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"Assim como Eu vos amei, amai-vos uns aos outros"

(Jo 13, 34)

 
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Jovens com valor
José Kowalski Imprimir e-mail

José Kowalski

nasceu em Rzeszów, Polónia, no dia 13 de Março de 1911,
sétimo de nove filhos.
Os seus pais, católicos praticantes, eram agricultores,
proprietários de um modesto sítio.

Depois da escola primária, inscreveram-no no colégio salesiano de Oswiecim (Auschwitz). José distinguiu-se logo pelo empenho no estudo e no serviço, e pela alegria sincera. Enamorou-se literalmente do carisma salesiano e do seu Fundador, do qual procurou seguir o exemplo em tudo: empenho na animação alegre das festas religiosas e civis, presença apostólica junto dos colegas e, em particular, o primado da vida espiritual.

Desde jovem estudante deu início à redacção de um diário, que nos transmite a devoção a Maria Auxiliadora e à Eucaristia:

"Ó minha Mãe, eu devo ser santo porque é este o meu destino. Ó Jesus, ofereço-te o meu pobre coração. Faz com que eu nunca me afaste de Ti e que permaneça fiel até à morte: antes morrer do que Te ofender, nem mesmo com um pequeno pecado. Quero ser um salesiano santo, como o foi o meu pai Dom Bosco".

Recebeu a ordenação sacerdotal em Cracóvia no dia 29 de Maio de 1938. Cuidava na paróquia de um coro juvenil e ocupava-se dos jovens mais difíceis. A Polónia foi ocupada, mas os salesianos continuaram o trabalho educativo. Esta foi a razão principal da dramática prisão em 23 de Maio de 1941: a Gestapo capturou o P. Kowalski com outros onze salesianos, que trabalhavam em Cracóvia.

Foi internado primeiramente na prisão de Montelupich na mesma cidade; no dia 26 de Junho, foi transferido para o campo de concentração de Auschwitz, recebendo o número 17.350. No lager dedicou-se secretamente ao apostolado: confessava, celebrava missas, recitava o terço, fazia conferências escondidas, reforçando nos companheiros de prisão a vontade de lutar pela sobrevivência. Sofreu violências, vexações e humilhações.

Descoberto com o terço recusou-se a pisar sobre ele, acelerando assim o martírio, que se deu em Auschwitz no dia 4 de Julho de 1942. O seu corpo foi lançado no depósito de excrementos, e depois queimado no crematório do campo. Os seus conterrâneos começaram a venerar a sua memória, crendo que o seu sacrifício tinha fecundado as vocações polacas.

O Papa João Paulo II beatificou-o em Varsóvia no dia 13 de Junho de 1999.

 

 

 
A eternidade nos pensamentos de um menino santo Imprimir e-mail

A Eternidade nos pensamentos de um menino santo

Santo António Maria Claret

Dentre as lembranças que marcaram a minha infância, uma ficou-me gravada como fogo.

Eu tinha cinco anos. E com esta idade dormia pouco. Não sei porquê. Só sei que passava horas seguidas com os olhos fitos no tecto, pensando na eternidade.

Imaginava distâncias enormes e ia emendando-as umas às outras: sempre, sempre, sempre… Ah, não tem fim, pensava eu. Sempre, sempre! E escutava o relógio da parede: tique-taque, tique-taque. É assim, já sei: tique-taque sem parar nunca!

E vinha-me outra ideia: e as pessoas que não se salvam? Nunca irão ver Deus no Céu? E o relógio da sala respondia-me: tique-taque, tique-taque… Isto causava-me pena, porque eu sou naturalmente compassivo. E apetecia-me chorar.

Eu sou assim mesmo: não suporto conhecer um sofrimento alheio por falta de alimento sem lhe dar um pão. Não suporto conhecer um sofrimento alheio sem que me venha uma vontade enorme de o aliviar. Sou assim. Sinto receio em gastar para mim, quando penso em tantas pessoas necessitadas que eu posso ajudar.

E surpreendia-me a pensar: Se tantos sofrimentos físicos tanto me impressionam, que dizer dos sofrimentos eternos daqueles que vivem no pecado mortal!

Ao ver que se peca com tanta facilidade, e assim vão caminhando para a morte, como posso descansar? Tenho que correr e gritar por toda a parte.

Se visse alguém cair num poço ou numa fogueira, não começaria a gritar para o salvar da morte? Porque não fazer o mesmo para livrar tanta gente de cair no fogo do inferno? Eram estes os meus cuidados.

E um novo estímulo veio mais tarde juntar-se a este: era pensar que o pecado também é uma ofensa causada a Deus, meu Pai. Esta ideia corta-me o coração de dor.

 Meu Deus! Meu bom Pai, tende piedade de nós!

 
É preciso ser o que Deus quer! Imprimir e-mail

Quero partilhar o que o Senhor por meio do Seu Espírito Santo tem feito na minha vida e no meu ministério, e espero do fundo do coração que esta partilha vos possa ajudar a uma abertura maior à novidade de Deus por que renova todas as coisas no seu Espírito.

Eu venho de uma experiência de conversão profunda, tendo passado 5 anos da minha adolescência e início de juventude no mundo das drogas, de uma sexualidade pervertida. Isto aconteceu até ao dia em que tive um encontro pessoal com Jesus há mais ou menos 14 anos atrás.

A partir deste encontro pessoal com Jesus deixei tudo o que vivia no mundo e mergulhei numa vida em Deus, e comecei com todo o fervor a “buscar as coisas do alto”. Deus conduziu-me a uma vida austera, a uma decidida busca da vivência radical do Evangelho e da sua palavra, onde tudo se fazia novo a cada dia e sentia o Espírito do Senhor conduzir-me em cada passo que dava.

Abri-me à novidade de Deus, e comecei a perceber que o próprio Senhor pela moção do Espírito me foi conduzindo à Sua plena vontade para a minha vida – ser sacerdote da Igreja. Não foi fácil aceitar o convite, pois tinha projectos pessoais para a minha vida e muitos sonhos que aos poucos fui percebendo não ser os sonhos de Deus e nem muito menos os projectos do Senhor para mim: “Sei muito bem do projecto que tenho em relação a vós. É um projecto de felicidade, não de sofrimento: dar-vos um futuro, uma esperança”. (Jr 29, 11). Tomo este texto do profeta Jeremias, na sua carta aos exilados, para testemunhar que ao me abandonar ao projecto do Senhor para a minha vida, pude experimentar a plenitude da felicidade, descobri então, o meu lugar na Igreja – ser Padre!

Sempre fui ousado, e hoje tenho experimentado os frutos desta ousadia no meu ministério. Tenho apenas um ano e quatro meses de Padre, e tenho visto o Senhor fazer coisas tremendas por meu intermédio, não porque eu seja bom, mas porque me abandono todos os dias nas suas mãos e desejo ser melhor e ser usado pelo Senhor. Tenho visto conversões, milagres, vidas renovadas e restauradas pelo meu sim. Recordo-me das palavras de Santa Catarina de Sena, também usadas por João Paulo II: “Se fordes o que deveis ser, poreis fogo no mundo”. O que mais quero hoje é ser o que devo ser, ou seja, assumir toda a unção que é prometida por Jesus no meu ministério sacerdotal, colocar-me sempre à disposição do Espírito Santo para Ele fazer em mim e através de mim o que Ele quiser e não o que eu quero, ser cada dia mais conduzido pelo Espírito e pela palavra de Deus.

Só posso dizer-te: deseja do fundo do teu coração fazer a experiência com o Espírito Santo, abre-te aos dons e ministérios que o mesmo Espírito Santo concede de graça, e deixa que o próprio Senhor te leve a ser o que deves ser. Não tenho dúvidas que a tua casa não será a mesma; a tua família não será a mesma; o teu casamento não será o mesmo; os teus amigos não serão o mesmo; a tua escola e faculdade não serão os mesmos; a tua vida vai ser transformada e tu serás instrumento do poder de Deus por onde passares. O mundo precisa de ver este lindo espectáculo, Satanás precisa de ser derrotado pela nossa entrega ao Senhor e pela nossa abertura ao Espírito Santo, aos seus dons, carismas e frutos. Deus conta comigo e contigo!

Sê tu assim também! Assim vamos permitir que o Espírito Santo renove a face da terra!

Pe. Roger Luís

 

 

 
Jovem com paralisia cerebral aprovada no exame da Ordem dos Advogados Imprimir e-mail

Uma jovem de 26 anos com paralisia cerebral surpreendeu ao ser aprovada numa das provas mais difíceis do país: o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O seu nome é Flávia Cristiane Fuga. Ela vem de um parto complicado que deixou sequelas. As dificuldades foram superadas ao longo da vida. Com o apoio dos pais, a menina, sempre sorridente, procurou viver da maneira mais normal possível. Na escola, sempre obteve as melhores notas.
Hoje, ela é mais uma vez o orgulho da família: formou-se em advocacia e é a primeira portadora de paralisia cerebral de São Paulo a passar na prova da OAB e a obter carteira de advogada. Nas provas que fez, apenas 3%, dos quase 18 mil inscritos, foram aprovados. Agora, Flávia tem autorização para actuar como advogada em qualquer parte do País.
O computador também não é barreira para ela. Um programa especial permite que Flávia domine os recursos da máquina.
A nova advogada vai trabalhar com o pai, que também é advogado. Com o auxílio do computador, Flávia irá advogar em serviços que dispensam o uso da voz.

 

 

 
Uma jovem sem pernas Imprimir e-mail

 Moçambique:  

Uma jovem sem pernas“andava” 4 kms para ir à missa 

Uma jovem não olhava a esforços para participar na missa: arrastava-se pelo chão, com a ajuda dos braços, 4 quilómetros, todos os domingos, para ir à missa.

Umas religiosas conseguiram a compra de uma cadeira de rodas para a jovem, chamada Olívia, de 25 anos, que a estreou no dia do seu baptizado.

Antes de ter a cadeira de rodas, «a areia do caminho queimava-lhe as palmas das mãos na época de maior calor», mas ainda assim ia gatinhando para a eucaristia, «dando um testemunho de superação e de fé heróica».

As religiosas encontraram-se com Olívia num caminho da localidade africana, após «verem ao longe que algo se movia rente ao chão». Elas constataram, para sua surpresa, que era uma jovem. Esta jovem deficiente também tem a ajuda do pároco de Chissano, que atende pastoralmente «um território muito extenso e com infinidade de fiéis com graves necessidades».

Para preparar Olívia para receber o sacramento do Baptismo, o sacerdote enviou de forma periódica uma catequista a casa dela. 

 
Eduardo, um jovem cristão íntegro Imprimir e-mail

EDUARDO, um jovem cristão íntegro

Foi um jovem simpático, feliz, alegre, foi um cristão íntegro 

Chamo-me Eduardo. Terminei o meu Curso em Madrid. Tive a sorte de ter nascido de uma família eminentemente cristã. Assim fui educado e assim tenho crescido.

Sinto-me muito feliz com a minha fé. Tento ser cristão a sério, não gosto de meias tintas. E não me é fácil viver a fé no ambiente actual e na Universidade.

Cada manhã rezo. Rezo e tento que a minha oração seja um verdadeiro encontro com o Senhor. Os meus problemas, as minhas esperanças, inquietudes e alegrias, passo-as pelo filtro da oração, e isso faz-me muito feliz e enche-me. Desse estupendo momento tiro a força para todo o dia, para me enfrentar com o mal e a apatia, a mediocridade; luto e noto como o Senhor me ajuda a vencer as tentações.

Naturalmente vou à Missa todos os dias. É o melhor que me acontece. Preciso da Eucaristia. Cristo é tudo para mim. Que seria eu sem Ele? Só Ele tem palavras de vida eterna. Eu quero-O. Em cada Eucaristia Ele torna-se presente, vem até mim, protege-me, dá-me esperança, olha para mim com bondade e amor.

Sinto-me doente, penso que bastante mal. Estão-me a fazer diversas análises no hospital e penso que isto agrava-se. Confio em Deus e peço-Lhe que se faça segundo a Sua vontade. Eu, é o que rezo.Nesta altura estou internado, os meus pais e irmãs têm vindo ter comigo. Encontram-me muito tranquilo. Todos sabemos que estou muito mal, por isso digo-lhes que, se morrer, a primeira coisa a fazer é rezarem por mim.Quero que a passagem seja fácil e que o Senhor não seja duro no juízo, que Se manifeste como um Pai bom. Penso que no Céu de certeza que será como numa grande reunião, encontrarei gente muito boa, a Virgem Maria e os Santos.

A minha mãe não se separa de mim nem um instante. Que momentos, Senhor, tenho passado com ela! Falamos de tudo. Os meus pais e eu temos muita confiança e também falamos das coisas de deus, é fácil para nós. Eles ensinaram-me a rezar e a amar. Agora que sei que estou doente, tento prepará-los para o golpe forte da minha morte. Não tenho salvação. Eu vou encontrar-me com Deus, mas eles permanecerão aqui sofrendo, a separação é dolorosa, porque a fé não tira a dor.Há dias em que me encontro com vontade de falar e aproveito:Para a viagem é preciso estar sempre pronto. Da mãe da terra, até à Mãe do Céu.

Lá do Céu vou estar muito próximo de ti, mãe; verás que vantagens vais ter com um filho junto de Deus.Quando eu morrer, chore como uma mulher forte da Bíblia, conformada com a vontade de Deus. Desejo a saúde, mas se o Senhor a tira, fico também contente.É preciso procurar Deus. Ele é tudo. Esta doença é, como dizia S. Teresa, “uma má noite numa má pousada”.A misericórdia de Deus é muito grande. Esta força não é minha. É de Deus.Enterrai-me nu, como o Senhor. Colocai uma cruz sem Cristo, que é a minha. Ficai serenos, é a vontade de Deus.

Tenho 23 anos e vou morrer. Senhor, tende misericórdia de mim, pobre pecador. O último sorriso é para a Virgem Maria.

 
Afonsa, a primeira santa indiana Imprimir e-mail

Santa Afonsa da Imaculada Conceição

A canonização da primeira santa indiana, Afonsa, no dia 12 de Outubro, em Roma, teve uma ressonância especial no seu país natal.

No momento de ser canonizada no Vaticano, a santa reuniu mais de 50 mil cristãos naquele dia, hindus e muçulmanos em torno do seu túmulo, em Bharananganam, Kerala, na ÍNDIA.

Nascida em 19 de Agosto de 1910, na aldeia de Kudamaloor, Anna Muttathupadathu perdeu a sua mãe quando era ainda muito jovem. Apesar dos intentos da sua tia, que a criou de forma muito estrita, para a dissuadir, ela insistia desde muito jovem em entrar num convento.

Depois de se mutilar voluntariamente para escapar ao matrimónio, a sua tia autorizou-a a entrar nas clarissas, onde tomou o nome de irmã Afonsa da Imaculada Conceição. Ali permaneceu, sofrendo graves e dolorosas doenças, mas demonstrando sempre uma grande compaixão, até à sua morte prematura em 1946, aos 36 anos.

A sua fama de santidade não demorou em atrair multidões cada vez mais numerosas, de todas as confissões, que iam recolher-se em oração diante do seu túmulo.

Curas milagrosas conduziram a modesta religiosa à beatificação, em 1986.

Foi canonizada no dia 12 de Outubro de 2008 por Bento XVI.

 
UM SANTO DE CATORZE ANOS Imprimir e-mail

No dia 20 de Novembro de 2005 foi beatificado José Luís Sanches del Rio, um jovem de 14 anos que morreu mártir na perseguição religiosa mexicana dos chamados “cristeros”.
Por decisão do Papa Bento XVl, José Luís Sanchez del Rio foi beatificado juntamente com mais12 mártires de Guadalajara, assassinados por ódio à fé, durante o regímen de Plutarco Elias Cálies, no princípio do Século XX.
José Luís nasceu em Sahuayo, em 28 de Março de 1913 e morreu em 1 de Fevereiro de 1928, quando foi martirizado por defender a fé.
O martírio foi presenciado por dois amigos, duas crianças de sete e nove anos. Um deles, que é hoje o famoso P. Marcial Maciel, fundador dos Legionários de Cristo, narra o seguinte no seu livro “A minha Vida é Cristo “:
José Luís foi capturado pelas forças do governo que lhe pediram que renegasse a sua fé em Cristo sob pena de morte. José não aceitou a apostasia.
Então cortaram-lhe a pele das plantas dos pés e obrigaram-no a caminhar até ao cemitério. Ele chorava, gemia de dor, mas não cedeu. De vez em quando paravam e diziam-lhe: se gritares, “morra Cristo Rei”, perdoamos-te a vida. Diz: “Morra Cristo rei”. Mas ele respondeu: “Viva Cristo Rei.” Finalmente José Luís morreu gritando: “Viva Cristo Rei”, enquanto os assassinos disparavam contra ele.

 

 

 
Da discoteca ao mosteiro de clausura Imprimir e-mail

Testemunho de uma religiosa clarissa 

Eu era uma menina que passava as noites nas discotecas.

Por isso Deus não era ninguém para mim. A questão religiosa estava adormecida em mim. Sentia-me bem. A coisa mudou quando, não sei como, me vi fazer parte dum grupo de meninas que semanalmente se reuniam no auditório do convento com uma irmã que falava e dialogava com elas de Deus, da sua própria vocação, enfim, de temas religiosos.
Estes encontros, sentadas todas ao redor duma pequena mesa, começaram a inquietar-me interiormente. Pouco a pouco me ia fazendo consciente de que algo estava a mudar dentro de mim, sentia-me diferente. Comecei a fazer-me perguntas que antes nunca havia feito. Sentia certa tensão. Aquilo começava a ser bastante confuso e os sentimentos apareciam muito contraditórios. Quando por fim pude dar nome a todo este “movimento” interior, chegou a decisão: mudar do auditório pelo claustro e da visita semanal pela permanência definitiva. Depois pude dar-me conta de que tudo aquilo, supôs uma experiência configuradora, que fez com que me enraizasse na convicção de que o Senhor me chamava à aventura de decidir a minha vida na contemplação.
Quando, depois de todos estes anos de vida no mosteiro, trato de partilhar o significado e o alcance da minha opção pela vida contemplativa clariana com as pessoas que me pedem, encontro-me com a dificuldade de não acertar a dizer o que quisesse, sempre fico com a impressão de ficar-me como na simplicidade da questão. Consola-me o facto de que nem o próprio evangelista João soube expressar o que sucedeu aquela tarde, à hora décima, depois de ser encontrado por Jesus junto com seu amigo André.
Pois bem, isso que João não pode explicar e que acontece num momento determinado da vida, da história pessoal, isso mesmo, mas de forma permanente, é a vida contemplativa: encontrar-se com Jesus, pelo que antes foste tu mesma encontrada, ir atrás dele, no mais simples e quotidiano da vida, aprofundando nele, reconhecendo Deus inclusive na rotina, na monotonia de todos os dias; contemplá-lo não só nos tempos que dedicamos exclusivamente à oração, mas na simplicidade do que vai acontecendo, no rosto das Irmãs, no trabalho, no estudo e na formação, na cruz das limitações. Tudo isto não é senão um processo que desemboca na vida teologal, ou seja, na experiência única de que Deus vai sendo mais Deus em ti e tu mais tu Nele.
Há uma maneira, ou melhor ainda, uma atitude existencial que contribui para conservar o nível de azeite com o qual a chama da lâmpada contemplativa pode nutrir-se e manter-se acesa.
- O silêncio, que em nenhum caso é ausência de linguagem e comunicação. Num clima de silêncio, a contemplativa ou o contemplativo percebe de maneira especial o lamento da Humanidade que grita o seu sofrimento, a sua angústia, o seu desfalecimento por causa das injustiças praticadas de mil maneiras pelos fortes, pelos poderosos. Na linguagem do silêncio, é capaz de dialogar com a única Palavra do amor de Deus permitindo assim que a sua vida seja somente um eco dela através do que faz, pensa, diz e sente.
- A solidão, que não pode ser confundida com uma atitude de isolamento ou de inibição. Trata-se da solidão habitada por Deus na qual, misteriosamente, estão presentes todos os homens e mulheres que, sem ter um rosto concreto, sem conhecer a sua dramática existência, estão aí, junto de ti e tu junto deles. Isso faz de ti consciente de que a solidão é uma graça que te possibilita estar espiritualmente próximo de quem geográfica, económica, étnica ou culturalmente está longe.
- A oração contemplativa, que, na peculiaridade de nosso carisma clariano, é um olhar a Cristo pobre e humilde que incendiou o coração de Clara de Assis, que o apaixonou de tal modo que já não quis senão seguir e imitar sua vida e pobreza e a de sua mãe. Olhá-lo como se olha um espelho para contemplar Nele a pobreza de Deus, o seu abaixamento, a sua condição indefesa, o seu opróbrio... por amor! Ao contemplar as suas feridas, a sua morte infamante, alguém se atreve a curar a ferida das Irmãs que foram dadas como um dom, se atreve a morrer por elas, a ser mais irmã. Olhando para Jesus se sente irmã de todos os homens e mulheres deste mundo e quer colaborar com Deus, desde o seu ser eclesial, servindo de apoio dos membros mais fracos que a formam. Olhar para Jesus Cristo sem mais alegria que o olhar e saber ser olhada pela maneira de uma mãe que não espera nada do menino pequeno que contempla enquanto dorme e que, precisamente porque não espera nada dele, é capaz de dá-lo todo, de dar-se inteira.

Deus fez-me um grande presente, fez-nos um grande presente para todas as contemplativas e contemplativos do mundo: Deus chamou-nos exclusivamente para permanecer com todos n’Ele.

 
Emocionante história de uma devota de S. Teresinha Imprimir e-mail

 

A emocionante história de uma devota de Santa Teresinha:

Faleceu no Rio de Janeiro, em 27 de Junho de 1925, uma jovenzinha de 18 anos, flor delicada e bela da virtude que Santa Teresinha fez germinar. Chamava-se Laura Nogueira. Modelo de piedade, candura e modéstia, esta alma pura adiantou-se muito na via de Santa Teresinha.

Vítima de tuberculose, dias após a canonização da nossa santinha, recolheu-se Laurita ao leito de dores e sofrimentos, onde haviam de brilhar as suas virtudes.

Foi nesta doença que revelou todo o seu amor a Jesus: “Meu Jesus, repetia ela, eu Vos amo até à loucura. Meu Jesus, eu quero morrer num êxtase de amor! Meu Jesus, eu Vos ofereço todo o meu amor!

E quando as dores apertavam mais: “Jesus! Nunca me deleitei neste mundo e isto foi para mim de grande proveito”. Na humildade da sua alma, repetia: “Eu sou uma florzinha muito pequenina” (aludindo à flor, pela qual tinha uma predilecção toda especial, por ser muito mimosa e delicada).

Devotíssima de Santa Teresinha, costumava repetir: “Eu sou da legião das amiguinhas de Teresinha. Teresinha, leva-me a Maria, e Maria me levará a Jesus”.

Um dia, depois de ter recebido a Santa Comunhão, num transporte de amor, erguendo os braços e quase elevando-se da cama, prorrompeu: “Meu Jesus, eu Vos amo até à loucura!”

No mesmo dia em que entregou a sua bela alma a Deus, estando em estado comatoso, quase acordando de um sono, exclamou: “Meu Jesus, eu Vos amo tanto que hoje mesmo desejo ver-Vos no Céu!”

Nesse mesmo dia, perguntou-lhe o confessor que a assistia: o que pensas filhinha? “Penso no meu esposo Jesus”. Tendo-lhe o mesmo apresentado a mãe e a irmã, ela disse: “Minha Mãe é Maria Santíssima”.

E o teu esposo? Replicou o confessor? “É Jesus”. E a tua irmã? “É Teresinha”. E o teu irmão? Hesitou um instante, e o sacerdote adiantou: “É São Luís Gonzaga?” e ela disse: “Oh! Sim, é São Luís!”

Devotíssima de Nossa Senhora do Carmo, disse que desejava morrer no sábado, para não passar pelo purgatório, e quando chegou a manhã do dia 27, depois de ter recebido a Sagrada Comunhão, sem saber que era mesmo sábado, disse ao seu confessor: “Meu pai, é hoje que vou ao Céu. Sim ao Céu!”

E repetia: “Mãezinha, entrega a tua filhinha a Jesus!” Desejosa de entrar logo depois da morte no Céu, dizia: “Jesus, dai-me mais sofrimento porque depois da minha morte quero ir direitinha para o Céu”.

Chamou a sua querida irmã Carlinda e disse-lhe: minha irmã, escreve as jaculatórias que quero que repitas na hora da minha morte.

Atendendo ela ao pedido, Laurinha ditou:

 “Jesus, eu Vos amo tanto que hoje mesmo desejo ver-Vos no Céu… Jesus, eu Vos amo tanto que só por amor abandono inteiramente o mundo… Jesus, eu Vos amo tanto que o meu desejo de ir para o Céu é somente para poder satisfazer a sede do vosso amor e a necessidade de amar infinitamente o infinito amor…

Jesus, eu Vos amo tanto, mas desejaria amar-Vos quanto mereceis… Jesus, eu quero morrer abrasada no vosso amor… Meu Jesus, eu Vos ofereço os meus sofrimentos pelos agonizantes, pelos pecadores e especialmente pela conversão dos espíritas, que estão afastados do caminho da verdadeira religião”.

Durante a sua longa agonia, repetia: “No Céu, serei a protectora dos agonizantes. Coitadinhos! Precisam tanto de quem interceda por eles! Quanto é bom ter religião e fé na hora da morte! Jesus, eu Vos agradeço”.

Horas antes do seu desenlace, ergueu os braços e, olhando para o Céu, num sorriso celestial, ficou extasiada por muito tempo, e murmurou: Vejo… O confessor perguntou-lhe: Quê vês, filhinha, vês Maria Santíssima? Disse que não.

Vês Jesus? “Sim, vejo Jesus. Oh! Que bonito é Jesus!” Quando já se aproximava o momento extremo, o Padre dizia-lhe: Laurinha, faze um acto de amor e dá um sinal com os olhos que estás amando a Jesus.

E ela com muito esforço mexia os olhos vidrados e os lábios áridos, cruzados os braços sobre o peito com o Crucifixo nas mãos, como uma vela consumida, deu, placidamente, o último suspiro e voou ao Céu, para cantar o eterno hino de amor ao seu Esposo querido.

 
Torna-te um jovem vencedor Imprimir e-mail
Imagem vazia padrão"Rogo-vos, pois, irmãos, pela misericórdia de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." Romanos 12:1 e 2

Tens uma escolha a fazer. Ou és um jovem vencedor, da melhor qualidade, ou és um jovem derrotado e mundano. Os jovens mundanos procuram sempre em primeiro lugar a sua satisfação pessoal; são extremamente egoístas. As suas orações giram em torno do que Deus pode fazer por eles, querem usar Deus para os seus planos pessoais em vez de serem usados por Deus para os planos D'Ele.
Os jovens vencedores sabem que foram criados para um fim, para uma missão. Acordam de manhã na expectativa de Deus os poder usar naquele dia. São jovens que contagiam as pessoas ao seu redor, com a sua fé e confiança em Deus. Que tipo de jovem queres ser?

Para te tornares um jovem vencedor é preciso mudar a mentalidade e atitudes. Tudo começa mudando a mentalidade egoísta pela mentalidade altruísta. Começa por pedir ao Espírito Santo que te ajude a perceber as necessidades das pessoas ao teu redor, principalmente as necessidades espirituais. Faz o que tem que ser feito por elas, sê servo das pessoas, como Cristo nos ensinou.
Substitui o pensamento imediatista pelo pensamento com perspectiva eterna. Isto vai evitar que dês demasiada importância a questões pequenas e te ajudará a distinguir entre o urgente e o eterno. Não troques a tua vida por coisas temporárias, mas investe a tua vida em vidas, investe a tua vida em cumprir os planos de Deus. Por último, deixa de pensar em desculpas para não servires a Deus e começa a pensar em formas de cumprir o Seu propósito. Tu nasceste para adorar, viver em comunhão, ser semelhante a Jesus, servir as pessoas.

Qual destas desculpas tu tens usado para não cumprir a vontade de Deus? Jacob era inseguro, Pedro era explosivo, Zaqueu era indesejado pelas pessoas, Tomé tinha dúvidas, Paulo tinha saúde fraca. Aí está uma variedade de pessoas cheia de imperfeições e desajustes, mas Deus usou cada um deles para cumprir o Seu plano.
 
12 Qualidades do Jovem Líder Imprimir e-mail

12 Qualidades do Jovem Líder

Todo o jovem que deseja realizar os planos de Deus deverá adquirir estas qualidades em oração até que cada uma delas seja gerada pelo Espírito Santo no seu interior. Tornando-se assim, uma realidade na sua vida.

1º - O Jovem Líder deve ser: Transparente

Nada melhor do que nos relacionarmos com jovens transparentes. Esta é a marca de alguém que venceu o orgulho e a necessidade de ser aceite. Jovens transparentes, são jovens livres, que reflectem segurança nos relacionamentos.

2º - O Jovem Líder deve ser: Ensinável

Jovens arrogantes e sabichões nunca aprendem nada. Se há algo que os jovens devem aprender, é a capacidade de aprender. Disponibilidade para inclinar os ouvidos e o coração para ser ensinado, é um bom sinal.

3º - O Jovem Líder deve ser: Submisso

Uma das estratégias de Satanás na vida do jovem é fazê-lo rebelde e insubmisso. Submissão não é prisão, é liberdade. Submissão é um dos segredos de uma vida longa, próspera e cheia de frutos.

4º - O Jovem Líder deve ser: Tratável

É difícil conviver com alguém duro, resistente e cheio de razão. Jovens intratáveis nunca erram, estão sempre com a razão, justificam-se sempre e finalmente, nunca terão o carácter transformado. Afinal, são intratáveis. Aqueles que têm o coração amolecido por Deus deixam-se tratar e tornam-se grandes líderes.

5º - O Jovem Líder deve ser: Humilde

Qualidade marcante de quem possui uma vida vivida com Jesus. Para estes não há lugar para o orgulho ou a soberba. Só há lugar para um coração despojado, entregue, rasgado diante do altar de Deus. Jovens com um coração humilde expressam a vida de Jesus.

6º - O Jovem Líder deve ser: Manso

Jesus disse que devemos aprender d'Ele, que é manso e humilde de coração, pois só assim encontraremos descanso para as nossas almas. A humildade e a mansidão fazem-nos ser semelhantes a Jesus, e traz descanso à nossa alma.

7º - O Jovem Líder deve ser: Cheio do Espírito Santo

Não pode ser cheio de si mesmo. Cheio de ideias e conceitos próprios. Deve ser cheio do Espírito Santo. Os líderes jovens devem ser cheios de alegria e cheios de muita vida de Deus – este é o nosso combustível.

8º - O Jovem Líder deve ser: Determinado

A determinação é um factor predominante na vida daqueles que querem vencer. Determinação é um acto da nossa vontade. Jovens de vontade livre terão mais facilidade para desenvolver esta qualidade.

9º - O Jovem Líder deve ser: Fervoroso

Este é o ingrediente que dá brilho à missão do jovem líder. Chega a ser empolgante observar alguns jovens na maneira de evangelizar.

10º - O Jovem Líder deve ser: Motivado

Como é bom ter líderes motivados na igreja, e como é bom estar ao lado deles. Eles impulsionam-nos a seguir em frente e a vencer. Na verdade, a motivação do líder é responsável por 50% do êxito da sua acção.

11º - O Jovem Líder deve ser: Disposto

Nada mais chato do que tratar com pessoas indispostas. Geralmente não produzem nada, e têm a capacidade de influenciar negativamente, com a sua indisposição, os que se mostram dispostos. Disposição é uma qualidade importante na liderança.

12º - O Jovem Líder deve ser: Ousado

E para finalizar, a bendita ousadia que nos conduz onde quer que o Senhor nos conduza. Uma pequena direcção dada por Deus no nosso Espírito, nos fará avançar e prosperar naquilo para que fomos dirigidos, sem qualquer dúvida, questionamento ou sentimento de incapacidade. O jovem líder que desenvolve esta qualidade, avança, prospera e supera as suas próprias limitações.

Que o Senhor gere no nosso espírito um desejo e necessidade ardentes por estas qualidades na nossa vida. Amém

 
Jovem assassino vai ser beatificado Imprimir e-mail

Jovem assassino francês convertido, vai ser beatificado

Na história da Igreja Católica, só houve um outro caso precedente de alguém condenado à pena capital que se tenha convertido e, posteriormente, chegado à honra dos altares: o bom ladrão, crucificado com Jesus Cristo, há mais de dois mil anos.
Em pleno século XXI, esta história vai repetir-se. Trata-se do processo de beatificação do jovem francês Jacques Fesch, que foi guilhotinado em 1957 por matar um polícia e ferir outra pessoa durante um roubo. A sua conversão radical aconteceu na prisão, nos meses que antecederam a sua morte, aos 27 anos.
O precedente único explica a cautela com que o caso do jovem foi apresentado à investigação diocesana, em 1987. O então Arcebispo de Paris, Cardeal Jean Marie Lustiger, orientou uma elaborada reflexão sobre a vida de Fesch e obteve a autorização da Congregação para as Causas dos Santos para abrir formalmente a causa de beatificação em 1993. O processo acaba de concluir a fase diocesana e segue agora para Roma.
"Declarar santo alguém, não significa para a Igreja admirar os méritos dessa pessoa, mas propor um exemplo da conversão de alguém que, independentemente da sua caminhada humana, foi capaz de ouvir a voz de Deus e de se arrepender. Não há pecado tão grave que impeça o homem de chegar a Deus, que lhe propõe a salvação", disse o Cardeal Jean quando abriu a investigação.

A história

O jovem nasceu em 6 de Abril de 1930, em Saint-Germain-en-Laye. Era filho de um rico banqueiro de origem belga, artista e ateu, distante do filho e infiel à esposa, da qual pediu divórcio.
Jacques foi educado na religião católica, mas abandonou a fé aos 17 anos. Aos 21, casou-se no civil com a noiva já grávida. O seu sogro conseguiu-lhe trabalho no banco, período em que teve a vida de um playboy. No entanto, abandonou a esposa e a filha e teve um filho com outra mulher.
O crime cometido por Jacques aconteceu em 24 de Fevereiro de 1954, quando tentou roubar o cambista Alexandre Sylberstein, com o objetivo de financiar a compra de um barco que o levaria pelo Oceano Pacífico. Sylberstein ficou ferido, mas conseguiu apertar o alarme contra roubos. O jovem Fesch chegou a fugir, mas perdeu os óculos ao longo do percurso.
Durante a fuga, Fesch disparou contra um oficial de polícia que o perseguia, Jean Vergne, causando-lhe a morte. Minutos mais tarde foi detido. Assassinar um oficial de polícia era um crime atroz e a opinião pública, inflamada pelos relatos da imprensa, manifestou-se decididamente favorável à sua execução. A Corte de Paris condenou-o à morte em 6 de Abril de 1957.

A conversão

Logo após a sua prisão, Jacques era indiferente à sua situação e ridicularizava a fé católica do seu advogado. No entanto, após um ano, o jovem assassino experimentou uma profunda conversão e arrependeu-se profundamente do seu crime. Aceitou a pena e reconciliou-se com a esposa uma noite antes da execução.
A última coisa que escreveu no seu diário foi: "Em cinco horas, verei a Jesus". Foi guilhotinado em 1º de Outubro de 1957.
Após a morte, a sua esposa e filha honraram a sua memória como exemplo de redenção. No princípio, tal reconhecimento foi depreciado pelo público, mas o trabalho de uma freira carmelita, irmã Véronique, e do padre Augustin-Michel Lemonnier fez com que a família publicasse o diário espiritual que Jacques havia escrito na prisão, páginas que serviram e servem de inspiração para muitas pessoas.

Causa controvertida

O caso de Jacques foi alvo de controvérsia entre os que pensavam que os seus crimes o tornavam indigno como modelo a ser seguido e entre os que ressaltavam a esperança da sua conversão final.
"Beatificar a Jacques Fesch não significa reabilitá-lo moralmente, nem dar-lhe um certificado de boa conduta ou um prémio. A sua conversão foi de ordem espiritual. Beatificar a Jacques Fesch será reconhecer que a comunidade cristã pode rezar a alguém que está ao lado de Jesus", escreveu o teólogo André Manaranche em resposta ao debate.
Em 2 de Dezembro de 2009, o Vigário-geral de Sua Santidade para a Cidade do Vaticano, Cardeal Angelo Comastri, acompanhou a irmã de Fesch, Monique, durante uma visita a Bento XVI, no Vaticano. Monique confidenciou ao Papa: "O meu irmão e eu entendíamo-nos muito bem. Quando ele fez oito anos de idade, fui a sua madrinha de batismo, e, quando esteve no cárcere, acompanhei de perto a sua extraordinária conversão".
Com o biógrafo Ruggiero Francavilla, Monique mostrou ao Papa algumas das cartas escritas por Jacques enquanto estava na prisão.
Na oportunidade, o Cardeal Comastri disse ao jornal L´Osservatore Romano que, quando exercia o cargo de capelão do presídio Regina Coeli, um preso apresentou-lhe a fascinante história de Fesch.
"É um testemunho único: jovem descentrado, de rica família, torna-se assassino e é condenado à morte. Tinha 27 anos. No cárcere, vive uma conversão radical, fulgurante, alcançando altos cumes de espiritualidade", disse.

 
Uma piloto sem braços Imprimir e-mail

A única piloto sem braços encontra-se com Papa

Bento XVI saudou Jessica Cox, jovem de 28 anos do Arizona, nascida sem braços, protagonista de conquistas humanas como ser piloto de avião ou faixa preta de Taekwondo.
Precisamente com os pés ela ofereceu ao Papa uma medalha oficial do Guinness que atesta o seu empenho tenaz por testemunhar “o valor da vida” sempre e em todas as condições.

Utilizando unicamente os pés, Jessica aprendeu a pilotar aviões, dirigir automóvel, tocar piano e realizar todos os gestos da vida diária. No desporto, ela é faixa preta de Taekwondo.

“É um estilo de vida com o qual tento contagiar os jovens que vivem no desespero e sem valores autênticos”, disse na praça de São Pedro.

 
Portuguesa, mulher do ano Imprimir e-mail

Portuguesa, mulher do ano

Maria do Céu da Conceição, de 32 anos. Foi escolhida a 17 de Novembro de 2009 como Mulher do Ano dos Emiratos Árabes Unidos, onde vive.
Esta jovem, numa das suas viagens em serviço, deparou-se com a miséria no Bangladesh e não conseguiu ficar indiferente. Criou, então uma ONG (Organização Não Governamental) para ajudar as famílias carenciadas de Dhaka, uma cidade do Bangladesh.
O seu projecto – “Dhaka Project” – cedo começou a dar frutos ensinando crianças, ajudando as famílias através de vacinação, cuidados de higiene e alimentação, e ministrando ofícios a homens e mulheres.
Esta portuguêsa é uma mulher com uma força incrível, patente nas imagens que mostram o seu esforço diário para ajudar aquela população. Com o seu ordenado de hospedeira, e muitas outras ajudas que constantemente pede, consegue pagar a mais de 50 funcionários.
Maria, como é conhecida, estava nomeada na categoria de Humanitária do Ano pela criação em 2005 do “Projecto Dhaka”, mas acabou por vencer também o galardão principal, tendo sido escolhida, entre 19 finalistas, Mulher do Ano nos Estados Árabes Unidos.
Mais importante que os dois troféus que levou para casa, revela a jovem portuguesa, é a visibilidade que a distinção traz para as suas causas. “Esta distinção dá-nos visibilidade, ajuda a captar patrocínios e vai permitir dar novas asas aos projectos. Estavam mais de 400 pessoas na gala, da alta sociedade dos Emirados árabes e, no final, muitos vieram falar comigo para apoiar a minha acção humanitária. São pessoas com muito dinheiro que, se quiserem, podem ajudar a fazer uma grande diferença”.
Com o impulso conseguido com a distinção, Maria ambiciona agora abrir um orfanato no Brasil – que quer baptizar de Flora, em homenagem a uma patrocinadora que faleceu recentemente – e criar outras iniciativas que possam “mudar o mundo das crianças”.
(O Amigo do Povo)

 
Fernando Caló Imprimir e-mail


Fernando Caló, aluno exemplar do Colégio Oficinas de S. José – Lisboa

No meio de tanta corrupção, um lírio de candura como o Fernando Caló é qualquer coisa fora do natural, que nos eleva e nos faz detestar a miséria e baixeza espiritual dos nossos dias. Modelo de piedade, de candura, de carácter de estudante, para a juventude dos nossos dias, deu-no-lo Deus, neste jovem de 17 anos, todo cheio de vida e vigor, de uma sede de santidade como as almas de eleição. Bendito seja Deus nos seus Anjos e nos seus Santos.

O doloroso calvário da sua doença foi o crisol onde o Divino santificador das almas a aformoseou dia a dia. As suas palavras, as suas conversas eram de uma elevação sobrenatural que mais pareciam colóquios; é que era Deus a falar por ele.

Do Retiro Espiritual de três dias, ficam aqui algumas das suas resoluções: “Eis que renovo o meu ideal: Quero fazer-me santo. Meu Jesus abençoa o meu ideal para nunca me afastar do Teu caminho. Quero fazer bem o meu retiro, pois dele terei que decidir sobre a minha vida”.
“Eu quero caminhar no caminho do Céu. Contra o pecado quero ser uma rocha, um leão, e praticarei à risca os conselhos do confessor. Jesus, quero ouvir a tua voz. Dá-me vontade para ouvir e seguir os conselhos do meu confessor e director espiritual”.
“Senhor, eu não quero tornar a ofender-Vos; é absurdo e ingratidão fazê-lo. Jesus, ajuda-me com a Tua Divina graça; eu quero e devo fazer-me santo com a Tua graça e a colaboração da minha vontade. De hoje para o futuro, antes quero morrer que pecar”.
“É preciso ser devoto de Nossa Senhora, por isso procurarei amá-la o mais que puder, para também ter a Sua protecção. Mãe querida, sê para mim, luz, amparo e guia para na minha vida triunfar, e seguir condignamente a minha vocação”.

Propósitos que eu, Fernando Caló, tomei e fiz no final do meu retiro espiritual: 
1º - Quero abater a minha curiosidade; quero mortificar a minha vista.
2º - Quero ser um apóstolo da Virgem Imaculada.
3º - Quero ser um santo sacerdote de Jesus.

No dia do aniversário da coroação de Sua Santidade o Papa, escreveu:
Ofereci a minha comunhão e boas, orações e tudo o que eu fiz durante o dia para o Santo Padre, para que o Senhor o conserve ainda por muitos anos a governar a Sua Igreja. À hora da comunhão disse a Jesus: Jesus, vou-te fazer um grande pedido: o Santo Padre está velhinho e eu sou novo. Por isso Te peço do fundo do coração, e se é da Tua santa vontade me tires os anos que quiseres e quantos forem precisos, a vida e os ponhas na conta do santo Padre. Ele é preciso ao Mundo e eu sou um estorvo. Se porém não aceitares a minha oferta, eu te peço me concedas a graça de escolher bem a minha vocação para melhor Te servir.

Ao ir para o hospital, disse ao director do Colégio que o acompanhava: - “Só me custa não poder sofrer sem gemer. A minha mãe padece muito ao ver-me assim e isto é o que mais me custa. Estou a ver que talvez não possa atingir o meu ideal. E nunca pensei tanto e nem desejei tanto ser padre como nestes dias. Mas faça-se a vontade de Deus”.
Era assim a alma do Fernando Caló, um astro radioso a apontar o caminho aos que o seguirem. É mais um herói a chamar os jovens dos nossos dias para o caminho da pureza e da santidade.

Ao nascer, sua mãe confiou-o a Nossa Senhora, e o Caló viveu como uma verdadeiro pagem de Nossa Senhora.

O seu ideal era ser sacerdote! Para isso preparava intensamente a sua alma. Porém, Jesus, o Eterno Sacerdote, quis fazer dele uma vítima, imolada no leito do sofrimento.

Um dia, a jogar a bola, embateu com tal violência contra uma coluna que partiu dois dentes.
Passado algum tempo teve que ser internado. Ali recebeu visitas de superiores e colegas. A um colega que era fraco em Matemática, sossegou: sim, eu rezarei por ti. Estuda e faz o que puderes. E este colega apanhou 18 valores na prova de exame.

Morreu às 15h30 do dia 26 de Julho de 1956. Tinha 17 anos. O seu funeral foi uma grande romagem de saudade.


 
O jovem que permanece Imprimir e-mail

O Jovem que permanece…

"Eu vo-lo escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e vós vencestes o Maligno" 1 João 2:14

Ao estudarmos o contexto deste versículo, poderemos observar que a Palavra ensina três níveis de maturidade espiritual: filhinhos, jovens e pais. Grande parte da primeira carta de João é direccionada aos filhinhos, com o objectivo de lhes fortalecer a fé, exortar a respeito do mundo e dos seus prazeres, e os estimular a respeito da fé e do amor. Há também uma declaração sobre os pais, eles conhecem a Deus, não só de ouvir falar, mas de andar com Ele. São maduros espiritual e emocionalmente. Mas há também uma forte declaração sobre os jovens. E deles se diz que são fortes, têm a Palavra de Deus permanente em si e têm vencido o maligno. Mas, será que nós jovens, nos encaixamos nesta palavra?
Sê sincero! Tu consideras-te um jovem forte no Senhor? A Palavra de Deus está sempre presente em todas as circunstâncias da tua vida? Quero compartilhar contigo esta palavra, que tem despertado o coração de muitos jovens.

A primeira afirmação é que nós jovens, somos fortes. É certo que a força descrita aqui não se trata da força humana, carnal, mas sim de uma força divina, espiritual. E ninguém nasce com força, isto é algo que deve ser adquirido. Vê um halterofilista, quantos quilos ele não pode erguer com a sua força?! Mas ele não nasceu assim, teve que exercitar muito, gastar muito tempo na academia. Assim também nós, no dia em que recebemos Jesus, recebemos uma porção de força, e agora compete a nós desenvolvermos esta força. Tu tens força, mas acredita, ela tem um limite. Se o Senhor te tem proporcionado situações e circunstâncias, situações e circunstâncias que tu não te sentes forte o bastante para suportar, crê que Ele estará contigo. Enfrenta a situação e perceberás força a ser gerada, força a ser desenvolvida; Ele te dará uma porção maior de força. Esta é a academia de Deus, e assim as nossas forças serão desenvolvidas plenamente. Mas tem a clareza de algo, ser forte no Senhor, não significa nunca cair. Mas ser forte no Senhor significa permanecer na luta.

A segunda afirmação é que nós jovens, temos a Palavra de Deus permanente em nós. O Verbo de Deus, ou, a Palavra de Deus, é Jesus Cristo. Ele é o Verbo vivo, a Palavra viva. Muitos dizem que estão cheios da Palavra porque leram um ou dois capítulos da Bíblia, e isto não está errado, mas o facto é que em tempos de provação e lutas, estes capítulos terão de funcionar, e da prova, terão que sair aprovados, e da luta, vencedores. Muitas vezes não é isto que acontece. Porque tomamos a Palavra apenas como 'Bíblia', e não como Palavra viva de Deus, Palavra revelada, alimento para o nosso espírito. Acredita, todos os jovens que tomam a Palavra de Deus desta forma, a terão permanente em si. Na prova, sairão aprovados, na luta, saíram triunfantes. Pois Jesus, a Palavra viva, foi tomado como vida e alimento para dentro do seu espírito, tornando-se assim a Palavra de Deus permanente em si. Porém, a permanência da Palavra em nós, dependerá da nossa permanência, constância e perseverança nela.

A terceira afirmação é que nós jovens, já vencemos o maligno. Talvez não esteja a ser esta a tua experiência - vencendo o maligno. E pode até ser, que estejas a ser vencido por ele. Vencer o maligno, fala de confronto, de guerra espiritual, de combate. Não combatemos o maligno sentados no sofá, e a comer pipocas…. Quem assim fizer é derrotado. O Senhor Jesus venceu o maligno na cruz. E nós só podemos vencer o maligno tendo uma vida de cruz. E a maneira mais prática para se viver vida de cruz, é nos relacionarmo-nos. Afinal, cruz é preferir o outro em honra, é não visar os seus próprios interesses, é sofrer o dano, e amar sem fingimento quem quer que seja.

Queremos vencer o maligno? Então vamos tomar a nossa cruz e seguir as pisadas daquele que nos fez mais do que vencedores - Jesus Cristo, nosso Senhor.

 
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O comboio da juventude

De que precisa o comboio da juventude?


Precisará de combustível. Vamos usar carvão vegetal? Diesel? Álcool? Gasolina?

Não! O nosso combustível deve ser ecológico e renovável. Gerar vida e não morte. O nosso comboio...

Precisará de um trilho. Qual será a bitola, a medida desse trilho? Será a medida dos nossos sonhos! Não nos podemos deixar guiar nem instrumentalizar, seja qual for a justificativa.

Precisará de maquinistas. Que sejam amorosos, que saibam com clareza qual é o sentido do nosso comboio. Dos nossos sonhos, da nossa luta. Para tanto, precisa de uma metodologia libertadora, humanizadora, de formação e mobilização. De uma teologia que ensine a amar e não a ter medo.

Precisará de estações. Onde uns descerão e outros subirão. Livremente! São paragens para abastecer, para descansar, para reflectir.

Precisará de manutenção. De revisão, de reforço didáctico e metodológico. De conteúdos que sejam construídos por todos os passageiros. De sustentabilidade, que, mais que recursos, contenha comunicação e muito diálogo. De educação para a liberdade.

Precisará de um ritmo. Que atenda e respeite os mais variados ritmos e tempos dos seus diferentes passageiros. Que saiba o tempo de correr e o tempo de parar. O tempo de dobrar os joelhos e fechar os olhos e o tempo de arregaçar as mangas e lutar. O tempo de ouvir e o tempo de falar.

Precisará de sinais. Quais serão os sinais que nos orientarão no percurso? Aqueles que apontem os perigos, os desafios, as conquistas e avanços. Para não ficarmos excessivamente optimistas e perdermos o senso crítico, mas também não nos perdermos nas críticas vazias e genéricas. Ambas têm o poder de afastar pessoas.

Precisará de janelas. Que possibilitem a entrada de ar fresco e refrescante. A brisa e o cheiro das nossas matas, rios e terras. O perfume das nossas flores, a beleza do nosso céu. Janelas que nos permitam namorar a vida. Aprender e ensinar com outras pessoas. Com outros passageiros de outros comboios, que deslizam sobre outros trilhos, mas que buscam a mesma estação final. A sociedade justa e solidária.

Precisará de eixos. Bem dimensionados, que suportem o peso das nossas utopias. Das nossas ousadias e indignações. Eixos temáticos que abriguem e articulem os nossos conteúdos, os nossos princípios e a nossa diversidade étnico/cultural. Que carreguem bem juntinhas, a fé e a vida.

Precisará de buzina. Para buzinar forte. Apitar alto a todos os ouvidos, quando algo ou alguém, ameaçar a vida, o nosso bem maior. Quando a vida humana for desumanizada. Quando as pessoas, a terra, os rios e as fontes forem mercadorizadas. Mas também para celebrarmos, aos quatro ventos, as nossas alegrias. Cantar os nossos louvores.

Precisará de pontes. Que sejam firmes e fortes. Na fé e na ideologia. Que nos liguem aos abismos sociais. Que acabem com os isolamentos e com as ilhas sociais. Que nos levem da indiferença e do comodismo ao empenho. À solidariedade e à indignação. Que nos traga sempre nova, a esperança. Fresca, viçosa e autónoma como a brisa de cada manhã;

Precisará de faróis. Que iluminem os nossos trilhos e destinos. Qual a lua clara sobre o mar, desvelem as realidades obscuras que naturalizam injustiças e opressões. Que iluminem os porões do autoritarismo, do moralismo e dos medos e aponte para o Reino de Deus pregado pelo jovem Nazareno. Que seja uma espiritualidade capaz de humanizar a vida e as relações. Que comunique o mistério e nos leve ao encontro com o sagrado. Que nos ajude e ensine a pensar e não nos transmita apenas pensamentos prontos. Que clareie o modo de ser igreja povo de Deus, igreja libertadora, gerada no Concílio Vaticano II.

Precisará de uma sombra. De uma árvore onde faremos poesia e descansaremos. Onde tiraremos as sandálias e descansaremos e de onde retomaremos a caminhada. Onde cantaremos salmos e reabasteceremos as nossas forças. Esta árvore só pode ser a da juventude plena que é Deus.

 
Fernando Caló Imprimir e-mail

FERNANDO CALÓ

Aluno exemplar do Colégio Oficinas de S. José – Lisboa

No meio de tanta corrupção, um lírio de candura como o Fernando Caló é qualquer coisa fora do natural, que nos eleva e nos faz detestar a miséria e baixeza espiritual dos nossos dias. Modelo de piedade, de candura, de carácter de estudante, para a juventude dos nossos dias, deu-no-lo Deus, neste jovem de 17 anos, todo cheio de vida e vigor, de uma sede de santidade como as almas de eleição. Bendito seja Deus nos seus Anjos e nos seus Santos.

O doloroso calvário da sua doença foi o crisol onde o Divino santificador das almas a aformoseou dia a dia. As suas palavras, as suas conversas eram de uma elevação sobrenatural que mais pareciam colóquios; é que era Deus a falar por ele.

Do Retiro Espiritual de três dias, ficam aqui algumas das suas resoluções:

“Eis que renovo o meu ideal: Quero fazer-me santo. Meu Jesus abençoa o meu ideal para nunca me afastar do Teu caminho. Quero fazer bem o meu retiro, pois dele terei que decidir sobre a minha vida”.
“Eu quero caminhar no caminho do Céu. Contra o pecado quero ser uma rocha, um leão, e praticarei à risca os conselhos do confessor. Jesus, quero ouvir a tua voz. Dá-me vontade para ouvir e seguir os conselhos do meu confessor e director espiritual”.
“Senhor, eu não quero tornar a ofender-Vos; é absurdo e ingratidão fazê-lo. Jesus, ajuda-me com a Tua Divina graça; eu quero e devo fazer-me santo com a Tua graça e a colaboração da minha vontade. De hoje para o futuro, antes quero morrer que pecar”.
“É preciso ser devoto de Nossa Senhora, por isso procurarei amá-la o mais que puder, para também ter a Sua protecção. Mãe querida, sê para mim, luz, amparo e guia para na minha vida triunfar, e seguir condignamente a minha vocação”.

Propósitos que eu, Fernando Caló, tomei e fiz no final do meu retiro espiritual:

1º - Quero abater a minha curiosidade; quero mortificar a minha vista.
2º - Quero ser um apóstolo da Virgem Imaculada.
3º - Quero ser um santo sacerdote de Jesus.

No dia do aniversário da coroação de Sua Santidade o Papa, escreveu:

Ofereci a minha comunhão e boas, orações e tudo o que eu fiz durante o dia para o Santo Padre, para que o Senhor o conserve ainda por muitos anos a governar a Sua Igreja. À hora da comunhão disse a Jesus: Jesus, vou-te fazer um grande pedido: o Santo Padre está velhinho e eu sou novo. Por isso Te peço do fundo do coração, e se é da Tua santa vontade me tires os anos que quiseres e quantos forem precisos, a vida e os ponhas na conta do santo Padre. Ele é preciso ao Mundo e eu sou um estorvo. Se porém não aceitares a minha oferta, eu te peço me concedas a graça de escolher bem a minha vocação para melhor Te servir.

Ao ir para o hospital, disse ao director do Colégio que o acompanhava:

- “Só me custa não poder sofrer sem gemer. A minha mãe padece muito ao ver-me assim e isto é o que mais me custa. Estou a ver que talvez não possa atingir o meu ideal. E nunca pensei tanto e nem desejei tanto ser padre como nestes dias. Mas faça-se a vontade de Deus”.

Era assim a alma do Fernando Caló, um astro radioso a apontar o caminho aos que o seguirem. É mais um herói a chamar os jovens dos nossos dias para o caminho da pureza e da santidade.

 
Louis Braille Imprimir e-mail

Louis Braille

 “O menino que trouxe luz ao mundo da escuridão”.

Nasceu a 4 de Janeiro de 1809, em Coupvray, na França. 

Morreu a  6 de Janeiro de 1852

Um dia, um menino de 3 anos estava na oficina do pai, vendo-o fazer arreios e selas. Quando crescesse, queria ser igual ao pai.
Tentando imitá-lo, tomou um instrumento ponteagudo e começou a bater numa tira de couro.
O instrumento escapou da pequena mão, atingindo-lhe o olho esquerdo.
Logo mais, uma infecção atingiu-lhe o olho direito e o menino ficou totalmente cego.
Com o passar do tempo, embora se esforçasse para se lembrar, as imagens foram gradualmente desaparecendo e ele não se lembrava das cores.
Aprendeu a ajudar o pai na oficina, trazendo ferramentas e peças de couro. Ia para a escola e todos se admiravam da sua memória.
Mas ele não estava feliz com os seus estudos. Queria ler livros. Escrever cartas, como os seus colegas.
Um dia, ouviu falar de uma escola para cegos. Aos dez anos, Louis chegou a Paris, levado pelo pai e matriculou-no no instituto nacional para crianças cegas.
Ali havia livros com letras grandes em relevo. Os estudantes sentiam, pelo tacto, as formas das letras e aprendiam as palavras e frases.
Logo o jovem Louis descobriu que era um método limitado. As letras eram muito grandes. Uma história curta enchia muitas páginas.
O processo de leitura era muito demorado. A impressão de tais volumes era muito cara. Em pouco tempo o menino tinha lido tudo o que havia na biblioteca.
Mas queria mais. Como gostava muito de música, tornou-se estudante de piano e violoncelo.
O amor à música aguçou o seu desejo pela leitura. Queria ler também notas musicais.
Passava noites acordado, pensando em como resolver o problema.
Ouviu falar dum capitão do exército que tinha desenvolvido um método para ler mensagens no escuro.
A escrita nocturna consistia em conjuntos de pontos e traços em relevo no papel.
Os soldados podiam, correndo os dedos sobre os códigos,  ler sem precisar de luz.
Ora, se os soldados podiam, os cegos também podiam,  pensou o  garoto.
Procurou o capitão Barbier que lhe mostrou como funcionava o método. Fez uma série de furinhos numa folha de papel, com um furador muito semelhante ao que cegara o pequeno.
Noite após noite e dia após dia, Louis trabalhou no sistema de Barbier, fazendo adaptações e aperfeiçoando-o.
Suportou muita resistência.
Os donos do instituto tinham gasto uma fortuna na impressão dos livros com as letras em relevo. Não queriam que tudo fosse por água abaixo.
Com persistência, Louis Braille foi mostrando o seu método. E os meninos do instituto interessavam-se.
À noite,  às escondidas, iam ao seu quarto, para aprender.
Finalmente, aos 20 anos de idade, Louis chegou a um alfabeto legível com combinações variadas de um a seis pontos.
O método Braille estava pronto.
O sistema permitia também ler e escrever música.
A ideia acabou por encontrar aceitação.
Semanas antes de morrer, no leito do hospital, Louis disse a um amigo:
"Tenho a certeza de que a minha missão na Terra terminou."
Dois dias depois de completar 43 anos, Louis Braille faleceu.
Nos anos seguintes à sua morte, o método espalhou-se por vários países.
Finalmente, foi aceite como o método oficial de leitura e escrita para aqueles que não enxergam.

Assim, os livros puderam fazer parte da vida dos cegos. Tudo graças a um menino imerso em trevas, que dedicou a sua vida a fazer luz para enriquecer a sua e a vida de todos os que se encontram privados da visão física.

Há quem use as suas limitações como desculpa para não agir nem produzir.
No entanto, a sabedoria está, justamente, em superar as piores condições e realizar o melhor para si e para os outros.

 
Um porteiro canonizado Imprimir e-mail

André Bessette: humilde porteiro, foi canonizado

Infância

Bessette nasceu em 1845 num povoado chamado Mont-Saint-Grégorie, a 40 km de Montreal, no Canadá, no seio de uma família operária. Quando pequeno, tinha tantas complicações de saúde que os seus pais quiseram baptizá-lo no mesmo dia que nasceu, pensando que não sobreviveria. Mas morreu aos 91 anos.
Ficou órfão de pai aos 9 anos e de mãe aos 12. Ele e os seus 11 irmãos ficaram sob o cuidado dos seus tios.
Maria e José converteram-se em seus pais adoptivos. Este período permitiu ao irmão André consolidar fortemente a sua relação com Deus, em vez de se afastar, pelos lamentáveis acontecimentos da sua vida.
Tinha 20 anos quando viajou aos EUA junto com um grupo de imigrantes para trabalhar no sector têxtil. Em 1867 regressou ao Canadá para realizar outros trabalhos. Foi quando o seu pároco quis enviá-lo à Congregação da Santa Cruz, onde inicialmente foi rejeitado pelos problemas de saúde que continuavam ao longo da sua vida. Mas o bispo de Montreal, Dom Ignace Bourget, pediu que reconsiderassem a decisão, e Alfred foi aceito em 1872.

Porteiro

O irmão Bessette foi designado como porteiro do colégio de Nossa Senhora das Neves, próximo de Montreal. Também realizava outros trabalhos ocasionais. Mas ele quis fazer deste um trabalho que fosse algo mais que abrir a porta: recebia os visitantes e seus parentes. O próximo convertia-se assim na realidade mais importante para o irmão André.
A sua vida espiritual, as suas palavras simples mas cheias de sentido fizeram que cada vez mais as pessoas falassem do porteiro daquele colégio. Muitos enfermos iam pedir-lhe consolo, oração e conselhos. Ele sabia que não se pode amar verdadeiramente a Deus sem amar o próximo nem amar os demais, sem reconhecer a presença de Deus neles.
Uma multidão diária de enfermos, aflitos e pobres de todos os tipos, de deficientes e feridos pela vida encontravam nele, sentado na portaria do colégio, acolhimento, escuta, apoio e fé em Deus”, disse o Papa João Paulo II durante a homilia da sua beatificação, em Maio de 1982. O irmão Bessette dava a todos o mesmo conselho: buscar a intercessão de São José, orar e acorrer aos sacramentos.
Ele dizia aos enfermos que se ungissem com o óleo da lâmpada que havia numa capela que tinha o nome do santo. Muitos fiéis que fizeram isto ficaram curados, apesar de estarem desenganados pelos médicos. Alguns começaram a dizer que este religioso fazia milagres. Ele insistia que o responsável pelas curas era São José. E por isso, em 1904, teve a iniciativa de construir um santuário em sua honra.
O irmão Bessette começou a reunir um número cada vez maior de seguidores, mas a sua vida provocou também algumas reacções adversas. Entre eles o doutor Josep Charette, que ridicularizava as suas atitudes. Um dia, a sua esposa teve uma forte hemorragia nasal, que não se detinha de nenhuma maneira. Ela pediu para ser levada ao religioso, mas o médico recusou. “Dizes que me amas, mas és capaz de me deixar morrer sangrando?”, disse a mulher. Charette dirigiu-se a Bessette, que lhe respondeu: “Doutor, regresse a casa, que a hemorragia já se deteve”, e assim foi.
Em 1924, culminou a construção do oratório. O Irmão André não foi só o construtor de um edifício de pedra, mas de uma comunidade cristã vivente. Converteu-se num notável unificador.
Bessette morreu em 1937. Nunca se trouxe uma pessoa enferma a André que não regressasse contente a sua casa. Algumas eram curadas. Outras morriam algum tempo depois, mas o irmão André consolava-as, dizia um dos seus amigos.
Mais de um milhão de pessoas foram render-lhe homenagem, apesar dos seus funerais se terem celebrado sob o mau tempo, no inverno. E ainda hoje, mais de dois milhões e meio de peregrinos e visitantes vão todos os anos ao oratório de São José em Monte Royal.
Numa época difícil para a Igreja canadense, os crentes deste país alegram-se por constatar que Deus está entre eles e que isto manifesta sinais inequívocos da sua presença.

O Papa Bento XVI canonizou-o no dia 17 de Outubro de 2010.

 
Jovem de 18 anos beatificada Imprimir e-mail

Em breve será beatificada uma jovem de 18 anos falecida em 1990

Chiara “Luz” Badano, uma bela italiana e desportista, pertencia ao movimento dos Focolares
Bento XVI aprovou a publicação do decreto que reconhece um milagre realizado por Deus graças à intercessão desta jovem italiana, bela desportista.
É o primeiro membro do Movimento dos Folcolares, fundado por Chiara Lubich, que alcança este objectivo.
Maria Voce, presidente dos Folcolares, comenta que o reconhecimento “nos anima a acreditar na lógica do Evangelho, do grão de trigo que cai na terra, morre e produz frutos”.
“O seu exemplo luminoso ajudar-nos-á a divulgar a luz do carisma e anunciar ao mundo que Deus é Amor”.

Uma descoberta: Deus é Amor
Chiara nasceu em Sassello, no norte da Itália, no dia 29 de Outubro de 1971.
Aos nove anos tomou conhecimento do Movimento dos Focolares, ao participar com os seus pais, em Roma, da Family Fest, um encontro mundial organizado por esta realidade eclesial que teria futuramente um impacto decisivo para os três membros da família.
A jovem era extremamente activa no Movimento Gen (Geração Nova), dos Focolares, onde descobriu que Deus é Amor.

“Surpresa” dolorosa
Tinha 17 anos quando sentiu uma forte dor nas costas durante uma partida de ténis. Logo nos primeiros exames os médicos deram-se conta que se tratava de cancro nos ossos.
Com o passar do tempo, as hospitalizações tornaram-se mais frequentes e os tratamentos cada vez mais dolorosos. Depois de cada “surpresa” dolorosa, Chiara repetia: “Por ti, Jesus, se Tu queres, também eu quero!”
E uma das provas mais duras chegaria logo: Chiara não conseguia movimentar as pernas. Uma dolorosa operação não ajudou em nada. A dor era imensa. Disse a uma amiga: “Se tivesse que escolher entre caminhar e ir para o Paraíso, não teria dúvidas, escolheria o Paraíso. Agora, somente isto me interessa”.

Chiara "Luz"
A sua relação com Chiara Lubich, que a chamava “Luz” (Chiara Luce), foi-se tornando cada vez mais intensa.
Quando no verão de 1990 os médicos decidiram interromper os tratamentos, devido à irreparável enfermidade, no dia 19 de Julho, a jovem informou Chiara Lubich com as seguintes palavras: “A medicina depôs as armas. Ao interromper os tratamentos, as dores na coluna aumentaram, quase não me posso mover. Sinto-me tão pequena e o caminho que devo percorrer é tão duro... Frequentemente tenho a impressão de que sou sufocada pela dor. É o esposo que sai ao meu encontro? Sim, eu também repito contigo ‘se Tu queres, também eu quero’... Contigo estou segura de que com Ele conquistaremos o mundo!”
Chiara Libich respondeu: “Não tenhas medo, Chiara, de Lhe dizer ‘sim’, repetidamente. Ele te dará forças, tem a certeza disso. Eu também rezo por isso e sempre estou contigo. Deus ama-te intensamente e quer penetrar na intimidade da tua alma. Fazer com que experimentes gotas do céu. ‘Chiara Luz’ é o nome que pensei para ti. Gostas? É a luz do Ideal conquistado pelo mundo”.

Chiara faleceu no dia 7 de Outubro de 1990. Tinha preparado tudo: os cânticos para o seu funeral, as flores, o penteado, o vestido – branco. As últimas palavras que dirigiu à mãe, foram: “Seja feliz, eu sou!”
Quando o pai lhe perguntou se queria doar as córneas dos olhos, respondeu com um sorriso de aprovação.

A causa da beatificação foi aberta em 1990 e o milagre reconhecido deu-se na cidade italiana de Trieste.

 
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HERMAN, CRUZADO DA EUCARISTIA

Herman Wjns nasceu em Merksem, na Bélgica a 15 de Março de 1931, de pais remediados, mas que caíram na miséria, quando este seu único filho contava 7 anos.
Rapazinho bom, dócil, dedicadíssimo aos pais, cheio de caridade para com os companheiros, espírito alegre e simpático, fez destas palavras a divisa de sua vida: “Vale mais rir que chorar”.
A graça tomou conta deste coração, fazendo florescer nele um profundo e ardente amor a Deus e um vivíssimo horror a qualquer pecado.
Aos 2 anos e meio começa a rezar com o pai todos os dias o terço, que, aos nove anos, transformará no rosário completo (três terços). Sabe de cor os 15 mistérios e faz preceder cada uma das 150 Ave-Marias com uma piedosa reflexão tirada dos escritos de São Luís Maria Grignion de Monfort.
A partir dos quatro anos vai todas as manhãs à missa das 6 e meia. A 4 de Julho de 1937, com seis anos de idade, faz a sua primeira Comunhão, não deixando daí para diante nenhum dia de se alimentar com este Sagrado Banquete.
Aos 9 anos, a 6 de Abril de 1940, começou a ser menino de coro ou ajudante da missa. Apesar do frio, da neve e dos perigos da guerra, cumpre as suas funções com fidelidade heróica, todos os dias até à morte.
Compreendendo a felicidade de estar junto do altar, exclama: «Quando quiserdes algum favor de Jesus, pedi-mo, porque eu agora estou mais perto d'Ele...
Responde a quem estranha o seu procedimento: «Uma só missa fervorosa basta para ir para o céu».
Eis a sua grande aspiração: “Primeiro, serei ajudante da Missa; depois padre; senão absolutamente nada».
A 25 de Março de 1941, exactamente 99 dias antes de voar para o céu, viu, com grande alegria, satisfeito o seu desejo de ser Cruzado da Eucaristia. À custa do próprio trabalho, ganhou dinheiro para tirar a fotografia com o emblema da Cruzada, ao peito.
O missal, que nesse dia a avó lhe deu como prenda, tornou-se o seu companheiro constante.
Alma de profunda vida interior, declara: «o valor da oração está na constância; sem ela não tem sentido...
Aos 10 anos, passando por uma rua, vê dentro dum imundo caixote de lixo um crucifixo. Não se atrevendo a pegar nele, ouve estas palavras:
- Então, Herman, como podes envergonhar-te de mim?
Toma o crucifixo e leva-o para casa. Depois de o lavar, coloca-o, a cantar, na parede do quarto.
A 24 de Maio de 1941 uma queda rasga-lhe uma veia da perna esquerda. Durante dois dias suportou atrozes sofrimentos, sem uma única queixa. Na agonia murmura:
«Vi a doce Mãe, a Santíssima Virgem. É tão bela! Agora que a vi, já não posso ver mais ninguém».
A morte, no dia 26 de Maio, acompanhada de factos extraordinários, trouxe ao seu funeral uma multidão de pessoas.
Numerosas graças têm sido atribuídas à intercessão deste simpático Cruzado da Eucaristia. No seu túmulo, no cemitério de Merksem, vêem-se numerosos testemunhos de favores recebidos.

 

 
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ALEXANDRINA DE BALASAR

Esta jovem portuguesa sentiu o que é percorrer os caminhos da paixão de Jesus, para se poder chegar à glória da ressurreição.
Alexandrina nasceu em Balasar (Póvoa de Varzim) no ano de 1904. Como todas as crianças da aldeia, frequentou a escola, participava nas brincadeiras e ajudava a mãe nas tarefas do campo e nos trabalhos domésticos.
Aos 14 anos, Alexandrina estava em casa com a irmã Deolinda e uma jovem mais velha, a trabalhar na costura. Bateram à porta três homens. Elas, temendo o pior, fecharam-na à chave. Mas eles forçaram a porta e Alexandrina, sentindo ameaçada a sua virgindade, atirou-se da janela para o quintal.
Caiu no campo a uma altura de quatro metros. Sentiu então uma dor na coluna, que passou.
Passado algum tempo, a dor regressou. Visitas a médicos, viagens cansativas a hospitais. Procurava a cura para a sua doença.
Um dia, um médico do Porto acabou por dizer claramente à sua mãe: “A sua filha ficará paralisada para sempre”.
Começou para Alexandrina a segunda fase da sua vida. Não tendo cura, voltou-se para Jesus Cristo e associou-se à sua paixão.
Vivia de uma forma mística os sofrimentos de Jesus na sua paixão, na certeza de que também teria um dia parte na glória da sua ressurreição. Durante as sextas-feiras, durante algum tempo, entrava num êxtase que só aos místicos é dado a entender.
Apesar das muitas dores que sentia, mantinha um rosto sereno, sem se queixar. Escondia por detrás de um sorriso todo o seu sofrimento. As muitas pessoas que a visitavam saíam maravilhadas do seu modesto quarto.
Todos os dias, um sacerdote levava-lhe a sagrada comunhão. Desde Abril de 1942 até à sua morte, Alexandrina alimentou-se apenas do pão da Eucaristia. Os médicos, incrédulos, constataram que era verdade.
Passava grande parte do tempo voltada para o sacrário da igreja paroquial de Balasar, rezando a Jesus e pedindo-Lhe a conversão dos pecadores. Pediu que, quando morresse, a sepultassem voltada para o sacrário. Assim foi feito.
Graças à colaboração de pessoas amigas, entre as quais uma sua irmã, deixou muitos escritos que, juntos, formariam uma obra de cerca de 5000 páginas.
Morreu a 13 de Outubro de 1955.
Nesse dia, já todos a consideravam santa. Por isso, esgotaram-se as flores no Porto.
O Papa João Paulo II beatificou-a em 2004.

 
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De professor universitário a monge beneditino

Santiago Cantera estava feliz dando aulas na Universidade San Pablo-CEU, de Madrid. Pensava em se casar, mas notava por dentro um convite à entrega absoluta a Deus. E aderiu à vida monástica. Hoje ele é historiador, pesquisador, professor e porta-voz da comunidade beneditina da abadia da Santa Cruz do Vale dos Caídos, fundada nos anos 50 do século XX, com monges vindos da abadia de São Domingos de Silos.

- O que é que um jovem como tu faz num lugar destes?
P. Santiago Cantera: Entrei no mosteiro aos trinta anos, quando era professor na Universidade San Pablo-CEU, de Madrid. Estava feliz dando aulas, feliz com os colegas e na relação com os alunos. Tinha tudo o que podia desejar e estava a pensar em me casar, porque o casamento e os filhos atraíam-me muito. Estava aberto para esta vocação do casamento; tinha namorada.
Mas desde pequeno eu tinha percebido uma atracção muito grande pela vida monástica. Isto foi sempre latente no meu coração. Naquela altura eu tinha tudo o que podia desejar profissionalmente, mas também tinha uma sede imensa de Deus, que o mundo lá fora não me deixava saciar. Eu notava no meu espírito o chamamento de Deus, a vocação à vida monástica, a uma entrega absoluta a Ele.
Por um lado eu resistia, porque aquilo implicava renunciar a muita coisa que gostava e que tinha conseguido, além de projectos para o futuro, como formar uma família. Mas juntamente com esta resistência, tinha em mim um desejo misterioso de escutar aquela voz interior e aquilo fazia-me continuar a procurar. Retirava-me durante pequenas temporadas em algum mosteiro. Até que me orientei mais para a Cartuxa e fiz uma experiência. Um sacerdote recomendou-me exercícios espirituais: fiz o mês inaciano e a graça divina iluminou-me.
Aí começou o trecho final para esta abadia. Na vida beneditina no Vale dos Caídos eu encontrava a possibilidade de combinar uma vida monástica contemplativa com um certo apostolado na basílica, e através da escrita… ou em qualquer âmbito que a obediência me pudesse indicar.
- És doutor em História. Qual é a tua especialidade? Está pesquisando?
P. Santiago Cantera: Estudei Geografia e História na Universidade Complutense de Madrid e doutorei–me em História Medieval.
A tese tratou da ordem da Cartuxa na Espanha dos séculos XV e XVI: é lógico que o tema aumentou o meu amor por esta ordem e pela vida monástica em geral, e realmente a minha linha habitual de pesquisa foi neste rumo.
Fui professor na Universidade San Pablo-CEU, e também tinha dado algumas aulas como bolsista na Complutense, além de colaborar num projecto de pesquisa na Real Academia de História sobre o reinado de Henrique IV de Castela.
Depois trabalhei em várias outras vertentes e abri-me para as áreas do pensamento e do ensaio, ligado especialmente à Teologia da História e à Filosofia e História das Civilizações, assim como à Mariologia.
A última pesquisa que terminei recentemente é sobre o conceito de Espanha no Reino Visigodo de Toledo.

 
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