre lágrimas, recolherão com alegria. Na ida, caminham chorando, os que levam a semente a espargir. Na volta, virão com alegria, quando trouxerem os seus feixes” (Sl 125,5-6).

Mas a alegria brota somente num coração justo e cheio de esperança. Não pode haver alegria onde impera o pecado. Santo Agostinho dizia: “o pecado é a tua tristeza, deixa que a santidade seja a tua alegria”. “Para o justo é uma alegria a prática da justiça, mas é um terror para aqueles que praticam a iniquidade” (Prov. 21,15). “A luz resplandece para o justo, e a alegria é concedida ao homem de coração reto” (Sl 96,11). “Possam minhas palavras lhe ser agradáveis! Minha única alegria se encontra no Senhor” (Sl 103,34). “Brados de alegria e de vitória ressoam nas tendas dos justos” (Sl 117,15).

Você pode notar que as pessoas bondosas e caridosas são alegres e prestativas. A alegria é como que uma medida pela qual se pode julgar o grau de caridade de uma alma e até mesmo de um grupo de pessoas.

A alegria cristã brota do amor. “Nada se iguala ao sabor do pão partilhado”, disse Saint-Exupéry. Quando olhamos para as feridas dos outros, e as curamos, as nossas quase desaparecem; o mal é ficar morbidamente debruçado sobre nossas misérias. Isto nos leva ao mal da auto piedade e nos rouba a alegria.

Vimos que São Paulo recomenda a paciência. Quando o sofrimento está a nossa frente e nada podemos contra ele, resta então a paciência, com esperança, certo de que “não há bem que dure para sempre nesta vida, mas também não há mal que não se acabe”, como diz o povo.

Impacientar-se diante da dor é o mesmo que aumentá-la; não se livra da tristeza desesperando-se diante dela ou, pior ainda, desanimando. Ao contrário, é preciso agir com a paciência sustentada pela esperança e pela fé em Deus, que tudo comanda. A Bíblia é repleta de exortações sobre a paciência; pois ela é a virtude dos mártires.

 “O homem paciente esperará até um determinado tempo, após o qual a alegria lhe será restituída” (Eclo 1, 29).

 “Vós, que temeis o Senhor, esperai nele; sua misericórdia vos será fonte de alegria” (Eclo 2, 9).

Por fim o Apóstolo recomenda rezar. Quem reza permanece alegre, porque Deus é a sua força e alegria; mas é preciso “orar sem cessar” e sem desanimar. O que quer dizer isso? É manter o espírito em Deus, ter a alma ligada a Deus, mesmo no trabalho, no volante do carro, no banho da criança, na parede que se levanta… elevar o espírito a Deus, sentir sua Presença, falar com Ele familiarmente, recomendar-se a Ele, entregar-lhe as preocupações e ansiedades, confiar Nele.

Rezar é também viver os Sacramentos. Que bem faz a santa Missa pela manhã! Que alegria entregar o dia a Jesus na Comunhão! “O temor do Senhor alegra o coração. Ele nos dá alegria, regozijo e longa vida” (Eclo 1, 12).

 Como você pode notar nestas palavras, a alegria brota também no coração daquele que ama a Palavra de Deus e os seus ensinamentos.

 “A Minha herança eterna são as vossas prescrições, porque fazem a alegria de meu coração” (Sl 118,111). “Encontro minha alegria na vossa palavra, como a de quem encontra um imenso tesouro” (Sl 118,162).

Não nos é proibido desfrutar das saudáveis alegrias da vida; a presença dos filhos, um passeio agradável, um almoço festivo… mas tudo isso é transitório e deve apenas nos ajudar a viver em Deus e para Deus.

São Paulo manda alegrar-se em Deus. Deus está perto e tudo vê. Em Deus podemos nos alegrar continuamente, pois Ele não muda. Se você põe a sua alegria somente no seu time de futebol, já experimentou que essa alegria é alternada com muitas tristezas. O mesmo se dá se a raiz da nossa alegria forem as coisas que passam e que mudam.

O Apóstolo nos garante que assim “a paz de Deus guardará os nossos corações”.

 “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus” (Fil 4, 4-7).

Prof. Felipe Aquino

 
A alegria que vem de Cristo Imprimir e-mail

 

A alegria que vem de Cristo


Por causa de um amor que ultrapassa todas as barreiras


Que Deus nos possa impactar a vida e alargar a visão, para tirar toda a limitação que nos impede de experimentar o Senhor da alegria em todas as circunstâncias. Este júbilo é aquele que não passa após uma festa, uma noitada; muito menos com o sofrimento. Ele é permanente porque a fonte é Deus, é amor que ultrapassa todas as barreiras.


Esta alegria é-nos revelada por Jesus nas bem-aventuranças que fazem parte do Sermão da Montanha: "Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim"(Mt 5, 3-11).


Olhando profundamente para esta palavra podemos perceber que
a alegria do consagrado, do servo, do Cristão é o oposto da alegria oferecida pelo mundo
, e até mesmo concebida pela nossa razão, pois esta é pautada pelo consumismo, por uma sexualidade desregrada e pelo hedonismo, que são coisas momentâneas, passageiras e que causam um grande estrago e um profundo vazio.
A alegria que Cristo propõe é permanente e pode ser vivida na pobreza de espírito, na mansidão, na humildade, na misericórdia, na pureza de coração, na promoção da paz, na fome e sede de justiça, e até mesmo em situações que, muitas vezes, aos nossos olhos, são negativas, mas que em Cristo são transformados em alegria, como a aflição, a perseguição, a calúnia e as mentiras sobre nós por causa de Jesus. Isso é totalmente contrário à pregação do mundo! É uma alegria constante e verdadeira.


N
a cruz de Jesus há alegria, pois ali aconteceu a vitória, e na nossa cruz pessoal existe uma fonte de contentamento.
Que vivas com intensidade a alegria de Cristo. Foi isto que os santos descobriram, é a perfeita alegria que São Francisco experimentou.
"Que a alegria do Senhor seja sempre a nossa força".

 
As evidências da existência de Deus Imprimir e-mail

As evidências da existência de Deus, segundo São Tomas de Aquino 

 

Com os argumentos de São Tomás de Aquino, conhecemos as coerências racionais para a existência de Deus

Aqui ficam, de forma muito simples e com auxílio das fontes expressas abaixo, as cinco vias ou argumentos do grande doutor São Tomás de Aquino. Nelas, o doutor angélico explica, com grandeza, as coerências racionais para a existência de Deus. Que este texto sirva apenas de estímulo para conhecer e estudar as cinco vias de São Tomás:

1ª Via do movimento/primeiro motor;

 2ª Via da causa eficiente;

 3ª Via do contingente e do necessário;

 4ª Via dos graus de perfeição;

 5ª Via do governo das coisas/da finalidade ser.

 

1ª Via do movimento/primeiro motor:

A primeira via fala de um facto do mundo: o movimento. O sentido da palavra movimento aqui não é simplesmente a locomoção de um lado a outro, mas a modificação dos entes. Percebemos pelos sentidos que as coisas se movimentam. “Os nossos sentidos atestam, com toda a certeza, que, neste mundo, algumas coisas se movem. Ora, tudo o que é movido é movido por outro. Nada se move que não esteja em potência em relação ao termo do seu movimento; pelo contrário, o que se move o faz enquanto se encontra em acto” (S. Th. I, q.2, a. 3). São Tomás diz que, antes do movimento, os seres estão em potência, isto é, possuem a possibilidade de se tornar diferentes do que são. Ao se moverem, a potência transforma-se em acto (actualização). Se tentarmos regressar para buscar a origem, vamos perceber que é necessário ter um primeiro motor, não movido por nenhum outro senão Deus.

1- No mundo, algumas coisas são movidas;

 2- Tudo o que é movido, é movido por outro;

 3- Não se pode preceder até ao infinito nos moventes e movidos;

 4- Logo, é necessário um primeiro motor não movido por outrem, que é Deus.

 

2ª Via da causa eficiente:

A segunda via observa que tudo depende de uma causa para agir e existir. Ela tem forte semelhança com a primeira, mas, nessa, os seres dependem de uma causa eficiente para existir, enquanto naquela se observa a necessidade de uma causa motriz. Se, regressarmos na relação causa e efeito, chegaremos a uma causa primeira não subordinada e não causada, pois não pode ser causada por outra, caso contrário, não seria a primeira nem poderia ser absolutamente independente no agir e no causar. A essa causa eficiente primeira, chamamos Deus.

1- No mundo, todas as coisas têm uma causa eficiente;

 2- Nada pode ser a causa eficiente de si mesmo;

 3- Não é possível que se proceda até ao infinito nas causas eficientes;

 4- Logo, existe uma causa primeira eficiente, que é Deus.

 

3ª Via do contingente e do necessário:

A terceira via é semelhante à primeira e à segunda. Entrando mais intimamente na essência dos entes do universo, procura o ponto de partida na entidade desses seres contingentes, ou seja, dependente de outro ser necessário para existir.

Vemos que há seres contingentes que existem, mas poderiam não existir, por não ter em si mesmos, na sua essência, a razão da sua existência. Da possibilidade de não existir, fica a necessidade de outro ser que lhe cause a existência. Se, remontarmos ao infinito, chegaremos ao ser necessário, que tem em si a razão absoluta da sua existência. Contendo na sua própria essência a sua existência, seria absurdo não existir. Desta forma, é necessário afirmar a existência de um ser necessário por si mesmo, e que é a causa e a necessidade de todos os outros: Deus.

1- No mundo, há coisas contingentes que existem, mas poderiam não existir;

 2- Mas é preciso que algo seja necessário entre as coisas;

 3- Não é possível que se proceda ao infinito nas coisas necessárias;

 4- Logo, existe um primeiro necessário, que é Deus.

 

4ª Via dos graus de perfeição:

A quarta via é aprovada pelos graus de perfeição dos entes. O nosso entendimento percebe que existe um grau de perfeição em todas as coisas. Esses graus estão presentes desde os objetos mais comuns até aos sentimentos mais obscuros ou nobres, julgamos sobre tais graus de tais coisas, tendo como referência alguma coisa de grau máximo. Se para cada coisa existente há um grau máximo, portanto, deve existir um Ser que contém todos os atributos e coisas possíveis nos seus graus de perfeição no máximo – e que seria gerador de todas as coisas em grau de perfeição menor. São Tomás de Aquino diz que “se encontra nas coisas algo mais ou menos bom, mais ou menos verdadeiro, mais ou menos nobre, etc.. Ora, mais e menos se dizem de coisas diversas, conforme elas se aproximam diferentemente daquilo que é em si o máximo”. Esse Ser é Deus.

1- No mundo, as coisas têm diferentes graus de perfeição;

 2- Os graus de perfeição atribuem-se em relação à proximidade do grau máximo;

 3- O grau máximo de um género é a causa de todas as coisas desse género;

 4- Logo, há algo que é a causa da existência para todas as coisas, que é Deus.

 

5ª Via do governo das coisas/da finalidade ser:

A quinta via é a prova pela ordem do universo. Se considerarmos a ordem existente no universo, desde os componentes microscópicos existentes até aos gigantescos astros do firmamento; a harmonia, a actividade e relação entre eles, facilmente chegamos à seguinte conclusão: houve uma inteligência que criou e ordenou tudo isso; caso contrário, seria absurdo dizer que isso é fruto do acaso.

“De facto, apenas a inteligência pode ser razão da ordem, quer dizer, da organização dos meios em vista de um fim, ou dos elementos em vista do todo que eles compõem: os corpos ignoram os fins e, por conseguinte, se os corpos ou os elementos conspiram em conjunto, é necessário que a sua organização tenha sido obra de uma inteligência”.

Garrigou-Lagrange diz: “Os seres privados de razão não tendem a um fim se não são guiados por uma inteligência, como a flecha pelo arqueiro. Com efeito, uma coisa não pode estar ordenada à outra senão por uma causa ordenadora, que necessariamente deve ser inteligente, sapientis est ordinare. Por quê? Porque só a inteligência conhece a razão de ser das coisas”.

Que inteligência ordena o universo?

Tem de ser diferente dos seres da natureza, porque os minerais e vegetais são desprovidos da ciência das coisas e os animais não possuem intelecto. Deve ser, também, diferente da inteligência humana, que, apesar de perceber e explicar a ordem que existe, não a cria. Tem que ser, pois, a suma inteligência, dado que a ordem do universo supõe um ser que possua a ciência de todos os seres e as suas propriedades. Por isso, conclui Garrigou-Lagrange: “Os animais conhecem sensivelmente o objecto que constitui o seu fim, mas nesse objecto não percebem a razão formal do fim. Por conseguinte, se não houvesse uma inteligência ordenadora, que governasse o mundo, a ordem e a inteligibilidade que há no universo e que as ciências descobrem, proviria da inteligibilidade, e ainda mais, as nossas próprias inteligências proviriam de uma causa cega e ininteligível; uma vez mais, o mais sairia do menos, o que é absurdo”.

Inteligência Criadora e Ordenadora

É preciso esclarecer que a Inteligência Criadora e Ordenadora do universo é Infinita e Divina. Um ser natural, na sua criação, não é precedido por nada e as suas propriedades e capacidades provêm da sua própria essência. Daí, a ordem interna de cada ser e, por conseguinte, das relações destas essências entre si, resulta a ordem externa do universo.

Sendo a causa total de toda a ordem, o Autor dessas essências precisa de ser também Criador, por tirá-las do nada. Portanto, a Inteligência ordenadora é também, Criadora. Também, essa Inteligência não pode ter sido criada, porque seria como qualquer outro ser existente e não ordenaria, mas seria ordenada por outra inteligência. Por fim, a Inteligência ordenadora deve ser também por si subsistente e infinita. A esse ser Criador, subsistente por si e infinito, chamamos Deus.

1- No mundo, algumas coisas operam por causa de um fim.

 2- Essas coisas não atingem o fim por acaso.

 3- Essas coisas não tendem a um fim a não ser que estejam a ser dirigidas por algo inteligente.

 4- Logo, existe algo inteligente, que é Deus, que dirige as coisas a um fim.

 
Os nossos inimigos Imprimir e-mail

OS NOSSOS INIMIGOS

Cada um de nós tem "inimigos" na vida. Pessoas que parecem gostar de nos magoar, de nos fazer sofrer e nos ferir. Às vezes criamos inimigos por causa de diferenças de personalidade e outras vezes porque as pessoas nos odeiam sem motivo aparente.

De facto, não importa por que tens um "inimigo", a tentativa de combater mal com mal está fadada ao fracasso e, de facto, existem 8 razões pelas quais os inimigos podem ser um factor positivo na vida. Quando entendes estas razões, podes desenvolver um entendimento mútuo ou, pelo menos, um entendimento da tua parte, que te ajudará a desenvolver melhores relacionamentos em vez de continuar o ciclo de ódio e raiva.

1. Uma lição simples sobre como conter e evitar a raiva

Sendo bem honestos: os nossos inimigos são as melhores pessoas para nos ensinar autocontrole e como dominar a raiva. Embora seja verdade que os nossos "inimigos" têm maneiras de nos irritar, isso é exactamente o que nos pode ajudar a lidar melhor com a emoção negativa. Afinal de contas, não podemos ficar irritados para sempre com pessoas que são importantes para nós e que queremos amar. Além disso, muitas vezes acabamos por nos sentir culpados por causa dos sentimentos de raiva que temos por causa deles.

Para fazer isso da maneira mais eficiente, tenta entender o que te incomoda na atitude do teu "inimigo" em relação a ti e, só depois de entender conscientemente, serás capaz de lidar com a raiva de uma maneira melhor e mais saudável. Pensa nos teus adversários como terapeutas que te ajudam a lidar com as emoções negativas com as quais não queres lidar ou que não consegues lidar sozinho.

2. Aproveita a oportunidade para manter uma competição saudável

Tu podes não ver desta maneira agora, mas os teus "inimigos" estão sempre a pensar em ti como um concorrente, e se estiveres numa situação de competição, eles podem ajudar a sentires-te ainda mais competitivo. No entanto, é importante que continues a ser tu mesmo e não te tornes desagradável e rude só para entrar na competição. Não prejudiques a ti mesmo ou aos outros, e não deixes que a tua moral se manche no processo. Se vês o teu relacionamento como uma "competição" em vez de uma "rivalidade", isso pode ajudar a reduzir a raiva ou até ensinar-te a lidar melhor com ela.

3. Críticas negativas podem ajudar a crescer

Provavelmente os teus "inimigos" não têm muitas coisas boas a dizer sobre ti; na verdade eles devem falar mal a teu respeito. No entanto, mesmo que falem com más intenções, pode haver alguma verdade nas suas palavras. Sempre que ouvires algo desagradável de um dos teus "inimigos", reflecte e tenta avaliar. Há uma chance de que o teu "inimigo" esteja a dizer algo com fundo de verdade, mas de maneira errada. Então se conseguires entender o que eles estão a tentar dizer, darás um passo significativo no teu crescimento pessoal.

4. Os teus "inimigos" podem ser os teus melhores aliados

Se decidires amar os teus "inimigos", darás o primeiro passo para desenvolver um relacionamento mais saudável e pacífico com eles. Os nossos "inimigos" nem sempre querem intencionalmente ofender-nos e, às vezes, eles só se sentem feridos por nós. Em último caso, se conseguires construir um relacionamento saudável superando as lacunas entre os dois, farás um amigo em vez de um inimigo, e todos precisamos de amigos. Esta abordagem irá ajudar-te a longo prazo, e irá proporcionar-te paz de espírito, desde que possas desenvolver uma relação cordial entre ti e eles. A barreira para isso está principalmente na tua cabeça.

5. Terás a capacidade de ver a vida de uma forma mais positiva

Quando estamos preocupados com as pessoas que se opõem a nós e com o quanto elas nos ferem, é muito difícil mudarmos os nossos pensamentos e torná-los positivos, mesmo com relação à vida em geral. No entanto, se aceitares os teus "inimigos" e entenderes que todos temos esse tipo de pessoas na vida, também deixarás de te preocupar tanto com eles e terás cada vez menos pensamentos negativos inundando a tua mente. Se além disso cultivares sentimentos de amor pelos teus "inimigos", aprenderás como entender coisas ruins e frustrantes que aconteçam contigo de uma maneira mais positiva e, assim, a forma que a tua mente interpretar as coisas boas ou ruins será influenciada por essa atitude.

6. Podes perceber que o ódio é simplesmente um mal-entendido

Às vezes criamos inimigos simplesmente por causa de um pequeno mal-entendido. É muito difícil perceber quando isso acontece, mas um pequeno mal-entendido pode colocar uma pressão sobre qualquer relacionamento; e se for um relacionamento com um inimigo, isso apenas aumentará a tensão. Se tu tentares criar um diálogo calmo entre ambos e descobrir a causa do problema, logo entenderás como consertar a situação e o teu relacionamento com a pessoa. Desentendimentos acontecem a todo o momento e tu tens que desenvolver a habilidade de resolvê-los a tempo.

7. Aprende a apreciar verdadeiramente o amor

Ter a certeza de que tens "inimigos" na vida pode ajudar-te a melhorar o teu relacionamento com pessoas que ama como elas merecem. Amor e ódio não são necessariamente sentimentos opostos. De facto, pode-se dizer que o oposto de ambos é a indiferença. Portanto, em qualquer relacionamento em que o amor exista, o ódio momentâneo ou contínuo pode surgir, e se isso acontecer, geralmente mostra que há de facto um grande amor escondido.

Entende também que, assim como sempre vão existir pessoas contra ti, também existirão aqueles que te amam. Lembra-te disso, pois essas pessoas são as que merecem o teu amor de volta. Nunca deixes o teu ódio contra os teus "inimigos" afectar o teu relacionamento com as pessoas que te amam. Caso desistas de aprender a amar aqueles que não te amam, procura demonstrar mais amor às pessoas que te são queridas.

8. Entende que tu realmente não precisas do ódio

Os nossos "inimigos" injectam um veneno nas nossas vidas que lentamente vai permeando as nossas reacções com relação a outras pessoas. Se quiseres evitar isso, precisas de entender que não precisas de carregar o peso do ódio às costas. O ódio não leva ninguém a lugar nenhum, enquanto que o amor nos leva a tentar progredir e melhorar sempre. Na jornada da vida, leva sempre uma bagagem leve de amor, em vez do peso do ódio. Isto tornará a viagem muito mais fácil.

 
Fiel deixa cair a hóstia e reacção do padre Imprimir e-mail

 

Fiel deixa cair a hóstia e a reacção do padre

 

O que fazer se isto acontecer consigo

Numa Missa nos Estados Unidos, uma pessoa deixou a hóstia consagrada cair no chão. É raro acontecer. Mas quando acontece, as pessoas ficam sem saber o que fazer. Afinal, estamos a falar do Corpo de Cristo!

Pois bem, nesta Missa, o Padre Jim esperou que todos recebessem a Comunhão e pôs-se de joelhos no chão, levantou a hóstia que tinha caído e consumiu-a, comungou-a. Depois, limpou o chão com as mãos e lambeu-as.

Nick ainda escreveu: “Enquanto um dos acólitos foi buscar um sanguíneo e água, o Pe. Jim ficou no lugar ajoelhado como se estivesse a adorar o local onde a Eucaristia caiu, como se fosse terra santa. O acólito deu-lhe o sanguíneo e a água, e o Pe. Jim limpou completamente o local e de forma muito reverente. Foi lindo. A mulher que estava à minha frente chorou e eu quase chorei. O organista continuou a tocar enquanto isto acontecia. Foi muito inspirador”.

Depois do relato, Nick Switzer fez uma reflexão sobre o que significou para ele aquela reacção devota do sacerdote: “A Eucaristia não é apenas pão, mas o corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo. E são os sacerdotes como o Pe. Jim, que tratam a Eucaristia como o que a Eucaristia realmente é, que mostram aos seus fiéis o presente incrível que temos na Igreja Católica. Obrigado Padre Jim”.

O facto aconteceu na Paróquia St. Mary Our Lady of the Annunciation, na cidade de Rockwood, Arquidiocese de Detroit, Michigan. A paróquia confirmou a autenticidade do relato de Switzer.

O que fazer se você passar por esta situação

Se você deixar a hóstia cair, chame imediatamente o padre, o diácono ou o ministro, pois eles são os encarregados de velar para que o Corpo e o Sangue de Cristo sejam tratados com a devida reverência. A Instrução Geral do Missal Romano determina o que eles devem fazer caso a hóstia sagrada seja derrubada:

“Se cair ao chão alguma hóstia ou partícula, recolhe-se reverentemente. Se acaso se derramar o Sangue do Senhor, lava-se com água o sítio em que tenha caído e deita-se depois essa água no sumidouro colocado na sacristia” (IGMR, 280).

O sumidouro, também chamado de sacrarium, em latim, é uma pia especial, cuja água vai diretamente para o solo. Deste modo, os resíduos de elementos sagrados que precisam ser descartados pela igreja regressam à terra de forma digna e respeitosa.

Geralmente, não é possível completar todas as orientações durante a celebração da Missa. Por isso, é comum que o padre coloque um pano branco sobre o lugar em que a hóstia caiu e o limpe adequadamente depois da Missa.

Mas por quê tanto cuidado com as espécies sagradas? Porque a Igreja acredita veementemente nas palavras de Jesus: “este é o meu corpo e este é o meu sangue”.

De acordo com o Catecismo da Igreja Católica,

 “Pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue; a esta mudança, a Igreja católica chama, de modo conveniente e apropriado, transubstanciação” (CIC 1376).

Com isto em mente, acreditamos que o que cai no chão não é só o pão ou o vinho, mas o corpo e o sangue de nosso Salvador. Esta crença transmite tudo o que a Igreja faz em conexão com a Eucaristia, reconhecendo que Deus está realmente presente nestas espécies e que a nossa resposta a estes acidentes deveria ser baseada no amor que temos ao nosso Criador.

 
É simples garantir a vida eterna? Imprimir e-mail

É simples garantir a vida eterna?

 

Pela influência do mundo, todos imaginamos a vida eterna, como um lugar, tranquilo, sem afazeres, responsabilidade, provavelmente numa ilha deserta ou algo relacionado.

Mas na vida eterna não será exactamente assim, Deus designará responsabilidades para cada um.

Além do mais… A Bíblia também mostra que não será assim tão simples.

Será que o homem já conseguiu retratar pelo menos de forma aproximada aquilo que nos espera após a morte?

Qualquer ideia que o homem nos tenta passar sobre a verdade da eternidade, será sempre inferior comparado com o da Bíblia.

A Bíblia conta que nós seremos semelhantes a Jesus Cristo, inclusive Ele, pediu para que os seus discípulos o tocassem e comprovassem que não se tratava de um espírito, mas de um ser de carne e osso.

O nosso corpo na Terra seria como uma semente e o corpo glorificado seria como uma árvore, por isso ele é muito mais superior.

Jesus manifestou-se em diferentes formas após a sua ressurreição, às vezes sendo reconhecido, outras vezes não.

Teremos corpo físico que não é sujeito ao tempo, pois não se desgasta e nem envelhece.

Imagine o maior prazer e felicidade que já sentiu na sua vida. Agora imagine essa sensação ainda mais intensa, e todos os dias, uma felicidade e alegria sem explicação.

Existe realmente algo melhor do que o Reino dos Céus?

Jesus disse que retribuirá a cada um de acordo com o que fez aqui na Terra, que haverá; Aquele que será considerado grande no Reino dos céus, que alguns irão assumir responsabilidades maiores do que outros e, por fim, ensinou que as boas obras daqui, acumulam tesouros na eternidade.

Para buscar a salvação devemos transformar as nossas acções, não fazendo nada para nosso agrado, mas pela aprovação de Deus, desta forma teremos tesouros por toda a eternidade.

Amar o próximo, caridade, estar longe dos pecados, tudo isto é algo que Nosso Senhor vê por detrás das nossas atitudes.

A única forma de termos a vida eterna é através de Jesus.

Deus sabe que sozinhos não conseguimos chegar à vida eterna, por isso Ele enviou Jesus para nos salvar da morte. Jesus nunca pecou, mas morreu na cruz para pagar pelos nossos pecados. Agora a dívida está toda paga!

Jesus oferece a vida eterna de graça a todos os que crêem nele. Crer em Jesus significa rejeitar a vida de pecado, pedir perdão a Deus, dedicando a vida a Ele, e acreditar que Jesus nos perdoou os pecados.

Quando isto acontece, Jesus dá-nos uma vida nova, indestrutível! O Espírito Santo passa a morar dentro do nosso coração, dando-nos a garantia da vida eterna.

Portanto, todos devemos de andar em busca da Vida Eterna. É o nosso dever fazer o máximo por Jesus aqui na Terra, que por meio das nossas acções ele nos conceda o nosso lugar no Paraíso.

E tu, o que fizeste pelo Nosso Salvador?

Se alguém tiver recursos materiais e, vendo o seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em acção e em verdade. 1 João 3:17-18

Nosso Senhor dá-nos chances para praticar obras sem seu nome, dá-nos alternativas de ser diferente de muitos que esperam de braços cruzados, e nós o que fazemos? Deixamos para outro momento. Sê tu a diferença, e mostra a Jesus que estás pronto para a salvação.

 
Dicas para santificar o ambiente de trabalho Imprimir e-mail

 

Dez dicas para santificar o seu ambiente de trabalho

 

Sabemos que nem sempre o ambiente do trabalho é um local de paz e harmonia. Muitos são os conflitos nas fábricas, nos escritórios, hospitais.

10 dicas para que o seu trabalho seja santificado

1 – Realizar com amor as tarefas. Não basta apenas executar uma tarefa, ela precisa de ser realizada com amor. O seu salário é fruto do seu trabalho e outras pessoas são destinatárias dele. O seu amor dará qualidade ao que for executado. Quando uma actividade é realizada com amor, os frutos são de bênçãos.

2 – Ser educado com todos. A educação é um valor universal. Pessoas frustradas geralmente descarregam as suas insatisfações pessoais sobre os colegas de trabalho. Quer ser tratado com educação e respeito no ambiente de trabalho? Comece a observar como você trata as pessoas. Se você as respeita, mas elas não o respeitam, então o problema não está consigo, mas com elas.

3 – Saber silenciar. O silêncio é amigo dos sábios. No ambiente de trabalho, muitas vezes, é necessário exercitar o silêncio diante de situações complexas que não precisam de ser alimentadas pela força das palavras. Silenciar-se é tão terapêutico como o falar.

4 – Não fofocar. A fofoca é a erva daninha nas empresas. O respeito à pessoa do outro é fundamental. Se não gostamos de determinada atitude de alguém no ambiente de trabalho, devemos procurar essa pessoa e conversar directamente com ela. Fofoca destroem pessoas, amizades e empresas.

5 – O seu salário é fruto do seu trabalho. O salário que você recebe no fim do mês é fruto do seu suor. Ninguém é obrigado a ganhar o seu salário por você. Muitos acomodam-se e deixam sobrecarregados os colegas. Nenhuma empresa é obrigada a pagar por um serviço que não está a ser executado.

6 – Colaborar com os colegas. Muitos são aqueles que trabalham apenas pensando em si mesmos e não colaboram com os novos colegas que chegam. Colaborar, ajudar, partilhar é um acto de amor e um testemunho cristão. Ontem você estava no lugar de quem hoje chegou.

7 – Ser misericordioso com o próximo. A misericórdia é um gesto de amor ensinado por Jesus. Antes de julgar devemos ajudar. Toda a pessoa é fruto da história de uma vida. Jesus sabia muito bem desta verdade, por isso mesmo não se prendia a rótulos, mas ao coração de cada um que d’Ele se aproximava.

8 – Perdoar as faltas alheias. O perdão é dádiva divina. Uma vez que perdoamos alguém, libertamos a nossa alma dos sentimentos negativos associados à falta do perdão e concedemos a nós mesmos a liberdade de caminharmos livres de tudo aquilo que nos aprisiona ao agressor.

9 – Aprender a ouvir. Quem aprende a ouvir em silêncio é um promotor da paz. A palavra antes de ser pronunciada precisa de ser gerada no silêncio da misericórdia.

10 – Orar. Animados na força da oração encontraremos o caminho para superar as dificuldades do trabalho e construir dentro das empresas lugares da paz e da misericórdia. Orar é alimentar a alma da presença do Senhor. Somente pode oferecer amor quem dele se alimenta diariamente.

 
Adão e Eva existiram mesmo? Imprimir e-mail

 

Adão e Eva existiram mesmo? 

 

Muitos tem dúvidas se Adão e Eva existiram realmente

Os primeiros homens de que fala o Génesis podem muito bem ter sido rudimentares, como mostram os indícios dos fósseis da pré-história. As ideias religiosas de Adão poderão ter sido puras, mas sob a forma de intuições concretas como dos povos primitivos e das crianças; não se tratava de altos conhecimentos teológicos.

Adão (= Adam, homem) e Eva (=Mãe dos viventes) representam o ser humano criado por Deus. São tão reais como é real o género humano. Deus apresentou-se ao homem nas suas origens, ao homem real e não a um ser fictício. Eles existiram de facto; foram os primeiros seres humanos que receberam de Deus uma alma imortal.

Adão e Eva não são nomes próprios

Por outro lado, Adão e Eva não são nomes próprios como João, Pedro e Maria o são. Então, não necessariamente representam apenas o primeiro casal de humanos, mas os primeiros humanos. São nomes de origem hebraica que significam apenas “homem” e “mulher”. Por isso, a Igreja deixa para o estudo dos cientistas mostrar como os seres humanos surgiram trazidos por Deus; se de apenas um casal (monogenismo) ou de vários casais de um mesmo tronco (poligenismo). O que a Igreja não aceita é que a humanidade tenha surgido, ao mesmo tempo, de vários troncos, em lugares diferentes.

Então o que é que a Bíblia nos quer ensinar?

O Génesis, nos seus três primeiros capítulos, usa uma linguagem figurada para revelar verdades religiosas, não científicas ou históricas. Em resumo, a Bíblia quer nos ensinar apenas o seguinte:

1) Deus criou o ser humano, homem e mulher, podendo ter utilizado a evolução da matéria preexistente até chegar ao grau de complexidade do corpo humano;

2) O Senhor concedeu aos primeiros pais graças espirituais especiais: “justiça original” (harmonia consigo, com a mulher, com a natureza e com Deus), e “estado de santidade” (comunhão profunda com Deus, participação da vida divina), dons preternaturais (não sofrer, morrer, ciência infusa, etc).

3) O Criador indicou aos primeiros pais um modelo de vida figurado pela proibição de comer a fruta da árvore da ciência do bem e do mal. Isto significava que o homem não deveria ser “o árbitro do bem e do mal”, e já que foi elevado à especial comunhão com Deus, deveria comportar-se não simplesmente de acordo com o seu bom senso ou as suas intuições racionais, mas segundo as normas correspondentes da sua dignidade de filho de Deus;

4) O homem, por soberba e desobediência, disse ‘não’ a este modelo de vida e ao convite do Criador, perdendo assim o “estado de santidade” e de “justiça original”. Desta forma, o sofrimento e a morte entraram no mundo por causa do pecado original; isto levou São Paulo a dizer que “o salário do pecado é a morte” (Rom 6, 23).

Não é preciso exagerar a perfeição do estado primitivo da humanidade por causa dos dons preternaturais, e da ”justiça original”. Foi um estado belo, mas do ponto de vista religioso e moral apenas, não sob o aspecto da civilização ou da cultura.

Felipe Aquino

 
O que a Igreja pensa dos métodos orientais de meditação Imprimir e-mail

 

O que a Igreja pensa dos métodos orientais de meditação

 

Uma pergunta que já se tornou frequente devido à ampla difusão de práticas como o yoga, por exemplo

O que pensa a Igreja Católica a respeito dos métodos orientais de meditação inspirados, por exemplo, no hinduísmo e no budismo?

Trata-se de vêm adquirindo de umas décadas para cá. O que poucos sabem, na verdade, é que já existe uma resposta oficial da Igreja a esse questionamento.

Em outubro de 1989, a Congregação para a Doutrina da Fé, sob a presidência do então cardeal Joseph Ratzinger, divulgou uma carta dirigida a todo o episcopado católico para esclarecer a natureza da oração cristã e, por tabela, as maneiras erróneas de rezar.

O documento insiste, antes de tudo, em que a meditação cristã não é um simples esforço humano, cujos resultados possam obter-se pela observância de certas técnicas psicofísicas de respiração ou relaxamento. Embora não prescinda de uma participação activa do fiel, a oração cristã supõe, no fundo, uma acção divina, quer dizer, uma intervenção livre e sobrenatural da graça de Deus. O documento, porém, admite com certa benevolência que a oração cristã não é incompatível de todo com certos elementos de alguns métodos orientais, desde que submetidos a um exame atento e a uma depuração de quaisquer resquícios pagãos incompatíveis com a integridade da fé.

Em todo o caso, é preciso ter sempre em mente que a diferença fundamental entre tais métodos e a meditação cristã é de finalidade: enquanto os primeiros pretendem produzir determinados “estados” interiores de paz e serenidade, nem sempre vinculados com a dimensão moral que compromete o restante da vida, a oração cristã quer ser um encontro pessoal entre a alma e Deus, um diálogo reverente entre dois corações que conduza, como complemento espontâneo, a uma vivência mais pura e comprometida do Evangelho.

Além disso, os métodos orientais, assimilados imprudentemente num contexto cristão, apresentam o grave risco de “rebaixar o que é concedido como pura graça ao nível de psicologia natural, como ‘conhecimento superior’ ou como ‘experiência’” (n. 10). Como métodos naturais que são, as práticas orientais de meditação pertencem essencialmente ao plano do psiquismo humano e, por isso, são absolutamente incapazes de proporcionar os estados místicos extraordinários que Deus concede, por pura graça, a quem Ele quer e quando quer. Seria insensato pensar que, pelo exercício reiterado de certas técnicas, pode o homem chegar sozinho a estados de união com a divindade que superam por si mesmos as nossas forças naturais.

A oração cristã também não é um deixar a mente vagar pelo “vazio”. Por ser diálogo, ela supõe um conteúdo; e por ser diálogo com Deus, a matéria da sua meditação deve ser, obviamente, o que mais diz respeito à vida e aos mistérios de Deus, ou seja, ao conteúdo positivo da fé católica. Orar, para um cristão, não deve nunca ser uma busca exclusiva de si mesmo, mas uma busca daquele que sabemos que nos ultrapassa sempre e que se digna falar connosco, não porque o mereçamos, mas porque foi Ele quem nos amou primeiro:

O amor de Deus, único objecto da contemplação cristã, é uma realidade da qual não nos podemos “apoderar” por meio de qualquer método ou técnica; pelo contrário, devemos ter sempre o olhar fixo em Jesus Cristo, no qual o amor divino sobre a cruz chegou por nós a tal ponto que Ele assumiu sobre si mesmo também a condição de afastamento do Pai (n. 31).

Por isso, conclui a carta aos bispos, devemos “deixar decidir a Deus o modo segundo o qual Ele nos quer tornar participantes do seu amor. Mas não poderemos nunca, de nenhuma maneira, tentar pôr-nos no mesmo nível do objecto contemplado, que é o amor livre de Deus” (n. 31). A nós, cabe-nos aproximar-nos dele com humildade, suplicando de joelhos que ele nos conceda o auxílio da sua graça, ilumine a nossa inteligência com a luz da fé e, pela sua misericórdia, mova a nossa vontade tão débil e apegada às coisas do mundo a aspirar aos sagrados tesouros do céu.

Pe. Paulo Ricardo

 
A frustração do homem Imprimir e-mail

 

A frustração do homem 

 

A origem do homem é Deus e o seu fim último é o de se encontrar com Deus que é amor

Não sei se já tiveste o corpo coberto de lama. No início, a lama é fria, pegajosa e acaba por provocar uma certa aversão. No entanto, com o tempo, a lama começa a endurecer no próprio corpo, ao ponto de se tornar como uma espécie de crosta. E, quando arriscas retirar um pouco dessa lama que se tornou crosta, acabas por puxar a pele e os pelos do corpo. Existe dor, existe incómodo com a lama no corpo e ao ter que limpá-lo.

O que é o corpo? É o ambiente no qual não sou escravo, mas posso, por meio dele, amar e ser amado. No corpo e com o corpo tenho a capacidade de expressar a caridade. Quem é capaz de amar? Aquele que é imagem e semelhança do Deus que é amor. O que é a lama? Poderias responder: “É o pecado”. Mas não é somente o pecado. É tudo o que sobra e não faz parte do que é a essência e a finalidade da existência humana.

O homem é fruto do amor transbordante do Criador e, diferente de todas as criaturas, o homem tem alma, isto o faz ser alguém que não se encerra neste mundo. Há um germe de eternidade na sua existência. A origem do homem é Deus e o seu fim último é o de se encontrar com este Deus que é amor.

Portanto, a lama é o que ousa atentar contra a dignidade do ser humano. Pode ser o pecado, entretanto, podem ser, também, as ocasiões que mesmo sem pecar, a criatura esquece quem é o seu Criador. Por isso, não O busca responder com amor, acaba escolhendo viver na busca incessante pelos planos de carreira e pelas coisas passageiras, algo que não necessariamente seja pecado, mas pode ser um movimento que na sua consequência o leva a pecar. A lama ousa atentar a dignidade do homem, o que não significa conseguir de facto, mas de qualquer forma o fere profundamente.

Há um tipo de pecado que quero mencionar: o pecado contra a castidade. Pecar contra a castidade é fruto de uma má escolha e uma desordem no como amar, seja a si mesmo, ou seja, amar as pessoas. Há na pessoa uma potência para amar, mas ela, ao usar essa potência, pode fazer de maneira desordenada e, portanto, descontrolada.

O resultado é justamente o egoísmo, onde a pessoa busca nos outros ou nas coisas uma oportunidade de prazer para si, ela busca “ser amada”. E, no movimento de busca ao prazer, abre mão do que é racional em nome dele; é capaz de abrir mão do que é genuíno, apenas para obter o prazer próprio. A medida da relação humana torna-se o quanto de prazer aquela determinada relação pode oferecer. O ser humano é reduzido a objecto. Diante do outro perde-se a capacidade de admiração; contemplação; de dar a vida; e de se sacrificar se assim for preciso. Esvai todo o sentimento de altruísmo.

Aos poucos, desfigura-se o ser humano imagem e semelhança de Deus e o homem ignora a sua essência e finalidade. O que resta é a lama endurecida sobre a sua existência nesta terra. Por fim, a frustração do próprio homem.

 
12 sinais do anti-Cristo Imprimir e-mail
 

12 Sinais do anti-Cristo, segundo Fulton Sheen

 

O Arcebispo Fulton Sheen, num sermão proferido via rádio em 1947, fala dos sinais dos tempos, e, mais concretamente, dos sinais que identificam o anti-Cristo:

1. Virá disfarçado sob o título de Grande Humanitário, falando de paz, prosperidade e abundância, não como meios utilizados para nos conduzir a Deus, mas como fins em si mesmo;

2. Escreverá livros acerca de uma nova ideia de Deus que se adapta à forma como se vive;

3. Irá induzir a fé como se fosse astrologia, responsabilizando as estrelas pelos nossos pecados, em vez da nossa vontade;

4. Fará aumentar a culpa nos corações dos homens, pressionados psicologicamente relativamente à repressão das relações sexuais, fazendo-os corar de vergonha sempre que os seus amigos, familiares e colegas os acusam de não serem abertos e liberais;

5. Irá definir a tolerância como uma indiferença relativa ao certo e ao errado;

6. Irá promover mais divórcios sob o disfarce de que uma terceira pessoa na relação é fundamental;

7. Aumentará o amor pelo amor, diminuindo o amor às pessoas;

8. Usará a religião para destruir a religião;

9. Falará ainda de Cristo, dizendo que foi o maior homem que alguma vez existiu;

10. A sua missão, dirá ele, será libertar o homem da escravidão da superstição e do Fascismo, os quais acabará por nunca definir;

11. No meio do seu aparente amor pela Humanidade e do seu discurso eloquente sobre a liberdade e igualdade, terá um grande segredo o qual nunca revelará: ele não acredita em Deus. E, pelo facto da sua religião ser definida por uma irmandade sem a paternidade de Deus, enganará mesmo os eleitos.

12. Levantará uma contra-Igreja, que será considerada falsificação da própria Igreja uma vez que, o demónio é a falsificação de Deus. Será o corpo místico do anti-Cristo que irá, em todas as suas externalidades, assemelhar a Igreja ao corpo místico de Cristo. Em necessidade extrema de Deus, ele conduzirá o homem moderno, em toda a sua solidão e frustração, a querer mais e mais pertencer a uma comunidade que traga ao homem uma maior ambição de sentido, sem qualquer necessidade de emenda ou reconhecimento de culpa. Estes serão os dias em que será dada ao demónio uma oportunidade particular.

 
As 21 perguntas mais importantes da sua vida Imprimir e-mail

 

As 21 perguntas mais importantes da sua vida

 

21 perguntas em quatro áreas que podem alterar tudo sobre o que você faz.

 

Vamos começar com algumas perguntas sim/não para avaliar como você se sente.

 

1. Eu sou feliz?

2. Eu sou grato?

3. Eu gosto do meu trabalho?

4. Eu sinto-me bem?

5. Gasto tempo suficiente com a minha educação?

 

A razão pela qual estas perguntas rápidas são importantes é que você deseja ajustar a sua estratégia se responder não a qualquer uma delas.

 

Por vezes, passamos pela vida infelizes, ingratos e sentindo-nos mal por muito tempo. Se algo estiver errado na sua vida, reconheça isso rapidamente e encontre uma solução.

 

Estas perguntas não são apenas sobre você mesmo. Quando você está feliz e de bom humor, pode elevar o ânimo das pessoas.

 

É por isso que me concentro em consertar a minha própria felicidade primeiro. Caso contrário, você não pode deixar a sua esposa, família ou outras pessoas felizes.

 

Veja estas cinco primeiras perguntas como uma avaliação rápida. Seja honesto. Não há ninguém para impressionar.

 

Pense em como se sente.

 

Alguém disse que as pessoas que pensam em si mesmas são egoístas – e que temos um mundo egoísta se todos se comportarem dessa maneira.

 

Esta é uma perspectiva muito limitada e ignorante.

 

Quando você se cuida e se certifica de que está feliz, terá uma boa vida.

 

Você não terá inveja dos outros. Você vai sorrir todos os dias. E o mais importante, você terá recursos e tempo para ajudar os outros.

 

É assim que o mundo funciona. O sucesso gera sucesso. A miséria gera miséria.

 

Carreira

 

Vamos para uma área importante das nossas vidas. Você passa a maior parte das horas no trabalho. Portanto, é crucial que obtenha satisfação com isso.

 

Na verdade, trabalhar com o que você gosta é mais importante do que factores de “higiene”, como renda, segurança no trabalho, recursos, localização, etc.

 

Por isso que me pergunto regularmente:

 

6. Que coisas novas estou a aprender? Isto é o mais importante para mim. Quando eu aprendo, sinto que estou a evoluir. Quando estou a evoluir, sinto-me bem.

7. Para onde está a ir a minha carreira? Precisas de uma visão. Se não tiveres uma – cria-a.

8. Quão significativo é o meu trabalho? Eu quero sentir-me satisfeito com o meu trabalho no final do dia.

9. O que posso fazer que actualmente não estou a fazer? Estou sempre a procurar coisas para fazer no escritório e em casa. É assim que aprendes coisas novas.

10. Como posso ser melhor no que faço? Quando melhoras no que fazes, podes causar um impacto maior e resolver problemas maiores. Isto dá-te mais satisfação. E também mais renda.

 

Negócio

 

Como empreendedor, preciso de cuidar do meu negócio. Sem isto, não haverá renda nem dinheiro para pagar a nossa equipe.

 

Claro, podes levantar capital ou fazer um empréstimo. Mas acredito que deves ser capaz de fazer dinheiro como negócio.

 

É simples: se o teu negócio não gera dinheiro, não é um negócio – é um hobby.

 

Para garantir que geramos renda, perguntamos:

 

11. Qual é o maior ponto de dor que os nossos clientes têm? Apenas resolvemos problemas reais que outras pessoas ou empresas têm.

12. Qual é a solução ideal aos olhos dos nossos clientes? Dê às pessoas o que elas realmente querem.

13. Como podemos dar mais valor sem cobrar mais? Entregue mais.

14. Onde podemos alcançar os nossos clientes em potencial? Vá para onde o seu público está, em vez de tentar o contrário.

15. Como podemos diminuir os nossos custos? Nós sempre operamos os nossos negócios com baixos custos. Negociamos preços de tudo – até mesmo coisas simples como suprimentos de escritório. Isto é melhor para nós e os nossos clientes.

 

Produtividade

 

Todas as coisas acima parecem óptimas no papel, certo? Mas não são nada sem execução. Tu e eu sabemos disso.

 

Mas ainda há uma diferença entre o quão efectivo somos. Isto resume-se a uma coisa: o quanto tu és BOM em executar?

 

Estas perguntas podem ajudá-lo a descobrir isso:

 

16. Qual é a minha prioridade número 1, agora?

17. Como posso alcançar a minha prioridade número 1 mais rápido? Não é sobre ser impaciente. É sobre esforçar-se para pensar em maneiras criativas de obter resultados mais rapidamente.

18. Que tarefas devo parar de fazer? Nós todos perdemos tempo. Identifique essas tarefas e pare de executá-las.

19. Que tarefas estou procrastinando? Use o tempo que está a economizar, respondendo à pergunta anterior para isso. Todos nós evitamos tarefas importantes – coisas que deveríamos estar a fazer. Coisas que evitamos.

20. Que perguntas eu não estou me perguntando? Há muitas coisas no universo que não sabemos que não sabemos. Por isso, tente sempre procurar o desconhecido. Mantenha uma mente aberta.

 

Uma coisa que eu sei é que a vida tem mais significado quando dás mais. É por isso que eu quero fechar com isto:

 

21. Como posso ajudar uma pessoa hoje?

 

Um simples gesto é suficiente. Ligue para o seu familiar. Anime o seu amigo. Comece por ajudar as pessoas na sua vida. E então peça que elas paguem ajudando outros.

 

(via Awebic)

 
Devemos pedir a Deus que cure as nossas feridas ao longo da vida Imprimir e-mail

Devemos pedir a Deus que cure as nossas feridas ao longo da vida

Ninguém se expõe ao sol sem se queimar. Se tomarmos sol em excesso, vamos sofrer as consequências dele. Com Deus acontece algo semelhante, pois ninguém se coloca na presença d’Ele sem ser beneficiado pelas Suas graças. As marcas da presença do Todo-poderoso também são irreversíveis para a nossa salvação. Quando nós nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo, Ele dá-nos liberdade. Nunca o Senhor pensou em nos trazer para perto d’Ele para tirar algo de nós, muito menos para limitar a nossa liberdade. Se Ele não quisesse a nossa liberdade, por que nos teria criado livres?

A nossa liberdade ficou comprometida pela nossa própria culpa, porque quem peca torna-se escravo do pecado. Pelos erros e vícios que entram na nossa vida ficamos debilitados. O Pai deu-nos Cristo para nos libertar daquilo que nos amarra. Deus mostra-nos os caminhos que podemos seguir, mas a liberdade de escolher é nossa. O desejo do Senhor é libertar-nos de toda a angústia, de toda a opressão. O desejo d’Ele é ver-nos felizes.

Em Gálatas 5,1 lemos: “É para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou. Ficai, portanto, firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão“. Cristo amou-nos, morreu numa cruz por nossa causa, para que não fôssemos escravos do pecado. O Ressuscitado libertou-nos de todo o mal, de toda a armadilha do inimigo para que permanecêssemos livres. Contudo, ninguém é livre na maldade. Uma vez que o Espírito Santo nos visita, não há brechas para o pecado.

Quem conhece as coisas que há no homem senão o espírito do homem que nele reside? (cf. Coríntios 2,10-16). Assim também ninguém conhece as coisas de Deus senão o Seu Espírito.

Ninguém pode saber o que há no nosso interior se não abrirmos a boca e dissermos o que pensamos. Quando rezamos, Deus Pai refaz-nos e o Espírito Santo cura-nos e liberta-nos. Rezar é ficar nu na presença de Deus, é abrir-se a Ele. Quando rezamos, colocamo-nos na presença do Altíssimo, expomo-nos e somos curados. Quando tiramos a roupa diante do espelho, vemos o que queremos e o que não queremos. Quando estamos a rezar, caem as nossas vestes espirituais; assim, vemos o que queremos e o que não queremos. Tudo o que fazemos de mau volta para nós no momento da oração. No momento em que o Senhor nos mostra quem somos, Ele também nos mostra quem Ele é. Se Ele nos revela uma coisa que não está boa, é porque precisamos de a consertar.

Na oração, aprendemos a ouvir o Senhor. Não existe ninguém que, tendo rezado, Deus não lhe tenha respondido. E se Ele não lhe responde directamente, vai fazê-lo por meio de uma pessoa ou de um facto, mas Ele responde. Nós precisamos de aprender a ouvi-Lo na oração, para conhecermos os planos que Ele tem para a nossa vida.

Nós precisamos, na oração, de pedir ao Espírito Santo que nos faça descobrir o que está ruim dentro de nós. Deus sabe quando fomos maltratados e sabe como nos curar.

A nossa vida inteira é um processo de cura interior. Enquanto estivermos com os pés nesta terra, a nossa vida será um processo de cura interior. Nós temos de nos apresentar diante de Deus. O Todo-poderoso tem um plano para a nossa vida, um plano de amor, de realização e de felicidade para nós. Se não abrirmos o nosso coração para a oração, correremos o sério risco de morrer sem conhecer o plano que Deus tinha para nós.

 
Cuidado para não "cair pouco a pouco" Imprimir e-mail

 

Cuidado para não “cair pouco a pouco”…

 

Há na vida espiritual uma verdade de importância tal, que por todas as almas piedosas deve ser seriamente meditada.

E ei-la aqui, tal como a inspirou o Espírito Santo: quem despreza e não tem em conta as coisas pequenas, cairá pouco a pouco.

Compreende bem esta palavra: “cairá pouco a pouco”. Cairá insensivelmente, sem dar por isso, mas cairá.

Hoje, sob o pretexto de ser falta leve, consente numa mentira muito pequena; amanhã já deixa sair uma maior; e acabará por cair nas maiores desordens.

Teme, teme muito o desprezo das coisas pequenas; receia as faltas leves; olha que são d’algum modo mais perigosas do que as grandes, porque se não certamente cairás.

 “Ouso, diz São João Crisóstomo, avançar uma proposição que parecerá surpreendente e inaudita; e é que me parece que se deve pôr algumas vezes menos cuidado em fugir dos pecados grandes, do que em evitar as faltas pequenas. Das grandes, só a enormidade já inspira o horror; com as mais pequenas, por pouco consideráveis, facilmente nos familiarizamos”; este desprezo em que as temos impede-nos de fazer o devido esforço para as expelir, e assim por negligência nossa vão crescendo até chegar ao estado de não podermos desfazer-nos delas.

Repito: teme as faltas pequenas, teme-as e evita-as, pois, por pequenas que sejam, nem por isso deixam de ofender menos o nosso bom Mestre; teme e evita as faltas leves, porque à tibieza nos conduzem: teme as faltas leves porque Jesus Cristo disse, “quem nas coisas pequenas é fiel, sê-lo-á também nas grandes, e quem nas pequenas é injusto, injusto será nas grandes”.

Vela hoje muito sobre ti mesmo, e esforça-te para viver hoje de modo que à noite possas dizer a Jesus: “Meu bom Mestre, hoje não me acusa a consciência de falta alguma inteiramente voluntária; bendito sejais, pois foi a vossa omnipotente mão quem me amparou.

Suplico-vos que queirais perdoar toda e qualquer falta que por fragilidade me haja podido escapar; amanhã hei de fazer todos os esforços para viver melhor ainda”.

Fonte: retirado do livro “As chamas do Amor de Jesus” do Abade D. Pinnard.

 
7 pecados que "deixaram de ser pecados" Imprimir e-mail

7 pecados que "deixaram de ser pecado"

O mundo actual, com o seu ritmo de vida acelerado, com um maior acesso à informação e às novas tendências, parece ter deixado de lado a contrição e considera que o pecado e o inferno já não existem. Mas isso não é verdade.

O pecado é algo sério, o inferno existe e é o destino dos pecadores que não se arrependem. São Paulo disse: “Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis.” (1 Coríntios 6, 9)

Entretanto, devemos ter esperança, pois, por meio da graça de Deus, podemo-nos apartar dos nossos pecados e encontrar a salvação em Jesus Cristo. Mas, antes de mais, devemos reconhecer os nossos pecados e que precisamos de ser salvos. A partir do momento em que tenhamos uma vida nova em Cristo, a vida cristã começa e somos chamados a colaborar com a graça de Deus para crescer em santidade.

Lista dos pecados que o mundo considera “normais”, mas que devemos levá-los a sério:

1) A mentira

 “O que aconteceria se a pessoa nunca descobrisse? Que tal se for apenas por conveniência? Ou que tal se for para conseguir um bem maior?”

Não. Mentir é mentir e está mal. Mentir é dizer uma falsidade com a intenção de enganar e sempre está mal porque é uma ofensa contra a verdade, que é Cristo (João 14, 6). A mentira é a língua nativa do demónio, a quem Jesus chama “o pai da mentira” (João 8,44). O livro da Sabedoria adverte: “a mentira destrói a tua alma” (Sabedoria 1,11).

2)  Imoralidade sexual

 “Foge da imoralidade sexual!” (Coríntios 6, 18).

Mas, por que é que não podemos fazer o que queremos com o nosso corpo? Enquanto a pessoa estiver de acordo, vale tudo?

Não. São Paulo diz: “Foge da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo” (1 Coríntios 6, 18-20).

Nós não podemos pecar contra o nosso próprio corpo. Deus criou-nos e formou a nossa sexualidade com dignidade, valor e ordem, a qual deve ser respeitada e querida. Recordemos que Cristo pregou sobre a luxúria no coração: “Não cometerás adultério. Mas eu vos digo que qualquer pessoa que olhe para uma mulher com luxúria já cometeu adultério com ela no seu coração”.

3) Roubo

 “Não furtarás.” (Êxodo 20, 15)

Roubar é tomar posse de algo que não nos pertence. Isto pode incluir também, consoante o caso, coisas que se encontram na internet. Este pecado inclui também pedir coisas emprestadas e depois não as devolver.

4)  Alcoolismo

O álcool é um maravilhoso dom de Deus. Jesus converteu a água em vinho e os monges cristãos estavam acostumados a fazer a melhor cerveja do mundo.

Mas beber muito até ao ponto de se embriagar e perder o controle é um pecado: “Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus?” (1 Coríntios 6, 9-10). “Não se embriaguem com vinho, porque isso é libertinagem”.

5) Gula

Obviamente, precisamos de comer, há um tempo para festejar e a comida pode ser desfrutada maravilhosamente. Mas, assim como o álcool, tudo deve ser desfrutado com moderação. A gula é um amor incontrolável pela comida e não só pode trazer sérias consequências à sua saúde, como também para a sua alma.

 “Porque há muitos por aí, de quem repetidas vezes vos tenho falado e agora o digo a chorar, que se portam como inimigos da cruz de Cristo, cujo destino é a perdição, cujo deus é o ventre, para quem a própria ignomínia é causa de envaidecimento, e só têm prazer no que é terreno” (Filipenses 3, 18-19).

6) Vingança

A justiça é importante e qualquer justiça que não foi dada pelo governo será rectificada por Deus no final. Mas agora, Deus chama-nos a um plano superior:

 “Não vos vingueis uns dos outros, caríssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque está escrito: A mim a vingança; a mim exercer a justiça, diz o Senhor. Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Procedendo assim, amontoarás carvões em brasa sobre a tua cabeça. Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem.” (Romanos 12, 17, 19-21)

Também devemos guardar os ensinamentos de Jesus acerca do perdão: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai Celeste também vos perdoará” (Mateus 6, 14-15).

7) Assassinato

O assassinato é a morte voluntária e directa de uma vida humana inocente, inclusive se a pessoa for pequena e está em desenvolvimento no ventre de sua mãe; e também se a pessoa estiver em desvantagem ou estiver doente e for difícil de cuidar, ou ainda se a pessoa for idosa e não tiver muito tempo de vida.  O aborto e a eutanásia são cada vez mais aceites e praticados na nossa sociedade.

O assassinato é uma ofensa contra Deus porque os seres humanos foram feitos à Sua imagem e semelhança (Génesis 1,27).

Quem tiver cometido algum destes pecados, arrependa-se e peça perdão - confessando-se a um sacerdote - e aceite a misericórdia de Deus.

adaptado de Aci Digital

 
Como seria o mundo sem religião? Imprimir e-mail

 

Já pensaste como seria o mundo sem religião? 

 

O mundo não pode existir sem religião a menos que deixe de existir o ser humano

A Igreja afirma que “a pessoa humana, criada à imagem de Deus, é um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual” (Catecismo, n. 362). Sendo o homem um ser também espiritual, ele, naturalmente, é impelido ao transcendente, isto é, para aquilo que é superior a ele mesmo. Isto acontece, em particular, por meio da religião.

O francês Blaise Pascal, matemático, físico, inventor, filósofo e teólogo católico, ao falar sobre religião, expressou-se da seguinte maneira: “Os homens desprezam a religião, odeiam-na e temem que seja verdadeira. Para acalmá-los, é preciso começar mostrando que a religião não é contrária à razão, que é digna de veneração e de respeito; em seguida, torná-la amável, fazer com que os bons desejem que seja verdadeira, digna de veneração, pois conhece exactamente o homem; e amável, porque promete o verdadeiro bem”.

Diz o filósofo alemão Friedrich Hegel: “Tudo aquilo no que o homem procura a sua vocação, as suas virtudes e a sua felicidade, de onde a arte e a ciência retiram o seu orgulho e a sua fama, as relações ligadas à sua liberdade e à sua vontade: tudo isto tem o seu ponto central na religião, no pensamento, na consciência, no sentimento de Deus. Ele é o ponto de partida e o ponto de chegada de tudo, onde tudo começa e ao qual tudo retorna. […] Dado que Deus é o princípio e o termo do agir e do querer, então todos os homens e povos têm consciência de Deus, da substância absoluta como verdade, que é a verdade em si mesmo” (F. W. Hegel)

Forte presença da religião

O fenómeno da religião abrange toda a humanidade em tempo e espaço. Não está presente somente nesta ou naquela cultura particular, neste grupo social de determinada época histórica. Não! Trata-se de um fenómeno universal, pois está presente em todo o mundo independente da época ou contexto social.

Alguns nomes de grandes autores incluindo teólogos, filósofos, historiadores, entre outras áreas do saber, que falam sobre a religião.

Aristóteles, que disse: “Todos os homens estão convencidos de que os deuses existem”. Clemente de Alexandria escreveu: “Não há nenhum tipo de agricultor, de cidadão que possa viver desprovido de fé num ser superior”. Bergson faz a seguinte observação: “Houve, no passado e há ainda hoje, sociedades humanas que não têm ciência, arte nem filosofia. Mas não existe nenhuma sociedade sem religião”. No mesmo sentido, exprime-se Van der Leeuw: “Não há povo sem religião. No início da história, não encontramos nenhum indício de ateísmo. A religião está sempre presente, em todos os lugares”. Recentemente, N. Bobbio escreveu: “O homem continua a ser um ser religioso, apesar de todos os processos de demitização, de secularização, e de todas as afirmações da morte de Deus, características da idade moderna e, sobretudo, da idade contemporânea’” (Batista Mondin, p. 50).

A busca por Deus

Isto é tão verdade, que, mesmo antes do Judaísmo, Islamismo e, posteriormente, o Cristianismo, em todas as culturas existe a busca pelo divino. O culto a Deus ou aos outros deuses fez parte da história da humanidade. Isso prova que o homem, por natureza, é um ser religioso. Busca religar-se com o transcendente, pois percebe que a sua existência vai além da matéria, e, acima de tudo, sabe que existe um ser que lhe é superior.

A etimologia da palavra ajuda na compreensão. “O termo ‘religião’ vem do latim religare, que significa ligar, unir. De facto, a religião é um conjunto de mitos (relatos, textos sagrados, símbolos), ritos (preces, acções, sacrifícios) e normas (mandamentos, preceitos, regras) com o qual o homem exprime e realiza os seus contactos com Deus” (Batista Mondin, p. 48).

Tendo em vista que a religião é um fenómeno exclusivamente humano e não existe humanidade sem religião, vale perguntar qual a sua importância. Entre muitas relevâncias, vale salientar algumas.

Pode-se constatar que a religião leva o homem a compreender a sua origem e, ao mesmo tempo, o seu destino. “Deus, infinitamente Perfeito e Bem-aventurado em si mesmo, num desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para o fazer participar da sua vida bem-aventurada. Eis por que, desde sempre e em todo o lugar, está perto do homem.

Chama-o e ajuda-o a procurá-lo, a conhecê-lo e a amá-lo com todas as suas forças” (Catecismo, n.1). Existe uma atracção natural do homem para Deus. Somente n’Ele o ser humano é capaz de saber de onde veio e para onde vai.

Religião

A verdadeira religião, fundamentada em Cristo, promove o respeito e o amor ao próximo. Traz consigo alguns legados, entre eles está: cria um sendo ético nas pessoas, evita a violência e, consequentemente, diminui a criminalidade. Além do mais, a religião dá sentido à vida do homem. É por isso que o ateísmo, neste caso, aparece como um grande mal, leva o ser humano a perder as suas esperanças, leva-o a viver como se estivesse morto. A vida não passa de um momento que em breve acabará. Aqui está o grande problema do ateísmo, as pessoas perdem o sentido de ser, de existir, sobretudo, o sentido de viver.

A religião dá ao homem asas que precisa para alçar voo e chegar ao sentido da sua vida e da sua existência. O homem religioso está, constantemente, voltado para o seu futuro, pois sabe que o tempo breve, neste mundo, não pode ser comparado com o que há de vir.

Em suma, sendo a pessoa um ser corporal e espiritual, um mundo sem religião seria incapaz de responder aos anseios existenciais de cada ser humano. Nenhuma ciência, por mais importante e necessária que seja, não substitui a religião. Enquanto houver um homem na Terra, haverá, da mesma forma, a religião.

 
Como celebrar a Palavra quando não há sacerdote ou diácono Imprimir e-mail

 

Como celebrar a Palavra quando não há um sacerdote ou diácono 

 

Orientações para a celebração da Palavra de Deus

A Eucaristia é, por excelência, a celebração do Dia do Senhor. O Catecismo da Igreja Católica prescreve: “O mandamento da Igreja determina e especifica a lei do Senhor: ‘Aos domingos e nos outros dias de festa de preceito, os fiéis têm a obrigação de participar da Missa’. Satisfaz o preceito de participar dela quem a assiste segundo o rito católico no próprio dia da festa ou à tarde do dia anterior” (CIC 2180). A Celebração da Palavra não deve ser confundida com a Missa.

Não confundamos nunca essas celebrações com a Eucaristia. Missa é Missa. Celebração da Palavra, mesmo com a distribuição da comunhão, não deve levar o povo a pensar que se trata do Sacrifício da Missa. É errado, por exemplo, apresentar as oferendas, rezar o Cordeiro de Deus e dar a bênção própria dos ministros ordenados.

O ideal seria que todas as comunidades pudessem participar da Missa, contudo, a realidade que vivemos não é essa. Muitas comunidades não têm acesso à Celebração Eucarística presidida por um ministro ordenado. Muitas delas encontram-se em regiões distantes que não permitem aos fiéis irem a uma igreja. O que fazer em tais casos? Qual a orientação da Igreja?

Vejamos o que diz a Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia: “Promova-se a celebração da Palavra de Deus nas vigílias das festas mais solenes, em alguns dias feriais do Advento e da Quaresma e nos domingos e dias de festa, especialmente onde não houver sacerdote. Neste caso, será um diácono ou outra pessoa delegada pelo bispo a dirigir a celebração” (SC, 35.4).

O diretório diz: “Quando em alguns lugares não for possível celebrar a Missa aos domingos, veja-se primeiro se os fiéis não podem deslocar-se à Igreja de um lugar mais próximo e participar ali da celebração do mistério Eucarístico.

Quando a celebração da Missa dominical não é possível, é muito recomendada a celebração da Palavra de Deus, seguida da comunhão Eucarística. Mas, é necessário que os fiéis percebam, com clareza, que tais celebrações têm simplesmente carácter supletivo e não venham a considerá-las como a melhor solução para as actuais dificuldades ou concessão feita à comodidade.

Por isso, as celebrações dominicais, na ausência do presbítero, nunca podem realizar-se aos domingos naqueles lugares onde a Missa já foi ou vier a ser celebrada nesse dia, ou tiver sido celebrada na tarde do dia anterior, mesmo noutra língua”.

A celebração dominical na ausência do presbítero é orientada por um diácono que a preside ou, na sua falta, por um leigo designado pelo pároco.

Na Celebração da Palavra, sejam valorizados os seguintes elementos: 1) Reunião em nome do Senhor; 2) Proclamação e actualização da Palavra; 3) Acção de Graças; e 4) Envio em Missão.

Com o seguinte esquema:

1. Ritos iniciais: Saudação, acolhimento, introdução no espírito da celebração, rito penitencial. Quem preside conclui os ritos iniciais com uma oração;

 2. Leitura, Salmo e Evangelho;

 3. Partilha da Palavra de Deus;

 4. Profissão de Fé;

 5. Oração dos Fiéis;

 6. Momento de Louvor: não deve ter, de modo algum, a forma de Celebração Eucarística.

 7. Oração do Senhor – Pai Nosso;

 8. Abraço da Paz;

 9. Comunhão Eucarística: Nas comunidades onde se distribui a Comunhão durante a Celebração da Palavra, o Pão Eucarístico pode ser colocado sobre o altar antes do momento da ação de graças e do louvor, como sinal da vinda do Cristo, Pão Vivo que desceu do Céu;

 10. Ritos finais.

 
3 pecados que cometemos quando comunicamos Imprimir e-mail

 

3 pecados que cometemos quando comunicamos 

Num discurso aos jornalistas, o Papa Francisco identificou o que ele chama de “pecados da comunicação”. A Sua palestra foi especificamente sobre como a média se comunica, mas a lição aplica-se a todos nós. De acordo com Francisco, aqui estão os três erros que cometemos quando nos comunicamos, juntamente com formas de abordá-los nas nossas próprias vidas:

Desinformação

Não é uma informação mentirosa. É partilhar apenas um lado do argumento e deixar qualquer outra informação de fora. Isto realmente é mais insidioso do que mentir, porque é muito mais fácil de justificar. Eu sei que posso, com uma consciência limpa, falar com os outros de tal forma que as minhas próprias acções pareçam razoáveis ​​e perfeitamente justificadas, mas isso é só porque deixei muita informação de lado. Estou realmente apenas a comunicar metade da história. No final, a desinformação distorce a verdade tanto como a mentira.

Em vez de desinformação, vamos falar com clareza e total honestidade. Pode ser mais humilde admitir a nossa parte num conflito, mas, em longo prazo, ser sincero e reconhecer toda a verdade levará a uma linha de comunicação muito mais saudável.

Calúnia

Calúnia é a descrição sensacionalista das acções do outro, ou um exagero sobre as suas palavras e motivos. É tentador caluniar porque faz com que a nossa própria resposta pareça mais restrita, mas leva a ferir sentimentos e, no seu extremo, leva-nos a desumanizar os outros e transformá-los em inimigos com os quais não podemos nem nos devemos comprometer.

Em vez de caluniar, podemos manter-nos a um nível de precisão na forma como falamos sobre os outros. Com toda a honestidade, o que é que essa pessoa realmente disse? Qual o motivo mais positivo que posso atribuir às suas palavras e acções? Se usarmos o que Francisco chama de “palavras cuidadosamente ponderadas e claras” quando falamos dos outros, manteremos as linhas de comunicação abertas.

Difamação

A difamação é o hábito de trazer de volta à luz falhas obsoletas ou erros passados. Eu difamo alguém quando menciono sempre as suas falhas. Posso dizer a verdade sobre essa pessoa, mas a própria comunicação é desnecessária e prejudicial. Sempre que faço isto, mais tarde percebo que fiz isso para aliviar os meus próprios sentimentos de culpa e para fazer eu sentir-me melhor, mas não é justo trazer os erros do passado para ganhar discussões ou seguir o meu caminho.

Em vez de difamar os outros, tenhamos o hábito de falar positivamente sobre eles. Eu criei uma regra para mim. Sempre que uma pessoa é mencionada durante uma conversa, as primeiras palavras da minha boca em resposta devem ser algo positivo sobre essa pessoa. Ao longo do tempo, essa regra tornou-se um hábito e ficou cada vez mais fácil. Talvez o resultado mais surpreendente para mim foi que à medida que os meus hábitos de comunicação mudaram, a maneira como eu realmente penso sobre as pessoas tornou-se mais positiva também.

Estas são as lições que ensino às minhas filhas enquanto trabalhamos na formação de hábitos positivos de comunicação, e elas são úteis para mim também quando preciso de me comunicar com os outros e, caso haja algum desentendimento, isso mantém uma relação civilizada. O seu progresso e o meu são prova de que uma comunicação positiva e construtiva é muito possível.

 
Estou a viver uma crise de fé. O que devo fazer? Imprimir e-mail

 Estou a viver uma crise de fé. O que devo fazer?

 

Doenças, divórcios, sofrimentos e desemprego podem ser algumas das tentações que o inimigo utiliza para fazer com que as pessoas duvidem da acção amorosa de Deus

A fé do cristão é o combustível que o faz transcender os obstáculos e permanecer firme em Deus. Todo o ser humano enfrenta lutas e sofrimentos, mas existe uma diferença entre o crente e o descrente: o sentido da existência humana. O cristão crê que, após vivenciar as provações terrenas, em Deus ele será recompensado com a salvação eterna. O descrente vive fugindo das provações, pois deseja viver uma vida terrena sem lutas, somente com bonança, saúde, dinheiro e felicidade. A vida sem fé conduz a pessoa à perda do sentido da sua existência.

Na Palavra de Deus, encontra-se a seguinte definição: “A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se vêem” (Hb 11,1). Ou seja, a pessoa espera, com uma certeza que não tem explicação humana, por algo que não é palpável.

O Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 153, afirma: “A fé é uma graça, um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele”. Portanto, é um presente do Senhor para os Seus filhos, é a via que conduz o homem a Deus.

Se a fé é essencial para alcançar o céu, então, o inimigo fará de tudo para arrancá-la das pessoas. “A fé pode ser posta à prova. O mundo em que vivemos, muitas vezes, parece estar bem longe daquilo que a fé nos assegura; as experiências do mal e do sofrimento, das injustiças e da morte parecem contradizer a Boa Nova; podem abalar a fé e tornar-se para ela uma tentação” (CIC número 165).

Doenças, divórcios, sofrimentos e desemprego podem ser algumas das tentações que o inimigo utiliza para fazer com que as pessoas duvidem da acção amorosa de Deus. Sendo assim, inicia-se um processo de afastamento do Senhor, experimenta-se uma crise de fé na qual a existência de Deus é questionada.

Passos para superar a crise

Primeiro: pedir ajuda para pessoas que sejam maduras na fé, como um padre, um director espiritual ou alguém que seja referência. Ser muito transparente e livre nas suas questões, abrir-se para ouvir os seus conselhos.

Segundo: Sair do foco para viver, nos bastidores, o combate espiritual. Para quem é líder na Igreja, pode ser tempo de ceder o “cargo” para que outra pessoa exerça a sua “função”, enquanto você passa por essa crise. Não é deixar de viver as práticas religiosas nem as actividades missionárias, mas de se cuidar, para que a luta contra o inimigo não seja desleal.

Terceiro: contar com o apoio de pessoas que, realmente, o amam e não o julgam. É uma crise que passará, e se for bem vivida, produzirá bons frutos de salvação. Deixe as pessoas dizerem o que elas quiserem, não se deixe levar pelos comentários e julgamentos, mas compreenda que, no fim da vida, o seu julgamento será entre você e Deus.

Quarto: é importante compreender que Deus nunca violará as leis humanas e a liberdade que Ele mesmo deu aos seus filhos. Exemplo: para o marido voltar para casa, após ter abandonado a esposa, é preciso que ele queira voltar e faça esse caminho de volta. Deus não vai forçá-lo a fazer isso.

Outro exemplo: para que a doença seja curada, é preciso que o tratamento pedido pelos médicos seja realizado. Se Deus quiser curar instantaneamente, é mistério de fé. É importante, no entanto, que o doente, na sua liberdade, escolha fazer todo o processo solicitado pelos médicos.

Deus ama-me e consola-me

Mediante todas as orações não atendidas e as lutas vivenciadas, tenha uma certeza de fé: Deus ama-o e consola-o. A maturidade na fé acontece quando nós crentes aprendemos que Deus não é obrigado a fazer as nossas vontades quando desejarmos. O que precisamos é do amor e consolação d’Ele, pois “o justo viverá pela fé” e “perseveramos na fé para a nossa salvação” (Hb 10,38-39).

 
As qualidades que um líder cristão deve ter Imprimir e-mail
 

As qualidades que um líder cristão precisa de ter

 

A vida de oração precisa de ser o norte do líder cristão

Certa vez, o meu bispo perguntou–me por que é que um determinado grupo de oração na diocese atraía tanta gente. Eu respondi que era porque tinha um programa bem planeado para o ano inteiro e também um notável coordenador, apoiado por um núcleo unido e cheio de dons.

Um líder cristão deve ser, sobretudo, um homem ou uma mulher de visão, assim como toda a congregação religiosa começou com uma pessoa que teve a visão do que Deus queria que ele ou ela fizesse, e que depois atraiu as pessoas a trabalharem juntas para implementarem essa mesma visão, que depois foi realizada por intermédio de uma variedade de obras e instituições. Infelizmente, tem acontecido, hoje, que só as obras e as instituições permaneceram, enquanto o espírito da comunidade se foi enfraquecendo gradualmente, e aquela visão do início tornou-se, há muito tempo, uma relíquia do passado.

O que um líder precisa de ter

Um líder precisa de ter, obviamente, o poder de liderar, de atrair outros para o acompanhar, tanto pelo que diz e faz como pelo que ele é, como os fundadores das congregações religiosas. Isto por si só, porém, não é o suficiente, porque o poder pode corromper e um líder pode tornar-se como os nossos ditadores modernos ou chefes de seitas, que levam os seus seguidores à destruição e até mesmo ao suicídio em massa. Mas um líder deve ter também a humildade de um seguidor, suficientemente gentil para reunir pessoas ao redor dele, fazendo-as sentir o seu valor e motivando-as a trabalhar juntas, delegando-lhes o seu poder.

Isto é bem diferente de muitos grupos cristãos que continuam a multiplicar-se feito cogumelos, por causa de uma luta interior de poder e da falta de coerência interior. Acima de tudo, um líder precisa de ser uma pessoa de visão e discernimento, que não apenas tem os seus “seguidores” atrás dele e com ele, mas que também os conduz confiante e alegremente para o que está à frente dele: o Reino de Deus e a Sua Glória, pois “por falta de visão o povo vive sem freios” (Prov 29,18).

Homens e mulheres segundo a Palavra de Deus

O que torna autêntica, portanto, a visão de um líder para o trabalho do seu grupo de oração ou do seu ministério para a liderança do seu núcleo e para ele mesmo na sua posição como líder principal é o carisma de discernimento. Este é um dom do Espírito Santo, pelo qual a pessoa tem a capacidade de discernir se as mensagens e as visões, as decisões e as acções que afectam o trabalho do grupo ou do ministério, e as vidas pessoais dos seus membros, estão de acordo com a vontade de Deus, embora pareçam muito santas e religiosas. É preciso questionar-se: são verdadeiramente inspiradas pelo Espírito Santo ou são resultados de preconceitos pessoais, gostos ou desprezos, trazendo à tona o que é apenas do espírito humano, ou até da influência do espírito maligno sob o disfarce de um anjo de luz? O próprio apóstolo Paulo não se surpreendeu que mesmo satanás coloque a máscara de um anjo de luz (cf. II Cor 11, 14).

Para se abrir ao carisma do discernimento e para crescer nele, o líder deve ser um homem ou uma mulher da Palavra. Como o Mestre, a Palavra feita carne, o líder deve de certa forma encarnar a Palavra de Deus nos seus ensinamentos e decisões, pois, talvez, a única Bíblia que muitos lerão ou ouvirão seja a “Bíblia aberta” que eles vêem nele. Como líderes devemo-nos comprometer em ler a Sagrada Escritura diariamente e, como a Santíssima Virgem Maria, guardá-la, meditá-la e deixá-la produzir frutos na nossa vida, tornando-nos sal da terra e luz no alqueire.

 
O que é o voto íntimo ou o voto secreto Imprimir e-mail

 

O que é o voto íntimo ou o voto secreto? 

 

O que seriam os votos íntimos que fazemos ao longo da vida

 

Muitos de nós já vivemos a realidade de termos feito algum tipo de voto íntimo ou o que muitos chamam voto secreto, ao longo da nossa vida. “Se,​ ​portanto,​ ​o​ ​Filho​ ​vos​ ​libertar,​ ​sereis​ ​verdadeiramente​ ​livres”.​ ​(Jo​ ​8,36).

A primeira coisa importante a saber é de que, de facto, se trata a realidade de um voto íntimo ou voto secreto. Todo o voto é um tipo de compromisso, uma aliança, um pacto que estabelecemos diante de uma situação ou até mesmo de uma pessoa. Uma vez estabelecido esse compromisso, essa aliança, acabamos por nos deixar influenciar por eles de alguma forma.

Em geral, os votos íntimos estão sempre relacionados a acontecimentos traumáticos da nossa história ou a situações de sofrimentos que vivemos. Por causa desses acontecimentos dolorosos, estabelecemos, conscientemente ou não, uma aliança com aquela situação de dor. Essas situações, de certa forma, deixaram-nos marcas interiores, e, conforme o tempo foi passando, pode parecer até que deixamos esses traumas para trás, que nos esquecemos deles, mas se eles não foram resolvidos interiormente em nós, não conseguiremos ser homens e mulheres plenamente livres.

Memórias do passado

Viveremos o tempo presente, mas com um passado vivo, ferido e permanente dentro de nós. Um passado que, ao ser relembrado, nos traz ainda a mesma dor dos sentimentos e das emoções do tempo em que fomos feridos.

Para nós, que trabalhamos com a realidade da oração de cura e libertação, sabemos que os acontecimentos dolorosos, os sentimentos e emoções são tão reais, hoje, nessas pessoas, como foram no passado quando ocorreram. E isso as faz, de certo modo, escravas do passado.

Estas situações de dor não resolvidas vão nos descaracterizando, ferindo a nossa real identidade. Nesses momentos é que estabelecemos os votos íntimos, os quais permanecem dentro do nosso subconsciente. Mesmo guardados ali, estão vivos.

Quando, por algum motivo, no momento presente, vivemos alguma realidade que seja parecida com a situação de dor que vivemos no passado, é como se abríssemos aquela gaveta e experimentássemos tudo de novo, com a mesma intensidade.

Há pessoas que, quando criança ou adolescente, por exemplo, experimentaram, em casa, a traumática experiência de ver o casamento do pai e da mãe ser destruído pelo álcool e pela violência. Aquele adolescente, ao ver a sua mãe a apanhar do seu pai, disse para si mesmo: “Eu​ ​não​ ​acredito​ ​no​ ​casamento!​ ​Eu​ ​nunca ​quero​ ​​​casar!”

Isto foi, na verdade, um voto íntimo, pois a pessoa experimentou toda a dor da violência dos seus pais e aquilo feriu-a interiormente e não foi resolvido; ficou uma ferida. Pode acontecer que, quando esta pessoa crescer e começar a relacionar-se afectivamente com outra, iniciar um namoro, possa perceber que, até determinado ponto do relacionamento, tudo vai bem, mas, quando o relacionamento se tornar mais sério e começarem a conversar sobre um possível casamento, essa pessoa não conseguirá ir para frente com o namoro. Poderá dizer até mesmo que, por algum motivo, deixou de gostar da (o) namorada (o). Na verdade, o que está a acontecer, dentro dela, é que aquela situação de dor não resolvida e guardada, juntamente com aquele voto íntimo que ela fez, dizendo que “nunca​ ​se​ ​casaria”​, está a vir para fora novamente. Ela abriu a gaveta da situação dolorosa que a marcou, e agora, de maneira inconsciente, precisa de cumprir o voto, o pacto que fez consigo mesma. Para isso, precisa de terminar o namoro, senão, ele a colocará frente a frente com o matrimónio.

O problema é que há diversos tipos de votos íntimos que vamos fazendo e que podem, realmente, influenciar a nossa vida, mas nem percebemos que uma coisa está ligada a outra. Vamos criando pactos íntimos e carregando-os como jugo na nossa vida, como se tivéssemos o compromisso com tal ato!

Nunca diga nunca!

De certa forma, todo o voto íntimo pode trazer algum tipo de consequência, principalmente quando está ligado a uma situação de dor, mágoa, tristeza ou decepção. Isto pode reflectir-se mais claramente na nossa vida, por exemplo, quando dizemos:

“Nunca mais vou amar ninguém”

 “Nunca mais vou confiar em homem/mulher algum”

 “Nunca vou conseguir engravidar”

 “Nunca serei feliz com esta pessoa”

“Não vou conseguir nunca dirigir um carro!”

 “Eu não presto para nada”

 “Eu sou muito burro!”

Um outro exemplo é de uma jovem apaixonada por um rapaz e quer muito casar com ele, mas, por situações adversas, o relacionamento acaba por ser rompido. Esta jovem, ainda apaixonada, diz: “Se​ ​eu​ ​não​ ​me​ ​casar​ ​com​ ​ele,​ ​​não​ ​me​ ​casarei​ ​com​ ​mais​ ​ninguém”.

Nesta afirmação, ela fez um pacto consigo mesma, estabelecendo o seu voto íntimo. Depois disso, é possível perceber que esta moça somente consegue relacionar-se e apaixonar-se por pessoas erradas ou com rapazes que não queiram casar com ela. Isto porque, no seu subconsciente, relacionar-se com pessoas erradas é uma forma de não conseguir casar, cumprindo, assim, aquilo que ela determinou para a sua vida, que só se casaria com aquele antigo namorado.

Deu para entender? Ficou claro?

Acabamos por assumir estes votos como verdades, que ficam guardadas no nosso subconsciente, e, de uma hora para outra, poderão vir à tona, causando-nos grandes prejuízos! Há pessoas que acabam por determinar toda a sua vida em cima desses votos íntimos que fizeram; e, às vezes, vêem-se sem forças para sair dessas situações.

Qual é o caminho para a libertação dos votos íntimos?

O primeiro passo importante é fazermos uma averiguação e identificarmos se, na nossa história de vida, houve momentos de dores, sofrimentos, raivas, mágoas ou tristezas, que nos fizeram intimamente estabelecer um pacto com aquilo que afirmamos contra nós mesmos.

Uma vez que conseguirmos identificar isto, é necessário, agora, que o nosso passado, ainda vivo, seja re-significado dentro de nós, reescrito. Isto acontece sempre pela luz do Espírito Santo, que nos ajuda a reconciliarmo-nos com a nossa própria história, a perdoarmos a nós mesmos, perdoar às pessoas e até mesmo a necessidade de perdoar ao próprio Deus. Este caminho de reconciliação com a nossa própria história é um passo fundamental para a libertação completa.

Após essa reconciliação, é necessário que a oração coloque tudo no seu devido lugar novamente. É preciso, por meio da oração, pedir que o Senhor quebre toda a força que essas palavras possam ter tido sobre a nossa vida, pedir que tudo aquilo que nos prendia à força dessas palavras caiam por terra. Será necessário também uma Oração de Renúncia contra esses votos, para que isso seja desvinculado da nossa vida. Assim como, pessoalmente, por causa de situações dolorosas e por meio de palavras, fazemos os votos íntimos, será também por conta da ação do amor de Deus e por meio das nossas palavras que esses votos serão desfeitos.

Depois destes passos, é necessário que tenhamos, agora, a força e a determinação de superarmos o que antes, para nós, seria impossível. Começamos a perceber que, sobre determinadas situações que nos paralisavam, e talvez nos deixem em pânico, temos outros sentimentos e reacções. É claro que pode surgir o medo ou receio de não conseguirmos, mas podemos ver que haverá uma força para enfrentarmos e superarmos tal situação. Força essa que, antes, achávamos que não tínhamos.

Este, portanto, é o caminho que precisamos de trilhar para a nossa completa libertação dos votos íntimos. Que o Espírito Santo o ilumine e inspire.

 
Uma grávida morre num acidente. Onde está Deus? Imprimir e-mail

 

Uma grávida morre num acidente. Onde está Deus numa experiência sem sentido como esta?

 

“Não fique triste, a mamã está no céu”. É uma frase bonita, mas não o bastante para consolar alguém que não encontra sentido em certos acontecimentos

 

Ser honesto com uma pessoa desesperada ou sem esperança pode ser uma falta de tacto ou certa amostra de crueldade.

 

 “A verdade vos fará livres”, diz o Evangelho. Mas Sófocles também argumentou: “É terrível saber a verdade quando ela não serve à pessoa informada”.

 

Há pessoas extremamente justas na sua integridade; tão honestas que se tornam desonestas. A honestidade não depende do sentido. Quem poderia imaginar que se alguém é muito focado na integridade é capaz de causar dano a si mesmo?

 

Sim, uma honestidade exagerada pode amargar a vida de alguém e até destruir relações. No entanto, uma pessoa íntegra quer ser honesta, ou seja, conhecer o outro de verdade.

 

A existência do sentido exclui o sem sentido? E o sem sentido pode ter sentido?

 

Uma mulher jovem morre e dizemos ao filho dela: “não fiques triste, a mamã está no céu, ela está bem ali”. É uma boa frase, mas não o bastante para um consolo verdadeiro.

 

Com muita facilidade e rapidez, tratamos de dar sentido a todas as experiências. E não é em tudo que se pode encontrar. Há acontecimentos e decisões humanas que não fazem sentido, e não é certo tentar buscá-lo.

 

Foi impressionante o caso de uma mulher jovem que morreu quando estava no último mês de gravidez. Foi terrivelmente absurdo: morreu num acidente automobilístico causado por dois jovens, devido à irresponsabilidade e descuido deles. Eles também presenciaram a morte da mulher e ficaram atordoados.

 

O que não tem sentido cria mais ideias sem sentido. A maneira imprudente de dirigir dos jovens causou uma tragédia. A pessoa que vive ou age de forma que não tem sentido pode provocar um incidente sem sentido.

 

Onde está Deus quando alguém passa por uma experiência sem sentido?

 

Ele está perto de quem sofre esta experiência. Deus apresenta-se em forma de um sentido. O acontecimento em si não tem sentido, mas o significado acompanha o homem, pois Deus nunca abandona um ser humano. Nem a mulher que morre no meio do caminho.

 

Ele viajou com Edith Stein a Auschwitz. Deus esteve na câmara de gás com ela. Matar uma mulher só porque ela era judia foi o cúmulo do sem sentido. No entanto, desta morte sem sentido surgiu um sentido. Este é o grande mistério.

 

Na cruz, Jesus experimentou a maior insensatez que se poderia imaginar. Mas Ele mesmo demonstrou que o sentido é maior que o sem sentido. O sentido derivou daquilo que não tem sentido. No entanto, creio que é preciso ser cuidadoso ao tentar encontrar o sentido no que não tem sentido.

 

Deve-se buscar sentido no pecado?

 

O pecado é uma negação do sentido. E vai além: choca-se contra o sentido, trata de o destruir.

 

Cristo é como nós em tudo (menos no pecado). Ele não está no nosso pecado, mas está perto dos que pecaram. Está no sofrimento que conduz à falta de sentido. Está na nossa dor. Está no seu núcleo. Talvez, o próprio Cristo seja a nossa dor.

 

Cristo não anula a inutilidade do pecado e não menospreza o seu lado maligno. Mas também não vira as costas ao pecador, não lhe tira o sentido.

 

Pelo contrário, Ele dá a esperança de que a vida, apesar do mal que foi cometido, pode ter sentido, pode voltar a ficar imersa no sentido.

 

Do livro: P. Krzysztof Grzywocz, Hubo sentido al principio, Editorial WIĘŹ, 2018.

 
A devoção de beijar as mãos dos sacerdotes Imprimir e-mail

A devoção de beijar as mãos dos sacerdotes

São Francisco de Assis não quis fazer-se sacerdote, porque se julgava muito indigno de tão excelsa vocação. Ele venerava os sacerdotes com tal devoção, que os considerava os seus "Senhores", pois neles via somente "o Filho de Deus", e o seu amor à Eucaristia fundia-se com o amor ao sacerdote, o qual consagra e administra o Corpo e o Sangue de Jesus. De modo particular ele venerava as mãos do sacerdote, e beijava-as sempre de joelhos com grande devoção; e beijava-lhes também os pés, e até os próprios rastos deixados por um sacerdote, que tivesse por ali passado.

São João Bosco exorta a todos com estas palavras: "Eu recomendo-vos um grande respeito para com os sacerdotes, descobri a vossa cabeça em sinal de reverência, quando falardes com eles, ou quando passais por eles no caminho, e beijai-lhes obsequiosamente a mão. Tomai cuidado para não os desprezardes, com factos ou por palavras. Quem não respeita os Ministros Sagrados, deve temer um grande castigo do Senhor".

A veneração pelas mãos consagradas do sacerdote, beijadas com reverência pelos fiéis, sempre existiu na Igreja. Basta pensar que, durante as perseguições dos primeiros séculos, um dos maiores ultrajes contra os bispos e sacerdotes consistia em amputar-lhes as mãos, para que assim não pudessem mais nem consagrar, nem abençoar. Por isso, os cristãos recolhiam aquelas mãos amputadas e, mergulhadas em aromas conservavam-nas como relíquias.

Além disso, o beijo das mãos do sacerdote é uma expressão delicada de fé e de amor a Jesus, que o sacerdote personifica. Quanto mais fé e amor se tem, tanto mais nos sentimos impelidos a prostrar-nos diante do sacerdote e a beijar aquelas mãos "santas e veneráveis" (Cânon Romano) entre as quais Jesus se torna amorosamente presente entre nós cada dia. "Ó veneranda dignidade do sacerdote - exclama Santo Agostinho - em cujas mãos o Filho de Deus se encarna como no seio da Virgem!" E o Cura d'Ars dizia: "Dá-se um grande valor aos objectos que foram colocados, em Loreto, na tigela da Virgem Santa e do Menino Jesus.

Mas os dedos do sacerdote, que tocaram na Carne adorável de Jesus Cristo e penetraram no cálice, onde esteve o seu Sangue, e na âmbula, onde esteve o seu Corpo, acaso não são muito mais preciosos?" Talvez nem tenhamos ainda pensado nisto. Mas é assim. E os exemplos dos Santos confirmam-no.

 
8 motivos para amar os nossos inimigos Imprimir e-mail

8 MOTIVOS PARA AMAR OS NOSSOS INIMIGOS

Cada um de nós tem "inimigos" na vida. Pessoas que parecem gostar de nos magoar, de nos fazer sofrer e nos ferir. Às vezes criamos inimigos por causa de diferenças de personalidade e outras vezes porque as pessoas nos odeiam sem motivo aparente.

De facto, não importa por que tens um "inimigo", a tentativa de combater mal com mal está fadada ao fracasso e, de facto, existem 8 razões pelas quais os inimigos podem ser um factor positivo na vida. Quando entendes estas razões, podes desenvolver um entendimento mútuo ou, pelo menos, um entendimento da tua parte, que te ajudará a desenvolver melhores relacionamentos em vez de continuar o ciclo de ódio e raiva.

1. Uma lição simples sobre como conter e evitar a raiva

Sendo bem honestos: os nossos inimigos são as melhores pessoas para nos ensinar autocontrole e como dominar a raiva. Embora seja verdade que os nossos "inimigos" têm maneiras de nos irritar, isso é exactamente o que nos pode ajudar a lidar melhor com a emoção negativa. Afinal de contas, não podemos ficar irritados para sempre com pessoas que são importantes para nós e que queremos amar. Além disso, muitas vezes acabamos por nos sentir culpados por causa dos sentimentos de raiva que temos por causa deles.

Para fazer isto da maneira mais eficiente, tenta entender o que te incomoda na atitude do teu "inimigo" em relação a ti e, só depois de entender conscientemente, serás capaz de lidar com a raiva de uma maneira melhor e mais saudável. Pensa nos teus adversários como terapeutas que te ajudam a lidar com as emoções negativas com as quais não queres lidar ou que não consegues lidar sozinho.

2. Aproveita a oportunidade para manter uma competição saudável

Tu podes não ver desta maneira agora, mas os teus "inimigos" estão sempre a pensar em ti como um concorrente, e se estiveres numa situação de competição, eles podem ajudar a sentires-te ainda mais competitivo. No entanto, é importante que continues a ser tu mesmo e não te tornes desagradável e rude só para entrar na competição. Não prejudiques a ti mesmo ou aos outros, e não deixes que a tua moral se manche no processo. Se vês o teu relacionamento como uma "competição" em vez de uma "rivalidade", isso pode ajudar a reduzir a raiva ou até ensinar-te a lidar melhor com ela.

3. Críticas negativas podem ajudar a crescer

Provavelmente os teus "inimigos" não têm muitas coisas boas a dizer sobre ti; na verdade eles devem falar mal a teu respeito. No entanto, mesmo que falem com más intenções, pode haver alguma verdade nas suas palavras. Sempre que ouvires algo desagradável de um dos teus "inimigos", reflecte e tenta avaliar. Há uma chance de que o teu "inimigo" esteja a dizer algo com fundo de verdade, mas de maneira errada. Então se conseguires entender o que eles estão a tentar dizer, darás um passo significativo no teu crescimento pessoal.

4. Os teus "inimigos" podem ser os teus melhores aliados

Se decidires amar os teus "inimigos", darás o primeiro passo para desenvolver um relacionamento mais saudável e pacífico com eles. Os nossos "inimigos" nem sempre querem intencionalmente ofender-nos e, às vezes, eles só se sentem feridos por nós. Em último caso, se conseguires construir um relacionamento saudável superando as lacunas entre os dois, farás um amigo em vez de um inimigo, e todos precisamos de amigos. Esta abordagem irá ajudar-te a longo prazo, e irá proporcionar-te paz de espírito, desde que possas desenvolver uma relação cordial entre ti e eles. A barreira para isso está principalmente na tua cabeça.

5. Terás a capacidade de ver a vida de uma forma mais positiva

Quando estamos preocupados com as pessoas que se opõem a nós e com o quanto elas nos ferem, é muito difícil mudarmos os nossos pensamentos e torná-los positivos, mesmo com relação à vida em geral. No entanto, se aceitares os teus "inimigos" e entenderes que todos temos esse tipo de pessoas na vida, também deixarás de te preocupar tanto com eles e terás cada vez menos pensamentos negativos inundando a tua mente. Se além disso cultivares sentimentos de amor pelos teus "inimigos", aprenderás como entender coisas ruins e frustrantes que aconteçam contigo de uma maneira mais positiva e, assim, a forma que a tua mente interpretar as coisas boas ou ruins será influenciada por essa atitude.

6. Podes perceber que o ódio é simplesmente um mal-entendido

Às vezes criamos inimigos simplesmente por causa de um pequeno mal-entendido. É muito difícil perceber quando isso acontece, mas um pequeno mal-entendido pode colocar uma pressão sobre qualquer relacionamento; e se for um relacionamento com um inimigo, isso apenas aumentará a tensão. Se tu tentares criar um diálogo calmo entre ambos e descobrir a causa do problema, logo entenderás como consertar a situação e o teu relacionamento com a pessoa. Desentendimentos acontecem a todo o momento e tu tens que desenvolver a habilidade de resolvê-los a tempo.

7. Aprende a apreciar verdadeiramente o amor

Ter a certeza de que tens "inimigos" na vida pode ajudar-te a melhorar o teu relacionamento com pessoas que ama como elas merecem. Amor e ódio não são necessariamente sentimentos opostos. De facto, pode-se dizer que o oposto de ambos é a indiferença. Portanto, em qualquer relacionamento em que o amor exista, o ódio momentâneo ou contínuo pode surgir, e se isso acontecer, geralmente mostra que há de facto um grande amor escondido.

Entende também que, assim como sempre vão existir pessoas contra ti, também existirão aqueles que te amam. Lembra-te disso, pois essas pessoas são as que merecem o teu amor de volta. Nunca deixes o teu ódio contra os teus "inimigos" afectar o teu relacionamento com as pessoas que te amam. Caso desistas de aprender a amar aqueles que não te amam, procura demonstrar mais amor às pessoas que te são queridas.

8. Entende que tu realmente não precisas do ódio

Os nossos "inimigos" injectam um veneno nas nossas vidas que lentamente vai permeando as nossas reacções com relação a outras pessoas. Se quiseres evitar isso, precisas de entender que não precisas de carregar o peso do ódio às costas. O ódio não leva ninguém a lugar nenhum, enquanto que o amor nos leva a tentar progredir e melhorar sempre. Na jornada da vida, leva sempre uma bagagem leve de amor, em vez do peso do ódio. Isto tornará a viagem muito mais fácil.

 
3 pecados que cometemos quando comunicamos Imprimir e-mail

 

3 pecados que cometemos quando comunicamos 

 

Num discurso aos jornalistas, o Papa Francisco identificou o que ele chama de “pecados da comunicação”. A Sua palestra foi especificamente sobre como a média se comunica, mas a lição aplica-se a todos nós. De acordo com Francisco, aqui estão os três erros que cometemos quando nos comunicamos, juntamente com formas de abordá-los nas nossas próprias vidas:

Desinformação

Não é uma informação mentirosa. É partilhar apenas um lado do argumento e deixar qualquer outra informação de fora. Isto realmente é mais insidioso do que mentir, porque é muito mais fácil de justificar. Eu sei que posso, com uma consciência limpa, falar com os outros de tal forma que as minhas próprias acções pareçam razoáveis ​​e perfeitamente justificadas, mas isso é só porque deixei muita informação de lado. Estou realmente apenas a comunicar metade da história. No final, a desinformação distorce a verdade tanto como a mentira.

Em vez de desinformação, vamos falar com clareza e total honestidade. Pode ser mais humilde admitir a nossa parte num conflito, mas, em longo prazo, ser sincero e reconhecer toda a verdade levará a uma linha de comunicação muito mais saudável.

Calúnia

Calúnia é a descrição sensacionalista das acções do outro, ou um exagero sobre as suas palavras e motivos. É tentador caluniar porque faz com que a nossa própria resposta pareça mais restrita, mas leva a ferir sentimentos e, no seu extremo, leva-nos a desumanizar os outros e transformá-los em inimigos com os quais não podemos nem nos devemos comprometer.

Em vez de caluniar, podemos manter-nos a um nível de precisão na forma como falamos sobre os outros. Com toda a honestidade, o que é que essa pessoa realmente disse? Qual o motivo mais positivo que posso atribuir às suas palavras e acções? Se usarmos o que Francisco chama de “palavras cuidadosamente ponderadas e claras” quando falamos dos outros, manteremos as linhas de comunicação abertas.

Difamação

A difamação é o hábito de trazer de volta à luz falhas obsoletas ou erros passados. Eu difamo alguém quando menciono sempre as suas falhas. Posso dizer a verdade sobre essa pessoa, mas a própria comunicação é desnecessária e prejudicial. Sempre que faço isto, mais tarde percebo que fiz isso para aliviar os meus próprios sentimentos de culpa e para fazer eu sentir-me melhor, mas não é justo trazer os erros do passado para ganhar discussões ou seguir o meu caminho.

Em vez de difamar os outros, tenhamos o hábito de falar positivamente sobre eles. Eu criei uma regra para mim. Sempre que uma pessoa é mencionada durante uma conversa, as primeiras palavras da minha boca em resposta devem ser algo positivo sobre essa pessoa. Ao longo do tempo, essa regra tornou-se um hábito e ficou cada vez mais fácil. Talvez o resultado mais surpreendente para mim foi que à medida que os meus hábitos de comunicação mudaram, a maneira como eu realmente penso sobre as pessoas tornou-se mais positiva também.

Estas são as lições que ensino às minhas filhas enquanto trabalhamos na formação de hábitos positivos de comunicação, e elas são úteis para mim também quando preciso de me comunicar com os outros e, caso haja algum desentendimento, isso mantém uma relação civilizada. O seu progresso e o meu são prova de que uma comunicação positiva e construtiva é muito possível.

 
3 poderosos sacramentais para trazer na pasta ou no bolso Imprimir e-mail

 

3 poderosos sacramentais para trazer na bolsa, na pasta ou no bolso

Os sacramentais fazem parte da vida na Igreja desde o início do cristianismo, mas são vistos por muita gente, de forma errada, como uma espécie de “superstição”. De facto, ao longo dos séculos, muitos católicos têm usado os sacramentais de modo supersticioso por falta de compreensão do seu verdadeiro sentido: em vez de instrumentos da graça de Deus, eles são tratados como objectos “mágicos”, coisa que não são.

Os sacramentais servem para enriquecer a nossa vida espiritual, não para a prejudicar. Foram instituídos pela Igreja para incentivar em nós um relacionamento cada vez mais profundo com Cristo e para nos ajudar a focar na santificação de cada parte da nossa vida, inclusive nas mais singelas e quotidianas. Os sacramentais são extensões dos sete sacramentos e ajudam-nos a enxergar e acolher a graça de Deus no nosso dia-a-dia.

Um lugar onde os sacramentais são especialmente poderosos é o lar: se os usarmos com espírito de fé, os sacramentais podem-nos livrar de perigos espirituais e inspirar-nos a viver uma vida santa, dedicada a Deus na prática de cada dia.

Mas não é só em casa que podemos usá-los: também é recomendável conservar sacramentais junto a nós no nosso carro, no local de trabalho e até dentro da bolsa, da pasta, da mochila ou mesmo do bolso!

É o caso dos seguintes:

Água benta

É suficiente um pequeno frasco, que seja fácil e prático para transportar no dia-a-dia.

A água benta tem o duplo significado de nos lembrar o nosso batismo e simbolizar a limpeza espiritual. É usada inclusive em exorcismos: o diabo não suporta a água benta porque é inteiramente impuro, imundo para toda a eternidade. Ela evoca a água que fluiu do lado de Cristo, símbolo do baptismo, e traz à mente o dia da derrota do diabo: a crucificação de Cristo para nos redimir do pecado e nos oferecer a salvação.

Um antigo costume era fixar recipientes com água benta em algumas paredes da casa: podiam ser simples copos de louça, em cuja água benta cada morador da casa tocava antes de fazer o Sinal da Cruz, acolhendo assim a bênção de Deus. Era frequente que esses recipientes simples, porém dignos, estivessem fixados perto das portas, de modo que as pessoas recorressem a eles ao saírem e voltarem a casa, ou dentro dos quartos dos membros da família, como convite a manterem-se sempre puros e próximos de Deus. A água benta também ficava sempre ao alcance quando se desejava de modo especial afastar as influências do maligno.

O Crucifixo

É um dos sacramentais mais simples para se levar consigo. Um pequeno crucifixo sempre presente no seu quotidiano pode ser um poderoso lembrete do grande amor que Deus tem por nós, além de ser um sinal visível de fé para os seus colegas e amigos que tiverem a oportunidade de ver que você o usa com devoção, naturalidade e simplicidade (sem pretender exibir-se, é claro).

Um crucifixo perto de nós nos diversos ambientes mundanos do dia-a-dia pode ser um meio da graça para sacudir a nossa consciência quando nos sentimos tentados, por futilidades aparentemente banais, por actos abertamente prejudiciais à nossa saúde psicológica e espiritual. O olhar de Cristo crucificado voltado para o nosso olhar nos chama-nos de volta à verdade!

De preferência, peça a um sacerdote para lhe abençoar o crucifixo!

O Rosário

Oferecida por Maria Santíssima durante uma aparição em 1214 a São Domingos de Gusmão, a oração do rosário é uma contemplação dos mistérios da vida de Jesus, em união com Nossa Senhora, enquanto recitamos, em séries, o Pai-Nosso, a Ave-Maria e o Glória com o auxílio de uma corrente de contas ou nós, que também recebe o nome de “rosário”.

O termo vem de “rosa” e representa a oferta de rosas espirituais a Nossa Senhora. Já o nome “terço” se refere à oração de apenas uma das três partes do tradicional rosário completo, formado por quatro conjuntos de mistérios: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos. São João Paulo II acrescentou os Luminosos, mas o termo “terço” continuou a ser usado mesmo assim.

 
Carta de um sacerdote católico para o New York Times Imprimir e-mail

Carta de um sacerdote católico para o NEW YORK TIMES

 

Caro irmão e irmã jornalista:

 

Sou um simples sacerdote católico.

Estou feliz e orgulhoso da minha vocação.

Há vinte anos que vivo em Angola como missionário.

Vejo em muitos meios de informação, sobretudo no vosso jornal, a ampliação do tema dos sacerdotes pedófilos, com investigações de forma mórbida sobre a vida de alguns sacerdotes.

Falam de um de uma cidade nos Estados Unidos dos anos '70, de outro na Austrália dos anos '80, e seguida de outros casos recentes...

Certamente isto deve ser condenado!

Vêem-se alguns artigos de jornal equilibrados, mas também outros cheios de preconceitos e até de ódio.

O facto que pessoas, que deveriam ser manifestação do amor de Deus, sejam como um punhal na vida de inocentes, provoca em mim uma imensa dor.

Não existem palavras para justificar tais acções. E não há dúvida que a Igreja não pode deixar de estar ao lado dos mais fracos e dos mais indefesos. Portanto, todas as medidas que sejam tomadas para a protecção e a prevenção da dignidade das crianças será sempre uma prioridade absoluta.

Todavia, cria curiosidade a desinformação e o desinteresse para milhares e milhares de sacerdotes que se gastam para milhões de crianças, para muitíssimos adolescentes e para os mais desvantajosos em todo o mundo!

Considero que, ao vosso meio de informação não interesse saber que, eu em 2002, passando por zonas cheias de minas, tenha devido transferir muitas crianças desnutridas de Cangumbe para Lwena (em Angola), porque nem o governo se importava, nem as ONG's estavam autorizadas. E penso que também não vos importa que eu tenha tido de sepultar dezenas de criancinhas, mortas na tentativa de fugir das zonas de guerra ou procurando regressar, nem que salvamos a vida a milhares de pessoas no México graças ao único posto médico em 90.000 Km2, e graças também à distribuição de alimentos e sementes.

Não vos interessa também saber que nos últimos dez anos demos a oportunidade de receber educação e instrução a mais de 110.000 crianças...

Não tem uma ressonância mediática o facto que, com outros sacerdotes, eu tive de fazer frente à crise humanitária de quase 15.000 pessoas guarnições da guerrilha, após a sua rendição, porque não chegavam alimentos nem do Governo, nem da ONU.

Nāo faz noticia que um sacerdote de 75 anos, Padre Roberto, todas as noites percorra a cidade de Luanda

e cuide dos meninos da rua, os leve para uma casa de acolhimento na tentativa de os desintoxicar da gasolina e que às centenas sejam alfabetizadas.

Não faz notícia que outros sacerdotes, como o Padre Stefano, se ocupem em acolher e dar proteção a crianças maltratadas e até violadas.

E nāo é de vosso interesse saber que o Frade Maiato, não obstante os seus 80 anos, vá de casa em casa confortando pessoas doentes e sem esperança.

Não faz notícia que mais de 60.000, entre os 400.000 sacerdotes e religiosos, tenham deixado a própria pátria e a própria família para servir os seus irmãos num leprosário, nos hospitais, nos campos de refugiados, nos institutos para crianças acusadas de feitiçaria ou órfãs de pais mortos por SIDA, nas escolas para os mais pobres, nos centros de formação profissional, nos centros de assistência aos seropositivos... ou, sobretudo, nas paróquias e nas missões, encorajando as pessoas a viver e a amar.

Não faz notícia que o meu amigo, Padre Marco Aurélio, para salvar alguns jovens durante a guerra em Angola os tenha conduzido de Kalulo até Dondo e no caminho de regresso à sua missão foi cravado de balas; não interessa que frade Francesco e cinco catequistas, para ir ajudar nas zonas rurais mais isoladas, tenham morrido na estrada num acidente; não importa a ninguém que dezenas de missionários em Angola sejam mortos por falta de assistência sanitária, por uma simples malária; que outros tenham morrido por causa de uma mina ao ir visitar a sua gente. No cemitério de Kalulo encontramos os túmulos dos primeiros sacerdotes que chegaram a esta região...nenhum deles chegou a completar os 40 anos!

Não faz notícia acompanhar a vida de um sacerdote “normal” na sua vida quotidiana, entre as suas alegrias e as suas dificuldades, enquanto gasta a própria vida, sem fazer ruído, a favor da comunidade pela qual está ao serviço.

Na verdade não procuramos fazer notícia, mas procuramos simplesmente levar a Boa Nova, aquela que sem ruído iniciou na noite de Páscoa.

Faz mais ruído uma árvore que cai do que uma floresta a crescer.

Não é minha intenção fazer uma apologia da Igreja e dos sacerdotes.

O sacerdote não é nem um herói, nem um neurótico.

É um simples homem que, com a sua humanidade, procura seguir Jesus e servir os seus irmãos.

Nele existem misérias, pobreza e fragilidade como em cada ser humano; mas existem também beleza e bondade como em cada criatura...

Insistir de forma obsessiva e persecutória sobre um tema, perdendo a visão do inteiro, cria realmente caricaturas ofensivas do sacerdócio católico e é disto que me sinto ofendido.

Jornalista: procure a Verdade, o Bem e a Beleza. Tudo isto o fará nobre na sua profissão.

Amigo... peço-lhe apenas isto...

 

Em Cristo,

Padre Martín Lasarte sdb

 

“O meu passado, Senhor, confio-o à tua Misericórdia; o meu presente ao teu Amor; o meu futuro à tua Providência”.

 

 
O ser humano tem necessidade de praticar a religião? Imprimir e-mail

 

O ser humano tem necessidade de praticar a religião?

 

O homem e a religião

O conhecimento do nosso Criador obriga os homens a praticar a religião, que os une a Deus como seu princípio e último fim.

Conhecemos Deus e o homem: Deus, com os seus atributos infinitos, a sua Providência que a tudo governa; o homem, criatura de Deus, com a sua alma espiritual, livre e imortal.

Daí resultam as relações naturais, essenciais e obrigatórias do homem com Deus.

A religião é o laço que une o homem a Deus. Este laço compõe-se de deveres que o homem deve cumprir para com o Ser supremo, seu criador, benfeitor e senhor.

Estes deveres incluem verdades que devem ser cridas, preceitos que devem ser praticados, um culto que se deve tributar a Deus.

A religião é necessária ao homem, porque está fundada sobre a natureza de Deus e a natureza do homem, e se baseia nas relações necessárias entre Deus e o homem.

Impor uma religião é direito de Deus; praticá-la, é dever do homem.

Deus necessita das homenagens dos homens?

Deus não necessita de nada. Ele basta-se plenamente a si mesmo, e as nossas homenagens não o tornam mais perfeito nem mais feliz.

Mas Deus dotou-nos de inteligência e capacidade de amar, para que o conheçamos e amemos. Tal é o fim da criação.

A religião é, pois, um dever de estrita justiça. O homem está obrigado a praticar a religião para respeitar os direitos de Deus, e obter assim o seu último fim.

 
A missão de fé dos leigos na vida quotidiana e na Igreja Imprimir e-mail

 

A missão de fé dos leigos na vida quotidiana e na Igreja 

 

Cristãos leigos e leigas, sujeitos na “Igreja em saída”, ao serviço do Reino. Sal da terra e luz do mundo

A Igreja é formada, na sua expressiva maior parte, de leigos. Poucos são os clérigos: diáconos, presbíteros e bispos, que estão ao serviço dos leigos. Sobre os leigos, diz o Catecismo: “nas comunidades eclesiais, a acção deles é tão necessária, que sem ela o apostolado dos pastores não pode, na maior parte das vezes, obter o pleno efeito” (CIC 900).

Desde o tempo em que o Novo Testamento foi escrito, os leigos são importantes e têm o seu lugar nas comunidades. Lucas, no capítulo 8,1-3, fala das mulheres que seguiam Jesus e ajudavam na Sua missão. Olhemos os amigos de São Paulo, nas suas viagens (2Tm 4, 19); a mãe de Jesus e o pai, Maria e José, eram leigos. Ainda: quando nasceu Jesus, os seus primeiros adoradores foram os leigos (Lc 2,15-20).

Agir é muito mais produtivo do que falar

Para cumprir bem a sua missão, o leigo precisa de saber que é batizado, e, portanto, tem a graça e a obrigação de viver e anunciar o Evangelho. Ele deve buscar empenho pastoral, conforme o dom recebido do Senhor. Também é bom recordar que o leigo deve trabalhar com os pastores. Lembremo-nos: a Igreja vive da Eucaristia. É comum ver, nas redes sociais, pessoas que criticam os pastores e proclamam, do alto dos seus sofás, como a Igreja deveria agir. Seria muito mais proveitoso se os mesmos se colocassem à disposição para visitar os hospitais, auxiliar na catequese, na limpeza das igrejas, evangelizar as comunidades periféricas, enfim, empenhar-se para que todos os nossos irmãos e irmãs tenham trabalho, saúde e educação: vida digna. Agir é muito mais produtivo do que falar.

Oxalá os leigos e leigas tenham coerência entre a fé que professam e a vida quotidiana! Afinal, o mundo e a história da humanidade são o grande campo da acção do amor de Deus. Podemos mais, podemos melhor. Vivamos o grande dom que Deus nos deu: o Evangelho!

 
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